domingo, 10 de maio de 2015

Economista guineense Paulo Gomes chama a atenção para riscos de erosão costeira

O economista guineense Paulo Gomes, candidato à presidência do país em 2014, chamou a atenção dos decisores políticos sobre "os riscos e ameaças de erosão costeira", zona onde vive cerca de 70% da população da Guiné-Bissau. null


O antigo administrador do Banco Mundial falava na última noite num debate organizado pela sociedade civil sobre os desafios que se colocam ao país depois da mesa redonda de doadores que o Governo realizou em março passado em Bruxelas e na qual obteve promessas de apoio de 1,5 mil milhões de dólares.

Entre os "vários desafios", Paulo Gomes apontou a necessidade de políticas públicas para "travar a erosão costeira" como prioritárias, uma vez que o país apresentou a biodiversidade como principal atrativo para convencer os doadores e parceiros a anunciarem os apoios financeiros.

"É preciso investir nas zonas costeiras para travar a erosão que destrói o mangal e em grande parte as nossas bolanhas (arrozais): nós somos um país de agricultores", notou Paulo Gomes, que é também presidente do Instituto Benten, que se dedica a causas sociais e de promoção do país.

Se nada for feito nos próximos anos, com a subida do nível do mar, a erosão costeira vai afastar as pessoas dos seus locais de produção, o que trará consequências para toda sociedade guineense, referiu Paulo Gomes.

Um grande investimento em infra-estruturas é o único caminho a seguir, defendeu ainda Gomes, que chama atenção dos responsáveis políticos atuais para levarem em conta a situação.

Paulo Gomes defendeu que "boa parte" dos fundos que o país irá receber dos parceiros e doadores deveria ser aplicada na prevenção da erosão costeira.

MB // VM

Lusa

Reposta normalidade das relações entre Cabo Verde e Guiné-Bissau -- PM guineense

O primeiro-ministro guineense afirmou hoje, na Cidade da Praia, que a normalidade das relações entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau "está reposta" e revelou que o seu homólogo cabo-verdiano visitará Bissau em breve.
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Domingos Simões Pereira, que se encontra desde hoje à tarde na capital cabo-verdiana, falava aos jornalistas após ter efetuado uma visita de cortesia ao Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, personalidade que, destacou, "muito tem apoiado" o processo de normalização institucional na Guiné-Bissau.

Para Simões Pereira, que participa sábado de manhã no II Fórum de Diálogo Estratégico, promovido pelo Instituto Pedro Pires para a Liderança (IPPL), afastados que estão os obstáculos surgidos após o golpe de Estado de abril de 2012, que levou a Cidade da Praia a cortar as relações diplomáticas com Bissau, o que importa é "olhar para a frente".

"A normalidade (das relações) está reposta e agora temos é de olhar para as oportunidades e sermos capazes de criar as condições para que as oportunidades possam ser apresentadas aos homens de negócios, para que possam transformá-las em ganhos reais", salientou o chefe do executivo guineense.

Simões Pereira lembrou que, na sequência da visita oficial que fez a Cabo Verde, em janeiro deste ano, uma "extensa" delegação empresarial esteve em Bissau, tendo sido identificado um conjunto de ações, a que falta o aval político.

"Agora tivemos a indicação de que o primeiro-ministro de Cabo Verde deverá deslocar-se à Guiné-Bissau e acreditamos que, nessa altura, poderemos já entrar nos detalhes e começar o estabelecimento de ações muito concretas", sublinhou, deixando para José Maria Neves o anúncio da data.

Reiterando que há vários domínios em que a cooperação económica e empresarial bilateral pode ser desenvolvida, Simões Pereira destacou, porém, as áreas do agronegócio e dos transportes aéreos e marítimos como prioritárias.

Sobre a participação no Fórum - fará uma intervenção sobre o tema central do encontro, "Inovação na Gestão do Desenvolvimento" -, Simões Pereira, indicou que, por um lado, vai partilhar a sua visão sobre um assunto "atual", mas que, por outro, vem sobretudo "aprender".

