terça-feira, 12 de junho de 2012

Resultados da Sondagem no Blogue

Como se vê pela sondagem os Guineenses sabem bem o que querem para o seu País, apesar de alguns insistirem em pensar que não.

O blog Novas da Guiné Bissau sempre que se referir ao Governo atual na Guiné, o fará indicando ser Governo ELEGITIMO, até que haja eleições que o legitime.

O Editor

NGB

 

CONCORDA COM PRESIDENTE E GOVERNO DE TRANSIÇÃO?

Sim

  131 (14%)

Não

  470 (53%)

Com o Gov anterior

  282 (31%)

Votos apurados: 883
Sondagem fechada

Escolas pública voltam a abrir após dois meses de paralisação

Bissau - As escolas públicas da Guiné-Bissau voltaram a abrir hoje (segunda-feira), após dois meses de paralisação motivada pelo golpe de Estado de 12 de Abril.  

A retoma das aulas surgiu na sequência de um apelo lançado pelo presidente do sindicato dos professores (Sinaprof), Luís Nancassa que pediu aos docentes para que voltem a dar aulas mesmo tendo alguns meses de salários em atraso. 

Os professores contratados, os reintegrados e os recém - admitidos no sistema do ensino público diziam que só voltariam a dar aulas caso fossem pagos cinco meses de salários em atraso. A semana passada o Governo acabou por pagar a esses professores dois meses de ordenados. 

Mesmo com o pagamento parcial os professores continuavam a não comparecer nas salas de aulas onde também não apareciam os alunos. 

Luís Nancassa teve de intervir pedindo aos professores para que aceitem dar aulas "para minimizar os sacrifícios dos pais e encarregados de educação dos alunos" e ajudar a "salvar o ano lectivo". 

"Mesmo com esse pagamento, que considero insuficiente, apelo aos professores para que regressem às salas de aulas", disse Luís Nancassa, mostrando-se indignado com as declarações do ministro da presidência do conselho de ministros e da comunicação social, Fernando Vaz, quando analisava as reivindicações dos professores. 

"Não fiquei nada contente com as declarações do ministro da comunicação social ao dizer que o Governo não deve cinco meses aos professores, porque esses não trabalharam durante os meses de Abril e Maio", afirmou o presidente do Sinaprof. 

As escolas públicas, sobretudo, as de Bissau registaram hoje um número considerável de alunos, em comparação com os últimos dois meses onde praticamente não se viam alunos ou professores, mas o presidente do Sinaprof tem dúvidas sobre se será possível concluir toda matéria prevista para ser dada durante o corrente ano lectivo.   

"O terceiro período não terá o tempo exigido para que se conclua toda matéria perspectivada, porque vêm aí as chuvas", disse Nancassa. 

Carlos Manuel é o novo selecionador da Guiné-Bissau

O treinador substitui Luís Norton de Matos no comando técnico dos «Djurtus»

Carlos Manuel é o novo selecionador da Guiné-Bissau, anunciou o presidente da Federação Guineense de Futebol, Manuel Nascimento Lopes, nesta segunda-feira.


«Carlos Manuel é um treinador experiente sobre quem depositamos muita confiança. Com ele contamos trabalhar para superar as dificuldades», afirmou o dirigente do futebol guineense, à Lusa.


Manuel Lopes ainda fez a antevisão ao jogo com os Camarões, do próximo sábado, para a segunda mão da pré-eliminatória para a Taça das Nações Africanas do próximo ano. «Vamos fazer um bom jogo frente aos Camarões. Com o Carlão, seguramente, pelo que vi nos treinos, penso que temos homem. Os jogadores estão dispostos a ir ao jogo com um bom espírito», assegurou.


Já Carlos Manuel referiu as razões que o levaram a aceitar o cargo: «Conhecer o futebol africano e alguns jogadores que fazem parte da seleção foram as condições que me fizeram aceitar este projeto. Vou ser guineense. Podem contar com um selecionador que não ficará apenas em Portugal mas também que irá à Guiné.»

segunda-feira, 11 de junho de 2012

“Os fantasmas do General” António Indjai acusa Angola de financiar contra-golpe na Guiné-Bissau

Bissau - António Indjai acusou o Governo angolano de poder estar a financiar uma acção de contragolpe na Guiné-Bissau.

O Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas falou na cerimónia de encerramento do encontro que manteve na passada quarta-feira, 6 de Junho, com os antigos combatentes da liberdade da pátria, a seu pedido.


António Indjai adiantou ter informações sobre a entrada deste dinheiro mas não especificou a quantia em causa.


De acordo com responsável das Forças Armadas, esta quantia teria sido recebida por alguns elementos de antigos combatentes para desencadear uma acção de contra-golpe. António Indjai ameaçou, na altura, denunciar publicamente os nomes destes antigos combatentes.


«Angola não desistiu. Recentemente, este país enviou dinheiro para desestabilizar a Guiné-Bissau mas estamos atentos. Soubemos isso através de algumas pessoas entre nós aqui presentes, que receberam este dinheiro», confirmou António Indjai.


Durante a sua intervenção, admitiu por várias vezes que não teme a sua morte, garantindo que, com o seu desaparecimento físico, iria nascer um outro António Indjai.


Seguiram-se insultos ao Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, na reunião, com a maioria dos intervenientes a reclamarem ser do PAIGC e quererem regressar ao partido, mas com Carlos Gomes Júnior fora da direcção.


O encontro, que teve lugar na sede da Assembleia Nacional Popular, serviu para o autor de dois golpes bem-sucedidos nos últimos anos, lançar palavras de insultos aos dirigentes do PAIGC, com particular destaque para Manuel Saturnino Costa que, segundo ele, terá insultado antigos combatentes.

 


Brígido de Barros, Presidente do PAIGC para o Sector Autónomo de Bissau, e Luís Oliveira Sanca, dirigente do PAIGC, ambos presentes no encontro com estatutos de antigos combatentes, foram inibidos de falar nas suas intervenções porque, segundo António Indjai, não estavam a falar no tema central do encontro.


Nesta reunião, revelou alegadamente que a viúva de Tagme Na Waié, ex-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, teria sido abandonada no Hospital Militar onde se encontra internada com um ferimento grave no pé.


António Indjai afirmou que, caso a vítima fosse de outra etnia, tal não teria acontecido.


A terminar, ordenou ao Secretario de Estado dos Antigos Combatentes Mussa Djata, o agendamento de um novo encontro, para voltar a falar da vida dos antigos combatentes.


Da sessão, participaram veteranos da luta armada, na sua maioria da etnia balanta.

Militares guineenses detidos na Guiné-Conakry

Bissau - Um grupo de militares da Guiné-Bissau encontra detido desde o fim de Maio, na vizinha República da Guiné-Conakry.

Trata-se de três efectivos, pertencentes ao recém-criado Comando Geral de Guarda Nacional, no âmbito da reforma que estava em curso no sector de segurança guineense.


A informação foi avançada por uma fonte próxima do Comando da Guarda Nacional, sob anonimato.


De acordo com a mesma fonte, no dia 21 de Maio, uma equipa de fiscalização do Posto Avançado de Cacine, região de Tombali, junto da fronteira com a Guine-Conakry, efectuou uma missão de fiscalização com base em informações de existência de barcos de pesca a operarem de forma ilegal nas águas territoriais da Guiné-Bissau.


A operação resultou na apreensão de seis pirogas em situação ilegal, não tendo sido encontrado nenhum barco no terreno em actividade de pesca não autorizadas.


No final desta operação, conforme revelou ainda a nossa fonte, os tripulantes destas canoas debateram-se com o mau tempo e algumas embarcações foram parar a águas territoriais da Guine-Conakry.


«Depois da busca, fomos informados de que os três militares da Guarda Nacional, nomeadamente Gabriel António Correia e Degol Manga, ficaram em Kamsar, Tomas Camará no Porto de Cachek, ambas localidades da República da Guine-Conakry», revelou.


