terça-feira, 5 de novembro de 2013

Campanha de vacinação contra poliomielite na Guiné-Bissau com apoio da UNICEF

O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau está a realizar até quarta-feira uma campanha de vacinação contra a poliomielite, anunciou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que apoia a ação.

SANJEEV GUPTA/EPASANJEEV GUPTA/EPA

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença transmitida de pessoa para pessoa através de um vírus.

A campanha que se iniciou no domingo passa por todo o país e é destinada a todas as crianças menores de cinco anos, incluindo também um suplemento de vitamina A e uma desparasitação.

A erradicação da doença "está inserida numa das estratégias das autoridades guineenses visando a redução, em dois terços, da mortalidade nas crianças menores de cinco anos até 2015", refere a UNICEF.

China e países de língua portuguesa assinam acordos de cooperação em Macau

O ministro do Comércio da China, Gao Hucheng, assinou segunda-feira em Macau acordos de cooperação e de desenvolvimento económico com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.

Na cerimónia de assinatura, o ministro salientou os resultados alcançados no que se refere ao comércio bilateral com os quatro países que, embora diminuto em termos de valor, tem vindo a crescer.

O ministro Gao mencionou os casos da Guiné-Bissau, cujas trocas comerciais com a China cresceram 18,9% em 2012 para 23 milhões de dólares, de Timor-Leste, em que as trocas comerciais passaram de 10,67 milhões de dólares em 2003 para 63,16 milhões de dólares em 2012 e de Moçambique, país que em 2012 atingiu 1,34 mil milhões de dólares no seu comércio bilateral com a China.

Ainda na segunda-feira, a Direcção dos Serviços de Turismo de Macau e o Ministério do Turismo de Timor-Leste assinaram um memorando de entendimento para cooperação em matéria de turismo.

Reconhecendo a importância e o peso do turismo nas economias de Macau e de Timor-Leste, o memorando estabelece as bases para acções de cooperação conducentes a oito objectivos, nomeadamente estabelecimento de parcerias entre pequenas e médias empresas turísticas de ambas as partes, intercâmbio de informações sobre a evolução dos mercados turísticos e outros dados de carácter técnico e estatístico e apoio à criação de um sistema de incentivos para a promoção da indústria do turismo.

As acções de cooperação entre Macau e Timor-Leste serão desenvolvidas sob a forma de visitas de estudo, intercâmbio de informação e documentação, assistência técnica, assessoria e formação.

A assinatura destes documentos teve lugar no âmbito da 4ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a decorrer hoje e quarta-feira em Macau.

Fonte: (macauhub)

Interpol confirma Kangamba e Republicano na lista de procurados

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A Polícia Federal de São Paulo, confirmou que os cinco brasileiros envolvidos na organização já foram presos.

Lisboa  –  A Interpol recebeu formalmente o pedido da justiça federal brasileira para detenção dos angolanos Bento dos Santos Kangamba e Fernando Vasco Inácio  Republicano para dar cumprimento a  uma sentença  respeitante a “operação garina”, desencadeada pelo  delegado da Polícia Federal de São Paulo, Luís Tempestini.

 Fonte: Club-k.net

No seu website, a Interpol, colocou os dados pessoais  dos dois angolanos citando que são acusados de tráfico de seres humanos para exploração sexual.

Em declarações à imprensa estrangeira, o delegado da Polícia Federal de São Paulo, Luís Tempestini, coordenador da Operação Garina, que desbaratou o grupo  confirmou que os cinco brasileiros envolvidos na organização já foram presos.

Quanto ao general  Bento dos Santos Kangamba e o empresário de eventos Fernando Vasco  Republicano as autoridades brasileiras esperam agora pela intervenção da Interpol em virtude de não existir um acordo de extradição entre Angola e Brasil, que obrigue Luanda a enviá-los para serem julgados nos tribunais brasileiros. Ou seja, em Outubro de 2011, o  Parlamento de Angola aprovou um acordo de transferência de presos e auxílio judicial mútuo com o Brasil, pelo qual ambas as nações são obrigadas a entregar pessoas procuradas pela justiça do outro país que se encontre em seu território. Mas o mesmo ficou sem efeito por não ter sido ratificado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Pelos passos que estão a ser dados, o consultor  jurídico angolano, Albano Pedro suspeita que os dois cidadãos  angolanos poderão ser julgados a revelia  que já  tenham havido algum um julgamento  sem que as autoridades brasileiras tenham em algum momento assumido ou revelado algum dado.

