quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Despacho conjunto dos ministros da Energia e Finanças baixa o custo de combustíveis

Bissau – Os ministros da Energia e Finanças da Guiné-Bissau baixaram significativamente, em despacho conjunto difundido hoje, o preço de gasóleo e da gasolina.Falta-gasóleo-nas-bombas-da-Guiné-Bissau
O gasóleo, que custava até a data 705 francos CFA o litro, passa a custar 653 francos CFA o litro. A gasolina, cujo preço até aqui era 695 francos CFA, custa agora 648 francos.

O ano em revista. : 2014 o ano do regresso da Guiné-Bissau à normalidade

Candidatos presidenciais na Guiné-Bissau e Presidente de TransiçãoCandidatos presidenciais na Guiné-Bissau e Presidente de Transição


O ano que termina hoje, 31, marca o regresso da Guiné-Bissau à normalidade constitucional depois de dois anos de transição, na sequência do golpe militar de Abril de 2012.

Em Abril e Maio, os guineenses escolheram o seu Governo, liderado por Domingos Simões Pereira, e o seu Presidente José Mário Vaz, respectivamente, ambos do PAIGC.

A estabilização do país que deixou de estar sob sanções e o isolamento internacional marca este ano em que o tráfico de droga continua a incluir o país no seu percurso.

2014: o ano do regresso da Guiné-Bissau à normalidade - 7:08

Fonte : VOA

CONSELHO AO AMIGO DE ONTEM : Por Dr. Adelino da Silva Monteiro

Um conselho ao General António Indjai antigo Chefe Estado Maior das Forças Armada da Guiné-Bissau.

Senhor António Indjai, sendo uma pessoa que ocupou um cargo de bastante relevo que mereceu o respeito dos cidadãos, espera-se de si integridade para cumprir a sua palavra em nome da amizade que o ligava ao falecido General Tagme Nawalna, que depositou em si a sua confiança confiando-lhe os seus bens para que fossem entregues à sua família no caso de ele desaparecer de forma drástica e inesperada, o que infelizmente aconteceu.

Como amigo e depositário do falecido General Tagme pede-se o favor para que o Senhor entregue a mala e os bens imobiliários que lhe foram confiados pelo seu falecido amigo Tagme que são legitimamente propriedade da sua família e que até então não se verificou. Estando o senhor ao corrente da situação dramática em que se encontra esta família.

Por favor Senhor António Indjai não ignore o grave problema, que a viúva do seu melhor amigo de ontem está a atravessar, todos nós sabemos e o Senhor sabe melhor do que ninguém que a viúva  de Tagme esta doente há mais de três anos e que se encontra no hospital gravemente debilitada e chegou a ser anunciado pelo médico que ia ser amputada dos dois pés, mas felizmente que um dos médicos encontrou uma solução que fez com que isso pode ser evitado.

Essa viúva do seu amigo de ontem, não tem ninguém que lhe assiste no hospital onde está internada, como você conhece  e bem em que condições se encontra quem esta internado, sabe que todas as faturas e as necessidades serão pagas pela própria pessoa e  essa senhora nem tem quem lhe faz o comer por falta de meios. As casas que o marido lhe deixou estão arrendadas sem  saber quem as arrendou e nem sabe quem recebe essas rendas, uma dessas casas foi arrendada pela campanha presidencial do Sr. Nuno e não se sabe quem usufruiu desse dinheiro e atualmente a mesma casa foi arrendada por umas pessoas de raça indiana e também não se sabe  quem lhes arrendou a casa.

É indigno, essa viúva precisa dos seus bens para sobreviver, é melhor que se entregue tudo que lhe pertence para que  não seja necessário recorrer-se aos tribunais, inclusivamente até o Tribunal de Haia, o que seria de lastimar, não só  em nome da amizade mas principalmente para que fique intacta a sua Honra.

Não se deve fazer aos outros aquilo que não queremos que nos façam a nós.

Doutor Adelino da Silva Monteiro


Nota do Editor do Novas da Guiné-Bissau

Foi-nos pedida a publicação desta missiva enviada pelo Senhor Dr. Adelino da Silva Monteiro, dirigida ao Ex. Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, depois de refletir-mos sobre o seu conteúdo, resolvemos publica-lá, apenas porque nos parece de interesse geral, e também porque se o visado pretender, lhe daremos o direito de resposta neste mesmo espaço.

