Sábado, 11 de Setembro de 2010

Governos de Angola e da Guiné-Bissau encetam conversações oficiais

 0,5d366cf6-6467-41fe-b90e-de872e6fcdb2 Luanda – As conversações oficiais entre os governos de Angola e da Guiné-Bissau decorrem no palácio Presidencial da Cidade Alta, com vista o reforço da cooperação entre os dois estados e povos.

A cerimónia de abertura foi orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e pelo Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior.

A delegação angolana às conversações é chefiada pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência, Carlos Feijó, e pelo Ministro das Relações Exteriores guineense, Adelino Mano Queta.

Na abertura o Chefe de Estado angolano manifestou disponibilidade em apoiar as autoridades guineense apoios de natureza política, diplomática, financeira e material para ajudar a ultrapassar as sucessivas crises na Guiné.

O Presidente José Eduardo afirmou que atenção especial incidirá sobre as forças armadas guineenses porque é necessário que elas se constituam de facto num dos principais garantes da estabilidade, da segurança e da integridade do país.

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pediu apoio técnico e financeiro, reafirmando que o seu país tem necessidade imperiosa de prosseguir com o processo de reformas, em especial nos sectores da defesa e segurança.

Refere que o apoio ao orçamento aliviará o tesouro do seu país das pressões quotidianas e permitirá ao governo do seu país respeitar os compromissos com as instituições financeiras internacionais (FMI/BM) no quadro do perdão da dívida externa, condicionado a um desempenho fiscal satisfatório.

Cooperação com Guiné-Bissau exige normalidade constitucional

Os ministros da Defesa de Portugal e do Brasil reafirmaram hoje, em Lisboa, que a cooperação nesta área com a Guiné Bissau exige normalidade constitucional no país e que a estabilidade é necessária também para haver cooperação noutros setores.

O ministro Augusto Santos Silva disse que “Portugal fez saber às autoridades guineenses que está disponível para continuar, e até aprofundar, a cooperação técnico militar, mas é condição ´sine qua non` a plena normalidade constitucional”, onde cabe a obediência do poder militar.


Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, afirmou que “há uma coincidência muito grande” de posições entre Portugal e o Brasil nesse aspeto, e frisou ainda que “a defesa e o desenvolvimento são duas faces da mesma moeda”.


Além de temas bilaterais, os dois ministros abordaram hoje, em Lisboa, questões multilaterais, incluindo temas que estarão na agenda da próxima reunião ministerial de defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que vai realizar-se em Brasília, em novembro.

 

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil integrar ou até liderar uma hipotética missão de tropas a enviar para a Guiné-Bissau, o ministro brasileiro garantiu que “o Brasil nunca intervém num país para fazer a paz, só o faz para manter a paz”.

E para isso, adiantou tem de haver “solicitação desse país, o que não aconteceu”, e a missão deve estar sob a bandeira de uma organização internacional, que “pode ser da ONU ou da União Africana”.


Na visita recente do presidente da Guiné-Bissau ao Brasil, houve sim conversações para cooperação na área económica, nomeadamente para a industrialização da produção de caju e para criar um setor das pescas.


“A Guiné-Bissau atualmente aluga as suas águas para pesca, e nós dissemos-lhe que está na hora de criar uma indústria própria, tendo nós ´expertise´ para cooperarmos nessa área”, adiantou o ministro brasileiro.


A cooperação de Portugal e do Brasil, de forma a que esta seja articulada entre si, com a África que fala português, foi um dos temas da reunião, que precedeu a assinatura de um acordo para definir a participação portuguesa na construção do avião de transporte militar KC-390, um projeto da empresa brasileira Embraer, com fábricas em Portugal.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Sabores da Guiné juntaram mais de 250 pessoas no Céu de Vidro da antiga Casa da Cultura

 Gazeta das Caldas

Almoco-3-300x201Quem passou junto ao Hospital Termal e ao Céu de Vidro nos passados dias 28 e 29 de Agosto com certeza não ficou indiferente à música que se ouviu a partir do final da manhã e ao reboliço que por ali se via. O motivo: os almoços promovidos pela Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau, pintados pelas cores dos trajes guineenses e cujo ritmo era marcado pela música daquele país africano.
Em dois almoços em que os pratos de galinha vindos da Guiné estiveram em destaque, a galinha de cafriela, o caldo de amendoim e o caldo de dendém fizeram as delícias das mais de 250 pessoas que por ali passaram nos dois dias. Fosse pela saudade dos sabores guineenses, fosse pela mão das cozinheiras, “escolhidas a dedo”, certo é que os pratos fizeram as delícias de quem aceitou o convite da associação, neste terceiro convívio que a associação promoveu nas Caldas da Rainha.
Depois de bem comidos e bem regados, os participantes neste almoço guineense no Céu de Vidro seguiram rumo ao CCC, onde decorreu um desfile de trajes típicos da Guiné. Em ambiente descontraído, passaram pela passerelle trajes de cerimónia e trajes coloridos, tão facilmente associados à antiga colónia ultramarina portuguesa. E à boa maneira africana, não houve quem resistisse durante muito tempo à música que acompanhou o desfile, que acompanhou em verdadeiro ambiente de festa, que depois se prolongou, novamente no Céu de Vidro. No mesmo fim-de-semana, chegava ao fim a exposição de artigos guineenses que a associação mostrava na Capela de São Sebastião desde o dia 7 de Agosto.
Augusto Mansoa, o presidente da Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau salientou que a importância de iniciativas como esta reside no facto de permitirem que a associação partilhe “o seu sentimento de humanismo e mostre que, apesar das diferenças nas foras de pensar, o ser humano vive e partilha e, quando quer, consegue grandes feitos para todos nós”. A residir e a trabalhar nas Caldas há cerca de 24 anos, onde é cirurgião no Centro Hospitalar, Augusto Mansoa diz que os guineenses foram “acolhidos nesta cidade, acarinhados e ajudados, aceitos como gente de bem”. E garante: “queremos assim continuar”.
Os convívios anuais da associação servem precisamente esta integração na cidade e no país que escolheram para viver, na impossibilidade de permanecerem no lugar onde nasceram. Além de muitos guineenses espalhados por vários pontos de Portugal, os encontros atraem ainda muitos portugueses que a determinada altura das suas vidas viveram na Guiné, e que se deixaram morder pelo ‘bichinho de África’.
“Conversamos de tudo um pouco, lembramos coisas boas e algumas menos boas, comemos, bebemos, dançamos, no fundo convivemos como seres humanos que somos”, disse o cirurgião guineense, que defendeu que “o isolamento e a solidão são o pior inimigo do Homem e da Humanidade”. Todos somos cidadãos do mundo e “não temos o direito de estragar o que há de melhor nesta vida: a amizade, a liberdade e a solidariedade, valores muitas vezes esquecidos”.
A Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau empenha-se em trazer a Portugal os sabores e acultura guineenses. “São pequenos fragmentos de todo o universo que temos espalhado por diferentes espaços do continente”, explica o presidente da associação. Nascida há quase oito anos nas Caldas, a associação tem sede provisória em Lisboa e junta actualmente cerca de 300 membros.

Guiné precisa de uma segunda independência

Em Portugal há mais de duas décadas, Augusto Mansoa tem voltado à Guiné-Bissau a cada dois anos. Mas o país que encontra hoje “é muito diferente” daquele que deixou.
“Quando chego a Bissau e vejo as ruas cheias de buracos, eu choro. Quando vejo a cidade que em tempos foi considerada uma das cidades mais limpas da África Ocidental cheia de amontoados de lixo no meio da estrada, entristece-me de sobremaneira. Vejo as crianças em idade escolar com cestos na cabeça, com víveres para vender para poderem sobreviver, e também é uma tristeza muito grande para mim”, lamenta.
Mas o que é preciso para que as coisas mudem? Augusto Mansoa não hesita na resposta. Falta união nacional. “Nós estamos neste momento a tentar construir um todo nacional a partir de pequenas coisas e penso que com isso podemos fazer alguma coisa de concreto”.
A união que falta é a mesma que o país vivia quando conseguiu a independência. “Neste momento eu acho que falta uma segunda unidade, mas uma unidade séria para a Guiné conquistar uma segunda independência que considero extremamente importante, a independência económica”, diz.
Ciente de que, neste momento, a Guiné é “um país muito débil”, Augusto Mansoa acredita que a união terá que se fazer em várias vertentes. A associação que preside está a trabalhar em questões sociais e culturais. “Através da cultura vamos buscar alguns pontos de união e é isso que nos interessa de sobremaneira”. Já as questões políticas deixa-as para os políticos. “Esses terão que ser capazes de se entender na sua esfera”, afirma.

ONU vai recolher apoios para a Guiné-Bissau

Representante especial para a Guiné-Bissau vai a Lisboa, Paris, Londres e Bruxelas na próxima semana.

bandeira-campanhaeleitoral93188619_400x225 Lisboa vai ser uma das capitais europeias que o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Joseph Mutabola, visita na próxima semana, com o objectivo de  angariar apoios para aquele país africano. A noticia foi avançada esta noite à Renascença por Vladimir Monteiro, porta-voz da missão da ONU em Bissau.

“Na próxima semana o representante especial estará na Europa. De 13 a 23 [de Setembro] vai a Lisboa, Paris, Londres e Bruxelas, para contactar países europeus no sentido de manterem o seu apoio à Guiné-Bissau, para permitir que o país ultrapasse as dificuldades”, explica.

Vladimir Monteiro comenta também a visita que o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, está a efectuar a Angola, como uma iniciativa “extremamente importante”. “Tudo o que possa ajudar a Guiné-Bissau tem de ser apoiado”, frisa.
Em destaque nesta visita está o “dossier” da segurança e cooperação militar, sendo que nos próximos dias parte para a Guiné-Bissau uma missão de militares e polícias angolanos.

Carlos Gomes Júnior pretende ainda discutir com o Governo angolano o possível envio de uma missão de tropas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para estabilizar a situação na Guiné-Bissau.

Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Banco Mundial financia sector eléctrico de Bissau com 9,97 milhões

2010-09-09 161127_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$730F74A4-EBA9-4FB5-BA79-57C18BCDB93D$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 O Banco Mundial vai financiar com 12,7 milhões de dólares (9,97 milhões de euros) a reabilitação do sector eléctrico de Bissau, no âmbito de um acordo a assinar na próxima semana.

O acordo é assinado na terça-feira pela ministra da Economia guineense, Helena Embalo, e pelo director de Operações do Banco Mundial para o país, Habib Fettini.

