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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Guiné-Bissau: Maioria dos soldados das Forças Armadas não foi sujeito a recrutamento | |||
2009-09-30 15:01:31
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O Governo da Guiné-Bissau manifestou hoje preocupação com a situação na vizinha Guiné-Conacri e apelou à contenção e ao bom senso, enquanto vai começar a preparar um plano para receber eventuais refugiados.
"Qualquer país deve ficar preocupado com essa situação e nós lamentamos profundamente o que está a suceder na Guiné-Conacri", afirmou à Agência Lusa o ministro dos Recursos Naturais, Óscar Barbosa, em substituição do primeiro-ministro guineense, que se encontra em viagem de trabalho.
"O nosso apelo vai no sentido da contenção. Vai no sentido de apelarmos para que prevaleça o bom senso e que os mecanismos conducentes à transição em curso na Guiné não tenham mais percalços", sublinhou o governante guineense.
Entretanto, subiu para 157 o número de mortos entre os civis que saíram à rua para protestar contra a intenção de Dadis Camara se candidatar às eleições presidenciais na Guiné-Conacri.
Moussa Dadis Camara agendou eleições presidenciais para Janeiro de 2010 e os civis organizaram um protesto contra a sua intenção de se candidatar. As manifestações civis têm vindo a ganhar força nos últimos dias. A tensão que se faz sentir, vem na sequência do anúncio do adiamento das eleições feito por Dadis Camara.
O facto de este admitir a possibilidade de ser candidato ao próximo escrutínio, quebrando a promessa inicial de que não iria concorrer às eleições, no termo do período de transição, foi mais um factor a agravar o descontentamento dos manifestantes.
O reflexo desta nova crise em Conacri, ainda não se faz sentir em Bissau, que conta com uma grande, se não a maior, comunidade estrangeira africana. É por esta razão que, em situações de conflito, num dos dois países, no outro se sentem consequências económicas e sociais.
Os países de língua portuguesa caminham para formar um bloco fechado, nos moldes do Mercosul e União Europeia, com mais de 250 milhões de pessoas, nove regiões demográficas e negócios que chegam a 13 mil milhões de dólares. Quem o diz é o jornal brasileiro “O Povo”, especificando que se trata de “Portugal, Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”.
Assim sendo, e tanto quanto é revelado no artigo de Carlos Henrique Coelho , esses países e regiões preparam-se para acabar com as barreiras económicas e tarifas alfandegárias, libertando o trânsito entre as diferentes nações.
Durante o debate sobre turismo entre países lusófonos, no Brasil, o secretário Bismarck Maia declarou que a união mais forte entre os povos que falam o mesmo idioma seria importante para a logística de negócios e também turística.
"Teríamos um maior relacionamento económico e cultural. Estamos caminhando para que seja criada a comunidade luso-brasileira, mas é preciso antes cuidar das diferenças entre as nações", afirmou Bismarck Maia.
O presidente da Câmara Brasil-Portugal, no Ceará, Jorge Chaskelmann, é partidário da ideia e também acredita que a criação de uma comunidade de países de língua portuguesa precisa, antes de tudo, de um maior equilíbrio entre as nações.
"Não é um processo fácil. Tem que se avaliar o estágio de desenvolvimento de cada país, assim como foi feito na criação da União Europeia", acredita.
Para o representante da companhia aérea Transportes Aéreos Cabo Verde (TACV) o bloco económico será importante para a internacionalização das empresas locais. Ele confirma que já existem conversas internas sobre o assunto. "É preciso trabalhar muito e resolver as diferenças entre os países. Uma forma disto acontecer é através de acções como este encontro em Fortaleza", disse.
Chaskelmann acredita que a comunidade de países lusófonos inicialmente será criada entre Brasil e Portugal. Ele mais uma vez comparou a situação com a criação da União Europeia.
"Assim como na Europa os países mais fortes entraram primeiro, acho que o mesmo acontecerá neste caso", definiu.
