Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Kumba Yalá encontrou-se com Malam Bacai Sanhá

Bissau – O Presidente do Partido da Renovação Social (PRS) encontrou-se esta terça-feira com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.
À saída do encontro, o líder do PRS disse à imprensa que a sua deslocação à presidência da República teve como objectivo manifestar a sua solidariedade e amizade para com o chefe de Estado. «Nós vivemos em democracia, o que pretendemos neste momento é assegurar a estabilidade, a paz e a democracia no interesse de todo povo da Guiné-Bissau» disse Kumba Yala.

Neste sentido, o líder do PRS disse que não importam os resultados eleitorais e quem venceu as eleições, porque a democracia é que venceu, tendo advertido que os escrutínios eleitorais devem ser respeitados e que todos devem trabalhar em conjunto para o benefício e o progresso do país.

Relativamente à situação política na Guiné-Bissau, Kumba Yala, minimizou a situação, tendo classificado a mesma como normal, com eventuais fricções insignificantes, num país onde todos se debatem com problemas económicos e falta de emprego. «O que nos importa neste momento é que devemos compreender a situação económica débil que o país enfrenta, e que as nossas preocupações se orientem à assegurar a estabilidade para que possamos ganhar a confiança da comunidade internacional e dos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau», acrescentou Kumba Yala.

No que diz respeito à recente denúncia do deputado do seu partido no Parlamento, em como alguns militantes e deputados do PAIGC estariam sob ameaça por parte da secreta guineense, Kumba Yala, disse que este assunto deve ser abordado em fórum próprio, de forma a evitar fricções entre as partes.

Este é o primeiro encontro entre Kumba Yala e Malam Bacai Sanhá, desde que este foi investido ao cargo do Presidente da República, no dia 5 de Setembro do 2009.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Normalidade institucional imprescindível para progresso e estabilidade na Guiné-Bissau - Cravinho

24 Nov (Lusa) - O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, considerou hoje que a "normalidade institucional" na Guiné-Bissau é "imprescindível" para o progresso e estabilidade no país.

"O regresso à normalidade Constitucional é um factor prévio imprescindível para o progresso e estabilidade no país", afirmou o governante português à chegada a Bissau para uma visita oficial que termina quarta-feira.

"Vemos esta situação de normalidade institucional como o prenúncio de circunstâncias muito melhores para os guineenses no futuro, mas nada disto está assegurado", sublinhou.

Guiné-Bissau aprova acordo ortográfico

Livros
Os deputados da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau ratificaram esta segunda-feira o acordo ortográfico de língua portuguesa por unanimidade

«Os deputados aprovaram o acordo por unanimidade¿, disse à agência Lusa o deputado Augusto Olivais, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Augusto Olivais considerou que a aprovação do acordo é «boa para o mundo falante de português».
«Da mesma forma que vamos falar, da mesma forma que vamos escrever», acrescentou.

O Governo aprovou no passado dia 14 o novo acordo ortográfico de língua portuguesa numa sessão extraordinária do Conselho de Ministros, presidida pelo Presidente do país, Malam Bacai Sanhá.

Dos oito países de língua portuguesa, o acordo só ainda não foi ratificado por Angola e Moçambique.

Líbia oferece apoio de infra-estrutura para Guiné-Bissau

, 23 nov (Lusa) - O presidente da Líbia e da União Africana (UA), Muammar Khadafi, ofereceu nesta segunda-feira à Guiné-Bissau quatro viaturas, 500 peças de fardamento, 250 pares de botas militares, fotocopiadoras, computadores e anunciou o envio de dois grupos geradores de energia.

Os materiais, transportados por um avião cargueiro, foram entregues hoje pelo secretário da embaixada da Líbia em Bissau, Hatim Bakar, ao secretário-geral da presidência guineense, Serifo Jakité.

“É mais um gesto de apoio da Líbia ao povo amigo da Guiné-Bissau, no âmbito dos excelentes laços de amizade existentes entre a Líbia e a Guiné-Bissau”, declarou Hatim Bakar.

De acordo com este responsável da embaixada Líbia, “muito brevemente” chegarão à Guiné-Bissau dois grupos geradores “de grande potência com capacidade para iluminar toda a cidade de Bissau”.

“Não posso adiantar a potência técnica das máquinas, só sei dizer que têm a capacidade para dar eletricidade para toda a capital”, disse Bakar.
A falta de energia elétrica é um dos problemas crônicos do país africano há mais de uma década.

O diplomata líbio frisou que todo o apoio que tem sido dado pelo seu país à Guiné-Bissau destina-se a ajudar a estabilização e a resolução dos “problemas prementes”.

O secretário-geral da presidência guineense, Serifo Jakité, por outro lado, disse que a oferta “testemunha a excelência das relações de amizade e de cooperação entre a Guiné-Bissau e a Líbia”.

As ofertas de Khadafi chegam a Bissau 48 horas após uma visita que o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá efetuou à Líbia e que terminou sexta-feira.

A Líbia é um dos principais fornecedores de ajudas às Forças Armadas guineenses com viaturas, gêneros alimentícios e apoio logístico.

Em abril foram entregues às Forças Armadas guineenses 14 viaturas distribuídas aos chefes militares do país.

Autoridades guineenses tiram gasóleo de petroleiro espanhol sem autorização de tribunal


OJE/Lusa
As autoridades da Guiné-Bissau retiraram o combustível do petroleiro espanhol Virgínia G, apresado em Agosto, mesmo depois de um tribunal de Bissau ter aceite uma providência cautelar que suspende a confiscação da carga e navio pelo Governo guineense.


"Não obstante a decisão judicial de suspensão do confisco e não se opondo o Ministério Público, Advogado do Estado e Fiscal da Legalidade (...) à utilização do combustível que o navio transaccionava na nossa Zona Económica Exclusiva (...) vimos pela presente ordenar que o navio seja autorizado a proceder à descarga do seu conteúdo nas vossas instalações", refere o documento.


As cerca de 436 toneladas de gasóleo foram descarregadas no terminal petrolífero da CLC GB, participada pela Galp Energia.


Contacto pela agência Lusa, o representante do armador espanhol Gebaspe SL em Bissau, Domingos Alvarenga, confirma que o combustível foi retirado do navio. "Confirma-se. O comandante comunicou-me que domingo, cerca de 15:00 horas, procedeu-se à operação de descarga de combustível a bordo do navio Virgínia".


