sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Empresas lusófonas interessadas no mercado da UEMOA

Bissau - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está interessada na entrada das suas empresas no mercado da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) da qual faz parte a Guiné-Bissau.

O secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP, Francisco Mantero, disse hoje, quinta-feira em Bissau que as empresas dos
países lusófonos vêem com "muita expectativa" a possibilidade de uma abertura das suas actividades para "um mercado de 240
milhões de pessoas" a partir da Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau é o único Estado da CPLP que é também membro da UEMOA. Estamos a perceber aquilo que terá de ser
feito para que esse país seja uma plataforma dos interesses lusófonos na região da UEMOA", sustentou Mantero.

Em à imprensa à saída de uma audiência com o primeiro-ministro guineense, carlos Gomes Júnior, o responsável acrescentou que a "UEMOA é um mercado de 240 milhões de pessoas".

Além da Guiné-Bissau, fazem parte da UEMOA, o Senegal, o Mali, o Togo, o Benin,o Burkina-Faso, o Níger e a Côte d'Ivoire.

Francisco Mantero encontra-se em Bissau no âmbito dos preparativos finais para assembleia-geral extraordinária do
Conselho Empresarial da CPLP, que irá transformar a organização em confederação empresarial e realização da semana empresarial da comunidade lusófona.

Os dois acontecimentos terão lugar entre 07 e 14 de Dezembro de 2009 em Bissau.

Ainda sobre a possibilidade de acesso ao mercado da UEMOA a partir da Guiné-Bissau, Francisco Mantero considerou que se tal for
concretizado todos os países lusófonos sairão beneficiados.

Nos contactos já realizados junto dos diversos elementos das autoridades da Guiné-Bissau, o secretário-geral do Conselho
Empresarial da CPLP disse ter ficado com a percepção de que "existe a consciência do papel fundamental que a Guiné-Bissau
poderá desempenhar na abertura do mercado da UEMOA à CPLP".

Dos contactos com o primeiro-ministro e outros elementos das autoridades do país há de facto uma grande vontade de o país
desempenhar esse papel nesta região da UEMOA em benefício não só dela própria mas também dos outros sete Estados da
CPLP e das suas empresas", afirmou ainda Francisco Mantero.

"Estamos, neste momento, a perceber aquilo que é preciso fazer na prática para a materialização desses objectivos", destacou
ainda Francisco Mantero.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

País vai crescer 3,5 por cento em 2010 e quase quatro por cento em 2011 - FMI

Bissau, 18 Nov (Lusa) - O crescimento económico da Guiné-Bissau vai ser de 3,5 por cento em 2010 e quase de quatro por cento em 2011, disse hoje, em conferência de imprensa, o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, Paulo Drummond.

"Em termos prospectivos, espera-se que a recuperação da economia global, a expectativa de uma produção de caju sustentada e melhores termos comerciais venham a contribuir para uma retoma moderada do crescimento para cerca de 3,5 por cento em 2010", afirmou Paulo Drummond.

Segundo o chefe da missão do FMI, o crescimento rondará os quatro por cento a partir de 2010.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Guiné-Bissau aprova lei para extinguir partidos que não tenham 0,5% de votos

OJE/Lusa
O Parlamento da Guiné-Bissau aprovou uma lei que extingue partidos políticos que não alcancem 0,5% de votos válidos nas eleições, no âmbito da reforma da lei eleitoral, revela Humberto Có, presidente da comissão jurídica e constitucional.


Segundo Humberto Có os deputados decidiram aprovar "alguns acréscimos" à lei eleitoral, introduzindo "mecanismos que disciplinem as candidaturas a cargos públicos".


Com a medida o Parlamento pretende ver extinto automaticamente um partido que não tenha atingido 0,5% de votos validamente expressos ou que não tenha conseguido um mandato, ou seja, um deputado.


Segundo Humberto Có os deputados entenderam que só desta forma o país poderá reduzir o número de partidos existentes na Guiné-Bissau, 35 legalizados e reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.


"O que se passa no nosso país não é bom para a própria democracia. Temos uma população de pouco mais de um milhão de habitantes e temos mais de 30 partidos, isso não é bom para o país, confunde os eleitores", defende o presidente da comissão especializada do Parlamento para a área jurídica.