A verba servirá para financiar o Projecto de Emergência de Reabilitação do Sector de Electricidade e Águas de Bissau no âmbito do Projecto Multissectorial de Reabilitação de Infra-estruturas.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e a União Económica Monetária dos Estados da África Ocidental também atribuíram um donativo de 10 milhões de dólares (7,85 milhões de euros) em Agosto no âmbito deste projecto.

A capital da Guiné-Bissau não tem fornecimento permanente de energia eléctrica nem água canalizada. Nas restantes regiões do país o fornecimento é inexistente.

A falta de abastecimento público de energia eléctrica é considerada um dos principais obstáculos ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau.

Secretário de Estado ferido devido a queda de árvore

O Secretário de Estado do Ensino da Guiné-Bissau, Besna Na Fonte, e os dois filhos ficaram feridos na sequência da queda de uma árvore de grandes dimensões em cima do telhado da casa onde residem.

O acidente aconteceu na quarta-feira e os três foram transportados para o hospital, no entanto, Besna na Fonte e um dos filhos acabaram por ser transferidos para uma unidade hospitalar em Dacar.

Senegal condena sete mestres corânicos

000_Par1257246_0 Esta medida deverá servir de exemplo aos "marabouts" pouco escrupulosos, que exploram crianças e as obrigam à mendicidade, quase em regime de escravidão. Dois outros mestres corânicos vão ser julgados nesta quinta-feira.

Pela primeira vez na hiqstória do Senegal, 7 mestres corânicos foram condenados ontem (8/09/2010) pelo Tribunal de Dakar, a 6 meses de pena suspensa e 150 euros de multa (100.000 francos CFA) por terem obrigado crianças a mendigar.

Os 6 mestres corânicos senegaleses e um bissau-guineense, estão pois em liberdade, mas este exemplo poderá ser dissuasor para os "marabouts", que enviam diáriamente para a rua milhares de crianças esfarrapadas, descalças, obrigadas a pedir ora dinheiro, ora um pouco de açúcar, arroz, etc..

A ONG de defesa de Direitos Humanos Human Rights Watch, entrevistou dezenas destas crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos e no passado mês de abril publicou um relatório, acusando o governo senegalês de cruzar os braços, face a pelo menos 50.000 crianças talibés, muitas vindas da Guiné Bissau, exploradas, maltratadas e obrigadas a mendigar nas ruas, em nome da religião.

A HCR pediu à ONU, CEDEAO, e Organização da Conferência Islâmica, que denunciem a mendicidade forçada, como uma prática contrária às obrigações em matéria de Direitos Humanos, e instou o governo senegalês a perseguir os traficantes e mestres, que maltratam as crianças, e garantir a proteção e repatriamento das vítimas de mendicidade forçada.

No Senegal, as escolas corânicas não são sujeitas a qualquer regulamentação jurídica, e logo não tem subvenções estatais, mas dar esmolas aos pobres é uma tradição islâmica secular.

Por pressão dos parceiros internacionais, que acusaram o Senegal de nada fazer para impedir o tráfico de Seres Humanos, as autoridades senegalesas proibem desde 2005 a mendicidade nos espaços públicos, autorizando as esmolas diante dos espaços de culto.

Liliana Henriques ouviu o porta-voz da Human Rights Watch, Reed Brody, para quem estas condenações representam um passo importante, para pôr termo à exploração e forma moderna de escravatura, a que são submetidas crianças vulneráveis, a coberto de ensino religioso nas “madrassas” do Senegal.

Presidente da Guiné-Bissau pede retomada da paz e estabilidade do país

O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, apelou ontem (8) ao povo do país para que se empenhe em retomar a paz e estabilidade, a fim de concretizar a reconciliação da nação.

Sanha fez tal afirmação na coletiva à imprensa por ocasião do 1° aniversário dele no cargo de presidente do país. Segundo ele, a detenção pelos militares de Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, e do chefe do Estado-Maior e General das Forças Armadas, Zamora Induta, obstruiu a promoção do processo da paz no país. As prisões fizeram com que alguns países suspendessem as colaborações e assistência à Guiné-Bissau.

Na ocasião, Sanha declarou esperar que organizações internacionais enviem uma tropa ao país para coordenar a defesa e preservar a segurança local. Conforme ele, a conferência de reconciliação da nação será concretizada no próximo ano.

Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau inicia amanhã visita a Angola

2010-09-08 170325_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$118F5A8E-C5AB-43BF-9E18-3C3688D3B543$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, realiza uma visita oficial a Angola a partir de amanhã e até dia 13, segunda-feira, com a agenda dominada pela cooperação económica e a reforma do sector de defesa e segurança guineense.

Angola "é um país que está muito identificado com a nossa realidade, porque tem a mesma experiência. Eu penso que como irmãos poderão dar um apoio fundamental para que possamos fazer essa reforma", declarou Carlos Gomes Júnior em conferência de imprensa.

Carlos Gomes Júnior disse, a propósito da possibilidade de Angola apoiar a reforma do sector de Defesa e Segurança guineense, que o assunto é do interesse das autoridades angolanas e que recentemente José Eduardo dos Santos manifestou essa disponibilidade ao seu homólogo da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.

"O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Angola foi portador de uma mensagem do presidente Eduardo dos Santos para o seu homólogo guineense, na qual ele demonstrou claramente a disponibilidade e a solidariedade do governo angolano em apoiar as nossas forças armadas para no sentido de conseguirmos fazer a reforma que temos no quadro da defesa e segurança", indicou Carlos Gomes Júnior.

O primeiro-ministro guineense lembrou que não será a primeira vez que Angola apoia a Guiné-Bissau no seu programa de reforma do sector da Defesa e Segurança, citando a formação dos 250 elementos da polícia de intervenção rápida em 2005.

"O projecto não avançou dada as situações conturbadas que o nosso país tem vivido. Vamos retomar as discussões e tentar ver com as autoridades angolanas qual é a melhor forma de podermos implementar esse projecto", sublinhou Carlos Gomes Júnior.

Para o primeiro-ministro guineense o facto de o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai se encontrar em visita oficial em Angola é sinal de que as duas forças armadas já estão a dialogar sobre a possibilidade de Luanda viabilizar a reforma.

"As Forças Armadas da Guiné-Bissau e as Forças Armadas de Angola tiveram quase a mesma formação no período da luta e têm as mesmas características. Se Angola conseguiu fazer a reforma da sua força de defesa e segurança porque não (ajudar a Guiné-Bissau)?", questionou Carlos Gomes Júnior.

Empresários espanhóis investem na Guiné-Bissau

2010-09-08 152823_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$383BD80C-79DB-4FD3-AE90-45B2CC9E1948$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 Um grupo de empresários da região espanhola da Catalunha está na Guiné-Bissau, onde pretendem investir nos sectores do turismo, transporte aéreo, obras públicas e pesca, de acordo com um elemento do grupo, o empresário José Maria Torres.

Falando para a imprensa à saída de uma audiência com o primeiro-ministro guineense, José Maria Torres disse que a delegação, composta por 16 empresários de diferentes ramos de actividade, veio a Bissau de propósito com o objectivo de informar o Governo guineense das suas perspectivas para o país.

"Viemos apresentar ao primeiro-ministro e aos ministros todos os empresários e os projectos que temos em carteira para a Guiné-Bissau. Temos projectos nos sectores das pescas, obras públicas, engarrafamento de água, turismo, transporte aéreo e material de construção", afirmou Maria Torres.

Questionado sobre a data de início das operações da companhia aérea que deverá ligar Bissau e Madrid, passando por Lisboa, José Maria Torres disse que dentro de dois ou três meses será uma realidade.

"Sobre a companhia área, segundo nos informou o primeiro-ministro, poderemos assinar um acordo com o Ministério da Economia dentro de 15 dias, depois disso, penso que poderemos começar a operar entre a Guiné-Bissau e Espanha, dentro de dois, três meses", enfatizou o empresário espanhol.

Recentemente a companhia aérea espanhola Avicargas, das ilhas Canárias, iniciou voos de ligação semanal entre Bissau e Las Palmas, passando por Lisboa, mas transportando apenas cargas.

A também espanhola Agrogeba tem um investimento de cerca de 4 milhões euros, aplicado em exclusivo na produção do arroz para o consumo na Guiné-Bissau. A empresa está instalada na região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, e conta ter a sua primeira produção de arroz ainda este ano.

"O Governo mostrou-nos que está animado com a nossa presença aqui e prometeu facilidades e apoios para que os investidores espanhóis possam se instalar aqui. O Governo está aberto para nos ouvir e apoiar", indica José Maria Torres.

Preços de bens de primeira necessidade sobem em flecha

Bissau  - Os preços dos produtos de primeira necessidade conheceram um aumento significativo na Guiné-Bissau, desde meados de Agosto último, afirmou em Bissau, o presidente da Associação de consumidores de bens e de serviços (ACOBES), Bambo Sanha, citado hoje (quarta-feira) pela Panapress.

Segundo o responsável, o preço do saco de arroz de 50 quilos, o alimento básico do país, passou de 12 mil para 14 mil francos CFA, enquanto que o saco de açúcar de 50 quilos aumentou de 15 mil para 27 mil francos CFA.

Dirigindo-se à imprensa, o presidente da ACOBES, sublinhou que o preço da carne e do peixe registaram um aumento na ordem de 75 por cento.

Em um mês, o preço do quilograma de óleo de cozinha passou de dois mil para quatro mil e 500 francos CFA, numa altura em que esse produto está escasso no mercado.

Sanhá, explicou que os comerciantes justificam essa subida de preços, ao aumento das taxas alfandegárias e os impostos sobre à venda de produtos importados.

" O governo anunciou já medidas, afim de estabilizar a situação nos próximos dias ", afirmou.

Astros, zebras e demissão em África

As eliminatórias para a próxima Copa Africana de Nações podem ter começado em junho, mas, para a grande maioria das seleções candidatas, os jogos deste final de semana foram o primeiro passo no longo caminho rumo à competição de 2012 na Guiné Equatorial e no Gabão.

Foram dois dias marcados por altas doses de emoção em 21 confrontos que testemunharam a demissão de um treinador, a primeira vitória de Guiné-Bissau em 14 anos e um sensacional hat-trick de Mamadou Niang para deixar os adversários de Senegal atentos. A rodada teve também derrotas surpreendentes de algumas das principais seleções do continente, com destaque para o atual campeão, Egito, que tropeçou junto com Argélia, Marrocos e Tunísia.