O doutor  Albano Pedro explicou que “o julgamento a revelia acontece sempre que o autor do crime não é localizado ou não pode comparecer diante do tribunal. É o que se passa no caso. Serão julgados a revelia. Isso é se ainda não foram julgados porque via de regra o mandato de captura acontece depois do julgamento. É para cumprir prisão e não para ser ouvido em processo”

O especialista angolano  nota que já havia culpa formada para os cúmplices brasileiros e segundo o seu entendimento o julgamento não ocorre em separado tratando-se de um mesmo caso. “Se já foram julgados então Bento Kangamba e Fernando Republicano  já estão condenados”

Respeitante ao mesmo mandato e caso tenha havido um alegado  julgamento consumado, o jurista Albano Pedro levanta há  hipótese de Kangamba e Republicano “Poderem ter sido notificados pela justiça brasileira e não terem comparecido voluntariamente perante a mesma. isto legitima uma mandato de captura contando que o crime admita prisão sem exceção. Resta saber se foram notificado e se furtaram. De qualquer modo era necessário ter uma ideia completa da situação judicial para uma melhor opinião.”

Brasil terá que negociar contar com das autoridades angolanas


Muito recentemente o especialista brasileiro em Direito Internacional Delber Lage disse à Voz da América que a extradição do General Kangamba e de Fernando Republicano depende da vontade política de Luanda por não existir tratado de extradição entre Brasil e Angola, apesar do envolvimento da Interpol no caso.


"O Brasil teria que negociar isso politicamente e contar com a boa vontade das autoridades angolanas para que essa prisão seja realizada no país”, explica.


Segundo Lage "se essa prisão politicamente for boa para o país, para o governo domesticamente é mais fácil conseguir o acordo, mas se essa pessoa estiver envolvida com o alto escalão do governo, se isso for algo custoso do ponto de vista político é de se esperar que o governo desse país, no caso Angola, não esteja disposto a cooperar,” disse.


Delber Lage lembra que para que qualquer pessoa seja presa em Angola ou em qualquer outro país é preciso que o governo e a polícia locais autorizem a detenção, mesmo que ela apareça na lista da Interpol.


Uma grande operação da Polícia Federal de São Paulo desmantelou, nos últimos dias, o esquema que, há mais de 10 anos, enviava mulheres do Brasil para Angola, África do Sul, Portugal e Áustria, para fins de prostituição.


Cinco pessoas foram presas no Brasil e, com a ajuda da Interpol, a polícia brasileira espera cumprir os mandados de prisão contra o General Kamgamba e o também angolano Fernando Vasco Inácio Republicano, apontado como braço direito no esquema que movimentou mais de 45 milhões de dólares.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Guiné-Bissau quer apoio da China para construir barragens

A construção de barragens para produção de eletricidade na Guiné-Bissau é uma das medidas para as quais o país quer atrair apoio financeiro da China através do Fórum Macau, refere documentação governamental a que a Lusa teve acesso.

A definição de "áreas prioritárias na mobilização de assistência financeira" é um dos objetivos da delegação guineense que vai participar no encontro, liderada pelo primeiro-ministro de transição, Rui Duarte Barros.

"Novo ciclo, novas oportunidades" é também o lema da IV reunião ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa, que decorrerá na terça e quarta-feira naquela Região Administrativa Especial chinesa.

Agência Lusa

Centrais sindicais guineenses ameaçam decretar greve geral de dois dias

As duas centrais sindicais da Guiné-Bissau anunciaram sexta feira que vão decretar uma greve geral de dois dias se o Governo não pagar aos professores para que estes possam voltar a dar aulas nas escolas públicas.

