Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Seis candidatos na corrida para as presidenciais da Guiné-Bissau

Não obstante a greve no sector da justiça que poderá complicar o processo ou a falta de verbas são já seis os candidatos declarados rumo às eleições presidenciais guineenses antecipadas de 18 de Março.

A 18 de Março os guineenses deveriam escolher o nome do sucessor a Malam Bacai Sanhá, chefe de Estado defunto, falecido de doença em Paris a 9 de Janeiro.

A Comissão nacional de eleições procura desbloquear as verbas necessárias para o escrutínio.

Um processo que poderá ser ainda dificultado devido à greve do sector da justiça em curso desde esta segunda-feira e que deveria durar 30 dias.

E isto já que compete ao Supremo Tribunal de Justiça apreciar as candidaturas que lhe deveriam ser submetidas o mais tardar até sexta-feira, 10 de Fevereiro.

Ainda assim rumo a este escrutínio registo já para seis candidatos.

Para além de Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro e presidente do partido que governa o país, o PAIGC, contam-se dois antigos chefes de Estado.

São eles o líder do PRS, maior força da oposição, Kumba Yalá, e o empresário e antigo presidente interino, Henrique Rosa.

Serifo Baldé, do partido jovem, e o advogado Vicente Fernandes, da Aliança democrática, e o coronel na reserva Afonso Té, completam esta lista pelo momento.

Este último, dirigente do PRID, partido da oposição ligado a partidários do antigo presidente "Nino" Vieira, e também antigo vice-chefe de Estado maior das forças armadas, em declarações à RFI, assumiu-se como indepedente, embora beneficiando do apoio daquela força política.

 

Parceiros lusófonos vão tentar encontrar dinheiro para realizar eleições presidenciais na Guiné-Bissau - MNE Angola

Lisboa, 07 fev (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, Georges Chicoti, considerou hoje imperativa a realização de eleições presidenciais na Guiné-Bissau, adiantado que os parceiros lusófonos estão a tentar encontrar o dinheiro necessário à realização do escrutínio.

"A Guiné-Bissau confronta-se com uma situação que não previu, o passamento físico do Presidente Malam Bacai Sanhá, e isso coloca um vazio constitucional que tem que ser preenchido. (...) As eleições têm que se realizar agora, mesmo que tenham que fazer eleições legislativas em novembro", disse George Chicoti, representante do país que detém a presidência rotativa da CPLP.

O ministro angolano, que falava à margem de um colóquio sobre a CPLP, em Lisboa, reagia assim a declarações das autoridades guineenses, que na segunda-feira se queixaram de não dispor dos pouco mais de quatro milhões de euros necessários à realização eleições presidenciais, antecipadas para 18 de março devido à morte, no dia 09 de janeiro, do Presidente eleito Malam Bacai Sanhá.

© 2012 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Angola reafirma disposição de ajudar a Guiné-Bissau a sair do impasse

 Vice-presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos

Vice-presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos

Lisboa - O vice-presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, reafirmou hoje, terça-feira, na capital lusa, a disposição do seu país de continuar a ajudar a Guiné-Bissau a sair do impasse em que se encontra, a prosseguir com as reformas e para que estas se concluam com êxito.

Fernando da Piedade fez tal pronunciamento quando procedia ao encerramento do colóquio “CPLP - uma oportunidade histórica”, organizado sob a responsabilidade da Comunidade.

Para o vice-presidente, o apoio que prestam, actualmente, no seio da CPLP ou bilateralmente, a Guiné-Bissau, é imprescindível para que este país renasça e se afirme no concerto das nações com todas as suas potencialidades.

Já ao nível da cooperação, a oportunidade histórica declarada em 1996 está cada vez mais evidente com a multiplicidade de parcerias e importantes projectos comuns aos Estados membros, que vêem se consolidando, tanto na saúde, educação, pescas, nas novas tecnologias, no comércio, indústrias, entre outros.

Assim, referiu, temas como o combate à pobreza e à segurança alimentar são incontornáveis nos encontros sob a bandeira da CPLP.

No prosseguimento, afirmou que o potencial de cada um dos Estados membros da Comunidade é grande o que faz com que cresçam as solicitações de muitos países para assistirem, participarem e até mesmo se tornarem observadores ou membros de pleno direito na Comunidade.

“Façamos com que este acervo comum, que tem a ver não só com as riquezas naturais, mas sobretudo com os povos e as suas culturas, nos permita avançar para mostrar ao mundo a determinação desta Comunidade de 250 milhões de habitantes capazes de se entender numa língua comum”, frisou.

Relativamente a CPLP, afirmou que esta deve continuar a ser um espaço de cooperação forte em que devem ser valorizados os potenciais de cada país.

A seu ver, os laços que unem os povos da Comunidade são suficientemente fortes para que encarem os problemas de forma conjunta e não como processos isolados de cada Pais, uma vez que só desta forma continuarão a edificar um espaço comunitário sólido, alicerçado numa história comum e num património indivisível, a língua portuguesa.

O colóquio “CPLP - Uma Oportunidade Histórica” contou com a participação de, entre outras individualidades, Jorge Sampaio, Joaquim Chissano, Pedro Pires e Mário Soares, e teve como moderador, Jaime Gama.

Kumba Ialá é candidato à Presidência da República

O antigo presidente da Guiné-Bissau e actual líder da oposição, Kumba Ialá, que tem vivido nos últimos anos no estrangeiro, chegou domingo a capital do país, Bissau, para se candidatar à Presidência da República.


O líder do Partido da Renovação Social (PRS) prestou homenagem a Malam Bacai Sanhá, o presidente eleito que morreu em Janeiro. Em declarações aos jornalistas, Kumba Ialá afirmou: “Venho para ficar e para me apresentar às eleições presidenciais e ganhar”, frisou.


Kumba Ialá disse que é preciso compreender a Guiné-Bissau e privilegiar “o diálogo, a paz e a tolerância” no país, e pediu a toda a oposição que forme “uma aliança em torno da sua candidatura, admitindo que pode haver outros candidatos do seu partido às eleições presidenciais.


O antigo presidente da Guiné-Bissau justificou o seu silêncio “por não querer intrometer-se nem perturbar quem estava a dirigir o país” e recusou fazer comentários à situação actual da Guiné-Bissau, “precisamente porque estava fora”.
Kumba Ialá prometeu o perdão total de “todos os erros do passado”, caso seja eleito Presidente da República da Guiné-Bissau.

Greve dos magistrados afecta processo eleitoral

Bissau - Os magistrados e os oficiais de justiça guineenses iniciaram,  segunda-feira, 6 de Fevereiro uma greve que terá a duração de trinta dias, em todo território nacional.

 

Esta paralisação está a afectar o processo de Eleições Presidenciais antecipadas, no que diz respeito à entrega e validação de candidaturas junto ao Supremo Tribunal de Justiça, para as eleições que terão lugar a 18 de Março.


As exigências da Associação dos Magistrados guineenses, Sindicatos dos Magistrados Judiciais e o Sindicato dos Oficiais de Justiça são as mesmas, ou seja, referem-se às condições de trabalho, à equiparação dos oficiais, bem como ao fornecimento de viaturas de trabalho para tribunais a nível do interior do país.


A greve acontece numa altura em que o prazo para a deposição de candidaturas está a terminar, sendo que a data limite está estipulada para 10 de Fevereiro.
No capítulo das movimentações políticas, o ultimo fim-de-semana ficou marcado com regresso de Koumba Yala ao país para tomar parte nas Eleições Presidenciais antecipas de 18 de Março.


Em declarações à imprensa, o Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), informou que a sua formação política ainda não indicou o seu candidato à Presidência.


De volta a Marrocos, onde vive nos últimos anos, o líder do PRS disse à imprensa que regressou à Guiné-Bissau com o fim de participar no processo eleitoral mas, contudo, não avançou se será ele o candidato do seu partido, relegando o assunto para a decisão superior dos renovadores.


«Regressei para tomar parte nas Eleições, das quais ouvi falar através da imprensa internacional», referiu Koumba Yala aos jornalistas, na sede do PRS, depois de ter apresentado as condolências à viúva Mariama Mane Sanha, de onde seguiu para depositar uma coroa de flores na campa do antigo Presidente Malam Bacai Sanhá.
Interrogado sobre a escolha de Carlos Gomes Júnior como candidato do PAIGC, Koumba Yala não quis entrar em detalhes e sublinhou que cada partido tem a liberdade e método de selecção do seu candidato.


No aspecto político, Koumba Yala disse que o seu partido, neste momento, é o mais forte para o embate eleitoral que se avizinha, acusando o PAIGC de «aniquilar o país», nos últimos anos da sua governação.

MINISTROS DA CPLP DISCUTEM GUINÉ-BISSAU

Lisboa,  Os ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reunidos esta Segunda-feira em conselho extraordinário, análisaram as situações na Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, a segurança alimentar, entre outros pontos da agenda.