"Tive a atenção de verificar a lista dos participantes, que são eminentes pensadores dessa área. A minha ambição é aprender com gente que tem outros pergaminhos e valências", afirmou.

No Fórum estarão presentes os académicos português, Boaventura Sousa Santos, e moçambicano, Óscar Monteiro, o senador brasileiro Cristóvão Buarque, o economista e ex-governador do Banco de Cabo Verde (BCV), Carlos Burgo, o professor francês Claude Rochet, da Universidade de Marselha, e o investigador português Luís Barros, ligado ao MIT Portugal Program Venture.

JSD // EL

Lusa

Ministro do Comércio fala em corrupção na campanha de comercialização de caju, dinheiro fora do circuito bancário

Bissau – O ministro do Comércio e Artesanato admitiu esta sexta-feira, 8 de Maio, que alguns empresários ainda não identificados podem estar a utilizar dinheiro fora do circuito bancário na presente campanha de comercialização da castanha de cajú.

António Serifo Embaló fez estas declarações numa conferência de imprensa, quando reagia à notícia avançada pela Associação Nacional dos Agricultores, segundo as quais a compra de castanha de cajú tinha oscilado em 650 Francos Cfa. (cerca de 1 euro) junto da báscula em Bissau, por parte de alguns empresários.

«No passado dia 4 e 5 de Maio apareceu-nos um fenómeno estranho a toda esta campanha, quando uma pessoa chegou a báscula para comprar castanha de cajú a 650 Francos cfa., e achamos que isto é estranho porque o preço de exportação para este ano não ultrapassa os 1,40 dólares (cerca de 1,20 euros) no mercado internacional», denunciou.

Perante esta situação, Serifo Embalo disse que se trata de uma situação de especulação e lavagem de dinheiro, tendo justificado que quem comprar castanha por este valor não tem dificuldades em revender por 200 ou 300 Francos Cfa. (0,30 euros) por quilograma.

Foi neste sentido que o governante informou que a regra da campanha de comercialização de castanha de cajú define que todo o dinheiro que circula durante a campanha deve passar pela via bancária.

O responsável pela pasta do Comércio apelou aos agricultores no sentido de venderem os seus produtos ao preço normal anunciado pelo Governo, ou seja, 300 Francos Cfa., em seguida classificando o preço de 650 Francos Cfa. como um preço fictício.

«De facto temos algumas indicações em como alguns empresários nacionais estão a colaborar com pessoas estranhas a esta campanha, introduzindo dinheiro que não sabemos de onde provém e as autoridades estão a seguir de perto de onde veio este dinheiro e como é que entrou no país», denunciou.

De referir que o Governo da Guiné-Bissau prevê exportar este ano perto de 200 mil toneladas de castanha de cajú, um dos maiores produtos agrícolas do país.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O navio da Marinha portuguesa Figueira da Foz, na costa ocidental africana para missão técnico-militar

O navio vai navegar cerca de 10.000 milhas náuticas e visitar, pela primeira vez, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

O navio da Marinha portuguesa Figueira da Foz partiu na terça-feira para o Golfo da Guiné e costa ocidental africana, numa missão de cooperação técnico-militar com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A Marinha portuguesa informou nesta quarta-feira na página da Internet que a missão, que vai prolongar-se até 1 de Julho, tem por objectivo o “estreitamento das relações bilaterais entre as marinhas dos países da CPLP”.

No decorrer da missão, o navio da Marinha Portuguesa irá navegar cerca de 10.000 milhas náuticas, visitando, pela primeira vez, países como São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

A Marinha indicou também que, durante a permanência naqueles países, o navio “vai desenvolver acções no quadro dos acordos de cooperação bilateral em matérias como a vigilância, fiscalização e segurança marítima”.

O Figueira da Foz vai também dar apoio no âmbito da política externa do Estado português, referiu ainda a Marinha na página da Internet.

No Navio da República Portuguesa (NRP) Figueira da Foz, seguem 60 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, uma de mergulhadores e outra médica.