A posição da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes (CGSI) foi transmitida em conferência de imprensa pelos secretários-gerais das duas organizações.

Estêvão Có (UNTG) e Filomeno Cabral (CGSI) querem que o governo de transição pague, até quarta-feira, pelo menos seis dos dez meses de salários que deve aos professores.

Agência Lusa

Nhamadjo propõe novas datas para eleições na Guiné

Serifo Nhamadjo, presidente de transição da Guiné-BissuaO presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, propôs  aos partidos com assento parlamentar que as eleições gerais no país sejam adiadas para 23 de fevereiro ou 02 de março de 2014.

As datas foram avançadas durante conversações com os partidos no Palácio da República, referiram fontes partidárias.

Segundo as mesmas fontes, as forças políticas não se opuseram às datas propostas.

Manuel "Manecas" Santos, dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a força mais votada na Assembleia Nacional Popular, disse no final do encontro que não tem "nenhuma objeção" à proposta de Nhamadjo.

"O que queremos são eleições justas, transparentes e que não sejam contestadas por ninguém", referiu.

Quanto à data, "quem marca é o presidente", sublinhou.

A segunda força mais representada, o Partido da Renovação Social (PRS), defende que as eleições devem realizar-se a 23 de fevereiro.

No entanto, "se a maioria preferir" o dia 02 de março, o PRS não se vai opor, disse o representante do partido, Sertório Bioté, no final do encontro.

Iaia Djaló pelo Partido da Nova Democracia (PND) e Afonso Té do Partido Republicano da Independência e Desenvolvimento (PRID) também aceitaram a proposta de Nhamadjo, com preferência pela "primeira semana de março" para a realização do escrutínio.

O líder do PND fez uma ressalva: disse que está na hora de clarificar "quem continua" no governo de transição "e quem será candidato", para não haver utilização de meios do Estado em campanha.

Vicente Fernandes, da Aliança Democrática (AD), foi o mais cauteloso nas declarações após o encontro com o presidente de transição.

"Temos que observar os prazos legais para evitar impugnações", alertou, lembrando tal já aconteceu no passado na Guiné-Bissau.

Em outubro, num encontro com membros do executivo de transição e outras entidades, representantes das forças partidárias e sociedade civil não se opuseram a um eventual encurtamento dos prazos estabelecidos nas leis eleitorais para acelerar a realização de eleições.

A Guiné-Bissau está a ser dirigida por um presidente e um governo de transição na sequência do golpe militar de 12 de abril de 2012.

A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) determinou que o período de transição devia terminar antes do final deste ano com a organização de eleições gerais, marcadas para dia 24.

No entanto, os atrasos no processo eleitoral vão obrigar ao adiamento do escrutínio.

O governo de transição anunciou na quinta-feira que o recenseamento eleitoral vai decorrer de 1 a 21 de dezembro.

Todo o processo eleitoral está orçado em 14,5 milhões de euros e vai ser financiado pela comunidade internacional, cabendo a maior fatia à CEDEAO.

Serifo Nhamadjo está desde o início da semana passada a realizar reuniões com diversas autoridades e forças vivas do país para decidir qual será a nova data das eleições gerais no país.

Morreu José Osaldo Barbosa (Zé da Guiné como era conhecido)

 

Zé da Guiné revolucionou a noite lisboeta

Guineense tornou-se uma figura marcante da noite cultural lisboeta. Morreu Sexta feira,  vítima de doença neurodegenerativa progressiva e fatal.

Natural da Guiné-Bissau, onde nasceu a 4 de Janeiro de 1959, José Osaldo Barbosa teve uma passagem breve pela guerrilha na luta pela libertação.

"Zé da Guiné” figura marcante da vida noturna e cultural de Lisboa, morreu Sexta Feira na cidade onde chegou na década de 1970, disse à agência Lusa fonte da embaixada da Guiné-Bissau em Portugal.  