Um juiz de Bissau suspendeu como medida cautelar a confiscação do petroleiro espanhol e da carga, que era combustível, impostas pelas autoridades guineenses após o armador se ter recusado a pagar a multa por alegado abastecimento ilegal de combustível em alto mar.


A defesa tinha até 4 de Dezembro para apresentar recurso da decisão do Governo guineense de confiscar o navio e a carga. Segundo o representante judicial do armador o Estado guineense incorre em "crime de desobediência".


A embarcação, com bandeira do Panamá, foi retida a 21 de Agosto a cerca de 60 milhas da costa guineense a fornecer combustível alegadamente sem as autorizações necessárias.

Ameaça de morte contra tripulantes de petroleiro espanhol apresado desde Agosto

A Guiné-Bissau volta a estar sob fogo pelo apresamento de navios espanhóis. Depois de em Agosto ter sido denunciada a retenção ilegal de três pesqueiros no porto de Bissau, agora foi a vez de o armador de um petroleiro retido desde a mesma altura vir acusar as autoridades guineenses de terem assaltado o seu navio e atacado os tripulantes, a quem ameaçaram de morte.

O ‘Virginia G’, propriedade da empresa sevilhana Gebaspe S.L., que opera sob pavilhão panamiano, foi apresado no passado dia 21 de Agosto por uma patrulha armada quando abastecia de combustível três pesqueiros (dois das Canárias e um de Huelva). Os quatro barcos foram então levados para o porto de Bissau, com as autoridades guineenses a acusá-los de fazerem uma trasfega ilegal de combustível em águas nacionais.

Os três pesqueiros – ‘Sierra de Huelva’, ‘Febel III’ e Alfonso Riera’ – acabaram por ser libertados após pagamento de multas que oscilaram entre os 50 mil e os 100 mil euros por cada um deles, mas o dono do ‘Virginia G’ recusou pagar a multa, alegando que não cometeu qualquer delito, e levou o caso à Justiça. Um tribunal guineense aceitou a providência cautelar que apresentou e suspendeu a confiscação do navio bem como da respectiva carga, que é combustível. Porém, segundo o armador, apesar da decisão judicial os militares guineenses entraram np domingo no ‘Virginia G’, agrediram e ameaçaram de morte os tripulantes e retiraram à força o combustível.

O armador, José Gámez, denunciou o caso ao jornal espanhol ‘ABC’ e acusa as autoridades de Madrid de fecharem os olhos a uma rede de extorsão em que estará envolvido um ex-cônsul honorário da Espanha em Bissau.

O jornal ‘ABC’ estabelece inclusive um paralelo com o resgate pago aos piratas somalis pelo barco ‘Alakrana’.

EX-CÔNSUL ACUSADO DE ENVOLVIMENTO

O armador do ‘Virginia G’, José Gámez, alega que existe uma rede de extorsão a barcos espanhóis em que estará envolvido o ex-cônsul honorário de Espanha em Bissau Hamadi Busarai Emhamed. Gámez afirma que começou a desconfiar quando se apercebeu de que à frente da agência guineense Bijagós, que juntamente com a Fiscap (organismo estatal) trata das autorizações da maioria dos barcos espanhóis, estava Emhamed. É ele quem trata das autorizações e, curiosamente, é ele que surge como intermediário na libertação dos barcos.

APONTAMENTOS

ACUSAÇÃO

Militares guineenses entraram domingo no ‘Virginia G’ acusando o proprietário de venda ilegal de combustível.Continuam no navio.

SESSENTA MILHAS

O petroleiro ‘Virginia G’ e trêspesqueiros foram apresados a 60 milhas da costa da Guiné-Bissau.

ENCONTRO

O embaixador espanhol em Bissau reuniu-se ontem como capitão do navio.




Sabrina Hassanali com agências

João Gomes Cravinho vai a Bissau para analisar cooperação bilateral

OJE/Lusa
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Portugal, João Gomes Cravinho, faz entre terça e quarta-feira uma visita à Guiné-Bissau para analisar o estado da cooperação entre os dois países.


"O governante português vem a Bissau para encontros com as autoridades com vista a analisar o estado da cooperação entre os dois países", refere em nota o Ministério dos Negócios Estrangeiros guineenses.


Durante a sua estada em Bissau João Gomes Cravinho vai reunir-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Economia e Defesa guineense.


O secretário de Estado português fará também visitas de cortesia ao Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e ao presidente da Assembleia da República, Raimundo Pereira.


No plano da cooperação multilateral João Gomes Cravinho tem encontros previstos com o representante da Comissão Europeia, o embaixador Franco Nulli, e com o chefe da Missão da União Europeia para a Reforma do Sector de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau, o general Juan Esteban Verastegui.


João Gomes Cravinho vai também reunir-se com consultores portugueses afectos ao sistema das Nações Unidas, nomeadamente Manuel Pereira da UNODC (Gabinete da ONU de Combate à Droga e Crime), e Rui Flores, do Programa de Consolidação da Paz.


Na quarta-feira o governante português vai também visitar o orfanato Casa Emanuel, financiado pela cooperação portuguesa através do Ministério do Trabalho e Segurança Social.

Domingo, 22 de Novembro de 2009

Ambulâncias de Quarteira doa duas ambulâncias para a Guiné Bissau

Ambulâncias doadas pela AHAQ Associação Humanitária das Ambulâncias de Quarteira (AHAQ), uma instiuição com 26 de existência decidiu, através da sua direcção, proceder à entrega de duas ambulâncias para a Associação Social e Humanitária de Bissau.

Assim, a AHAQ procedeu ao despacho das duas ambulâncias no passado dia 19.

Segundo a AHAQ, "as duas viaturas foram cuidadosamente preparadas, dado que estavam desactivadas do serviço da Associação".

Na partida das duas viaturas esteve presente o coordenador da Humanitarius de Portimão.

"A Humanitarius apresentou os seus cumprimentos e felicitações à Direcção da AHAQ, que promoveu este donativo doado por Quarteira, à causa social Guineense, onde se trocaram impressões sobre o trabalho e a dedicação destes solidários, que irão a Bissau em Janeiro, fazer a entrega oficial das viaturas", refere a organização.



Sábado, 21 de Novembro de 2009

Identificação de vítimas deixa marcas

Antropóloga forense encontra-se na Guiné-Bissau para identificar militares portugueses mortos na Guerra Colonial. É a quarta missão neste país.

