sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Envio de força de estabilização "nunca foi falado", diz PM da Guiné-Bissau

altO primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que "nunca se falou em nenhuma força de estabilização", reagindo ao anúncio feito ontem pela União Africana de envio de uma força conjunta daquela organização, CEDEAO e CPLP.

"Efectivamente, o que nós temos é um programa e um acordo bilateral que foi inteiramente assumido pelo governo da Guiné-Bissau e pelo governo de Angola", afirmou Carlos Gomes Júnior, após um encontro com o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto.

Mas, segundo o primeiro-ministro, "nunca se falou em nenhuma força de estabilização".

"No âmbito desse programa, as portas estão abertas para outros parceiros que queiram ajudar a Guiné-Bissau a levar a avante o seu programa de reforma do sector de defesa e segurança", disse.

OJE/Lusa

CPLP saúda envio de força de estabilização conjunta para a Guiné Bissau

Lisboa, 06 jan (Lusa) -- O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) saudou hoje em declarações à Lusa o envio de uma força de estabilização para a Guiné-Bissau em fevereiro.

"A primeira reação é saudar, partindo do princípio de que (envio da força de estabilização) teve o beneplácito e a concordância das autoridades guineenses", disse Domingos Simões Pereira, comentando o anúncio feito hoje em Bissau pelo angolano Sebastião Isata, representante da União Africana para a Guiné-Bissau.

"A CPLP desde o início partilhou dessa ideia, da convicção de que era importante assegurar o bom funcionamento das instituições, a segurança e as condições para a implementação do programa de reforma dos setores de defesa e segurança, mas condicionando isso sempre à aceitação e ao pedido formal e explícito das autoridades guineenses", acrescentou.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Mortes por malária em decréscimo na Guiné-Bissau

Salvador Gomes
Correspondente da BBC em Bissau

A luta contra o paludismo na Guiné-Bissau regista resultados encorajadores. Indicadores apontam para a redução de casos e óbitos por paludismo, doença endémica no país.

Em entrevista à BBC, o coordenador nacional do Programa de Luta contra o Paludismo, Paulo Djata revelou que o número de óbitos baixou de 1200, em 2000, para 390 em 2009.

"Esta situação encoraja-nos a prosseguir a luta contra essa doença", disse Djata que acrescentou que, quanto ao número de casos, se registaram mais de 250 mil, mas que nos últimos tempos baixou para cerca de 150 mil.

Djata disse que o combate ao paludismo está no bom caminho graças ao apoio do Fundo Mundial e à implantação de mecanismos de prevenção da doença em todas as regiões sanitárias da Guiné-Bissau.

"Se esse apoio continuar podemos chegar a menos de 100 óbitos por ano", afirmou.

O coordenador nacional do programa considera que ainda é cedo para se falar em erradicação da doença não obstante os avanços registados e as novas formas de prevenção que deverão começar a ser implementadas, no âmbito de um acordo assinado recentemente entre as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau, Cuba e Venezuela.

"Com apoio do Fundo Mundial, não conseguimos implementar todas as medidas de prevenção. Só fazemos a distribuição de mosquiteiros impregnados e impregnacão. Mas, com esse acordo vamos implementar outras formas de prevenção, que certamente trarão resultados positivos", explicou.

O paludismo é a principal causa de morte, e motivo da maioria das consultas na Guiné-Bissau.

Nos últimos anos foi introduzido o teste rápido de diagnóstico, para melhorar a qualidade do diagnóstico e o tratamento da doença.

Inicia implementação da cooperação técnico-militar e de segurança entre Angola e a Guiné Bissau.

Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto

               Secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto

Bissau - O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, anunciou quinta-feira, na cidade de Bissau, o início da implementação do Programa de Cooperação Técnico-Militar e de Segurança entre Angola e a Guiné Bissau.

Manuel Augusto chefia uma delegação multisectorial, que integra o vice-ministro da Defesa para os Recursos Materiais e Infra-Estruturas, Salviano de Jesus Serqueira, além de altos funcionários e oficiais dos ministérios das Relações Exteriores, da Defesa Nacional e do Interior.

A saída de uma audiência com o ministro guineense da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria, Aristides Ocante da Silva, Manuel Augusto reiterou a disponibilidade e abertura do Governo angolano em ajudar a Guiné Bissau no processo de reforma do sistema de defesa e segurança, na recuperação económica e na estabilidade e normalização da vida política e social.