A semana passada o Parlamento aprovou também uma lei que agrava os requisitos para a candidatura à presidência da República, fixando uma caução monetária de 20 milhões de francos CFA.


"A democracia não é tão aberta como muitos dizem, por isso tem regras, portanto o que o Parlamento está a fazer é apenas agravar essas regras para disciplinar ainda o sistema", diz Humberto Có em resposta às críticas feitas por sectores políticos e jurídicos do país que não concordam com as medidas.


"Temos partidos que apenas têm uma ou duas pessoas, às vezes nem conseguem 1.000 votos em eleições, quando para se ser aceite como concorrente às eleições é preciso ter, no mínimo, 5.000 assinaturas", afirma Humberto Có.


Tanto a caução para a candidatura à presidência como a lei de extinção automática dos partidos que não tenham atingido 0,5% de votos em eleições carecem da promulgação do presidente guinenese, Malam Bacai Sanhá.


"Estamos convictos de que o presidente vai aprovar as duas leis", declara Humberto Có, deputado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no poder.

Guiné-Bissau Angola, e Moçambique desceram quatro lugares na classificação do índice global de corrupção, São Tomé e Príncipe subiu 12 posições

Lisboa, 17 Nov (Lusa) - Guiné-Bissau Angola, e Moçambique desceram quatro lugares na classificação do índice global de corrupção, enquanto São Tomé e Príncipe subiu 12 posições, segundo o relatório de 2009 divulgado hoje pela Transparency Internacional.

A lista, divulgada anualmente, estima o grau de corrupção do sector público percepcionada pelos empresários e analistas dos respectivos países, e está organizada do menos corrupto (1.º lugar) para o mais corrupto (180.º), a que corresponde uma escala de 10 pontos (livre de corrupção) a zero pontos (muito corrupto).

Entre os países de expressão portuguesa, Angola e Guiné-Bissau ocupavam em 2008 a posição 158 e encontram-se agora no posto 162 com 1.9 pontos.

De acordo com a Transparency Internacional, "apesar do seu potencial para gerar fortes rendimentos, que poderia aumentar o desenvolvimento social, estes países não conseguiram traduzir a sua riqueza em programas sustentáveis da redução da pobreza".

"Em vez disso, os altos níveis de corrupção na indústria extractiva contribuem constantemente para a estagnação económica e desigualdade e para o conflito", lê-se no relatório.

No ranking da percepção da corrupção, Moçambique surge na 130ª posição (2.5 pontos), enquanto ano passado estava no posto 126.

Timor-Leste desceu um lugar na classificação, estando agora no posto 146 (2.2 pontos), posição que partilha com a Serra Leoa, a Ucrânia e o Zimbabué.

A maior subida entre os países de expressão portuguesa registou-se em São Tomé e Príncipe que passou do lugar 123º para o 111º, com 2.8 pontos.

O Brasil registou uma subida de cinco pontos e ocupa este ano o lugar 75 (3.7 pontos).

O segundo país de expressão portuguesa melhor cotado pela Transparency Internacional é Cabo Verde no posto 46 (5.1 pontos), uma posição acima da registada em 2008. Portugal aparece em primeiro lugar entre os lusófonos na posição 35.

A Transparency Internacional destaca no relatório que Cabo Verde é, a par do Botsuana e das Maurícias, um dos três países da África Subsaariana com uma cotação superior a cinco valores.

Macau, Região Administrativa Especial da China, manteve a mesma posição do ano passado, ocupando o lugar 43, com 5.3 pontos.

De acordo com a presidente da Transparency Internacional, Hugette Labelle, a "corrupção requer alta supervisão dos parlamentos, um bom sistema judiciário, agências anti-corrupção, vigorosa aplicação da lei, transparência nos orçamentos públicos, bem como espaço para meios de comunicação social independentes e uma sociedade civil activa".

"A comunidade internacional tem de encontrar formas eficazes de ajudar os países devastados pela guerra para desenvolver e manter as suas próprias instituições", defendeu.

