Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Assembleia Nacional Popular amnistia golpistas de 12 de Abril (“Era para rir se não fosse grave”)

Bissau - Um grupo de partidos políticos com e sem representação parlamentar, comprometeram-se a adoptar, na Assembleia Nacional
Popular, uma lei de amnistia a favor dos autores de golpe de Estado de 12 de Abril.

A decisão consta de um «Acordo Político» assinado sexta-feira, 18 de Maio, em Bissau, por 25 dos 30 partidos políticos que,
se posicionaram a favor do golpe de Estado, desde o início.


Entre as partes signatárias do documento, nomeadamente o Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido República da Independência e Desenvolvimento (PRID), os presentes comprometeram-se a colaborar «empenhadamente» com as autoridades judiciais a serem criadas na clarificação das exacções e assassinatos ocorridos no país desde aprovação da última lei da amnistia.


O efectivo retorno dos militares aos quartéis e a sua subordinação ao poder político, colaboração na «remoção» de obstáculos às reformas nos sectores de Defesa e Segurança são, entre outros, compromissos assumidos pelos partidos que saudaram o golpe de Estado.


Relativamente à Comissão Nacional de Eleições (CNE), este grupo de partidos defendeu a questão do reforço dos estatutos da independência da CNE, atribuindo-lhe competência para concepção, organização e tomada de decisões na execução do recenseamento eleitoral biométrico, assim como na emissão de cadernos eleitorais.
Em relação à escolha do Presidente da CNE, as partes decidiram confiar este cargo a um magistrado do Supremo Tribunal de Justiça ou do Tribunal do Círculo que vai ser eleito pela Assembleia Nacional Popular.


Das atribuições do Governo, os signatários comprometeram-se a normalizar a administração pública, as reformas do aparelho do Estado, auditorias das contas do Governo de transição e do Governo derrubado, bem como a adopção de um programa de emergência para a retoma de actividades económicas e financeiras e a revitalização do sector privado.


Cientes do impacto negativo do golpe de Estado, os partidos apoiantes da sublevação militar na Guiné-Bissau falaram na necessidade de formulação e execução de medidas que visem o «restabelecimento das instituições da república» junto dos cidadãos, de países e dos parceiros de desenvolvimento.


O documento assinado também pelo Comando Militar e a ANP, termina com as declarações de que os Governadores regionais e administradores sectoriais serão nomeados mediante uma partilha entre os apoiantes do golpe que não foram nomeados como Ministros ou Secretários de Estados.

As crises político-militares na Guiné-Bissau

Última Hora Lusa - Deputados do PAIGC comparecem na Assembleia e primeira sessão pós-golpe

Bissau, 21 mai (Lusa) - Deputados do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), maior partido da Guiné-Bissau, compareceram hoje na Assembleia Nacional Popular (ANP), viabilizando a primeira sessão desde o golpe de Estado de 12 de abril.

A terceira sessão ordinária da oitava legislatura deveria ter começado na semana passada, para se prolongar até dia 29, mas os deputados do maior partido recusaram-se a participar.

Hoje, no entanto, houve quórum, porque dos 100 deputados que compõem a ANP compareceram 89 (o PAIGC tem 67 deputados).

Guiné-Bissau, as paisagens Video (primeira segunda e terceira partes)

Ver Mais:http://novasdaguinebissau.blogspot.pt/p/turismo-as-potencialidades-perdidas.html

Liberdades sob sequestro na Guiné-Bissau

[Carlos Lopes Pereira] O golpe de estado militar na Guiné-Bissau foi “legitimado” pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (Cedeao). Foram assim ignoradas decisões da própria organização e de outros fóruns internacionais como ONU, União Africana, União Europeia e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que condenaram o golpe de 12 de Abril e ameaçaram os autores com sanções e uma força de interposição. 


Dois enviados da Cedeao, os ministros dos negócios estrangeiros da Nigéria e da Costa do Marfim, nomearam na semana passada, em Bissau, com o apoio dos golpistas e seus aliados, um presidente da república pelo período de um ano. Trata-se de Serifo Nhamadjo, vice-presidente do parlamento, dissidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que concorreu às eleições presidenciais de Março, ficando em terceiro lugar com 15% dos votos. Nhamadjo anunciou que vai escolher o primeiro-ministro de um governo “de transição”, mas o PAIGC rejeitou liminarmente participar ou pactuar com qualquer solução que legitime o golpe e seja um “prémio” para os golpistas.


O reconhecimento “de facto” do movimento liderado pelo general António Indjai e pela cúpula das forças armadas agrava o isolamento do país. Organizações internacionais suspenderam já os programas de auxílio económico e Cabo Verde – historicamente ligado à Guiné-Bissau e também membro da Cedeao – anunciou que não reconhece qualquer presidente ou governo saído de um golpe de estado.


Poucos acreditam que a Cedeao consiga cumprir a decisão de enviar uma força militar capaz de assegurar a transição, de fazer avançar a reforma das forças de defesa e segurança (impedida pelo golpe) e de combater o narcotráfico. Apesar de a Nigéria parecer empenhada em travar a influência de Angola na sub-região.


Num país há mais de um mês sem governo, as manifestações estão proibidas, a liberdade de informação é escassa, há pessoas que permanecem escondidas, outras continuam refugiadas em embaixadas. Os militares perseguem membros do governo derrubado, dirigentes partidários e quadros do aparelho de justiça, tendo divulgado uma lista de individualidades proibidas de deixar o país.


Também é incerta a situação de Carlos Gomes Júnior, o líder do PAIGC, primeiro-ministro nos últimos anos e candidato vencedor da primeira volta das eleições presidenciais com 49% dos votos, e de Raimundo Pereira, presidente da república interino, que foram presos na noite do golpe e mais tarde libertados e enviados para Abidjan. Sabe-se que estão na capital marfinense mas com a liberdade condicionada, até porque a Costa do Marfim, com a Nigéria e o Senegal, tem sido dos países mais activos na implementação da solução imposta pela Cedeao.


Quanto à situação económica e social, as organizações não-governamentais (ONG) guineenses denunciam o não funcionamento dos serviços públicos, o não pagamento dos salários aos funcionários do Estado, os entraves colocados à campanha da castanha de caju, principal fonte de receita do país e da maioria dos camponeses, a suspensão de projectos apoiados por instituições internacionais e a paragem quase completa da vida económica. Tudo isso “está a provocar uma situação de aumento acentuado dos níveis de pobreza e vulnerabilidade das populações do mundo rural e dos bairros da capital”.


As ONG criticam também a paralisação do ensino e explicam que o golpe de estado no início da campanha do caju e em vésperas da preparação do ano agrícola compromete a segurança alimentar, a situação sanitária e a economia das populações, situação agravada pela fuga das populações da capital para o interior e pelo risco de propagação de epidemias.


Tal como o PAIGC e outros partidos e movimentos sociais que constituíram uma frente anti-golpe, as ONG traçam um quadro severo da situação na Guiné-Bissau. Hoje, com uma administração estatal inoperante, a desorganização e a incerteza reinantes estão “a favorecer a pilhagem crescente” dos recursos, pela maior permeabilidade das fronteiras, e estão, sobretudo, “a contribuir para a intensificação de negócios ilícitos como o narcotráfico”.


Rejeitando “arquitecturas políticas” que visam contornar o retorno à legalidade democrática exigida pelos guineenses, as ONG defendem a restauração da ordem constitucional e a reinstalação do governo eleito e do presidente da república interino, bem como a retoma do processo eleitoral presidencial interrompido, como recomenda o Conselho de Segurança das Nações Unidas. E pedem o restabelecimento das liberdades fundamentais sob sequestro e um processo de diálogo em que participem as autoridades democraticamente eleitas, as instituições legítimas do estado, os partidos políticos, a sociedade civil e as organizações internacionais envolvidas.


(Artigo publicado no “Avante!” Nº 2007, 17 de Maio de 2012)

Domingo, 20 de Maio de 2012

Video da entrevista do Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior à TSF

Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, está confiante nas pressões da comunidade internacional junto do Comando Militar que entretanto tomou o poder no país, e mostra-se convicto de que o PAIGC vai reassumir a governação.

Intervenção plenária do Parlamento Europeu, 17/05/ 2012 da Dr.ª Ana Gomes Sobre a Guiné e Mali

ONU sanciona golpistas na Guiné-Bissau

General António Indjai

O Conselho de Segurança obriga os 192 Estados-membros da ONU a bloquear a entrada ao General António Indjai e a outros oficiais da Guiné-Bissau, acusados de promover o golpe de Estado no país. A resolução foi aprovada hoje.

O Conselho de Segurança aprovou hoje uma resolução que tem por objectivo principal, bloquear a entrar de militares guineenses em todos os Estados-membros da ONU, entre os militares, temos António Indjai, Mamadu Ture, Ibraima Camará, Estêvão na Mena e Daba Naualna.

De notar que faz parte, dos militares impedidos de entrarem em 192 países, o general António Indjai, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. Na resolução submetida por Portugal, exige-se ao Comando Militar golpista de abandonar o poder e permitir "um processo eleitoral democrático", mas deixou cair a exigência incial de regresso do governo guineense deposto.

CEDEAO quer acelerar transição política na Guiné-Bissau

Os chefes da diplomacia da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos em Abidjan, afirmaram-se apostados em acelerar a transição política na Guiné-Bissau onde já começou a chegar uma força militar da organização regional para garantir o objetivo em causa.

O novo governo dos golpistas  em Bissau tem como tarefa criar as condições para que, no prazo de um ano, se realizem eleições gerais. Este objetivo não é de todo fácil de conseguir, uma vez que o ex-partido no poder na Guiné-Bissau não reconhece os novos dirigentes.

A presença da força da CEDEAO poderá manter o país pacificado a ajudar à preparação do escrutínio na Guiné-Bissau.

Para além da situação na ex-colónia portuguesa, o Mali - onde também ocorreu um golpe de Estado militar - é ainda tema de debate da cimeira de Abidjan.

Festa na floresta “Era uma vez uma floresta tropical.”

Era uma vez uma floresta tropical.

Esta floresta tinha árvores grandes e pequenas, tinha rios e riachos, tinha ervas, tinha capim;

Esta floresta tinha chuva, tinha sol; Tinha vida!

A floresta também tinha animais; todos os animais;

Tinha Leões, gazelas, lobos, tigres, hipopótamos, macacos, cães, porcos etc.;

Tinha também djugudés, camaleões e morcegos.

Os animais nem sempre viveram em harmonia, mas entendiam-se porque viviam todos na mesma floresta. A floresta era de todos!

Um dia veio a tempestade… uma tempestade que espalhou areia branca por toda a floresta.

Os animais começaram a desentender-se. A harmonia foi substituída pelo desentendimento, pela cegueira, pela morte.

Alguns animais, os macacos, julgaram-se “donos da floresta”. Armaram-se.

- Esta floresta não é de todos, é apenas nossa. Vamos fazer uma grande festa na floresta.

- Somos os “deus” da vida e da morte.

- O nosso chefe é o rei da floresta!

- Os porcos, que são nossos primos estão convidados para o banquete.

- Os djugudés, primos dos porcos, também estão convidados.

- A floresta é nossa!

