segunda-feira, 22 de abril de 2013

Presidente do PAIGC "Não gosto de pronunciar-me sobre os meus subordinados"

O oficialmente presidente do PAICV, Carlos Gomes Júnior recusou falar sobre o actual chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, António Indjai, alegando não gostar de falar sobre os seus subordinados.

Não gosto de pronunciar-me sobre os meus subordinados

Numa entrevista conjunta à agência Lusa, RTP África e Deutsche Welle, na Cidade da Praia, e assumindo-se como presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Gomes Júnior salientou que são os seus subordinados que devem respeitar a hierarquia.

"Não gosto de pronunciar-me sobre os meus subordinados. Os meus subordinados têm de respeitar a hierarquia e eu sou o chefe. Não me pronuncio sobre quem quer que seja. Se quiser pergunte-lhe a ele", respondeu, ao ser-lhe pedido uma avaliação sobre Indjai, líder do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, que derrubou o regime democraticamente eleito de Gomes Júnior.

Assumindo-se também como primeiro-ministro "de facto" da Guiné-Bissau, Gomes Júnior, que participou no XIII Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), disse também que a detenção de Bubo Na Tchuto (ex-chefe do Estado Maior da Armada guineense) e as acusações norte-americanas de ligações ao narcotráfico e tráfico de armas de Indjai são assuntos do foro judicial.

"Mas são informações negativas para o que almejávamos, são questões do foro judicial sobre as quais não me pronuncio antes da tomada de qualquer decisão", acrescentou, indicando que tem acompanhado o evoluir da situação através da comunicação social e que nunca mais falou com Indjai.

Gomes Júnior salientou que, desde o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, tem "percorrido o mundo" a explicar a crise político-militar guineense, tendo sempre como pano de fundo a ideia de que continua a ser o primeiro-ministro e presidente do PAIGC.

"Não tenho falado com ninguém (na Guiné-Bissau). Fiz muitos contactos internacionais, que resultaram em factos positivos, porque hoje a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) já participa nas reuniões com a UA (União Africana) e CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)", referiu.

"Isso, para mim, é o fundamental: não ter contactos com A, B ou C, porque eu sou o chefe de Governo legitimamente eleito", reivindicou.

Questionado sobre como vê a evolução do país desde o golpe de Estado, Gomes Júnior defendeu que as "boas perspectivas de crescimento" criadas durante o seu Governo "foram por água abaixo", lamentando que o seu "exílio" em Portugal, ao longo do último ano, tenha parado o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Gomes Júnior remeteu para os quadros do Ministério da Economia guineense as contas que têm de ser feitas relativamente à regressão do país.

"Só os técnicos é que podem dar resposta ao que se perdeu nestes 12 meses. Não quero fazer um balanço em cima do joelho. Os técnicos do Ministério da Economia que façam a comparação entre o que estava previsto e o que se fez ou não se fez. Grosso modo, cremos que é um balanço altamente negativo para a Guiné-Bissau", argumentou.

Se as investigações «confirmarem a implicação» : António Indjai poderá entregar-se às autoridades dos EUA (Gostava de ver!!!!!)

Bissau - O Porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau disse, este sábado, 20 de Abril, que se as investigações «confirmarem a implicação António Indjai no tráfico de droga para os EUA, o Chefe da Armada guineense irá apresentar-se à justiça como qualquer outro cidadão.

Em conferência de imprensa realizada este sábado, Daba Naualna, porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas, disse que uma eventual detenção do Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau nunca acontecerá, como foi o caso de José Américo Bubo Na Tchuto.


«Nem quero imaginar sobre isso porque nunca acontecerá, a não ser que as investigações sejam feitas e confirmarem que ele esteve envolvido no tráfico de droga. Ele se apresentará à justiça como qualquer cidadão, agora, como foi o caso de Bubo, esperamos que isso não aconteça», disse Daba Naualna.


O responsável disse que as Forças Armadas estão dispostas a colaborarem com as autoridades americanas, se assim for o entendimento do Governo de transição, e adiantou que, até à data, as Forças Armadas não foram solicitadas em relação a este processo.


Interrogado sobre a participação do António Indjai na operação de tráfico de droga, Naualna disse que não confirma nem desmente estas acusações.