Eugénia Cunha encontra-se no Sul da Guiné-Bissau para identificar pelo menos 11 militares portugueses através dos restos mortais. Morreram há mais de 40 anos, na Guerra Colonial, o que dificulta todo o processo. Dificuldades de ordem técnica e emocional. "São rapazes novos, penso como seria se os meus filhos tivessem vivido nesse tempo. Deixa marcas", diz a cientista.

Chefia uma equipa de três antropólogos forenses que chegou uma semana depois dos elementos da Liga dos Combatentes e que avançaram em primeiro lugar para preparar o terreno. Localizaram os corpos e prepararam-nos para a análise do esqueleto. Posteriormente, a informação obtida será comparada com os dados dos militares que ali morreram.

"A identificação é sempre um processo comparativo. Ou temos uma lista muito boa de dados ou, então, por muito boa que seja a antropologia forense, é impossível", explica Eugénia Cunha.

Não têm mais nada para analisar além dos ossos, alguns dos quais já estão misturados com elementos do meio ambiente. A missão termina no dia 28.

Esta é a quarta missão levada a cabo naquele país, tendo sido identificados 55 corpos, segundo o general Chito Rodrigues, presidente da Liga. Poucos são reclamados para virem para Portugal, até porque o processo de trasladação fica a cargo dos familiares.

Mas o objectivo principal da missão, no âmbito do Programa Conservação de Memórias, é transferir os restos mortais dos militares portugueses para o talhão português no cemitério de Bissau. "Não estamos interessados em abrir feridas. Estamos a exumar os corpos para os poder trasladar para um lugar que dignifique a sua memória", justifica Chito Rodrigues.

Aquele programa, iniciado em 2008, tem o apoio do Estado português e pretende, também, recuperar os corpos de militares que jazem em Moçambique, Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe, países com que a Liga tem acordos de cooperação nesse sentido.

As estimativas oficiais indicam que quatro militares foram sepultados nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) durante a Guerra Colonial. Destes só 1300 são naturais de Portugal.

E é em Angola que Eugénia Cunha regista um outro trabalho que mais a marcou. Foi a identificação de vítimas (morreram 18 pessoas) do massacre de Ambriz, em 2001, incluindo dos menores, depois de se ter suspeitado da troca de corpos.

É licenciada em Biologia e doutorada em Antropologia Forense pela Universidade de Coimbra.

Contra inteligência militar alerta para risco de instabilidade

Bissau – Documento Divisão de Informação e Segurança Militar, do Estado Maior General das Forcas Armadas, da Guiné-Bissau alerta para «ameaças internas» que «apontam o avizinhar de riscos eminentes da instabilidade interna no PAIGC».
No documento, datado de 10 de Novembro de 2009, que a PNN teve acesso, intitulado «ameaças internas», a Divisão de Informação e Segurança Militar, do Estado Maior General das Forcas Armadas lê-se que «da forma como as coisas tem vindo a evoluir, apontam o avizinhar de riscos eminentes da instabilidade interna no PAIGC, partido no poder, dado que, alguns destacados dirigentes desta formação politica, que travam querelas políticas com o Presidente do Partido, igualmente Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, certamente vão constituir o pelouro de suporte do actual Presidente da Republica Malam Bacai Sanha».

O argumento assenta no facto de, segundo o documento «secreto», apesar de pertencerem todos o mesmo partido com o Primeiro-ministro, existem na realidade uma perda de confiança que pode ser traduzida em contradições interna no seio do PAIGC e que podem contribuir para intoxicar a relação entre os dois mandatários do país.

A Divisão de Informação e Segurança Militar, do Estado Maior General das Forcas Armadas, aludindo «focos de rumores», alguns ex-membros do Governo exonerados recentemente, com peso partidário, não foram, se quer, postos ao corrente da remodelação Governamental e que o Primeiro-ministro não submeteu a composição do novo executivo para apreciação nos órgãos do seu partido.

Perante este quadro, o documento concluiu que existem militantes do PAIGC, que já estão a perspectiva a realização de um congresso extraordinário, a fim de se proporcionarem o afastamento de Carlos Gomes Júnior na liderança do partido e consequente a sua exoneração do cargo do Primeiro-ministro.

Comissão da ONU inicia inquérito sobre repressão na Guiné-Conakryi,

Mohamed Bedjaoui, Françoise Ngendahayo Kayiramirwa e Pramila Patten, os membros desta comissão, estarão na Guiné-Conakry de 25 de Novembro a 4 de Dezembro deste ano.


Conakry

Nova Iorque - A Comissão Internacional de Inquérito sobre a repressão violenta de 28 de Setembro último contra manifestantes desarmados na Guiné-Conakry está pronta para começar as suas investigações, indica um comunicado das Nações Unidas.

Segundo a nota difundida no termo de um encontro entre o Secretário- Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e os membros da referida Comissão, quarta-feira, em Nova Iorque, estes últimos devem visitar a Guiné-Conakry na próxima semana.

"Durante esta reunião, o Secretário-Geral pediu aos membors da Comissão para trabalhar de maneira independente na avaliação dos factos e fazer recomendações sobre os graus de responsabilidade", sublinha o comunicado.

Mohamed Bedjaoui, Françoise Ngendahayo Kayiramirwa e Pramila Patten, os membros desta comissão, estarão na Guiné-Conakry de 25 de Novembro a 4 de Dezembro deste ano.

Eles foram nomeados pelo Secretário-Geral da ONU em Outubro último para realizar o inquérito sobre as violações dos direitos humanos ocorridas a 28 de Setembro na capital guineense, Conakry, onde pelo menos 150 pessoas foram mortas, segundo as Nações Unidas.

Ban disse esperar que esta comissão termine o seu trabalho dentro de um mês.

O líder da Junta militar no poder na Guiné-Conakry, Moussa Dadis Camara, e o primeiro-ministro Kabinet Komara, comprometeram-se por escrito junto do Secretário-Geral da ONU que as autoridades do país iriam cooperar com a comisssão e facilitar o seu trabalho. As informações são da Panapres.

Malam Bacai Sanhá visita Líbia para debater União Africana com Kadhafi

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, terminou a visita de um dia a Tripoli, Líbia, onde esteve reunido com o líder líbio, Muammar Kadhafi, para abordar formas de consolidar o processo da organização da União Africana.

Segundo fonte oficial líbia, citada pela agência noticiosa angolana Angop, o encontro entre Muammar Kadhafi e o presidente guineense "permitiram abordar a aplicação das decisões relativas à transformação da União Africana numa autoridade" durante a cimeira da organização, que vai decorrer em Janeiro em Addis Abeba, Etiópia.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau chegou quinta-feira a Tripoli proveniente de Roma, onde participou na Conferência Mundial sobre a Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O presidente guineense regressa hoje ao país.