- A floresta é do nosso rei. Viva o rei dos macacos!

- A floresta é também dos porcos que são nossos primos;

- A floresta também é dos djugudés que são primos dos porcos;

- Os djugudes são primos dos camaleões e estes dos morcegos…

- A floresta é nossa!

E assim a floresta vai andando sem paz e sem harmonia. A tempestade continua, tempestade de areia branca.

TCS 19/05/2012

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Iniciativa cidadã para garantir a Liberdade, Segurança e Progresso do povo Guineense

 

Petição - Fim aos Golpes de Estado na Guiné-Bissau

Liberdade, segurança e progresso para o povo guineense
Para o Conselho de Segurança das Nações Unidas,
Na noite de 12 de Abril de 2012, as chefias das Forças Armadas guineenses interromperam o processo das eleições presidenciais em curso e prenderam as principais figuras do Estado, incluindo o candidato vencedor da primeira volta e antigo Primeiro Ministro.

Desde então, os autores do golpe têm baseado o seu poder em ataques contra os direitos humanos e cívicos dos cidadãos, proibindo o direito de manifestação e protesto e restringindo a liberdade de viajar de figuras importantes da sociedade guineense através da publicação de listas negras, promovendo um clima de ameaça e intimidação, com a colaboração de alguns sectores da oposição civil.


Após a libertação e exílio forçado do antigo Primeiro Ministro e do Presidente da República, a CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste, a que a Guiné-Bissau pertence, veio impor, na noite do dia 10 de Maio, o nome de um Presidente de Transição, alguém anteriormente recomendado pelo Comando Militar do golpe de estado. Esta suposta tentativa de estabilização vem, assim, consagrar e perpetuar o recurso à violência e à força militar como forma legítima de alcançar o poder. O slogan da CEDEAO “tolerância zero para os golpes de estado” ficou assim exemplarmente contradito por uma intervenção que muitos cidadãos e cidadãs guineenses já denominam como o “segundo golpe de estado”.


O repúdio face ao golpe militar; as denúncias de violação dos direitos cívicos; as inquietações pela rápida degradação da situação económica, sanitária e alimentar das populações; o sentimento de medo face à arbitrariedade do poder constituem os pilares dos diversos posicionamentos, manifestos e testemunhos dos cidadãos e cidadãs e das organizações da sociedade civil guineenses que não se reconhecem neste novo episódio de conquista do poder pela força e exigem que, desta vez, a legalidade seja reposta, garantindo a paz e segurança da população.


Nós, cidadãos e cidadãs que reconhecem nas Nações Unidas o garante da vontade expressa legitimamente pelos povos:

- Denunciamos todo e qualquer processo de legitimação do golpe de estado;
- Opomo-nos ao envio de uma força armada fora do quadro das Nações Unidas e com o objectivo de impor soluções anticonstitucionais e desrespeitadoras da vontade expressa do povo guineense;
- Exigimos das Nações Unidas e das várias instâncias internacionais a condenação e sanção de quaisquer actos de perseguição e de terror político, assim como uma contribuição activa e inequívoca com vista à reposição da ordem constitucional e à retoma do processo eleitoral interrompido pelo golpe de estado.


Primeiros Signatários: ALAIN CORBEL, Ilustrador, França, BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, Sociólogo, Portugal, CARLOS SANGREMAN, Professor universitário, Portugal, CORSINO TOLENTINO, Investigador, Cabo Verde, DAVID SOGGE, Investigador, Holanda, ERNST SCHADE, Fotógrafo, Holanda, FÁTIMA PROENÇA, Dirigente Associativa, Portugal, ISABEL MARIA CASIMIRO, Professora Universitária, Moçambique, JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, Escritor, Angola, JOSÉ MANUEL PUREZA, Professor Universitário e Investigador, Portugal, JUAN CARMELO GARCIA, Filósofo, Espanha, LEOPOLDO AMADO, Historiador, Guiné-Bissau, LUÍS CARDOSO, Escritor, Timor-Leste, LUÍS MOITA, Professor Universitário, Portugal, MANECAS COSTA, Músico, Guiné-Bissau, MARIA DA CONCEIÇÃO LIMA, Escritora, São Tomé e Príncipe, MARIA DA CONCEIÇÃO OSÓRIO, Investigadora, Moçambique, PEDRO ROSA MENDES, Escritor, Portugal, SILVIA ROQUE, Investigadora, Portugal, STÉPHANE LAURENT, Dirigente Associativo, Portugal, TERESA DE ALMEIDA CRAVO, Docente Universitária, Portugal


Podem assinar a petição em http://www.gopetition.com/petitions/stop-military-putsches-in-guinea-bissau.html

Novo artigo de Opinião "Caros Compatriotas!

Não resisto em contrapor aos recentes comentários do Didinho, referente aos últimos acontecimentos na Guiné Bissau.


Didinho, é uma personagem que acha que só ele tem e possui todas as verdades e soluções para a Guiné Bissau. Neste caso concreto, foi deveras infeliz na interpretação dos recentes acontecimentos político-militar bem como falhou categoricamente ao apontar soluções que não coadunam com os preceitos básicos, repito, "básicos", de um Estado de direito, do qual, presumo ser ele também, defensor.

Ler mais: http://novasdaguinebissau.blogspot.pt/p/canal-livre-opiniao.html

Partidos contra golpe de Estado na Guiné-Bissau apelam à desobediência civil


Os partidos da Guiné-Bissau e organizações sociais que contestam o golpe de Estado apelaram hoje a desobediência civil no país como forma de não reconhecer o Governo e o Presidente de Transição "impostos pela CEDEAO".


O apelo foi transmitido em conferência de imprensa por Iancuba Indjai, secretário executivo da Frenagolpe (coligação de partidos políticos e organizações sociais guineenses que contestam o golpe de Estado).


"A desobediência civil é uma forma de luta política que vamos adotar contra os golpistas", declarou Iancuba Indjai, líder do Partido da Solidariedade e Trabalho (PST), integrante da Frenagolpe.
"Nós pensamos que os guineenses têm todo o direito de lutar de forma pacífica para o retorno à ordem constitucional, a desobediência civil faz parte dessa luta para que este Governo imposto e Presidente da República imposto não tenham êxito", afirmou ainda Iancuba Indjai.


"Apelamos a todos os patriotas deste país no sentido de não aceitarmos as ordens de órgãos impostos pela CEDEAO" (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), acrescentou o secretário executivo da Frenagolpe, que saudou, por outro lado, a libertação de Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira, que já se encontram em Portugal.


"Regozijamo-nos pela forma digna e calorosa como estes dois dirigentes legítimos do nosso país foram recebidos em Portugal pelas autoridades portuguesas", observou Iancuba Indjai.
O dirigente da oposição ao golpe de Estado diz ainda que os partidos que integram a Frenagolpe "em nenhuma circunstância irão aceitar um Presidente ou um Governo que não sejam emanados das urnas".


Iancuba Indjai afirmou não compreender o facto de a CEDEAO não aceitar que outras organizações "amigas da Guiné-Bissau" não venham ajudar na resolução do problema do país.


"Já que estão à frente das coisas, que marquem a segunda volta das eleições presidenciais. É isso que esperamos da CEDEAO", declarou Iancuba Indjai.


A CEDEAO designou Serifo Nhamadjo para Presidente da transição, até à realização de novas eleições dentro de um ano, e este nomeou na quarta-feira Rui de Barros para o cargo de primeiro-ministro, mas estas decisões foram contestadas pela restante comunidade internacional, que continua a exigir o regresso à ordem constitucional.

CEDEAO realiza sábado nova reunião sobre Guiné-Bissau e Mali

Abuja - A Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúne-se sábado em Abidjan, Côte d’Ivoire, para analisar os últimos desenvolvimentos das crises políticas no Mali e na Guiné-Bissau, anunciou hoje (sexta-feira) a organização, citada pela Lusa.  

Na reunião extraordinária do conselho de mediação e segurança da CEDEAO participarão os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, que serão informados sobre a situação política e de segurança no Mali e na Guiné-Bissau.

Nos dois países, autoridades políticas foram depostas na sequência de golpes militares, adiantou a organização em comunicado.  

Será ainda analisado o relatório da reunião de responsáveis militares da CEDEAO, realizada a 14 de Maio, em Abuja, e o ministro dos Negócios Estrangeiros nigeriano fará um ponto de situação sobre as conversações em curso com os militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau.    

A Nigéria lidera o grupo de contacto da CEDEAO que acompanha a crise na Guiné-Bissau, após o golpe de Estado que a 12 de Abril depôs e deteve o presidente interino Raimundo Pereira e o Primeiro-ministro e candidato à segunda volta das presidenciais Carlos Gomes Júnior.  

Na sequência do golpe de Estado, a CEDEAO anunciou o envio de uma força de 500 a 600 soldados de vários países para a Guiné-Bissau, condenando a tomada de poder pelos militares e exigindo o regresso a normalidade constitucional. 

Após intervenção da CEDEAO, os dois políticos depostos foram autorizados a deixar a Guiné-Bissau para Abidjan a 26 de Abril,tendo chegado na quarta-feira a Lisboa.  

A 10 de Maio, Serifo Nhamadjo, presidente interino do Parlamento, foi designado Presidente de transição da Guiné-Bissau depois de uma reunião de militares e políticos guineenses com responsáveis da CEDEAO.  

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido no poder até ao golpe de Estado de 12 de Abril, acusou a CEDEAO de pretender desestabilizar a Guiné-Bissau com as suas medidas para a saída da crise e várias organizações internacionais.

Missang deixa Bissau no próximo fim de semana - MNE Costa do Marfim

Luanda, 17 mai (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Costa do Marfim, Duncan Kablan, disse hoje em Luanda que a missão militar angolana na guiné-Bissau, Missang, deverá deixar aquele país no próximo fim de semana.

O anúncio foi feito pelo governante da Costa do Marfim depois da audiência concedida pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a quem entregou uma carta do seu homólogo da Costa do Marfim, Alassane Ouattara.

Duncan Kablan, que chefiou a delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), não revelou o conteúdo da carta.

A vitória dos militares e "narcos" do SLATEAFRIQUE (Artigo traduzido)

Desde o golpe de 12 de abril, Guiné-Bissau está no aprofundamento da crise. Certamente, um presidente de transição deverá tomar posse nos próximos dias. Mas vai ser um fantoche dos militares que interrompeu o processo democrático. Alguns oficiais que temiam perder o controle do tráfico de cocaína estão a esfregar as mãos já.

Militar de Bissau 19 de março de 2012. REUTERS / Joe Penney

Guiné-Bissau soldados têm razões para estar satisfeito.Podemos até dizer que eles desafiar a comunidade internacional. Depois do golpe em 12 de abril e, apesar da condenação internacional, eles permanecem mais do que nunca mestre do jogo O processo eleitoral é interrompido.

Seu rival, o primeiro-ministro cessante Carlos Gomes Júnior, favorito da segunda volta das eleições presidenciais, ea atuação Speaker Raimundo Pereira está definitivamente fora do jogo

Realizada por duas semanas, eles foram liberados em 27 de abril e estão no exílio na Costa do Marfim.