«Não confirmo nem desminto este assunto. Quem tem competência para este efeito são os tribunais», esclareceu Daba Naualna, e descreveu os sentimentos de António Indjai sobre as acusações de que está a ser alvo pelos EUA, dizendo que está frustrado, desesperado, agoniado e triste com tudo o que se fala sobre ele.

«Nenhum homem de bem ficaria tranquilo ouvindo o seu nome ser relacionado com a prática de crime, é muito natural que ele se encontre nesta situação por tudo quanto se fala, considerado um conspirador contra os EUA e, quem conspira contra EUA tem problemas sérios».


Este oficial das Forças Armadas considerou as acusações contra Indjai de uma «propaganda barata» que irrita os militares, sublinhando que António Indjai está a ser crucificado antes de ser jugado.


«Nós estamos a imolar a honra do General Indjai no altar da liberdade da imprensa», disse Daba Naualna.


Sem mencionar os nomes, Daba Naualna disse acreditar haver uma mão política invisível no caso, tendo denunciado a existência de barco que recentemente atracou e saiu no porto de Bissau, sem que alguém pronunciasse nada, além das drogas desaparecidas no tesouro público.


A ocasião serviu ainda para este responsável militar confirmar que José Américo Bubo Na Tchuto não foi capturado em águas internacionais.


Em relação à prestação da secreta americana na Guiné-Bissau que culminou com esta detenção, Daba Naualna explicou que um destes agentes se apresentou no Estado-maior General das Forças Armadas como empresário israelita, querendo investir no fornecimentos de fardamentos e viaturas aos militares, tendo a tal proposta sido, na altura, recebida com alguma prudência por António Indjai. Era uma armadilha para o levarem, como aconteceu com Bubo Na Tchuto.


«Os agentes americanos infiltraram-se como traficantes de droga e terão aliciado Bubo para participar em tudo e depois envolver Indjai, sabendo que, há algum tempo, os dois estavam de costas viradas», referiu o porta-voz das FA, pedindo mais investigações sérias e a captura das pessoas que vendem as armas, para que o autor não seja deixado de fora.


«O verdadeiro traficante de armas pode estar a rir agora dos esforços internacionais no combate à criminalidade organizada, porque se inventou traficante de arma quando o verdadeiro ficou impune em liberdade», declarou Daba Naualna.


De referir que, na altura em que decorria o encontro com a imprensa, o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai encontrava-se reunido com as Chefias do Estado-maior, para abordar os últimos acontecimentos sobre este caso, junto das instalações do Clube das Forças Armadas.

sábado, 20 de abril de 2013

(Quando os entrevistadores se transformam em entrevistados) António Aly Silva: "Tenho a certeza que António Indjai há-de ser preso pelos americanos"

Foto de António Aly Silva, editor da ditaduradoconsenso.blogspot.frO Blogue Novas da Guiné saúda a coragem e o desassombro do António Aly Silva

"Todos nós já sabíamos que António Indjai era camisola 10 no tráfico de drogas; e quem diz António Indjai, diz Bubo, outros generais e outras altas patentes das Forças Armadas da Guiné Bissau. (...) Qualquer um deles que puser os pés fora das nossas fronteiras será preso e será extraditado para os Estados unidos," afirma o jornalista guineense António Aly Silva, editor do Blog Ditadura do Consenso

Ouvir:

Entrevista ao Jornalista guineense António Aly Silva
(09:53)
 

Ex-Presidente de Cabo Verde fala sobre detenções da Guiné-Bissau

Praia - O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou que a prisão do ex-Chefe de Estado-Maior da Armada guineense, Bubo Na Tchuto, pelos serviços secretos norte-americanos, pode ajudar a estabilizar a situação na Guiné-Bissau mas não resolve os problemas daquele país.

Em entrevista à rádio pública cabo-verdiana (RCV), Pedro Pires disse acreditar que, com a prisão de Bubo Na Tchuto, o espectro da impunidade desapareceu e que ninguém está acima da lei.


«Já vêm que não estão impunes e que pode haver uma intervenção de fora no sentido de os neutralizar», acrescentou o antigo Presidente da República, em exercício entre 2001 e 2011, e Primeiro-ministro de Cabo Verde entre 1975 e 1991.