Durante a sua permanência de quatro dias em Bissau, a delegação angolana deverá ser recebida pelos ministros da Comunicação Social, Maria Adiatu Nandigna, e do Interior, Denis Cablol na Fantchamna, assim como pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, presidente da Assembleia Nacional Popular (designação do parlamento guineense), Raimundo Pereira, e pelo presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

À sua chegada a Bissau, às primeiras horas de quinta-feira, Manuel Augusto foi recebido pelo embaixador de Angola em Bissau, Brito Sozinho, e pelo secretário de Estado das Comunidades, Fernando Dias, com quem já manteve uma reunião de trabalho, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional.

Há duas vagas para projectos em Angola e na Guiné-Bissau

A Fundação Evangelização e Culturas possui duas vagas para o trabalho que desenvolve na Guiné-Bissau e em Angola

Na Guiné-Bissau, é necessário um supervisor(a) pedagógico(a) com formação na área do ensino básico e/ou licenciatura em Estudos Portugueses (critério exclusivo). É responsável pela qualidade do processo formativo ministrado pela equipa de formadores que lhe reportam directamente, controlando todos os aspectos pedagógicos e administrativos subjacentes a esta gestão.


O projecto tem a duração de um ano, com possibilidade de renovação em função de avaliação de desempenho, com um período probatório de 3 meses. Conhecimentos em Office e experiência de trabalho em países em vias de desenvolvimento são factores preferenciais.


A outra vaga diz respeito a um coordenador(a) de formação de projecto baseado em Angola, trabalhando e, Portugal e em Angola. É responsável pela definição de todo o processo formativo, construção dos materiais pedagógicos, bem como pela avaliação da equipa dos formadores em conjunto com a Coordenadora Local em Angola da Cáritas de Angola. A duração do projecto é de dois anos.


As respostas, com curriculum vitae devem ser enviadas até 28 de Janeiro,  indicando a posição para que se candidata no assunto do e-mail. O CV deverá ser acompanhado de uma carta de motivação e da indicação de duas pessoas de referência e o seu contacto. Em caso de dúvida contactar Carmen Raposo em 21 886 17 10.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Número de vítimas mortais na época festiva aumentou este ano

Bissau – Sete vítimas mortais, 22 acidentes de viação e 74 casos de agressão física, é o balanço da Polícia guineense da quadra festiva do Natal e passagem de ano na Guiné-Bissau.

Os dados foram avançados esta segunda-feira, em Bissau pelo Comissário-geral Adjunto da Polícia de Ordem Pública e porta-voz do Ministério do Interior, Armando Nhaga, igualmente coordenador do Estado-Maior para o Asseguramento (onde se integram os elementos das Forças Armadas, Guarda Fronteira, Guarda Fiscais e os efectivos da Polícia de Intervenção Rápida).


Entre outras razões apontadas pelas autoridades como fortes motivos para os incidentes, estão o uso abusivo de álcool e o excesso de velocidade. Na operação montada pelas autoridades, algumas pessoas foram detidas (embora os números não tenham sido avançados) e permaneceram na Segunda Esquadra de Bissau, até dia 5 de Janeiro.


Em relação ao ano anterior, Armando Nhaga reconheceu que o ano que agora terminou foi mais violento que o anterior no que diz respeito ao número de acidentes e de mortos. Os dados referem o Sector Autónomo de Bissau, a região de Gabú, no leste do país, assim como a região de Biombo, no norte, como as zonas em que mais se registaram casos de agressões durante a quadra festiva.


Sumba Nansil

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CPLP saúda libertação de militares detidos

Bissau,(Lusa) -- O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, saudou hoje a libertação dos militares guineenses que estavam detidos e congratulou-se com "os últimos discursos das autoridades" da Guiné-Bissau.

Em declarações à Agência Lusa em Bissau, o guineense Domingos Simões Pereira, que esteve de férias no país, defendeu que a libertação do ex-chefe das Forças Armadas Zamora Induta e de outros militares "constitui um grande passo na normalização" da Guiné-Bissau.

Simões Pereira lembrou que o gesto das autoridades de Bissau acaba por ser a aceitação dos apelos que a comunidade internacional sempre fez no sentido de todas as pessoas detidas em conexão com assassínios de figuras políticas fossem libertadas e traduzidas em justiça.

