segunda-feira, 9 de maio de 2011

Makas na MISSANG ‘devolvem’ adjunto a Luanda

O comandante adjunto da Missão de Segurança das Forças Angolanas na Guiné-Bissau (MISSANG), brigadeiro Manuel Flora, terá recambiado para o país na sequência de desacatos com um subordinado, coronel, na via pública daquele país africano, soube O PAÍS de uma fonte militar.

O oficial general, segundo uma fonte de O PAÍS nas Forças Angolanas, teria vindo a Luanda, esta semana, pela mão do chefe do EstadoMaior General Adjunto, general Jorge Barros “Guto”.

A altercação terá acontecido na via pública com um coronel da missão militar angolana na Guiné-Bissau.

Aquando da instalação formal desta missão das FAA na Guiné-Bissau, dois jornalistas, o autor destas linhas e o colega da Angop, tiveram uma conversa com dois sargentos da Polícia Militar angolana que reclamaram de um alegado mau tratamento que lhes estava a ser “brindado” pelos seus superiores hierárquicos, consubstanciado em ofensas morais, e, na altura, falou-se mais do comandante da missão.

Foi aventada, na altura, pelos militares, a possibilidade de alertar o general Cândido Pereira Van-Dúnem,

mas a ocasião nterá favorecido uma abordagem ao ministro da Defesa.

Segundo fontes deste jornal, haveria mesmo o desejo dos militares, sargentos e soldados, de procurarem manifestar o seu descontentamento por via dos órgãos de comunica ção social angolanos que lhes dêem abertura para tal. Entre as reclamações ouvidas na Guiné-Bissau constam ainda o facto de não ter sido comunicado aos militares o tempo a permanecer por lá, os salários e subsídios a que têm direito, o tempo de férias, bem como a falta de comunicação com as respectivas famílias.

“Sabemos que tudo está tratado, mas está a faltar comunicação” disse um dos militares.

Segundo o relato do militar angolano, a maior parte dos efectivos da missão tinham formação em operações de manutenção de paz, tendo alguns sido escolhidos para participar em várias acções formativas no âmbito da SADC.

Segundo uma fonte na Polícia Militar, os crimes de ofensas morais e físicas são puníveis, nos termos do regulamento de disciplina militar em vigor nas Forças Armadas Angolanas, com penas de prisão.

O brigadeiro Manuel Flora é um militar que pertenceu aos quadros da Direcção Principal de Quadros do Ministério da Defesa ao tempo das extintas FAPLA, onde iniciou a carreira com a patente de aspirante.

Por altura da constituição do exército nacional único chefiou a Direcção de Pessoal e Quadros do Exército do Estado-Maior General das FAA, mas , segundo as mesmas fontes, caiu nas malhas de um processo de corrupção na gestão do pessoal com ligação às finanças que o relegou para o esquecimento durante longos anos, tendo sido reabilitado com a sua nomeação para chefe adjunto da MISSANG.

Naquele então chefiava o EstadoMaior do Exército, o general Mateus Miguel Ângelo “Vietname”, actual vice-ministro da Assistência e Reinserção Social. A fonte não pôde precisar qual o procedimento a ser seguido em relação ao oficial general.

A MISSANG é um destacamento militar angolano de pouco mais de 200 homens que tem a tarefa de ajudar o exército guineense a reformar as Forças Armadas da Guiné-Bissau, assim como as de segurança, que foi instalada formalmente em Abril último.

O País espera poder publicar uma reacção oficial, sobre este assunto, na próxima semana, a partir de Bissau.

Dois mortos e vários feridos em confrontos, entre populações de duas aldeias, Embassiná e Djaal

Dois mortos e vários feridos graves é o resultado de um confronto entre populações de duas aldeias na Guiné-Bissau.

O confronto envolveu os habitantes das aldeias  Embassiná e Djaal e deve-se a disputas sobre o uso de terras agrícolas, particularmente de cajueiros, o principal produto agrícola do país.