É o candidato da junta, Manuel Serifo Nhamadjo , terminou em terceiro lugar no primeiro turno da presidencial abortada, o que deve fazer a transição por um ano. Tudo isso, com o consentimento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que renunciou a restauração da democracia pela força.

A solução preconizada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerados muito perto de Gomes Júnior pelos autores do golpe, foi rapidamente rejeitada. O PAIGC, o partido de Carlos Gomes Júnior, rejeitamos esta decisão como "inconstitucional".

Especialmente com 49% dos votos no primeiro turno, o chefe do governo deposto foi a certeza de ganhar a eleição. Mas o que acontece quando as instituições regionais validar o fato consumado?

A aliança político-militar contra Gomes Júnior

Novamente, é uma conjunção de interesses entre o militar e político, que brincava a frágil democracia na Guiné-Bissau.

"Por trás da junta, surge o chefe de gabinete, Antonio Indjai, com outro suspeito de ter recuperado as suas mãos sobre o tráfico de cocaína na América Latina continua a transitar pelo país, disse um representante da sociedade civil e conhecedor da política local. Mas outros tinham qualquer interesse em impedir Gomes Júnior para chegar ao poder, como o ex- presidente Kumba Yala , que ficou em segundo lugar no primeiro turno, com laços estreitos com alguns membros da grupo étnico Balanta que ele. Antes do golpe, ele anunciou que iria boicotar o segundo turno das eleições presidenciais. Mas outros, incluindo opositores do antigo primeiro-ministro dentro do PAIGC, eram interessados ​​em vê-lo sair da cena política. "

Como sempre na capital, a população ainda quase placidamente aceitar este outro blip na história política do país. 

"A atmosfera é calma em Bissau e os não iniciados não podia acreditar que este país acaba de sofrer um golpe e a expulsão de seus principais líderes políticos", diz um regular nos países europeus. Surpreendente para aqueles familiarizados com Guiné-Bissau onde a vida sempre segue o seu curso rapidamente, como as pessoas estão acostumadas a golpes de Estado.

A administração não funciona mais

Desde que a situação é catastrófica. Guiné-Bissau tem nenhum presidente, nenhum governo, por mais de um mês. A administração não funciona mais e salários do serviço público não são pagos."A maioria dos departamentos estão fechadas",  atesta um empresário de Bissau.

Esta situação é particularmente preocupante, pois ocorre no meio das castanhas de caju, safra principal ganhador de troca estrangeira para o país.

Por causa de o bloqueio generalizado , os bancos não estão emprestando para intermediários no atacado, diz um empresário em alimentos. A campanha continua, mas ainda ninguém sabe exatamente onde o dinheiro vem de intermediários " .

Neste contexto, os especuladores comprar castanhas em 150 francos CFA em vez de 350 CFA."Dado o preço de um quilo de arroz (cerca de 250 FCFA), os agricultores não podem sair", um diplomata ocidental preocupa .

Portanto, é urgente que o país voltar à normalidade institucional.

A mudança de poder de novo está se enraizando. Mas a questão é por quanto tempo, como o que aconteceu é contrário a todas as regras democráticas. Mais a sério, a reforma do exército, desejado por todos aqueles que querem a saída militar da política tem uma boa chance e atores enterrados cocaína - militar como "narcos" América Latina - tem um brilhante antes deles. 

Enquanto uma missão militar da CEDEAO deve, em princípio, substituir os 600 homens do exército angolano, acusados ​​pela junta para montar Gomes Júnior e querendo ajudar a neutralizar o exército. Essa nova força deverá retomar o processo de re-anunciado há anos, mas nunca concluído.

O problema todo é que sempre que a reforma começou a avançar, os militares, temerosos de perder o seu poder e emolumentos, desestabilizaram ou derrubada de líderes que tentaram realizá-lo.

Aya Touré

PS: Artigo traduzido através do tradutor do Google, por isso apresenta alguns erros , mas pensamos que dá para entender.

Comunidade internacional deve tornar clara posição contra golpe -- MNE português

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje em Lisboa que os autores militares e políticos do golpe de Estado na Guiné-Bissau devem ser alvo de sanções e que a comunidade internacional deve tornar clara a posição contra golpistas.

«Portugal tem agido de forma concertada. Neste momento está a ser discutida no Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que visa tornar clara a condenação da comunidade internacional de atos golpistas e a sanção daqueles que os cometem», disse Paulo Portas, após uma reunião de mais de uma hora com o primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, no Palácio das Necessidades, em Lisboa.

«No quadro da União Europeia foram já anunciadas sanções. Quem dá golpes de Estado tem de perceber que há consequências e que a comunidade internacional não é permeável a golpes de Estado», afirmou Paulo Portas, acrescentado que as sanções têm de atuar sobre os bens dos golpistas e não contra o povo guineense.

Lusa

Primeiro grupo de força da África Ocidental chegou hoje a Bissau

Cerca de 70 polícias do Burkina Faso chegaram hoje à capital da Guiné-Bissau, o primeiro grupo de um total de 600 militares e polícias da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destinados ao país.

O grupo chegou a Bissau num avião do Burkina Faso, a meio da tarde de hoje, e foi recebido pelo comissário-geral adjunto da Polícia da Guiné-Bissau, Armando Nhaga, e por Ansumane Sissé, representante da CEDEAO na capital do país.

Dentro de «alguns dias» chegará um segundo grupo do Burkina Faso, incluindo o coronel Barro Gnibanga, que vai chefiar a missão militar da CEDEAO para a Guiné-Bissau, explicou Ansumane Sissé.

Lusa

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau em entrevista no Telejornal - Mundo - Notícias - RTP

Primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau em entrevista no Telejornal - Mundo - Notícias - RTP

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

25 DE MAIO - DIA DE ÁFRICA 2012 EM PORTUGAL com fcco na Guiné-Bissau.

Concerto com grupo DJUMBAI DJAZ e projecção do vídeo T" Terra Sabi:Eu acredito na Guiné-Bissau, e tu?" no auditório da Costa de Caparica ! Agradece-se divulgação"

Cartaz_Dia_de_Africa

Desabafo de um Guineense

Há pessoas que não merecem estar na nossa sociedade. Dentre os quais Serifo Nhamadjo, Satu Camara, Daniel Gomes etc. pessoas essas que colocam os interesses pessoais acima do da nação. Todos eles traíram o próprio partido, porque: Nhamadjo não foi o escolhido para ser candidato as presidências;

Satu Camara, porque quis continuar a ser ministra do interior sem ter competência para desempenhar a tal função e Daniel Gomes porque estava de olhos na pasta da Defesa e o escolhido acabou por ser uma outra pessoa. Estas foram às razões que os levaram a desencadear o golpe contra o próprio partido e contra o povo guineense.

Espero que o PAIGC os expulsa de uma vez por toda do partido, quem sabe como isso, possam imigrar para o PRS partido dos desesperados que não souberam aproveitar a oportunidade dada pelo povo guineense e agora querem voltar ao poder a todo custo.

Nhamadjo me suma no kunsi ngutru na guine parel mais importante i tene nome "presidente" mesmo ninsi i kadadu rispito pabia i tem um grupo di djintis na no terra kussa mas garandi parelis i cedu chefe tudo guinenese sibi es.

Suleimane Mane

Primeiro contingente da África Ocidental chega hoje - Comando Militar

Bissau, 17 mai (Lusa) - O primeiro contingente da Força de Alerta da CEDEAO (FAC) destacada para a Guiné-Bissau deverá chegar hoje ao país para se instalar no quartel de Cumeré, 35 quilómetros a norte de Bissau, disse à Lusa fonte do Comando Militar guineense.

De acordo com a fonte, o contingente deve chegar por volta das 14:00 (15:00 em Lisboa) e é composto por 70 polícias do Burkina-Faso.

Como medidas para a resolução da crise político militar decorrente do golpe de Estado de 12 de abril passado na Guiné-Bissau, os chefes de Estado da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) decidiram mandar para a Guiné-Bissau uma força composta por 630 homens, entre militares e polícias.

O Presidente (Golpista) Serifo Nhamadjo empossa PM de transição e pede urgência no pagamento de salários “se houver dinheiro”

Bissau, 17 mai (Lusa) – O Presidente (Golpista) de transição da Guiné-Bissau empossou hoje o primeiro-ministro de transição, a quem pediu urgência no pagamento dos salários da função pública e criação de condições para "salvar o ano escolar".

Serifo Nhamadjo disse também a Rui Duarte de Barros que é preciso desenvolver ações de luta contra o crime organizado e o tráfico de droga, bem como impedir que haja falta de alimentos e que a colheita do caju, principal produto do país, seja feita.

Ao novo primeiro-ministro de transição, o Serifo Nhamadjo pediu ainda "um governo de transição de base alargada" que prime pela qualidade, tecnicidade e espírito de sacrifício e disponibilidade.

PS: Boas palavras “vamos ver até quando”

Portas diz que narcotráfico também está na origem do golpe de Estado

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, disse hoje em Lisboa que a questão do narcotráfico também é a chave do golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné Bissau.

Paulo Portas afirmou que “todas as informações” de que Portugal dispõem relacionam o golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné Bissau com o narcotráfico e que este assunto em concreto vai ter de ser analisado pelas Nações Unidas, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, União Europeia e União Africana.

O chefe da diplomacia portuguesa falou hoje com os jornalistas durante uma conferência de imprensa em que participou também o primeiro-ministro guineense deposto, Carlos Gomes Júnior, após uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“As Nações Unidas sempre se preocuparam que a Guiné não servisse como interposto de droga”, disse Carlos Gomes Júnior que recordou que a ONU e a Interpol têm escritórios em Bissau para a investigação e combate ao tráfico de droga.

“Este é um assunto que não podemos escamotear”, referiu o primeiro-ministro deposto da Guiné Bissau que chegou na quarta-feira a Portugal proveniente da Costa do Marfim, onde se encontrava desde o dia 28 de abril.

Lusa

PM deposto diz que situação é "passageira e "não pactua com atos ilícitos"

Lisboa, 16 maio (Lusa) -- O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau considerou hoje em Lisboa que a situação no país é "passageira", realçando que "não pactua com atos ilícitos".

Questionado pelos jornalistas, à saída de uma reunião na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sobre a indicação de Rui Barros para chefiar um governo de transição da Guiné-Bissau, hoje anunciada, Carlos Gomes Júnior disse que "o PAIGC já se posicionou sobre isso e não pactua com atos ilícitos".

Lembrando que foi "legitimamente eleito" para o cargo de primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior assumiu "a responsabilidade de voltar" ao país "logo que sejam tomadas as diligências necessárias".

'Cadogo' e Raimundo Pereira não renunciam

O Presidente interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, recusou hoje a nomeação pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de Serifo Nhamadjo para o cargo de Presidente de transição.

Numa declaração à margem da reunião desta quarta-feira entre Raimundo Pereira, o primeiro-ministro guineense Carlos Gomes Júnior, ambos depostos no golpe de 12 de Abril, e representantes dos países lusófonos na sede da CPLP em Lisboa, o chefe de Estado interno considerou a nomeação de Nhamadjo «absolutamente inconstitucional». Raimundo Pereira disse ainda que «nunca» renunciou ao cargo assumido interinamente após a morte, em Janeiro, de Malam Bacai Sanhá.