No encontro também foi discutido o relatório final de peritos convocados para debater a cooperação económica e empresarial no âmbito da comunidade lusófona, confirmou o vice-Presidente de Angola, Fernando Piedade dos Santos, na qualidade de país coordenador da presidência rotativa da CPLP, falando pouco antes do início da reunião.


A Guiné-Bissau tem vindo a conhecer uma instabilidade política, enquanto a Guiné Equatorial, actualmente com estatuto de membro observador, solicitou a sua integração na CPLP como membro efectivo, processo ainda em análise.
A reunião decorreu na nova sede da organização, inaugurada esta Segunda-feira, em Lisboa. Até as 20h00 locais (22h00 em Maputo) os ministros continuavam reunidos esperando-se que a qualquer momento fosse emitida uma declaração no final dos trabalhos.


Moçambique, que vai acolher a próxima Cimeira da CPLP, esteve representado no encontro pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi. A próxima cimeira está agendada para Julho deste ano em Maputo.


O edifício da nova sede da CPLP foi cedido por Portugal e é opinião consensual de que estão reunidas as condições para que a organização possa cumprir o seu desígnio. A CPLP completa, em 2012, 15 anos da sua criação.


A cerimónia de inauguração da nova sede da CPLP, dirigida pelo chefe de Estado português, Cavaco Silva, contou com a presnça de antigos Presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, de Portugal, Jorge Sampaio, de Cabo Verde, Pedro Pires, e de várias outras figuras, incluindo o Primeiro-ministro português, Passos Coelho, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, entre outros participantes.


No acto esteve igualmente presente o novo Embaixador de Moçambique em Portugal, Jacob Jeremias Nyambir.


Falando na ocasião, o Presidente português defendeu que a CPLP deve abrir-se 'mais ao contributo dos seus cidadãos' e que cada país membro deve prestar 'atenção acrescida' à evolução da sua sociedade civil.


'A CPLP tem de descer à rua e de se abrir mais ao contributo dos seus cidadãos, começando, desde logo, pelos mais jovens, para que estes a sintam como algo que lhes pertence, com que se identificam, como uma real mais valia nas suas vidas', sublinhou Cavaco Silva.


Cavaco Silva falou igualmente da necessidade da 'defesa da liberdade, da democracia, dos Direitos Humanos e do desenvolvimento económico e social', valores que considerou 'estruturantes e orientadores' da CPLP.


'Foram esses valores que ditaram, entre outras ações, o apoio que a CPLP prestou e vem prestando à consolidação dos regimes democráticos, em alguns dos nossos países irmãos' e que 'granjearam à CPLP o respeito e a credibilidade de que beneficia na cena internacional', disse.


O chefe de presidente português disse ser 'fundamental' que os chefes de Estado e Governo destes países continuem 'a deixar claro, no presente e no futuro, que são esses os valores que determinarão' as suas decisões e iniciativas.


No que diz respeito ao envolvimento da sociedade civil 'na vida da CPLP', Cavaco Silva reconheceu que muito já foi feito, mas que é preciso 'ir mais longe' e que essa é uma tarefa que envolve todos: 'Alargando os domínios de cooperação, atraindo uma maior diversidade de sectores da sociedade para as iniciativas da nossa comunidade, divulgando, mais e melhor, aquilo que somos e fazemos, mas também o que queremos ser e fazer'.


O chefe de Estado português elogiu aquilo que considerou de capacidade de concertação política no seio da CPLP, acrescentando ser 'outra área onde foram feitos progressos importantes', mas onde também é possível 'ir mais longe'.


Por seu turno, o vice-Presidente de Angolano, Fernando Piedade dos Santos reconheceu o esforço dos Estados-membros da CPLP, personalidades e instituições que têm trabalhado para permitir a afirmação da CPLP no contexto internacional.
'Independentemente dos contextos geopolíticos e geoestratégicos', é importante que os países se unam para que a CPLP seja capaz de 'vencer os desafios que se colocam na era da globalização', afirmou o vice-Presidente angolano.


'Pouco a pouco' a CPLP tem dado 'passos firmes' no caminho do reforço de uma cooperação 'reciprocamente vantajosa', disse Fernando Piedade dos Santos sublinhou que a comunidade 'será mais forte quanto mais fortes forem os Estados-membros.


'Querer é poder. Neste caso, nós queremos, logo, nós podemos', afirmou.
O Secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, também interveio na cerimónia, dando em foque o futuro da organização.


Simões Pereira mostrou-se convicto de que a CPLP “pode e deve dar muito mais a todos e cada um dos países”.
“Temos simplesmente de continuar a sonhar juntos e, através de políticas internas coerentes e partilha das melhores práticas e sinergias a nível multilateral, transformar o sonho em realidade”, sublinhou.


Falando à jornalistas no final da cerimónia, o ex-Presidente português, Jorge Sampaio, confirmou que a sociedade civil está 'profundamente envolvida' na CPLP, nomeadamente as universidades e instituições científicas, mas admitiu que é sempre possível fazer mais.


'Isto significa estar na rua, estar em projectos que são importantes para as pessoas, e isso a CPLP tem estado a fazer. É preciso fazer mais? Com certeza que é. É sempre'.

Segundo Jorge Sampaio, há um conjunto de actividades, nomeadamente no ensino superior e nas ciências, que têm hoje a bandeira da CPLP, o que tem importância para os países-membros, mas também ao nível da política internacional.


Para além de Portugal, fazem parte da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Nova sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa inaugurada em Lisboa

A nova sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no Palácio Conde de Penafiel, foi esta manhã inaugurada em Lisboa.
O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, e o vice-presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, descerraram, na presença de personalidades dos Estados-membros da organização, a placa que assinala a ocasião.


Para a tarde desta segunda-feira está prevista uma reunião extraordinária do conselho de ministros da CPLP, com as situações na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial e a segurança alimentar nutricional em agenda, este, de acordo com o assessor de imprensa da organização, António Ilharco, um dos temas fortes para próxima cimeira, marcada para julho em Maputo, Moçambique.


No âmbito da inauguração da sede vai ter lugar um colóquio subordinado ao tema CPLP – Uma Oportunidade Histórica, no qual participarão antigos presidentes dos Estados-membros como Jorge Sampaio, Mário Soares, Joaquim Chissano e Pedro Pires.


Durante a cerimónia que decorreu esta manhã, Cavaco Silva sugeriu a criação de «uma bolsa única de recursos humanos e financeiros» na Comunidade de Países de Língua Portuguesa para apoiar a promoção de língua portuguesa e programas de cooperação entre os membros da organização.


«A língua portuguesa há muito justifica a sua elevação a língua oficial nos diferentes organismos internacionais de que são membros os Estados da CPLP, começando, desde logo, pelas próprias Nações Unidas. A nossa língua é, hoje, a sexta mais falada no mundo e, mais importante, um dos idiomas em maior expansão, fruto não só do crescimento demográfico dos nossos países, mas também fruto do aumento exponencial do interesse que vem suscitando a nível global», afirmou o Presidente da República Portuguesa, sustentando, por isso, que os países da CPLP devem apostar prioritariamente «na educação e na formação» do português, devendo, para isso, ser acertada «uma concertação de esforços a nível político que permita criar condições logísticas e financeiras para que aqueles que dispõem de meios humanos possam apoiar quem mais deles necessita».


«A CPLP poderia ser o fórum ideal para essa reflexão conjunta e para adoção de programas de cooperação abrangendo todos os seus membros, com base numa bolsa única de recursos humanos e financeiros», declarou o governante português.
A CPLP, atualmente presidida por Angola, foi criada a 17 de Julho de 1996, por Angola, Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Em 2002, após conquistar independência, Timor-Leste foi acolhido na organização.


A presidência angolana foi, entretanto, elogiada pelo secretário executivo da CPLP, o guineense Domingos Simões Pereira, que afirmou que o País tem feito um «esforço enorme» para elevar o nome da organização.

CNE avisa que está sem dinheiro para preparar eleições de 18 de março

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau pode ficar sem dinheiro para preparar os atos prévios no âmbito das presidenciais antecipadas de 18 de março, declarou hoje o presidente da instituição, Desejado Lima da Costa.

O responsável falava aos jornalistas a saída de uma audiência com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, a quem disse ter ido explicar da situação da tesouraria da CNE

«Estou cá para debater essa questão com o primeiro-ministro. A CNE tem um défice de 1,5 milhões de euros, é preciso arranjar dinheiro para ultrapassar essa dificuldade que é essencial», disse Lima da Costa.

Lusa

Bissau espera solidariedade para ultrapassar dificuldades

A Guiné-Bissau espera do conselho de ministros extraordinário da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que decorre hoje em Lisboa, a solidariedade que permita ao país ultrapassar as dificuldades que enfrenta.

"Esperamos a solidariedade dos países membros da CPLP em relação a um país irmão que está em dificuldades", disse à agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mamadu Djaló Pires, à entrada para a reunião.

Segundo Djaló Pires, uma das principais dificuldades prende-se com as reformas no setor da Defesa e segurança, dependentes da assinatura de um memorando de entendimento tripartido, entre a Guiné-Bissau, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e CPLP.