Nos confrontos foram usadas catanas  e outras armas e as autoridades tão agora a tentar repôr a calma tendo unidades das forças de segurança sido enviadas para o local.
O chefe de estado maior das forças armadas guineeses, António Ndjai, deslocou-se também ao local.

O governo está agora a estudar a possibilidade de efectuar uma divisão adminsitrativa das terras em disputa para tentar resolver o problema.

domingo, 8 de maio de 2011

Instituto fecha porque funcionária recorreu ao irã (divindade da mitologia africana) para cobrar salários

O Instituto Nacional de Investigação e Tecnologia Aplicada (INITA) da Guiné-Bissau está fechado desde quarta-feira porque uma funcionária da limpeza recorreu ao irã (divindade da mitologia africana) para exigir dois anos e sete meses de salários em atraso.

Depois de vários pedidos para que lhe fosse pago o salário e sem possibilidades financeiras para recorrer aos tribunais, a funcionária contratada do INITA, decidiu recorrer ao irã para cobrar aquilo a que tem direito, conta a Lusa.

«Falei com vários ministros e vários diretores-gerais, mas ninguém quis resolver o meu problema. Como não posso, e sei que se for à justiça ainda levo mais tempo e se calhar ainda acabo presa, decidi pedir ajuda ao irã da minha aldeia», explicou Nene Cá aos jornalistas.

O resultado, para já, é que, desde quarta-feira que a sede do INITA, em Bissau, está fechada, porque Nene Cá instalou o irã à porta da instituição e os funcionários não se atrevem a entrar com medo que a divindade lhes possa causar algum mal na vida.

«Eu não me responsabilizo por aquilo que possa acontecer. Se me pagarem vou lá e tiro o irã, sem problema, caso contrário nem eu mesma posso tirá-lo de lá», sublinhou Nene Cá, que, na quinta-feira, foi levada à sede da Polícia Judiciária, que a tentou demover dos seus intentos.

«Levaram-me à sede da polícia, mas disse-lhes que não posso tirar o irã da porta porque prometi que só sairia de lá caso eu recebesse o meu dinheiro, porque vou ter que dar ao irã um porco e aguardente», esclareceu.

A funcionária faz as contas e diz que na totalidade tem a receber cerca de 700 mil francos CFA (cerca de 1067 euros), pelos dois anos e sete meses que trabalhou no INITA sem receber nada.

«Trabalhei como servente (empregada de limpeza), que é um trabalho perigoso. Limpei as casas de banho, as mesas, o chão durante mais de dois anos e agora não me querem pagar. Estou doente e preciso tratar-me, mas ninguém me paga», desabafa Nene Cá.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Ministério da Função Pública disse que o caso de Nene Cá deve ser enquadrado como sendo o de uma funcionária menor, contratada, que deve ser paga pelo serviço contratado. O INITA é uma instituição afecta ao Ministério do Comércio, Indústria e Artesanato.

sábado, 7 de maio de 2011

Ministros do Emprego e Formação Profiscional da UEMOA reúnem-se em Bissau

Bissau – Realiza-se em Bissau, entre os dias 10 a 12 de Maio, a Conferência Internacional dos Ministros do Emprego e Formação Profissional da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA).

O encontro foi anunciado em comunicado pelo gabinete de imprensa do Ministério da Função Pública guineense.

Sob o lema «Emprego e formação profissional, uma estratégia regional para o desenvolvimento e inclusão social», o encontro de Bissau vai juntar os ministros do Emprego e Formação Profissional dos países da UEMOA. Os responsáveis máximos vão discutir assuntos que dizem respeito ao emprego, assim como a forma de inclusão da vida social nos oito países membros da união.


A cerimónia de abertura deste encontro deverá ser presidida pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior e encerrada por Raimundo Pereira, Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.


Sumba Nansil

Angola perdoa dívida

Luanda - Angola vai perdoar metade da dívida da Guiné-Bissau em termos equivalentes ao que este país obtiver do Clube de Paris.