Empresas portuguesas lançam Internet na Guiné-Bissau, ainda na primeira quinzena de Maio

Bissau – As empresas portuguesas «Elmafe» e «Wifi Antena», especializadas no trabalho de instalação de redes de Internet, vão lançar, ainda na primeira quinzena de Maio, um novo serviço de Internet na Guiné-Bissau.

A informação foi avançada pelo consórcio nacional destas duas empresas portuguesas, denominado «Net Sem Fios», cuja uma equipa de trabalho de 3 técnicos já se encontra em Bissau, chefiada pelo Engenheiro Carlos Almeida, devendo chegar esta sexta-feira, 8 de Maio, a outra parte dos elementos que integram o grupo, sob a orientação de Fernando Santos.

Em termos de trabalhos da empresa «Elmafe», esta já colocou as suas antenas em três grandes pontos estratégicos de Bissau, designadamente no centro da cidade, na Avenida Pansau Na Isna, na Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria, junto da discoteca Bambu e no Bairro de Santa Luzia.

Com sedes em Lisboa e Coimbra, Portugal, além da Guiné-Bissau,a «Elmafe» e a «Wifi Antena» operam igualmente em Angola e Moçambique, tendo já agendado a sua implantação na Guiné-Bissau a partir de 14 de Maio, cuja cerimónia vai contar com a presença das autoridades nacionais.

UNICEF entrega vacinas contra Sarampo ao Ministério da Saúde da Guiné-Bissau

O Fundo da Nações Unidas para a Infância (UNICEF) entrega hoje ao Ministério da Saúde da Guiné-Bissau um lote de 160 mil doses de vacinas contra o Sarampo, anunciou a instituição em comunicado.
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Faz ainda parte da entrega um conjunto de equipamento destinado a reforçar e ampliar a cadeia de frio para conservação de vacinas no interior do país.

O UNICEF pretende "melhorar a eficiência e a qualidade dos sistemas de vacinação de rotina, tendo em vista também a introdução de três novas vacinas nos próximos tempos, para as quais os técnicos nacionais estão a ser capacitados".

O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau anunciou em março que tinha registado 11 casos de crianças infetadas com Sarampo em três regiões diferentes.

O Fundo da Nações Unidas para a Infância espera que as vacinas ajudem a prevenir o Sarampo e contribuam assim para a redução da mortalidade infantil estimada nos últimos anos.

De acordo com os inquéritos à saúde realizados em 2014 com participação do UNICEF, estima-se que a mortalidade das crianças menores de cinco anos tenha baixado de 116 por mil em 2010 para 89 por mil - uma redução de cerca de 20% nos últimos cinco anos.

LFO // VM

Lusa

Edição de 7 de maio de 2015/ Jornal O Democrata

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

FISCAP apreende três navios de pesca ilegal em águas territoriais da Guiné-Bissau. entre o final de Abril e o início de Maio

FISCAP-Guiné-BissauBissau – O Serviço Nacional de Fiscalização e Controle de Atividades de Pesca (FISCAP) apreendeu, entre o final de Abril e início de Maio, três navios de pesca encontrados em atividades ilegais nas águas territoriais da Guiné-Bissau, segundo confirmou à PNN fonte daquele organismo.

De acordo com a fonte, todas estas embarcações de pesca são provenientes de pavilhões chineses, nomeadamente Fu Yuanyu – 125, Fu Yuanyu – 127 e Zhong Shui – 9412, encontrados entre 29 e 30 de Abril, e o último interceptado a 1 de Maio.

Segundo as autoridades de Fiscalização das Pescas da Guiné-Bissau, a natureza das infracções cometidas são diferentes. Os dois primeiros foram encontrados a realizar pescas com malhagem e o último foi apreendido pelo código de chamadas utilizadas durante as suas atividades de pesca.

A Comissão Interministerial vai reunir nos próximos dias para analisar e discutir sanções a serem aplicados aos infractores, cujos armadores já foram notificados em Bissau pelo Governo através da Direcção Técnica do FISCAP.