"Houve algumas dificuldades de ordem técnica, de interpretação das decisões da cimeira da chefes de Estado e de governo da CEDEAO, mas tudo se resolveu na semana passada com a deslocação a Abuja (Nigéria, país que preside à organização regional africana) de uma missão de Angola, que detém a presidência da CPLP.

"Tanto quanto sei, registou-se um avanço e espero agora regressar a Bissau para assinarmos o acordo", referiu o ministro guineense à Lusa, adiantando que o ideal seria assinar o documento já na próxima semana, ou o mais tardar dentro de 15 dias.

Apesar das várias reuniões realizadas, o acordo está para ser rubricado desde outubro passado.

O conselho de ministros extraordinário da CPLP, convocado para o dia da inauguração da nova sede em Lisboa da instituição, e que reúne os chefes das diplomacias dos oito países membros ou seus representantes, foi aberto pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Jorge Chicoty , que destacou a presença na reunião do vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos "Nandó", em representação do chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

A ordem de trabalhos anunciada por Chicoty inclui debates sobre a segurança alimentar, cooperação económica, situação na Guiné-Bissau e a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, estando prevista a divulgação de um comunicado para o fim do encontro.

Ainda na presença dos jornalistas -- o resto da reunião decorre à porta fechada -- usou da palavra o vice-presidente de Angola que fez votos que o resultado do conselho pudesse traduzir uma nova dinâmica para a CPLP.

"Temos dado passos seguros. Alguns pensam que poderíamos andar mais depressa, mas é melhor darmos passos seguros", defendeu Fernando Dias dos Santos, concluindo que os países da CPLP "têm uma história comum, têm atos de solidariedade solidificados e vão encontrar campos de cooperação que sejam de facto dinamizadores da comunidade".

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

PRESIDENCIAIS DA GUINÉ-BISSAU Carlos Gomes Júnior é o candidato do PAIGC

Carlos Gomes Júnior recebeu 244 votos.

O presidente do PAIGC e atual primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, foi hoje escolhido pelo partido para ser o candidato a Presidente da República, nas eleições de 18 de março.

A escolha, por larga maioria, foi feita pelo comité central do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), composto por 351 elementos, que hoje se reuniu na sede do partido, em Bissau.

Carlos Gomes Júnior recebeu 244 votos. Doze votaram contra e 10 abstiveram-se.

Vários dos elementos do comité central abandonaram a sala, em protesto pelo método de votação, que foi de braço no ar.

A candidatura de Serifo Nhamadjo, atual presidente interino da Assembleia Nacional, tinha proposto o voto secreto mas o partido não optou por essa solução.

A Guiné-Bissau tem eleições presidenciais marcadas para 18 de março, na sequência da morte prematura do anterior chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá, devido a doença.

Está para breve acordo CEDEAO-CPLP sobre reformas, diz primeiro-ministro

Bissau, (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje acreditar que está para muito breve a assinatura de um acordo para que "finalmente" sejam desbloqueadas verbas para a reforma das forças de defesa e segurança.

Na última madrugada, o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, partiu para Abuja, na Nigéria, para se encontrar com o Presidente em exercício da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), Goodluck Jonathan, para discutir esse assunto, disse Carlos Gomes Júnior.

O primeiro-ministro chegou hoje a Bissau depois de ter participado na Etiópia na cimeira da União Africana (UA), no passado fim de semana.

"Penso que se vai chegar a um acordo, finalmente, para que o protocolo seja rubricado. A partir desse protocolo imediatamente lançaremos o fundo de pensões, do qual já temos uma lista, que nos foi facultada pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério do Interior", disse o primeiro-ministro guineense.

A reforma das forças de defesa e segurança implica a aposentação de centenas de elementos das forças armadas e da polícia, mas o Governo não tem dinheiro para pagar essas reformas, o que tem estado a ser negociado com outros países e instituições. A CEDEAO e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) são duas instituições importantes no processo, mas ainda não chegaram a acordo. Angola preside atualmente à CPLP.

Segundo Carlos Gomes Júnior, numa reunião com parceiros para angariação de verbas para a Guiné-Bissau, ocorrida à margem da cimeira da UA, Angola teve "uma participação importante através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Georges Chicoti, de sensibilizar a CEDEAO para a assinatura imediata do protocolo de entendimento entre a CEDEAO, a CPLP e a Guiné-Bissau, para o desbloqueamento do fundo de pensões".

Nesse encontro à margem da cimeira, disse também o primeiro-ministro, debateu-se não só a reforma das forças de defesa e segurança "mas também o apoio imediato que deve ser dado à Guiné-Bissau" com vista ao lançamento da economia do país, através de um encontro de doadores que está previsto para o primeiro trimestre deste ano.

"A Guiné Equatorial deu um apoio fundamental para que os doadores fossem sensibilizados. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que o Governo está pronto, desde que seja apresentado um projeto a coberto da CEDEAO com a CPLP, para imediatamente financiar o setor da defesa e segurança", disse também Carlos Gomes Júnior.

No âmbito da viagem à Etiópia, o primeiro-ministro manteve também encontros com o chefe do Governo da Guiné-Conacri, para "debater estrangulamentos da cooperação", com o primeiro-ministro do Togo, com quem debateu a cooperação entre os dois países, e com o Presidente do Senegal, onde se inicia domingo uma campanha eleitoral num ambiente de grande tensão.

Lusa

Conselho extraordinário de ministros na 2.a feira sobre Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e segurança alimentar

Lisboa,  (Lusa) -- Os ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão reunir-se em conselho extraordinário na segunda-feira, com as situações na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial e a segurança alimentar na agenda, disse à Lusa fonte da CPLP.

António Ilharco, assessor de imprensa da CPLP, adiantou que a segurança alimentar e nutricional será "um dos temas fortes" da próxima cimeira da CPLP, agendada para julho deste ano em Maputo (Moçambique).

A mesma fonte adiantou que no conselho de ministros extraordinário será ainda discutido o relatório final do grupo de peritos convocado para debater a cooperação económica e empresarial no âmbito da comunidade lusófona.

Entre quinta-feira e sábado, um grupo de peritos dos oito países que integram na CPLP reuniu-se na sede da organização, em Lisboa, para ajudar a pôr em prática uma "parceria inovadora" entre Estado e setor privado, para, disse à Lusa o economista guineense Paulo Gomes, "acelerar a cooperação empresarial".

O objetivo passa por criar "sinergias entre empresas" e "arranjar os instrumentos necessários" para que a "cooperação empresarial possa ser muto mais eficiente e mais rápida", explicou o ex-administrador do Banco Mundial para África e atual presidente do fundo de investimento Constelor e administrador do banco pan-africano Ecobank.

O relatório final deste grupo será conhecido no sábado.

SBR.

Lusa

União Europeia apoia eleições com 300 mil euros e promete mais dinheiro

Bissau - A União Europeia vai disponibilizar 300 mil euros para apoio imediato às eleições presidenciais de 18 de Março de 2012 na Guiné-Bissau, anunciou hoje (sexta-feira) o delegado do bloco europeu em Bissau, Joaquim Gonzalez Ducay, prometendo mais fundos posteriormente.

Gonzalez Ducay, citado hoje pela Rádio Nacional, deixou a promessa no final de um encontro entre o Governo e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) com os parceiros do país para a mobilização de pouco mais de quatro milhões de euros para as eleições de Março.

O representante dos "27" em Bissau foi dos poucos diplomatas presentes no encontro a anunciar prontamente o apoio da sua instituição, ficando a maioria dos embaixadores e chefes de missão de dar uma resposta após contactarem com os seus governos e instituições. 

De acordo com o secretário de Estado da Cooperação Internacional guineense, Lassana Turé, Portugal comprometeu-se "como sempre fez nos processos eleitorais" a garantir todo material da logística eleitoral.

O delegado da União Europeia afirmou que os 300 mil euros serão mobilizados num fundo existente no país na verba que era destinada para o apoio a consolidação democrática.

Gonzalez Ducay disse ainda que a UE vai disponibilizar mais verbas, embora não tenha indicado a quantia ou a data da entrega.

Francisco Benante quer apoio do PAIGC nas presidenciais

Bissau - O antigo presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Francisco Benante, é um dos dirigentes do PAIGC, no poder, que pretende ser o candidato do partido nas eleições presidenciais antecipadas de 18 de Março de 2012, noticia a LUSA.

A informação foi avançada hoje (sexta-feira) numa conferência de imprensa promovida pelo secretário nacional do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), Augusto Olivais, para anunciar os preparativos para a reunião do Comité Central do partido, que terá lugar no sábado, em Bissau.

É na reunião do Comité Central, que é antecedida hoje do encontro do 'bureau' político, que o partido vai decidir qual dos dirigentes é que vai apoiar nas presidenciais de 18 de Março.

Além de Francisco Benante, ex-líder do PAIGC, entregaram a carta do pedido de apoio formal do partido Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro e actual presidente (do PAIGC), e Serifo Nhamadjo, presidente interino do Parlamento.