Pedro Pires recebeu o «Prémio Mo Ibrahim», em 2011, e vai ser homenageado esta sexta-feira, 19 de Abril, na abertura do XIII Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), do qual foi Presidente e Secretário-Geral.
Na sua perspectiva, a prisão de Bubo Na Tchuto, figura que conheceu durante a luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, demonstra a fragilidade do Estado guineense.


«Para haver qualquer mudança foi necessário que fossem os americanos, a DEA. Isso demonstra a fraqueza evidente do Estado da Guiné-Bissau», sublinhou Pedro Pires.


O contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto foi detido em águas internacionais, a 2 de Abril, juntamente com quatro oficiais guineenses, por agentes do departamento anti-droga dos EUA (DEA).


Foram todos apresentados a um tribunal de Nova Iorque, que legalizou a prisão sob as acusações de conspiração para fornecimento de armas à guerrilha colombiana FARC, armazenamento cocaína da mesma organização terrorista, venda de armas para uso contra as forças norte-americanas e tentativa de introduzir cocaína no mercado dos EUA.


Esta quinta-feira, 18 de Abril, o Procurador de Manhattan (EUA), Preet Bharara, apresentou uma queixa juntamente com a DEA num tribunal dos EUA, contra o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, acusando-o de participar numa operação internacional de tráfico de droga e armas.


Bharara e a DEA acusam Indjai de ter usado a sua posição no topo da hierarquia militar guineense para ser intermediário, fazendo da Guiné-Bissau um ponto de passagem de pessoas, que se acredita serem terroristas e narcotraficantes.


Além de Indjai, Preet Bharara e a DEA acusam também o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea guineense, Ibraima Papa Camará, pelos mesmos crimes.


Espera-se agora que as autoridades norte-americanas emitam um mandato internacional de captura contra António Indjai que, a 12 de Abril de 2012, liderou um golpe de Estado contra o Governo de Carlos Gomes Júnior, derrubando o antigo Primeiro-ministro e o Presidente Interino, Raimundo Pereira.


Há precisamente um ano, António Indjai foi incluído na lista de indivíduos alvos de sanções do Conselho de Segurança da ONU, por ter protagonizado o referido golpe de Estado, interrompendo a segunda volta de eleições Presidenciais. Em 2010, os EUA já tinham emitido um mandado internacional de captura a Papa Camará.


A acusação agora feita pelo Procurador de Manhattan e pela DEA, que terão pedido a colaboração dos militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), estacionados na Guiné-Bissau, criou um ambiente de «medo» nos Quartéis e em certos círculos políticos guineenses, que receiam que os militares da CEDEAO tentem deter as principais chefias do país, entre políticos e militares.


Sabe-se que António Indjai e Papá Camará têm permanecido entre o Estado-Maior das Forças Armadas e o Quartel da Força Aérea, evitando circular na rua com receio de uma possível captura.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ramos Horta diz que Guiné-Bissau está a um passo de se tornar um “Estado falhado”

Fonte: Lusa

O representante da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, considerou hoje, em Maputo, que o país está a “um passo” de se tornar um “Estado falhado”, caso a instabilidade não tenha uma solução nos próximos tempos.
Falando aos jornalistas no final de uma audiência com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Ramos-Horta descreveu a situação guineense como sendo de “extrema precariedade”.


“Se o Estado existe para dar segurança, tranquilidade, saúde, educação, justiça às populações, então aí vemos que há extrema precariedade na Guiné-Bissau, daí para um Estado falhado é um passo”, disse.


Ramos-Horta e Armando Guebuza discutiram a crise guineense.
Segundo José Ramos-Horta, o presidente da CPLP “prometeu estudar e encontrar formas de, no quadro da CPLP e da União Africana, tentar contribuir mais ainda do que já tem feito para ajudar a resolver o problema da Guiné-Bissau”.


O antigo Presidente timorense acrescentou que a situação da Guiné-Bissau “continua extremamente delicada pela ausência de um roteiro político por parte da Assembleia Nacional, do Presidente interino, Governo e todos os intervenientes que indiquem luz ao fim do túnel visando à formação de um Governo mais incluso, com a participação do PAIGC”.


