quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quem receberá prémios no 4º FESTin?

Depois de 7 dias intensos, com 75 filmes em língua portuguesa e uma extraordinária adesão do público, acerimónia de entrega de prémios do FESTin é já nestaquarta-feira, pelas 21h00. Serão entregues prémios emsete categorias: melhor longa e melhor curta-metragem selecionados pelo júri e pelo público, melhor atriz e ator e um prémio especial CPLP. Este ano contamos novamente com um troféu desenhado pelo artista plástico Marcos Marin.
Quem teve oportunidade de acompanhar o FESTin sabe que lançámos uma campanha de financiamento coletivo através da plataforma Zarpante e com o apoio de 30 mecenas reunimos os montantes de 2.500 euros para a melhor longa-metragem e 500 euros para a melhor curta-metragem.


À entrega de prémios segue-se a estreia em Portugal do filme brasileiro Bróder, dirigido por Jeferson De, com Caio Blat, Jonathan Haagensen, Silvio Guindane, Cássia Kiss e Zezé Mota no elenco. Este filme foi premiado em várias categorias no 38º Festival de Gramado, em 2010.


O penúltimo dia do FESTin foi marcado por uma mesa-redonda sobre a importância das parcerias entre festivais de cinema, mas também pela exibição de dois filmes inéditos sobre Angola, realizados na década de 70 por António Escudeiro.

Quem não quer perder a premiação, pode adquirir os ingresssos na bilheteira do cinema São Jorge amanhã, a partir das 13h00.
Os bilhetes têm um custo de 3€ (bilhete normal); 2,50€ (menores de 25 anos e maiores de 65 anos:); 1,5€ (Estudantes) e Grupos de 10 pessoas: 1,50 € por pessoa.


Toda a programação pode ser consultada aqui
www.festin-festival.com | www.facebook.com/festin.lisboa | www.twitter.com/festinlisboa

terça-feira, 9 de abril de 2013

Estado da Guiné-Bissau corre risco de desaparecer, avisa Ramos-Horta

ONU na Guiné desvaloriza onda de rumores sobre instabilidade


Lusa: A Guiné-Bissau "enfrenta como Nação uma ameaça existencial, enquanto Estado" e as elites políticas e militares deviam aproveitar o aniversário de mais um golpe para fazerem um exame de consciência, defendeu hoje o representante da ONU.

Num depoimento a propósito do primeiro aniversário sobre o golpe de Estado que a 12 de abril derrubou os governantes eleitos, o representante do secretário-geral da ONU em Bissau, Ramos-Horta, avisou também que a comunidade internacional está cansada e que há um "perigo real" de abandonar o país.

Independentemente das razões que levaram ao golpe, disse o responsável, "a verdade é que se aprofunda a crise social e económica e o isolamento internacional da Guiné-Bissau".

"Por isso espero que, ao completar-se o primeiro aniversário do golpe e do regime de transição, as elites política e militar façam uma introspeção, um exame de consciência, e ganhem consciência de que a Guiné-Bissau realmente enfrenta como Nação uma ameaça existencial, enquanto Estado", alertou.

É que, justificou José Ramos-Horta, sem um Estado forte, um Governo e instituições políticas sólidas e coesas, é "extremamente difícil a Guiné-Bissau sobreviver aos desafios regionais, às ameaças de crime organizado, nomeadamente dos cartéis de droga das mais variadas origens", e a ameaças de outro género como a extrema pobreza.

Outro aviso de Ramos-Horta é o de que a comunidade internacional, que sempre quis e quer ajudar a Guiné-Bissau, "já está também cansada e há um perigo real de a própria ONU, a União Europeia e outros amigos e parceiros tradicionais da Guiné-Bissau dizerem ´não mais´".

Por isso, Ramos-Horta apelou aos políticos guineenses para que cheguem rapidamente a um acordo para um roteiro de transição que contemple o recenseamento eleitoral e o calendário para as eleições, que podem ser este ano "desde que as elites políticas se entendam".

