sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Clubes acusam federação de gestão danosa dos seus fundos

Os clubes de futebol da Guiné-Bissau entregaram esta quinta-feira ao Procurador-Geral da República uma denúncia de alegada gestão danosa dos fundos da Federação, disse hoje o porta-voz dos clubes, Paulo Mendonça.

Segundo este responsável, os clubes "esgotaram todas as vias do diálogo" com o Comité Executivo da Federação de futebol, dirigida por José Medina Lobato, e por isso decidiram avançar para a justiça, pedindo a intervenção da Procuradoria.

"Por terem esgotado todos os mecanismos internos, todas as vias do diálogo, a nível da Federação e até a intervenção do Governo fracassou na tentativa de mediação, os clubes acharam que devem recorrer ao titular da acção penal, o Ministério Público", declarou Paulo Mendonça.

De acordo com o porta-voz dos clubes, a Federação, "além de gerir mal e de forma danosa" os fundos doados pela FIFA e outras instituições, recusa-se a respeitar os estatutos, no que concerne a prestação de contas aos associados".

"Estamos no terceiro ano consecutivo sem a realização do Congresso (Assembleia-Geral), sem aprovação das contas, orçamentos e planos de actividades da Federação", assinalou Paulo Mendonça.

Os clubes do futebol guineense esperam agora a intervenção da Procuradoria e ainda uma tomada de posição da FIFA, principal financiadora do desporto-rei da Guiné-Bissau.

Anualmente, a FIFA dá à Federação da Guiné-Bissau 250 mil dólares americanos para o fomento do futebol.

Actualmente regista-se um braço-de-ferro entre os clubes da primeira divisão e a Federação e, por esse motivo, as provas oficiais que deviam ter início em Dezembro passado não começaram.

O presidente da Federação, José Medina Lobato, disse que só irá reagir à situação após reunir todos os pormenores.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ONU trabalha para Bubo Na Tchuto a abandonar voluntariamente as suas instalações

Contra-Almirante Bubo Na Tchuto

Bissau - O gabinete das Nações Unidas em Bissau informou hoje (quarta-feira) que está a trabalhar para levar o ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto a abandonar "voluntária e pacificamente" as suas instalações onde o oficial está refugiado há mais de uma semana.

Em comunicado distribuído a imprensa, a que a agência Lusa teve acesso, a ONU deu conta de reuniões que se realizaram com as autoridades guineenses e com o próprio militar no sentido de facilitar o diálogo entre as partes.

O comunicado da ONU faz ainda referência a uma reunião realizada segunda-feira nas suas instalações entre Bubo Na Tchuto e uma delegação do governo, liderada pela ministra do Interior, Satu Camará, salientando a "cordialidade" do encontro.


O comunicado é ilustrado com uma fotografia tirada a volta de uma mesa na qual se pode ver Bubo Na Tchuto (trajado a civil) dirigindo-se, num tom explicativo, ao Procurador-Geral da República, Amine Saad.


O gesto mereceu os sorrisos visíveis dos presentes na sala, nomeadamente os ministros da Justiça (Saliu Djaló), do Interior (Satu Camará) e do representante do secretário-geral das Nações Unidas, na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba.

"A atmosfera do dialogo mantido (...) foi muito cordial", lê-se no comunicado da ONU, salientando a satisfação pelo rumo dos acontecimentos.


"As Nações Unidas aprazem-se com este desenvolvimento e mantêm-se firmemente disponíveis para facilitar diálogos adicionais (....) e criarão o caminho para que o contra-almirante deixe voluntária e pacificamente as instalações das Nações-Unidas", diz ainda o comunicado da ONU.


No âmbito das consultas entre as autoridades civis, militares e judiciais que têm estado a decorrer desde que Bubo Na Tchuto regressou ao país, teve lugar hoje mais uma reunião na sede do governo, em Bissau.


A saída do encontro, o ministro da Defesa guineense, Aristides da Silva disse aos jornalistas que "ainda estão a procurar um consenso" para o caso Bubo Na Tchuto.