“Não há nada em vista que nos garanta que esta situação vai ser resolvida nos próximos tempos”, até porque, “por exemplo, não há data para a realização de recenseamento eleitoral, eleições presidenciais e legislativas até ao fim do ano, como foi prometido pelos guineenses aos chefes de Estado da CEDEAO”, disse o responsável pelas Nações Unidas na Guiné-Bissau.


Contudo, referiu Ramos-Horta, “há razões para otimismo”, até porque “a Guiné-Bissau não é uma Somália, não é Congo, é de muito menor dimensão, há apenas um impasse político. O Estado existe nominalmente e, por outro lado, há um povo magnífico, que, apesar de multiétnico, multilinguístico, multirreligioso, nunca houve guerras por causa destas diferenças”.


De resto, disse, “o povo da Guiné-Bissau tem dado grande exemplo de civismo e é triste por quase vive alheio e desconetado com a elite política e militar”, pelo que “as Forças Armadas têm que ser totalmente reorganizadas”.

José Ramos-Horta garantiu que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, está “totalmente sensível ao problema e está muito bem informado”, sobre a crise guineense.


“O que é necessário agora é sensibilizar o Conselho de Segurança a fazer muito mais para evitar o pior na Guiné-Bissau”, apelou.

General Indjai acusado de tráfico de droga e armas

Militar da Guiné-Bissau é acusado de quatro crimes e poderá ser julgado num tribunal de Nova Iorque.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou formalmente o general Antonio Indjai, da Guiné-Bissau, de planear traficar droga para os Estados Unidos e vender armas aos rebeldes colombianos das FARC.

Indjai é acusado de quatro crimes: conspiração narco-terrorista, conspiração para fornecer material a um organização terrorista estrangeira, conspiração para importar cocaína e conspiração para adquirir e transferir mísses anti-aéreos.

A acusação foi formalizada junto de um tribunal de Nova Iorque, avança a agência Reuters.
A Guiné-Bissau negou sempre qualquer envolvimento em tráfico de droga, mas pensa-se que Indjai esteja no país.

 

PÚBLICO

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Indjai escapou por um triz, mas não perde por esperar...

O chefe de Estado Maior guineense, António Indjai, deveria ter-se juntado a Bubo na Tchuto e agentes anti-narcotráfico (DEA) norte-americanos em alto mar.
À última hora, desconfiou e evitou a captura, avançou a Reuters, uma história de resto já contada Novas da Guiné-Bissau
Informantes infiltrados da DEA reuniram-se com Indjai, Na Tchuto e vários outros supostos traficantes “várias vezes desde meados de 2012” para preparar a operação policial que levaria à detenção, a 2 de abril, do almirante considerado um “barão do narcotráfico” pelos Estados Unidos, e que vai ser julgado em Nova Iorque.
Fontes ligadas à operação disseram à Reuters que Na Tchuto enviou um dos seus ajudantes, antes de sair para o alto mar, ao largo das ilhas Bijagós, no final do dia.
Indjai deveria seguir separadamente, algumas horas mais tarde, para lidar com o carregamento de armas envolvido no negócio.
Contudo, tornou-se desconfiado, segundo uma fonte, que acompanhou a operação.

“Ele não mordeu o isco”, disse uma das fontes. Indjai protagonizou um golpe de Estado em abril de 2012, interrompendo eleições presidenciais e entregando o poder a um governo de transição liderado pelo presidente Manuel Serifo Nhamadjo, num acordo mediado por africanos CEDEAO.
Os traficantes detidos pela DEA diziam que o presidente e o governo tinham conhecimento e facilitavam o negócio. Pela participação no golpe, Indjai integra a lista de indivíduos alvo de sanções do Conselho de Segurança da ONU, estando proibido de ausentar-se para o estrangeiro.
“Indjai é um alvo de alto valor. E ele sabe que ele é”, disse um diplomata baseado em Bissau.

Ainda assim, a detenção de Na Tchuto é um dos maiores sucessos da Drug Enforcement Administration norte-americana na África, região que diz é cada vez mais usado por traficantes de droga da América Latina como plataforma para os Estados Unidos e Europa.
Fontes do Exército Guiné-Bissau disseram à Reuters que vários oficiais militares vistos como aliados de Na Tchuto foram colocado sob prisão domiciliária, enquanto recrudescem as tensões entre fações militares rivais, que atribuem mutuamente as culpas pela operação.