O Editor do Blogue NOVAS DA GUINÈ-BISSAU

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Governo anuncia implementação de programas de desenvolvimento

Bissau – O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau elegeu o ano 2015 como o ano do início da implementação do programa de desenvolvimento para a Guiné-Bissau.



Em conversa com os jornalistas, momentos antes da última reunião do Conselho de Ministros referente ao ano 2014, Domingos Simões Pereira destacou os eixos definidos para apresentação dos resultados da governação que para além do empenho do seu Governo, incluem também melhorias das infra-estruturas, industrialização do país e desenvolvimento urbano da Guiné-Bissau.

Como exemplo, o Chefe do executivo anunciou que a cidade de Bafatá leste, as cidades de Bolama no Sul do país e a cidade de Cachéu no norte serão objecto de investimentos importantes para a transformação do meio urbano que prevê saneamento básico, promoção imobiliária, transportes e equipamentos colectivos, escolas e hospitais. “2015 pode e deve ser decisivo para concretização do programa do Governo e do desenvolvimento. Será fundamental dar sinais concretos de resultados que vão reestruturar a economia nacional”, disse Simões Pereira.

O primeiro-ministro disse também que tendo em conta a importância destes desafios será necessário um amplo consenso nacional para que o país possa mobilizar investimentos estrangeiros de vulto, por esse motivo a fiscalidade interna vai merecer uma atenção especial o que vai igualmente dispensar um acompanhamento de capacidade de compra da população através de controlo dos preços dos produtos da primeira necessidade.

“A Guiné-Bissau este ano vai precisar de particular atenção e de um empenhamento determinado de todos os seus filhos, mais trabalhos, mais empenho, mais produtividade, mais disciplina, mais rigor, mais controlo e mais Guiné-Bissau”, frisou chefe do Governo guineense.

Simões Pereira lançou também um apelo a todos os órgãos de soberania para melhorarem a coordenação dos esforços de forma a atingir os objectivos de combate a pobreza e promover o desenvolvimento.

O primeiro-ministro anunciou ainda operacionalizar o programa de governação e a Carta Política Sectorial, convocar e realizar as reuniões de Conselhos de Ministros sectoriais, elaborar e aprovar os programas de desenvolvimento regional, criar plataforma de comunicação do Governo e a divulgação de todos os elementos de interesses público, assim como operacionalizar o domínio superior da Guiné-Bissau na internet (gw), como forma de identificação de todas comunicações oficiais do estado.

Simões Pereira reconheceu algumas dificuldades sentidas em 2014, assim como o processo das eleições Gerais que tive lugar no país assim como o Congresso de Cachéu que ditou a sua eleição ao cargo do presidente do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGG).

Obama repõe Guiné-Bissau no programa de livre comércio dos EUA com África

Sinal de normalização das relações da Guiné-Bissau com a comunidade internacional, dois anos depois de o país ter sido afastado de relações económicas e diplomáticas
Presidente Barack Obama e a Primeira-dama Michelle Obama com José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau, e a Primeira-dama Rosa Teixeira Goudiaby Vaz, na Sala Azul por ocasião do jantar na Casa Branca, pela Cimeira Estados Unidos/ Líderes AfrPresidente Barack Obama e a Primeira-dama Michelle Obama com José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau, e a Primeira-dama Rosa Teixeira Goudiaby Vaz, na Sala Azul por ocasião do jantar na Casa Branca, pela Cimeira Estados Unidos/ Líderes Africanos
O Presidente americano, Barack Obama, decidiu recolocar a Guiné-Bissau no programa de livre comércio dos Estados Unidos da América com África.

A partir de 1 de Janeiro, a Guiné-Bissau está de volta ao programa AGOA - African Growth Opportunity Act -, que permite que produtos de alguns países africanos, que cumprem normas boa governação, tenham acesso livre de tarifas ao mercado dos Estados Unidos.

Em Janeiro deste ano a Guiné-Bissau tinha sido excluída do grupo de 47 países convidados a participar na Cimeira Estados Unidos - África, devido à "preocupação com a subversão da ordem democrática" no país.

Esta readmissão no AGOA representa para a Guiné-Bissau um importante passo, surgindo numa altura em que o país se prepara para um ano decisivo de colheita de caju, o principal produto de exportação e fonte de divisa país.