Perante esta situação, o Comando Geral da Guarda Nacional fez deslocar uma delegação composta pelo Segundo Comandante do Comando Operacional e pelo Comandante da Brigada Costeira, na qual integravam ainda elementos da Marinha Nacional, que mantiveram encontros com as autoridades militares da Guiné-Conakry sem que, no entanto, houvesse algum resultado positivo quanto à obtenção da libertação para os militares presos em Kamsar.


Os detidos já foram acusados, pelas autoridades da Guiné-Conakry, de posse de armas de fogo, num total de três armas de tipo AKM.
A fonte do Comando da Guarda Nacional confirmou a existência de um negócio mal finalizado com um dos detidos, Gabriel António Correia, relativamente à emissão de licenças de pesca pela parte nacional, com um responsável da polícia da Guine-Conakry em Kamsar, através de uma empresa de pesca denominada «Wawa».


O NG apurou ainda que Gabriel António Correia havia desempenhado as funções de Delegado da Capitania dos Portos em Cacine tendo sido, nos últimos tempos, substituído. Contudo, continuava a exercer as mesmas funções, emitindo licenças de pesca ilegais.


Os valores destas licenças eram recebidos pelo Tenente-Coronel Azeque da Guine-Conakry, através de proprietários das pirogas, que nunca chegou de entregar o dinheiro a Gabriel António Correia, conforme havia combinado. O valor estima-se em cerca de três milhões de F.cfa.


Contactada  uma fonte do Ministério do Interior guineense, a instituição titular do Comando Geral de Guarda Nacional, informou que o Governo de Transição já comunicou ao seu ministro dos Negócios Estrangeiro para tratar do assunto via diplomática entre os dois países.

Terminou retirada angolana da Guiné-Bissau Luanda diz que MISSANG custou ao país 10 milhões de dólares

Terminou Sábado a retirada das forças angolanas estacionadas na Guiné-Bissau.


Os soldados e polícias tinham chegado em Março de 2011 ao abrigo de um acordo para ajudar na restruturação das forças armadas guineenses e a sua presença foi uma das razões dadas por militares guineenses para o golpe de estado no país em Abril.


Aviões de transporte foram enviados para Bissau para retirar as tropas angolanas que trouxeram de volta a Angola o material pesado que tinham levado consigo


O programa de ajuda angolano previa a reparação e reconstrução de quartéis e esquadras da polícia. Algumas dessas obras já haviam começado e foram interrompidas.


O diário Jornal de Angola diz hoje que a missão militar de Angola  (MISSANG) custou ao país 10 milhões de dólares.


A MISSANG foi entretanto substituída por uma missão militar da Comunidade Económica de Desenvolvimento da África Ocidental, CEDAO, que já está estacionada no país.

Alunos da Faculdade de Direito preocupados com possibilidade de Lisboa cortar apoios

Bissau -- A possível reavaliação pela Faculdade de Direito  de Lisboa, devido à situação política na Guiné-Bissau, do apoio que dá à  Faculdade de Direito de Bissau está a preocupar os alunos da instituição  guineense.  

A 16 de Maio, o Instituto de Cooperação Jurídica da Faculdade de Direito  de Lisboa, instituição que criou há mais de 20 anos e apoia a Faculdade  de Direito de Bissau, emitiu um comunicado em que ressalva que a Faculdade  de Direito da Universidade de Lisboa não tenciona abandonar o projecto da Faculdade  de Direito de Bissau, mas ainda assim "reserva-se ao direito de reavaliar  a sua disponibilidade para a participação no projecto de cooperação da Faculdade  de Direito de Bissau".  

O comunicado sublinha que a continuidade dos apoios dependerá da evolução  da situação política na Guiné-Bissau, onde se realizou a 12 de Abril um  golpe de Estado, e também das decisões que o Estado português venha a tomar  relativamente a sua cooperação com o país.  

Em Bissau, numa visita à Faculdade de Direito, a Agência Lusa constatou  a preocupação entre os alunos com a possibilidade do abandono do apoio proveniente  de Lisboa, que é tema recorrente nos corredores da instituição.  

"Esta Faculdade é a menina dos olhos da cooperação portuguesa. Mas se  um dia Portugal deixar de apoiar-nos não quero pensar no que vai ser de  nós", dizia o aluno Pedro Sambu, da Faculdade de Direito de Bissau.  