(É esta a notícia publicada pela Reuters)

 

U.S. drugs sting misses Bissau army chief - sources

Guinea-Bissau armed forces chief-of-staff General Antonio Indjai (C) leaves a meeting with the president and the regional body of the Economic Community of West African States (ECOWAS) in the capital Bissau November 7, 2012. REUTERS/Joe Penney

By Richard Valdmanis and David Lewis DAKAR | Wed Apr 17, 2013 5:58pm BST


(Reuters) - U.S. anti-drugs agents who snared Guinea-Bissau's former Navy chief in a high-seas sting last week were also targeting the head of the West African state's army, sources familiar with the operation told Reuters.

Guinea-Bissau General Antonio Indjai - widely seen as the coup-prone nation's most powerful man - declined to meet undercover agents in international waters where he had been told he could seal a lucrative deal to smuggle cocaine and supply weapons to Colombian rebels, sources said.

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"He did not take the bait," said one of the sources with direct knowledge of the April 2 sting, in which former Navy chief Admiral Jose Americo Bubo Na Tchuto - labelled a drugs kingpin by the U.S. Treasury Department - was arrested.

Guinea Bissau's military has long been accused of involvement in narcotics trafficking, using a jigsaw puzzle of mangrove-lined islands as cover against the region's notoriously weak law enforcement.

The capture of Na Tchuto - who prosecutors say was successfully lured offshore on the promise of a $1 million (656 thousand pounds) payoff for transhipping 1,000 kg of cocaine - marked one of the U.S. Drug Enforcement Administration's biggest successes in Africa, a region it says is increasingly used by smugglers moving Latin American drugs to users in the United States and Europe.

An estimated 50 tons of cocaine move through West Africa every year, according to the United Nations Office on Drugs and Crime, most of it heading north to European cities, where they are worth almost $2 billion on the streets.

A spokesman for the U.S. Drugs Enforcement Administration declined to comment on the sting operation. A spokesman for Bissau's interim government, reached by telephone for comment about Indjai, said he would not answer any questions. The government has previously denied any links to trafficking.

Na Tchuto, who is in detention in New York awaiting trial on a charge he conspired to smuggle cocaine to the United States, has previously denied involvement in the drugs trade.

Indjai seized control of Guinea Bissau in a coup last April before handing power the following month to a transitional government led by civilian president Manuel Serifo Nhamadjo, in a deal brokered by West African regional bloc ECOWAS.

The European Union and the CPLP (Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa) grouping of Portuguese speaking nations have since refused to recognize Nhamadjo's administration, saying it remains under the control of military officials involved in the drugs trade.

'HIGH VALUE TARGET'

Undercover informants for the U.S. Drugs Enforcement Administration had met with Indjai, Na Tchuto, and several other suspected traffickers several times since the middle of 2012 to set up the sting operation, according to the source.

Na Tchuto initially balked at the undercover informants' request he meet them offshore beyond the Bijagos Islands on the morning of April 2, first sending one of his aides before going out himself later in the day.

Indjai was meant to take a boat offshore separately a few hours later to handle the weapons side of the deal but became suspicious, according to one of the sources, who had direct knowledge of the sting as it was happening.

Another source, who was briefed by officials involved in the American operation, confirmed that Indjai had been targeted.

Na Tchuto's arrest sent shockwaves through the former Portuguese colony as it tries to organise elections to replace its fragile caretaker government.

Guinea-Bissau army sources told Reuters on Wednesday that several military officials seen as allies of Na Tchuto had been put under house arrest as tensions soared between rival military factions blaming each other for the sting.

Fissures in the military have triggered repeated gunfights in the ramshackle capital Bissau. The army has seized power from civilian rulers more than a dozen times since 1974 independence.

Na Tchuto and Guinea Bissau Air force chief Ibraima Papa Camara were placed on the U.S. 'drugs kingpins' list in 2010 after enforcement officials caught wind of a huge 2009 cocaine deal.

Indjai, who is running the country's armed forces from the capital Bissau, has denied involvement in drugs smuggling and was never placed on the list. Camara too remains in Bissau, is still in charge of the airforce and has publicly denied involvement in smuggling

"Indjai is a high value target. And he knows he is," said a Bissau-based diplomat, who asked not to be named.