Por outro lado, a entrada no AGOA é também um sinal de normalização a nível diplomático.

Agricultura e pescas são prioridades na Guiné-Bissau diz Presidente José Mário Vaz

José Mário Vaz, Presidente da Guiné-BissauNo seu discurso de fim do ano, o No seu discurso de fim do ano, o Presidente José Mário Vaz criticou a forma como têm sido geridas as receitas da exploração dos recursos naturais, que não se refletem no Orçamento Geral do Estado.criticou a forma como têm sido geridas as receitas da exploração dos recursos naturais, que não se refletem no Orçamento Geral do Estado.

O Presidente José Mário Vaz citou o caso da areias pesadas de Varela (norte da Guiné-Bissau) exploradas por uma empresa russa, cuja gestão não tem sido transparente "ninguém sabe quantas toneladas foram extraídas, quanto foi pago de taxa e quanto foi exportado...apesar de na prática assistirmos ao movimento de camiões, não sabemos onde estão as taxas, uma vez que não estão reflectidas no Orçamento Geral do Estado".

José Mário Vaz voltou a insistir no facto de a Guiné-Bissau não estar ainda preparada, para iniciar a exploração dos seus recursos minerais, por falta de quadros e de legislação adequada e defendeu que a prioridade deve ser o desenvolvimento dos sectores das pescas e da agricultura.

Presidente da ANP destaca importância da comunicação social

Bissau – O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, destacou esta segunda-feira, 29 de Dezembro, a importância da imprensa como um serviço de interesse público.

Em declarações, durante um encontro que manteve com os representantes de órgãos de comunicação social, Cipriano Cassamá sublinhou ainda a importância de todos os trabalhadores da imprensa na difusão de informação e conhecimento contribuindo para o aprofundamento da democracia e progresso social, formação de uma opinião pública informada e esclarecida, promoção de diálogo entre o poder público e a população.

O responsável da ANP disse também que não há democracia sem liberdade de expressão. “Não há democracia sem verdadeira liberdade de expressão em todas as suas manifestações e é esta liberdade de expressão que é potenciada pelos órgãos de comunicação social, pelo profissionalismo e pela vigilância dos jornalistas, pela fidelidade das linhas editoriais de cada órgão de comunicação social aqui presente”, disse Cassamá.

Em relação à independência dos órgãos de comunicação social, Cassamá disse que não se pode falar da liberdade de imprensa sem a sua independência face as instituições políticas e outros poderes da sociedade guineense.

Durante o encontro, intitulado “aproximação entre casa parlamentar e a classe jornalística”, o responsável da ANP informou que a reunião não se justificou apenas por se tratar de uma quadra festiva que marca o fim do ano, apelando a todos para que em conjunto observem o que foi o ano político que agora termina. “Este olhar não deve apenas ser de aprovação, mas deve ser também de críticas, o que pretendo que não seja feito neste encontro de convívio”, disse.

Foi o primeiro encontro desta natureza entre a imprensa com Presidente da Assembleia Nacional Popular guineense.

Destaque : Governo homenageia mais de 70 personalidades

O Governo da Guiné-Bissau distinguiu no domingo mais de 70 personalidades da música, desporto, artes, ciências, cinema, moda e comunicação social, numa iniciativa que o primeiro-ministro do país diz ser para continuar nos próximos anos.

Governo da Guiné-Bissau homenageia mais de 70 personalidades

Domingos Simões Pereira afirmou que a homenagem que fez aos guineenses dos mais diversos ramos de atividades "é o primeiro passo para a mudança em termos de valorização daqueles que se destacam" na sociedade.

O primeiro-ministro, que prometeu estudar ao nível do Governo a institucionalização da data de 28 de dezembro para homenagear "os melhores" guineenses, disse que a consagração serve também para demonstrar o outro lado do país, "que não é só de conflitos".

Entre os premiados na primeira gala nacional da 'Guineendadi' (expressão do crioulo que quer dizer originalidade, autenticidade guineense), estão o sociólogo, economista e investigador Carlos Lopes, secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, homenageado com o prémio de carreira e mérito internacional.

A mesma distinção também foi dada ao estilista Armando Cabral, à atriz Jacqueline Camará, ao médico Plácido Cardoso, ao músico Manecas Costa, ao sociólogo Carlos Cardoso, à médica Magda Cruz, quadro sénior da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao futebolista Bocundji Cá e ao economista Paulo Gomes.

