quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estados Unidos saúdam a Guiné Bissau no seu dia Nacional

Washington, DC - Em nome do presidente Obama e do povo dos Estados Unidos, felicito todos Guineenses no 41th aniversário de sua independência em 24 de setembro.


Guiné-Bissau fez progressos significativos ao longo do último ano. O povo  foi às urnas em grande número para eleger um novo presidente e um novo Governo, e fazer retornar a Guiné-Bissau a um regime democrático.

Os Estados Unidos estão com o novo governo e o povo da Guiné-Bissau, vamos continuar a trabalhar juntos para solidificar o progresso democrático, promover o Estado de Direito, e incentivar um maior crescimento econômico e de prosperidade.

Como estão a comemorar este dia especial, desejo a todos os povos da Guiné-Bissau prosperidade e felicidades.

Governo exonera direcção da Câmara Municipal de Bissau

Bissau – O ministro da Administração Interna exonerou o Presidente e o vice-Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), António Artur Sanha e Marciano Indi, das funções que exerciam desde o período do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

Artur Sanhá


Um despacho assinado pelo titular da pasta da Administração Interna refere que a medida se enquadra na necessidade de reestruturação do Ministério em causa na implementação das exigências do actual Governo, de forma a responder aos desafios que se impõem na instituição.

Em consequência, o ministro da Administração Interna indicou ao secretário de Estado do Ordenamento do Território no sentido de assumir, de forma transitória, a direcção da Câmara Municipal de Bissau até à escolha dos novos titulares.

De referir que a direcção da Câmara tem sido nos últimos tempos confrontada com muitas críticas por parte dos próprios funcionários desta instituição, através do sindicato da classe, que acusa a chefia de Artur Sanha e Marciano Indi do não pagamento de salários e falta de condições de trabalho.

Guiné-Bissau comemora hoje 41 anos da Independência Nacional

Foi uma colónia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em  24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente.

País da costa ocidental da África,   Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa   do continente africano a ter a independência de Portugal (ex- colonizador).

Breve história do país:

Antes da chegada dos europeus e até o século XVII, a quase totalidade do território da Guiné-Bissau integrava o reino de Gabu , tributário do legendário Império Mali, dos mandingas, que florescera a partir de  1235 e subsistiu até ao século XVII.

O  primeiro navegador e explorador europeu a chegar à costa da actual Guiné-Bissau foi o português Nuno Tristão, em 1446.

A colonização só teve início em 1558, com a fundação da vila de Cacheu. Mais tarde, durante o Estado Novo de Salazar, a colónia passaria a ter o estatuto de província ultramarina, com o nome de Guiné Portuguesa.

A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfego de escravos. Posteriormente elevada a cidade, tornar-se-ia a capital colonial, estatuto que manteve após a independência da Guiné-Bissau.

Luta de Libertação Nacional:

Em  1956, Amilcar Cabral liderou fundação do PAIGC – Partido Africano para a Independência da Guiné Bissau e Cabo Verde,  que, no início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial.

Cabral foi assassinado em 1973, em Conacri, num atentado que o PAIGC atribuiu aos serviços secretos portugueses mas que, na verdade, fora perpetrado por um grupo de guineenses do próprio partido,  que acusavam Cabral de estar dominado pela elite de origem cabo-verdiana.

Apesar da morte do líder, a luta pela independência prosseguiu, e o PAIGC declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau em 24 de Setembro  de 1973. Nos meses que se seguiram, o acto foi reconhecido por vários países.

Todavia Portugal só reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de Setembro de 1974, após a Revolução dos Cravos.

Entretanto, a  política da Guiné Bissau ocorre em um contexto multi-partidário de uma República semi-presidencial em uma democracia representativa em transição, por meio do qual o presidente é chefe de Estado e o primeiro-ministro é chefe do governo.

O  poder executivo é exercido pelo governo, enquanto o poder legislativo é investido tanto pelo governo quanto pela Assembleia Nacional Popular. Desde 1994, o sistema partidário é dominado pelos socialistas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde e do Partido para Renovação Social.

Apesar do quadro democrático e constitucional, os militares têm exercido parcela substancial do poder e interferiram várias vezes na liderança civil desde que eleições multipartidárias foram instituídas em 1994.

Nos últimos 16 anos, Guiné-Bissau sofreu dois golpes de Estado, uma guerra civil, uma tentativa de golpe, e um assassinato presidencial pelos militares. Nenhum presidente exerceu as suas funções um período de 5 anos completo.