De acordo com o segundo secretário da embaixada, Bacar Sanhá, Zé da Guiné faleceu " Sexta Feira,  no Hospital de São José, onde estava internado há algum tempo". O corpo deverá ser trasladado para o país onde nasceu, já que "o desejo dele sempre foi ser sepultado na Guiné-Bissau", adiantou.

Zé da Guiné sofria há mais de dez anos de esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa progressiva e fatal.  

Há dois anos foi exibido pela primeira vez, em Lisboa, o documentário "Zé da Guiné - crónica dum africano em Lisboa", sobre a vida de uma "figura emblemática" da capital. O documentário de José Manuel Lopes, que pretendeu homenagear o homem que "deu a noite à cidade", começou a ser feito em 2001, mas passou dez anos "em stand by", esperando financiamento aqui e ali, contou na altura o realizador.    

"Antes do Zé da Guiné as noites eram escuras, frias e metiam medo", recorda a sinopse do filme .   

Estávamos em finais dos anos 70. Nascido na Guiné-Bissau, Zé passa pela guerrilha do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e, na altura do 25 de Abril, desembarca em Lisboa "atrás de um sonho".   

"Acaba por liderar a mudança de costumes, da noite, de Lisboa", resumiu o realizador. Zé introduz-se no meio estudantil através de uns primos e participa nos primeiros movimentos de 'okupas'.  

Zé da Guiné acabou por se transformar "num perfeito lisboeta" - "É mais lisboeta do que eu, ele conhece tudo, as ruas, as pessoas, os locais", disse José Manuel Lopes. 


O realizador conheceu Zé da Guiné "nas noites". "Era uma figura emblemática em termos de presença física e extremamente sociável", recorda. Começou por ter com ele uma "relação de afastamento", até porque "o Zé da Guiné metia algum respeito". Só posteriormente se tornaram amigos. 

A ideia do filme nasceu em 2001, quando Zé da Guiné já estava doente, mas na altura "recusava-se a aceitar isso".  

Em 2010, um grupo de amigos criou uma conta-solidariedade para ajudar Zé da Guiné.

Como escreveu na altura da homenagem Miguel Esteves Cardoso numa crónica no PÚBLICO:

"Zé da Guiné é um grande artista. Não foi só uma inspiração, um exemplo e um catalisador, embora também fosse essas coisas. Criou ambientes e criou mentalidades. Abriu caminhos e diversões. A noite de Lisboa era fechada, triste, mesquinha e clandestina antes do Zé e do Manuel Reis [Frágil/Lux], cada um à maneira dele. Contra todas as más vontades, burocracias, pessimismos e letargias, estes dois artistas públicos conseguiram abri-la, alegrá-la, engrandecê-la e mergulhá-la no presente."

No que estou a pensar….! (Por Carmelita Pires

O QUE ESTÁ EM JOGO?

Não é Bissau, Bafatá, Bissorã, Gabu, Bolama, etc.

Não é o pretu nok ou burmedjus wak, fula ou mandinga, papel ou balanta.

Não é Manias, ou guineenses verdadeiros.

Não é mortes e sentenças executórias encomendadas.

Não é escola ou analfabetismo, ou a fuga de cérebros.

Não é luz ou água, a miséria generalizada e o ceticismo em relação ao futuro.

Não é cólera ou paludismo e, muito menos, a excisão ou a sida.

Não é CPLP ou CEDEAO, ou a ONU e a União Africana.

Não é armas ou política.

Garanto-vos!

O QUE ESTÁ EM JOGO É A GUINÉ BISSAU.

O que está em jogo é a SOBREVIVÊNCIA HUMANA da Nação.

O que está em jogo é o ESTADO.

O que está em jogo é os MELHORES FILHOS E CAPACITADOS não serem capazes de tomar em mãos o Estado.

O que está em jogo é o conhecer e INSERIR-SE A GUINÉ-BISSAU na globalização no contexto africano e mundial do séc. XXI.

O que está em jogo são REGRAS E PRINCÍPIOS UNIVERSAIS e não privados e localizados.

O que está em jogo são mais de 60% DA POPULAÇÃO QUE NÃO CONHECEU A GUINÉ-BISSAU ANTES DA INDEPENDÊNCIA.