"WE DON'T HAVE A STATE"

Indictments filed in a New York court last Friday by U.S. prosecutors against Na Tchuto and six other suspects say that conspirators in the arms and drugs deal told undercover agents on at least two occasions between July and September 2012 that Nhamadjo was being briefed in the plot.

Nhamadjo's government has vehemently denied any drugs links and said it would seek to defend Na Tchuto, a 63-year-old veteran of Guinea Bissau's independence war.

"We will do our duty to a citizen who took part in the liberation of Guinea Bissau and the Cape Verde islands," Prime Minister Rui Duarte de Barros said last Thursday.

Officials involved in efforts to combat organised crime in West Africa say the involvement of the DEA in the Na Tchuto arrest highlighted the weakness of regional governments to solve their own problems.

"There had to be a U.S. police operation to fight the drug traffickers," said Pedro Pires, ex-president of Cape Verde who is now a member of the West Africa Commission on Drugs set up by former U.N. Secretary-General Kofi Annan this year.

"This shows how weak this state is. If we cannot fight drug trafficking this shows we don't have a state or that the security and justice services just do not work."

(Writing by Richard Valdmanis; Editing by Daniel Flynn and Ralph Boulton)

Chefias militares da Guiné-Bissau ausentes da reunião da CPLP

Bissau - As autoridades militares da Guiné-Bissau não estão representadas na reunião de Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de 17 e 18 de Abril, na capital de São Tomé e Príncipe.

O encontro visa debater a componente de Defesa comum ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de entre outros assuntos.


Exercícios conjuntos e cooperação técnica são ainda temas que constam da agenda da reunião, cuja cerimónia de abertura será presidida pelo Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Gabriel Costa, e deverá encerrar com a adopção de uma declaração final.
A realização de reuniões regulares entre os Chefes militares dos países da CPLP foi estabelecida por um protocolo de cooperação, assinado em setembro de 2006.


O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de Portugal, o General Luís Araújo, já se encontra em São Tomé, onde proferiu uma palestra sobre pirataria na Região do Golfo da Guiné, esta terça-feira, 16 de Abril.

Sindicato do Ministério das Finanças em greve: Salários e subsídios em atraso

Bissau - O sindicato do Ministério das Finanças da Guiné-Bissau deu início a mais uma paralisação, esta quarta-feira, 17 de Abril, por um período indeterminado.

Em causa está o problema do pagamento de salários e subsídios aos funcionários públicos da referida instituição, cujos montantes estão em falta há mais de cinco meses.


Sobre esta acçao reivindicativa, as partes haviam chegado a acordo, em Março, tendo sido permitido o pagamento dos salários desse mesmo mês, ainda que fora do período indicado pelo Governo de transição para o efeito, ou seja, a partir do dia 22 de cada mês.
Com esta nova greve no sector das Finanças, a regularização dos vencimentos correspondentes a Abril pode ficar comprometida.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Parlamento rejeita levantar imunidade a deputados com processos judiciais

Bissau - O presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Ibraima Sori Djaló, endereçou terça-feira uma carta ao Procurador-Geral da República, Abdu Mané, reiterando que qualquer deputado com processo judicial terá de ser ouvido no parlamento e com imunidade conservada.  

A carta de Sori Djaló, citada pela Agência Lusa, é a resposta a uma solicitação que o Procurador havia feito, na qual criticava o facto de o parlamento não estar a permitir que deputados indiciados na prática de crimes sejam ouvidos fora do hemiciclo.  

De forma vincada, o presidente do parlamento nega as alegações do Procurador guineense quando este afirma existir falta de colaboração entre as duas instituições.  

“Ao contrário do expresso no vosso ofício, a Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) sempre agiu de forma colaborante com a vossa instituição, ajudando na observância dos princípios basilares e no processo de combate à criminalidade no nosso país", lê-se na carta.  

Sori Djaló diz que nunca recusou o levantamento de imunidade parlamentar aos deputados suspeitos, no entanto, sempre tem tido o cuidado de analisar se os pedidos que são enviados ao parlamento (para o levantamento de imunidade) são de natureza jurídica ou política.  

"Em rigor técnico um requerimento de pedido de levantamento de imunidade deve conter, ainda que de forma sintética, os elementos de facto em que se consubstancia o indício da prática do crime que recai sobre o deputado, o que não se tem verificado nos ofícios que deram entrada no parlamento", acrescenta ainda o presidente do órgão.  

