sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Líder do parlamento da Guiné-Bissau apela a que não haja mais golpes de Estado

O líder do parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, voltou a exortar os dirigentes do país para tudo fazerem no sentido de acabarem os golpes de Estado, para que se possa promover a justiça social.

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Cassamá falava em representação do Presidente guineense, José Mário Vaz, nas comemorações dos 56 anos do massacre de Pindjiguiti, feriado nacional que assinala o assassínio de marinheiros da então Casa Gouveia, que reclamavam aumentos salariais.
Há dados contraditórios sobre o número de marinheiros mortos no que ficou conhecido como o massacre de Pindjiguiti, que marcou, na historiografia guineense, o início da luta armada pela independência do país.
Do lado guineense do então movimento de libertação, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), aponta-se para cerca de 50 mortos e uma dezena de feridos e parte da então administração colonial portuguesa fala-se em cerca de 20 mortos.
Volvidos 57 anos, o presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, afirmou que a melhor forma de render homenagens "aos heróis e mártires de Pindjiguiti é promover a paz e o desenvolvimento económico" no país.
"Foi em nome do desenvolvimento económico, da justiça social que lutaram e foram massacrados os nossos irmãos aqui no porto de Pindjiguiti", observou Cipriano Cassamá.
Para o líder do parlamento guineense, se há 56 anos a luta "era contra a opressão dos colonialistas, hoje ela é pela consolidação da liberdade e da democracia" dentro de um clima da paz e da estabilidade.
"Já tivemos golpes e contragolpes a mais no nosso país. Já chega. Basta de golpes de Estado", vincou Cassamá, recebendo palmas dos presentes.
O líder do parlamento guineense disse que a sua instituição "quer que sejam saradas as feridas" no país daí ter criado uma Comissão da Reconciliação Nacional e espera que os atuais poderes eleitos levem os seus mandados "até ao fim".

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