O que está em jogo é O SAGRADO para os filhos da Guiné-Bissau. Estejam onde estiverem.

Ou seja: o que está em jogo é a PROCLAMAÇÃO DE 73: ESTADO SOBERANO, AUTÓNOMO, INDEPENDENTE E LIBERTADO PARA O BEM-ESTAR E QUALIDADE DE VIDA DA SUA POPULAÇÃO.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"Quero ver se os Angolanos suspendem a parceria estratégica com o Brasil"


Bubo Na Tchuto será julgado por tráfico de droga apenas em 2014

O antigo chefe de estado da Armada da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, acusado de tráfico de droga nos Estados Unidos, será julgado apenas em 2014, afirmou à Lusa a sua advogada.

"O julgamento não deve ser marcado nos próximos três meses", disse a advogada, Sabrina Shroff, salientando que ainda não recebeu a acusação judicial completa e depois receber formalmente a documentação ainda terá 60 dias para analisar o material. .

Segundo o calendário primeiro estabelecido pelo juiz do caso, Richard Berman, os procuradores responsáveis pela acusação, Aimee Hector e Glen Kopp, deveriam ter concluído a acusação no passado dia 25 de julho.

No entanto, "o processo está a decorrer mais lentamente do que se esperava. Neste momento, ainda estamos a receber a prova produzida pela acusação", explicou a advogada.

No mês de abril, Na Tchuto e outros quatro guineenses - Manuel Mamadi Mane, Saliu Sisse, Papis Djeme e Tchamy Yala - foram detidos em águas internacionais perto de Cabo Verde por uma equipa da agência de combate ao tráfico de droga norte-americana. Os cinco homens arriscam pena de prisão perpétua.

Na Tchuto, Djeme e Yala vão responder pela acusação de conspiração para importar drogas para os EUA. Segunda a acusação, Na Tchuto cobrava um milhão de dólares norte-americanos por cada tonelada de cocaína da América do Sul recebida na Guiné-Bissau.

O embaixador da Guiné-Bissau para a Organização das Nações Unidas (ONU), João Soares da Gama, disse à agência Lusa que Na Tchuto contesta que tenha sido detido em águas internacionais e que provar esse facto será uma das estratégias da defesa em julgamento.

Além da detenção do antigo militar guineense, a 04 de abril, a justiça dos EUA manifestou também intenção de deter também o atual chefe das Forças Armadas, António Indjai, que entretanto já reafirmou por mais de uma vez refutar as acusações de tráfico de droga.

Recenseamento eleitoral decorre entre 1 e 21 de dezembro

O recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau, tendo em vista as eleições gerais no país, irá decorrer entre os dias 1 e 21 de dezembro, confirmou ontem quinta-feira o governo de transição guineense.


«Neste momento, o governo já tem disponibilidade financeira graças aos nossos parceiros internacionais», disse o ministro de transição com a pasta da Administração do Território, Batista Té.


O dinheiro foi disponibilizado pela Nigéria, Timor-Leste, União Europeia, União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e pela Comunidade Económica de Países da África Ocidental (CEDEAO) e, segundo o governante, faz parte do «bolo global» de 14,5 milhões de euros disponibilizado pela comunidade internacional para financiar as eleições.


Batista Té adiantou que o recenseamento será assegurado pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), apoiado por técnicos estrangeiros, nomeadamente de Timor-Leste e de outros países-membros da CEDEAO.


Quantos aos guineenses da diáspora, serão recenseados os emigrantes no Senegal, Guiné-Conacri, Cabo Verde, Gâmbia, Portugal, Espanha e França, estando as respetivas embaixadas encarregadas do processo.


Recorde-se que as eleições gerais estavam marcadas para 24 de novembro, mas foram adiadas por falta de financiamento.


O presidente de transição, Serifo Nhamadjo, mantém agora encontros com os partidos políticos e outros envolvidos para encontrar nova data para o escrutínio.