Economia:

Guiné-Bissau, muito dependente da agricultura e da pesca, é objecto de um programa do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o ajuste estrutural. A castanha de caju, de que é hoje o sexto produtor mundial.

O país exporta peixe e mariscos, amendoim, semente de palma e madeira. As licenças de pesca são uma importante fonte de receitas. O arroz é o cereal mais produzido e um ingrediente típico e indispensável na alimentação.

Demografia:

A população da Guiné-Bissau é constituída por uma variedade de etnias, com línguas, estruturas sociais e costumes distintos. A maioria da população vive da agricultura e professa muitas vezes religiões tradicionais locais. Cerca de 45% dos habitantes praticam o Islão e há uma minoria de cristãos. As línguas mais faladas são o fula e o mandinga, entre as populações concentradas no Norte e no Nordeste.

Outros grupos étnicos importantes são os balantas e os pepéis, na costa meridional, e os manjacos e os mancanhas, nas regiões costeiras do Centro e do Norte. O Crioulo Guinense, com base lexical no português, é a língua veicular interétnica.

Cultura:

O país possui um património cultural bastante rico e diversificado. As diferenças étnicas e linguísticas produziram grande variedade a nível da dança, da expressão artística, das profissões, da tradição musical, das manifestações culturais.

A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diversos grupos étnicos.

Os povos animistas caracterizam-se pelas belas e coloridas coreografias, fantásticas manifestações culturais que podem ser observadas correntemente por ocasião das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimónias de iniciação.

O estilo musical mais importante é o gumbé. O Carnaval guineense, completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País.

A Guiné Guiné-Bissau faz fronteira a norte com o Senegal, a este e sudeste com a Guiné-Conacri e a sul e oeste com o Oceano Atlântico..

Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e da União Africana (UA).


Entrevista a Augusto Pereira da Graça feita no ano passado pela DW. a propósito da Independência

Augusto Pereira da Graça (“Neco") participou na mobilização de cidadãos para a guerrilha no Leste da Guiné. Ficou sete anos no “campo de concentração do Tarrafal”, onde foi torturado na “Holandinha”. Foi embaixador da Guiné-Bissau na então União Soviética.

 

Polícia confisca droga e viaturas na região de Cachéu

Bissau – Cerca de 47 quilogramas de droga, tipo liamba, seis motorizadas e um automóvel foram confiscados durante uma operação levada a cabo este fim-de-semana pela Policia de Ordem Pública (POP) na região de Cachéu, concretamente no Subsector Administrativo de Ingoré e no Sector de Bula.

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«Na sequência das orientações do ministro da Administração Interna foi desencadeada uma operação relâmpago, nas noites de sexta-feira para sábado e de sábado para domingo, entre 19 e 21 de Setembro, nas vilas de Ingoré de Bula, contra uma rede de tráfico de estupefacientes encabeçada por um grupo de cidadãos de nacionalidade senegalesa e guineense, que estão ainda a monte, numa residência particular onde vivem», disse Samuel Fernandes, porta-voz do Ministério da Administração Interna.

A informação foi tornada pública esta segunda-feira, 22 de Setembro, através de uma conferência de imprensa. De acordo com Samuel Fernandes trata-se de uma rede que possui uma estrutura bem montada e com capacidade logística, nomeadamente meios de transporte, (viaturas e motorizadas) armazéns e postos de distribuição de produtos traficados, tanto no interior como em Bissau.

Foi neste sentido que o responsável anunciou que os trabalhos operacionais vão continuar no terreno e minuciosamente acompanhados pelo ministro da Administração Interna, Botche Candé, e que poderão culminar com a detenção de supostos envolventes e a destruição total e definitiva da rede.

«As estruturas regionais das forças e serviços de segurança estão empenhados no terreno, em acções operacionais para o cumprimento cabal desta ordem», disse Samuel Fernandes.

Ao nível do Sector Autónomo de Bissau, o responsável explicou que, desde 20 de Setembro, as acções foram intensificadas com rondas e patrulhas, motorizadas e pedestres, envolvendo as forças da POP, militares da Guarda Nacional e da Policia Militar, no âmbito de mais um aniversário da independência nacional, a fim de criar condições e um nível de segurança susceptíveis de proporcionar um clima de festividade aceitável.

EUA ajudam projetos sociais na Guiné-Bissau e reiteram apoio às novas autoridades

A embaixada dos Estados Unidos da América no Senegal e Guiné-Bissau entregou hoje ajudas de 44 mil euros para três projetos de cariz social guineenses e reiterou apoio aos novos órgãos de soberania do país lusófono.