O perdão da dívida está enquadrado num acordo de reconciliação que está a ser negociado entre as duas partes. Segundo o Governo angolano, a dívida guineense atinge os 39 milhões de dólares e o referido acordo será estabelecido até final desde ano.


Entretanto, Governo da Guiné-Bissau solicitou a Angola financiamento para vários projectos, dos quais se destacam a drenagem e a sinalização do Porto de Bissau, a reabilitação da rádio e televisão e a reabilitação das ruas da capital.


De acordo com o Governo angolano, estes financiamentos destinam-se a «atenuar o risco de comprometer a imagem e credibilidade do Executivo em relação à capacidade de mudar o cenário económico e social do país».


No quadro do «Projecto de Apoio à Estabilidade e Crescimento» do Governo guineense, Angola vai abrir uma linha de crédito até 25 milhões de dólares para financiar a actividade económica privada guineense.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Portugal e Guiné-Bissau debatem reforço da cooperação no setor da Justiça

Lisboa, 05 mai (Lusa) -- Os ministros da Justiça de Portugal e da Guiné-Bissau, Alberto Martins e Mamadú Jaló Pires, respetivamente, reúnem-se hoje em Lisboa para debater o reforço da cooperação bilateral no setor, no âmbito da estada em Portugal de uma delegação guineense.

A visita da delegação, na qual se integra o Procurador-Geral da República Amine Saad, foi patrocinada pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC).

Antes de Portugal, a delegação guineense visitou a Holanda, uma deslocação também patrocinada pelo UNODC, igualmente no âmbito do Programa de Apoio e Reforço das Capacidades da Justiça na Guiné-Bissau, tendo em vista a implementação neste país de uma Autoridade Central para a Cooperação Internacional em Matéria Penal e Auxílio Judicial Mútuo.

No caso da reunião dos dois ministros, o objetivo é ainda aprofundar a cooperação bilateral no que diz respeito a Matéria Penal e Auxílio Judicial Mútuo, no âmbito das respetivas Procuradorias.

No que diz respeito à visita à Procuradoria-Geral da República, a delegação guineense pretende saber como funciona a instituição e assim servir de fonte de inspiração para a criação na Guiné-Bissau de uma Autoridade Central para a Cooperação Internacional em matéria penal.

O objetivo é assegurar, no futuro, maior celeridade processual sempre que estejam envolvidos outros países, audição de testemunhas e suspeitos fora do território nacional, extradição e, eventualmente, transferência de prisioneiros.

EL/MB.

Lusa/Fim

Governo da Guiné-Bissau considera "cruel e inaceitável" operação da NATO

Bissau, (Lusa) -- O governo da Guiné-Bissau considera "cruel e inaceitável" os bombardeamentos da NATO contra Líbia e afirma ainda que estas ações excedem largamente o mandato concedido pelas Nações Unidas.

A posição do governo de Bissau vem expressa em comunicado do conselho de ministros realizado extraordinariamente quarta-feira onde a situação na Líbia mereceu um amplo debate.

"O governo da Guiné-Bissau manifesta a sua solidariedade ao povo líbio e considera inaceitável e cruel os bombardeamentos da NATO naquele país, situação que excede largamente o mandato das Nações Unidas", lê-se no comunicado do executivo guineense.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Preços causam inquietação Presidente diz que situação é "tendência mundial"

Na Guiné Bissau aumenta a inquietação devido ao drástico aumento de preços dos produtos de primeira necessidade.


A Associação de Consumidores da Guiné Bissau planeia realizar na próxima semama uma marcha para protestar contra esses aumentos que deverá culminar com um encontro com primeiro ministro Carlos Gomes Júnior.
O sindicato dos funcionários públicos quer também aumentos salariais para compensar pelo aumento dos preços dos produtos básicos.


O nosso correspondente Lassana Cassamá disse-nos que nos últimos tempos têm aumentado as críticas ao governo pela sua falta de acção neste capítulo.