A banda musical Tabanka Djaz recebeu também o prémio de carreira e mérito internacional, bem como Nolam Sampa, considerado estudante revelação no Brasil em 2014.

Os músicos Binhan e Karyna Gomes receberam o prémio de intérpretes de destaque, enquanto os artistas Justino Delgado, Dulce Neves e Sambala Kanuté, entre outros, receberam prémios de mérito, bem como o antigo árbitro Gregorio Badupa, o antigo futebolista Armando Miranda (Machissa) e a escritora e atual ministra Odete Semedo.

A rádio da Igreja Católica Sol Mansi foi considerada a emissora de destaque nacional assim como a sua jornalista, Anabela Bull.

A estilista Conceição Carvalho, o realizador Rui Gomes, o hotel Azalai bem como os lutadores Quintino Ntip, Augusto Midana e Jacira Mendonça, assim como a judoca Tacina Baldé, também foram premiados.

Desde a independência do país, em 1973, esta é a primeira vez que por iniciativa do Governo são agraciados os guineenses que se destacaram, defendeu Vicente Fernandes, secretário de Estado do Turismo, uma das entidades organizadoras do gala que decorreu num hotel de Bissau.

CARTA ABERTA À MINISTRA DA EDUCAÇÃO de Ocante Té

Para todo e qualquer cidadão Guineense que se preze é inconcebível que tenha sido em vão o sangue derramado em nome de uma mudança, tantas vidas ceifadas para que hoje a velha pratica de compadrio e oportunismo venha à tona.

Existem entidades que desempenham cargos públicos, não para servirem a Nação mas sim os seus próprios interesses.

E sabido que sem educação e ensino nunca haverá progresso, questiono-me sobre o método aplicado no Ministério da Educação, senão vejamos :

1- Foi realizada  uma Formação designadamente para professores universitários, que decorreu de 05 a 18 de Novembro de 2014,  os verdadeiros beneficiados e selecionados pela tutela foram na realidade os amigos da Senhora Ministra que por incrível que pareça nem professores universitários são, com qual objetivo terão participado, parece que fica claro e por demais evidente que teria sido o objetivo financeiro.

2- A nomeação de directores e responsáveis das instituições que este ministério tutela, fez-se evidentemente dentro do circulo intimo de amigos da Senhora Ministra e do seu marido, como bem frisou no dia da investidura e passo a citar ‘ este é o amigo do meu marido e este é o meu ou a minha amiga de longa data’ sem fazer qualquer alusão aquilo que normalmente é exigido para o desempenho de um cargo publico que são as habilitações requeridas  e a competência.

3- A Senhora Ministra tinha sido nomeada como reitora da universidade Amílcar Cabral, durante todo esse tempo a universidade não abriu as suas portas, a razão prende-se pelo facto de carência de idoneidade.

4- A vida publica necessita de competência, credibilidade e pleno sentido de responsabilidade, já chega de eu quero, posso e mando, mesmo obstruindo os interesses superiores da Nação.

5- Um organismo reputado como a  UEMOA mandou realizar um trabalho na perspectiva de melhorar o ensino superior da Guiné-Bissau, trabalho esse que foi feito com competência e rigor, mas que até agora continua na gaveta, obviamente que a evolução do ensino superior não faz parte das prioridades do ministério.

Quando se assume um posto publico, no mínimo  espera-se que seja para fazer avançar e não para entravar, como é o que se constata actualmente.

A ilustrar temos como exemplo o secretário de estado do ensino superior o Senhor Fernando Gomes Dias, desde que tomou posse os seus discursos batem sempre na mesma tecla, ao invés de envidar esforços no sentido de inovar com projetos que impulsionem o ensino superior que é o motor de desenvolvimento e que o nosso país muito carece.

6- O Diretor geral do ensino superior ao participar no debate radiofónico, defendia o encerramento das instituições privadas, dizendo que não têm condições para continuarem a funcionar, estamos perante a maior contradição porque existe uma instituição que é a faculdade de medicina gerida pelos cubanos que funciona  desde há anos sem preencher os requisitos não possuindo nem material necessário para as aulas praticas  que essas instituições privadas possuem e no entanto nunca foi alvo de ameaças de encerramento, o que prova que temos dois pesos e duas medidas, só se inquieta aqueles com quem a Senhora Ministra não tem afinidade .