"Estas são ajudas simbólicas e é um sinal do nosso empenho em apoiar as autoridades de Bissau", referiu Gregory Garland, novo responsável político para assuntos da Guiné-Bissau na embaixada norte-americana sediada em Dacar, Senegal.

No exercício das suas funções, aquele responsável vai passar a estar durante algumas semanas no escritório de ligação da embaixada dos EUA na capital guineense, informou fonte da equipa local.

Foi no escritório de Bissau que hoje se realizou uma cerimónia pública de atribuição de apoios com a participação das entidades beneficiárias: Orfanato Lar Bethel, projeto de Água e Saneamento da Comunidade de Mansoncas e associação Voz di Paz de apoio à cidadania.

O orfanato recebeu um apoio de cerca de nove mil euros para a aquisição de mobiliário e equipamento e em Mansocas vai ser aplicada a mesma verba em redes de água, enquanto as ações em prol da cidadania vão beneficiar de cerca de 27 mil euros.

Questionado pela agência Lusa à margem da cerimónia, Gregory Garland escusou-se a fazer comentários sobre a situação política da Guiné-Bissau, reiterando a mensagem de apoio às autoridades feita na última semana depois da substituição do chefe das Forças Armadas, António Indjai - que dirigiu o golpe de Estado de 2012.

"O novo governo eleito da Guiné-Bissau está a passar por um processo de restabelecimento de um estado de direito num país que há apenas dois anos sofreu um golpe militar. [O governo] tem feito progressos consideráveis", referiu na altura a representação norte-americana em Dacar à Lusa.

"Tencionamos continuar a trabalhar e a apoiar o novo governo da Guiné-Bissau à medida que constrói um estado de direito democrático", acrescentou, ideia sublinhada também hoje por Gregory Garland, após a cerimónia da tarde e já depois de se ter reunido com a ministra da Defesa guineense, Cadi Seidi.

Lusa

Banco Mundial e Guiné-Bissau defenderam fim de imposto sobre caju

O Banco Mundial e o governo da Guiné-Bissau defenderam hoje a eliminação de um imposto sobre o caju como a melhor medida para combater a pobreza porque a tributação é muito alta e diminui o rendimento dos agricultores.

Banco Mundial e Guiné-Bissau defenderam fim de imposto sobre caju

A eliminação do Fundo de Promoção de Pequenas e Médias Indústrias de Transformação (FUNPI) "constitui a medida mais importante da política de redução da pobreza na Guiné-Bissau", referiu Philip English, economista da instituição ao apresentar na capital guineense um estudo sobre o principal setor de exportação do país.

O BM estima que podem beneficiar da medida cerca de "cem mil agricultores, dos quais dependem 800.000 pessoas", ou seja, cerca de metade da população da Guiné-Bissau.

De acordo com as contas hoje apresentadas, os exportadores e comerciantes repassam a tributação aos agricultores e o imposto caba por reduzir-lhes o rendimento em 11%, num setor em que 75% dos produtores são pobres.

"A promoção da industrialização da castanha de caju constitui um objetivo importante. No entanto, isto deverá ser levado a cabo de forma diferente e transparente, sem prejudicar os agricultores pobres", defende o BM.

A alto nível de fiscalidade fomenta ainda o contrabando (estimado em 65 mil toneladas em 2013), desincentiva a produção, perturba as campanhas anuais de caju, devido às mudanças do nível de tributação, e acaba por fomentar a má governação - uma vez que "os recursos não foram utilizados para os fins a que foram destinados".

Nem nunca houve "responsabilização" pela incorreta aplicação das verbas, acrescenta o documento do BM.

O ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins, presente na apresentação do estudo, subscreve a eliminação do FUNPI pelas mesmas razões apontadas por Philip English e defende medidas alternativas.

Uma das sugestões passa pelo aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas que, já noutras ocasiões, o governante disse estarem abaixo dos níveis praticados noutros países vizinhos.

O Banco Mundial considera também que a industrialização "poderá ser promovida de outras formas: através da atração de investidores" ou da "utilização de outros fundos, com historial de sucesso".

O próprio BM disponibiliza-se a "ajudar com um novo projeto" e aponta para a utilização de apoio de doadores para "ajudar projetos a nível comunitário e para garantir riscos de forma parcial".

Henrique Mendes, presidente da Agência Nacional de Caju, participante na apresentação de hoje, alertou para o facto de, mesmo antes de 20111, ano de criação do FUNPI, ter havido campanhas de caju com preços desfavoráveis para os agricultores.