Retomados trabalhos da Cimeira sobre Segurança Alimentar

Roma Os trabalhos da Cimeira Mundial sobre Segurança Alimentar retomaram na manha de hoje, em Roma, com a ordem de inscrições a destacar as intervenções dos presidentes do Zimbabwe, Togo, Guiné Bissau, Serra Leoa e Paraguai.
Aos discursos de Robert Mugabe, Faure Gnassingbe, Malam Bacai Sanha, Lugo Mendez e Bai Koroma, seguir-se-ão outras personalidades, em representação dos respectivos mandatários ao fórum, aberto segunda-feira, na principal sala de conferências da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Os discursos convergem na necessidade da erradicação o mais urgente da fome e pobreza nos países mais desfavorecidos e a adopção de politicas de fomento à agricultura, entre outros aspectos.
Em representação do Presidente José Eduardo dos Santos, o primeiro-ministro Paulo Kassoma acentuou que a estratégia do governo angolano, para o quinquénio 2009-2014, prevê o aumento e diversificação da produção agro-pecuária e pesqueira, de forma sustentável, tornando mais acessível melhorar o abastecimento em produtos a população e, assim, melhorar a sua condição de vida.
Igualmente referiu-se ao compromisso do executivo em realizar, em Maio de 2010, a 26ª Conferência Regional da FAO para a África.
A Declaração Final da Cimeira, publicada na segunda-feira, refere que os líderes mundiais adoptaram, por unanimidade, o renovado compromisso para erradicar a fome, de forma “sustentável e com a maior brevidade possível".

Jornalismo africano tem papel negativo na construção da democracia


– A representante adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guiné-Bissau, afirmou que a imprensa em África tem um papel negativo.
Lalau Rarisoa, falou na cerimónia de abertura de uma acção de formação sobre a responsabilidade da imprensa e das técnicas de investigação e de reportagem em ambientes sensíveis, destinada aos jornalistas e comunicadores de diferentes rádios comunitários do país.

Rarisoa adiantou esta segunda-feira em Bissau, que esta postura ocorre frequentemente devido à falta de espírito de profissionalismo e de honestidade e que pode ter más consequências no processo da construção do estado do direito, da democracia ou ainda no processo de desenvolvimento do continente negro. De acordo com a representante do PNUD na Guiné-Bissau, a irresponsabilidade na ética e a má técnica jornalística podem ser destrutivas para uma sociedade.

Neste sentido, a funcionária do PNUD citou como exemplo, a «Rádio Mille Collines» do Rwanda. «Infelizmente, os exemplos mais conhecidos são de situações em que o papel dos media era mais negativo, para não dizer destruidor ou devastador, como foi em Ruanda», sublinhou.

As fraquezas morais, ganâncias e a ligeireza de cidadãos inconscientes das suas responsabilidades e a força dos instrumentos que utilizam como instrumentos de trabalho são igualmente, entre outros aspectos invocados por Lalau Rarisoa, falhas e erros com consequências desastrosas.

No caso particular da Guiné-Bissau, a Representante Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento disse que exercer a profissão de jornalista na Guiné-Bissau é mais que um desafio ou um sacerdócio. «Como jornalistas, aceitarão que a falta de meios, insuficiência de formação ou qualquer outros argumentos desta natureza não vos poderá ilibar do contrato que vos ligou com as vossas comunidades, que necessita da paz, da concórdia e de auto-realização», frisou a funcionaria do PNUD.

As acções de formação para jornalistas incluem-se num projecto com a duração de 3 anos, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento num montante de 1.300.000 milhões de dólares.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Reportagem familia Cadi

AUTARCA, GOSTAVA DE SER MADRINHA DE UMA ESCOLINHA NA GUINÉ



A Presidente da Junta de Freguesia de Portimão, mostrou uma vez mais, a sua sensibilidade e abertura para com o projecto "ALICERCE XXI", que vai uma vez mais levar apoio social á áfrica quente. Desde 2007 que Ana Figueiredo se mostra sempre receptiva a colaborar com a Associação Humanitarius, em projectos de apoio escolar, saúde e apoio directo ás populações no interior da Guiné-Bissau.

Ao saber que este novo projecto, "desafiava" as Autarquias parceiras (Portimão, Lagos, Albufeira e Lagoa), a apadrinhar uma escola, a autarca, fez questão de referir, que estaria disponivél para colaborar, mas que o seu executivo, gostaria de ser madrinha de uma escolinha do interior Guineense.