Questionado sobre se Bubo Na Tchuto se irá manter nas instalações da ONU, Aristides da Silva respondeu que afirmativamente, realçando que enquanto não houver um acordo a situação do militar assim se manterá.


"Estamos num processo de consultas", afirmou o ministro da Defesa. Ao ser perguntado se Na Tchuto vai abandonar o país para um novo exílio ou se se irá manter na Guiné-Bissau, Aristides da Silva defendeu que "os termos do acordo é que irão determinar" o desfecho do caso.

Fontes do governo disseram à Lusa que um princípio do acordo já terá sido alcançado devendo o facto ser comunicado ao país "muito brevemente"

Halcyonair reforça voos domésticos e alarga-se a Bissau e Dacar


OJE/Lusa
A companhia aérea cabo-verdiana Halcyonair, privada, vai internacionalizar em breve os seus voos, com a aquisição de dois novos aviões, que permitirá alargá-los, primeiro, à Africa Ocidental e, depois, a outros continentes.

O anúncio foi feito hoje em conferência de imprensa pelo presidente do Conselho de Administração da Halcyonair, Jorge Spencer Lima, que adiantou que a companhia aérea quer, para já, reforçar os voos inter-ilhas e, depois, com a chegada do primeiro dos dois aparelhos, prevista para este mês, começar as ligações regulares para seis países oeste-africanos.

Segundo Spencer Lima, a Halcyonair, criada em Abril de 2005, começará a voar regularmente em breve para Bissau (Guiné-Bissau) e Dacar (Senegal), para onde os Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV, estatal) já operam, no primeiro caso, numa base semanal e, no segundo, diariamente.

Após consolidar estes dois voos, a Halcyonair tenciona alargá-los a Conacri (Guiné-Conacri), Abidjan (Costa do Marfim), Bamaco (Mali) e Freetown (Serra Leoa), todos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Spencer Lima indicou que a empresa, que dispõe de apenas um avião ATR, está neste momento em negociações para obter o certificado que lhe permitirá voar para as seis capitais de outros tantos países da CEDEAO.

Numa fase posterior, quando chegar o segundo novo aparelho, ainda sem data, a Halcyonair pretende ligar Cabo Verde às ilhas Canárias (Espanha), bem como a outros destinos europeus e americanos, se a oportunidade surgir.

A Halcyonair nasceu da vontade dos seus promotores em criar uma companhia aérea alternativa no mercado cabo-verdiano, onde apenas operava a transportadora aérea estatal, os TACV.

A companhia, que conta neste momento com um efectivo de 75 pessoas, acaba de contratar mais 15 membros para integrarem o pessoal navegante, que deverão partir este mês para formação em Lisboa.

Apesar de a companhia ter enfrentado em 2009 alguns constrangimentos, o presidente do Conselho de Administração da Halcyonair fez um balanço positivo, sem, contudo, adiantar valores, defendendo que a companhia aérea começa a ser reconhecida como "alternativa viável" para os clientes e operadores locais.

Segundo Spencer Lima, a Halcyonair tem dado também um contributo importante para o descongestionamento dos aeroportos do arquipélago na "época alta", bem como a nível da competitividade dos preços dos transportes aéreos em Cabo Verde.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cinco Municípios Portugueses integram projecto de cooperação na Guiné

Os municípios de Santa Maria da Feira, Santa Maria de Vagos, Santarém, Portimão e Faro juntaram-se para integrar um projecto de cooperação na área da Educação na Guiné-Bissau, que tem como objectivo global contribuir para a afirmação do Português enquanto língua vernácula e do conhecimento no interior daquele país africano.

O projecto “Djunta Mon – Ensino de qualidade em Português” visa a formação intensiva de professores do ensino básico elementar das regiões de Quínara e Tombali, nas áreas de língua portuguesa, ciências integradas e matemática, bem como a formação em gestão e administração escolar para directores e responsáveis de escolas de autogestão e privadas. O apetrechamento de escolas com baús, armários pedagógicos, mesas e bancos é outra das acções a realizar.

Para além dos municípios já referidos, são parceiros e financiadores deste projecto da Fundação Evangelização e Culturas o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), as dioceses de Bissau e Bafatá, o Ministério da Educação da Guiné-Bissau e a Cáritas de Bissau, entre outras entidades guineenses.