"Dado os desafios que este país enfrenta, bem grandes, até digo existencialistas para este país enquanto Estado, que se entendam e que formem um Governo de grande inclusão o mais rapidamente possível", para haver eleições num clima pacífico e para que depois das eleições não hajam vencedores ou perdedores", disse.

Após as eleições, acrescentou, o partido mais votado terá sentido de Estado e consciência da gravidade da situação que o país enfrenta, e terá consciência de que nenhum partido sozinho, nenhuma elite partidária sozinha, pode resolver os problemas do país.

"Deem a mão" e formem um Governo de grande abrangência, pediu Ramos-Horta, acrescentado que só assim se pode passar a uma segunda fase, após as eleições, de reorganização do Estado, com o apoio da comunidade internacional.

Tal é possível porque a Guiné-Bissau é um país potencialmente rico e com um "povo fabuloso" e pessoas "altamente qualificadas, disse Ramos-Horta, acrescentando: "por isso, neste ano em que se completa um aniversário de mais um golpe, triste, espero que façam uma reflexão séria, deem a mão e salvem a vossa Nação".

O representante da ONU reafirmou que há tempo para organizar eleições ainda este ano e que as Nações Unidas continuam disponíveis para, em parceria com a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, e com o apoio financeiro da União Europeia, liderar o processo eleitoral.

Segundo documentos judiciais americanos consultados ontem pela Reuters. Americanos implicam Nhamadjo no narcotráfico

Serifo Nhamadjo, o Presidente interino da Guiné-Bissau, pode estar implicado num esquema de contrabando de cocaína e armas para armar rebeldes colombianos, segundo documentos judiciais americanos consultados ontem pela Reuters.


Bissau president implicated in U.S. drugs case

Guinea-Bissau's caretaker President Manuel Serifo Nhamadjo poses for a picture under a portrait of independence hero Amilcar Cabral at his desk at the presidency in the capital Bissau, November 8, 2012. REUTERS/Joe Penney

Guinea-Bissau's caretaker President Manuel Serifo Nhamadjo poses for a picture under a portrait of independence hero Amilcar Cabral at his desk at the presidency in the capital Bissau, November 8, 2012.

Credit: Reuters/Joe Penney

By Richard Valdmanis

DAKAR | Mon Apr 8, 2013 2:51pm EDT

(Reuters) - Guinea-Bissau's caretaker president may have cooperated with the planners of a doomed cocaine-and-weapons smuggling scheme meant to arm Colombian rebels, according to U.S. court filings reviewed by Reuters on Monday.

The documents cast a shadow on international efforts to restore order in the tiny West African state, which has suffered a string of coups since 1974 independence and which has since become a transhipment hub for narcotics bound for Europe.

U.S. prosecutors filed indictments against Guinea-Bissau's former navy chief, Jose Americo Bubo Na Tchuto, and six other men late last week after trapping some of them in a daring sting operation off its Atlantic coast.

According to the indictments, the men planned to bring 4,000 kg of Colombian cocaine to Guinea Bissau inside a shipment of military uniforms and then smuggle weapons, including surface-to-air missiles, back to Colombia's FARC rebels for use against American anti-drugs forces.

The filings state that one of the chief conspirators in the plan, described only as a "high-level official in the Guinea Bissau Military", told undercover agents in July he would discuss the plot with President Manuel Serifo Nhamadjo.

"The day after tomorrow, I'll talk to the President of the Republic," he is quoted as saying in the indictment, filed in New York's Southern District Court on Friday and since made public.

Two other suspects told undercover agents at a meeting in Bissau in September they would speak with the "President and the Prime Minister" about the deal, according to the documents.

"Guinea Bissau government officials would, as a fee, expect 13 percent of the cocaine," a separate unnamed suspect told the undercover agents, according to the documents.

A spokesman for Nhamadjo denied Nhamadjo had any knowledge of the plot, adding: "None of this is true. It makes no sense."

He said Nhamadjo was in Germany for medical treatment but was due to return later this week.