Muammar Khadafi, também presidente em exercício da União Africana, esteve em Bissau a 12 de Março na sequência dos assassínios do Presidente "Nino" Vieira e do chefe das Forças Armadas Tagmé Na Waié.

Diário Digital / Lusa

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Policia Federal do Brasil prende nigeriana que tentava levar cocaína para a Guiné Bissau

A Polícia Federal Brasileira apreendeu na madrugada dessa sexta-feira (20), 4kg de cocaína no Aeroporto Internacional dos Guararapes com uma nigeriana que tentava embarcar para Guiné-Bissau.

Os agentes desconfiaram de Adeyoyin Bolaji Adedotun, 34 anos por seu nervosismo e impaciência. Em sua mala foram encontrados doze caixas com suspensórios com a droga envolta em papel alumínio. Em interrogatório, ela afirmou que pegou a droga em São Paulo e iria entregar na África. Por esse transporte receberia 2 mil dólares.

A droga é oriunda da Colômbia e está avaliada em aproximadamente U$ 200,000 (duzentos mil dólares), devido ao seu alto grau de pureza. A presa foi autuada por tráfico de internacional de entorpecentes e caso seja condenada poderá pegar penas que somadas ultrapassam os 20 (vinte anos) de reclusão. Ela foi encaminhada à Colônia Penal Feminina onde ficará a disposição da Justiça Federal.

Esta é a 13ª apreensão de drogas feita pela PF no Aeroporto Internacional dos Guararapes no ano de 2009. Até agora 16 pessoas foram presas: 08 estrangeiros e 08 brasileiros e a quantidade de cocaína apreendida até agora é de 54,4Kg, bem maior que o ano passado, que foi de 29kg e 10 prisõe

Cartão amarelo» de Bacai Sanhá foi manchete

Bissau – A polémica da lei Eleitoral e a avaliação do FMI à Guiné-Bissau foram dois destaques da imprensa guineense esta semana. Também os 45 anos das Forças Armadas foram realçados.
«Ao presidir o Conselho de Ministros, Malam Bacai Sanhá exibe «cartão amarelo» ao executivo liderado por Carlos Gomes Júnior», foi a manchete esta semana do jornal Diário Bissau, que adianta que o Presidente da República advertiu o Governo para que não falhe na sua actuação, sob pena de frustrar as expectativas de desenvolvimento da Guiné-Bissau. A observação do chefe de Estado guineense vem expressa no comunicado da Presidência do Conselho de Ministros, que teve lugar no passado fim-de-semana, e que foi alargado aos Secretários de Estado, lembra o semanário.

O semanário lança ainda em capa, a polémica revisão da Lei Eleitoral por parte dos deputados, a qual assenta, sobretudo, na aplicação de uma caução no valor de 20 milhões para pessoas que, doravante, queiram candidatar-se às presidenciais. Sobre a matéria, o Diário Bissau entrevistou Carlos Vamain, jurista e constitucionalista guineense para quem «os deputados da Nação cometeram uma flagrante violação aos preceitos constitucionais».

Vamain afirmou que, nos termos da Constituição, todos os cidadãos são iguais perante a lei e gozam dos mesmos direitos sem distinção de cor, raça, etnia e sobretudo nível social. «Os representantes dos cidadãos não estão a prestar um bom serviço à Nação, na medida em que o Estado, deveria trabalhar com dinheiro limpo, com dinheiro honestamente conseguido. Portanto, não é com dinheiro da corrupção ou de proveniência duvidosa que se pode, digamos, falar em construção de um Estado de Direito, próspero e que possa funcionar em prol de desenvolvimento e das capacidades dos cidadãos. Portanto, isso significa que, se está a criar uma divisão entre os cidadãos guineenses», refere Vamain, na entrevista ao Diário Bissau.

Passando do Diário Bissau para o No Pintcha», o semanário estatal publicou em manchete que o «FMI dá nota positiva ao país». Numa alusão à conferência de imprensa conjunta entre o Ministro das Finanças e o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), o jornal cita Paulo Drummond, segundo o qual, a situação económica e financeira da Guiné-Bissau é satisfatória. Aliás, disse o chefe da missão do FMI a Bissau, os indicadores macroeconómicos apontam para um crescimento na ordem de 3,5 por cento em 2010 e 4 por cento para 2011 e 2012, respectivamente.

Outro destaque do No Pintcha foi «Forças Armadas comemoram 45 anos de existência». Para assinalar a data, mais uma parada militar. Cerimónia presidida pelo Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, que no seu discurso, citado pelo semanário, afirmou que «já acabou o tempo de inventar casos no país». «Quero que todos assumam a responsabilidade de criar um clima de paz, estabilidade e de entendimento para que o Governo de Carlos Gomes Júnior possa cumprir o compromisso assumido perante o povo», salientou o Chefe de Estado guineense. Sobre o mesmo assunto, o Gazeta de Notícias avança para título: «45 anos ao serviço da integridade territorial e da soberania».

«No dia da criação das Forças Armadas, Amílcar Cabral investiu duas unidades importantes: a subsecção Vitorino, comandada pelo camarada Lai Seck, e a subsecção Botchecul, comandada pelo Camarada General Umaro Djalo que se encontra aqui presente entre nós», dizia o Presidente da República na cerimónia, recordando ainda que a missão mais importante destas subsecções era iniciar a luta na frente leste.
(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau empresta dinheiro para criar postos de trabalho e aumentar rendimentos

/Lusa
O Governo da Guiné-Bissau vai, pela primeira vez na história do país, emprestar dinheiro à população para a ajudar na concretização de projectos que ajudem a criar postos de trabalho e gerar rendimentos.


A ajuda, anunciada quarta-feira, vai ser feita através de um fundo de um milhão de dólares, apoiado pela União Europeia, e depositado no Banco Regional da Solidariedade, no âmbito do Documento Nacional de Estratégia para a Redução da Pobreza.


"Temos de dar oportunidades às pessoas, que normalmente não têm acesso ao sistema bancário clássico, de disporem de recursos para poderem levar a cabo iniciativas que possam criar emprego e também aumentar o rendimento das famílias", afirmou a ministra da Economia, Helena Embalo, na apresentação do fundo.


"São projectos que têm de se inserir em determinados sectores de actividade que nós escolhemos, nomeadamente partindo do estudo que foi feito sobre os sectores da economia com maior potencial de crescimento", salientou a ministra da Economia. "Estamos a referir-nos à agricultura, às pescas, turismo, comércio e área dos serviços".