Grupo A: A mais nova prova de que Cabo Verde é um país emergente no futebol africano foi a vitória por 1 a 0 sobre o Mali, gol de Fernando Varela. O resultado representou um início decepcionante para o novo técnico de Mali, Alain Giresse, cujos esforços para reconstruir uma seleção órfã de Frédéric Kanouté, que decidiu não jogar mais pelo país, foram minados pelos desfalques de Seydou Keita e Momo Sissoko. Já o Zimbábue empatou em 1 a 1 com a Libéria, com gols do jovem Knowledge Musona e do estreante Sekou Jabeth Oliseh.

Grupo B: A Guiné venceu a Etiópia por 4 a 1 em Adis Abeba, no domingo. Ibrahima Yattara e Oumar Kalabane marcaram no primeiro tempo, enquanto que Karamoko Cisse e Kamil Zayatte ampliaram na etapa final. Foi a primeira partida do selecionado guineano sob o comando de Michel Dussuyer, que classificou Benin para a última Copa Africana de Nações, em Angola. A Nigéria ainda não anunciou o novo treinador, mas o interino Austin Eguavoen viu os seus jogadores fazerem 2 a 0 contra Madagascar em casa, com Obafemi Martins e Michael Eneramo balançando as redes.

Grupo C: Nos nove jogos disputados no domingo, apenas dois anfitriões conseguiram ganhar. Zâmbia estreou o técnico Dario Bonetti com uma goleada por 4 a 0 sobre a novata seleção de Comores. O comandante italiano apostou em Rainford Kalaba, um meia-atacante que está sem clube e não jogava uma partida oficial desde a última Copa Africana de Nações, em janeiro. E Kalaba correspondeu abrindo o caminho para a maiúscula vitória. No outro confronto da chave, a Líbia segurou um empate sem gols com Moçambique fora de casa.

Grupo D: A Argélia saiu atrás contra a Tanzânia diante da própria torcida em Blida, mas Adlene Guedioura teve tempo de igualar o placar e salvar a seleção participante da Copa do Mundo da FIFA 2010 de uma constrangedora derrota. Ele só não conseguiu salvar o pescoço do técnico Rabah Saadane, demitido menos de 24 horas depois.  O Marrocos, por sua vez, entrou em campo contra a República Centro-Africana com um ataque formado por jogadores talentosos, como Marouane Chamakh, Mounir El Hamdaoui e o estreante Youssef El Arabi, mas o placar não saiu do zero.

Grupo E: Samuel Eto’o se aproximou da marca de 50 gols com a camisa de Camarões ao anotar o 45° e o 46° na vitória por 3 a 1 nas Ilhas Maurício. O atacante poderia ter saído de campo com mais um, mas deixou que Eric Choupo Moting cobrasse o pênalti para marcar o terceiro dos leões indomáveis. Quem não desperdiçou a chance de fazer três gols de uma só vez foi Mamadou Niang, que garantiu o impressionante triunfo de Senegal como visitante diante da República Democrática do Congo, por 4 a 2.

Grupo F: Gâmbia precisou apenas dos 30 primeiros minutos para marcar os três gols da vitória por 3 a 1 sobre a visitante Namíbia. Com a desistência da Mauritânia, a chave é formada por somente três seleções, o que significou um final de semana de folga para a favorita Burkina Fasso.

Grupo G: O atual campeão, Egito, ficou no empate em 1 a 1 com Serra Leoa no Cairo, para a alegria da África do Sul, que derrotou o Níger por 2 a 0 em Nelspruit e lidera a chave. Alhassan Bangoura calou a torcida egípcia e colocou Serra Leoa na frente, embora a surpreendente vantagem tenha durado apenas três minutos, dissolvida no gol de Mohamed Fathallah. No outro duelo, Katlego Mphela e Bernard Parker balançaram as redes para o selecionado sul-africano, que dominou a partida e ainda perdeu uma infinidade de chances.

Grupo H: Gervais Yao Kouassi, Salomon Kalou e Emmanuel Eboué garantiram a vitória tranquila da Costa do Marfim sobre Ruanda, cujo novo treinador, Sellas Tetteh, foi criticado por escalar uma equipe quase que exclusivamente formada por jogadores que atuam no país. Já Benin, de quem se esperava uma goleada contra o Burundi, deu uma falsa impressão à torcida com o gol de Mickael Pote logo aos seis minutos de jogo, para permitir que Didier Kavumabagu empatasse a contenda aos 40 do segundo tempo.

Grupo I: Gana não acusou a ausência de vários astros e atropelou a Suazilândia com uma vitória por 3 a 0, na qual Jordan Ayew fez a sua estreia aos 18 anos entrando no lugar do irmão mais velho, Andre. Dede Ayew abriu o placar, Prince Tagoe ampliou na segunda etapa e Hans Sarpei deu números finais ao jogo marcando o seu primeiro gol pela seleção. O Sudão também largou com três pontos graças a Mudather Eltaib e Mohamed Tahir, que fizeram 2 a 0 no Congo.

Grupo J: A Guiné-Bissau disputou o seu primeiro jogo em quase três anos, mas não se mostrou nem um pouco enferrujada, superando Quênia por 1 a 0. O novo treinador, Norton de Matos, mergulhou fundo na busca por jogadores exilados no exterior para montar um elenco forte e foi recompensado com o gol da vitória marcado a 14 minutos do apito final por Nichi, que atua no Fátima, da segunda divisão portuguesa. Angola, por sua vez, perdeu por 3 a 0 para Uganda na primeira partida de competição sob o comando de Hervé Renard. Os gols foram marcados por David Obua, Andrew Mwesigwa e Geoffrey Sserunkuma.

Grupo K: Quatro rodadas já foram disputadas neste grupo de cinco seleções, dominado por Botsuana até o momento. Esta é a única chave em que os dois primeiros colocados se classificam, portanto nem tudo está perdido para a Tunísia após o tropeço em casa contra Malaui, com quem empatou em 2 a 2. Bostuana, porém, derrotou o Togo por 2 a 1, com Jerome Ramatlhakwane marcando o gol da vitória, e agora tem seis pontos de vantagem na liderança.

PJ em greve até quinta-feira para reivindicar salários em atraso

Bissau - Os inspectores da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau iniciaram hoje (segunda-feira) uma greve, que vai decorrer, até quinta-feira, para reivindicar salários em atraso e o vínculo à função pública do país.

"Nós, enquanto inspectores da Polícia Judiciária, estamos a fazer greve. O que estamos a reivindicar é vulnerabilidade do tratamento humano. Estamos incorporados desde Setembro de 2009 e até à presente data ainda não recebemos nenhum salário", afirmou um dos 11 inspectores em greve.

Os inspectores querem saber o que se está a passar. Até agora, não recebemos nenhuma resposta e decidiram suspender as suas actividades até uma resposta das entidades competentes.

A directora da Polícia Judiciária, Lucinda Barbosa, pediu hoje à Rádio Nacional da Guiné-Bissau a compreensão dos inspectores grevistas e disse que falta a aprovação do Tribunal de Contas para aqueles serem incorporados nos pagamentos da Função Pública.

Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Angola e Guiné-Bissau abordam cooperação militar

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), o general Francisco Furtado, analisou segunda-feira em Luanda com o seu homólogo da Guiné Bissau, o tenente-general António Indjai, a cooperação técnico-militar entre os dois países e as vias e os meios de apoiar a reforma dos setores da defesa e da segurança neste país lusófono da África Ocidental, soube-se de fonte oficial.


Francisco Furtado disse à imprensa no final do encontro que abordou com António Indjai o programa de cooperação técnico- militar entre os dois países, por forma a definir o engajamento das FAA na reforma e na criação de condições para a estabilidade permanente na Guiné-Bissau.


Adiantou que os esforços para a restruturação do setor da defesa na Guiné-Bissau estão a ser dirigidos de igual modo pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), presidida atualmente por Angola, bem como pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

"Há um esforço dirigido agora pela CPLP, liderada pela República de Angola, no qual mandatou um grupo, que desde o mês passado tem estado a trabalhar com as Forças Armadas da Guiné-Bissau", disse.
"Participamos de igual modo numa reunião da CEDEAO que teve lugar em Bissau, em Agosto deste ano, e os esforços são comuns. São esforços da CPLP, da CEDEAO, da União Africana e das Forças Armadas Angolanas", sublinhou o general Furtado.


O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné- Bissau, por seu turno, afirmou que o seu país conta com a ajuda de Angola para o desenvolvimento das forças militares nos vários domínios, designadamente na formação de quadros, e para a reforma dos setores da defesa e da segurança.


O tenente-general António Indjai iniciou sábado uma visita de quatro dias a Angola com vista ao reforço da cooperação no ramo militar, principalmente nos setores da defesa e da segurança.


Durante a sua estada, o tenente-general António Indjai e sua comitiva vão manter encontros com altas patentes das FAA e com responsáveis do Ministério da Defesa, assim como visitarão unidades e escolas militares.

Domingo, 5 de Setembro de 2010

Futebol: CAN2012 - Guiné-Bissau vence Quénia, milhares nas ruas comemoram vitória

Bissau, 4 set (Lusa) -- A selecção de futebol da Guiné-Bissau venceu hoje o Quénia por 1-0, em jogo da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2012, colocando fim a mais de 10 jogo sem vencer oficialmente.

No encontro que marcou a estreia do português Norton de Matos como selecionador da Guiné-Bissau, o golo que ditou o triunfo da Guiné-Bissau foi apontado aos 76 minhutos, por Nichi (Dionísio Fernandes), capitão da equipa e jogador do Fátima, em Portugal.

O próximo jogo vai decorrer em Outubro em Luanda contra os "Palancas Negras", que hoje perderam no Uganda por 3-0.

No final do jogo, milhares de guineenses sairam para as ruas a comemorar a vitória.

A assistir ao embate estiveram a maior dos membros do governo guineense, incluindo o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá.

Angola poderá apoiar Guiné-Bissau no combate ao narcotráfico e migração clandestina

0,0e762fc8-8602-470b-82c5-4ad1448d9dd9 Luanda – A República de Angola poderá apoiar a Guiné-Bissau nas acções de combate ao narcotráfico e a migração ilegal naquele território, anunciou hoje (sábado), em Luanda, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas daquele país, Tenente-General António Indjai.

O desejo do alto oficial bissau-guineense foi manifestado na capital angolana, onde desembarcou na tarde de hoje, com objectivo de cumprir uma missão destinada ao reforço da cooperação bilateral, principalmente virada a reforma e renovação das forças armadas da Guiné-Bissau.

