terça-feira, 11 de dezembro de 2018

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 09 VARELA

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 08 BOLAMA

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 07 BUBAQUE

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 06 ACUNDA

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 05 ORANGO

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 04 CACHÉU

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 03

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 02 (ALTERADO)

NÔ BAI GUINÉ BISSAU EP. 01 - (Alteração)

domingo, 25 de junho de 2017

Presidente do PAIGC diz que convenção definiu plano para Estado de Direito democrático

25 Junho 2017

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse, hoje (24), que com a Convenção Nacional do partido foi definido um plano para um Estado de Direito democrático.

Guiné-Bissau: Presidente do PAIGC diz que convenção definiu plano para Estado de Direito democrático
«Nós daqui saímos com um plano e delineamos os nossos passos futuros para combater a corrupção e impormos disciplina como mecanismo único para que o bem comum prevaleça, a justiça impere e possamos edificar um Estado de Direito democrático, que o nosso povo há muito aspira e a que temos direito como todos os outros povos do mundo», afirmou à Lusa.
Domingos Simões Pereira falava durante o discurso de encerramento da primeira Convenção Nacional do PAIGC, que decorreu entre quinta-feira e este Domingo, em Bissau, na sede do partido, dedicada ao tema «Pensar, para melhor agir», inspirado num livro de Amílcar Cabral, que reúne intervenções num seminário de quadros de 1969 do fundador do partido.
«As recomendações incidem sobre a necessidade de se definir estratégias para assegurar o retorno do partido às suas linhas programáticas, aos seus valores e princípios ideológicos e o afastamento progressivo da linha de conduta que tem prosperado no nosso seio, tais como a erosão de valores, o afastamento dos princípios ideológicos e a instauração da indisciplina», disse.
Segundo a Lusa, em relação aos temas como a revisão da Constituição e da lei eleitoral, Domingos Simões Pereira explicou que o «partido tem agora uma posição clara e vincada sobre as linhas gerais que devem nortear» as reformas do quadro político institucional.
Crise e apelo ao Presidente
No discurso, Domingos Simões Pereira reafirmou necessidade de o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, se «conformar à Constituição» ou «aplicar o Acordo de Conacri» e nomear primeiro-ministro Augusto Olivais.
«O Presidente da República não quer fazer nem uma coisa, nem outra, porque está refém de um grupo de pessoas que usurpara o poder e estão dispostas a tudo fazer, quiçá minar os fundamentos do Estado de Direito e da unidade nacional, para se manterem no poder sem qualquer legitimidade, pois nenhum desses atores políticos foi sufragado nas urnas para governar», salientou Domingos Simão Pereira citado pela agência portuguesa de notícias.
A primeira convenção nacional do PAIGC ocorreu num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).Fonte: A Semana

terça-feira, 20 de junho de 2017

Comandante guineense "Manecas" dos Santos libertado depois de ouvido pelo Ministério Público

O veterano da luta armada da Guiné-Bissau 'Manecas' dos Santos saiu hoje em liberdade depois de ouvido pelo Ministério Público, em Bissau, com termo de identidade e residência, informou o seu advogado, Carlos Pinto Pereira.
"Neste momento, vai para casa e vamos aguardar", disse aos jornalistas Carlos Pinto Pereira.
O comandante guineense Manuel 'Manecas' dos Santos foi detido segunda-feira de manhã pela Polícia Judiciária na Guiné-Bissau.
O advogado explicou que 'Manecas' dos Santos foi "ouvido no âmbito de um novo processo por suspeita de simulação de crime com base na entrevista que deu ao Jornal de Notícias".
"Está com termo de identidade e residência" e manteve, segundo o advogado, as declarações já afirmadas ao Ministério Público.
O veterano da luta armada pela independência da Guiné-Bissau tinha sido ouvido, há cerca de um mês, pelo Ministério Público, na capital guineense, para esclarecer as suas declarações sobre a iminência de um golpe de Estado no país.
Na ocasião, acompanhado do advogado e de alguns militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), 'Manecas' dos Santos disse ter reafirmado perante os magistrados o que é "apenas uma opinião".
"O meu depoimento correu muito bem, eu reafirmei aquilo que tinha a reafirmar. Acabou aí", afirmou na altura 'Manecas' dos Santos, que enalteceu a postura dos magistrados que o ouviram.
Em entrevista ao jornal português Diário de Noticias, no passado mês de abril, 'Manecas' dos Santos defendeu ser possível vir a acontecer um novo golpe militar na Guiné-Bissau devido à situação de impasse político que se vive no país há cerca de dois anos.