sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

China dá mais de um milhão de dólares para equipar novo Palácio do Governo

Bissau, 21 Jan (Lusa) - A China doou hoje ao governo da Guiné-Bissau mais de um milhão de dólares para equipar o Palácio do Governo, que está a ser construído pela cooperação chinesa em Bissau.

As novas instalações que vão albergar vários ministérios e o gabinete de trabalho do primeiro-ministro deverá ser inaugurado em meados deste ano, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Adelino Mano Queta.

“Esta ajuda suplementar vem no momento oportuno, porque dentro de pouco tempo o palácio do governo estará pronto e sem esse apoio seria muito difícil mudar para aquele edifício”, disse Adelino Mano Queta.

Todo o material do escritório e mobiliário do imóvel vão ser adquiridos com a verba de sete milhões de yuans, o que, segundo o embaixador Yan Bangua, corresponde a mais de um milhão e cem mil dólares.

Ao justificar o donativo, o diplomata chinês afirmou que o seu país pretende ver o palácio que está a construir a funcionar logo que seja entregue às autoridades de Bissau.

“Queremos ver o palácio em pleno funcionamento o mais rápido possível. Esperamos que (o palácio) contribua para elevar a eficiência e o trabalho do governo e melhore as condições dos cidadãos”, sublinhou Yan Bangua.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, a ajuda da China “é mais uma demonstração da solidariedade da China para com a Guiné-Bissau”.

Adelino Mano Queta disse igualmente que espera rubricar mais acordos de cooperação entre Bissau e Pequim “antes do final do ano”.

MB.

Lusa/Fim

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cabo Verde, Legado de Amílcar Cabral continua válido, diz PR Pedro Pires

Cidade da Praia - O Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, afirmou hoje, quarta-feira, que continua válido" o legado do "pai" das independências da Guiné e Cabo Verde, sobretudo no que diz respeito à "atitude" perante a vida, "lealdade e fidelidade" à
causa independentista.

Pedro Pires falava aos jornalistas após a deposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, que perpetua a imagem, vida e obra do dirigente africano, assassinado em Conacri há precisamente 37 anos, num dia em que tanto Cabo Verde como a Guiné-Bissau celebram como feriado em homenagem aos Heróis Nacionais.

"O importante foi essa atitude, de nunca perder, de procurar ganhar e de acreditar", disse o actual chefe de Estado cabo-verdiano, que conviveu, entre 1956, data da fundação do Partido Africano da Independência (PAI) - movimento que, em 1959, acrescentou o nome
dos dois países, tornando-se PAIGC -, até à data da morte de Amílcar Cabral, a 20 de Janeiro de 1973.

Para o chefe de Estado, o legado de Amílcar Cabral não é material e escrito, mas também a atitude que tinha de ver a vida e de encarar os desafios, bem como a sua lealdade e fidelidade ao seu país.

Por outro lado, considerou que, este ano, a data está a ser comemorada com bastante adesão da população, com actividades "interessantes, que nos falam da História", mas "também nos preparam para enfrentar com determinação o futuro e os desafios, particularmente aqueles com os quais nos confrontamos neste momento".

"Na verdade, a História serve para nos inspirar e nos impulsionar e nos fazer acreditar mais nessas possibilidades. Então, o 20 de Janeiro tem esse condão. É uma espécie do renascimento para vencer", realçou.

Confrontado com as críticas de que quer Cabral quer outros heróis nacionais só serem lembrados no "20 de Janeiro", críticas agravadas pelo facto de muitos cabo-verdianos desconhecerem a História de Cabo Verde, Pedro Pires respondeu tratar-se de uma
"responsabilidade de todos".

Pedro Pires foi mais longe, acrescentando que o que tem sido feito em prol de Amílcar Cabral e dos heróis nacionais "só acontece porque ainda há gente viva que representa esses valores".

Por outro lado admitiu que o desconhecimento dos cabo-verdianos passa pelo facto de a História, neste domínio, "é ainda muito recente", o que, na sua opinião, "dificulta algum juízo de valor".

Inauguração de museu assinala dia dos Heróis Nacionais

Bissau - A inauguração de um museu sobre a luta pela independência da Guiné-Bissau é o momento alto das comemorações do dia dos Heróis Nacionais, a celebrar hoje em Guiledje, no sul do país, noticia a LUSA.

Na inauguração do Museu Histórico construído naquela localidade próxima da Guiné-Conakry vão participar o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, bem como outras autoridades do país e corpo
diplomático.