Segundo António Indjai, apesar de se dizer que existe problema de narcotráfico no seu país, a referida situação é global em muitos países de África, “pelo que não podemos afirmar taxativamente se o problema continua ou existe no território da Guiné-Bissau”, afirmou.

“E, é justamente por causa disso que nós estamos aqui e esperamos que as Forças Armadas de Angola nos possam ajudar com alguns meios para que, efectivamente, possamos controlar o nosso espaço aéreo, marítimo e terrestre, combatendo assim
o narcotráfico e também a migração clandestina”, afirmou.

Quanto ao actual Estado da situação da segurança político-militar na Guiné–Bissau, António Indjai deu a conhecer que a mesma caracteriza-se de “normal e inspira segurança e estabilidade as pessoas”.

A propósito, anunciou que o Almirante Samora Induta, detido desde Fevereiro 2010, por suspeita de envolvimento no tráfico de drogas, está entregue a justiça e, neste momento, o seu processo encontra-se no Ministério Público e entregue ao tribunal.

Segundo o Tenenete-General, em visita de cinco dias a Angola, “o mesmo continua detido em instalações militares,  porque o Ministério Público não garante segurança para acolher o referido oficial general, daí porque ainda se encontra nas instalações militares”, justificou.

Entretanto, garantiu que o Almirante Samora Induta encontra-se de saúde, ninguém o importuna e as vezes em quanto faz as suas actividades no ginásio, visita as suas famílias e recebe visitas regulares de médicos que vão o visitar para saber da sua saúde.

A terminar, António Indjai disse que os militares do seu país não têm qualquer decisão a tomar quanto a proposta da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) que propõem a criação de uma força conjunta para ajudar na consolidação da paz naquele país africano, pois, “quem tem competência nesta matéria é o poder
político, o parlamento”, pontualizou.

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Chefe do Estado-Maior General da Guiné-Bissau aguardado em Luanda

20100630133624indjai1 Luanda – O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, tenente general António Ndjai, é aguardado sábado, em Luanda, para uma visita de trabalho.

Segundo uma nota de imprensa do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) que a Angop teve acesso, a delegação aterra por volta das 14h00 na base área nº1.

No quadro da visita, a delegação será recebida em audiências separadas, na segunda-feira, pelo ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, e pelo chefe do Estado-Maior Geral das FAA, Francisco Pereira Furtado.

Ainda no período da manhã, desde mesmo dia, estão previstas conversações oficiais entre delegações dos dois países.

No quadro da sua deslocação ao país, no período da tarde, o tenente general António Ndjai e a delegação que o acompanha visitará o Quartel-General do Estado-Maior do Exército angolano.

Já no dia 7, terça-feira, estão previstas deslocações ao Instituto Superior Técnico Militar (ISTM) e a Escola Superior de Guerra (ESG), onde manterá um encontro com os estudantes guineenses das duas instituições.

Neste mesmo dia será ainda recebido pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea Nacional e da Marinha de Guerra Angolana, respectivamente, general Francisco Lopes Afonso e almirante Augusto da Silva Cunha "Gugu".

De acordo com a nota, a delegação parte no dia 8, quarta-feira, para a cidade do Lubango, província da Huíla, onde manterá encontro com o Comando da Região Militar Sul e visitará a escola Inter-Armas de Sargentos do Exército.

A delegação deixa o país no dia 9, quinta-feira, com destino à República da Guiné-Bissau.

Detido professor que roubava carteiras para estabelecimento particular

Bissau - A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau deteve hoje, sexta-feira, o director de uma escola pública de Bissau por, alegadamente, andar a roubar as carteiras do estabelecimento que dirige, para um outro estabelecimento de ensino particular onde também leciona.

Segundo Francisco Sanhá, delegado da PJ de Bissau, o director de uma escola básica unificada foi surpreendido pela polícia quando tentava furtar uma dúzia de carteiras para a sua escola particular.

"Recebemos uma denúncia de que alguém andava a furtar carteiras naquela escola e montamos vigilância no local, e não é que acabamos por surpreender o próprio director da escola a tentar furtar as carteiras", afirmou o agente Francisco Sanhá.

Quando o director foi surpreendido a desmontar as carteiras e a montá-las numa viatura, ainda alegou ser o director da escola, e que estava a levar os imóveis danificados para reparar numa carpintaria.

"Os agentes fizeram ver ao director que aquelas carteiras eram as que aparentavam estar em melhores condições, portanto, não careciam de conserto, e ele lá acabou por confessar os seus intentos", disse ainda o agente Sanhá.

Para aumentar os rendimentos mensais, quase todos os professores das escolas públicas da Guiné-Bissau dão aulas particulares, ou explicações, aos alunos em tempo de férias nas suas residências.

O roubo dos equipamentos das escolas públicas é um acto frequente na Guiné-Bissau.

O director, apanhado em flagrante, está detido e deve ser apresentado ao tribunal.

Norton de Matos acusa jogadores portugueses de mentirem

O treinador português Norton de Matos, que orienta a selecção da Guiné-Bissau, acusou hoje alguns jogadores de terem mentido com as justificações apresentadas para não representar a selecção guineense, citando casos de Ivanildo e Kevin Gomis.

Em conferência de imprensa, que antecede o jogo de estreia da Guiné-Bissau na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012, no sábado, contra o Quénia, Norton de Matos afirmou que não se pode aceitar as «justificações falsas» apresentadas por alguns jogadores, quando na realidade não pretendiam representar o seu país.

«Quando um jogador vem ter comigo e me diz que não pode continuar na selecção porque tem um familiar doente (...), mas depois veio a saber-se que esse familiar não está doente, aliás está de boa saúde, não tolero isso. Esse jogador é o Ivanildo», disse Norton de Matos, referindo-se ao avançado do Portimonense.

«Porquê a mentira?», questionou o técnico, explicando que Ivanildo juntou-se aos jogadores guineenses no centro de estágio em Lisboa, mas um dia depois disse que tinha que abandonar a concentração alegando a doença do pai, em França.

Polícia reforça segurança para jogo de sábado contra o Quénia

Bissau, 03 set (Lusa) -- A polícia da Guiné-Bissau vai reforçar no sábado as medidas de segurança junto ao estádio Lino Correia para o jogo de futebol entre a seleção guineense e a do Quénia e só deixa entrar quem tem bilhete.

O jogo deveria realizar-se no estádio 24 de Setembro, mas, devido às más condições da relva, teve de passar para o Lino Correia, bastante mais pequeno e com capacidade para apenas cinco mil pessoas.

"É um estádio diferente. O muro (que o circunda) não está em condições. Por isso temos, de reforçar a segurança para não haver forma de (as pessoas) estarem no muro e haver alguns ferimentos", afirmou à Agência Lusa o comandante Armando Nhaga, da Polícia de Ordem Pública guineense.

"O controlo vai começar no exterior do campo. Quem não tem bilhetes, não pode aproximar-se", disse.

"Só os carros com livre trânsito podem circular no perímetro. Os restantes não podem circular na zona do estádio", acrescentou.

"Nós apelamos a todos os que não têm bilhetes para não irem para o estádio. Não vamos facilitar. Só entra quem tem bilhete", afirmou o comandante, manifestando preocupação com a segurança das pessoas.

"Queremos que as pessoas tenham calma, sejam pacientes e não vão, porque o muro está em mau estado e alguém pode perder a vida num acidente. O jogo é importante, mas a vida é muito mais", salientou o comandante.

A Rádio Nacional da Guiné-Bissau vai fazer uma emissão especial sobre o jogo com início às 10:00 horas de sábado (11:00 em Lisboa).

A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia, num desafio que marca o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.

A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso o jogo com o Quénia está a merecer uma atenção particular no país.

Presidente da Guiné-Bissau pede à seleção de futebol para ganhar ao Quénia

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, pediu na quinta feira à noite à seleção de futebol guineense, após regressar de uma viagem oficial ao Brasil e a Cuba, para vencer o jogo de sábado contra o Quénia.

“A mensagem é para ganharem o jogo e os guineenses têm de apoiar a seleção”, afirmou Malam Bacai Sanhá.
“Estou muito cansado e não sei se vou estar (no jogo), mas todos os guineenses que apoiem a nossa seleção. Desta vez é a nossa vez. Desta vez vamos até ao mundial”, disse.
A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia.
O desafio marca também o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.
O técnico português preparou a equipa guineense em Lisboa, já que o grosso dos jogadores selecionados joga nas equipas portuguesas.
A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso o jogo com o Quénia está a merecer uma atenção particular no país.
A Guiné-Bissau esta inserida no Grupo J, juntamente com Angola, Quénia e Uganda.

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Cabo Verde e Guiné-Bissau recebem ajuda financeira do V-Flex

2010-07-14 081625_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$9DBE56F7-E5AA-428B-8111-5301A0F0345C$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 Cabo Verde e Guiné-Bissau estão entre os beneficiários do instrumento financeiro Flex de Vulnerabilidade (V-Flex), destinado a países vulneráveis do bloco África, Caraíbas e Pacífico (ACP), anunciou hoje a Comissão Europeia.

O instrumento Flex de Vulnerabilidade destinado a Cabo Verde este ano ascende a nove milhões de euros, enquanto a Guiné-Bissau receberá 8,5 milhões, que acrescem aos oito milhões já recebidos pelo país em 2009, num total de 16,5 milhões de euros.

O V-Flex, que tem um valor total de 500 milhões de euros no biénio 2009-2010, é accionado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento a pedido do beneficiário e destina-se a ajudar países em desenvolvimento a enfrentar situações pontuais de crise.

Um total de 19 países ACP estão abrangidos pelo V-Flex.

Enxames de gafanhotos destroem cultivos agrícolas na Guiné Bissau

Bissau, 2 set  Numerosos cultivos agrícolas, pertencentes a mais de quarenta povoados no este da Guiné Bissau, foram destruídos por enxames de gafanhotos, informaram hoje aqui autoridades.

  Esses insetos continuam em sua atividade depredadora contra plantações de arroz e outras produções apesar das chuvas, considerou o servidor público do governo, Queba Balde.


Representantes do serviço de proteção de Bafatá, principal região afetada, 150 quilômetros ao este de Bissau, afirmaram que os insetos são tão numerosos que se podem contar entre 125 e 150 por metro quadrado, segundo a publicação Africa News.