Mais tarde, Gomes Júnior foi taxativo sobre a pretensão de lutar pela reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau, afastando a hipótese de exílio em Lisboa: «Para quê ficar em Portugal? Eu sou o primeiro-ministro da Guiné-Bissau! Vamos à luta!».

À porta da sede da CPLP, cerca de uma centena de guineenses manifestavam-se contra a acção golpista.

Gomes Júnior e Raimundo Pereira encontram-se desde as primeiras horas desta quarta-feira em Lisboa, onde mantiveram encontros com o primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho e o Presidente da República Cavaco Silva.

Portugal e CPLP continuam a condenar o golpe militar de 12 de Abril e a defender o reinício do processo eleitoral interrompido. Recorde-se que Gomes Júnior vencera a primeira-volta das presidenciais antecipadas, convocadas após a morte de Bacai Sanhá.

O apoio aos políticos depostos do PAIGC por parte da Lusofonia permanece garantido, apesar da decisão da CEDEAO, o bloco regional do ocidente africano, em nomear um chefe de Estado de transição, numa cedência aos golpistas.

Hoje, e corrigindo afirmações prévias que dariam a entender um apoio dos Estados Unidos a Serifo Nhamadjo, Washington fez saber que saúda os esforços de mediação da CEDEAO, mas que defende a reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

A discussão deverá voltar a subir às Nações Unidas, após uma semana em que os parceiros regionais violaram o aparente consenso em torno de Gomes Júnior e Raimundo Pereira.

Pacto de Transição Política assinado sem a presença do maior partido (PAIGC) prevê eleições no máximo de um ano

Partidos políticos e Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau assinaram hoje na capital do país um Pacto de Transição  Política, mas sem a presença do PAIGC que institui a realização de eleições presidenciais e legislativas no máximo de um ano a partir de hoje.

O Pacto foi assinado num hotel de Bissau pelo presidente em exercício  da Assembleia, Sori Djaló, e por partidos políticos legalmente constituídos  mas sem a presença do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné  e Cabo Verde), maior partido e no poder até ao golpe de Estado de 12 de  abril.

O Pacto é constituído por seis artigos e o último diz que produz efeitos  imediatamente após a assinatura, e constitui "o quadro legal para a condução  do país à normalidade constitucional". 

No documento aceita-se que seja Serifo Nhamadjo o Presidente da República de transição, durante um ano e em funções até à posse do Presidente eleito,  gozando até lá "dos direitos e regalias inerentes ao cargo de Presidente  da República eleito". 

A presente legislatura da Assembleia Nacional Popular (ANP), que devia  terminar em novembro, "é prorrogada até à posse dos novos deputados" e durante  o período de transição as votações dos diplomas devem obedecer às normas  constitucionais e regimentais, diz também o documento. 

O primeiro-ministro será escolhido por consenso dos partidos e nomeado  pelo Presidente, e o governo, de 12 meses, "será constituído de base alargada".

Segundo o artigo 5º do Pacto de Transição, o que nao estiver contemplado  no Pacto hoje assinado aplica-se o exposto na Constitituicao, o que for  acordado politicamente entre partidos ou as recomendacoes da Comunidade  Económica dos Estados da África Ocidental. 

O Pacto, que será depositado no Supremo Tribunal de Justiça, estabelece  também que nem o Presidente nem o primeiro-ministro se podem candidatar  nas eleições presidenciais e legislativas seguintes. 

Assistiram à assinatura do Pacto, além de militares e políticos, representantes  dos Estados Unidos, China, Líbia, Nigéria, Senegal, Rússia, Gambia, Mauritânia,  União Africana e CEDEAO. 

O presidente da Republica de transição, Serifo Nhamadjo, que presidiu  ao ato, disse que a partir de hoje "estão criadas as condições para que  se faça uma transição segura". 

Futebol: FIFA reconhece Manuel Nascimento como presidente da federação

Bissau, 16 mai (Lusa) - A FIFA reconheceu o empresário Manuel Nascimento Lopes (Manelinho) como novo presidente da federação de futebol da Guiné-Bissau, terminando com uma polémica de sete meses para a liderança da instituição.

Em carta assinada pelo presidente do organismo, Joseph Blatter, e hoje divulgada em Bissau, a FIFA diz ter reconhecido Manuel Lopes como legítimo e único presidente da federação de futebol guineense.

A decisão da FIFA veio na sequência de uma visita que dois elementos mandatados pela instituição realizaram a Bissau no último fim de semana, na qual ouviram José Medina Lobato, presidente cessante e candidato à reeleição, e Manuel Lopes, candidato apoiado por um grupo de clubes.

Líderes depostos discutem com Cavaco Silva regresso à legalidade constitucional

Lisboa, 16 mai (Lusa) - O Presidente interino e o primeiro-ministro guineenses, depostos no golpe de estado de 12 de abril, discutiram hoje em Lisboa com o Presidente da República Portuguesa o regresso rápido à normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

À saída de um encontro de 45 minutos com Cavaco Silva, o Presidente interino guineense, Raimundo Pereira, disse que o encontro com Cavaco Silva "foi um momento particular para analisar os contornos da situação política atual na Guiné-Bissau, os meios e a forma de trabalhar para que se possa chegar mais rapidamente à legalidade constitucional".

Acompanhado do primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Djaló Pires, e o embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Fali Embaló, Raimundo Pereira disse ter-se deslocado ao Palácio de Belém para agradecer "o apoio que a CPLP e em particular Portugal têm dado" desde que começou a crise na Guiné-Bissau.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Passos Coelho recebe esta tarde dirigentes depostos da Guiné-Bissau

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho vai,  receber hoje à tarde o Presidente da República interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro  da Guiné-Bissau, Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, depostos no golpe de Estado de 12 de abril, disse hoje  fonte de S. Bento. 

O encontro decorrerá às 15:45, no Palácio de S.Bento, não estando previstas  declarações à comunicação social. 

O encontro com Passos Coelho decorre depois da audiência que os dois  dignatários guineenses têm agendada para as 15:00 com o Presidente da República,  Aníbal Cavaco Silva, em Belém. 

O Presidente da República interino e o primeiro-ministro da Guiné-Bissau,  depostos no golpe de Estado de 12 de abril, chegaram esta manhã a Lisboa.

Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior estavam na capital da Costa do  Marfim, Abidjan, desde o dia 28 de abril. 

Os dois governantes depostos vão ser também recebidos ainda hoje, às  17:00, por representantes dos países-membros da Comunidade de Países de  Língua Portuguesa (CPLP), na sede da organização, em Lisboa.  

Lusa

Órgão afeto aos golpistas informa em Exclusivo: que Rui Duarte de Barros Será o Próximo Primeiro-Ministro “Com que legitimidade? “

Rui Duarte de Barros, Primeiro-Ministro da Transição da Guiné-Bissau

Bissau – GBissau.com apurou há minutos junto à uma fonte oficial guineense, de que Rui Duarte de Barros será o primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau.

O anúncio será feito ainda esta tarde em Bissau, depois de assinatura de um “memorando político” entre mais de duas dezenas de partidos políticos na oposição.

O mesmo “memorando” irá ditar as regras do funcionamento do governo a ser liderado por Rui Duarte de Barros, um militante do partido PRS de Kumba Yalá.

Rui Duarte de Barros, era até aqui o Comissário da UEMOA responsável pelo Departamento dos Assuntos Administrativos e Financeiros desta organização oeste Africana, funções assumidas desde o ano de 2006. Antes, Rui de Barros era o comissário encarregue pelo Departamento de Desenvolvimento Social e Cultural, em substituição de Pedro Godinho Gomes, cargo que ele deixou em 2008.

Durante as suas funções no seio da UEMOA, Rui de Barros recebeu em Ouagadougou, o grau de oficial da Ordem Internacional das Palmas Académicas (OIPA), atribuída pelo Conselho Africano e Malgaxe para o Ensino Superior (CAMES). Esta organização agrupa 18 países, entre os quais a Guiné-Bissau, e com sede na capital do Burquina Faso. Foi a 25 de Março de 2011.

No governo de Alamara Nhassé (Dezembro de 2001), Rui de Barros era o Ministro do Emprego e da Função Pública. E durante o ano de 2002, Rui de Barros exerceu as funções do Ministro da Economia e das Finanças.

O PAIGC não fez parte na escolha de Rui de Barros, apesar de ter sido o partido mais votado nas últimas eleições legislativas, um mandato que, no entanto, termina no mês de Novembro.

Tinha-se falado de quatro propostas para ocupar o cargo do primeiro-ministro, incluindo os nomes de Paulo Gomes, Faustino Imbali e de Malam Sambú. Tudo indicava que Paulo Gomes era a escolha inicial, mas acredita-se que tenha havido uma forte rejeição por parte do PRS.

Líderes guineenses depostos chegam a Portugal - Mundo - Notícias - RTP

Líderes guineenses depostos chegam a Portugal - Mundo - Notícias - RTP

Luta contra a ilegalidade: Comité Central do PAIGC considera Serifo Nhamadjo traidor e irresponsável

Bissau - O Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), considerou as atitudes de Serifo Nhamadjo como de traição, irresponsáveis e de desobediência à decisão do Supremo Tribunal de Justiça.

Neste sentido, o Comité Central do PAIGC adiantou que Serifo Nhamadjo se associou aos golpistas, violando assim dolosamente os estatutos do seu partido.


Reunido esta segunda-feira, 14 de Maio, para analisar situação político-militar vigente na Guiné-Bissau, o Comité Central do PAIGC disse refutar liminarmente o Presidente da República imposto pela CEDEAO, assim como outras instituições criadas no âmbito de golpe de Estado de 12 de Abril.


«Responsabilizamos a CEDEAO pelas eventuais consequências da sua atitude de nomear, à revelia da vontade popular, um Presidente da República para Guiné-Bissau», lê-se no projecto de resoluções da reunião.


Por outro lado, o PAIGC disse estranhar a incoerência e degradação progressiva das posições assumidas pela CEDEAO nas cimeiras de Abuja e Dakar, assim como nos encontros de Banjul e Bissau, que culminaram com a legitimação de golpe de Estado, colocando em causa o princípio da CEDEAO da «Tolerância Zero».


A apresentação de provas documentais pela forma como a CEDEAO foi mandatado pelas Nações Unidas no sentido de impor um Presidente da na Guiné-Bissau, o esclarecimento sobre os estatutos de Raimundo Pereira e de Carlos Gomes Júnior, que se encontram na Nigéria são, entre outras exigências, as do Comité Central do PAIGC.


Relativamente à sessão da Assembleia Nacional Popular, agendada para entre 14 e 29 de Maio, o Comité Central do PAIGC considerou como uma manobra desesperada protagonizada no dia 14 de Maio por um grupo de deputados, numa atitude de usurpação das competências da plenária da ANP, realizaram a «vergonhosa farsa» parlamentar que consistiu numa sessão da ANP sem quórum.


Foi neste sentido que o PAIGC recomendou a sua comissão permanente a trabalhar em articulação com o Grupo Parlamentar na monitorização da crise pós golpe de Estado no país.


O PAIG adoptou uma luta contra a ilegalidade e a subversão da ordem da constituição com base nas palavras «resistência… resistência…».