Greve dos magistrados paralisa a justiça na Guiné-Bissau

Balança da Justiça

Magistrados guineenses em greve até amanhã, dia 7 de Janeiro, reclamam melhores condições de trabalho e salariais.

Os magistrados da Guiné-Bissau iniciaram ontem (4/01/2011) um novo movimento de 3 dias de greve e denunciam a apatia do poder político na resolução dos problemas da justiça, que apenas constituem prioridade nos discursos políticos.

Este movimento de greve será reconduzido nos próximos dias 11, 12 e 13 de Janeiro, se as autoridades não atenderem as reivindicações salariais e de melhoria das condições de trabalho dos operadores judiciais guineenses, que aderiram a 100% à greve, o que paralisa a justiça guineense.

A paralisação foi convocada pela Associação Sindical dos Magistrados Guineeenses, pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e pelo Sindicato Nacional dos Oficiais da Justiça.

05/01/2011

Ladislau Imbassa, presidente ASMAGUI

(00:27)
 
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Mussá Baldé, correspondente da RFI em Bissau ouviu Ladislau Imbassa, presidente da Associação Sindical dos Magistrados Guineenses – ASMAGUI.

"É preciso recuperar a autoridade do Estado na Guiné-Bissau"

"É preciso recuperar a autoridade do Estado na Guiné-Bissau"

Participou ontem em Lisboa na 76.ª reunião extraordinária do Comité de Concertação Permanente da CPLP dedicada à situação na Gui-né-Bissau, enquanto representante do país na presidência da organização. A libertação de figuras militares é sinal de estar em curso a estabilização interna?

São sinais positivos que nos fazem acreditar estarmos perto do início do processo de estabilização, reconstrução e paz na Guiné--Bissau. Um aspecto fundamental dessa estabilidade depende do ambiente de segurança no país, e este está ligado ao problema estrutural das forças de segurança. Há uma sucessão quase interminável de causas e efeitos que é importante ser entendido pela comunidade internacional.

Que deve ser feito para superar esse ciclo?

A Guiné-Bissau precisa mais de acções do que palavras. Nesse sentido, Angola negociou com Bissau um programa multifacetado de cooperação, que abrange a assistência técnico-militar e a reforma das forças de segurança. É preciso compreender que a representação da autoridade do Estado tem de ser feita com instrumentos que lhe permitam recuperar esse papel na Guiné- -Bissau.

Mas esse é só um aspecto da crise...

Sim. A actividade económica está paralisada. Isto implica elevados níveis de pobreza, o aumento da delinquência e fenómenos como o narcotráfico. Este não poderá ser combatido se não for combatida a pobreza. Por isso, Angola avança com este acordo geral de cooperação que abrange também o apoio à recuperação das actividades económicas e à balança de pagamentos. Os benefícios serão para a Guiné-Bissau e para a CPLP, além de constituírem um sinal para a comunidade internacional de que o país pode ter um rumo diferente.

O narcotráfico é hoje uma ameaça à própria existência do Estado guineense. Que pode ser feito para vencer esta ameaça?

O problema é grave, mas não é do outro mundo. A Guiné-Bissau não produz e não tem capacidade financeira para consumir estupefacientes. É um ponto de trânsito. Se considerarmos que a América Latina é a fonte produtora e a Europa o grande consumidor, é preciso vontade política para reconhecer esta realidade e actuar de acordo com isso.

Faria sentido uma presença internacional para actuar de imediato contra o narcotráfico na actual conjuntura?

O Governo de Bissau não se opõe a nenhuma presença internacional, desde que não represente a usurpação do seu próprio poder. Mas aliado a uma presença internacional, deve efectuar-se a reforma e capacitação das forças de segurança, e atacar as razões da presença do narcotráfico.

Após quase duas décadas de conflito, os actores políticos e sociais guineenses acreditarão ainda na pacificação do país?

Já vimos outros conflitos, como o angolano, em que antigos inimigos convivem e trabalham lado a lado. O caso guineense pode resolver-se mais facilmente do que em Angola. O que é importante é que o guineense não perca a esperança. É essa ausência que leva a actos desesperados.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Juízes em greve criticam «apatia do poder político»

Os operadores judiciais da Guiné-Bissau, que hoje iniciaram a primeira fase de uma greve geral de seis dias, criticaram a «apatia do poder politico» na resolução dos problemas da justiça afirmando que só fala destas questões nos discursos.