Nhamadjo was named transitional president in Guinea Bissau in May in a deal struck between West African regional leaders and the military commanders who seized power in a coup a month earlier, derailing elections.

The European Union and the CPLP grouping of Portuguese-speaking nations have refused to recognize his administration, claiming he remains under the influence of military leaders with links to the drugs trade.

Nhamadjo has denied the claims and has urged international support and funding for elections.

Na Tchuto's arrest by U.S. drugs agents has raised fears of an outburst of violence between Guinea-Bissau's rival military factions, who have repeatedly clashed in what observers suspect is a struggle for control of the drugs trade.

Na Tchuto has been involved in several failed coups in the former Portuguese colony and was one of two Bissau-Guineans designated as drug kingpins by the U.S. government in 2010.

Other people indicted include Colombian nationals Rafael Antonio Garavito-Garcia and Gustavo Perez-Garcia - both suspected narco-traffickers arrested in Colombia on Interpol warrants.

Guinea-Bissau is rich in natural resources - including minerals, cashews and some of the world's best fisheries - but political instability has hindered investment and kept most of its 1.6 million people mired in poverty.

(Additional reporting by Edith Honan in New York and David Lewis in Dakar; Editing by Michael Roddy)

Fonte REUTERS

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ex-PM Guiné Bissau Carlos Gomes Júnior sai da corrida à liderança do PAIGC

Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro ministro da Guiné-Bissau, afirmou hoje à Lusa que retirou a sua candidatura à liderança do PAIGC, mas assume-se como candidato natural do maior partido guineense às próximas presidenciais.

Já foi comunicada à direção do PAIGC a retirada da candidatura, decidida, adiantou, para que o próximo congresso do partido, em maio, decorra com a maior «estabilidade», mas também pela falta de condições práticas de segurança para Gomes Júnior fazer campanha em Bissau, de onde saiu há um ano após um golpe de Estado protagonizado por chefias militares.

Na entrevista à Lusa, Gomes Júnior escusou-se a oferecer o seu apoio a um dos principais candidatos à liderança.

Lusa

Acusação contra Bubo Na Tchuto liga Guiné-Bissau às FARC na Colômbia


A missão secreta montada pelos Estados Unidos que levou à prisão do almirante da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, em alto mar, junto à zona marítima de Cabo Verde, está relacionada com uma outra, realizada em Bogotá na Colômbia, e que permitiu prender dois colombianos – Rafael Antonio Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia.

Uma e outra decorreram na semana passada e resultaram de uma missão de combate ao narcotráfico, iniciada em Bissau em Junho de 2012, por elementos da Divisão Especial de Operações da Drug Enforcement Agency (DEA). A missão envolveu também as representações desta agência em Bogotá e Lisboa além do Departamento de Justiça e do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Em causa, para Washington, estavam "riscos consideráveis para os Estados Unidos e os seus interesses", lê-se no comunicado disponível na página do Departamento de Justiça: uma rede estava a ser montada para usar a Guiné-Bissau como ponto de passagem de "várias toneladas" de cocaína para ser vendida nos Estados Unidos em benefício das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) – classificado pelos EUA como grupo terrorista.

No centro da conspiração: um país, a Guiné-Bissau, e um influente militar que cumpria o papel de anfitrião, o almirante Bubo Na Tchuto, ex-chefe do Estado-Maior da Marinha entre 2003 e 2008. Na Tchuto estava desde 2010 indiciado, pelos Estados Unidos, por ligações ao narcotráfico juntamente com o ainda chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Ibraima Papa Camará.

A reconstituição da operação da DEA, exposta no mesmo comunicado, revela o papel da Guiné-Bissau como ponto de passagem idealizado pelos traficantes. Mas não só. O país foi também, durante vários meses, palco discreto de reuniões e contactos entre os narcotraficantes e agentes infiltrados da DEA que se apresentavam como representantes ou associados das FARC.

Nos encontros, o influente almirante Bubo Na Tchuto, que terá ajudado o actual chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) António Indjai a consolidar o poder, depois de este o libertar na sequência de uma acção militar em que foi preso, apresentava as condições – suas e do país – para permitir a passagem de droga e de armas.