Nesta fase, está a ser estudado o protocolo de apadrinhamento de escolas, e dentro em breve, quem sabe, a Junta de Portimão, poderá ser madrinha de uma pequena escola ao abrigo dos projectos de cooperação Portugal/Guiné (Desenvolvimento do Milénio.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Presidente da República apela a uma boa governação

O Presidente da República Malam Bacai Sanhá, advertiu o Governo a não falhar na sua actuação, sob pena de frustrar as expectativas de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
A observação do chefe de Estado guineense vem expressa no comunicado da Presidência do Conselho de Ministros, que teve lugar este sábado, alargada aos secretários de Estado, e que foi presidida pelo próprio Malam Bacai Sanhá.

De acordo com o mesmo comunicado, o Presidente da República exortou ainda o Executivo sobre a necessidade de haver relações institucionais entre os órgãos de soberania, de forma a responder à altura do compromisso assumido perante o eleitorado.

No mesmo documento, lê-se ainda que é preciso dar sinais de desenvolvimento e que o país deve caminhar para a frente, pois estão reunidas condições para o efeito. «Temos condições materiais, recursos humanos e experiência acumulada que nos permite fazer algo positivo para este pais», refere o comunicado do colectivo governamental.

Esperançado na nova equipa governamental, Malam Bacai Sanhá, aconselhou os membros do Governo a emitir mensagens de encorajamento e de esperança, pois a Guiné-Bissau é um país viável.

A resolução de uma forma negociada do diferendo fronteiriço com a vizinha República do Senegal e acabar com o que chamou de «diz que diz», rumores e boatos entre titulares de órgãos de soberania são, entre outros, aspectos que mereceram a atenção do Presidente da República durante a reunião do Conselho de Ministros.

Um outro assunto que não escapou ao Chefe do Estado guineense, prende-se com o sector da Saúde que, de acordo com Malam Bacai Sanhá, se encontra numa situação «lamentável», onde ocorrem mortes em condições inaceitáveis.

A falta de infra-estruturas escolares, paz e estabilidade e a regularização da dívida interna foram também aspectos invocados pelo chefe do estado guineense.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

É preciso devolver a credibilidade às Forças Armadas - PR Malam Bacai Sanhá

Bissau - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse que hoje, segunda-feira, que é preciso devolver credibilidade às Forças Armadas do país para evitar que as pessoas fujam quando se diz "vêm aí os militares", noticia a LUSA.

"Antes quando se falava dos militares todos nós batíamos palmas, sobre qualquer acção que tinham feito, mas agora quando se diz que vêm aí os militares o povo foge. É preciso devolver a credibilidade e confiança nas Forças Armadas", afirmou Malam Bacai Sanhá.

O chefe de Estado guineense falava na cerimónia de comemoração dos 45 anos de existência das Forças Armadas do país.

No discurso, Malam Bacai Sanhá reafirmou a sua determinação em trabalhar para que a Guiné-Bissau volte a ser um país "estável e respeitado no mundo", mas para que isso seja possível disse ser necessário que todos abracem o seu repto sobre o Pacto de Estabilidade Nacional.

"Queremos e esperamos que o nosso repto seja aceite e acolhido por todos os guineenses, para que haja estabilidade para que o governo de Carlos Gomes Junior, possa cumprir o que prometeu ao povo", afirmou Bacai Sanhá.

Malam Bacai Sanhá disse igualmente que as 'inventonas' de golpes de Estado irão acabar no país para que os cidadãos possam viver na tranquilidade e dentro da liberdade democrática de acção e pensamento, mas insistiu que deve haver disciplina.

"Também temos que ter disciplina. Vimos hoje aqui ministros a chegarem à cerimónia depois de o primeiro-ministro, presidente do Parlamento e Presidente da República já terem chegado. Isso tem que acabar", afirmou Malam Bacai Sanhá, recebendo palmas dos presentes na parada militar.

O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) do país anunciou, por seu lado, a criação de uma página na Internet sobre a instituição, no âmbito da reforma e modernização da instituição, que pode ser consultada no endereço

"Já tive ocasião de dizer que estamos envolvidos e empenhados num processo de modernização das Forças Armadas, é nesse âmbito que temos agora o nosso site para a partilha de opiniões entre os militares e a sociedade civil", disse Zamora Induta.

Indagado sobre o sentimento das Forças Armadas, Induta afirmou que "os olhos (dos militares) falam por si".