China oferece equipamentos ao Ministério da Defesa Nacional no valor de 3 milhões de euros

Bissau - O salão nobre Francisco Mendes, no Palácio do Governo, foi palco da cerimónia de assinatura do Protocolo entre o Ministério da Defesa Nacional da República Popular da China, e o Ministério da Defesa Nacional da Guiné-Bissau, esta terça-feira, 5 de Maio.



O acto foi presidido pelo Chefe do Governo guineense, Domingos Simões Pereira, e contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, bem como dos conselheiros do Primeiro-ministro e de altas patentes militares.

Este acordo de oferta de equipamentos avaliados em 20 milhões de yuan (cerca de 3 milhões de euros), foi rubricado entre a ministra da Defesa Nacional, Cadi Seidi, e o Embaixador da China, Wang Hua.

O donativo contempla diversos materiais, nomeadamente de secretaria, computadores, projectores, mobiliário de escritório, viaturas militares, motas, um autocarro pequeno e uma ambulância.

Segundo o embaixador chinês trata-se de «uma amizade de coração, não só histórica, que nos permite lembrar alguns anos de combatentes. Era a independência! É uma amizade que nos permite fundar uma nova base material, para materializar os sonhos de Mao Tse Tung e de Amílcar Cabral».



A ministra da Defesa guineense disse que «o Protocolo ora assinado visa reforçar a capacidade institucional do Governo, mas sobretudo do Ministério da Defesa Nacional, com vista a cumprir de forma responsável a missão que lhe é incumbida».

Para o Primeiro-ministro guineense trata-se de «mais um acto de demonstração de amizade, com o apoio incondicional da República da China para com a Guiné-Bissau.

Os donativos que foram aqui anunciados são sempre muito importantes», considerou, acrescentando que são «instrumentos que vão melhorar o desempenho de um Ministério tão importante, que é o Ministério da Defesa Nacional, sendo um contributo inestimável para o esforço que hoje desenvolvemos, no sentido de criar condições de estabilidade e paz para o desenvolvimento».

Nas celebrações do 1.º de Maio, registaram seis vítimas mortais em 15 acidentes de viação

Bissau – As autoridades policiais da Guiné-Bissau anunciaram esta segunda-feira, 4 de Maio, o registo de seis vítimas mortais em 15 acidentes de viação durante as comemorações do dia Mundial do Trabalhador, a 1 de Maio.



Bernardo João Vilela da Silva, Comissário Nacional Adjunto da Policia de Ordem Publica, sublinhou que os dados são referentes a todas as regiões do interior da Guiné-Bissau, tendo sido igualmente registado vinte casos de agressão física, na sua maioria entre a camada juvenil envolvida nas festividades.

«Durante os dias 1 e 2 de Maio registámos vinte casos de agressão, 15 acidentes de viação e seis mortes em todo o território nacional», disse Bernardo da Silva.

O responsável detalhou que em Bissau se registaram, a 1 de Maio, 12 casos de agressão física, quatro acidentes de viação, o espancamento de uma pessoa no Bairro de Belém, na região de Gabu, bem como a morte de uma criança numa piscina. A região de Oio teve dois acidentes e a região de Bafatá um acidente.

Em relação às outras regiões, Bernardo Vilela da Silva revelou ter sido registado em Quinhamel e Varela, zona norte de país, a morte de duas pessoas nas praias destas localidades.

Em Bissorã, uma criança de sete anos de idade terá caído num poço de água, acabando por morrer, disse ainda o Comissário Nacional Adjunto da Polícia de Ordem Pública da Guiné-Bissau.

Sobre estes casos, o oficial informou que os números são semelhantes aos do ano anterior, contudo disse não ter mais detalhes sobres o número de casos e acidentes registados nas diferentes praias e cidades do interior do país.

Jornalistas da Guiné-Bissau continuam a enfrentar limitações

Jornalistas, Guiné-BissauJornalistas, Guiné-Bissau


  O presidente do Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau afirma que ainda é utópico falar da liberdade de imprensa, não obstante as melhorias registadas no último ano após a restituição da ordem constitucional.