Nossas equipes estão sobre o terreno em uma zona próxima à fronteira com Senegal para pesquisar a situação e dar uma resposta apropriada à invasão, manifestou o porta-voz do Ministério de Agricultura, Juvenal Cabral.


A praga de gafanhoto do deserto, Schistocerca gregária, tem sido reconhecida como uma ameaça contra a produção agrícola em Africa e Ásia ocidental através de milhares de anos.


Segundo diversas fontes pela nociva ação dos gafanhotos em 1958 Etiópia perdeu 167 mil toneladas de grão, suficientes para alimentar a um milhão de pessoas durante um ano.

Mais recentemente, em 2004, esses insetos invadiram e atingiram plantações agrícolas de Mali, Senegal e Mauritânia, entretanto no passado ano milhares de hectares em Mauritânia sofreram seus fortes embates.

Registado subida de produtos de primeira necessidade

Bissau, - Os preços dos produtos de primeira necessidade aumentaram na Guiné-Bissau em meados de Julho de 2010, mas o Governo já anunciou medidas para estabilizar a situação nos próximos 15 dias. 

"O arroz passou de 12 mil para 14 mil francos CFA (de 18 para 21 euros)", afirmou  Bambo Sanhá, presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços. 

Um saco de açúcar de 50 quilogramas passou de 15 mil para 27 mil francos CFA (de 23 para 41  euros), disse ainda aquele responsável. 

O presidente da Acobes apontou ainda os casos dos produtos de origem local,  nomeadamente, a carne e o peixe, que viram os seus preços aumentados em mais de 75  porcento. 

Por exemplo, o alho de cozinha passou, num mês, de dois mil francos CFA/quilo para quatro mil  quinhentos francos (de três para 7 euros) e chegou mesmo a desaparecer do mercado, tal como as  cebolas, segundo comerciantes locais contactados pela Agência Lusa. 

Indagado pela Lusa sobre os motivos deste aumento dos preços, Bambo Sanhá afirmou que os  comerciantes alegam que o executivo guineense agravou as taxas alfandegárias e aumentou os  impostos sobre a venda dos produtos importados. 

Esta semana, o Governo anunciou que os preços vão estabilizar nos próximos 15 dias, na  sequência de uma ordem dada pelo Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, para os ministros das  Finanças e do Comércio tomarem medidas para que os preços baixem. 

O Governo considera que não há nenhuma razão para o aumento dos preços junto do consumidor.

Segundo Malam Jawara, secretário geral do Ministério do Comércio, houve uma rutura de stocks  no país e alguns comerciantes a aproveitaram para inflacionar os preços. 

O secretário geral do Ministério do Comércio indicou também que os comerciantes  aumentaram os preços devido ao Ramadão, que começou a 10 de Agosto de 2010 na  Guiné-Bissau, principalmente o açúcar. 

Aquele produto é muito consumido durante aquele período. 

O Governo reuniu-se com os operadores económicos e apelou para que importem produtos para  não haver escassez de bens de primeira necessidade e anunciou também a entrada de novos  operadores no mercado.

Imprensa guineense convocada para conferência sobre Paz e Desenvolvimento

encontrojornalistaspnn-editada Bissau - A imprensa guineense e representes de órgãos internacionais, foram os primeiros a serem chamados pela comissão organizadora da Conferência Nacional para a Paz e Desenvolvimento na Guiné-Bissau.

Os promotores da iniciativa, que teve o lançamento oficial no dia 19 de Agosto, querem ouvir dos jornalistas a sua visão ou opinião relativamente à efectivação da paz no país. A convocação surge na sequência da tese de que os media podem, ou não, contribuir para a paz numa sociedade, sobretudo, na Guiné-Bissau, onde a fragilidade das instituições é tão evidente que representa uma maior preocupação para as autoridades guineenses e internacionais.

No debate que animou a sessão, registaram-se opiniões, segundo as quais, a imprensa não é «responsável» pelos conflitos político-militares, que se têm registado, mas todavia pode cooperar na pacificação dos espíritos, visando a consolidação da estabilidade no país.

Foi nesta perspectiva que a PNN ouviu o presidente da sub-comissão para a Imprensa da entidade que organiza a conferência nacional, Lúcio Balencante Rodrigues, para quem, os jornalistas representam um elemento importante na estabilização e consolidação da paz na Guiné-Bissau.


Perante este contexto, que animou os trabalhos, as opiniões dos jornalistas presentes sobre aquilo que pode ser a contribuição da imprensa na garantia da paz e desenvolvimento na Guiné-Bissau foram unânimes: «a imprensa não é responsável pelos acontecimentos que têm assolado o país negativamente, mas pelo contrário são os políticos e militares os maiores protagonistas dos factos ocorridos até aqui». Todavia, os jornalistas consideram que, de facto, podem ajudar muito na pacificação dos espíritos, através de mensagens educativas e reconciliadoras.


No quadro da conferência nacional dedicada à paz e desenvolvimento que está a decorrer há duas semanas, os sectores da Defesa e Segurança, Justiça, assim como os nacionais guineenses residentes no estrangeiro visados, são alvo das sessões de debate.

Trata-se de uma iniciativa nacional com o objectivo de permitir que todos expressem as suas opiniões, permitindo que as vítimas directas ou indirectas dos acontecimentos dos últimos meses na Guiné-Bissau possam desabafar, elaborar propostas e estratégias de paz e apontar caminhos para o desenvolvimento do país.

Lassana Cassamá

(c) PNN Portuguese News Network

Inspetores da Polícia Judiciária ameaçam greve na Guiné-Bissau

Os inspetores e coordenadores da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau ameaçaram paralisar as suas atividades no início da próxima semana para exigir o pagamento de 11 meses de salários em atraso, soube se de fonte segura em Bissau.


Além dos 11 meses de salários em atraso, eles reclamam igualmente pela efetividade na Função Pública dos novos inspetores, dos agentes de investigação e da segurança interna.


"Apelamos à entidade competente a rápida efetivação na Função Pública dos novos inspetores, agentes de investigação e da segurança interna, por estarem a desempenhar funções há quase dois anos, fato desmotivador que pode levar à fuga de quadros já formados pela Polícia Judiciária", indica um comunicado a que a PANA teve acesso.

A exigência de efetividade concerne 14 inspetores coordenadores, 107 agentes de investigação criminal, 26 agentes da seguança interna e cinco agentes de administração.


Os subscritores da nota justificam a perspetiva de suspensão do serviços como resultado do fracasso de várias rondas de negociações com a Polícia Judiciária.


"(..) Foram feitas várias rondas de negociações com a Direção desta instituição policial que não resolveram os problemas existentes, levando a uma espera que ultrapassou os limites de razoabilidade", adianta o comunicado.


Junto da Direção da Polícia Judiciária,  apurou-se que os inspetores receberam quarta-feira último o salário de um dos 11 meses em atraso e prosseguem diligências para a satisfação total das reivindicações dos trabalhadores.

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Ministério da Saúde sem vacinas

ministrosaude-camilosimoes1pnn-editada Bissau – O Ministério da Saúde guineense está confrontado com um problema de rotura no stock de vacina anti-tetânica há mais de três meses.

A situação está a provocar alguma preocupação na população, particularmente nas mulheres grávidas, que são obrigadas a levar a vacina.


Contactado pela PNN, Beti Co, directora do Serviço de Imunização e Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, confirmou este facto, informando que diligências já estão a ser feitas para resolver a situação, através de um pedido feito à UNICEF.


«O último stock de vacinas que tínhamos foi utilizado desde finais de Junho a Maio deste ano, tendo em conta que estas vacinas estavam a ultrapassar o seu tempo de validade», disse a responsável. Beti Co apontou o período de três a seis meses para a chegada do pedido feito à UNICEF.


Ainda de acordo com esta responsável, o custo máximo para a aquisição de vacinas, ronda mais de 58 milhões de francos Cfa, incluindo vacinas contra poliomielite, seringas, BCG, penta valente e febra amarela.


Trata-se de uma preocupação que a directora do Serviço de Imunização e Vigilância Epidemiológica minimizou, justificando que, em média, a maioria das mulheres grávidas tem a primeira e segunda fases da vacina antitetânica.


Segundo apurou a PNN, a situação de falta de vacinas é do conhecimento do Ministro da Saúde, Camilo Simões Pereira (na foto), ausente do país (na companhia do Presidente da República), tal como o Secretário de Estado da Saúde e o director-geral de Promoção e Prevenção de Saúde, respectivamente Augusto Paulo e Umaro Bá, que se encontram em Malabo, na Guiné-Equatorial, onde participam na 60/a reunião de países africanos membros da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Norton de Matos com primeiro grande teste, JOGO COM QUÉNIA AGENDADO PARA SÁBADO

ng1020601 A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia, num desafio que marca o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.

O técnico português prepara o combinado guineense em Lisboa, já que o grosso dos jogadores selecionados joga nas equipas lusas.

Fonte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau disse à Lusa que Norton de Matos tem à sua disposição a maioria dos jogadores que convocou com os quais está em estágio em Lisboa, desde o dia 29 de agosto.

A seleção deverá chegar a Bissau nas primeiras horas de quinta feira, devendo efetuar no mesmo dia dois treinos, um de manhã e outro à tarde, no tapete sintético do Estádio Lino Correia, que será palco do jogo, devido ao estado avançado de degradação do Estádio Nacional 24 de Setembro, único campo com relva natural na Guiné-Bissau.

A organização do desafio, a cargo da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto e Federação de Futebol, diz recear que o recinto, com 5 mil lugares, seja pequeno para acolher os adeptos.

A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso, o jogo com o Quénia esta a merecer uma atenção particular no país.

A grande tristeza dos guineenses, porém, é a notícia hoje divulgada, segundo a qual os avançados Moreira e Ivanildo não vão jogar, um por lesão e outro devido a doença de um familiar. Os guineenses salientam, contudo, o facto de os dois atletas terem respondido à convocatória feita por Norton de Matos, mesmo acabando por abandonar o estágio.

Nas ruas de Bissau, os adeptos do futebol lamentam as duas ausências, ao mesmo tempo criticam o avançado Yannick Djaló, por ter optado por representar Portugal em detrimento do país que o viu nascer.

A Guiné-Bissau está inserida no Grupo J juntamente com Angola, Quénia e Uganda.

Brasil: Ministério da Educação promove concurso literário lusófono

acordo_ortografico Brasília – O Ministério da Educação brasileiro promove a IV edição do concurso Literatura para Todos, válido para autores brasileiros e de países africanos de expressão portuguesa.