Fontes do PAIGC disseram à Agência Lusa que Baciro Djá, actual ministro da Defesa, e Soares Sambú, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-conselheiro do falecido Presidente guineense Malam Bacai Sanhá, serão outros dois candidatos da esfera do PAIGC embora os dois não tenham ainda formalizado o pedido de apoio ao partido.

Os 351 membros do Comité Central, órgão máximo entre os Congressos do PAIGC, reúnem-se no sábado e só depois se saberá quem será o candidato do histórico partido nas presidenciais antecipadas de 18 de Março.

Quem também se posicionou publicamente a partir de hoje como candidato à presidência da República guineense foi o empresário e antigo chefe de Estado interino do país Henrique Rosa.

Em conferência de imprensa, Henrique Rosa afirmou-se "pronto" para ajudar a "dar um rumo verdadeiramente estratégico" ao país.

Henrique Rosa disse que, contrariamente ao discurso oficial, há muita coisa que não vai bem no país, apontando o alto nível da corrupção, as reformas por se fazer, o combate à pobreza e um desnível na distribuição da riqueza nacional.

"A Guiné-Bissau precisa de um novo impulso e de ética na política e de mudanças no bom sentido. O Presidente da República tem de ser um impulsionador e alguém que represente essa nova esperança", defendeu, ao justificar a sua candidatura à presidência do país.

Henrique Rosa foi o terceiro candidato mais votado nas eleições presidenciais antecipadas de 2009, que foram ganhas por Malam Bacai Sanhá numa segunda volta, então disputada contra Kumba Ialá, o candidato apoiado pelo PRS (maior partido da oposição).

Malam Bacai Sanhá morreu a 09 de Janeiro desta no, vítima de doença, o que levou à antecipação das eleições. 

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Domingos Simões Pereira admite protagonizar alternativa política no país após mandato na CPLP

Lisboa - O guineense Domingos Simões Pereira admitiu  protagonizar uma alternativa política na Guiné-Bissau depois de, em Julho, deixar o cargo de secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou a Lusa.

"Há muitos colegas que pensam que é chegado o momento de oferecermos alternativas e todo este conjunto de pessoas e recursos irá disponibilizar-se para o país. Muitos já me afirmaram que, se me predispuser a isso, se reveem em mim para fazer parte de um esforço conjunto. Isso anima-me, mas não estou a antecipar nada estou é a achar que havendo essa disponibilidade somos muitos e somos suficientes para abordar e enfrentar os desafios que o país coloca", disse Simões Pereira.
O secretário-executivo da organização lusófona, que em Julho termina o seu segundo e último mandato, ressalva que o "futuro ao futuro pertence", mas lembra que é cidadão da Guiné-Bissau e que antes do mandato que agora cumpre "já tinha um percurso político".

"O que vai na minha alma é colocar-me à disposição do meu país naquilo que o meu país achar que o posso servir melhor", sublinhou.

Domingos Simões Pereira garantiu que pretende terminar a missão na CPLP "com a maior normalidade, tranquilidade e dignidade possíveis".

A Guiné-Bissau tem eleições presidenciais marcadas para 18 de Março, após a morte a 09 de Janeiro do Presidente Malam Bacai Sanhá. Este é também ano de eleições legislativas, ainda sem data marcada, mas que deverão ocorrer mais para o final do ano.

Sobre o actual momento político na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira afirmou não estar "particularmente preocupado".

"São sempre períodos de alguma sensibilidade e fragilidade. É preciso estarmos atentos. Não posso dizer que esteja particularmente preocupado porque os sinais parecem indicar que há um jogo político a acontecer com perfeita normalidade", disse.

A morte do Presidente guineense adensou uma vez mais as preocupações relativamente à estabilidade no país, que tem vivido frequentes crises políticas e militares.

Com o Presidente internado em Paris, o país enfrentou novos incidentes alegadamente protagonizados pelo comandante da Armada, Bubo Na Tchuto, que terá tentado assassinar o chefe das Forças Armadas, general António Indjai, e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Domingos Simões Pereira sustenta que apesar de este tipo de acidentes continuar a acontecer, não atingem a gravidade de outros tempos.

"Hoje já se sente que os incidentes que vão acontecendo aqui e ali têm uma magnitude menor. As instituições do estado sabem como tratá-los e há uma mobilização cada vez mais efectiva para a sua resolução com os recursos internos. Já não há aquele sentimento que era de facto muito frustrante de pensar que temos a liberdade de criar problemas e outros têm a responsabilidade de os resolver", disse.

Domingos Simões Pereira, 48 anos, é secretário-executivo da CPLP desde Julho de 2008. 
Nascido em Farim, Guiné-Bissau, formou-se em engenharia civil e industrial pelo Instituto de Engenharia de Odessa, na antiga União Soviética, tendo feito um mestrado em Ciências da Engenharia Civil pela Universidade Estatal de Califórnia em Fresno.

Quando foi nomeado para a CPLP era conselheiro do primeiro-ministro da Guiné-Bissau para as Infra-estruturas.

Anteriormente ocupou cargos de Ministro das Obras Públicas, Construções e Urbanismo (2004-2005) e do Equipamento Social 2002-2003.

País vive "período crucial" que necessita de "consensos políticos" - PR

Bissau, 01 Fev  - O Presidente da República interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, disse hoje que o país vive um "período crucial", pelo que é preciso um "diálogo permanente" e encontrar "consensos políticos".


Raimundo Pereira, que assume interinamente as funções de Presidente da República devido à morte de Malam Bacai Sanhá, terá de conduzir o país até às eleições presidenciais, já marcadas para 18 de março, sendo a sua prioridade criar as condições para que essas eleições se realizem.


"Para que o país possa ter eleições livres, justas e transparentes é necessário promover consensos, fazer pontes, se necessárias, estabelecer o diálogo, que neste momento é fundamental para que o país tenha de facto estabilidade política" que permita a participação livre nas eleições, disse Raimundo Pereira.

O Presidente falava na posse de 17 conselheiros, que nomeou esta semana, vindos de vários quadrantes políticos, incluindo dos partidos da oposição.


Aos conselheiros pediu para que se dediquem exclusivamente à sua tarefa, "pondo de parte eventuais interesses políticos", e deixou um aviso: "vamos ter de tomar decisões nas diferentes etapas neste processo que não vão ser fáceis. A experiência que tive no passado dá-me sinais de que este processo tem de ser gerido por consensos, se queremos retomar a normalidade constitucional o mais rapidamente possível".


No discurso aos conselheiros, a palavra que Raimundo Pereira mais usou foi "consensos", a única forma, disse, de ultrapassar as insuficiências da Constituição.


E deixou também avisos: "muitas vezes, num dia, numa semana, em três meses, podemos deitar por terra a aspiração de um povo à tranquilidade. Devemos trabalhar em termos de prevenção e a prevenção aconselha a um diálogo permanente".


Foi por isso, justificou, que nomeou como conselheiros representantes dos diversos partidos políticos. "Mas também para os poder responsabilizar pela condução da transição", disse.

Lusa

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Governo de Obiang disposto a apoiar reforma das forças de defesa e segurança

Bissau, (Lusa) - A Guiné Equatorial disponibilizou-se a dar apoio técnico e financeiro à reforma das forças de defesa e segurança na Guiné-Bissau, que é considerada fundamental pelo Governo de Bissau para a estabilização do país.

A promessa da Guiné Equatorial, país candidato a membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, foi feita na capital da Etiópia, no âmbito de uma mesa redonda sobre a Guiné-Bissau, à margem da 18.ª cimeira da União Africana (UA), que decorreu no passado fim de semana.

Foi o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Nbasogo, presidente cessante da UA, que incentivou a realização da mesa redonda, de sensibilização da comunidade internacional para a necessidade de apoiar a Guiné-Bissau.

Angola/Guiné Bissau - Assinado memorando de entendimento no domínio ambiental

Luanda - O Ministério do Ambiente de Angola e a Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Durável da Guiné Bissau assinaram, na noite desta terça-feira, em Luanda, um memorando de entendimento de implementação no domínio ambiental.

A assinatura do memorando decorreu no âmbito das celebrações do Dia Nacional do Ambiente (31 de Janeiro), e os documentos foram assinados pelos responsáveis das áreas de intercâmbio de ambos os países, numa cerimónia testemunhada pelos governantes dos dois países, Maria de Fátima Jardim (Angola) e Mário Dias Sami (Guiné Bissau).

Na parte de Angola, o memorando foi assinado pelo director do gabinete de intercâmbio do Ministério do Ambiente, Arsénio Machado e pela Guiné Bissau, o seu director do instituto de biodiversidade, Alfredo Simão da Silva.

Com base na experiência que tem a Guiné Bissau, Angola propõe neste memorando a troca de informação e cooperação na gestão e conservação dos ecossistemas, áreas protegidas e das zonas costeira e marinha.

Com o objectivo de colaborar na vertente da sustentabilidade de gestão das áreas protegidas e a conservação  da biodiversidade, Angola e Guiné Bissau manifestaram trocar   informações para identificação em conjunto de fontes de financiamentos para o ambiente.