Apoiar Presidente interino da Guiné-Bissau é legitimar o golpe - analista Corsino Tolentino

Cidade da Praia,  (Inforpress) - O analista político Corsino Tolentino disse hoje que se for verdade o apoio dos EUA à nomeação de Serifo Nhamadjo como Presidente interino da Guiné-Bissau seria uma maneira de legitimar o golpe de Estado e complica ainda mais a situação.

Corsino Tolentino justificou a sua  posição, tendo em conta, segundo ele, que os Estados Unidos de América “não é um país qualquer”, além de ser um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.


Quanto à natureza da notícia, dando conta que o Governo de Washington apoia a designação de Nhamadjo como chefe de Estado interino da Guiné-Bissau, Corsino Tolentino disse que pôde verificar que as fontes são “muito vagas”.


Lembrou que dos países membros Conselho de Segurança não veio qualquer tomada de “posição clara” de  apoio à proposta da CEDAO no que respeita à escolha de Serifo Nhamadjo para presidir o período de transição e com a capacidade para formar o Governo.
Realçou ainda o facto  de a Comissão da União Africana ter feito circular uma lista de militares e civis guineenses que apoiam o golpe que serão sancionados.


A solução para o problema da Guiné-Bissau, prosseguiu o analista, terá que  passar pelo respeito da Constituição e das leis do país.
“Será muito prudente esperar pelo esclarecimento da parte do Governo americano”, notou Corsino Tolentino, que acredita ter havido alguma “má interpretação ou um balão de ensaio”.
Em seu entender, na própria notícia veiculada notavam-se “contradições brutais”, já que falava da necessidade de se respeitar a Constituição e dos direitos humanos.


Quando Corsino Tolentino fez essas declarações ainda não se conhecia a notícia de que o Departamento de Estado norte-americano havia recuado no reconhecimento de Serifo Nhamadjo como presidente interino da Guiné-Bissau.


LC
Inforpress/Fim

Governantes depostos da Guiné-Bissau já chegaram a Portugal

O Presidente interino e o primeiro-ministro da Guiné-Bissau depostos no golpe de Estado de 12 de Abril, já estão em Portugal, confirmou o PÚBLICO junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira

Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior deslocaram-se a Portugal para estabelecer alguns contactos. Às 15h vão ser recebidos, em audiência, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e às 17h encontram-se com representantes da CPLP.


Os dois governantes guineenses depostos no mês passado chegaram na manhã desta quarta-feira a Lisboa, vindos da capital da Costa do Marfim, onde estavam desde o final do mês passado, quando foram libertados pelos golpistas.

Estados Unidos recuam no reconhecimento de presidente interino

Nova Iorque, 15 mai (Lusa) - O Departamento de Estado norte-americano recuou hoje no reconhecimento de Serifo Nhamadjo como presidente interino da Guiné-Bissau, afirmando que "há muito trabalho a fazer" no plano de transição da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Menos de 24 horas depois de ter afirmado, em nota à Lusa, que os Estados Unidos "saudavam" a nomeação de Serifo Nhamadjo, "negociada pela CEDEAO, como líder de um governo de transição" e de "apelar a todos os atores para o aceitarem e trabalharem" com o presidente interino, o gabinete de assuntos africanos do Departamento de Estado veio "corrigir e atualizar" a sua posição.

Numa nova nota hoje enviada "reconhece", sem expressar apoio, a declaração da CEDEAO sobre um roteiro para "restabelecer o estado de direito constitucional e os princípios democráticos" na Guiné-Bissau.

Resolução do Conselho Segurança impõe sanções e exige regresso de "autoridades legítimas"

Nova Iorque, 15 mai (Lusa) - Um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Guiné-Bissau impõe sanções aos autores do golpe de Estado de 12 de abril e exige o restabelecimento das autoridades legítimas e conclusão do processo eleitoral interrompido.

Enviado por Portugal e Togo aos restantes membros do Conselho de Segurança, o texto, a que a Lusa teve acesso, exige que o Comando Militar que realizou o golpe tome "medidas imediatas" para a "reposição da ordem constitucional", através da "libertação das autoridades ainda detidas" e "restabelecimento das autoridades legítimas" do país.

Estas medidas incluem ainda "assegurar que todos os soldados regressem aos quartéis, abrindo caminho à conclusão do processo eleitoral", refere o texto, que será negociado agora pelos 15 países membros, e ainda deverá ser sujeito a alterações.

Regime "instalado" na Guiné-Bissau não respeita Estado de Direito - porta-voz MNE português

Lisboa, 15 mai (Lusa) - O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse hoje à Lusa que o regime "instalado" na Guiné-Bissau "não respeita o Estado de Direito" por impedir a saída do país a 58 pessoas, entre as quais membros do Governo deposto.

"Esta atitude de impedir o direito fundamental de circulação tomada pelos autores do golpe militar prova bem, interna e internacionalmente, que o regime instalado em Bissau não respeita elementos básicos do Estado de Direito e que não tem qualquer intenção de estabelecer uma sociedade democrática", disse à Lusa Miguel Guedes, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sobre o apoio dos Estados Unidos à nomeação de Serifo Nhamadjo como presidente interino da Guiné-Bissau, defendida pela Comunidade Económica Estados da África Ocidental e criticada pela CPLP, o porta-voz não fez qualquer comentário.

O Comando Militar, que tomou o poder na Guiné-Bissau a 12 de abril, emitiu uma ordem que proíbe a saída do país a 58 pessoas, entre as quais os membros do Governo deposto e dirigentes do partido no poder, o PAIGC.

A ordem, com o carimbo do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, é datada de 09 de maio e é despachada para ser cumprida em todos os postos de fronteira do país.

"Por ordem do Comando Militar, as pessoas cujos nomes se encontram abaixo discriminados não podem sair do país até que seja emitida uma outra ordem que desmerece a presente, isto é, quando o país voltar plenamente à tranquilidade", de acordo com o documento de duas páginas, a que a agência Lusa teve acesso na segunda-feira.

Confrontada com a lista, fonte do Comando Militar disse desconhecer a origem da decisão, embora não a coloque em causa.

A lista é encabeçada por Adiatu Djalo Nandigna, antiga ministra da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo, e integra, por exemplo, os nomes de Manuel Saturnino Costa, primeiro vice-presidente do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), Iancuba Indjai, secretário executivo da Frenagolpe (coligação de partidos e associações que contestam o golpe de Estado), ou Lucinda Barbosa Aukarié, antiga diretora geral da Polícia Judiciária.

Todos os membros do Governo deposto têm os nomes na lista, embora alguns já se encontrem fora do país.

Ainda que não sejam membros do Governo, alguns conselheiros do primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, também constam na lista, que tem circulado em Bissau, nos últimos dias.

O nome de Desejado Lima da Costa, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) está igualmente na lista, bem como o do deputado e empresário Braima Camará, presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS).

PSP (MB/PDF)

Lusa/fim

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

A Lista dos golpistas sancionados, esta Incluí golpistas civis

lista  1

 

lista  2

lista 3

Alemanha reitera condenação de golpe militar na Guiné Bissau e exige regresso à ordem constitucional

A Alemanha continua a "exigir o regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau e a condenar veementemente o golpe militar" de 12 de abril, disse hoje à Lusa um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Berlim.

"A nossa posição quanto à Guiné-Bissau mantém-se", adiantou a mesmo fonte, remetendo para as declarações da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros alemã, Cornélia Pieper, em comunicado de 13 de abril.

No documento, a responsável do executivo germânico condenou "veementemente" o golpe e lamentou que "os desenvolvimentos positivos para estabilizar a democracia na Guiné-Bissau tenham sido interrompidos por este ato inconstitucional e violento".

Pieper exortou ainda no mesmo comunicado ao restabelecimento da ordem constitucional e disse esperar que "a integridade física e a liberdade dos membros do Governo legítimo, sobretudo do Presidente interino, Raimundo Pereira, e o do ex-primeiro- ministro Carlos Gomes Júnior sejam respeitadas".

Na altura, o Governo alemão exortou também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana a uma atuação "enérgica" quanto à Guiné-Bissau, e disse apoiar todos os esforços para promover o regresso da democracia.

Posteriormente, Berlim desaconselhou aos seus nacionais viagens para a Guiné-Bissau, e recomendou aos alemães que estão neste país que procurem lugares seguros, e evitem ajuntamentos de pessoas ou bloqueios nas ruas, e que entrem em contacto com as respetivas autoridades consulares.

CAROS COMPATRIOTAS

Na sequência da Notícia divulgada pela VOZ DA AMÉRICA fui ao "site":http://www.state.gov/r/pa/prs/ps/2012/index.htm do Departamento do Estado dos EUA confirmar se realmente os EUA tinham reconhecido Nhamadjo como presidente, sem sucessos. O Departamento de Estado não publicou nenhuma notícia relacionada com a Guiné-Bissau nos últimos dias. Há uma campanha de desinformação dos apoiantes dos golpistas no sentido de enfraquecer a luta das pessoas que estão contra golpe. Essa campanha de desinformação alastra-se, agora aos órgãos de comunicação social dos EUA que se supunha ser isenta e credível. Apelo aos compatriotas que estejam atentos com as informações que vão ser passadas na Internet porque os apoiantes dos golpistas vão fazer ser de tudo para legitimar a nomeação Serifo Nhamadjo na Presidência. Os golpistas e políticos de meia-tigelas só terão sucessos nos seus intentos se os sindicatos levantarem a greve decretada por um tempo indeterminado. Gostaria de saber qual é o político que aceitaria governar o país sem apoio dos funcionários públicos? Os dirigentes do PAIGC devem ser persistentes e constantes nas suas reivindicações, caso contrário vão legitimar o golpe de estado.

VIVA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.

Amará Siaja Jaurá

Os Estados Unidos apoiaram hoje a nomeação do golpista Serifo Nhamadjo como presidente interino

Nova Iorque,  - Os Estados Unidos apoiaram hoje a nomeação do golpista Serifo Nhamadjo como presidente interino da Guiné-Bissau, apelando a todos os atores da crise guineense para "aceitarem e trabalharem" com o novo governo.

"Saudamos a negociata nomeação de Serifo Nhamadjo como líder de um governo de transição e apelamos a todos os atores para o aceitarem e trabalharem juntos para trazer estabilidade, Estado de Direito, democracia, prosperidade e respeito pelos Direitos Humanos à Guiné-Bissau", refere nota enviada à Lusa pelo Departamento de Estado.

O PAIGC, partido no poder aquando do golpe de 12 de abril, e diversos parceiros internacionais da Guiné-Bissau, vinham defendendo o regresso ao poder do primeiro ministro eleito, Carlos Gomes Júnior, e a realização da segunda volta das eleições presidenciais interrompidas, em que este era o favorito à vitória.

PS:

Como podem os Estados Unidos estarem de acordo com a negociata?

E onde está a verdade desta declaração? de que só o PAIGC e a diáspora é que defendem outra solução, então as manifestações em Bissau? e o apelo do ministro da Nigéria para proibir as ditas?