A cocaína, que entraria na Guiné antes de seguir para os EUA, seria escondida em caixas de uniformes militares. Uma parte da droga seria entregue, a troca do favor, a responsáveis do poder guineense.

Bubo Na Tchuto, que cobrava um milhão de dólares (cerca de 800 mil euros) por cada tonelada que entrava em território guineense, chegou a dizer num desses encontros com os agentes secretos da DEA, que a fragilidade do Governo guineense e das instituições no pós-golpe de Estado de 12 de Abril tornava o momento oportuno para o negócio proposto.

"Ligações assustadoras"
Com o reforço do controlo das fronteiras americanas que se seguiu ao 11 de Setembro de 2001, as grandes redes do tráfico foram desviadas para o continente africano para fazer chegar a droga à Europa ou reenviá-la para o outro lado do Atlântico, para ser vendida nos EUA. O tráfico de droga aumentou então muito na África Ocidental.

Um dos pontos mais vulneráveis é a Guiné-Bissau, onde as instituições são frágeis, o poder volátil, os meios da Polícia Judiciária e dos Serviços de Fronteiras praticamente inexistentes e os postos de controlo no mar ou em terra nulos ou controlados pelos militares. O caso da África Ocidental em geral tem sido referido para ilustrar o risco de o tráfico financiar as redes terroristas ligadas à Al-Qaeda que ganham terreno em África. A operação desmontada agora pelos Estados Unidos dizia respeito a receios semelhantes mas apenas referentes às FARC no continente americano.

O relato dos acontecimentos, feito pela acusação do Ministério Público em Washington, que se pode ler no comunicado, refere a presença de "um representante militar" ou de "um oficial militar" guineense nos preparativos para a operação, este último empenhado em dar pistas para a passagem pelo país não apenas de droga mas também de armas e em referir o benefício que daí poderia advir para o poder em Bissau.

Para Michele Leonhart, administradora da Drug Enforcement Agency (DEA), este caso ilustra "as ligações assustadoras entre o tráfico de droga global e o financiamento das redes terroristas". A responsável, citada no mesmo comunicado na página do Departamento de Justiça, refere-se a estes "alegados narcotraficantes" como estando "entre os criminosos mais violentos e mais brutais" do mundo.

Entre eles, Bubo Na Tchuto, que as autoridades de Bissau, no poder desde o golpe de 12 de Abril de 2012, dizem agora defender.

Na descrição que faz da missão para deter os traficantes, montada desde o Verão de 2012, a DEA divide-a em duas partes e três momentos diferentes.

Na primeira parte, Bubo Na Tchuto e outros quatro elementos – Papis Djeme, Tchamy Yala, Manuel Mamadi Mané e Saliu Sisse – foram presos e extraditados para os EUA. Tchuto, Djeme e Yala foram detidos a bordo de um navio nas águas internacionais ao largo de Cabo Verde, na noite de terça para quarta-feira passadas, enquanto Mané e Sisse foram detidos num país da África Ocidental, lê-se na exposição das autoridades dos Estados Unidos do caso, sem que seja referido o país em que essa prisão foi possível.

Na segunda parte, Rafael Antonio Garavito-Garcia e Gustavo Perez-Garcia foram presos em Bogotá, no mesmo dia, sexta-feira, em que Na Tchuto era presente a um juiz.

Prisão perpétua?
No total, sete pessoas estão indiciadas nos Estados Unidos. José Américo Bubo Na Tchuto, ex-chefe de Estado-Maior da Marinha da Guiné-Bissau, será de novo presente ao juiz a 15 de Abril enquanto os dois colombianos aguardam a decisão sobre a extradição para os EUA.

Bubo Na Tchuto é acusado de conspirar para importar droga para os Estados Unidos. O mesmo acontece com Djeme e Yala. Os três incorrem numa pena máxima que pode ser prisão perpétua. Entre os restantes quatro – Mané, Sisse, Garavito-Garcia e Perez-Garcia – também indiciados por conspirarem com o mesmo fim de trasportar droga para os EUA, os três primeiros estão também indiciados por tráfico de armas para acções de protecção das operações de processamento da cocaína das FARC contra forças dos Estados Unidos.