A quarta edição deste prémio vai distinguir duas obras dos géneros prosa (conto, novela ou crónica), poesia, texto de tradição oral (em prosa ou em verso) e uma obra de perfil biográfico e dramaturgia, sendo que os autores dos países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) podem escolher uma das cinco modalidades.

Os concorrentes são convidados a apresentar livros inéditos, dirigidos a neo-leitores jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização e matriculados em turmas de educação de jovens e adultos nas redes públicas de educação básica.
Os objectivos do concurso são reafirmar o valor da leitura e da palavra escrita e contribuir para a formação de uma comunidade leitora, capaz de compreender a função de ser e estar no mundo, além dos modos de produção social e cultural. Uma das outras finalidades é estreitar laços culturais com os países africanos de língua portuguesa.


(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau não fabrica nem comercializa droga - Cônsul Geral

Luanda - A Guiné-Bissau não fabrica nem comercializa droga, mas os narcotraficantes fazem  das ilhas um "trampolim" para outras partes, disse sexta-feira em Luanda, o Cônsul Geral da Guiné-Bissau em Angola.

O diplomata  falava, no quadro da situação sócio-politica da Guiné-Bissau, que de um tempo a esta parte está no centro das atenções da comunidade internacional.

"Para combater esse fenómeno de narcotráfico, a Guiné-Bissau, precisa de uma ajuda internacional em meios de transporte para à fiscalização, por ser uma zona de ilhas onde é necessáruio uma navegação permanente ", sustentou.

Instado a se pronunciar sobre as medidas que têm sido tomadas pelas autoridades bissau-guineenses para combater o narcotráfico, o diplomata referiu que têm sido detidas várias pessoas, para além da apreensão de aeronaves, barcos e barcaças, nas ilhas dos Bijagós, considerada como à porta de entrada da droga.

O diplomata rejeita a ideia segundo a qual, o narcotráfico é também um dos factores que está na origem da actual crise político-militar no seu país.

" A Guiné-Bissau, tem como meta atingir  - a libertação do país do narcotráfico - contando com o concurso da comunidade internacional ", afirmou.

A Guiné-Bissau é um país da costa ocidental de África.É limitada a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conakry e a sul e oeste com o Oceano Atlântico.

Além do território continental, integra ainda cerca de 80 ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós.

Uma mulher de 23 anos (identidade não revelada), natural de Guiné-Bissau é flagrada no Aeroporto com cocaína

Policiais federais de plantão no Aeroporto Internacional Pinto Martins prenderam, na noite da última segunda-feira, mais um estrangeiro portando drogas. Uma mulher de 23 anos (identidade não revelada), natural da República de Guiné-Bissau,  foi detida quando tentava embarcar com destino a Cabo Verde, transportando cerca de cinco quilos de cocaína.
A droga estava escondida em canecas de alumínio colocadas dentro de uma mochila. Ao prestar depoimento na Delegacia de Repressão aos Entorpecentes (DRE) a acusada alegou que não sabia a origem da droga e que estava fazendo "um favor" para um amigo e, além disso, não receberia nada em troca.
Autuada

Mesmo assim, a africana foi autuada em flagrante com base no artigo 33 da lei número 11.343/06 (Lei dos Entorpecentes) e pode receber uma pena de até 15 anos de prisão. Ainda na manhã de ontem, a acusada foi submetida a exame de corpo de delito na sede provisória da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), na Avenida Heráclito Graça, Centro, e, em seguida, transferida para o Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Aquiraz. Ali, aguardará julgamento.

Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

«Estamos longe de missão de estabilização»

IMG_3608 O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, defendeu esta terça-feira que o governo aguarda os relatórios de instituições internacionais para se pronunciar sobre a pertinência ou não da vinda de uma missão de estabilização ao país.

«Estamos ainda longe de falar da vinda de uma missão de estabilização. O Conselho de Ministros ainda não se pronunciou sobre a vinda dessa missão, aceitou o princípio, tal como lhe foi mandatado pelo PAIGC, que é o partido que sustenta o governo», declarou Ocante da Silva.

O conselho de ministros mandatou o ministro da Defesa guineense para recolher e preparar o dossier relativo às posições das organizações internacionais, nomeadamente CPLP e CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) sobre a possibilidade da vinda de uma missão à Guiné-Bissau.

Diário Digital / Lusa

Finaliza visita a Cuba presidente da Guiné Bissau

Havana, 31 ago (Prensa Latina) Depois de cumprir uma agenda de quatro dias o presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, finaliza hoje uma visita oficial a Cuba, a qual contribuiu a fortalecer os vínculos de amizade e cooperação entre ambas nações.
  Durante sua estada na ilha caribenha -pela primeira vez como chefe de Estado- o dignatário africano sustentou conversas com seu par cubano, Raúl Castro.


Ambos coincidiram em qualificar de satisfatórias as relações bilaterais, e abordaram temas de interesse internacional.
Ontem Sanhá rendeu tributo ao Herói Nacional de Cuba José Martí, ao destacado revolucionário Amílcar Cabral e a internacionalistas cubanos.


Em declarações à imprensa assegurou que o propósito fundamental da primeira viagem à Ilha em seu atual governo é impulsionar os laços entre ambos países.

Nosso objetivo não é só recordar o passado comum que temos, porém reacender nossas relações de cooperação, além de agradecer o apoio do povo cubano, enfatizou.


Pude ver durante estes dois dias, acrescentou, que apesar das dificuldades, Cuba continua avançando e está em condições de prosseguir cooperando com muitos países do mundo, e um deles é a Guiné Bissau.

Pedidos de asilo político a Portugal têm aumentado

Os pedidos de asilo político de cidadãos guineenses a Portugal têm vindo a aumentar desde os mais recentes acontecimentos políticos na Guiné-Bissau, tendo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras recebido oito processos desde o início do ano.

Mas muitos dos guineenses também fazem de Portugal um tranpolim de saída para outros países.Contactada pela Lusa, a embaixada dos Estados Unidos em Lisboa disse que, só em 2009 recebeu 20 pedidos de vistos não imigrantes de cidadãos guineenses.

De acordo com dados do SEF, em 2007 foram dois os requerentes guineenses de asilo político a Lisboa. Em 2008, o número subiu para quatro.

Diário Digital / Lusa

Cabo Verde defende papel de Angola na Guiné-Bissau

Luanda, Angola (PANA) - O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, advogou, segunda-feira à noite em Luanda, que Angola, enquanto presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), terá um papel fundamental na estabilização e na consolidação da paz na Guiné-Bissau.


"Com a assunção da presidência da CPLP, Angola terá um papel fundamental na estabilização da Guiné Bissau, na consolidação da paz e no lançamento dos alicerces para o desenvolvimento deste país que há algum tempo é membro da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)", disse o chefe do Executivo cabo-verdiano após o seu desembarque em Luanda para uma visita oficial de dois dias.


Defendeu que este é motivo suficiente para "acompanhar os eixos estratégicos da presidência angolana da CPLP sem descurar o contributo fundamental prestado na pacificação da região dos Grandes Lagos, na RD Congo e um pouco a nível do continente africano".


José Maria Neves afirmou que durante a sua visita aproveitará reforçar as relações de amizade e de fraternidade existentes entre os dois Estados, sobretudo nos sectores fundamentais, como o dos combustíveis.


"A presença de Angola é imprescindível em Cabo Verde, não só através da Empresa Nacional de Combustíveis de Cabo Verde (ENACOL), mas também através da Sonangol", sublinhou.

Durante a sua estada, o primeiro-ministro cabo-verdiano prevê pesquisar novos domínios de cooperação como os setores turístico, agrícola e pesqueiro, bem como desenvolver a cooperação já existente no domínio financeiro, no qual se destaca a presença do Banco Africano de Investimento (BAI), instituição bancária de direito angolano, em Cabo Verde.

Ministério da Educação introduz medidas para reforçar ensino de português

escola Bissau- O Ministério da Educação da Guiné-Bissau está a aplicar um conjunto de medidas para o reforço do ensino da língua portuguesa e da matemática no sistema escolar público e privado no próximo ano lectivo, que começa em Outubro de 2010.

A informação foi avançada hoje à Agência Lusa pelo ministro da Educação guineense, Artur Silva, comentando as recentes decisões do Governo em alterar o currículo escolar na Guiné-Bissau, introduzindo, por exemplo, o décimo segundo ano de escolaridade obrigatória a partir do ano lectivo 2010-2011.

"Do diagnóstico feito, detectámos que o nível fraco do uso do português no país, também se deve ao fraco nível do ensino desse idioma, que é língua nacional, por isso decidimos melhorar", disse o ministro da Educação guineense.

Já a partir do novo ano lectivo, que começa em Outubro, será obrigatório o ensino da língua portuguesa em todas as fases, isto é, do primário ao 12.º ano e até ao último ano do universitário.

A partir de agora, em todas as escolas públicas e privadas da Guiné-Bissau o ensino do português será de 25 horas semanais no ensino secundário.

"O português é a língua nacional do país, mas tem-se notado muitas dificuldades na sua utilização no quadro do sistema educativo e a nível da população em geral, por isso, com ajuda da cooperação portuguesa no quadro do PASEG-2, vamos tentar mudar esse quadro", afirmou Artur Silva.

Além do português, os alunos guineenses serão também a partir de agora obrigados a estudar mais a matemática em todas as classes, do primário ao 12.º ano de escolaridade, frisou o ministro da Educação.

Artur Silva sublinhou que esta reforma curricular visa, sobretudo, acompanhar o sistema e o nível do ensino dos restantes países da sub-região africana onde a Guiné-Bissau está inserida.

Mas, referiu ainda o ministro da Educação guineense, a grande novidade do novo sistema curricular é a obrigatoriedade da realização dos exames nacionais na conclusão do 12º ano de escolaridade. 

"Até aqui o aluno estudava até 11.º ano e não fazia mais nada, ou seguia para o curso universitário ou então ficava por aí, mas a partir de agora o aluno será obrigado a fazer exame nacional para poder ter um certificado do 12.º ano", declarou Artur Silva.

"Esperamos subir o nível do ensino na Guiné-Bissau de uma forma considerável daqui para a frente", disse.

Empresas privadas guineenses pagam tarde

africaUrbanista_Bissau Bissau – O inspector-geral da administração pública guineense afirmou, esta quinta-feira, que o não pagamento dos salários a tempo é um dos maiores problemas das empresas privadas na Guiné-Bissau.