Editor

Novas da Guiné

CEDEAO contra manifestações na Guiné-Bissau

Bissau - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Nuredine Mohamed, incitou, esta sexta-feira, 11 de Maio, Serifo Nhamadjo, nomeado como Presidente da Transição pela Comunidade de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), no sentido de restringir a manifestação pública aos guineenses.

O motivo do apelo prende-se com a intenção de assegurar o período de transição sem perturbações na Guiné-Bissau.
«Imploramos às autoridades para exercerem restrições quando tiverem que lidar com aqueles que se opõem a esta escolha», determinou Nuredine.


O apelo de Nuredine Mohamed, que chefiou uma missão técnica da CEDEAO para a Guiné-Bissau, entre os dias 10 e 11 de Maio, surge depois da intervenção do Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, no primeiro encontro que Serifo Nhamadjo manteve com a delegação depois da sua indigitação para o cargo do Presidente de Transição.


Neste encontro, António Indjai falou aos presentes acerca de uma manifestação espontânea que um grupo de apoiantes do PAIGC levou a cabo diante da sede da CEDEAO em Bissau, em protesto contra a designação de Serifo Nhamadjo como Presidente de Transição da Guiné-Bissau.


Respondendo a esta solicitação, poucas horas depois, o Comando Militar emitiu um comunicado em que responsabiliza todos quanto vierem desafiar o Comando pelas consequências que possam advir das manifestações ou marchas agendadas para este sábado.


«Querendo preservar um clima de tranquilidade que possa garantir a formação do Governo sem qualquer perturbação, o Comando Militar lança um apelo às Associações Juvenis, partidos políticos, sociedade civil, organizações religiosas, pais e encarregados de educação e à população em geral, para não saírem à rua em marchas ou manifestações sem que sejam autorizados, enquanto se espera a formação do Governo», lê-se no comunicado.


Recordo que nos últimos dias, a CEDEAO decidiu nomear Serifo Nhamadjo para o cargo do Presidente de Transição.


Trata-se de uma designação já recusada pelo PAIGC que, em conferência de imprensa, refutou todos os actos levados a cabo pela CEDEAO na resolução da crise despoletada com o golpe de Estado de 12 de Abril.

P S :

Todos os ditadores começam por restringir manifestações ou outra forma de expressão, mas vindo o pedido de um estrangeiro, e por cima ministro e mentor do tal acordo Da CEDEAO mais grave é.

Os Guineenses não podem deixar de mostrar o seu desagrado pela situação no Pais, que é da inteira responsabilidade do dito Comando Militar (Golpistas) por isso Manifestem-se

Editor

Novas da Guiné

Sessão parlamentar na Guiné-Bissau foi adiada

A sessão parlamentar da Assembleia Nacional Popular prevista para esta Segunda feira, foi adiada por falta de quórum, já que a esmagadora maioria dos deputados do PAIGC faltou.

O início da sessão tinha sido marcado pelo primeiro vice-presidente da ANP, Serifo Nhamadjo, que entretanto foi indicado para Presidente de transição, pelo que coube ao segundo vice-presidente, Ibraima Sori Djaló (do segundo maior partido, PRS) presidir à sessão.

Sori Djaló fez a chamada dos 100 deputados (67 são do PAIGC, Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e depois encerrou os trabalhos, por constatar que não havia quórum (51 deputados), já que do PAIGC apenas estiveram presentes apenas sete deputados (de acordo com contagem de jornalistas guineenses).

O presidente da mesa em exercício considerou que todos os deputados deviam cumprir o seu dever, porque a ANP não é a sede de um partido político, e frisando que não era uma ameaça lembrou o artigo 8 do regimento da ANP. O arigo 8 diz que o deputado perde o mandato após 10 faltas consecutivas, além de que o salário é descontado por cada falta.

Rui Diã de Sousa, líder da bancada parlamentar do PAIGC, explicou à RFI os motivos da ausência dos deputados do seu partido.

Entrevista de Rui Diã de Sousa

14/05/2012

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Noutro plano a CEDEAO (Comunidade económica dos Estados da África ocidental) esteve reunida hoje em Abuja, na Nigéria ao nível dos comandos militares da organização.

O país anfitrião confirmou o envio até sexta-feira de um contingente militar nigeriano para a Guiné-Bissau.

A Nigéria, o Togo, o Senegal e a Costa do Marfim tinham avançado com a ideia de se mobilizar tropas para o país lusófono que poderiam ascender a 500 ou a 600 homens.

A CEDEAO que é alvo de amplas críticas por sectores da diáspora guineense por esta ter acatado o príncipio de uma transição sem as autoridades derrubadas pelo golpe de Estado.

Braima Camará, da comunidade guineense em Espanha, está implicado numa comissão da diáspora guineense na Europa ocidental pedindo aos investidores estrangeiros para que não invistam na

Entrevista de Rui Diã de Sousa
 

Entrevista de Braima Camará

14/05/2012

Ouvir (01:30)

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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Tibuto á coragem de António Aly Silva

 
Ditadura do Consenso
Ponto de ordem
O cidadão guineense, jornalista e editor do blog Ditadura do Consenso, António Aly Silva, informa que:


1 - Não reconhece nenhuma entidade ('Presidente' e 'Governo') nomeados depois do golpe de Estado;


2 - Não reconhece, nos moldes em que foi cozinhado toda a trama, a organização denominada CEDEAO - Clube de Eunucos e Ditadores dos Estados da África Ocidental;


3 - Está bastante desiludido por o seu NOME não constar da lista de caça às bruxas...


António Aly Silva

Texto  subscrito pelo blog Novas da Guiné Bissau

Terra Sabi “Eu acredito na Guiné e tu?”

Novos Videos para ver em :

http://novasdaguinebissau.blogspot.pt/p/turismo-as-potencialidades-perdidas.html

Domingo, 13 de Maio de 2012

(A lista) A saga começou o que vem a seguir

lista comando militar

COMUNICADO do Movimento Nacional da Sociedade Civil

COMUNICADO

O Movimento Nacional da Sociedade Civil preocupado com a evolução da situação política do pais e atentas as mediações em curso sobretudo, por parte da CEDEAO, vem por este meio tornar publica a sua posição:

1. Manifestar veementemente a sua discordância com a posição da CEDEAO; por não reunir o consenso nacional e internacional bem como de não estar em conformidade com o espirito do seu mecanismo da tolerância zero as alterações constitucionais antidemocráticas e de ter acomodada apenas as exigências de uma parte desavinda, prescindindo-se dos interesses nacionais e republicanos em questão nomeadamente, a Democracia e respeito pelos princípios do estado de direito;

2. Alertar a comunidade nacional e internacional pelo Imbróglio jurídico-constitucional desta posição face as limitações do poder do presidente interino a luz do mesmo artigo invocado pela CEDEAO (Art 71 da Constituição da Republica da Guiné-Bissau);

3. Alertar igualmente pelas consequências em termos da governabilidade visto o não respeito pelos resultados eleitorais oriundos das últimas legislativas e tendo em conta que o período de transição proposto pela CEDEAO transcende o mandato da legislatura em curso, deixando assim profundas incertezas pela natureza jurídica do Governo a ser formado e da sua sustentabilidade constitucional e parlamentar;

4. Manifestar a sua estranheza pela omissão reiterada do processo eleitoral em curso que representa uma autêntica afronta a vontade popular e aos esforços internacionais para a estabilização do país;
5. Exigir a CEDEAO ao cumprimento das últimas orientações do Conselho de Segurança das Nações Unidas que recomenda a coordenação sem exclusão de todos os actores internacionais (União Africana, CPLP, Nações Unidas e CEDEAO) na resolução da crise subsistente no país ao abrigo do respeito pela ordem democrática e princípios estruturantes do estado de direito;

6. Reafirmar mais uma vez, o processo da estabilização da Guiné-Bissau passa necessariamente pelas reformas no sector da defesa e segurança pelo que apela a vinda urgente de uma força para o efeito, assegurando de forma duradoura a consolidação do estado de direito e da reafirmação das autoridades democráticas;

7. Solicitar ao Conselho de Segurança da ONU a adoptar medidas que se inspiram na vontade na da maioria do guineenses e dos interesses supremos da Guiné-Bissau enquanto uma nação soberana e digna de respeito a luz do direito internacional;

8. Reiterar a determinação da Sociedade Civil Guineense em continuar a defender os interesses do povo e de participar activamente na busca de soluções duradouras para a resolução das cíclicas crises no país dentro do quadro democrático e constitucional.

Feito em Bissau, aos 12 dias do mês de Maio de 2012.

Assinado
O Movimento Nacional da Sociedade Civil

Ministros da CEDEAO reúnem-se na 2.ª feira em Abuja para decidir moldes de força militar

Cidade da Praia, 12 mai (Lusa) - Os ministros da Defesa da CEDEAO reúnem-se na segunda-feira em Abuja (Nigéria) para analisar as modalidades de envio de um contingente militar para a Guiné-Bissau e para o Mali, disse hoje à agência Lusa fonte oficial.

Fonte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), de que faz parte Cabo Verde e Guiné-Bissau, indicou que a reunião, de um só dia, surge como "resposta aos cada vez maiores desafios no domínio da segurança" na região oeste-africana.

A fonte disse desconhecer se o Comando Militar guineense estará presente, mas adiantou que o encontro prossegue com os preparativos do envio de missões militares da CEDEAO para os dois países, iniciados na cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da sub-região, realizada a 03 deste mês, em Dacar.

Governo de Cabo Verde não reconhece autoridades guineenses

São Domingos, Cabo Verde, 12 mai (Lusa) - O Governo de Cabo Verde "não reconhece" nenhum Governo que saia de um golpe de Estado, como é o caso na Guiné-Bissau, disse hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Em declarações à agência Lusa e à Rádio de Cabo Verde (RCV), após quase cinco horas de cerimónia de inauguração de uma nova igreja no concelho de São Domingos, a norte do da Cidade da Praia, José Maria Neves adiantou também que as autoridades cabo-verdianas não reconhecem nem legitimam qualquer golpe de Estado.

"O Governo de Cabo Verde tem uma posição muito clara em relação a esta matéria: não reconhecemos nenhum Governo que saia de um golpe de Estado e não reconhecemos nem legitimamos nenhum golpe de Estado", afirmou, aludindo à recente decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que "impôs" Serifo Nhamadjo, vice-presidente do Parlamento, para presidente da transição.

MNE nigeriano afirma que solução foi baseada na realidade guineense (que realidade? Armas?) perguntam os guineenses

Bissau - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Nurudeen Muhammad, disse sexta-feira que a solução para a Guiné-Bissau não foi perfeita mas que foi "baseada nas realidades actuais" do país e no "interesse do povo", noticiou a Lusa.  

Nurudeen Muhammad, que chefiou uma delegação da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) falava em Bissau para militares e políticos guineenses, no final de dois dias de reuniões no âmbito das quais propôs o presidente interino da Assembleia Nacional, Serifo Nhamadjo, para Presidente da República por um período de transição de um ano. 

"O que aconteceu quinta-feira foi a escolha da maioria dos intervenientes na crise na Guiné-Bissau e também tendo em linha de conta a conduta da CEDEAO e em conformidade com as leis do país", disse, acrescentando que "a CEDEAO usa a força somente como último recurso".
Falando para os militares, Nurudeen Muhammad afirmou que "a CEDEAO mantém o princípio da tolerância zero para situações de golpe de Estado" e "em nenhuma circunstância irá permitir que as autoridades tenham de passar por situações de violência". 