Os receios dos alunos devem-se à dependência da Faculdade de Direito  de Bissau desde a sua fundação - em 1989 -- em termos financeiros, científicos  e pedagógicos da Faculdade de Direito de Lisboa. 

O golpe de Estado na Guiné-Bissau foi condenado pela generalidade da  comunidade internacional. Portugal defende a reposição da normalidade constitucional  e o regresso ao poder dos dirigentes depostos e a concretização das eleições  presidenciais, interrompidas pelo golpe militar.   

Guiné-Bissau volta a ser avaliada pela CPLP

A CPLP e a União Europeia (UE) voltam a debater este mês a crise político-militar na Guiné-Bissau, que vive, até agora, fechada em si mesmo, por a junta militar recusar restituir o poder às instituições democráticas, derrubadas na sequência do golpe de Estado de 12 Abril.


A Guiné-Bissau observa neste momento um período de transição de um ano imposto pelos golpistas com o consentimento da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que colocou no país um contingente de cerca de 600 homens, entre militares e polícias.


A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que condenou o golpe de Estado e não reconheceu até agora os novos dirigentes do país, reúne-se no próximo dia 20 deste mês em Maputo, capital de Moçambique, numa cimeira destinada a avaliar, principalmente, o pedido de adesão da Guiné-Equatorial à organização. O governo de Maputo também vai informar os demais membros que decidiu adoptar o acordo ortográfico da língua portuguesa.


O ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, admite que a situação da Guiné-Bissau é complexa.  “A CPLP não reconhece as autoridades que emergiram do golpe, mas também o governo deposto está fora do país, e é preciso analisar tudo isto”, explicou o ministro moçambicano.


O contingente da CEDEAO na Guiné-Bissau tem militares e polícias da Nigéria, Burkina Faso e Senegal. Essas forças, além de auxiliarem os golpistas a instaurar um governo de transição, também têm a missão de supervisionar a retirada das forças angolanas da Missang destacadas naquele país, no cumprimento de um acordo com o governo deposto para reformar a Defesa e Segurança.


O comando militar justificou o golpe de Estado como uma resposta à situação “provocada” pela Missang, mas a comunidade internacional, nomeadamente, as Nações Unidas, União Europeia e CPLP, reconheceu o trabalho que estava a ser desenvolvido pela missão angolana no âmbito da reforma da Defesa e Segurança na Guiné-Bissau.     

domingo, 10 de junho de 2012

Últimos militares angolanos deixam a Guiné-Bissau

Os últimos 96 militares da missão de Angola na Guiné-Bissau (Missang) deixaram hoje Bissau, pondo termo à cooperação técnico-militar do governo de Luanda.

Com o fim da missão ficam também cancelados os apoios que Angola estava a dar à Guiné-Bissau, nomeadamente na construção e remodelação de infraestruturas de defesa e segurança.

«Todos os financiamentos que tinham sido preparados para o projeto militar com a Guiné-Bissau estão interrompidos», disse hoje aos jornalistas, na sede da Missang, o encarregado de negócios de Angola em Bissau, Luís dos Santos.

O governo angolano interrompeu a Missang (missão técnico-militar na Guiné-Bissau de apoio à reforma do setor de Defesa e Segurança) na sequência de atritos com as forças armadas guineenses.

É, segundo Luís dos Santos, uma «saída triste», porque acontece «num momento de grandes problemas» na Guiné-Bissau.

«A Missang esteve cá ao abrigo de um acordo entre os dois países e a sua interrupção acontece por acontecimentos políticos internos», disse o responsável, acrescentando que ainda assim a missão angolana «cumpriu o seu papel» e sai «com o sentimento do dever cumprido».

As últimas componentes da Missang, militares e material, partiram em três aviões angolanos, um Boeing e dois Ilyushin (de carga) e a saída foi supervisionada pela ECOMIB, Força da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) que está no país, na sequência do golpe de Estado de 12 de abril passado.

Gnibanga Barro, o chefe da ECOMIB, esteve no aeroporto de Bissau a despedir-se dos últimos homens da Missang.