Chaskelmann está confiante e afirma que a união é inevitável. "Todos os problemas serão suplantados. Quem imaginava, por exemplo, que países inimigos durante a segunda guerra mundial hoje seriam parceiros num bloco?" questiona em tom de optimismo.
Para Chaskelmann, as negociações para a criação da comunidade lusófona devem ser intensificadas quando os empresários começarem a fazer pressão. "Os políticos só se movimentam após a cobrança de quem roda a economia dos países", diz.
Para finalizar, o presidente da Câmara Brasil-Portugal disse acreditar que ainda falta conhecimento entre os povos e este é o maior obstáculo para a criação do bloco.
"Apesar da língua em comum, são muitas culturas e é necessário um maior envolvimento de todos para que aconteça uma integração", resume.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Grande tensão | |||
Guiné-Conacri: Sobe para 157 o número de mortos nas manifestações | |||
2009-09-29 15:51:01
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Encontro de magistrados
Guiné-Bissau: Direito comunitário da UEMOA discutido em Bissau
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A iniciativa tem como objectivo, permitir aos magistrados do Ministério Público, judiciais e advogados familiarizarem-se com o direito comunitário ao nível da UEMOA, revelou à PNN Daniel Lopes Ferreira, Juiz do Tribunal da UEMOA, e chefe da delegação do encontro que decorre em Bissau. Trata-se de uma acção de formação decorre na Guiné-Bissau à semelhança do que já aconteceu nos outros países da União Económica Monetária Oeste Africana. Foi uma ocasião para a Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a guineense Maria do Céu Silva Monteiro, destacar a importância desta formação no contexto sub-regional, em que se encontra inserida a Guiné-Bissau, sobretudo no que diz respeito ao domínio comunitário da união. A responsável máxima da magistratura judicial guineense falou da necessidade dos magistrados nacionais conhecerem e compreenderem os mecanismos de funcionamento do Tribunal de Justiça da UEMOA, ao nível de cada país membro. Sumba Nansil | ||||
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(c) PNN Portuguese News Network |
De Ricardo Bordalo (LUSA) – há 14 minutos
Luanda, 29 Set (Lusa) - O ministro das Relações Exteriores de Angola, Assunção dos Anjos, garantiu o empenho de Luanda na consolidação do processo de paz e reconciliação da Guiné-Bissau, na intervenção na 64º Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
No seu discurso, na segunda-feira ao final da tarde, Assunção dos Anjos reiterou o empenho de Luanda na procura da manutenção dos apoios das organizações internacionais, como a União Africana ou as Nações Unidas, ao processo de paz e reconciliação na Guiné-Bissau.
O chefe da diplomacia angolana elogiou ainda os progressos registados em países como a República Democrática do Congo, Burundi, Libéria, Serra Leoa ou a Costa do Marfim, no contexto africano, mas deixou um olhar especial sobre a Guiné-Bissau.
© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
GUINÉ Simplesmente (Video)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Na ONU, premiê guineense promete combate a narcotráfico
Bissau, 27 set (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse, no sábado, na ONU, que o tráfico de drogas ampliou as crises cíclicas vividas no país e que está determinado em combater o crime organizado.
"Há que reconhecer que as razões das crises cíclicas que ocorrem no nosso país não têm apenas origem interna. Fatores como o crime transnacional organizado, o tráfico de droga, em particular, têm contribuído para exacerbar a situação da Guiné-Bissau", afirmou o chefe do governo guineense na assembleia geral da ONU.
"Aproveitando as carências em matéria de controlo nas fronteiras marítimas e terrestres, da nossa administração, cuja implementação em determinadas regiões é débil, os narcotraficantes conseguiram introduzir-se no nosso país a coberto do apoio de pessoas influentes do aparelho do Estado", explicou Carlos Gomes Júnior.