Nurudeen Muhammad disse esperar agora que os militares se submetam às reformas do sector da Defesa e Segurança, para que se ponha "um ponto final neste ciclo de golpes, de uma vez por todas". 

Quanto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse depois aos jornalistas, é tempo de "olhar para os factos", porque não há alternativa a "aceitar o que o povo da Guiné-Bissau e a CEDEAO decidiram". 

O ministro da Defesa da Côte d’Ivoire, Paul Koffi Koffi, pediu também aos militares da Guiné-Bissau para que "haja alguma contenção e sobretudo o diálogo" como forma de resolver problemas. 

De acordo com o ministro ivoiriense, Serifo Nhamadjo foi designado "em obediência aos preceitos constitucionais da Guiné-Bissau" e terá uma missão "sem descanso" mas com o apoio da CEDEAO e "em particular" de Alassane Ouattara, presidente em exercício da organização de Estados. 

Ao povo, aos políticos e aos militares pediu que apoiem Serifo Nhamadjo e desejou que o país retorne à paz e à estabilidade. 

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado a 12 de Abril e prenderam o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, libertando-os mais tarde.

Sábado, 12 de Maio de 2012

A vitória das armas (1º sinal a entrevista do pseudo analista) Rui Landim ( “NG pergunta. porquê Serifo Nhamadjo?” )

O candidato independente Manuel Serifo Nhamadjo ficou em terceiro lugar, com um total de 49,767 mil votos, o que corresponde a 15,74% das preferências eleitorais.

E os outros?, e porque não Kumba Yála, pelo menos teve mais votos, mas  quer estár na retaguarda a puxar os cordelinhos.

Tenham vergonha

Mais uma vez estamos a mostrar ao mundo que na Guiné tudo se resolve na base da força e da ignorância. E o pior estamos a mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau não passa de uma simples província do Senegal. Digo isso, porque graças ao governo central do Senegal, a CEDEAO conseguiu legitimar o golpe que ele mesmo (CEDEAO) havia condenado com veemência.


Artigo Publicado  no Site Voz da América

Decisão da CEDEAO evita a guerra, diz analista político Rui Landim faz a leitura da situação e diz que a nomeação de Serifo Nhamadjo era a única saída de uma crise que podia conduzir a guerra

O analista político Bissau-guineense Rui Landim corrobora a decisão da CEDEAO em aceitar a nomeação de Manuel Serifo Nhamadjo, presidente interino da Aseembleia Nacional para presidir a transição e diz ser uma medida possível, e embora não foi fosse desejada por uma das partes.

Na sua entrevista a Voz da América, o politólogo guineense sublinha que há muito que o seu país vivia num imbróglio político resultante da vacatura do poder imposta pela morte natural do presidente Malam Bacai Sanhá.

“Mas é preciso compreender que a Guiné-Bissau já se tinha mergulhado num imbróglio político desde o falecimento do presidente eleito Malam Bacai Sanhá e estava numa situação especial, para não dizer atípica…” afirmou Rui Landim.

Questionado se tinham ou não fundamento as críticas em relação a CEDEAO por parte de alguns sectores políticos acusam a organização sub-regional de se ter aliado aos golpistas, Rui Landim diz ser compreensível, tanto mais que o slogan “tolerância zero ao golpe de Estado” não se consumou.

Landim diz que há uma situação complexa e de perigo de derrapagem para uma guerra, e que ainda assim essas acusações revelam o desapontamento de algumas pessoas que estavam a espera por algo diferente.

“É fácil fazer oposição e naturalmente com alguma dôr de cotovelo por parte de algumas organizações que queriam o protagonismo que não conseguiram” rematou o analista político.

Rui Landim diz por outro lado que a decisão da CEDEAO inscreve-se como constitucional e é apoiada pelo artigo 71º da constituição guineense.

Quanto as garantias para a sua aplicação o analista político disse que a CEDEAO não deverá de fazer pressões sobre os militares para que cumpram as tramitações da lei.

ONU receia aumento de tráfico de droga na Guiné-Bissau

Conselho de Segurança da ONU exige "tolerância zero" com golpistas e receia aumento do tráfico de narcóticos por causa do golpe militar

Embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti

O Conselho de Segurança da ONU manifestou "profunda preocupação com um possível aumento no tráfico de drogas, como resultado da instabilidade actual" na Guiné-Bissau.

Numa declaração divulgada terça-feira em Nova Iorque, aquele orgão da ONU deixa, ainda, um "recado" à CEDEAO que, na semana passada remetara para o parlamento guineense - presentemente sob a alçada dos golpistas - a solução para a crise do país.

O Conselho reuniu-se, segunda-feira, para analisar a situação na Guiné-Bissau. Agradeceu os esforços de mediaçºao da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) fez eco da posição assumida pela CPLP exigindo a reposição da ordem constitucional naquele país.

Na declaração a ONU "exortou" a CEDEAO a "em cooerdenação com a ONU, União Africana e CPLP prosseguir os seus esforços para aplicar a sua política de 'tolerância zero' contra a tomada inconstitucional do poder na Guiné-Bissau e a restauração da ordem constuticional".
Na sua intervenção perante o Conselho de Segurança, a presidente do grupo de contacto para a Guiné-Bissau, a embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti, afirmou que o primeiro passo para a reconciliação nacional deve ser "o respeito pelo primado da lei e a restauração da ordem constitucional".
"Acreditamos, disse Viotti, que “a unidade de todos os parceiros internacionais contribuirá para o recomeço do processo democrático e para convencer os autores do golpe de estado a retrocederem permitindo a restauração do poder civil”.
Deu como exemplo da eficácia das pressões internacionais a recente libertação do presidente interino Raimundo Pereira e do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior que  “constituiu um importante passo para a reposição da legalidade”.
Contudo, na realidade, as posições assumidas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, continuam a divergir.
A mediação da crise pela CEDEAO foi comprometida pela sua decisão de não insistir no retorno à ordem constitucional vigente antes do golpe e de remeter para a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau a busca de uma solução para a crise.
Na sua reunião do fim-de-semana passado, a CPLP distanciou-se daquela postura e pediu ao Conselho de Segurança da ONU sanções contra os responsáveis pelo golpe de estado e os civis que os apoiam, denunciando qualquer solução que desrespeite a Constituição guineense.
Segunda-feira, em conferência de imprensa, o partido no poder, PAIGC saudou a posição da CPLP e exigiu que "Conselho de Segurança das Nações Unidas reafirmasse as posições (...) segundo as quais se exigia a libertação incondicional das pessoas detidas, a conclusão do processo eleitoral e sobretudo a necessidade do envio de uma força de estabilização para a Guiné-Bissau para se evitar a recorrência frequente do fenómeno de golpes de estado".

Chefe das Forças Armadas pede calma à população

O Chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau disse hoje estar preocupado com as pessoas "que ainda continuam a manifestar-se contra o golpe de Estado" e pediu calma à população, "para que se encontre uma saída para crise".

Falando no encerramento de uma longa maratona de reuniões entre militares e políticos guineenses com uma delegação da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), o general António Indjai afirmou que "há muita gente que ainda parece não compreender que a água já derramou".

No crioulo guineense isto quer dizer que não há volta a dar sobre uma situação, neste caso que houve um golpe de Estado no país no dia 12 de abril.

"Como disse ontem [quinta-feira], a água derramou. Agora temos que seguir em frente, buscando soluções para os nossos problemas", afirmou o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses.

Para António Indjai "é incompreensível" que haja pessoas que "ainda pretendem manifestar-se nas ruas", o que na sua opinião "violenta a paz e a tranquilidade" que se pretende para o país.

Dirigindo-se aos responsáveis da CEDEAO que se encontravam em Bissau para ajudar os militares e políticos a encontrarem uma solução para a saída da crise, António Indjai sublinhou: "Pedi que sejam sancionadas as pessoas que continuam a perturbar a transição".

"Ouvi dizer que a Frenagolpe [coligação de partidos e associações que contestam o golpe de Estado] fez hoje uma marcha até à sede da CEDEAO aqui em Bissau e que amanhã [sábado] o PAIGC e seus apoiantes vão organizar uma outra marcha do Bairro d'Ajuda até à sede do Parlamento. Isso é provocação e perturbação ao processo", sublinhou António Indjai.

"Já temos um Presidente da Republica [Serifo Nhamadjo], as pessoas deviam ter calma e aguardar que se forme um governo que possa fazer avançar o barco, começando com o pagamento dos salários", afirmou António Indjai.

A agência Lusa constatou que a sede da CEDEAO em Bissau está a ser vigiada por polícias e elementos da Guarda Nacional Guineense.

O Partido Socialista português PS contra designação do presidente de transição

O Partido Socialista português considera uma «decisão errada» a designação pela CEDEAO de Manuel Serifo Nhamadjo como Presidente de transição da Guiné-Bissau, porque «viola a ordem jurídica internacional».


Em comunicado a que a Lusa teve acesso, o PS diz também que a decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) «contraria o consenso internacional plasmado nas posições e resoluções» das Nações Unidas, da União Europeia, da União Africana e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Os socialistas portugueses defendem «a necessidade de reposição imediata e incondicional da legalidade e da ordem constitucional na Guiné-Bissau», na sequência do golpe de Estado de 12 de abril, que derrubou o Presidente interino e o Governo do país, liderado por Carlos Gomes Júnior.


O PS, através do seu secretário nacional para as Relações Internacionais, João Ribeiro, já transmitiu ao embaixador da Costa do Marfim para Portugal (acreditado em Paris), país que preside à CEDEAO, «preocupação» relativamente a esta decisão da organização, que qualifica como «errada».


Foi também transmitida ao secretário executivo da CPLP e ao Governo português a posição do PS «no sentido de serem rapidamente efetivadas todas as decisões constantes da resolução da CPLP do passado dia 14 de abril e, em particular, a aplicação imediata das sanções individualizadas» contra os autores do golpe de Estado na Guiné-Bissau.


O Partido Socialista solicitou também, junto do Partido Socialista Europeu (PSE), uma alteração à ordem de trabalhos da reunião do PSE que terá lugar na próxima semana em Bruxelas, no sentido de ser analisada a situação na Guiné-Bissau.


Serifo Nhamadjo foi designado Presidente de transição da Guiné-Bissau numa reunião realizada na quinta-feira com a CEDEAO e está a ouvir os partidos para a escolha de um novo primeiro-ministro.


«Fazer a audição de 35 partidos não é fácil», disse esta sexta-feira numa cerimónia em Bissau, que serviu para se despedir da delegação da CEDEAO presente no país durante dois dias, chefiada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Nurudeen Muhammad, e que integrou também o ministro da Defesa da Costa do Marfim, Paul Koffi Koffi.


Serifo Nhamadjo agradeceu os esforços da  CEDEAO «na resolução desta primeira etapa do conflito» no país e falou «de outras forças que a todo o custo querem ver a Guiné-Bissau incendiada para resolver os problemas», enquanto aquela organização regional preferiu o diálogo.