Reuniões do Presidente de transição da Guiné-Bissau com partidos adiadas para segunda-feira

As reuniões do Presidente de transição da Guiné-Bissau com os partidos políticos do país, que estavam marcadas para hoje, para definir uma nova data das eleições gerais foram adiadas para segunda-feira, disse à agência Lusa fonte da presidência.

Os encontros deverão ter lugar a partir das 10:00 de segunda-feira, dia 4 de novembro, no Palácio da República, acrescentou.

As eleições deviam ter lugar a 24 de novembro, mas devido aos atrasos na preparação do processo e devido à falta de dinheiro - que deve ser desbloqueado pela comunidade internacional -, o Presidente terá que marcar uma nova data.

Desde segunda-feira, Serifo Nhamadjo tem tido encontros com diversas entidades guineenses com vista à marcação da nova data.

"Estamos a recolher contribuições para quando nos encontrarmos com os atores da transição, que são os partidos políticos, podermos propor uma data que possa ser de consenso. Há elementos que são necessários para o Presidente ter em mãos", destacou Nhamadjo.

O Presidente da transição guineense já se encontrou com a Comissão Nacional de Eleições, o GTAPE (Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral), o Conselho de Estado e presidiu ao Conselho de Ministros na quarta-feira.

A Guiné-Bissau está a ser dirigida por um Presidente e um Governo de transição na sequência do golpe militar de 12 de abril de 2012.

A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) determinou que o período de transição devia terminar antes do final deste ano com a organização de eleições gerais, no entanto, segundo Nhamadjo, o escrutínio deverá realizar-se no primeiro trimestre de 2014.

«Emigração clandestina sem controlo»

Bissau - O porto de Bissau, na zona de Alto Bandim, o porto de Cacheu, no norte do país, e a ilha de Porcos, na região de Bolama/Bijagós, são os locais identificados como principais pontos de partidas da emigração clandestina de cidadãos africanos para a Europa.

«As Ilhas de Orango, de Porcos, o porto de Cacheu e o porto de Alto Bandim são os locais mais importantes que podem ser comparados com um dos portos pesqueiros de Nouadhibou, na Mauritânia», revelou à imprensa  o Presidente da Associação Contra a Migração Clandestina dos Africanos.


A revelação foi feita à saída do encontro que Dionísio Cabi manteve com o Presidente da Fundação «Obiang Nguema Mbasogo e Amílcar Cabral», durante o passado fim-de-semana.


De acordo com Dionísio Cabi, que foi um dos membros do Governo da era do Partido de Renovação Social (PRS), nestas localidades os cidadãos de várias nacionalidades concentram-se em busca de pontos de partida para a Europa, em pirogas e outros meios de transporte necessários para o efeito.


Em relação à saída de cidadãos africanos para a Europa, o responsável disse haver necessidade de aplicação de uma política consistente entre os Estados afectados por este fenómeno de emigração clandestina. Neste sentido, Dionísio Cabi informou que a autoridade nacional ainda não tomou em conta a gravidade de situação.


«Infelizmente ainda não foi levado em conta o que acontece na Ilha de Porcos», revelou o Presidente da Associação Contra a Migração Clandestina dos Africanos, acrescentando que «o Governo não tem conhecimento desta situação. É um caminho clandestino e, apenas quando eu era governante, descobri este facto».


Outra preocupação levantada pelo responsável prende-se com a perda de território nacional, em consequência da migração clandestina. Dionísio Cabi frisou que a situação é mais evidente na linha fronteiriça entre a Guiné-Bissau e a vizinha República da Guiné-Conacri.


O dirigente chamou a atenção para esta questão, que pode trazer problemas graves em pouco menos de dez anos, tendo em conta a problemática da política de globalização, que a Guiné-Bissau também enfrenta.


«Atualmente a migração clandestina encontra-se sem controlo e com muito fluxo. Politicamente vai trazer muitos problemas aos países de destino», revelou.


Nesta perspectiva, Dionísio Cabi defendeu uma política de migração seletiva com base nas leis que respeitem os direitos humanos e a integridade física das pessoas.