Uma nota distribuída à imprensa pela organização dinamizadora da ideia da transformação do antigo quartel da tropa colonial em museu de Guiledje, refere que o espaço pretende "perpetuar a história da luta pela independência da Guiné-Bissau (...) assim como a presença dos militares portugueses que construíram o quartel e nele viveram cerca de 10 anos".


O museu permitirá aos visitantes o acesso a documentos fotográficos, mapas, textos escritos, vídeos e cartas pessoais dos protagonistas guineenses, cabo-verdianos, cubanos e portugueses, onde testemunham a sua vida durante a guerra colonial.

As armas, a logística e os aspectos ligados à religião católica e muçulmana dos protagonistas da guerra colonial à volta de Guiledje serão ainda outros dos acervos que poderão ser consultados no museu.

O espaço também será orientado para servir de pólo de desenvolvimento social de Guiledje e arredores, dando maior ênfase aos aspectos ligados a conservação do meio ambiente.

O museu servirá igualmente como centro de aprendizagem de ofícios da juventude da região e ainda pólo de turismo histórico a partir do qual os ex-militares que combateram na zona poderão aceder aos antigos quartéis de Cacine, Dadamael, Iemberem, Cadique, Cabedu e Bedanda.

O quartel de Guiledje foi construído pela tropa colonial portuguesa em 1964, na actual região de Tombali, a uma dezena de quilómetros da fronteira entre a Guiné-Bissau e a Guiné-Conakry.

Devido à sua importância e posição estratégica, a queda a favor dos independentistas do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) alterou o curso da guerra colonial a favor do movimento de libertação da Guiné-Bissau.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Portugal participa nas primeiras autárquicas

As autoridades Portuguesas estão a ajudar a Guiné-Bissau na organização das primeiras eleições autárquicas do país, ainda sem data marcada, disse hoje à Agência Lusa o secretário-executivo da Comissão Nacional de Eleições guineense, António Sedja Mam.

«A ajuda de Portugal já é tradicional, é o nosso primeiro parceiro. Portugal tem respondido sempre com prontidão às solicitações que nós fazemos», afirmou.

Segundo António Sedja Mam, Portugal enviou duas técnicas para trabalhar em conjunto com a comissão preparatória.

«Estamos a trabalhar no aspecto da reforma legal, que é preciso adaptar”, explicou. "Neste momento, já fizemos a revisão da lei base das autarquias e estamos a trabalhar na lei eleitoral», acrescentou.

Questionado sobre se já há data marcada para a realização das primeira autárquicas do país, o secretário-executivo da CNE explicou que «tudo vai depender dos outros interveniente do processo».

As primeiras eleições autárquicas da Guiné-Bissau vão eleger presidentes de Câmara nas oito capitais de região e no sector autónomo de Bissau.

António Sedja Mam explicou que a eleição se pode estender a mais municípios, dando o exemplo de São Domingos, norte do país que «reúne todas as condições para que se realizem eleições autárquicas».

As técnicas portuguesas foram enviadas pela Direcção-Geral da Administração Interna e vão permanecer no país até ao próximo dia 25.

Diário Digital / Lusa

Africano é operado para retirada de cápsula de cocaína do organismo

Ele foi preso com a mercadoria no estômago em dezembro.
Rapaz levaria droga para Guiné-Bissau.


Ampliar FotoFoto: Divulgação/PF-RN

Africano é operado para retirada de cápsula de cocaína do organismo (Foto: Divulgação/PF-RN)

Um africano de 30 anos foi operado na segunda-feira (11), em Natal, para a retirada de uma cápsula de cocaína do organismo.

Ele havia sido preso em 16 de dezembro no Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim (RN), com a droga no estômago. No total, ele carregava 46 cápsulas de cocaína no corpo e já tinha expelido quase todo o material. Faltava apenas uma cápsula.


Segundo a Polícia Federal, o estrangeiro disse que veio ao Brasil depois de ser contratado por um desconhecido. O rapaz afirmou que engoliu as cápsulas em um hotel de Natal e pretendia levá-las até Guiné-Bissau, onde receberia o dinheiro.

Ao passar pela imigração, no aeroporto, ele teria confessado que ingeriu a droga. Quando receber alta do hospital, ele será encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal.

Na sua fundação Dr. Mário Soares homenageia Amílcar Cabral

Mário Soares

O ex-presidente da República, Dr.Mário Soares recebe esta quarta-feira à tarde, na sua Fundação, às 18h30, o presidente da Associação Guineense para a Paz e Democracia, Jorge Vilela de Carvalho, por ocasião do aniversário da morte de Amílcar Cabral, fundador do PAIGC e das Repúblicas da Guiné-Bissau e Cabo Verde, que foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973, em Conacri.