No decorrer do debate e depois da afirmação do Diretor  geral do ensino  superior o Senhor Fodé Mané, os outros participantes discordando da sua visão, o que muito o exaltou, ao ouvir dizerem-lhe que não é encerrando instituições de ensino como era a sua intenção que se desenvolve o país, antes pelo contrario é deixando trabalhar aqueles que dão provas de que o fazem com a devida competência, que a qualidade do ensino superior  poderá melhorar, aliás é mesmo esse o objetivo da UEMOA.

  No encontro  de ministros do ensino superior  e  investigação em Ouagadougou no Burkina Faso em 16 de outubro de 2014, salientaram a importância das instituições privadas para a evolução do ensino superior, encorajando os Estados membros a dar o devido apoio a estas instituições que têm um rolo primordial para  melhorar e facilitar o acesso ao ensino superior  para assim se atingir os objetivos do desenvolvimento em geral e da Educação para todos em particular, colmatando os efeitos nefastos do insucesso da planificação nas instituições públicas.

Realça-se que o ritmo escolar no ano letivo de 2013-2014, foi completamente desordenado pela actual ministra que decidiu prolongar o ensino publico até Janeiro de 2015, sabendo-se que o ensino superior se iniciou em Outubro privando assim os alunos de ingressarem no ensino superior, ou então esta à espera dos planos curriculares que exigiu a todas as instituições privadas talvez para plagiar e adaptar na universidade que nunca conseguiu pôr a funcionar, mas é preciso cuidado porque poderá ser acusada com o seu staff de plágio  e terem de responder em tribunal, ao que a Senhora Ministra já vem estando habituada, porque já tem um processo no tribunal por levantamento abusivo de dinheiro no valor de trezentos milhões de FCFA  durante o governo de transição antes do golpe de doze de Abril de 2012.

Ocante Té

sábado, 27 de dezembro de 2014

Fundo Mundial doa mais de 30 milhões de euros para tratamento da malária e tuberculose

O Fundo Mundial vai apoiar a Guiné-Bissau com mais de 30 milhões de euros com vista ao tratamento da malária, tuberculose e SIDA, informou o presidente da Comissão de Coordenação Multissectorial (CCM) de combate a estas enfermidades.Fotografia de arquivo (foto D.R.)


«O Fundo Mundial (FM) requer a participação de todos os beneficiários, incluindo os doentes, a fim de preencher as lacunas existentes nas áreas de intervenção e reforçar a capacidade de supervisão e acompanhamento», explicou Mamadú Bá, em declarações à ANG, à margem da conferência «Diálogo Nacional» sobre a Nota Conceptual da Malária e Apreciação do Plano Estratégico Nacional (PEN) e Tuberculose, acrescentando que para a obtenção deste fundo, o governo deve investir dois milhões de euros em infra-estruturas sanitárias.

Mamadú Bá considerou ainda que a Guiné-Bissau, apesar de ter quadros e técnicos suficientes na área da saúde, debate-se com a falta de enquadramento.

«Se o sistema de avaliação da CCM for negativo e o governo não demonstrar vontade de participar, então o país não beneficiará do apoio financeiro prometido pelo FM para tratamento e seguimento dos doentes de SIDA, malária e tuberculose», disse.

UE doa 8 milhões de euros para apoiar grávidas e crianças

A União Europeia anunciou  disponibilizar oito milhões de euros, para apoiar o acesso a cuidados de saúde a mulheres grávidas e crianças em cinco das nove regiões da Guiné-Bissau, durante um período de vinte e sete meses.

O encarregado de negócios da União Europeia em Bissau, Hannes Hauser, assinou com o governo guineense um protocolo para permitir a compra de medicamentos e o fornecimento de serviços básicos em 50 centros de saúde na Guiné-Bissau, onde durante 27 meses, mulheres grávidas e crianças serão gratuitamente atendidas, em regiões remotas que distam de mais de 5 kms dos centros de saúde.

Esta iniciativa visa ajudar a Guiné a cumprir em termos de saúde os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), dado que actualmente menos de metade dos partos têm lugar em estruturas adequadas, apenas uma em cada três crianças que vive em zonas rurais tem acesso a antibióticos em caso de suspeita de pneumonia, o que contribui para a importante taxa de mortalidade materno-infantil no país.