"Inércia e passividade" são algumas das palavras usadas para criticar o governo guineense.


Alguns analistas afirmam contudo que o governo guineense faz face a decisões difíceis pois quer evitar impôr medidas administrativas para controlar os preços o que pode resultar na falta de incentivos para a sua comercialização.


O sindicatos e a associação de consumidores afirmam  contudo que a "livre concorrência não implica a anarquia no mercado".
Na semana passada houve uma reunião entre o governo e "operadores económicos" onde o governo apelou aos comerciantes para tentarem atenuar as subidas dos preços.


O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, afirmou hoje ser uma tendência mundial o atual aumento de preço de produtos alimentares que se verifica agora no país e que tem motivado a reação da população nos últimos dias.


O presidente guineense, que respondia às perguntas dos jornalistas no final de uma visita ao Supremo Tribunal de Justiça e a alguns tribunais de círculo de Bissau, considerou que na Guiné-Bissau a subida dos preços até aconteceu mais tarde do que noutros países devido à ação do governo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

BCEAO revela = Guiné-Bissau recebe grande quantidade de remessas de emigrantes

Bissau – Nos últimos cinco anos, o volume de remessas da comunidade guineense no estrangeiro enviado para a Guiné-Bissau, atigiu os 100 mil milhões de F.cfa.

Os dados foram avançados à PNN pela Direcção Nacional para a Guiné-Bissau do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e referem-se apenas à quantidade de dinheiro que foi transferida pelos migrantes para o seu país de origem.
Os dados não fazem parte das outras instituiçoes de carácter financeiro que operam na Guiné-Bissau, tais como bancos comercias, agência de transferência de dinheiro e caixas económicas, entre 2006 e 2010.


Para melhor identificar estas remessas, os países de origem e os destinos finais, a direcção do BCEAO para a Guiné-Bissau iniciou no dia 3 de Maio, com final a 30 de Junho, um inquérito sobre transferências de migrantes. A iniciativa é igual ao que acontece nos outros países membros da União Económica Monetária do Oeste Africano (UEMOA). A actividade enquadra-se no aâmbito da melhoria das estimativas dos dados de balança de pagamento dos países da União.


Em termos de resultado, o BCEAO disse querer afinar estatísticas sobre as transferências emitidas e recebidas de forma a reorientar a sua política monetária conducentes ao avanço das actividades de remessas de trabalhadores migrantes.

Sumba Nansil

Portugal entre os 15 melhores países do mundo para se ser mãe

De acordo com o índice que a ONG Save the Children divulga anualmente, e que compara o bem-estar de mães e crianças em 164 países do mundo, Portugal é o 14º melhor país do mundo para se ser mãe, à frente de países como a Suíça, Irlanda, Itália, Canadá, Japão e Estados Unidos.

Os EUA ocupam o 31º lugar, o que significa que uma americana tem sete vezes mais probabilidades de morrer de problemas decorrentes da gravidez do que uma portuguesa e que uma criança nos Estados Unidos da América tem duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos cinco anos do que uma criança em Portugal.

Os dez primeiros lugares da tabela são ocupados por cinco países nórdicos - Noruega, Islândia, Suécia, Dinamarca e Finlândia -, dois do hemisfério sul - Nova Zelândia e Austrália - e três nações europeias - Bélgica, Holanda e França.

Estes países ocupam os lugares cimeiros porque ao nível dos cuidados durante a gravidez, parto, saúde infantil e educação são os que oferecem melhores condições às suas mães, crianças e gerações vindouras.

Dos países analisados 43 são desenvolvidos e 121 são não desenvolvidos.

Dentro deste grupo, o Afeganistão é o pior local do mundo para se ser mãe. Comparando com a Noruega, o primeiro país do ranking, a diferença é dramática. Enquanto na Noruega todos os nascimentos são assistidos por pessoal especializado, no Afeganistão apenas em 14% dos casos isso acontece.