O inspector-geral da administração pública guineense, Augusto Sanca, acrescentou ainda que as dívidas e acumulações de salários, más condições e excesso de horas de trabalho, omissão de informações sobre os direitos dos funcionários, assim como os abusos por parte dos próprios patrões, são outros dos problemas verificados no sector empregador privado.

Em declarações à PNN, Augusto Sanca disse que esta situação tem contribuído muito para o aumento do números de funcionários que são obrigados a recorrer à sua instituição para tentar resolver as suas situações com as entidades empregadoras.


«Quando é assim, os funcionários não sabem qual é os direitos que lhes assistem relativamente a quando e como é que se devem ausentar dos seus postos de trabalho», disse o inspector. Em relação aos empregadores, Augusto Sanca afirmou ser a procura de mais lucro o seu maior empenho.


«O empregador tem sempre a tendência a ir buscar ganhos às mãos dos empregados, utilizando-o fora do horário normal de trabalho», disse Augusto Sanca. Neste sentido, o responsável máximo pela inspecção na administração pública guineense, informou que a carga horária normal não pode ultrapassar quarenta e cinco horas semanais.


Visivelmente indignado com esta realidade, Augusto Sanca frisou que, no mínimo, os empregadores deviam ter em conta questões humanitárias, lembrando que a lei prevê que as horas extra deverão acontecer de comum acordo entre a entidade empregadora e o empregado, e que estas não devem exceder mais de duas horas diárias e em dois anos não podem ser mais de cento e vinte horas.
Por outro lado, Augusto Sanca disse ainda, que muitos funcionários se encontram longe de seus postos de trabalho, uma situação que os responsáveis de empresa não têm em consideração. A diferença entre o comportamento dos funcionários e empregadores, foi um aspecto destacado por este responsável.


Instado a fazer uma comparação entre as instituições públicas e privadas em termo de cumprimento das normas legais, Augusto Sanca não tem dúvida que os proprietários das empresas privadas sãos os que mais queixas têm junto da sua instituição.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Menos crianças infectadas com VIH/Sida

sidacriancaspnn-editada Bissau – O número de crianças diagnosticadas com o vírus VIH/Sida no Hospital de Comura, a poucos quilómetros da capital guineense, Bissau, desceu relativamente a anos anteriores.

A responsável do Hospital de Comura, no sector de Prabis, região de Biombo, na zona norte do país, revelou que nos últimos dois anos, o número de crianças com problemas de VIH/Sida diagnosticadas nesta unidade hospitalar, diminuiu bastante comparativamente aos anos anteriores.


A irmã Maria Valeria Amato, fez declarações no âmbito de entrega de donativos de géneros alimentícios que a Fundação MTN, companhia de telecomunicações no país, fez ao Hospital de Cumura, esta sexta-feira.

De acordo com a religiosa, que se mostrou satisfeita com a evolução positiva dos tratamentos ambulatórios de pessoas infectadas em Cumura, adiantou que, em 2009, das 115 crianças diagnosticadas com VIH/Sida apenas três se revelaram positivas, enquanto que de Janeiro a Junho de 2010, das cerca de 100 crianças inscritas na unidade hospitalar, apenas duas tiveram exames médicos positivos.
«É um resultado que nos anima muito, estamos esperançados.

Embora a procura [de ajuda] seja bastante grande procuramos dar uma resposta a todos aqueles que procuram os nossos serviços», disse a irmã Valeria. Neste sentido, esta missionária fez um apelo às outras instituições sanitárias do país, no sentido de trabalharem nas acções de prevenções contra VIH/Sida.


A irmã Valeria referiu que, em média, cerca de 800 crianças e 1 200 adultos, doentes com VIH/Sida e 600 pacientes com problemas de tuberculose são seguidos neste hospital todos os meses.
Das pessoas atendidas neste centro, a maioria desloca-se de Bissau sendo-lhes oferecido géneros alimentícios semanalmente em Cumura.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Domingo, 29 de Agosto de 2010

Casa da Guiné-Bissau quer consulado em Coimbra (PROBLEMA DA SEDE RESOLVIDO)

Noticia do Diário de Coimbra

Escrito por Ana Margalho

A direcção da Casa da Guiné-Bissau está a desenvolver esforços para que seja aberto em Coimbra um consulado daquele país africano, de modo a minimizar as despesas de deslocação dos muitos guineenses residentes no concelho e por toda a região Centro a Lisboa ou ao Porto para tratar de assuntos burocráticos.

«Sempre que precisamos de tratar de papéis, sejam quais forem, temos de nos deslocar a Lisboa ou ao Porto e acarretar com as despesas», queixou-se ao Diário de Coimbra Quecuta Manafá, adiantando que o processo, que passa pela Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal e pelo Governo guineense, conta com o apoio de Fernando Ferreira, membro da Associação Memórias e Gentes que, todos os anos, organiza a expedição à Guiné e será, portanto, «o melhor intermediário» nas negociações com as autoridades.

Presidente da Casa da Guiné-Bissau em Coimbra há um mês, apesar de ter estado na origem da criação da instituição, há cerca de dois anos, Quecuta Manafá está esperançado de que esta ambição poderá ser concretizada, até porque, como sublinhou, não seriam só os guineenses a residir em Coimbra, mas os de toda a região Centro, os beneficiados com a instalação de um consulado na cidade.

Neste momento, o número de naturais da Guiné-Bissau a residir em Coimbra é desconhecido. «Estima-se que sejam acima de 200, mas não há qualquer certeza», continuou o responsável, apontando o recenseamento dos guineenses como um dos grandes objectivos da direcção que dirige. «É muito importante este trabalho, para termos noção da realidade e também para angariarmos sócios», adiantou Quecuta Manafá, apontando o próximo mês de Setembro como o de arranque deste trabalho.


Nova sede facilita trabalho


«Estamos a dar os primeiros passos», recordou o presidente, consciente de que será um processo moroso, que passará pela divulgação em instituições como a Segurança Social, o SEF ou o Centro de Emprego, mas também na RTP e RDP África. «É a forma de chegarmos mais rapidamente a eles», continuou. Para isso, contribuirá também a mais recente conquista da Casa da Guiné-Bissau em Coimbra: uma sede física, onde desenvolver actividades.
Depois de dois anos com material da instituição espalhado por vários edifícios, a reunir em casa de elementos da direcção ou, mais recentemente, no Grupo Recreativo de Montes Claros que, de acordo com Quecuta Manafá, «tem apadrinhado» a actividade da instituição, o Sport Conimbricense está a negociar com a nova direcção da Casa da Guiné-Bissau em Coimbra a instalação da sede no seu espaço, situado na Rua Simões de Castro, na Baixa de Coimbra.

«É certo que nos mudaremos para lá brevemente», confirmou, garantindo que só agora, mesmo que a Casa da Guiné-Bissau tenha sido criada em 2008, «sem um espaço físico, tem sido quase impossível trabalhar», afirmou o presidente, acreditando que agora será possível conhecer e juntar a comunidade guineense a residir em Coimbra, que se divide entre os estudantes universitários e os que já integraram o mercado de trabalho. Também para a conquista da sede, como sublinhou Manafá, a instituição contou com o apoio de Fernando Ferreira, que tem sido um verdadeiro “braço direito” da nova direcção, que está agora empenhada na organização das comemorações dos 36 anos da independência de Guiné-Bissau, celebrados a 24 de Setembro (ver caixilho).


Comemorar independência e mostrar o lado bom da Guiné


«Guiné-Bissau é um país viável». É para provar isso mesmo, dando a conhecer «o lado bom, da esperança» deste país africano que a Casa da Guiné-Bissau em Coimbra, em colaboração com a Associação Saúde em Português, está a organizar, entre os dias 20 e 25 de Setembro, um intenso programa de actividades no âmbito das comemorações do 36.º aniversário da independência da Guiné-Bissau.
Um seminário, com personalidades representativas da sociedade portuguesa e guineense, será o ponto alto das comemorações, permitindo debater as áreas fundamentais das relações de cooperação entre Portugal e Guiné-Bissau, nomeadamente a saúde, educação, cultura e desporto.


Não se fica, no entanto, pelo debate e a discussão da actualidade guineense o programa das comemorações. Já na próxima segunda-feira será inaugurada uma exposição de pintura, artesanato, fotografia e artes plásticas de artistas da Guiné-Bissau, que estará patente até ao dia 25 de Setembro. Para quem gosta de conhecer a gastronomia de outros povos está prevista, entre os dias 20 e 25 do próximo mês, uma Mostra da Gastronomia que, a partir das 19h00, transportará as pessoas que se deslocarem às cantinas da UC numa viagem pelos sabores guineenses.

No dia 24 de Setembro, no final do seminário, será realizado um sarau cultural com a actuação de um Grupo de Dança de Crianças “Mon Na Mon” de Aveiro, a apresentação de peças de teatro, danças modernas do kuduro, a actuação de artistas guineenses de reconhecido mérito internacional, entre outros. A entrada no sarau terá um preço simbólico e a receita reverterá para a Saúde em Português e para a Casa da Guiné-Bissau em Coimbra.

EUA apoiam programa de destruição de minas antipessoal na Guiné-Bissau

4690-Armas-de-destruicao O governo dos Estados Unidos anunciou,  a concessão de US$ 1 milhão para apoiar o programa de destruição de minas antipessoal na Guiné-Bissau.

Para o secretário de Estado Adjunto para Assuntos Político e Militares, Andrew J. Shapiro, trata-se de uma iniciativa de carácter humanitária que “transcende as diferenças políticas”.

Parte do dinheiro, US$ 682 mil, será gerida pela Humaid, uma organização não-governamental (ong) fundada na Guiné-Bissau, e que conseguiu eliminar esse tipo de armas na capital do país. Os restantes US$ 318 mil vão ser entregues à Cleared Ground Demining, uma outra ONG que vem trabalhando na localização e destruição de explosivos e munições.

Com este financiamento, a Agência de Acção Anti Minas dos Estados Unidos eleva para cerca de US$ 6 milhões o valor destinado a Guiné-Bissau, desde 1999, para programas de limpeza de minas antipessoal.

A Guiné-Bissau tem em curso um programa de desminagem, na sequência do conflito militar de 1998/99, embora se desconheça ainda o total exacto e a localização de todas as minas antipessoal.

As verbas destinadas para o efeito tanto pelas Nações Unidas, EUA e União Europeia (UE) vêm sendo geridas por organizações não-governamentais.

Essas armas já provocaram cerca de meia centena de mortos e mais de 250 feridos no país.