"O meu governo está empenhado na disponibilidade de analisar a participação (…) em forças estrangeiras de missão conjunta de fiscalização das nossas fronteiras marítimas e terrestres, assim como do nosso espaço aéreo para erradicar o crime organizado e todos os tráficos ilícitos de armas, drogas e pessoas a partir ou com passagem pelo território da Guiné-Bissau", disse.
No discurso, de 14 minutos, o primeiro-ministro guineense declarou que vai "fazer de tudo para colocar a Guiné-Bissau no caminho da paz, da reconciliação nacional e desenvolvimento".
Carlos Gomes Júnior pediu também à comunidade internacional para acreditar na determinação do país em acabar com as crises cíclicas e caminhar para o desenvolvimento econômico.
Durante o discurso, o premiê guineense agradeceu também todo o apoio que o país tem recebido da comunidade internacional.

Acadêmicos do projeto de Integração Multicultural da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) comemoram o 36º Ano da Proclamação de Independência da República de Guiné-Bissau. A república foi proclamada em 24 de setembro de 1973, mas a independência efetiva ocorreu com a Revolução dos Cravos em 1974.
Para marcar a data, será realizada festa neste sábado, 26, no Balneário Cassino (Larus). Os ingressos custam R$ 10,00 e dão direito a uma bebida típica. A noite terá apresentação artística-cultural do Intermult/Furg. Interessados podem entrar em contato pelos telefones 84422701 (com Abdel) ou 81356707 (com Bruno).
O projeto conta com 14 integrantes de países estrangeiros que participam de intercâmbio na Universidade, sendo oito de Guiné-Bissau. O Intermult é assistido pelo Núcleo Artístico Cultural-NAC e Núcleo de Assitência Estudantil-NAE da Furg.
De Isabel Marisa Serafim (LUSA)
Bissau, 27 Set (Lusa) - A comunidade dos países lusófonos, a União Africana e a Comunidade Económica da África Ocidental ainda não responderam ao pedido de apoio da Guiné-Bissau para a investigação dos assassínios, em Março, do presidente e do chefe das Forças Armadas do país.
"Na sequência da resposta recebida pelo senhor secretário-geral da ONU, o governo endereçou pedidos de apoio àquelas organizações sem que até ao momento presente tivesse recebido qualquer reacção", afirmou o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, no sábado, durante um discurso na ONU de mais de 14 minutos.
"O governo encara com muita expectativa a assistência que poderá vir a beneficiar da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)", salientou o chefe do governo guineense.
sábado, 26 de setembro de 2009
Noticia da LUSA
Em declarações à Agência Lusa em Nova York, onde o grupo esteve reunido na terça-feira, Simões Pereira declarou estar satisfeito com a presença no encontro de representantes de países amigos da Guiné-Bissau.
Para o secretário, essa presença é "sintomática de um sentimento de que a transição chegou ao fim (…) e a comunidade internacional está pronta a mobilizar-se para ações mais concretas de apoio ao país".
Entre outros participantes, citou a presença do presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, e de diversas delegações de estados membros da CPLP e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), organização regional africana que conta com a participação da Guiné-Bissau.
Sobre as iniciativas previstas para o resto deste ano pelo Grupo de Contacto, Simões Pereira destacou a marcação de uma mesa redonda em Abuja (Nigéria), para aprovar a criação de um fundo destinado ao pagamento de pensões aos militares reformados no processo da reforma das forças armadas guineenses.