Quanto aos últimos dez países da tabela, oito estão no continente africano - República Centro-Africana, Sudão, Mali, Eritreia, República Democrática do Congo, Chade, Guiné-Bissau e Nigéria - e dois no continente asiático - Iémen e Afeganistão.

Neste grupo de países do final da tabela uma em cada 30 mulheres morre com problemas relacionados com a gravidez, uma criança em cada seis crianças não chega aos cinco anos e em três uma sofre de malnutrição. Quase 50% da população não tem acesso a água potável.

Diminuir as taxas de mortalidade maternal e infantil é um dos oito objectivos do Millenium delineados pelas Nações Unidas

Eridson vai cumprir sonho de criança (CENTRAL GUINEENSE ANSIOSO PELA ESTREIA NA LIGA)

Eridson é mais um jovem talento prestes a despontar na Liga. O central, de 20 anos, vai representar o Paços de Ferreira na próxima temporada e, desta forma, alcançar o sonho que o fez sair da Guiné-Bissau para uma aventura em Portugal, era ainda júnior. O FC Porto abriu-lhe as portas, onde esteve durante uma época e meia, seguindo-se uma passagem fugaz pelo E. Amadora antes de dar nas vistas no Tourizense. Foram as exibições conseguidas neste clube que despertaram o interesse dos observadores dos castores. “Sempre estive a par de tudo, porque sabia que estavam pessoas do Paços de Ferreira a observar-me e felizmente que correspondi”, referiu, entusiasmado, o jovem defesa, que confessa ter alcançado “o sonho de criança, que era atingir o mais alto nível no futebol”.

Consumada a chegada à Liga, Eridson não quer agora defraudar as expectativas. “Vou para um clube que tem estado em destaque no campeonato e tem promovido muitos jogadores jovens; espero que as minhas exibições ajudem a equipa a conseguir os seus objetivos”, acrescentou, definindo-se como um jogador agressivo “no bom sentido” e forte no jogo aéreo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

«Hortas di Pobreza» Guiné-Bissau, 2010, vence Festin (Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa)

O filme «Hortas di Pobreza» (Guiné-Bissau, 2010), de Sara Sousa, foi escolhido como a Melhor Longa-Metragem na segunda edição do FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, como refere a agência Lusa.


O documentário «Lixo Extraordinário» (Brasil, 2010), realizado por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, recebeu uma menção honrosa.


Na competição de curtas-metragens, «Contagem» (Brasil, 2010), de Gabriel e Maurílio Martins foi eleita a melhor.


«Verónica» (Portugal 2010), de António Gonçalves e Ricardo Oliveira, e «Vidas Deslocadas» (Brasil, 2009), de João Marcelo Gomes, receberam menções honrosas.


«Aos Pés» (Brasil, 2009), de Zeca Brito, foi a curta preferida pelo público.

domingo, 1 de maio de 2011

Jovens oeste-africanos organizam festival para paz na Casamança

Ziguinchor - Um "Festival Sub-regional para a Paz" que reune jovens do Senegal, da Gâmbia e da Guiné-Bissau decorre desde quinta-feira na localidade de Sindian, uma aldeia da região meridional senegalesa da Casamança, na fronteira gambiana e bissau-guineense.

Este festival faz parte da execução do programa "Consolidação da Paz na Casamança", financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) .

A abertura oficial do evento realizado pela também americana ONG World Education foi marcada por intensas atividades culturais e um espectáculo de luta tradicional que  entusiasmou o público local, especialmente entre os adultos nostálgicos.

A noite foi dedicada à uma procissão com tochas pela vila e animações de dança, enquanto o segundo dia registou, entre outras atividades  uma conferência sobre "papel,  lugar e responsabilidade dos jovens na consolidação da paz na Casamance,'' moderada pelo pesquisador, historiador e jornalista senegalês Amadou Fall.

A agenda de sexta-feira contemplou igualmente trabalhos em ateliês para os jovens dos três países apresentarem as suas propostas de soluções para a crise na Casamança, uma região a braços com uma rebelião armada independentista há vários anos.