Depois disse que o país precisa de se «reencontrar para resolver os seus problemas», bem como «a família política», frisando que é membro do bureau político do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), no qual agora há duas fações, «um PAIGC de Amílcar Cabral e um PAIGC de Carlos Gomes Júnior».

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Governo guineense apela a Ban Ki Moon, e pede que o processo "seja liderado pelas Nações Unidas"

O governo legitimo da Guiné Bissau deposto no golpe militar no dia 12 de marco, apelou hoje ao secretário-geral das Nações Unidas que assuma a liderança do processo de transição no país, considerando que a CEDEAO não tem condições para continuar a fazê-lo.

"A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) não tem mais condições para conduzir o processo para a busca de uma solução duradoura para a crise da Guiné-Bissau, ao se apressar nesta tentativa de impor uma solução que não é solução, mas um desastre total para o povo da Guiné-Bissau", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Djaló Pires, em conferência de imprensa em Lisboa.


Falando em nome do "governo legítimo da Guiné Bissau", o ministro apelou ao Conselho de segurança das Nações Unidas e do secretário-geral, Ban Ki-Moon, que o processo "seja liderado pelas Nações Unidas, envolvendo outras organizações, como a União Africana, a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a União Europeia".

COMUNICADO DO P.A.I.G.C. SOBRE A ´DECISAO´ DA CEDEAO

paigc cedeao 1

 

cedeao 2

Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau (subscreva e divulgue!)

Nós, Cidadãos Lusófonos, estamos fartos:

- estamos fartos de grandes proclamações retóricas, sem qualquer atitude consequente.

- estamos fartos de ouvir que “a nossa pátria é a língua portuguesa”, sem que isso tenha depois qualquer resultado.

- estamos fartos de escutar que a convergência lusófona é o nosso grande desígnio estratégico, sem que depois se deem passos concretos nesse sentido.

Nós, Cidadãos Lusófonos, sabemos bem que a CPLP só faz o que os Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a deixam fazer e, por isso, responsabilizamos sobretudo os Governos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa pela inoperância da CPLP, 15 anos após a criação. Muitos desses Governos parecem continuar a considerar que a CPLP só serve para promover sessões de poesia – nada contra: sempre houve na nossa língua excelente poetas. Mas a CPLP tem que agir muito mais – não só no plano cultural, mas também no plano social, económico e político.

A situação a que chegou a Guiné-Bissau é um dos exemplos maiores dessa inoperância. Como o MIL há vários anos alertou, teria sido necessário que a CPLP se tivesse envolvido de modo muito mais firme, para além das regulares proclamações grandiloquentes em prol da paz, proclamações tão grandiloquentes quanto inócuas.

Como sempre defendemos, exigia-se a constituição de uma FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ para realmente pacificar a Guiné-Bissau e defender o povo irmão guineense dos desmandos irresponsáveis e criminosos de muitas das suas autoridades políticas e militares.

Dada a situação extrema a que se chegou, só agora a CPLP parece acordar, ao propor “uma força de interposição para a Guiné-Bissau, com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em articulação com a CEDEAO – Comunidade Económica dos Países de África Ocidental, a União Africana e a União Europeia”, bem como a “aplicação de sanções individualizadas” aos militares envolvidos neste último golpe militar – nomeadamente, a “proibição de viagens, congelamento de bens e responsabilização criminal”.

Obviamente, nós, Cidadãos Lusófonas, concordamos com essas propostas. Apenas esperamos que não cheguem demasiado tarde.

E, sobretudo, que não fiquem por aí. O apoio à Guiné-Bissau terá que se estender aos mais diversos planos – desde logo, ao da Educação, da Saúde e da Economia. É mais do que tempo que o povo martirizado da Guiné-Bissau possa viver em paz, com acesso à Educação e à Saúde e com uma Economia que lhe permita viver dignamente.

Nós, Cidadãos Lusófonos, exigimos isso. E por isso exortamos a CPLP a dar, finalmente, passos concretos nesse sentido.

Subscreva e Divulgue aos seus contactos!!

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

MIL: Movimento Internacional Lusófono

http://www.movimentolusofono.org

Esquadras da Polícia com escassez de alimentos “ É uma vergonha “

Bissau - As diferentes unidades Policiais de Ordem Pública já estão praticamente sem recursos para a dieta alimentar diária dos efectivos policiais nacionais, por todas as regiões do país.

A informação foi avançada  por uma fonte do Comissariado Nacional da Policia da Ordem Pública, que lamentou a situação.


«Desde o golpe de Estado de 12 de Abril, ficámos sem a requisição que era feita através do Ministério das Finanças para a alimentação dos nossos agentes, em diferentes unidades, o que é bastante complicado para nós», referiu a fonte.


Trata-se de uma situação quase idêntica em todas as camadas da sociedade guineense, envolvendo igualmente estabelecimentos prisionais do país, onde os reclusos já sentem os efeitos da falta de alimentos.


De acordo com a mesma fonte, a situação pode ainda agravar-se, passado 30 dias da paralisação do país, estando os funcionários públicos com cerca de dois meses de salário em atraso.

ONG´s exigem restituição da liberdade de expressão e manifestação

Bissau - As diferentes Organizações Não Governamentais (ONG´s) exigiram aos militares golpistas da Guiné-Bissau a devolução da liberdade de expressão e manifestação aos guineenses, em condições de segurança.

Reunidas esta quinta-feira, 10 de Maio, em Bissau, as cerca de dez das ONG´s nacionais, sublinharam que as razões invocadas para o golpe de Estado de 12 de Abril, acabaram por se revelar sem fundamentos.


«Nenhuma prova credível foi tornada pública pois os golpistas envolvidos, directa ou indirectamente, são agora os principais interlocutores negociais, excluindo personalidades e instancias legitimadas pelas leis da Guiné-Bissau, numa vontade que deveria ser sagrada para todos», lê-se no manifesto divulgado em Bissau.

Perante esta situação, as organizações signatárias do referido manifesto alertaram para a necessidade de restauração da ordem constitucional e da reinstalação do Governo eleito democraticamente, bem como do Presidente da República Interino e a retoma do processo eleitoral.


As ONG´s referiram ainda a importância de recolocar o processo de diálogo juntamente com as autoridades e as instituições legítimas do Estado, envolvendo as organizações internacionais, tais como a
CEDEAO, CPLP, União Africana, as Nações Unidas, partidos políticos e a sociedade civil da Guiné-Bissau.


Neste sentido, as organizações nacionais comprometeram-se a responsabilizar as comunidades locais para que possam assumir maior protagonismo na definição das suas capacidades produtivas económicas e sociais, pelas quais se pugnam com determinação.


A promoção de debates a nível local, envolvendo as comunidades, os agrupamentos e associações, tem a finalidade de contribuir para maior informação e consciencialização, na óptica do fortalecimento da coesão social para busca da paz e do bem da população.


As ONG´s assumem ser importante um amplo debate nacional sobre a necessidade e o papel das Forças Armadas para o futuro da Guiné-Bissau, enquanto uma nação em pleno gozo do estado de direito e democrático.


Assinaram este manifesto as ONG´s Acção para Desenvolvimento (AD), Associação de Intervenção e Formação Orientada de Acção de Natureza Participativa nos Países Africanos da Língua Portuguesa (AiFA/PALOP), a Associação Guineense para Estudos e Alternativa (ALTERNAG), a Autopromoção Comunitária e Desenvolvimento Rural e Durável (Federação Camponesa KAFO), a Associação de Promoção do Desenvolvimento Participativo na Base e Gestão Durável dos Recursos Naturais (TINIGUENA), a Rede Nacional das Rádios Comunitárias (RENARC) e a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH).

A CEDEAO E UMA VERGONHA !

OPINIÃO   DE

Aliu Famora Balde

A CEDEAO E UMA VERGONHA !


A Guiné-Bissau viveu mais uma vez um golpe de estado no passado dia 12 de Abril, na vespera do inicio da Campanha Eleitoral para a segunda volta que seria disputada entre Carlos Gomes Junior o mais votado com 49% de votos e Kumba Yala que ficou na segunda posicao com 23%.

Ler mais : http://novasdaguinebissau.blogspot.pt/p/canal-livre-opiniao.html

Serifo Nhamadjo diz que vai hoje iniciar consultas para escolher PM, PAIGC diz-se de fora

Bissau, 11 mai (Lusa) - Serifo Nhamadjo, presidente interino da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau, disse esta noite aos jornalistas que hoje mesmo vai iniciar consultas para escolher um primeiro-ministro de um governo de transição mas o PAIGC, maior partido, já disse estar fora.

No final de uma maratona de reuniões entre a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), partidos e militares da Guiné-Bissau a organização regional propôs Serifo Nhamadjo para Presidente de transição (um ano), na sequência do golpe de Estado de 12 de abril.

A proposta foi lida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, , Nurudeen Muhammad, segundo o qual se tratou de uma escolha "em obediência estrita à Constituição" da Guiné-Bissau, segundo o seu artigo 71.


PS: A União Europeia, o Banco Mundial, o Fundo Monetario Internacional e outras organizaçoes, tanto no ambito bilateral como multilateral, devem manter o cancelamento de todas as ajudas à Guiné-Bissau – a CEDEAO, rica como é, pode muito bem continuar a ajudar os golpistas... D C. A.S.

Angola pode rever retirada de militares da Guiné-Bissau

Angola está disposta a rever a posição de retirar os 270 militares que mantem na Guiné-Bissau caso haja uma resolução das Nações Unidas e lhe for solicitada colaboração numa futura força internacional, disse hoje fonte governamental em Luanda.

"Caso haja uma resolução das Nações Unidas e seja solicitada alguma colaboração ao governo de Angola, nós estamos dispostos a rever [a posição]", disse o ministro de Estado e da Coordenação Económica, referindo-se à anunciada retirada do contingente militar que Angola mantém em Bissau.

Numa conferência de imprensa para apresentação dos resultados da governação no primeiro trimestre de 2012, Manuel Vicente destacou que o anúncio da retirada da Missang, a missão de cooperação para ajudar à reforma dos setores de Defesa e Segurança guineenses, se deveu à falta de vontade das autoridades de Bissau.

"Estivemos na Guiné-Bissau no quadro de uma relação bilateral. Uma vez que não há vontade das autoridades em que esta força permaneça, o executivo [angolano] achou por bem dar por finda esta missão de cooperação que vinha exercendo", considerou.

A referência surgiu na sequência de uma questão sobre se os recentes desenvolvimentos na Guiné-Bissau, face ao golpe de estado de 12 de abril, poderiam afetar a imagem de Angola.

Os militares golpistas justificaram a tomada do poder, com a consequente detenção do Presidente da República interino, Raimundo Pereira, e do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, com a alegada interferência dos militares angolanos no processo politico guineense.

"Eu não vejo razão pela qual a imagem de Angola fique beliscada. Nós fomos no quadro de uma cooperação. Uma vez que o beneficiário acha que já não precisa, não vejo como é que isto vai afetar a nossa imagem", sustentou Manuel Vicente.

O ministro concluiu afirmando que "o Governo de Angola já reiterou que continua aberto a rever a sua posição [retirada da Missang] no quadro de uma intervenção no âmbito internacional".