O discurso sobre o tema será proferido por Domingos Simões Pereira, Secretário-Geral da CPLP.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Missão para a Consolidação da Paz da ONU inicia contactos com autoridades locais

Bissau - Uma delegação da Comissão para a Consolidação da Paz da ONU para a Guiné-Bissau iniciou hoje (segunda-feira) contactos com as autoridades locais para discutir as prioridades daquele processo para 2010.


Segundo uma nota enviada à imprensa, a delegação teve hoje um encontro com o representante do secretário-geral da ONU em Bissau, Joseph Mutaboba, e uma reunião conjunta com o ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas guineenses.


A missão, que fica em Bissau até quinta-feira, reúne-se terça-feira com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, estando prevista uma conferência de imprensa após aquele encontro.


A visita a Bissau tem como objectivo discutir com as autoridades nacionais e os principais actores envolvidos no processo de consolidação da paz no país as prioridades das actividades para 2010.


A Comissão para a Consolidação da Paz (CPP) é um órgão inter-governamental do conselho da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU, criado em Dezembro de 2005, cujo objectivo é apoiar os esforços de consolidação da paz nos países em situação de pós-conflito.


A Guiné-Bissau entrou no CPP em Dezembro de 2007 e no âmbito do processo beneficiou em 2008 de um montante de seis milhões de dólares para projectos de reabilitação de casernas militares, emprego e formação profissional, reabilitação de prisões e apoio ao ciclo eleitoral.


Devido ao sismo no Haiti, a missão está a ser chefiada pela embaixadora brasileira Regina Dunlop em substituição de Luiza Viotti, responsável por aquele processo.

Dar as mãos por escolas da Guiné

Cinco municípios portugueses juntam-se para ajudar quatro regiões guineenses a "crescer" na educação. Formação intensiva de professores faz parte do projecto que já arrancou.
Djunta mon significa, em guineense, juntar as mãos. Mas é mais do que isso. É um conceito de entreajuda usada pela sociedade guineense, com a intervenção comunitária na sua origem. A expressão é utilizada no nome de um projecto de cooperação na área educativa que está a ser desenvolvido na Guiné-Bissau, desde Setembro do ano passado, pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC). Djunta Mon - Ensino de Qualidade em Português reúne cinco municípios - Santa Maria da Feira, Santa Maria de Vagos, Santarém, Portimão e Faro - que partilham os mesmos objectivos. Contribuir para a afirmação da língua portuguesa no interior do país africano é o principal propósito.
A formação intensiva de professores do Ensino Básico nas áreas do Português, Matemática e ciências integradas é uma das componentes do projecto educativo. Os directores e responsáveis por escolas de autogestão e privadas estão também preparados para aprender questões sobre gestão e administração. O processo inclui ainda o apetrechamento dos espaços escolares com baús e armários pedagógicos, mesas e bancos.

Djunta Mon destina-se a docentes, directores e subdirectores do Ensino Básico elementar, dirigentes comunitários e escolares, futuros formadores de escolas com raízes comunitárias, inspectores estatais, técnicos de rádio e associações de jovens. Melhorar a qualidade do ensino e aumentar a frequência da língua portuguesa no dia-a-dia da Guiné, não esquecendo que a escola e a rádio são os veículos de difusão do Português, são duas estratégias do processo que abrange as regiões de Bafatá, Cacheu, Tombali e Quínara.

O projecto surge na sequência de um outro programa piloto, o Mais Escola, também da FEC, que durou dois anos e terminou em Agosto de 2009. "O Djunta Mon é uma espécie de prolongamento e, neste momento, temos uma equipa de dez pessoas que executa o projecto", adianta João Amado, da FEC. "Damos formação aos professores, não aos alunos, porque o objectivo é melhorar o ensino na Guiné-Bissau e não fazer o ensino", acrescenta. O projecto envolve 164 estabelecimentos de ensino, 255 professores e 168 directores e responsáveis por escolas na Guiné, ao longo dos próximos três anos lectivos.

"O objectivo é chegar, poder capacitar e depois confirmar a sustentabilidade para, eventualmente, partir para réplicas", reforça João Amado. A FEC tem um orçamento específico para a compra do material escolar que chegará às escolas da Guiné. Mesmo assim, a realização de uma minicampanha de angariação de objectos é uma possibilidade que está a ser analisada.