Aquele responsável lamentou que, apesar de criação do fundo, haja "um fraco avanço industrial" no setor e alertou ainda para o facto de o país estar praticamente nas mãos de um único importador, a Índia.

"Independentemente do que se decidir, temos que analisar outros fatores que influenciam o preço ao produtor da castanha de caju", concluiu.

A Guiné-Bissau é o quarto produtor mundial, com cerca de 200 mil toneladas por ano, de acordo com dados da Agência Nacional de Caju.

Trata-se da principal fonte de receitas de exportação e base dos rendimentos da população guineense.

O ministro da Economia e Finanças garantiu que a campanha do próximo ano já está a ser preparada: em novembro haverá uma conferência alargada para debater a estratégia para o setor para que sejam tomadas decisões sobre o FUNPI até final do ano, sublinhou.

Lusa

Guiné-Bissau vai à assembleia-geral da ONU pedir confiança renovada

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, vai pedir aos parceiros internacionais na 69.ª Assembleia Geral das Nações Unidas que "acreditem nos novos desígnios da nação", disse o líder do governo aos jornalistas em Bissau.13766456

Simões Pereira deverá viajar na quarta-feira para Nova Iorque para discursar na tarde de sexta-feira, dia 26.

"Vamos pedir que nos deem uma nova chance, que acreditem nos novos desígnios da nação", referiu em declarações feitas na segunda-feira.

O novo governo assumiu funções no início de julho após as eleições gerais deste ano que puseram fim ao regime de transição que tomou o poder depois do golpe de Estado de abril de 2012.

Em representação do país, Domingos Simões Pereira pretende consolidar o reatamento das relações diplomáticas com a comunidade internacional e garantir que há uma viragem no país rumo à estabilidade duradoura e desenvolvimento.

A comunidade internacional "precisa dar um sinal de confiança neste país e neste governo", destacou.

"A Assembleia Geral das Nações Unidas é o maior palco do concerto das nações. Vamos encontrar os nossos parceiros, tanto multilaterais [no quadro de organizações internacionais] como bilaterais [os próprios países], e vamos fazer uma advocacia a favor do país", explicou Domingos Simões Pereira.

Um apelo aos outros países "para que permitam realmente que o nosso programa seja implementado e possamos ir para a próxima mesa redonda numa condição de confiança", referiu.

O fim das sanções à Guiné-Bissau e a apoio "às necessidades mais básicas" do país são dois pontos essenciais, acrescentou o líder do governo guineense.

Domingos Simões Pereira viaja acompanhado por uma comitiva que inclui, entre outros, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa.

Para além do discurso em representação da Guiné-Bissau marcado para sexta-feira estão previstas outras atividades, entre as quais um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete.

Lusa

Discurso do Primeiro Ministro Domingos Simões Pereira na apresentação do programa do governo na Assembleia Nacional Popular

 

Ébola: Rádios e televisões comunitárias juntas para prevenir epidemia

Um conjunto de 32 rádios e quatro televisões comunitárias da Guiné-Bissau vão difundir a partir de hoje uma campanha de prevenção da epidemia de Ébola, da qual o país continua livre, anunciou a associação Ação para o Desenvolvimento (AD).

Rádios e televisões comunitárias juntas para prevenir epidemia

A organização não-governamental (ONG) pretende colocar o tema na ordem do dia "junto das comunidades" com as quais trabalha por todo o país, anunciou hoje em comunicado.

As mensagens a emitir na Rede Nacional das Rádios e Televisões Comunitárias da Guiné-Bissau (RENARC), coordenada pela AD, vão ser complementadas com um boletim informativo distribuído no Bairro do Quelélé, em Bissau, peças de teatro e música difundida em espaços públicos.

Ao mesmo tempo, a ONG conta envolver perto de 200 associações e organizações beneficiárias das ações da AD em áreas rurais e urbanas em Bissau e nas regiões de Cacheu e Cubucaré, tais como escolas, unidades de saúde e coletividades.

A campanha prevê ainda a intervenção na comunidade de porta-vozes da informação, responsáveis por fazê-la chegar aos núcleos familiares mais isolados.

A AD vai ainda promover a limpeza e desinfeção da água nos locais de trabalho e de encontro dos membros de todas as associações parceiras.

O lançamento oficial da campanha está marcado para as 21:00 de hoje no ginásio do Instituto Nacional de Educação Física e Desporto, no Bairro da Ajuda, em Bissau.