Caso Bubo Na Tchuto "expôs completamente a fragilidade das instituições"

Lisboa, 06 Jan (Lusa) - O caso do ex-chefe da Armada guineense Bubo Na Tchuto, procurado pela justiça e refugiado na sede da ONU em Bissau, veio "expor completamente a fragilidade das instituições" guineenses, afirmou o secretário de Estado da Cooperação português.

"Face ao tipo de acusação que se faz contra o almirante [tentativa de golpe Estado, tentativa de alteração do Estado de Direito e deserção], é evidente que há enorme dificuldade por parte das instituições em responder. Portanto, isto pode ser considerado uma provocação à estabilidade incipiente que existe no país", disse à Lusa o secretário de Estado João Gomes Cravinho.

Questionado sobre os autores da "provocação", o governante português afirma que, além do próprio oficial guineense, há "um mistério" em torno de quem o terá ajudado a regressar à capital guineense há mais de uma semana.

Sociedade civil apela a uma resolução pacífica e legal

Bissau - A Sociedade civil guineense reagiu ao caso político e diplomático do ex-Chefe de Estado-maior da Armada, Bubo Na Tchuto, pedindo uma resolução pacífica e legal.
No comunicado emitido esta terça-feira, o Movimento Nacional da Sociedade Civil apela às «partes envolvidas» (autoridades guineenses e a representação das Nações Unidas na Guiné-Bissau) a resolução pacífica e legal do caso, assim como uma «maior contenção no sentido de preservar o clima de tranquilidade e paz que se vive no país».

«Não obstante as crises institucionais registadas no ano passado, associadas aos assassinatos de altas figuras públicas, cujos responsáveis estão ainda por encarar a justiça, seria escusado referir que nos últimos tempos, tem-se observado uma espécie de melhoria substancial em termos de governabilidade, funcionamento das instituições públicas, atenuação da crise social, concertação e homogeneidade aparente nas Forcas Armadas, bem como ressurgimento do sector privado», refere a organização. O Movimento Nacional da Sociedade Civil acredita que estes cenários «positivos» representam, e são fruto, de uma estabilidade, embora precária, mas conducente a uma paz duradoura e sustentável, mas que podem ser comprometidos se o caso Bubo Na Tchuto for mal gerido.

O Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense, que agrupa centenas de organizações não governamentais, concluiu que o caso contempla na sua abordagem material, efeitos jurídicos e políticos, aos quais o equilíbrio de interesses deve constituir o pilar central para a resolução das negociações.

De referir que, ainda esta terça-feira, o Representante do Secretário-geral da ONU, em Bissau, Joseph Mutaboba, esteve reunido com o chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior, para debater a situação, tendo sido recebido mais tarde pelo Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Escolas envolvem-se na cooperação com Catió O projecto de cooperação com a Guiné Bissau “Educação para o Desenvolvimento”

Conta com a participação de sete escolas EB 2,3 do município de Santa Maria da Feira.
Escola de Arrifana, Santa Maria da Feira.
O desafio foi lançado pelo município local que mantém intercâmbios com a cidade guineense de Catió e surge no âmbito de acções de combate à pobreza local e de apoio às organizações não-governamentais (ONG) que trabalham nos países de expressão portuguesa.

Já foi possível envolver as Arrifana, Canedo, Carlos Alberto Ferreira de Almeida, Fernando Pessoa, Milheirós de Poiares, Moisés Alves de Pinho e Paços de Brandão que preparam campanhas de recolha de livros e material escolar.

A ideia é criar “baús pedagógicos” que serão, depois, enviados para a Guiné-Bissau.


As sete escolas de Santa Maria da Feira também vão acolher exposições e realizar acções de formação sobre cooperação em África.

A EB 2,3 de Arrifana realizou recentemente uma “Feira Solidária”, com venda de artigos manufacturados, sendo a receita obtida destinada à compra de livros e de material escolar.