O Fundo Monetário Internacional anunciou quarta-feira que a economia da Guiné-Bissau vai crescer 3,5% no próximo ano e quase 4% em 2011.


O Governo guineense tem prometido igualmente o pagamento da dívida ao sector privado do país.


As dívidas do Governo guineense rondam os 175 biliões de francos cfa (266 milhões de euros) e foram acumuladas nos últimos 35 anos.

FBI vai mandar perito para apoiar investigações sobre assassínio

Bissau - O FBI vai enviar brevemente à Guiné-Bissau um investigador judicial para ajudar as autoridades guineenses nas investigações aos assassínios do ex-Presidente João Bernardo 'Nino' Vieira e do ex-chefe das Forças Armadas, anunciou hoje (quinta-feira) a Procuradoria-geral da República.

Uma nota de imprensa do gabinete do novo Procurador-geral guineense, Amine Saad, dá conta dessa disponibilidade do FBI manifestada quarta-feira ao procurador pelo chefe da delegação da polícia federal americana para a África Ocidental.

Thomas Relford reuniu-se com Amine Saad para lhe comunicar, entre outras coisas, a disponibilidade do FBI em enviar um magistrado judicial para apoiar as investigações aos assassínios de 'Nino' Vieira e Tagmé Na Waié, ambos mortos no dia 01 e 02 de Março, respectivamente, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Na mesma reunião entre Amine Saad e Thomas Relford, estiveram presentes elementos do Comando Americano para África (Africom).

Além do apoio judicial, o responsável do FBI fez com o novo procurador guineense um ponto da situação em relação ao crime organizado, o narcotráfico e o branqueamento de capitais na Africa ocidental.

Thomas Relford adiantou que os Estados Unidos irão continuar com os apoios à Guiné-Bissau na luta contra esses flagelos.

Em resposta às informações e promessas de apoios do FBI e Africom, o procurador Amine Saad pediu formação, capacitação e especialização dos magistrados do Ministério Público bem como agentes da Polícia Judiciária para que possam melhor lidar e combater o crime organizado no país.

"Só com homens preparados poderemos combater a corrupção, o narcotráfico, branqueamento de capitais e outros crimes da sociedade guineense", defendeu Amine Saad.

De acordo com o Procurador-Geral da Guiné-Bissau, as novas autoridades políticas do país, designadamente o Presidente Malam Bacai Sanhá, "estão empenhadas em inverter a situação, restituindo dignidade ao país".

Em relação aos assassínios do ex-presidente 'Nino' Vieira e do ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, o novo procurador guineense afiançou aos responsáveis americanos a sua determinação em descobrir a verdade sobre as mortes das duas figuras.

Empresas lusófonas interessadas no mercado da UEMOA

Bissau - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está interessada na entrada das suas empresas no mercado da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) da qual faz parte a Guiné-Bissau.

O secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP, Francisco Mantero, disse hoje, quinta-feira em Bissau que as empresas dos
países lusófonos vêem com "muita expectativa" a possibilidade de uma abertura das suas actividades para "um mercado de 240
milhões de pessoas" a partir da Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau é o único Estado da CPLP que é também membro da UEMOA. Estamos a perceber aquilo que terá de ser
feito para que esse país seja uma plataforma dos interesses lusófonos na região da UEMOA", sustentou Mantero.

Em à imprensa à saída de uma audiência com o primeiro-ministro guineense, carlos Gomes Júnior, o responsável acrescentou que a "UEMOA é um mercado de 240 milhões de pessoas".

Além da Guiné-Bissau, fazem parte da UEMOA, o Senegal, o Mali, o Togo, o Benin,o Burkina-Faso, o Níger e a Côte d'Ivoire.

Francisco Mantero encontra-se em Bissau no âmbito dos preparativos finais para assembleia-geral extraordinária do
Conselho Empresarial da CPLP, que irá transformar a organização em confederação empresarial e realização da semana empresarial da comunidade lusófona.

Os dois acontecimentos terão lugar entre 07 e 14 de Dezembro de 2009 em Bissau.

Ainda sobre a possibilidade de acesso ao mercado da UEMOA a partir da Guiné-Bissau, Francisco Mantero considerou que se tal for
concretizado todos os países lusófonos sairão beneficiados.

Nos contactos já realizados junto dos diversos elementos das autoridades da Guiné-Bissau, o secretário-geral do Conselho
Empresarial da CPLP disse ter ficado com a percepção de que "existe a consciência do papel fundamental que a Guiné-Bissau
poderá desempenhar na abertura do mercado da UEMOA à CPLP".

Dos contactos com o primeiro-ministro e outros elementos das autoridades do país há de facto uma grande vontade de o país
desempenhar esse papel nesta região da UEMOA em benefício não só dela própria mas também dos outros sete Estados da
CPLP e das suas empresas", afirmou ainda Francisco Mantero.

"Estamos, neste momento, a perceber aquilo que é preciso fazer na prática para a materialização desses objectivos", destacou
ainda Francisco Mantero.

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

País vai crescer 3,5 por cento em 2010 e quase quatro por cento em 2011 - FMI

Bissau, 18 Nov (Lusa) - O crescimento económico da Guiné-Bissau vai ser de 3,5 por cento em 2010 e quase de quatro por cento em 2011, disse hoje, em conferência de imprensa, o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, Paulo Drummond.

"Em termos prospectivos, espera-se que a recuperação da economia global, a expectativa de uma produção de caju sustentada e melhores termos comerciais venham a contribuir para uma retoma moderada do crescimento para cerca de 3,5 por cento em 2010", afirmou Paulo Drummond.

Segundo o chefe da missão do FMI, o crescimento rondará os quatro por cento a partir de 2010.

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Guiné-Bissau aprova lei para extinguir partidos que não tenham 0,5% de votos

OJE/Lusa
O Parlamento da Guiné-Bissau aprovou uma lei que extingue partidos políticos que não alcancem 0,5% de votos válidos nas eleições, no âmbito da reforma da lei eleitoral, revela Humberto Có, presidente da comissão jurídica e constitucional.


Segundo Humberto Có os deputados decidiram aprovar "alguns acréscimos" à lei eleitoral, introduzindo "mecanismos que disciplinem as candidaturas a cargos públicos".


Com a medida o Parlamento pretende ver extinto automaticamente um partido que não tenha atingido 0,5% de votos validamente expressos ou que não tenha conseguido um mandato, ou seja, um deputado.