Preet Bharara, procurador dos EUA para o distrito de Manhattan nomeado em 2009 pelo Presidente Barack Obama, apontou esta alegada conspiração de narcoterrorismo como a prova do "perigo que é susceptível de aumentar em lugares distantes onde circunstâncias infelizes podem permitir aos traficantes de droga e apoiantes do terrorismo negociarem na sombra acarretando grandes perigos para os Estados Unidos e os seus interesses." E decretou: "O elo que liga os traficantes aos terroristas, os seus financiadores e apoiantes, tem de ser quebrado onde quer que seja encontrado."

Acusação do Procurador de Nova York

Governo guineense vai defender Bubo Na Tchuto preso pelos Estados Unidos

Preso na passada quinta-feira em águas internacionais perto de Cabo Verde, Bubo Na Tchuto, ex-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau foi levado para os Estados Unidos, onde será, provavelmente, julgado por alegados crimes ligados a tráfico de droga.

Mas o Governo da Guiné-Bissau, embora admitindo não ter os meios de que dispõem os Estados Unidos, promete defendê-lo como cidadão guineense.

A União Europeia promove a participação das mulheres na construção da paz na Guiné-Bissau

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domingo, 7 de abril de 2013

Governo de transição da Guiné-Bissau cria comissão para debater caju

Bissau, (Lusa) - O Governo de transição da Guiné-Bissau criou uma comissão para "acertar o passo" entre os vários intervenientes da campanha do caju deste ano e quer acabar com as exportações ilegais.

Agricultores, intermediários e exportadores de caju estiveram hoje reunidos com o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros, e no sábado continuam a discutir para "acertar o passo na fileira da castanha de caju, que tem tido problemas nos últimos tempos", disse o presidente em exercício da Câmara de Comércio e Indústria, Abel Incada.

Para a campanha deste ano, cuja abertura oficial decorreu no passado sábado, o Governo de transição não fixou qualquer preço de referência, uma medida com a qual Abel Incada está de acordo, já que deve ser o mercado a regulamentar o preço.

Unilab divulga mudança de data para Entrega da Documentação e Prova de Seleção para candidatos de Guiné-Bissau

Os candidatos de Guiné-Bissau que se inscreveram na Seleção de Estrangeiros para os Cursos de Graduação da Unilab terão um novo prazo para entrega da documentação. A data da Prova de Redação também foi alterada. Agora, o novo prazo é 16 de abril, dia da entrega dos documentos, e da prova. O calendário da seleção referente aos outros países (Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) não mudou. Veja o novo calendário no link abaixo:.

http://www.unilab.edu.br/noticias/2013/04/05/mudanca-de-data-para-entrega-da-documentacao-e-prova-de-selecao-para-candidatos-de-guine-bissau/

O Primeiro-ministro de Cabo Verde não comenta detenção de ex-chefe da Marinha guineense

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O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, escusou-se a comentar a detenção do ex-chefe da Marinha da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, por agentes norte-americanos de combate ao narcotráfico, ao largo de Cabo Verde.

«É um caso de polícia e não queria entrar em questões que têm a ver com a operação de forças policiais», afirmou José Maria Neves, lembrando que a detenção ocorreu em águas internacionais e que Cabo Verde foi apenas usado para fazer escala

Os meandros da prisão do contra-almirante Bubo Na Tchuto

Rear Admiral Bubo Na Tchuto

O contra-almirante Bubo Na Tchuto, da Guiné Bissau, preso pelos americanos compareceu esta sexta feira, 5 de abril, perante um tribunal distrital de Nova Iorque acusado de tráfico de drogas, numa operação preparada há um ano.