Os dois países estão de igual interessados na formação e capacitação de quadros para a avaliação de impactes   ambiental (AIA) nestes países de língua oficial portuguesa.

Ainda no quadro dos avanços significativos registados na produção de informação e elaboração de documentos no domínio  ambiental, os dois países também irão trocar dossiers para consultas e melhoria dos seus trabalhos de campo e não só.

Neste memorando consta, de igual modo, o intercâmbio de delegações técnicas que terão como missão constatar e desenhar a melhor estratégia de cooperação entre os dois países, para a possibilidade de tornar a Guiné Bissau parceiro estratégico de Angola do ponto de vista bilateral, no âmbito institucional e da CPLP e PALOP.

Governo recolhe fundos para Presidenciais antecipadas

Bissau – O Governo da Guiné-Bissau realiza, esta quinta-feira, 2 de Fevereiro, em Bissau, uma mesa redonda com o objectivo de recolher fundos para a realização das Eleições Presidenciais antecipadas, previstas para 18 de Março.

O anúncio deste encontro foi tornado público no inicio desta semana, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), entidade encarregue de executar o processo eleitoral em curso no país.


O acto, que deverá ter lugar nas instalações do «Palácio do Governo», irá juntar representantes da comunidade internacional, do Executivo e parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, com vista a agilizar o modelo de financiamento do processo, em consequência da morte de Malam Bacai Sanhá, a 9 de Janeiro.


Nesta perspectiva, prosseguem no terreno os preparativos deste acto eleitoral, com o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a anunciar que o prazo para entrega de candidaturas termina a 10 de Fevereiro.
Foi neste sentido que o Presidente da CNE, Desejado Lima da Costa, lançou o apelo aos potenciais candidatos, no sentido de apressarem os processos de entrega de candidaturas junto do STJ, no período estabelecido pela lei.


Desejado Lima da Costa falou, esta terça-feira, 31 de Janeiro, no âmbito da incineração de boletins de voto das últimas Eleições Presidenciais, realizadas em 2009.

Participou apenas na cerimónia o representante do Partido República para a Independência e Desenvolvimento (PRID).


No que diz respeito a cronograma geral de actividades, a campanha eleitoral tem início a 25 de Fevereiro e termina a 16 de Março.
A emissão de cartões terá lugar entre 15 de Fevereiro e 9 de Março e a produção de boletins de voto em Portugal entre 25 de Fevereiro e 3 de Março.


O transporte dos mesmos e de outros materiais, de Lisboa para Bissau, será feito entre 4 e 7 de Março, sendo que o sorteio da ordenação dos candidatos no boletim de voto terá lugar a 23 de Fevereiro.


O sorteio de tempo de antena será feito entre 18 e 24 de Fevereiro.
Caso se realize uma segunda volta destas Eleições, o Presidente da República Interino deverá marcar a data a 27 de Março, sendo que a votação se realizará no dia 22 de Abril.

Apresentado «Movimento Patriótico Cadogo Presidente»

Um grupo de guineenses, encabeçados pela cantora Dulce Neves, apresentou hoje oficialmente o chamado «Movimento Patriótico Cadogo Presidente» que pretende eleger o atual primeiro-ministro para chefe de Estado nas presidenciais de 18 de março.

A apresentação do Movimento, que acabou por ser um autêntico comício, ocorreu numa sala de um hotel em Bissau, juntando dirigentes do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder), membros do executivo, deputados, simpatizantes do partido e «cidadãos anónimos», segundo a coordenadora do grupo.

Ao justificar a aposta «no Camarada Carlos Gomes Júnior» para Presidente da Guiné-Bissau, Dulce Neves defendeu que o atual primeiro-ministro «é o único» dirigente do país capaz de «dar a estabilidade e o desenvolvimento que os guineenses anseiam».

Lusa

Serifo Baldé, líder do Partido Jovem, é o primeiro candidato oficial a Presidente

Bissau - Serifo Baldé, o líder do Partido Socialista de Salvação Guineense, conhecido por Partido Jovem, foi até quarta-feira o único candidato às eleições presidenciais antecipadas na Guiné-Bissau que depositou a documentação no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). 

Em declarações à Agência Lusa, Serifo Baldé afirmou ter depositado a sua candidatura no Supremo Tribunal de Justiça no "dia 26 de Janeiro", sendo desta forma, o primeiro concorrente às presidenciais de 18 de Março.

"Posso garantir-vos que depositei a minha candidatura e sou o candidato oficial do meu partido às eleições", declarou Serifo Baldé.

O STJ, nas suas competências de Tribunal Constitucional, alertou os potenciais candidatos às eleições de 18 de Março para o facto de o prazo da entrega da documentação da candidatura terminar no próximo dia 10 deste mês. 

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais antecipadas no dia 18 de Março devido à morte do Presidente Malam Bacai Sanhá no dia 09 de janeiro último, em França, vítima de doença.

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Henrique Rosa é candidato às presidenciais na Guiné-Bissau

O empresário Henrique Rosa disse hoje que é um dos candidatos às eleições presidenciais antecipadas na Guiné-Bissau, marcadas para 18 de março, devendo anunciar formalmente a candidatura nos próximos dias.

Henrique Rosa já foi Presidente interino da Guiné-Bissau e concorreu nas eleições presidenciais de 2009, perdendo para Malam Bacai Sanhá. Hoje confirmou à Agência Lusa que será candidato independente no escrutínio de 18 de março, e que o anúncio formal da candidatura será feito em breve.

No PAIGC, partido no poder na Guiné-Bissau, perfilam-se para já quatro candidatos. Além de Carlos Gomes Júnior e de Serifo Nhamadjo há mais dois nomes que vão disputar o apoio do partido, Baciro Djá e Soares Sambu, disseram à Lusa fontes partidárias.

Baciro Djá é o atual ministro da Defesa e Soares Sambú, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, era até este mês conselheiro político e diplomático do falecido Presidente guineense Malam Bacai Sanhá.

Tanto Baciro Djá como Soares Sambú são membros do `bureau` político do PAIGC. Os dois não fizeram ainda qualquer declaração pública sobre o assunto.

A morte de Malam Bacai Sanhá no dia 09 de janeiro em Paris levou a eleições presidenciais antecipadas, marcadas para 18 de março. Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro e presidente do PAIGC, afirmou-se como "candidato natural" do partido e no passado sábado também Serifo Nhamadjo, presidente interino do Parlamento, disse que tambm vai concorrer.

Assim, são pelo menos quatro elementos do partido a disputar o apoio do PAIGC nas eleições presidenciais. O Comité Central, órgão máximo entre Congressos do PAIGC (com 351 assentos), deve reunir-se ou no final desta semana ou no princípio da próxima, disseram ainda à Lusa fontes do partido.

Também esta semana deverá chegar a Bissau o presidente do PRS (maior partido da oposição), Kumba Ialá, para se candidatar à Presidência da República, disse também à Lusa fonte partidária.

Kumba Ialá vive habitualmente no estrangeiro.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ), nas suas competências de tribunal constitucional, avisou os potenciais candidatos à presidência da República que devem depositar a documentação necessária naquela instância o mais tardar até 10 de fevereiro.

Fonte do STJ disse hoje à Lusa que "até ao momento" nenhuma proposta de candidatura deu entrada naquele órgão.

Mais um candidato às presidenciais da Guiné-Bissau

Serifo Nhamadjo, presidente interino do parlamento, dando posse a Raimundo Pereira como chefe de Estado interino.

Serifo Nhamadjo, presidente interino do parlamento, dando posse a Raimundo Pereira como chefe de Estado interino.

Serifo Jaquité, é um dos porta-vozes da candidatura de Serifo Nhamadjo às eleições presidenciais guineenses antecipadas de 18 de Março.

Em entrevista a Mussá Baldé, em Bissau, ele explica os motivos da candidatura do até agora vice-presidente do parlamento e membro do comité político do PAIGC defendendo que Carlos Gomes Júnior se mantenha como primeiro-ministro e desista da sua candidatura a este escrutínio.

 
Ouvir  Convidado Serifo Jaquité
(04:12) 
 

Legalização de imigrantes, Guiné-Bissau envia passaportes para os consulados em Espanha

Bissau - O Governo guineense anunciou,  o envio de passaportes para os seus consulados em Espanha.

O Executivo da Guiné-Bissau comunicou o envio, para breve, de passaportes digitais para os seus consulados, em todo o território espanhol, com o objectivo de diminuir as dificuldades dos imigrantes na obtenção do documento de identidade guineense.


Esta decisão foi anunciada pelo Cônsul Honorário da Guiné-Bissau, em Bilbao, Espanha, durante um encontro com a comunidade guineense para analisar a situação actual da diáspora e preparar novos planos de cooperação entre Bissau e Madrid.


Estes acordos são referentes a diferentes aspectos, nomeadamente ao intercâmbio comercial entre empresários guineenses e espanhóis, que há muito procuram meios de entrar no mercado da Guiné-Bissau, à venda dos seus produtos ou à elaboração de vários projectos de desenvolvimento para a criação de postos de trabalho naquele país africano.