Bissau: CPLP explica alterações climáticas às crianças – A Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), organiza no Brasil, a Conferência Internacional Infanto-juvenil «Vamos cuidar do planeta». |
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No âmbito da conferência serão realizadas em todos os países membros da CPLP, acções de formação de formadores nacionais sobre educação ambiental, seguidas de conferências nas escolas e a nível nacional, antes da conferência, que terá lugar no primeiro semestre do ano 2010, no Brasil. A iniciativa tem como objectivo, que as crianças e jovens de todo o mundo se apropriem do compromisso global da construção de uma sociedade sustentável e da promoção de uma rede de cuidados com o planeta. A CPLP pretende com o encontro, promover o intercâmbio internacional, ajudando assim o enriquecimento das questões ambientais no processo pedagógico e o fortalecimento de uma rede juvenil da CPLP e do meio ambiente, e ainda contribuir para a concretização da década da educação para o desenvolvimento sustentável. A organização invoca ainda que a ideia de envolver crianças no debate sobre a forma de cuidar do planeta, visa associar-se a metodologia educativa com base na experiência da parceria entre os Ministérios da Educação e do Ambiente brasileiros. Contactada pela PNN, Joana de Barros Amaral, Coordenadora Técnica do Projecto da Conferência Internacional Infanto-juvenil na CPLP Portuguesa sobre mudanças climáticas, assegurou que é preocupante a situação das mudanças climáticas e ambientais no mundo, particularmente em África. A responsável avançou ainda, que o desassossego das modificações climáticas que se verifica no mundo não é um assunto recente, e que se reflectem mudanças sócio-ambientais um pouco por toda parte do planeta. «É muito preocupante a situação das alterações climáticas e das mudanças sócio-ambientais. Sentimos que as árvores perto das nossas casas secaram, que desabou um pedaço da terra provocado pelo processo de erosão da terra, muitas áreas estão sendo desertificadas, o que é muito grave», alertou Joana Amaral. De acordo com a ambientalista, com a perda da biodiversidade local e do solo, nada consegue crescer. Esta situação, provocada pelos efeitos dos gases de estufa, combustíveis fósseis, desflorestação e aquecimento da terra, é uma preocupação que deve ser tida em conta, porque as zonas actualmente consideradas secas e quentes, vão ficar ainda mais quentes. Joana Amaral advertiu que a Guiné-Bissau será afectada por estas alterações nos próximos tempos. Adiantou ainda que, depois desta conferência, cada país membro da CPLP pode dar continuidade a esta causa com a realização de outras conferências e inserindo as questões de educação ambiental nas escolas, o que naturalmente vai envolver as crianças nos debates sobre as mudanças climáticas. Sumba Nansil |
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(c) PNN Portuguese News Network |
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– A China assinou com a Guiné-Bissau um acordo para cooperação técnica e assistência alimentar e financeira no valor de seis milhões de euros. | ||
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O acordo, assinado pelo ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, e pelo ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da China, Xhai Jun, pretende aprofundar as relações já existentes entre os dois países. Artur Silva disse à imprensa «estar convicto de que a visita de trabalho que o governante chinês efectua à Guiné- Bissau irá sem dúvida relançar as excelentes relações já existentes entre os dois países para patamares mais altos». Xhai Jun afirmou, acerca da assinatura do acordo, que este «constitui para ele uma satisfação muito particular ter a oportunidade de assinar em nome do Governo da China o protocolo de cooperação técnica com a Guiné-Bissau e um documento sobre o fornecimento de assistência alimentar». O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros chinês focou ainda a «vontade forte» do Governo da China de continuar a desenvolver as relações de cooperação bilateral com a Guiné-Bissau. Prevê-se que, dos seis milhões de euros, 998 mil euros sejam direccionados para a assistência alimentar e 5,9 milhões digam respeito ao apoio financeiro. Artur Silva pediu ainda ao Governo chinês apoio para a construção da «cidade judiciária», projecto que se encontra em fase de finalização. Xhai Jun iniciou a semana passada uma deslocação por quatro países africanos que teve início na África do Sul, passa pela Guiné-Bissau, Cabo Verde e Mauritânia e que tem o intuito de «aprofundar relações bilaterais». A China tem uma presença cada vez maior em África, somando em 2008 o comércio com o continente africano a quantia recorde de 72,5 mil milhões de euros. | ||