Segundo Humberto Có os deputados entenderam que só desta forma o país poderá reduzir o número de partidos existentes na Guiné-Bissau, 35 legalizados e reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.


"O que se passa no nosso país não é bom para a própria democracia. Temos uma população de pouco mais de um milhão de habitantes e temos mais de 30 partidos, isso não é bom para o país, confunde os eleitores", defende o presidente da comissão especializada do Parlamento para a área jurídica.


A semana passada o Parlamento aprovou também uma lei que agrava os requisitos para a candidatura à presidência da República, fixando uma caução monetária de 20 milhões de francos CFA.


"A democracia não é tão aberta como muitos dizem, por isso tem regras, portanto o que o Parlamento está a fazer é apenas agravar essas regras para disciplinar ainda o sistema", diz Humberto Có em resposta às críticas feitas por sectores políticos e jurídicos do país que não concordam com as medidas.


"Temos partidos que apenas têm uma ou duas pessoas, às vezes nem conseguem 1.000 votos em eleições, quando para se ser aceite como concorrente às eleições é preciso ter, no mínimo, 5.000 assinaturas", afirma Humberto Có.


Tanto a caução para a candidatura à presidência como a lei de extinção automática dos partidos que não tenham atingido 0,5% de votos em eleições carecem da promulgação do presidente guinenese, Malam Bacai Sanhá.


"Estamos convictos de que o presidente vai aprovar as duas leis", declara Humberto Có, deputado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no poder.

Guiné-Bissau Angola, e Moçambique desceram quatro lugares na classificação do índice global de corrupção, São Tomé e Príncipe subiu 12 posições

Lisboa, 17 Nov (Lusa) - Guiné-Bissau Angola, e Moçambique desceram quatro lugares na classificação do índice global de corrupção, enquanto São Tomé e Príncipe subiu 12 posições, segundo o relatório de 2009 divulgado hoje pela Transparency Internacional.

A lista, divulgada anualmente, estima o grau de corrupção do sector público percepcionada pelos empresários e analistas dos respectivos países, e está organizada do menos corrupto (1.º lugar) para o mais corrupto (180.º), a que corresponde uma escala de 10 pontos (livre de corrupção) a zero pontos (muito corrupto).

Entre os países de expressão portuguesa, Angola e Guiné-Bissau ocupavam em 2008 a posição 158 e encontram-se agora no posto 162 com 1.9 pontos.

De acordo com a Transparency Internacional, "apesar do seu potencial para gerar fortes rendimentos, que poderia aumentar o desenvolvimento social, estes países não conseguiram traduzir a sua riqueza em programas sustentáveis da redução da pobreza".

"Em vez disso, os altos níveis de corrupção na indústria extractiva contribuem constantemente para a estagnação económica e desigualdade e para o conflito", lê-se no relatório.

No ranking da percepção da corrupção, Moçambique surge na 130ª posição (2.5 pontos), enquanto ano passado estava no posto 126.

Timor-Leste desceu um lugar na classificação, estando agora no posto 146 (2.2 pontos), posição que partilha com a Serra Leoa, a Ucrânia e o Zimbabué.

A maior subida entre os países de expressão portuguesa registou-se em São Tomé e Príncipe que passou do lugar 123º para o 111º, com 2.8 pontos.

O Brasil registou uma subida de cinco pontos e ocupa este ano o lugar 75 (3.7 pontos).

O segundo país de expressão portuguesa melhor cotado pela Transparency Internacional é Cabo Verde no posto 46 (5.1 pontos), uma posição acima da registada em 2008. Portugal aparece em primeiro lugar entre os lusófonos na posição 35.

A Transparency Internacional destaca no relatório que Cabo Verde é, a par do Botsuana e das Maurícias, um dos três países da África Subsaariana com uma cotação superior a cinco valores.

Macau, Região Administrativa Especial da China, manteve a mesma posição do ano passado, ocupando o lugar 43, com 5.3 pontos.

De acordo com a presidente da Transparency Internacional, Hugette Labelle, a "corrupção requer alta supervisão dos parlamentos, um bom sistema judiciário, agências anti-corrupção, vigorosa aplicação da lei, transparência nos orçamentos públicos, bem como espaço para meios de comunicação social independentes e uma sociedade civil activa".

"A comunidade internacional tem de encontrar formas eficazes de ajudar os países devastados pela guerra para desenvolver e manter as suas próprias instituições", defendeu.

Retomados trabalhos da Cimeira sobre Segurança Alimentar

Roma Os trabalhos da Cimeira Mundial sobre Segurança Alimentar retomaram na manha de hoje, em Roma, com a ordem de inscrições a destacar as intervenções dos presidentes do Zimbabwe, Togo, Guiné Bissau, Serra Leoa e Paraguai.
Aos discursos de Robert Mugabe, Faure Gnassingbe, Malam Bacai Sanha, Lugo Mendez e Bai Koroma, seguir-se-ão outras personalidades, em representação dos respectivos mandatários ao fórum, aberto segunda-feira, na principal sala de conferências da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Os discursos convergem na necessidade da erradicação o mais urgente da fome e pobreza nos países mais desfavorecidos e a adopção de politicas de fomento à agricultura, entre outros aspectos.
Em representação do Presidente José Eduardo dos Santos, o primeiro-ministro Paulo Kassoma acentuou que a estratégia do governo angolano, para o quinquénio 2009-2014, prevê o aumento e diversificação da produção agro-pecuária e pesqueira, de forma sustentável, tornando mais acessível melhorar o abastecimento em produtos a população e, assim, melhorar a sua condição de vida.
Igualmente referiu-se ao compromisso do executivo em realizar, em Maio de 2010, a 26ª Conferência Regional da FAO para a África.
A Declaração Final da Cimeira, publicada na segunda-feira, refere que os líderes mundiais adoptaram, por unanimidade, o renovado compromisso para erradicar a fome, de forma “sustentável e com a maior brevidade possível".

Jornalismo africano tem papel negativo na construção da democracia


– A representante adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guiné-Bissau, afirmou que a imprensa em África tem um papel negativo.
Lalau Rarisoa, falou na cerimónia de abertura de uma acção de formação sobre a responsabilidade da imprensa e das técnicas de investigação e de reportagem em ambientes sensíveis, destinada aos jornalistas e comunicadores de diferentes rádios comunitários do país.