Segundo Ladislau Imbassa, presidente da Associação Sindical dos Magistrados Judiciais (Asmagui), a greve decorre entre hoje e quinta-feira e na segunda fase entre os dias 11 a 13 deste mês.

O responsável dos magistrados judiciais guineenses defendeu que a classe é obrigada a ir novamente para a greve, porque «o governo não tem sido sensível» às reivindicações dos operadores da justiça do país, nomeadamente a melhoria dos salários e das condições laborais.

Diário Digital / Lusa

2011: Guiné-Bissau e o Renascimento do País, Os guineenses querem estabilidade política e governativa e reconciliação nacional

Na Guiné-Bissau para alguns 2011 deve ser o ano do renascimento do país, depois de nos últimos meses do ano passado ter sido perdoada a dívida externa. Os guineenses alimentam esperanças de que 2011 será um ano em que o país poderá alcançar alguma estabilidade política e governativa, e que haja de facto reconciliação nacional. O nosso correspondente Lassana Cassama conversou com analistas e o cidadão comum para saber dos desafios, dos sonhos e das esperanças

Magistrados da Guiné-Bissau iniciam hoje greve de 6 dias

Os magistrados da Guiné-Bissau vão voltar a paralisar o sector da justiça no país, com uma greve de seis dias, refere uma nota divulgada à imprensa.

Segundo a nota, a greve decorre entre terça e quinta-feira, e entre os próximos dias 11, 12 e 13 de Janeiro.

A paralisação foi convocada pela Associação Sindical dos Magistrados Guineenses, Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e Sindicato Nacional dos Oficiais da Justiça.

No documento, os três representantes sindicais dos magistrados guineenses remetem para uma conferência de imprensa na terça-feira esclarecimentos sobre as razões da greve.

No início de Dezembro, os sindicatos que representam os magistrados da Guiné-Bissau convocaram uma greve de três dias, para reivindicar melhores condições de trabalho e salariais.

Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Classe política moçambicana aplaude empenho de Angola na crise da Guiné-Bissau

Luanda - O embaixador de Angola em Moçambique, João Garcia Bires, afirmou que a classe política moçambicana e o corpo diplomático naquele país vê com agrado o empenho de Angola para a resolução da situação na Guiné-Bissau.

Em declarações à Angop, a propósito, o embaixador adiantou que dos contactos que tem mantido com os dirigentes dos partidos políticos, como também a nível do governo, a opinião é de agrado.

Para o embaixador, este posicionamento tem a ver com o dinamismo de Angola ao se empenhar em ajudar, isto é, fá-lo com todo o cuidado e respeito.

"Esta vontade de Angola tem sido apreciada dentro da comunidade moçambicana e por outros embaixadores com quem troco informações sobre a situação de África em geral - adiantou o diplomata.

Explicou que a actuação de Angola na Guiné-Bissau decorre do facto de estar a presidir a CPLP que se propõe como uma das metas a atingir, pacificar aquele país em "conjunto com os nossos irmãos guineenses".

Elogiou as qualidades do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, como presidente da CPLP, para a resolução do problema da Guiné-Bissau.

O Presidente José Eduardo Santos não poupa esforço para que, a nível dos PALOP, PLP e outros organismos próximos da Guiné-Bissau se encontre uma solução para se resolver o problema.

Em sua opinião, o empenho de Angola resulta também da proximidade histórica entre os dois países, pois o dirigente máximo da Guiné-Bissau, na altura, o engenheiro Amílcar Cabral foi um dos antigos militantes em Angola nos anos 50, o que "animou o nacionalismo no nosso país, e um dos expoentes na configuração daquilo que mais tarde se viria a chamar MPLA".

Esta ligação que vem dos anos 50, ou mesmo antes, faz com que tenhamos uma atenção (reacção) especial com a Guiné-Bissau, mesmo com São Tomé - Justificou João Garcia Bires, para quem todos estes factores fizeram o Presidente José Eduardo dos Santos colocar à frente da missão diplomática de Angola naquele país o embaixador Brito Sozinho, um antigo combatente que conhece muito bem os combatentes daquele país.