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(c) PNN Portuguese News Network |
Guineenses celebram independência nacional
Bissau – Guineenses organizaram parada militar para assinalar, esta quinta-feira, o 36/o aniversário da independência nacional. |
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Foram trinta e seis anos de um percurso sóbrio marcado por crises políticas e militares, que deixaram o tecido social e económicos frágeis. Hoje as perspectivas são de que a Guiné-Bissau reencontre o seu destino. O novo ciclo de reposição da ordem constitucional, que agora teve início, alimenta o sentimento de esperança dos guineenses. O sentimento foi visível nas multidões que celebravam a data na Avenida Amílcar Cabral, na capital guineense, onde decorreram as cerimónias comemorativas, numa parada militar que há muito não era vista na Guiné-Bissau. As mensagens dos grupos culturais, profissionais, militares e paramilitares, que desfilaram à frente da tribuna de honra, centraram-se no apelo à paz e à reconciliação. Um dos regimentos militares, entoando uma canção, apelou para que sejam «destruídas as armas». Na mesma perspectiva, o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, perante uma grande assistência, disse que chegou a hora de banir a violência e pensar no desenvolvimento do país. Lassana Cassamá |
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(c) PNN Portuguese News Netwo |
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Noticia da LUSA
CPLP destaca envolvimento internacional com Guiné-Bissau
Lisboa, 23 set (Lusa) - O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, disse nesta quarta-feira que a participação maciça registrada na reunião do Grupo de Contato Internacional para a Guiné-Bissau atesta bem o empenho estrangeiro na estabilização do país.
Em declarações à Agência Lusa em Nova York, onde o grupo esteve reunido na terça-feira, Simões Pereira declarou estar satisfeito com a presença no encontro de representantes de países amigos da Guiné-Bissau.
Para o secretário, essa presença é "sintomática de um sentimento de que a transição chegou ao fim (…) e a comunidade internacional está pronta a mobilizar-se para ações mais concretas de apoio ao país".
Entre outros participantes, citou a presença do presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, e de diversas delegações de estados membros da CPLP e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), organização regional africana que conta com a participação da Guiné-Bissau.
Sobre as iniciativas previstas para o resto deste ano pelo Grupo de Contacto, Simões Pereira destacou a marcação de uma mesa redonda em Abuja (Nigéria), para aprovar a criação de um fundo destinado ao pagamento de pensões aos militares reformados no processo da reforma das forças armadas guineenses.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Brasil mostra Direitos Humanos na Guiné-Bissau
Centro Cultural Brasil na capital guineense | |||
Brasil mostra Direitos Humanos na Guiné-Bissau | |||
2009-09-19 19:13:16
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domingo, 20 de setembro de 2009
Noticia da Agencia Lusa
Temas: comércio externo, Política, Diplomacia
Bissau, 19 Set (Lusa) - O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da China, Zhai Jun, chega domingo à Guiné-Bissau para entregar um donativo e visitar as obras dos palácios do Governo e da Justiça e do Hospital Militar, financiadas pela cooperação chinesa.
No domingo, da agenda do ministro-adjunto consta apenas um jantar oferecido pelo ministro da Defesa guineense, Artur Silva, em substituição da chefe da diplomacia do país, que viajou sexta-feira para Nova Iorque para participar na 64ª Assembleia-geral da ONU.
Na segunda-feira, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros chinês tem encontros de trabalho com o ministro da Defesa, com o vice-presidente do parlamento, Serifo Nhamadjo, e com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.
O ministro chinês fará também a entrega de um donativo às autoridades guineenses.
Antes de regressar à China, Zhai Jun vai visitar as obras de construção dos palácios do Governo e da Justiça e do Hospital Militar, financiadas pela cooperação chinesa.
Zhai Jun iniciou quinta-feira uma deslocação por cinco países africanos que teve início na África do Sul.
Além da África do Sul e Guiné-Bissau, Zhai Jun desloca-se também a Cabo Verde e Mauritânia para “aprofundar relações bilaterais”.