Liberdade de imprensa debatida em Bissau


Mamadu Candé sustenta a sua afirmação, baseando-se no facto de não haver ainda condições humanas e materiais para o exercício profissional, condicionando assim, de forma indirecta, a actividade dos jornalistas.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, que falava hoje, 5, no debate aberto sobre a liberdade de imprensa no mundo, em geral, e particularmente na Guiné-Bissau, reconhece que, mesmo não havendo perseguições ou violências sobre os homens da imprensa, tal como se verificava há alguns tempos, pode-se considerar que o exercício profissional nos órgãos da Comunicação Social carece de liberdade efectiva e de independência.

Fonte : VOA

FMI vai emprestar 23,9 milhões de dólares à Guiné-Bissau

O Fundo Monetário Internacional vai emprestar 23,9 milhões de dólares (21,39 milhões de euros) ao Governo da Guiné-Bissau após constatar melhorias no desempenho macroeconómico do país, afirmou hoje o chefe da missão do FMI, Félix Fisher.
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O responsável fez o anúncio em Bissau ao proceder a um balanço de cerca de duas semanas de consultas junto das autoridades guineenses dedicadas ao desempenho macroeconómico e ainda a debater uma possível ajuda financeira ao país.

Félix Fisher disse ter ficado satisfeito com o que viu e ouviu das novas autoridades da Guiné-Bissau - saídas das eleições gerais de 2014 -, mas a decisão final sobre o empréstimo só será tomada formalmente na reunião do conselho de administração do FMI, marcada para julho.

O desbloqueamento do empréstimo será feito em três fases durante outros tantos anos, adiantou Fischer, enumerando um conjunto de fatores que "contribuíram para a melhoria" da situação macroeconómica, nomeadamente, o bom preço da castanha de caju (principal produto de exportação do país) e melhorias nos serviços de telecomunicações e energia.

O FMI estima que a economia guineense tenha crescido 2,5% em 2014 e que vá crescer 4,7% este ano.

De acordo com o chefe da missão do FMI, a tendência é de novas subidas nos próximos anos, desde que sejam executadas reformas estruturais com uma boa gestão das finanças públicas, pagamento de salários atrasados, cessação das despesas não tituladas e centralização das receitas do Estado numa conta única.

Felix Fisher considerou "muito forte" o desempenho do Governo "depois de anos muito difíceis", com o pagamento de salários e dívidas atrasadas, bem como com o aumento na recolha de receitas.

O chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau recomendou, contudo, melhorias ao nível do quadro fiscal, com o alargamento da base tributaria, contenção do endividamento do país, entre outras medidas.

MB // JMR

Lusa

Função pública da Guiné-Bissau tem funcionários a mais e sem qualificações

O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, admitiu hoje a existência de funcionários públicos "a mais e sem qualificações" o que impossibilita aumentos dos salários nos próximos tempos.
Função pública da Guiné-Bissau tem funcionários a mais e sem qualificações


Geraldo Martins falava numa conferência de imprensa de balanço de uma missão de consultas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a assinatura de um programa de assistência técnica com o Governo guineense.

A existência de funcionários "sem qualificações" na função pública foi apontada pelo chefe da missão do FMI para a Guiné-Bissau, Félix Fisher.

"Herdámos uma situação bastante complicada. Houve uma entrada massiva de pessoal na função pública, sobretudo nos últimos dois anos ", disse o ministro das Finanças guineense.

Geraldo Martins adiantou que essa entrada originou um aumento substancial da folha de pagamentos aos servidores públicos desde 2012, com a massa salarial a subir dos 2,4 para 3,5 mil milhões de francos CFA por mês (de 3,6 para 5,3 milhões de euros).

Em termos globais, registou-se um aumento na massa salarial em cerca de 30%, declarou o ministro das Finanças, realçando as dificuldades do Estado em pagar e aumentar os salários aos servidores públicos, como reclamam os sindicatos.

Para Geraldo Martins, o caminho passa pelo saneamento do pessoal "sem qualificação" para desta forma pensar-se nos aumentos salariais.