Em entrevista à RFI, o jornalista crioulo-guineense, Nelson Herbert, da Voz da América, descreve os meandros da detenção de Bubo Na Tchuto pelas autoridades anti-droga americanas, num percurso que passa pela zona de Varela no norte da Guiné Bissau, donde saiu de barco para Cabo Verde até aos Estados unidos.

"A operação já decorria há cerca de um ano, pelo menos,  portanto os primeiros contactos com esses alegados traficantes, nomeadamente Bubo Na Tchuto, datam de dois meses após o golpe militar de abril do ano passado, através de agentes da Agência dos Estados unidos de combate à droga", sublinha o jornalista Nelson Herbert que investigou este caso para a Visaonews.com

 

Entrevista ao Jornalista crioulo-guineense Nelson Herbert da Voz da América
(06:36)
 

Antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau compareceu perante um tribunal federal dos EUA - Mundo - Notícias - RTP

Antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau compareceu perante um tribunal federal dos EUA - Mundo - Notícias - RTP

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Companhia cabo-verdiana TACV cancela voo para a Guiné-Bissau devido a rumores de instabilidade

Cidade da Praia, 04 abr (Lusa) -- A companhia aérea cabo-verdiana TACV cancelou o voo de quarta-feira para Bissau, devido a rumores de instabilidade na Guiné-Bissau, disse hoje à Lusa fonte da empresa.

A fonte da transportadora aérea cabo-verdiana confirmou hoje à agência Lusa que o voo de quarta-feira entre a Cidade da Praia e Bissau foi cancelado devido a esses rumores.

Por seu lado, o primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou hoje desconhecer qualquer novo foco de instabilidade na Guiné-Bissau.

"Não tenho conhecimento de nada", afirmou José Maria Neves, que regressou na quarta-feira a Cabo Verde após cerca de uma semana em visita aos Estados Unidos.

Os "rumores" de nova instabilidade na Guiné-Bissau foram hoje desdramatizados em Bissau pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineense, general António Indjai, que responsabilizou o empresário holandês Jan Van Maanen, há mais de 30 anos no país, pela divulgação de informações falsas.

Em conferência de imprensa, Indjai disse que não há nada de anormal nos quartéis do país e na própria Guiné-Bissau e disse que o cidadão holandês Jan Van Maanen é que espalhou boatos sobre instabilidade.

"Não há nada de anormal nos quartéis. Não há nada. Podem ver aqui a presença de todos os oficiais, todos os comandantes de todos os ramos das Forças Armadas, para analisarmos em conjunto esses boatos que estão a circular no país", afirmou, indicando que tudo não passa de "boatos lançados por pessoas que não gostam deste país".

"Já apanhámos uma delas. É o senhor Jan (Van Maanen) da Mavegro (empresa de importação e exportação), ele é uma dessas pessoas que estão a lançar os boatos no país", afirmou Indjai, dando conta de uma conversa que afirma ter tido com o holandês que é cônsul honorário da Grã-Bretanha na Guiné-Bissau.

Na Cidade da Praia, também numa conferência de imprensa, José Maria Neves disse que a questão guineense foi um dos temas da conversa que manteve de manhã com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, que está desde sexta-feira em Cabo Verde.

Neves e Murargy, que não prestou declarações à saída, consensualizaram a ideia de que há um empenho "forte" da CPLP e que Cabo Verde mantém a posição de "tolerância zero" a quaisquer golpes de Estado que ponham em causa um país, aludindo implicitamente ao não reconhecimento das atuais autoridades guineenses saídas do golpe de Estado de abril de 2012.

"Terá de haver um diálogo interno num processo extremamente difícil. As eleições dependem da aprovação do Pacto de Regime e do Roteiro e só depois se poderá falar em eleições", disse Neves, escusando-se a comentar se as novas presidenciais e legislativas poderão realizar-se antes do final deste ano.

Na quarta-feira, em declarações aos jornalistas, Murargy afirmara a mesma ideia, realçando, tal como hoje fez José Maria Neves, o "grande emprenho" da CPLP, em colaboração com as Nações Unidas, União Europeia (UE), União Africana (UA) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em encontrar soluções.