O surto de Ébola na África Ocidental já fez 2.630 mortos, a maioria dos quais nos três países mais afetados - Libéria, Guiné e Serra Leoa -, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Nigéria oferece fardamento às Forças Armadas da Guiné-Bissau

A embaixada da Nigéria em Bissau ofereceu hoje fardamento diverso às Forças Armadas da Guiné-Bissau num gesto considerado pelo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, como de solidariedade africana.

Nigéria oferece fardamento às Forças Armadas da Guiné-Bissau

O embaixador Mohamed Adan entregou ao líder do governo um total de 1.278 uniformes para oficiais, 1.224 chapéus, 1.930 pares de sapatos, 4.600 uniformes de combate (para soldados), 4.750 cintos e 4.260 pares de botas de combate.

Ao agradecer o apoio da Nigéria, o primeiro-ministro guineense disse que o uso dos uniformes "vai dignificar ainda mais o gesto de um povo irmão" pelo que exortou para que os equipamentos sejam bem utilizados pelos militares.

"As dificuldades logísticas que as nossas Forças Armadas enfrentam neste momento também estão ligadas à questão dos uniformes", acrescentou.

Domingos Simões Pereira vê no apoio da Nigéria a "demonstração clara" da disponibilidade daquele país em continuar a ajudar a estabilização da Guiné-Bissau.

Disse também que a mesma vontade é partilhada pela Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e outros parceiros.

"Estão a apoiar a Guiné-Bissau e dão-nos uma nova motivação para acreditarmos que o futuro nos reserva um bom quadro de cooperação, bastante positivo, mais apaziguado e de progresso", notou o primeiro-ministro guineense.

O embaixador da Nigéria, Mohamed Adan, afirmou que o seu país pretende ajudar a Guiné-Bissau "a encontrar a paz definitiva" e que os uniformes militares foram pedidos pelo anterior chefe das Forças Armadas, António Indjai, quando o presidente do seu país visitou Bissau.

Goodluck Jonathan realizou uma visita de trabalho de algumas horas a Guiné-Bissau no passado mês de novembro.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Quatro décadas depois, o leão de regresso à Guiné-Bissau


Os biólogos acreditam que os últimos leões abandonaram a Guiné-Bissau quando a guerra pela independência lhes virou o "habitat" do avesso, mas, quatro décadas depois, um rugido e pegadas no Leste do país anunciam o regresso do rei da selva.

"A pegada é inequivocamente de leão" conta Annemarie Goedmakers à agência Lusa em Bissau.

O achado foi feito por um colaborador da fundação Chimbo que preparava estações de observação de chimpanzés na floresta do Boé e que registou um som que identificou como um rugido de leão: para tirar dúvidas, no dia seguinte voltou ao local e lá estavam as marcas no solo.

Agência Lusa

PERFIL DO NOVO CEMGFA BIAGUÊ NA N´TAM


domingo, 21 de setembro de 2014

PJ DETEVE DECANO DA FACULDADE DE MEDICINA DE BISSAU

A Polícia Judiciária deteve no início da tarde de ontem (sexta-feira), Decano Nacional da Faculdade de Medicina de Bissau, Abulai Biai por suspeita de corrupção e venda de vagas de ingresso de alunos na referida instituição.

Uma fonte junto daquela corporação policial, informou ao nosso jornal que o Decano da Faculdade, Abulai Biai estava a ser ouvido na PJ pelo Inspetor da Brigada dos Delitos Económicos sobre o caso da suspeita de corrupção e jogo de influência no processo da seleção dos estudantes.

O inspetor da PJ depois da audição, declarou a prisão ao suspeito bem como ao seu colaborador, que de acordo com a mesma fonte é quem recebia dinheiro das mãos de estudantes.

O Democrata apurou ainda que a denúncia de corrupção e jogo de influência no processo da seleção dos candidatos à escola de medicina foi feita pelos próprios estudantes junto das autoridades judiciais.

Segundo a nossa fonte, os candidatos alegam que, apesar de terem obtidos notas exigidas para admissão no curso, foram excluídos simplesmente por não terem dinheiro para subordinar os responsáveis da Faculdade de Medicina. O Jornal O Democrata soube que a detenção, por ter sido feita na sexta-feira, o suspeito será apresentado ao Juiz da Instrução Criminal na próxima segunda-feira para o efeito da legalização da prisão preventiva.

Recorde-se que em Agosto do ano passado a Polícia Judiciária efetuou uma busca no gabinete do Professor, igualmente Reitor da Faculdade de Medicina, Abulai Biai, com intuito de encontrar elementos que comprovem indícios de corrupção e jogo de influência no processo da seleção de candidatos ao curso de Medicina.

Fonte : O Democrata