O Cônsul informou também a intenção da Câmara do Comércio de Bilbao em iniciar uma parceria com o sector privado guineense, que poderá servir de abertura para outros países da África Ocidental, tendo em conta que a Guiné-Bissau é membro de pleno Direito da União Económica da África Ocidental (UEMOA).


Durante este encontro, a comunidade guineense criou uma comissão de apoio à candidatura do actual Chefe de Governo à Presidência da República, a 18 de Março, tendo em conta o empenho de Carlos Gomes Júnior no relançamento e desenvolvimento económico do país.
No entender dos imigrantes guineenses, Cadogo é a única Figura que pode continuar a obra deixada pelo antigo Presidente Malam Bacai Sanhá, no que diz respeito à estabilidade macro económica do país, em competição com os outros membros da UEMOA.

Rali Budapeste-Bamako termina em Bissau e deixa 13 viaturas

Bissau, (Lusa) - O rali Budapeste-Bamako, o mais importante do género (amador e de beneficência) terminou hoje em Bissau, na Guiné-Bissau, onde os participantes vão deixar 13 viaturas, para os hospitais locais.

Este ano excecionalmente sem passar por Bamako, capital do Mali, a caravana optou por estabelecer a meta na capital da Guiné-Bissau, com organizadores a admitirem que no próximo ano poderão regressar de novo a Bissau.

A expedição, na sétima edição e com quase 200 viaturas, começou no passado dia 13 em Budapeste e passou por Itália, Marrocos, Mauritânia, Mali, Senegal e Guiné-Bissau, fazendo mais de 9300 quilómetros.

"O Mali pode ser facilmente alcançado até de patins. A Guiné-Bissau representa o intocado, a imagem romântica da África ainda por desenvolver", disse antes da expedição o organizador do Budapeste-Bamako, Andrew Szabo, que em 2004 decidiu deixar de participar no rali Paris-Dacar e procurar uma forma alternativa e mais barata de explorar o deserto do Sahara e a região oeste-africana.

Em Bissau a caravana foi recebida pela ministra da Presidência, Adiatú Djaló Nandinga, que substitui o primeiro-ministro (ausente na Etiópia), que agradeceu aos organizadores mas também aos empresários húngaros que vão ajudar a Guiné-Bissau com viaturas e outros bens.

"Mais uma vez estamos a mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau está a viver um ambiente de paz e estabilidade", disse a ministra, que concluiu: "faço votos para que no próximo ano a caravana faça de novo Budapeste-Bissau".

Djana Sané, deputado do PAIGC (no governo) e representando a parte da Guiné-Bissau na organização do rali, disse que além das viaturas a iniciativa deixará no país outros bens como roupas, material escolar, medicamentos e meios para a construção de uma escola.

O responsável agradeceu ao povo que "saiu à rua" para saudar a caravana mas especialmente aos participantes, que fizeram milhares de quilómetros "para vir à Guiné, sem contrapartida nenhuma" e apoiar o povo do país.

Um representante dos participantes, húngaro, disse que foram duas semanas difíceis mas que foi também emocionante entrar na Guiné-Bissau. E entre os participantes estava Jorge, um português, que justificou a participação na caravana por o destino final ser Bissau.

Nos últimos anos o rali de caridade Budapeste-Bamako tem deixado apoios de centenas de milhares de euros em África, da abertura de um poço de água numa aldeia da Mauritânia à doação de uma incubadora e equipamento de esterilização para uma clínica em Bamako, da doação de bicicletas à construção de escolas, da colocação de painéis solares à doação de viaturas.

FP.

Lusa/fim

Angola e Guiné Bissau abordam cooperação bilateral em vários domínios

Luanda - O ministro da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural de Angola, Afonso Pedro Canga, e o secretário de estado do Ambiente da Guiné-Bissau, Mário Dias Sami, mantiveram hoje, em Luanda, um encontro de cortesia em que abordaram a cooperação bilateral em vários domínios existentes entre os dois países.

No encontro, os dois responsáveis abordaram questões concernentes a cooperação no domínio da agricultura e das pescas, já existente desde 2010, e sobre a necessidade de se manter estas relações consideradas amistosas, bem como sobre a implementação de outros programas, os quais carecem do apoio de Angola.

"Contamos com o apoio de Angola. O caju é um sector importante que deve ser explorado no quadro da parceria público-privado. Conversamos de igual modo sobre a necessidade das embarcações pesqueiras irem para a Guiné Bissau", disse Mário Dias Sami.

Por sua vez, o governante angolano disse existirem já áreas identificadas, sobretudo no campo das pesquisas agrárias, investigação pesqueiras e empresarial.

“Temos que aproveitar as potencialidades existente entre a Angola e Guiné Bissau para redinamizar o sector empresarial e fazer com que os empresários angolanos investiam em outros países”, realçou o governante.

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Obras em quartéis da Guiné-Bissau

A missão de Angola na Guiné-Bissau (Missang) começou, em Bissau, a reabilitação e construção de infra-estruturas destinadas às forças de segurança, um projecto avaliado em 7,5 milhões de dólares.


As obras devem estar prontas em Agosto e dos seis projectos a maior parte dos trabalhos já começou e outros começam hoje, como a construção de um Centro de Instrução da Polícia de Ordem Pública (POP), a obra mais cara e que é edificada na zona de Safim, a poucos quilómetros de Bissau.


Na mesma zona começaram também as obras para a construção dos armazéns de logística das forças de segurança. Em Bissau decorrem igualmente as obras de “reabilitação completa” do edifício do Ministério do Interior e as obras do Comissariado Geral da Polícia de Ordem Pública.

Angola começa em breve a construção, de raiz, das instalações da Polícia de Trânsito, e começou a reabilitação de edifícios onde vai ser instalada a Polícia de Intervenção Rápida. “A nossa previsão, na base dos concursos públicos, é a de que todas as obras têm uma periodicidade de seis meses e se tudo correr bem todas devem estar prontas em Agosto”, disse à Lusa o responsável angolano pela área da cooperação policial na Missang, o sub-comissário Manuel Francisco Gonçalves. Além do apoio a nível de infra-estruturas, a Missang está a prestar assessoria técnica e de formação de recursos humanos, em paralelo com Portugal, que também tem prestado apoio na área da formação e legislação.


“Temos também um processo ligado à logística, que vai fazer um diagnóstico para que no futuro possamos dar apoio à Polícia de Ordem Pública”, acrescentou Manuel Francisco Gonçalves, salientando que a escolha das obras foi baseada no que o Governo da Guiné-Bissau considerou prioritário.


“Angola vai financiar as obras, o projecto, o mobiliário dos edifícios, e também fornecer fardamentos, medicamentos e viaturas para patrulhamento”, salientou Manuel Francisco Gonçalves.


Walter Álvaro, o arquitecto angolano responsável pelo conjunto das obras, também em declarações à Lusa, salientou que todas as infra-estruturas estão a ser feitas por empresas guineenses. Para já, Angola fez deslocar para Luanda, “por questões logísticas”, 350 formandos guineenses, que dentro de seis meses devem regressar à Guine Bissau, com formação básica e especializada em áreas como trânsito, protecção a dirigentes ou segurança pública.

Na mesma altura, na estrada que liga Bissau ao aeroporto deve ser inaugurada a nova Direcção de Viação e Trânsito, a edificar no local onde apenas existem escombros, e o Ministério do Interior fica também reconstruído.


Em Safim, os campos de caju deram lugar a um centro de formação e a direcção da polícia guineense vai ter um edifício totalmente reconstruído. A telha portuguesa, ainda do tempo colonial, vai ser aproveitada.

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

PR interino da Guiné-Bissau nomeia 15 assessores para o seu gabinete

Bissau, 28 jan (Lusa) - O Presidente da Republica interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, nomeou 15 novos assesores para o seu gabinete e aceitou o pedido de demissão em bloco dos conselheiros do falecido chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá.

A nomeação dos novos assessores e a demissão dos anteriores conselheiros presidenciais, foram anunciadas sexta-feira a noite na Rádio Nacional através de decretos assinados por Raimundo Pereira.

Entre os novos assessores constam os nomes dos antigos governantes, nomeadamente Alamara Nhassé, antigo primeiro-ministro, nomeado assessor para a área da Defesa e Segurança, João José Silva Monteiro, ex-ministro dos Negocios Estrangeiros, nomeado conselheiro para a Educação e Maria Odete Semedo, ex-ministra da Educação chamada agora para ser chefe do gabinete de Raimundo Pereira.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Resenha Africana Destaque, para preparativos da cimeira da UA e processo eleitoral na Guiné-Bissau

As reuniões preparatórias para a realização da próxima cimeira da União Africana (UA), marcada para 29 e 30 do mês em curso, bem como o arranque do processo eleitoral na Guiné-Bissau foram manchete no noticiário socio-político e diplomático africano dos últimos sete dias.