Alicerce XXI é o grande projecto para 2010 da Humanitarius


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Responsável pela Acção Social da Humanitarius na Guiné

Associação algarvia vai voltar à Guiné-Bissau, em África, para levar na bagagem ajuda a quem precisa. Mas para isso também necessita de auxílio, através de doações de material de apoio clínico, produtos alimentares, lençóis e cobertas.

A preparação da expedição que a associação Humanitarius tem repetido nos últimos anos à Guiné-Bissau, em África, começa cedo, pois é necessário providenciar apoios, parcerias e organizar as toneladas de donativos que vão chegar às mãos dos mais necessitados.

Em Março, a equipa joga-se à estrada com destino à Guiné, mas antes tem que conseguir os apoios e as parcerias que vão garantir a viagem.

E a missão dos algarvios é nobre, pois pretendem levar equipamento de apoio médico e hospitalar ao serviço de Pediatria do Hospital Nacional, no âmbito do projecto «Saúde Alerta», dar apoio social às tabancas mais isoladas através da doação de roupas e brinquedos, e continuar o «Escola para Todos», que visa a entrega de material escolar.

O projecto mãe é, contudo, o «Alicerce XXI», que junta diferentes acções de ajuda social, onde se destaca o apoio a uma instituição de cegos e amblíopes em Bissau.

2010 marca ainda o «arranque do Projecto de Apoio Infantil, que engloba o Orfanato Casa Emanuel, as crianças seropositivas do Hospital de Comura e outras instituições integradas na Rede Ajuda», explicou ao «barlavento» João Almeida, coordenador dos projectos.

No entanto, as novidades são a intenção de assinar «protocolos com duas ONG». No caso da «Eneoproma, de Buba, na Guiné-Bissau, o objectivo é que, a partir de 2011, esta gira os contactos com o grupo de doadores, em vez da Humanitarius», adiantou João Almeida, dirigente da associação.

Já «os moldes do protocolo com a Rede Ajuda são diferentes, pois trata-se de uma fusão cooperativa. A Humanitarius confiará à ONG a entrega, aplicação, manutenção e distribuição dos donativos», afirmou.

A segunda novidade é que os municípios parceiros desta associação, Lagos, Portimão e Albufeira, vão ser convidados a apadrinhar três escolas do interior guineense.

Segundo João Almeida, há ainda o grande objectivo de conseguir colmatar uma das faltas da maternidade do Hospital Simão Mendes: uma incubadora para recém-nascidos.

«Além disso, precisamos de produtos de desinfecção e tratamento como gaze esterilizada, acessórios de bebé, compressas, lençóis e cobertas plásticas, bem como produtos alimentares com um largo prazo de validade, como bolachas e massas», sublinhou.

Este ano, «a equipa pretende ainda conseguir levar kits de primeiros socorros e de vacinação, para distribuição no Orfanato Casa Emanuel» e nas escolas do interior, acrescentou.

Quanto às doações, «A Catraia», uma instituição de solidariedade social de Portimão, já deu o exemplo com cerca de 2,5 toneladas. As expectativas são, contudo, mais altas, pois a associação espera conseguir reunir entre 20 a 25 toneladas de donativos.

Por isso, quem estiver interessado em ajudar pode fazê-lo na sede provisória da associação, na Estrada de Alvor, 152, em Portimão, e através do 960120094 ou 282084182.

No entanto, a Humanitarius não tem previstos apenas projectos destinados à Guiné-Bissau. No Algarve, a associação quer criar a «Marcha por um Olhar» para apoiar os deficientes visuais, e o «Inovar, Sénior» e «Inovar, Jovem», que incide na prática de técnicas audiovisuais.

Mas nada será melhor do que visitar o site www.olhar-africa.webnode.com ou www.humanitarius.org para ficar a conhecer um pouco melhor as iniciativas da associação.

Galp Energia abre mais um posto de abastecimento em Guiné-Bissau

A empresa portuguesa também anunciou novos investimentos no país, sobretudo no setor das infra-estruturas de abastecimento.


Bissau - A Galp Energia, que possui 80 % da empresa guineense Petromar, inaugurou, no norte da Guiné-Bissau, um novo posto de abastecimento de combustível. A inauguração do posto de abastecimento de São Domingos é uma "prova de confiança no país, uma prova de confiança nos líderes políticos do país e uma prova de confiança no futuro face à crise", afirmou no final da cerimônia de inauguração Fernando Gomes, administrador-executivo da Galp.