Por decisão recente do governo guineense as consultas médicas às grávidas e crianças são gratuitas, mas os custos dos medicamentos e de transporte são elevados, o que dificulta o acesso de grande parte da população aos cuidados de saúde.

Presidente guineense promete "luta contra insuficiência alimentar" em 2015

O presidente guineense, José Mário Vaz, prometeu "uma luta contra insuficiência alimentar" em 2015 contando com os jovens do país para que também possam ter emprego remunerado.

Presidente guineense promete luta contra insuficiência alimentar

José Mário Vaz fez este anúncio no jantar do Natal com os funcionários da presidência da Republica aos quais desejou boas festas que também estendeu a todos os guineenses apelando-os para o reforço do trabalho em 2015.

"Vamos desencadear uma luta contra a insuficiência alimentar na nossa terra, vamos produzir alimentos para o nosso consumo, sobretudo o arroz", afirmou o chefe de Estado guineense que conta com a juventude do país para o que diz ser "um desafio nacional".

Dados do ministério da Agricultura apontam que atualmente a Guiné-Bissau produz cerca de 11 mil toneladas de arroz (base da dieta alimentar no país) por ano, uma quantidade insuficiente para o consumo nacional.

Por ano a Guiné-Bissau consome cerca de 229 mil toneladas do arroz, sendo que grande parte do cereal é importado dos países do sudoeste asiático uma situação que o presidente do país quer começar a inverter já a partir do próximo ano.

José Mário Vaz apelou aos jovens do país para que "não deixem passar" a sua presidência sem promoverem "uma verdadeira mudança" na Guiné-Bissau a começar pela produção de alimentos e criação do emprego.

Exortou também aos jornalistas para que denunciem "as más práticas" dos governantes desde que tenham provas dos factos para desta forma combater a cultura da impunidade, corrupção e do medo dos dirigentes que disse existir no país.

O chefe de Estado guineense defendeu que o medo "tem que acabar" na Guiné-Bissau.

Elogiou igualmente "o bom trabalho" que afirma estar a ser desenvolvido pelo novo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Biaguê Nan Tan, para "pacificação da sociedade castrense" em particular e o país em geral.

José Mário Vaz prometeu que 2015 será um ano de "muito trabalho" para os guineenses.

EAGB com 17 megawatts para fornecer luz e água na capital

A empresa Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) conta com 17 megawatts para o fornecimento de luz e água na capital guineense, num período de 12 meses.

No Domingo passado, 21 de Dezembro, o Governo recebeu das mãos da empresa da Escócia, «Aggreko», dez megawatts para complementar os sete que estavam em funcionamento na central eléctrica de Bissau.

Falando no acto da recepção, em representação do Chefe do Executivo, Mário Lopes Rosa, ministro dos Negócios Estrangeiros, disse que o acto é a concretização da promessa do seu Governo, que tinha garantido que até ao final de 2014 a capital passaria a ter mais 15 megawatts.

«Isso é correcto. Foi uma promessa do Governo e está a ser concretizada. É evidente que o país teve durante vários anos problemas de energia, e estamos convencidos, na véspera de Natal, que a maior prenda que o Governo poderá dar ao povo da Guiné-Bissau é esta dinâmica de energia que vai completar, no mínimo, os 17 megawatts. Isso é uma revolução autêntica na Guiné-Bissau» disse o governante.

Para o ministro da Energia, Florentino Mendes Pereira, a recepção de 10 megawatts é a prova de que o Governo está a trabalhar para a concretização das promessas feitas aos cidadãos de Bissau.

«Este projecto foi concretizado na sequência de um concurso público internacional que o Governo realizou.

Entretanto a empresa ´Aggreko´ é que foi retida» disse o governante, tendo anunciado que o Executivo guineense, através do Ministério da Energia está, neste momento, a construir uma nova central eléctrica em Bôr, com 25 megawatts, e que durante 12 meses de funcionamento desses novos grupos de geradores recém-chegados vão ter a nova central concluída para fornecer luz e água em Bissau.

«Até ao final da Legislatura o Governo vai continuar a diligenciar, porque o nosso objectivo é construir uma central de 55 megawatts em Bôr», referiu.

Questionado sobre a falta dos contadores pré-pagos, Florentino Mendes disse «tudo o que diz respeito à parte comercial está a ser tratado. Daqui até Janeiro vamos receber cerca 11 mil contadores pré-pagos», avançou.