Rarisoa adiantou esta segunda-feira em Bissau, que esta postura ocorre frequentemente devido à falta de espírito de profissionalismo e de honestidade e que pode ter más consequências no processo da construção do estado do direito, da democracia ou ainda no processo de desenvolvimento do continente negro. De acordo com a representante do PNUD na Guiné-Bissau, a irresponsabilidade na ética e a má técnica jornalística podem ser destrutivas para uma sociedade.

Neste sentido, a funcionária do PNUD citou como exemplo, a «Rádio Mille Collines» do Rwanda. «Infelizmente, os exemplos mais conhecidos são de situações em que o papel dos media era mais negativo, para não dizer destruidor ou devastador, como foi em Ruanda», sublinhou.

As fraquezas morais, ganâncias e a ligeireza de cidadãos inconscientes das suas responsabilidades e a força dos instrumentos que utilizam como instrumentos de trabalho são igualmente, entre outros aspectos invocados por Lalau Rarisoa, falhas e erros com consequências desastrosas.

No caso particular da Guiné-Bissau, a Representante Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento disse que exercer a profissão de jornalista na Guiné-Bissau é mais que um desafio ou um sacerdócio. «Como jornalistas, aceitarão que a falta de meios, insuficiência de formação ou qualquer outros argumentos desta natureza não vos poderá ilibar do contrato que vos ligou com as vossas comunidades, que necessita da paz, da concórdia e de auto-realização», frisou a funcionaria do PNUD.

As acções de formação para jornalistas incluem-se num projecto com a duração de 3 anos, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento num montante de 1.300.000 milhões de dólares.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Reportagem familia Cadi

AUTARCA, GOSTAVA DE SER MADRINHA DE UMA ESCOLINHA NA GUINÉ



A Presidente da Junta de Freguesia de Portimão, mostrou uma vez mais, a sua sensibilidade e abertura para com o projecto "ALICERCE XXI", que vai uma vez mais levar apoio social á áfrica quente. Desde 2007 que Ana Figueiredo se mostra sempre receptiva a colaborar com a Associação Humanitarius, em projectos de apoio escolar, saúde e apoio directo ás populações no interior da Guiné-Bissau.

Ao saber que este novo projecto, "desafiava" as Autarquias parceiras (Portimão, Lagos, Albufeira e Lagoa), a apadrinhar uma escola, a autarca, fez questão de referir, que estaria disponivél para colaborar, mas que o seu executivo, gostaria de ser madrinha de uma escolinha do interior Guineense.

Nesta fase, está a ser estudado o protocolo de apadrinhamento de escolas, e dentro em breve, quem sabe, a Junta de Portimão, poderá ser madrinha de uma pequena escola ao abrigo dos projectos de cooperação Portugal/Guiné (Desenvolvimento do Milénio.

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Presidente da República apela a uma boa governação

O Presidente da República Malam Bacai Sanhá, advertiu o Governo a não falhar na sua actuação, sob pena de frustrar as expectativas de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
A observação do chefe de Estado guineense vem expressa no comunicado da Presidência do Conselho de Ministros, que teve lugar este sábado, alargada aos secretários de Estado, e que foi presidida pelo próprio Malam Bacai Sanhá.

De acordo com o mesmo comunicado, o Presidente da República exortou ainda o Executivo sobre a necessidade de haver relações institucionais entre os órgãos de soberania, de forma a responder à altura do compromisso assumido perante o eleitorado.

No mesmo documento, lê-se ainda que é preciso dar sinais de desenvolvimento e que o país deve caminhar para a frente, pois estão reunidas condições para o efeito. «Temos condições materiais, recursos humanos e experiência acumulada que nos permite fazer algo positivo para este pais», refere o comunicado do colectivo governamental.

Esperançado na nova equipa governamental, Malam Bacai Sanhá, aconselhou os membros do Governo a emitir mensagens de encorajamento e de esperança, pois a Guiné-Bissau é um país viável.

A resolução de uma forma negociada do diferendo fronteiriço com a vizinha República do Senegal e acabar com o que chamou de «diz que diz», rumores e boatos entre titulares de órgãos de soberania são, entre outros, aspectos que mereceram a atenção do Presidente da República durante a reunião do Conselho de Ministros.

Um outro assunto que não escapou ao Chefe do Estado guineense, prende-se com o sector da Saúde que, de acordo com Malam Bacai Sanhá, se encontra numa situação «lamentável», onde ocorrem mortes em condições inaceitáveis.

A falta de infra-estruturas escolares, paz e estabilidade e a regularização da dívida interna foram também aspectos invocados pelo chefe do estado guineense.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

É preciso devolver a credibilidade às Forças Armadas - PR Malam Bacai Sanhá

Bissau - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse que hoje, segunda-feira, que é preciso devolver credibilidade às Forças Armadas do país para evitar que as pessoas fujam quando se diz "vêm aí os militares", noticia a LUSA.

"Antes quando se falava dos militares todos nós batíamos palmas, sobre qualquer acção que tinham feito, mas agora quando se diz que vêm aí os militares o povo foge. É preciso devolver a credibilidade e confiança nas Forças Armadas", afirmou Malam Bacai Sanhá.

O chefe de Estado guineense falava na cerimónia de comemoração dos 45 anos de existência das Forças Armadas do país.

No discurso, Malam Bacai Sanhá reafirmou a sua determinação em trabalhar para que a Guiné-Bissau volte a ser um país "estável e respeitado no mundo", mas para que isso seja possível disse ser necessário que todos abracem o seu repto sobre o Pacto de Estabilidade Nacional.

"Queremos e esperamos que o nosso repto seja aceite e acolhido por todos os guineenses, para que haja estabilidade para que o governo de Carlos Gomes Junior, possa cumprir o que prometeu ao povo", afirmou Bacai Sanhá.

Malam Bacai Sanhá disse igualmente que as 'inventonas' de golpes de Estado irão acabar no país para que os cidadãos possam viver na tranquilidade e dentro da liberdade democrática de acção e pensamento, mas insistiu que deve haver disciplina.

"Também temos que ter disciplina. Vimos hoje aqui ministros a chegarem à cerimónia depois de o primeiro-ministro, presidente do Parlamento e Presidente da República já terem chegado. Isso tem que acabar", afirmou Malam Bacai Sanhá, recebendo palmas dos presentes na parada militar.

O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) do país anunciou, por seu lado, a criação de uma página na Internet sobre a instituição, no âmbito da reforma e modernização da instituição, que pode ser consultada no endereço

"Já tive ocasião de dizer que estamos envolvidos e empenhados num processo de modernização das Forças Armadas, é nesse âmbito que temos agora o nosso site para a partilha de opiniões entre os militares e a sociedade civil", disse Zamora Induta.