Sábado, 28 de Agosto de 2010

Presidente da Guiné Bissau inicia primeira visita oficial a Cuba

malam-bacai-sanha-guinea-bi Havana, 28 ago (Prensa Latina) O presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, iniciou sua primeira visita oficial a Cuba, em exercício do cargo, ocasião na qual se reunirá com seu homólogo Raúl Castro para ampliar os vínculos bilaterais.


  Sanhá foi recebido a véspera pela vice chanceler Ana Teresita González no aeroporto internacional de Havana, destacou hoje o jornal Granma.


O presidente esteve na ilha em 1996 quando ocupava o cargo de presidente da Assembleia Nacional desse país, com o qual Cuba estabeleceu relações diplomáticas em outubro de 1973.


Nesta oportunidade viaja acompanhado pelos conselheiros Soares Sambu, ministro de Estado para Assuntos Políticos e Diplomáticos, e Angelo Agusto Regalla, titular da pasta de Estado e Porta-voz do Presidente, bem como outros servidores públicos governamentais.
De acordo com o programa oficial, além de dialogar com o presidente Raúl Castro, o mandatário colocará oferendas florais ao Herói Nacional cubano José Martí, aos internacionalistas caídos em missões em terra africana e aos próceres desse continente.

Cônsul da Guiné Bissau afasta possibilidade de tropas estrangeiras

pais 92_lr_78 Luanda  - O cônsul geral da Guiné Bissau em Angola, José Isaac Monteiro Silva, afastou  em Luanda, a possibilidade do envio de uma força de interposição para ajudar a estabilizar à Guiné Bissau, considerando que o seu país não se encontra em estado de guerra civil.

O diplomata  caracterizou a actual crise político-militar que assola a Guiné-Bissau como resultado de
um desentendimento militar, defendendo que a solução dessa questão só pode ser encontrada pelos próprios guineenses.

Sustentou que, ao invés de uma força multinacional, o seu país está disposto a aceitar uma comissão que possa ajudar (junto das
Forças armadas bissau-guineenses) encontar as modalidades conducentes a livrar o país dessa situação.

"Esta situação não se resolve de um dia para o outro ", sublinhou, antes de acrescentar que a última conferência nacional de reconciliação para a estabilização da Guiné-Bissau recentemente realizada, abriu boas perspectivas para uma eventual saída da crise.

Sem entrar em pormenor sobre os  resultados da conferência, que juntou várias sensibiliades da sociedade civil guineense, incluindo
as forças armadas, o diplomata manifestou o seu optimismo que as decisões saídas desse encontro sejam implementadas para o bem de todos os guineenses.

"Tudo vai correr ",  sustentou, afirmando que a compreensão e a boa vontade demonstradas pelas partes durante o conclave, leva a criar reformas dignas para que haja uma paz efectiva no seio dos militares da Guiné Bissau.

Noticias em destaque - África -- Greve da função pública na África do sul

A greve ilimitada do sector público na África do Sul, a visita oficial do presidente Jacob Zuma à China e a deslocação ao Brasil do presidente guinneense, Malam Sanhá,  são entre outros acontecimentos os que marcaram o panorama sócio-político do continente africano durante a semana finda.

Entretanto, a  África do Sul foi manchete na imprensa nacional e internacional por ter sido marcada por dois acontecimentos:

Primeiro, a greve ilimitada da função pública que desde 23 de Agosto continua "arrastar" milhares de trabalhadores a exigir um aumento salarial de 8,6% em oposição à proposta do governo de 7%.

Segundo, o Presidente sul africano, Jacob Zuma, efectuou uma visita oficial à China  de três dias,  numa altura em que se intensificavam os problemas a nível interno, com mais de um milhão de trabalhadores do sector público em greve.

A sua missão comercial a China, Jacob Zuma, acompanhado por 350 homens de negócios, foi dominada pelos projectos de reforço da cooperação entre o gigante asiático e a primeira economia de África. Nesta visita foi assinado uma dúzia de acordos  entre empresas chinesas e sul-africanas nos sectores dos caminhos de ferro, da energia, da energia nuclear, da construção e obras públicas, das minas, dos seguros e das telecomunicações.

Durante a semana em análise, a situação de estabilização politica da Guiné-Bissau  voltou a ser manchete na imprensa internacional.

O Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, esteve na capital brasileira (Brasília) onde se reuniu com o seu homólogo, Lula da Silva.

Durante o encontro a questão de estabilização da Guiné-Bissau esteve no centro das atenções.

Na Somália, Mogadíscio foi sacudido, terça-feira, com um ataque-suicida contra um hotel sob controlo do Governo, que vitimou pelo menos 90 pessoas, entre as quais quatro parlamentares, nomeadamente Mohamed Hassan Nur, Geddi Abdi Gadid, Bolha Hassan Mo'allim e Idiris Muse Elmi.

A comunidade internacional já reagiu condenando energicamente o acto terrorrista reivindicado por islamistas separatistas.

A semana finda foi ainda marcada com o empossamento do presidente eleito no Burundi.

Entretanto, o jovem estadista eleito em Junho último, para um segundo mandato, Pierre Nkurunziza, jurou, quinta-feira, em Bujumbura, dignificar à nação, cumprir e fazer cumprir a Constituição do país.

Pierre Nkurunziza assumiu esse compromisso no acto do seu empossamento ao cargo da mais alta magistratura do Burundi, realizado no Palácio dos Congressos, na presença de centenas de convidados estrangeiros e nacionais.

Nos Camarões, a cólera causa 271 mortos dos 3.605 recenseados. Durante a semana finda, o balanço desta epidemia continuava a aumentar, deixando as autoridades sanitárias preocupadas, principalmente no Extremo Norte do país, a dois mil quilómetros da capital Yaoundé.

Segundo o presidente da Célula de Crise, Fru Angwafor III, casos suspeitos de cólera teriam vindo dos países vizinhos para beneficiar do tratamento gratuito oferecido nas unidades sanitárias camaronesas.

Foi igualmente manchete na imprensa, a nomeação de um conselheiro para pirataria pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Com efeito, um antigo ministro francês, Jack Lang, vai se tornar no conselheiro especial das Nações Unidas para a pirataria. O mesmo terá o papel de examinar a forma e onde julgar os piratas capturados.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, afirmou que Washington estava contente com a nomeação.

Em Maio, a Rússia se queixou de imperfeições na lei internacional, depois de ter sido obrigada a libertar os piratas somalis que as suas forças capturaram no Golfo de Aden, durante uma operação para libertar um petrolífero russo.

Na Guiné-Equatorial, os autores do ataque contra palácio, em Fevereiro de 2009, foram condenados à morte, por um Tribunal de Malabo.

O veredicto lido pela televisão estatal, dois outros suspeitos foram condenados a 20 anos de prisão efectiva por cumplicidade nesse processo.

Finalmente no Quénia foi promulgada, durante a semana em análise uma nova Constituição, que muda a maneira como o poder é distribuído e gerido no país.

O governo queniano planeou o que prometeu ser a maior festa da última geração, com uma grande parada e transmissões em directo nas televisões e rádios estatais.

A maior parte dos quenianos acredita que este é um documento fundamental para a democracia do que a antiga Constituição.

Brasil pondera perdão da dívida à Guiné-Bissau

lula forum (1) O Brasil poderá participar de uma força de estabilização na Guiné-Bissau, um pequeno país da África que depois da independência, em 1973, já sofreu vários golpes e tentativas, a última delas em abril deste ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a visita do presidente Malam Bacai Sanhá, eleito em junho do ano passado, depois do assassinato de Nino Vieira.

De acordo com o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, o Brasil tem cooperado para a estabilização do país africano por meio de iniciativas da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Marco Aurélio, no entanto, a ordenação política do país passa por questões econômicas e sociais também. Um dos problemas a serem enfrentados é a crônica falta de energia. Mas o Brasil está disposto também a perdoar parte da dívida de Guiné-Bissau.

"O país está passando por uma transição que nós queremos estimular. Há alguns países no mundo que, se não houver um apoio da comunidade internacional, eles vão criar grandes problemas futuros para a comunidade internacional.Lá não é um estado falido, é um estado que governa, e queremos ajudar. E, nesse particular, vemos uma sintonia muito grande no governo de Guiné Bissau com o governo brasileiro".

Sobre o possível envio de tropas brasileiras para atuarem com força de paz em Guiné-Bissau, Marco Aurélio disse que é necessário analisar o assunto tecnicamente.

Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

PJ suspeita de existência de consumo de heroína no país

Bissau - A Polícia Judiciaria (PJ) da Guiné-Bissau diz ter suspeitas de que há consumo de heroína no país, sobretudo, nalguns bairros periféricos de Bissau, onde foram apreendidos materiais como seringas e restos dessa droga, noticia hoje (sexta-feira) a LUSA. 

Segundo o director geral adjunto da PJ, Edmundo Mendes, nalguns bairros de Bissau, como Bandim e Zona Sete, grupos de jovens guineenses e estrangeiros estarão a usar vários tipos de drogas, nomeadamente o crack (localmente designado Kiza) e heroína. 

"Os nossos homens apreenderam alguns utensílios, tais como cachimbos e seringas, que podem indiciar que há consumo de heroína no país", declarou o director geral adjunto da PJ guineense quando procedia ao balanço de uma operação levada a cabo pela polícia nalguns bairros de Bissau. 

Até aqui, disse ainda Edmundo Mendes, todos os indícios apontavam para o consumo de drogas como Lyamba e 'Kiza', mas com a última operação de rotina a policia suspeita que há o consumo de heroína no país. 

O responsável da PJ guineense confirmou que, pelas evidências, regista-se um aumento do consumo de estupefacientes na Guiné-Bissau. 

Contactada pela Lusa, fonte da Liga Guineense dos Direitos Humanos, corroborou as suspeitas da PJ, referindo que tudo aponta para o consumo de drogas pesadas na Guiné-Bissau. 

A fonte da Liga aponta o número de jovens que deambulam pelas ruas das principais cidades do país, nomeadamente Bissau, Bafata e Gabu, com sinais de perturbação mental devido ao consumo de drogas. 

Edmundo Mendes revelou também que, na mesma operação, a PJ apreendeu "grande quantidade" de material roubado, como televisores, telemóveis e geradores. A policia acredita que esses materiais são roubados para e são utilizados como moeda de troca na compra de droga pelos toxicodependentes.

Foram igualmente apreendidos utensílios para a falsificação de documentos, sobretudo, certificados de habilitação literária.