"A Galp investiu aqui quatro milhões de francos cfa e criou mais uma dúzia de postos de trabalho", afirmou o ex-presidente da Câmara do Porto, sublinhando que a petrolífera portuguesa emprega diretamente na Guiné-Bissau mais de 120 pessoas.

Fernando Gomes disse também que mais investimentos estão previstos para o país, nomeadamente na área das infra-estruturas de abastecimento".

Segundo ele, a iniciativa é uma mais valia para a Guiné-Bissau porque aquelas infra-estruturas vão constituir também reservas estratégicas para a região.

Sublinhando que a Galp Energia privilegia os investimentos nos países onde Portugal se encontra tradicionalmente, Fernando Gomes anunciou que ao nível daquela sub-região a empresa portuguesa adquiriu "há muito pouco tempo todas as infra-estruturas de abastecimento na Gambia".

"A Galp através das suas filiadas está em Guiné-Bissau há mais de 50 anos e vai estar no futuro com uma posição cada vez mais forte", concluiu Fernando Gomes.

Na cerimônia de inauguração do novo posto de abastecimento esteve também o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, que afirmou que o governo cumpre o que prometeu durante a campanha eleitoral para as legislativas de 2008.

"Vamos ser capazes de trazer as melhores empresas para esta região". "A cooperação portuguesa tem demonstrado que, através das suas empresas, continuará a apostar na Guiné-Bissau e com isso querem demonstrar ao mundo que as pessoas interessadas em denegrir a imagem do país continuarão frustradas", sublinhou.

O primeiro-ministro lembrou também que tem uma moeda estável por pertencer à União Económica Monetária da África Ocidental e que os interessados em investir no país, que tem ainda recursos para explorar, podem ampliar o investimento a todos os Estados-Membros daquela união monetária.


domingo, 15 de novembro de 2009

Instabilidade e falta de infra-estruturas impedem desenvolvimento do turismo

Bissau - A instabilidade, a falta de infra-estruturas e de transportes são os principais factores para a falta de investimento na área do turismo na Guiné-Bissau, defendeu Conduto de Pina, antigo ministro do Turismo do país e empresário do sector.

"Instabilidade era o quotidiano, trago as pessoas e há falta de meios de transporte e de hospitais", lamentou à agência Lusa o também deputado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pelo círculo dos Bijagós.

"Infelizmente as autoridades ainda não definiram o que querem do turismo na Guiné-Bissau (...) e ainda não encaram o papel do turismo no país como preponderante para o desenvolvimento", afirmou Conduto de Pina, sublinhando que há várias leis para apresentar no parlamento para definir as regras.

"Tudo o que o turismo pode trazer vai beneficiar a população", insistiu o deputado.

"O país tem sofrido de instabilidade, mas acredito que muito brevemente a palavra instabilidade possa passar para estabilidade turística", disse.

Natural dos Bijagós, o deputado do PAIGC defende que é naquele arquipélago que está o grande potencial turístico do país.

Parado no tempo, mas já com condições para oferecer aos turistas, as cerca de 90 ilhas do arquipélago caracterizam-se por serem sociedades matriarcas com uma forte componente mística e ricas em flora e fauna.

"É um paraíso perdido no tempo e ainda bem. É uma zona considerada património mundial pela UNESCO", afirmou.

"Num futuro bem próximo o arquipélago pode ajudar na balança de pagamentos do país", disse o deputado.

Conduto de Pina não defende, contudo, um turismo de massas para aquele arquipélago.

"Sou a favor de pequenos projectos nas ilhas", defendeu o deputado.

"Projectos megalómanos para quê?", questionou, sublinhando que é preferível poucos turistas a deixarem muito dinheiro, do que muitas pessoas sem dinheiro.

Para isso defende para o país, um turismo direccionado para a classe média alta, com responsabilidade ecológica e que se queiram isolar.

Sobre a Guiné-Bissau, o deputado lembrou que é um "país verdadeiramente africano e com um verde que nos faz sentir frescos, apesar do calor".

O Governo guineense pediu recentemente a Portugal, no âmbito de uma audiência com o embaixador em Bissau, apoio para a formação académica de recursos em administração de turismo e formação profissional em gestão hoteleira.

Empresários espanhóis de Palma de Maiorca também já manifestaram interesse em investir no país, nomeadamente nos Bijagós e no norte do país.