Indagado sobre o sentimento das Forças Armadas, Induta afirmou que "os olhos (dos militares) falam por si".

Alicerce XXI é o grande projecto para 2010 da Humanitarius


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Responsável pela Acção Social da Humanitarius na Guiné

Associação algarvia vai voltar à Guiné-Bissau, em África, para levar na bagagem ajuda a quem precisa. Mas para isso também necessita de auxílio, através de doações de material de apoio clínico, produtos alimentares, lençóis e cobertas.

A preparação da expedição que a associação Humanitarius tem repetido nos últimos anos à Guiné-Bissau, em África, começa cedo, pois é necessário providenciar apoios, parcerias e organizar as toneladas de donativos que vão chegar às mãos dos mais necessitados.

Em Março, a equipa joga-se à estrada com destino à Guiné, mas antes tem que conseguir os apoios e as parcerias que vão garantir a viagem.

E a missão dos algarvios é nobre, pois pretendem levar equipamento de apoio médico e hospitalar ao serviço de Pediatria do Hospital Nacional, no âmbito do projecto «Saúde Alerta», dar apoio social às tabancas mais isoladas através da doação de roupas e brinquedos, e continuar o «Escola para Todos», que visa a entrega de material escolar.

O projecto mãe é, contudo, o «Alicerce XXI», que junta diferentes acções de ajuda social, onde se destaca o apoio a uma instituição de cegos e amblíopes em Bissau.

2010 marca ainda o «arranque do Projecto de Apoio Infantil, que engloba o Orfanato Casa Emanuel, as crianças seropositivas do Hospital de Comura e outras instituições integradas na Rede Ajuda», explicou ao «barlavento» João Almeida, coordenador dos projectos.

No entanto, as novidades são a intenção de assinar «protocolos com duas ONG». No caso da «Eneoproma, de Buba, na Guiné-Bissau, o objectivo é que, a partir de 2011, esta gira os contactos com o grupo de doadores, em vez da Humanitarius», adiantou João Almeida, dirigente da associação.

Já «os moldes do protocolo com a Rede Ajuda são diferentes, pois trata-se de uma fusão cooperativa. A Humanitarius confiará à ONG a entrega, aplicação, manutenção e distribuição dos donativos», afirmou.

A segunda novidade é que os municípios parceiros desta associação, Lagos, Portimão e Albufeira, vão ser convidados a apadrinhar três escolas do interior guineense.

Segundo João Almeida, há ainda o grande objectivo de conseguir colmatar uma das faltas da maternidade do Hospital Simão Mendes: uma incubadora para recém-nascidos.

«Além disso, precisamos de produtos de desinfecção e tratamento como gaze esterilizada, acessórios de bebé, compressas, lençóis e cobertas plásticas, bem como produtos alimentares com um largo prazo de validade, como bolachas e massas», sublinhou.

Este ano, «a equipa pretende ainda conseguir levar kits de primeiros socorros e de vacinação, para distribuição no Orfanato Casa Emanuel» e nas escolas do interior, acrescentou.

Quanto às doações, «A Catraia», uma instituição de solidariedade social de Portimão, já deu o exemplo com cerca de 2,5 toneladas. As expectativas são, contudo, mais altas, pois a associação espera conseguir reunir entre 20 a 25 toneladas de donativos.

Por isso, quem estiver interessado em ajudar pode fazê-lo na sede provisória da associação, na Estrada de Alvor, 152, em Portimão, e através do 960120094 ou 282084182.

No entanto, a Humanitarius não tem previstos apenas projectos destinados à Guiné-Bissau. No Algarve, a associação quer criar a «Marcha por um Olhar» para apoiar os deficientes visuais, e o «Inovar, Sénior» e «Inovar, Jovem», que incide na prática de técnicas audiovisuais.

Mas nada será melhor do que visitar o site www.olhar-africa.webnode.com ou www.humanitarius.org para ficar a conhecer um pouco melhor as iniciativas da associação.

Galp Energia abre mais um posto de abastecimento em Guiné-Bissau

A empresa portuguesa também anunciou novos investimentos no país, sobretudo no setor das infra-estruturas de abastecimento.


Bissau - A Galp Energia, que possui 80 % da empresa guineense Petromar, inaugurou, no norte da Guiné-Bissau, um novo posto de abastecimento de combustível. A inauguração do posto de abastecimento de São Domingos é uma "prova de confiança no país, uma prova de confiança nos líderes políticos do país e uma prova de confiança no futuro face à crise", afirmou no final da cerimônia de inauguração Fernando Gomes, administrador-executivo da Galp.

"A Galp investiu aqui quatro milhões de francos cfa e criou mais uma dúzia de postos de trabalho", afirmou o ex-presidente da Câmara do Porto, sublinhando que a petrolífera portuguesa emprega diretamente na Guiné-Bissau mais de 120 pessoas.

Fernando Gomes disse também que mais investimentos estão previstos para o país, nomeadamente na área das infra-estruturas de abastecimento".

Segundo ele, a iniciativa é uma mais valia para a Guiné-Bissau porque aquelas infra-estruturas vão constituir também reservas estratégicas para a região.

Sublinhando que a Galp Energia privilegia os investimentos nos países onde Portugal se encontra tradicionalmente, Fernando Gomes anunciou que ao nível daquela sub-região a empresa portuguesa adquiriu "há muito pouco tempo todas as infra-estruturas de abastecimento na Gambia".

"A Galp através das suas filiadas está em Guiné-Bissau há mais de 50 anos e vai estar no futuro com uma posição cada vez mais forte", concluiu Fernando Gomes.

Na cerimônia de inauguração do novo posto de abastecimento esteve também o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, que afirmou que o governo cumpre o que prometeu durante a campanha eleitoral para as legislativas de 2008.

"Vamos ser capazes de trazer as melhores empresas para esta região". "A cooperação portuguesa tem demonstrado que, através das suas empresas, continuará a apostar na Guiné-Bissau e com isso querem demonstrar ao mundo que as pessoas interessadas em denegrir a imagem do país continuarão frustradas", sublinhou.

O primeiro-ministro lembrou também que tem uma moeda estável por pertencer à União Económica Monetária da África Ocidental e que os interessados em investir no país, que tem ainda recursos para explorar, podem ampliar o investimento a todos os Estados-Membros daquela união monetária.