Na capital Etíope, Addis Abeba, várias reuniões vêm decorrendo ao longo da semana com destaque para a 20ª sessão do Conselho Executivo da organização e a 23ª sessão do Comité de representantes permanentes (CRP), em preparação da cimeira de chefes de Estado e de governo, que elegerá o presidente da Comissão da UA (CUA).

Sobre o encontro do Conselho Executivo, o primeiro a realizar-se após as revoluções árabes, abordou a questão da promoção do Comércio Intra-africano e analisou as candidaturas da sul-africana Nkozasana Dlamini Zuma e do gabonês Jean Ping para o cargo da Comissão desta organização continental.

Já na reunião do CRP, o actual líder da CUA Jean Ping considerou o ano 2011 como o período que maiores movimentações politicas, crises e conflitos registou, desde início dos processos de democratização na década 90, do século XX, no seio do continente africano, referindo-se às crises e conflitos antigos, bem como à “Primavera Árabe”,  que trouxe mudanças constitucionais na Tunísia, Egipto e na Líbia.

Na ocasião foi também anunciado um montante de 350 milhões de dólares angariados pela CUA junto dos países africanos para apoiar à crise de seca e fome na região do Corno de África.

Mereceu igualmente relevo noticioso o arranque quarta-feira do processo eleitoral na Guiné-Bissau com o empossamento de nove presidentes das Comissões Regionais Eleitorais (CRE).

O presidente da Comissão Nacional das Eleições, Desejado Lima da Costa, conferiu posse aos responsáveis das CRE que trabalharam nas últimas presidenciais, também antecipadas de 2009, dando início efectivo ao processo para o escrutínio de 18 de Março, do qual o Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior afirmou já ser o "candidato natural" do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Foi manchete da semana o anúncio dos resultados parciais das eleições legislativas na República Democrática do Congo (RDC) pela Comissão eleitoral que dão liderança ao partido do presidente Joseph Kabila e seus aliados.

Sexta-feira, a Comissão eleitoral divulgou cerca de 87% dos 500 assentos no Parlamento dos quais o Partido do Povo para a Reconstrução e Democracia (PPRD), do presidente Kabila, obteve 58 assentos, ficando na segunda posição o partido do opositor Etienne Tshisekedi, a União para a democracia e o progresso social (UDPS), com 34 assentos.

O destaque foi ainda para as tempestades no centro e sul de Moçambique que causaram já 25 mortes e deixaram cerca de 12 mil pessoas a necessitar de ajuda urgente, segundo um balanço divulgado terça-feira pelas autoridades moçambicanas.

A directora do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Dulce Chilundo, confirmou a morte de 16 pessoas na província da Zambézia, no centro do país, e nove em Gaza, no sul de Moçambique.

No Madagáscar, foi destaque o apelo da SADC para o regresso do presidente malgaxe deposto Marc Ravalomanana ao seu país sem ser detido o mais tardar até 29 de Fevereiro, na sequência de uma reunião da troika (África do Sul, Tanzânia, Zâmbia) realizada segunda-feira em Pretória que culminou com uma indicação de que o processo de pacificação social, a libertação dos detidos políticos e o regresso dos exilados malgaxes devem ser aplicados.

A situação na Nigéria assolada pela vaga de ataques mortíferos atribuídos à seita islamita Boko Haram marcou também o noticiário da última semana.

Na sequência dos últimos atentados, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, demitiu quarta-feira o chefe da polícia, Hafiz Ringim, e nomeou Mohammed Abubakar como Inspector-geral da polícia interino, o qual justificou como um primeiro passo em direcção a reorganização da polícia afim de a tornar mais eficaz e capaz de fazer face aos desafios de segurança interna emergente", segundo um comunicado.

No mundo árabe, o destaque foi para a eleição segunda-feira do deputado islamita Saad al-Katatni, proveniente da Irmandade Muçulmana, como presidente da Assembleia do Povo egípcia.

Katatni recebeu 399 votos de um total de 496 na primeira sessão da Câmara, amplamente dominada pelas formações islamitas.

Por último, tiveram ainda respaldo noticioso durante a semana as reacções da oposição face à apresentação terça-feira da candidatura do presidente senegalês cessante, Abdoulaye Wade, para as próximas eleições presidenciais de 26 de Fevereiro no Senegal, o que levou ao Governo liderado por Wade a proibir a partir de quinta-feira até segunda-feira à meia-noite todas as manifestações políticas no país.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Cabo Verde: Livro sobre Aristides Pereira é apresentado hoje na Praia

Publicação pode provocar desconforto a camaradas

Praia - É lançada, esta sexta-feira, 27 de Janeiro, na Praia, a obra «Aristides Pereira, Minha vida, nossa história», do jornalista cabo-verdiano José Vicente Lopes e que aborda a vida do primeiro Presidente da República e ex-companheiro de Amílcar Cabral na luta pela independência de Cabo Verde e Guiné-Bissau.

O livro-entrevista, que narra a história de Aristides Pereira desde o seu nascimento na Boavista, em 1923, até à sua morte, em Setembro de 2011, em Portugal, promete «provocar algum desconforto, ou até pior em alguns camaradas vivos», apurou a PNN junto de uma fonte que teve acesso à obra.


Uma vez mais, a morte do fundador e líder histórico do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Amílcar Cabral, é abordada, agora por Aristides Pereira, que fala dos bastidores desse acontecimento que, depois de quase 40 anos, continua envolto em mistério e dúvidas.


José Vicente Lopes começou a preparar este livro em 2003, após Aristides Pereira ter lançado a sua obra «Meu testemunho - Uma Luta, Um Partido, dois Países», altura em que o desafiou a fazer algo centrado na sua pessoa, ou seja, no seu percurso pessoal.
Na obra produzida por Marilene Pereira, o autor resgata a figura que foi Aristides Maria Pereira, o primeiro Presidente de Cabo Verde, numa bibliografia onde o escritor fala da infância, adolescência e da procura de vida na Praia, até 1948.


O livro, de 496 páginas, traz detalhes dos anos passados por Aristides Pereira na Guiné-Bissau e em Conakry, até chegar à luta armada, onde conviveu com Amílcar Cabral, a morte do líder, a negociação para a independência de Cabo Verde e os 15 anos que esteve à frente dos destinos do arquipélago.


A abertura política em Cabo Verde em 1990 é outro assunto analisado no livro e no qual, ao contrário do que circulou e ainda persiste na ideia de muitos cabo-verdianos, pode saber-se que o antigo Chefe de Estado foi a favor desse processo que levou o país à suas primeiras eleições democráticas, em que o então Presidente concorreu e perdeu.


Falecido em Setembro de 2011, pouco tempo depois de ter concedido a José Vicente Lopes as últimas entrevistas, Aristides Pereira pode agora ser ser revisitado nesta obra que, além de muitas fotografias que a ilustra, traz uma adenda de aproximadamente 10 páginas com informações e imagens das cerimónias fúnebres do primeiro Chefe de Estado cabo-verdiano.


Jornalista, ensaista e contista, José Vicente Lopes foi o primeiro Presidente da Associação de Jornalistas de Cabo Verde, de 1990 a 1994, trabalhou nos jornais «Vozdipovo» e «A Semana», e foi correspondente da BBC, em Londres, e dos jornais portugueses «Público» e «Expresso». Actualmente integra o colectivo do jornal A Nação.


A sua primeira obra é intitulada «Os bastidores da Independência», considerada como incontornável para quem quer conhecer a história de Cabo Verde, tendo publicado em 2010 «Tarrafal/Chão Bom – Memórias e Verdades», que provocou especial brado em Portugal e Angola. Tem também publicações no campo da ficção.

A apresentação da obra «Aristides Pereira, Minha vida, nossa história», que acontece hoje na Biblioteca Nacional, na Praia, está a cargo do historiador e actual ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação António Correia e Silva.

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

PAIGC do leste apoia candidatura de Carlos Gomes Júnior

Bissau - Centenas de populares da zona leste da Guiné-Bissau estiveram hoje (quarta-feira) em Bissau a apoiar a candidatura de Carlos Gomes Júnior a Presidente da República, uma acção organizada pelo partido no poder (PAIGC) de mobilização para as eleições de Março. 

Um dia depois de o presidente do partido e Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, ter dito que era o "candidato natural" do PAIGC ao cargo deixado vago pela morte de Malam Bacai Sanhá (no dia 09) os discursos pareceram já de campanha, ainda que não haja uma
decisão formal sobre se "Cadogo" vai ser mesmo o candidato. 

Mas foram "Cadogo Presidente" algumas das palavras de ordem que se ouviram na sede do PAIGC, onde Carlos Gomes Júnior assegurou que com unidade é possível ganhar as eleições de 18 de Março "na primeira volta". 

No seu discurso, Carlos Gomes Júnior disse que a maior homenagem que se pode fazer a Malam Bacai Sanhá é a de continuar a trabalhar pelo país com "espírito de paz e de solidariedade" e citou Amílcar Cabral, o fundador do partido. 

Os militantes, especialmente as mulheres, aplaudiram. Tinham chegado horas antes em camionetas, de Gabu e de Bafatá, e tinham recebido bandeirinhas do partido à entrada da sala, com indicação de que as deviam agitar quando Carlos Gomes Júnior chegasse, "para o saudar". 