A China tem uma presença cada vez maior em África e, em 2008, o comércio com aquele continente atingiu a soma recorde de 72,5 mil milhões de euros.
Na Guiné-Bissau, a cooperação chinesa incide principalmente na construção de várias infra-estruturas no país e nas pescas.
MSE.
Lusa/Fim
Noticia da Angope
Bacai Sanhá defende modernização do exército guineense
Angop | |
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Noticia do Jornal Publico
Estiveram presentes os seus homólogos de Cabo Verde, Pedro Pires, Senegal, Abdoulaye Wade, Gâmbia, Yaya Jameh, Nigéria, Umaru Yar’Adua, Burkina Faso, Blaise Campaoré, e República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Bem como o vice-presidente do Parlamento angolano, João Lourenço, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Outros convidados para a cerimónia foram o primeiro-ministro da República da Guiné (Conacri), Kobine Komara, o vice-primeiro-ministro timorense José Luís Guterres, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, o duque de Bragança e o secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que é o guineense Domingos Simões Pereira.
As Nações Unidas fizeram-se representar pelo secretário-geral adjunto para os assuntos políticos, o eritreu Hailé Menkerios.
A cerimónia principiou com mais de três horas e meia de atraso devido à chegada tardia do Chefe de Estado nigeriano, actualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi transmitida em directo pela televisão guineense e pela RDP-África.
Enquanto se preenchia o tempo para que a cerimónia arrancasse, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior foi circulando pelo estádio, segundo a Lusa abraçado ao líder do Partido da Renovação Social (PRS), Kumba Ialá, candidato derrotado na segunda volta.
Sanhá foi o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, dia 26 de Julho, sucedendo assim a João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado em Março, em circunstâncias ainda por esclarecer. Anteriormente, como presidente da Assembleia Nacional, ele já chefiara interinamente o Estado em 1999/2000, depois da deposição de “Nino” por uma junta militar, no termo do primeiro período em que esse antigo guerrilheiro esteve no poder.
Sanhá, de 62 anos, é o quarto Presidente efectivo da Guiné-Bissau, depois de Luís Cabral, “Nino” Vieira e Kumba Ialá. Mas entretanto também houve outros dois presidentes interinos: Henrique Pereira Rosa e Raimundo Pereira, este último desde há seis meses.
O novo chefe de Estado irá coabitar com o Governo de Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC, num sistema que ele próprio referiu como semi-presidencial. E é em conjunto que os dois homens terão de decidir se mantêm ou substituem o actual Estado-Maior General das Forças Armadas, chefiado por José Zamora Induta, capitão-de-mar-e-guerra, posto equivalente ao de coronel do Exército.
O boletim confidencial “Áfricamonitor intelligence” adiantava hoje, em Lisboa, que Sanhá deverá confirmar Zamora Induta e promovê-lo ao posto de almirante.
Os principais parceiros das Forças Armadas têm vindo a preconizar uma reforma das Forças Armadas, como forma de se contribuir para a estabilidade da Guiné-Bissau, que segundo a CIA é um dos seis países e territórios menos desenvolvidos do mundo, com um rendimento per capita inferior aos do Níger, da Serra Leoa e da Eritreia.
“As Forças Armadas da Guiné-Bissau são uma estrutura invertida, que tem muito mais oficiais e sargentos do que praças. Portanto, há que começar a trabalhar para inverter esta pirâmide numa pirâmide lógica, e o número de soldados tem que aumentar e o número de quadros de comando tem que diminuir”, disse em Julho o general espanhol Juan Verástegui, chefe da missão da União Europeia de apoio à reforma do problemático sector guineense da segurança.
Os chefes dos Estados-Maiores do Benin, Cabo Verde, Gâmbia, Nigéria e Senegal chegaram esta semana a Bissau para “ajudar a encontrar soluções práticas para os muitos desafios políticos e de segurança que ameaçam lançar o país numa instabilidade ainda maior” do que aquela em que até agora tem vivido.