Catió é a capital da província de Tombali, no sul da Guiné-Bissau. A região é pobre, não tem electricidade e a sua principal actividade económica é o cultivo de arroz.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bubu na Tchuto poderá saber o seu futuro nos próximos dias

Bissau – As autoridades guineenses e a representação do Secretário-geral da ONU em Bissau poderão, nos próximos dias, encontrar uma saída para a situação de Bubu na Tchuto.
O ex-chefe de Estado-maior da Armada guineense, José Américo Bubu na Tchuto, encontra-se há uma semana refugiado na sede da ONU, em Bissau, depois de alegadamente ter «escapado» às autoridades da Gâmbia, onde se encontrava em exílio.

Esta segunda-feira, o Representante das Nações Unidas, o burundês, Joseph Mutaboba, reuniu com o Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, depois de se ter encontrado com o Chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior, encontro em que estiveram presentes alguns membros do Governo e o Procurador-geral da República, Amine Saad.

A PNN apurou que o Contra-Almirante poderá ser forçado, uma vez mais, a deixar o país para outro exílio, que não seja na Gâmbia, onde esteve durante pouco mais de um ano, acusado da tentativa de subversão a ordem constitucional.

O regresso de José Américo Bubo Na Tchutu ao país foi mal recebido pelas autoridades guineenses, tanto assim que, alguns sectores advogam que atrás da controversa vinda do ex-Chefe de Estado-maior da Armada estavam intenções subversivas à ordem constitucional vigente. Uma versão que não merece a concordância de muitos opositores, que falam que o país está perante o «regresso de um cidadão à sua terra».

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Dez navios apresados por pesca ilegal em águas guineenses - PM

Bissau, 04 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou hoje que foram apresados 10 navios estrangeiros por pesca ilegal na Zona Económica Exclusiva (ZEE) guineense e afirmou que é a prova da pirataria nas águas do país.

"A captura destes navios é a prova da pesca ilícita na Guiné-Bissau, por isso temos feito o apelo à comunidade internacional para nos apoiar com meios, não só para o controlo da nossa ZEE, como também para o combate ao narcotráfico", disse Carlos Gomes Júnior.

O chefe do Governo guineense falou aos jornalistas no cais do porto comercial de Bissau na presença do Procurador-Geral da Republica, Amine Saad, e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta.


sábado, 2 de janeiro de 2010

PR da Guiné-Bissau dá especial atenção ao combate ao narcotráfico - RTP Noticias, Áudio

PR da Guiné-Bissau dá especial atenção ao combate ao narcotráfico - RTP Noticias, Áudio

A Guiné-Bissau arranca para o novo ano depois de mais um período muito conturbado politicamente. O Presidente da República lembrou, hoje, no discurso à nação, que 2009 foi marcado por acontecimentos "tristes e dramáticos", referindo-se ao assassínio de várias figuras públicas do país, entre as quais o presidente Nino Vieira. Em relação ao futuro, Malam Bacai Sanhá disse que 2010 deverá ser considerado por todos os guineenses como um "ano de desafios", assentes em três factores: "promoção da estabilidade, paz política e social, e justiça de qualidade", tendo dedicado ainda uma atenção específica ao combate ao narcotráfico, um dos grandes problemas do país.

2010-01-01 16:40:51

ONU defende solução pacífica para o caso de Bubu Na Tchuto

Bubo Na Tchuto

Bissau, 01 Jan (Lusa) - O gabinete das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNOGBIS) defendeu hoje, em comunicado, uma solução "pacífica e legal" para a situação do ex-chefe do Estado-Maior da Marinha guineense refugiado nas suas instalações em Bissau.

"O contra-almirante entrou no local sem autorização e pediu a protecção das Nações Unidas por ameaças contra a sua vida", refere o comunicado da UNOGBIS distribuído à imprensa.

"Consciente das acusações contra Bubu Na Tchuto e das obrigações internacionais a nível dos direitos humanos, a ONU está em contacto permanente com as autoridades nacionais para resolver o problema de forma pacífica e legal", acrescenta o documento.