Foram muitas centenas, alguns de boné idêntico ao que usava Amílcar Cabral e usa por vezes, como hoje, "Cadogo", outros de bonés normais, de marcas famosas, poucos com chapéus de feltro e muitos com as roupas típicas da comunidade muçulmana, boné incluído. 

Quase todos a rigor para apoiar o Primeiro - ministro, as mulheres com vestidos longos, coloridos e bordados, e lenços a condizer, algumas maquilhadas, outras perfumadas. "Saímos do leste para virmos pedir à direcção do partido para ser Carlos Gomes Júnior o candidato do PAIGC", disse uma delas, Matilde.

E todos deram vivas a Carlos Gomes Júnior, ao PAIGC, à zona leste. "Bandeirinhas arriadas" a saudar ministros, deputados e o presidente do partido, que no governo fez com que começasse a haver salários na função pública, como disse um dos apoiantes. 

Carlos Gomes Júnior não se demorou em discursos, porque tinha um avião para apanhar para Adis Abeba, onde vai decorrer uma cimeira da União Africana. Mas para trás deixou, a avaliar pela manhã de hoje, um partido já organizado e preparado para as eleições de 18 de Março.

Guiné Bissau não fará novo recenseamento eleitoral para presidenciais antecipadas

Bissau - A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau descartou, quarta-feira (25), a possibilidade do novo recenseamento eleitoral, assim como a conclusão da nova cartografia eleitoral para as presidenciais marcadas para dia 18 de Março, informa o correspondente da rádio VoA.


“A conclusão da nova cartografia eleitoral, os preparativos para a realização do novo recenseamento biométrico, na perspectiva das eleições deste ano, que vinha monopolizando a nossa atenção, passaram para segundo plano, a fim de focalizarmos só nas eleições presidenciais antecipadas", disse Desejado Lima da Costa, presidente da CNE, na cerimónia da tomada de posse dos presidentes das Comissões Eleitorais Regionais.


Para o responsável máximo da estrutura que coordena o processo eleitoral na Guiné-Bissau, a CNE não é o único actor no terreno em presença.


“A CNE não é o único actor nacional eleitoral. O sucesso da nossa missão depende, em grande medida, da contribuição e colaboração dos nossos parceiros internos e externos. E queremos desde já aproveitar esta oportunidade para agradecer e realçar o apoio inicial das autoridades, através do Ministério das Finanças que permite a CNE continuar a operar até estarem disponíveis os fundos imprescindíveis para a continuação do processo eleitoral."


O presidente da Comissão Nacional de Eleições exortou ainda a classe política guineense para que tenha em conta a relevância de observar, desde já, um espírito de “fair-play” e de responsabilidade, como forma de contribuir para preservar a tranquilidade e a normalidade de todo o processo eleitoral.

“A CNE não é o único actor nacional eleitoral. O sucesso da nossa missão depende, em grande medida, da contribuição e colaboração dos nossos parceiros internos e externos."

Arrancou processo eleitoral na Guiné-Bissau

Arrancou processo eleitoral na Guiné-Bissau

O presidente da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau empossou, esta quarta-feira, os nove presidentes das Comissões Regionais de Eleições. Foi, assim, dado o início efectivo ao processo para as presidenciais antecipadas de 18 de Março.

Desejado Lima da Costa, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) empossou hoje os responsáveis das Comissões Regionais de Eleições (CRE), os mesmos que trabalharam nas últimas eleições, em 2009. Aos presidentes das CRE, Desejado Lima da Costa pediu dedicação e esforço redobrado.

O presidente da CNE aproveitou o momento para apelar ao Governo e à comunidade internacional para disponibilizarem "em tempo útil" os apoios financeiros anunciados para o processo eleitoral.

Ouvir (01:38)

Mussá Baldé, correspondente em Bissau
(01:38)
  

Noutro plano da actualidade guineense, o Ministro das Finanças, José Mário Vaz, anunciou o aumento entre 3% e 5% e já a partir de amanhã dos salários dos funcionários públicos. Pela primeira vez, o executivo guineense fixou o salário mínimo nacional em 30 mil francos CFA (cerca de 46 euros).

As palavras do Ministro das Finanças foram recolhidas pela agência Lusa. José Mário Vaz, que aproveitou para anunciar que até Março poderá haver um orçamento rectificado, devido a recursos aguardados de instituições como a UEMOA (União Económica e Monetária Oeste Africana), o BOAD (Bando Oeste Africano de Desenvolvimento) e BADEA (Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África).

Ouvir (00:21)

José Mário Vaz, Ministro guineense das Finanças
(00:21) 
 

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Desenvolvimento depende de transição pacífica - FMI

fmi_logo

O FMI alertou hoje em Bissau que a estabilidade económica e o desenvolvimento da Guiné-Bissau dependem de uma estabilidade política e de uma «transição pacífica nos próximos meses» em ano de duas eleições.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu hoje uma missão à Guiné-Bissau que começou no passado dia 18 e que serviu essencialmente para «manifestar apoio» ao país num momento «bastante particular», disse o chefe da missão, Paulo Drummond.

A missão, disse, teve acesso a dados económicos preliminares e concluiu que «o desempenho económico continua a ser favorável», embora uma avaliação formal só deva ser feita no segundo semestre do ano.

Lusa

Autoridades discutem estratégias de combate ao sida para os próximos dois anos

Mapa da Guiné - Bissau

Bissau - Autoridades políticas e sanitárias da Guiné-Bissau estão reunidas em Bissau para, durante dois dias, discutir as novas estratégias do combate à sida, cuja taxa de prevalência é de 3,3 porcento no país.


No discurso de abertura do seminário, o ministro da Saúde guineense, Camilo Simões Pereira, afirmou que com a elaboração do novo plano estratégico nacional, PN3, o Governo está a colocar a sida no centro da agenda política do país, porque, frisou, o tratamento e o combate à doença é uma questão humanitária e de segurança.


Camilo Simões Pereira, lembrando o lema do fundador da nacionalidade guineense, Amílcar Cabral, durante a luta armada pela independência do país, afirmou que a "hora é de acção e não de palavras" no combate ao flagelo do sida na Guiné-Bissau.


O governante anunciou um conjunto de medidas que vão ser adoptadas pelo governo, nomeadamente o alargamento da assistência às pessoas portadores do vírus, a melhoria da legislação que protege os doentes e ainda a introdução de módulos sobre sida nos currículos escolares de cursos sobre a saúde pública.

Simões Pereira salientou que o Governo pretende acabar com novas infecções de sida até 2016, através da implementação do Plano Nacional de Saúde Pública.


O secretário executivo do Comité Nacional de Luta contra a Sida, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros João Silva Monteiro, disse ter gostado da abordagem nacional na luta contra a doença mas pediu ao Governo para que tome medidas concretas contra a descriminação de pessoas portadoras do vírus.


"Repudio as práticas inadmissíveis de descriminação às pessoas portadoras do HIV nomeadamente em serviços do Estado", disse João Silva Monteiro, explicando que certos serviços públicos não aceitam contratar pessoas portadoras do vírus mediante a apresentação de certificado de robustez física.


O responsável destacou igualmente a sua preocupação na implantação da estratégia nacional do combate à doença, com a aproximação de um "período de incerteza política" derivado das eleições presidenciais antecipadas.


"O país tem evoluído no combate à doença, mas o contexto político que se avizinha pode dificultar a implementação da estratégia de combate à sida", defendeu João Silva Monteiro.

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

PM diz que é «candidato natural» do PAIGC às presidenciais

O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, afirmou hoje que é o «candidato natural» do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições presidenciais de 18 de março.

As eleições presidenciais antecipadas foram convocadas pelo Presidente interino, Raimundo Pereira, após a morte do chefe de Estado guineense, Malam Bacai Sanhá, a 09 de janeiro, em Paris, onde estava em tratamento médico desde novembro do ano passado.

MB/VM.

Lusa

Incêndio em contentor mata vigilante natural da Guiné-Bissau

Fazia segurança às obras de novo hotel no Parque das Nações                                                   

           Familiares de Liveriano Pereira

Um vigilante que fazia segurança ao estaleiro de obras do novo hotel da Torre Vasco da Gama, no Parque das Nações, em Lisboa, morreu ontem de manhã na sequência de um incêndio num contentor

 

Liveriano Pereira, de 45 anos e natural da Guiné-Bissau, terá morrido devido à inalação de fumos. Segundo o CM apurou, o homem pernoitava no contentor e usava um recipiente metálico para queimar papel e madeira com o objectivo de se aquecer. Quando os colegas que estavam noutro estaleiro a cerca de 50 metros se aperceberam do fogo, pelas 07h00, já nada havia a fazer. O contentor estava totalmente tomado pelas chamas e Liveriano jazia no chão.

Os sapadores de Lisboa combateram o incêndio e a Polícia Judiciária foi chamada ao local para averiguar a origem do fogo. Nenhum responsável da obra quis falar sobre o sinistro.