A força angolana, constituída por cerca de 200 militares, estava num antigo hotel de Bissau, um edifício comprado pelo governo de Angola e que a partir de segunda-feira passa a ser a embaixada de Angola na Guiné-Bissau.

Lusa

sábado, 9 de junho de 2012

DINAMARCA DEFENDE FIM DE REGIME MILITAR NA GUINÉ-BISSAU

BRUXELAS, 06 JUN (AIM) – O Ministro dinamarquês dos Assuntos Europeus, Nicolai Wammen, sublinhou Terça-feira última em Bruxelas a necessidade “de se pôr fim ao controlo do poder político por militares” na Guiné-Bissau.


Falando durante um debate no Parlamento Europeu, consagrado à situação na Guiné-Bissau, Wammen advogou o fim da impunidade para os que violaram os direitos humanos naquele país da África.
Ele apelou à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para intensificar os esforços de mediação entre as partes na Guiné-Bissau, em colaboração com a União Africana (UA) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


O ministro dinamarquês dos Assuntos Europeus achou 'útil' a criação, pela comunidade internacional, de um grupo de contacto internacional encarregue de acompanhar o desenvolvimento da situação na Guiné-Bissau.


A Dinamarca exerce actualmente a presidência rotativa da União Europeia (EU).

Parlamento Europeu vota resolução na quarta-feira sobre a Guiné-Bissau

O Parlamento Europeu vai votar uma resolução sobre a situação na Guiné-Bissau na próxima quarta-feira, durante a sessão plenária que decorrerá em Estrasburgo, França.


A assembleia vai deliberar sobre a situação de instabilidade no país depois de ter debatido o tema a 23 de maio, na anterior sessão plenária, tendo na altura sido adiada a votação de uma posição formal do hemiciclo, o que acontecerá nesta sessão de junho.


A resolução sobre a Guiné-Bissau vai ser votada ao mesmo tempo que serão adotados textos sobre o conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul e sobre a situação da República Democrática do Congo.


A posição do Parlamento Europeu relativamente à Guiné-Bissau tem lugar numa altura em que a União Europeia já tem em curso sanções – proibição de viajar e congelamento de bens em território comunitário - contra aqueles que considera responsáveis pela situação de instabilidade no país, designadamente 21 membros do comando militar autor do golpe de Estado de 12 de abril.

A Guiné-Bissau não tem presença garantida na cimeira da CPLP em Maputo

Logo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

No dia 20 de Julho vai realizar-se em Maputo a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Neste momento, o país organizador, Moçambique, debate-se com um problema espinhoso acerca da Guiné-Bissau. Até agora, a CPLP não reconheceu os novos dirigentes do estado guineense, o que condiciona a participação deste país da África ocidental.

O debate está lançado a pouco mais de um mês da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Será que a CPLP vai acolher os novos dirigentes da Guiné-Bissau para esta reunião ?

Em entrevista, Oldemiro Baloi, Ministro dos negócios estrangeiros e cooperação, admite que a situação é complexa.

"A CPLP não reconhece as autoridades que emergiram do golpe mas também o governo deposto está fora do país, e é preciso analisar tudo isto", explicou.

Para ouvir as declarações recolhidas por Orfeu Lisboa.

Um dos assuntos principais da cimeira, será o pedido de adesão da Guiné-Equatorial à CPLP.

De notar igualmente que Moçambique decidiu adoptar o acordo ortográfico.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Presidente cabo-verdiano discute em Lisboa "evolução plástica" na Guiné-Bissau

As evoluções "rápidas e muito plásticas" da situação político-militar na Guiné-Bissau vai centrar o debate político internacional entre o Presidente de Cabo Verde e as autoridades portuguesas durante a visita de Estado de Jorge Carlos Fonseca a Portugal.

Em entrevista à agência Lusa, o chefe de Estado cabo-verdiano, que inicia hoje uma visita privada e de Estado a Portugal, prolongando-se até quarta-feira, disse que esse será um tema a analisar nos encontros com as entidades oficiais portuguesas.

Ambos os países condenam o golpe de Estado de 12 de abril na Guiné-Bissau e exigem o regresso à normalidade constitucional no país.