Ambiente : Setúbal já contribuiu com 4912 garrafas: Campanha do Projecto VIVA decorre até 6 de Janeiro de 2010


Entre 6 e 27 de Dezembro, as lojas LIDL de Setúbal registaram 4912 garrafas de água no âmbito do Projecto VIVA. Em período, nas lojas LIDL de todo o país foram registadas 60.074 garrafas. Neste momento, este número permite a construção de 10 furos artesianos, levando assim água potável até cerca de 16 mil pessoas, que residem na região de São Domingos (Guiné-Bissau). Importa salientar, que o objectivo deste projecto é proporcionar o acesso a água potável às 85 mil pessoas da referida região.

Em três semanas, as lojas LIDL registaram um importante número de garrafas de água VIVA, 60.074, que no imediato garantem já a implementação de 10 furos artesianos na comunidade guineense de São Domingos. A água potável vai começar a chegar finalmente a esta população carenciada, evitando as dezenas de quilómetros que são percorridas diariamente para obtenção deste bem essencial.

«Depois de ter conhecido a Maria e de ter caminhado ao seu lado na Maratona de Lisboa fico muito feliz por saber que os portugueses já deram a possibilidade a muitas destas mulheres guineenses de terem acesso muito mais facilitado ao um bem tão essencial como a agua potável. Até 6 de Janeiro ainda podemos ajudar muitas mais», afirma Rosa Mota.

O Projecto VIVA tem contado com a participação de inúmeros clientes LIDL que têm contribuído para esta causa nos supermercados de Norte a Sul do país. No entanto, e para se alcançar o objectivo principal desta campanha, é importante que todos continuem a associar-se a esta iniciativa para que no final se consigam obter os desejados 54 furos de água potável.

A decorrer até 6 de Janeiro em todas as lojas LIDL do país, a campanha do Projecto VIVA foi lançada pela ONG VIDA (Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento Africano), contando com o apoio do LIDL.

Assim, e em todas as lojas LIDL estão disponíveis as garrafas de água VIVA de 1,5L vazias, que se encontram expostas em cada uma das caixas registadoras, simbolizando assim a dificuldade de acesso à água potável na Guiné-Bissau. Ao registar a garrafa o cliente está a contribuir com 1 Euro para a abertura de furos artesianos, evitando deste modo que continuem as maratonas no acesso à água potável e a tantos outros bens essenciais para a vida naquela região africana.

“Um gesto, milhares de vidas” representa a importância de cada contributo para o sucesso desta campanha que irá contribuir para uma considerável melhoria de vida de cerca de 85 mil guineenses. Por isso o contributo de todos é fundamental para que a água potável deixe de ser uma raridade e passe a ser uma realidade acessível a toda a comunidade de São Domingos.

De referir, que o início desta campanha do Projecto VIVA foi simbolicamente assinalado com a participação de Maria Buinen, uma guineense que veio directamente de São Domingos para participar com Rosa Mota, embaixadora desta causa, na Maratona de Lisboa que decorreu no início de Dezembro. Esta participação simbolizou o esforço das mulheres que percorrem a distância equivalente a uma maratona para terem acesso a um dos bens mais essenciais à vida como a água potável. Importa mencionar que Rosa Mota foi a primeira pessoa a contribuir para este projecto através do registo da primeira garrafa VIVA no LIDL.

Conheça o Projecto VIVA em www.projectoviva.com e em www.lidl.pt

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Presidente descreve 2009 como ano marcado por acontecimentos "tristes e dramáticos"

Bissau, 31 Dez (Lusa) - O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, considerou hoje, no discurso à nação por ocasião do fim do ano, que 2009 foi marcado por acontecimentos "tristes e dramáticos", referindo-se ao assassínio de várias figuras públicas do país.


"O ano de 2009 que finda ficará marcado por momentos que já pude qualificar de tristes e dramáticos, isto é, o assassinato do Presidente da República [João Bernardo "Nino" Vieira] e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas [Tagmé Na Waié]", disse Malam Bacai Sanhá.



O presidente guineense considerou, no entanto, que 2009 será lembrado também como o ano de "inauguração de uma nova era" para a Guiné-Bissau, sobretudo com a realização das últimas eleições presidenciais que o elegeram Presidente da República.