O projecto representa um investimento de mais de um milhão de euros. Os cinco municípios envolvidos, que têm laços de geminação com cidades do Sul e do Leste da Guiné-Bissau, comparticipam com um total de 60 mil euros, 5% do valor global, durante três anos. Além das autarquias, o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, as dioceses de Bissau e Bafatá, o Ministério da Educação da Guiné-Bissau e a Caritas de Bissau, entre outras entidades, são parceiros e financiam o Djunta Mon. A Fundação Evangelização e Culturas coordena os passos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Governo paga dívida aos bancos comerciais

O Governo da Guiné-Bissau anuncia que pagou a totalidade da sua dívida aos bancos comerciais do país no valor de 25 milhões de euros e prepara-se para iniciar o pagamento de parte da dívida aos empresários locais.
Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Varela Casimiro, o Governo liquidou recentemente a totalidade de dívida à banca comercial do país, pagando cerca de 14 mil milhões de francos CFA (cerca de 25 milhões de euros).
Com o pagamento à banca comercial Carlos Casimiro entende que os bancos passam a ter mais liquidez e a partir daí mais facilidade para financiar as operações do sector privado, nomeadamente na campanha da comercialização da castanha de caju.
A castanha do caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. A comercialização do fruto, principal actividade económica do país, tem sido dificultada nos últimos anos porque os bancos alegam falta de liquidez para conceder empréstimos aos empresários do ramo. Por outro lado, o Governo vai iniciar, nos próximos dias, o pagamento de parte da dívida aos empresários, anunciou o secretário de Estado do Tesouro, informando que já estão disponíveis 3,5 mil milhões de francos CFA.
Da totalidade da chamada dívida interna auditada, faltam pagar 17 mil milhões de francos CFA, esclareceu o secretário de Estado do Tesouro.

sábado, 16 de janeiro de 2010

PM realiza "importante" visita oficial a Portugal, em Março - embaixador português

Bissau, 16 Jan (Lusa) -- O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, deverá realizar uma "importante" visita oficial a Lisboa em Março, disse hoje à agência Lusa o embaixador de Portugal em Bissau, António Ricoca Freire.

"Está projectada uma importante visita oficial do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior a Lisboa. Houve já troca de cartas e isso vai ser sem dúvida um momento importante", afirmou o embaixador português no final de um encontro com o chefe do executivo guineense.

Segundo o embaixador de Portugal em Bissau, a visita "deverá ter uma grande componente económica e empresarial".

Mulher de Bubo Na Tchuto detida em Bissau

Bissau, 15 Jan (Lusa) - A mulher do ex-chefe da Armada da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, refugiado nas instalações da ONU em Bissau, foi detida há mais de duas semanas, disseram hoje fontes familiares.

Responsáveis do Movimento Nacional da Sociedade Civil disseram entretanto aos jornalistas que a mulher foi detida na qualidade de militar (alferes), por "assuntos ligados à segurança" e por "ter desertado".

As mesmas fontes garantiram, por seu lado, que a senhora se encontra bem e numa unidade militar em Bissau.

Chefe da Junta Militar da Guiné-Conakry está no Burkina Faso

Capitão Moussa Dadis Camara

O chefe da Junta Militar da Guiné-Conakry o capitão Moussa Dadis Camara, está desde terça-feira no Burkina Faso, após ter estado hospitalizado pouco mais de um mês em Rabat, Marrocos, por ter sido baleado na cabeça, informou, ontem, a France Press que cita um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros burkinabe.
“O capitão Mossa Dadis Camara, chegou terça-feira à noite a Ouagadougou proveniente do Marrocos, onde esteve a receber tratamento devido aos ferimentos graves que teve na cabeça”, diz a nota do Negócios Estrangeiros berkinabe.
O documento diz ainda que o líder da Junta guineense “vai estar em convalescença” em Ougadougou, “por o seu estado de saúde estar a evoluir positivamente”.
Dadis Camara foi baleado na cabeça por um dos seus oficiais de campo, que está em parte incerta. Diakité disse recentemente por telefone à Rádio França Internacional que queria assassinar o chefe da Junta por este o responsabilizar pelo massacre no passado mês de Setembro em Conakry, onde cerca de 150 pessoas morreram barbaramente assassinadas.
“ Foi o capitão Camara e mais alguns dirigentes da Junta que ordenaram o massacre em Conakry”, disse Diakité durante a entrevista.