Ibriama Sori Djaló aconselha o Procurador-Geral da República a recorrer ao juiz de instrução criminal para que este decrete o levantamento de imunidade parlamentar aos deputados indiciados em crimes cujos processos já se encontrem em fase adiantada, nomeadamente processos já acusados.  

A Procuradoria guineense insurgiu-se contra o Parlamento afirmando que o órgão legislativo se tem recusado sistematicamente a levantar a imunidade parlamentar a vários deputados indiciados em prática de crimes,  nomeadamente alguns envolvidos no processo do alegado desaparecimento de 674 quilos de cocaína que estavam guardados nos cofres do Tesouro Publico. Este processo remonta a 2007.

Bubo Na Tchuto volta ao tribunal americano em Julho

Bubo Na Tchuto, antigo chefe de Estado maior da Armada guineense

O antigo chefe da Armada da Guiné-Bissau, José Américo Bubo Na Tchuto, acusado de tráfico de droga ,tendo também como alegado destino os Estados Unidos, compareceu esta segunda-feira no Tribunal de Nova Iorque, na audiência onde alegou não ter meios para contratar um advogado privado.

Os guineenses Bubo Na Tchuto, Papis Djeme e Tchamy Yala compareceram nesta segunda-feira no Tribunal de Nova Iorque para responderem à acusação de conspiração de importar droga rumo aos Estados Unidos. Os suspeitos arriscam-se a ser condenados a penas de prisão que se poderão estender até à prisão perpétua.

O caso está a ser conduzido pelo juiz Richard Berman recorde-se que tinham sido detidos por forças americanas no passado dia 5 de Abril, em águas internacionais, perto de Cabo Verde, e foram extraditados para os Estados Unidos.

O embaixador da Guiné-Bissau para a Organização das Nações Unidas, João Soares da Gama, presente ontem em tribunal, em entrevista a Miguel Martins, afirmou não ter possibilidade para contratar um advogado privado para o antigo chefe da Armada guineense.

Seguem-se, agora, 60 dias para analisar as provas recolhidas, a próxima audiência está prevista para o próximo dia 25 de Julho.

 

João Soares da Gama, embaixador guineense junto da ONU
(01:29)
 

CNE da Guiné-Bissau preparada para eleições este ano, diz secretário executivo

Bissau, 16 abr (Inforpress) - O secretário executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, António Sedja Man, disse hoje que a instituição tem meios técnicos para realizar eleições este ano, em qualquer altura.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné-Bissau, o responsável precisou que qualquer que seja a data a CNE irá colocar a "máquina" em funcionamento respeitando o prazo.


António Sedja Man lembrou que as atividades de realização das eleições legislativas e presidenciais dependem de outros intervenientes no processo, e disse que dentro de 20 dias está terminado o processo de cartografia para o recenseamento biométrico.


"Não temos nenhuma data indicativa a nível nacional, só temos a data indicativa da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), abraçada pela Comunidade Internacional. Atualmente só temos um cenário de cronograma relativamente aquela data", afirmou Sedja.

A comunidade internacional, incluindo a CEDEAO, quer eleições na Guiné-Bissau até final do ano, visto que o país vive um período de transição decorrente de um golpe de Estado a 12 de abril do ano passado.


A CNE, disse Sedja Man à Agência de Notícias, tem formado formadores com apoios da Comunidade internacional, e enviou dois formadores para a Costa do Marfim, para serem capacitados na área de recenseamento biométrico e no domínio das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

"De momento tudo é hipotético e a CNE está preparada, caso seja confirmada a data a CNE irá adequar os variantes do seu cronograma à data estabelecida pelo Presidente da República, partidos políticos e Governo", disse.


Inforpress/Lusa

Bafatá: Uma pessoa encontrada morta numa piscina da cidade

(15 de Abril de 2013) - Um jovem de cerca de 28 anos de idade, foi encontrado morto no domingo passado na piscina do “Aparthotel Triton” na cidade de Bafatá.


De acordo com as testemunhas locais, Fidélis José Monteiro estava embriagado, o que terá sido a razão da sua morte.


Bubaque: Uma criança de nove anos de idade desaparece numa das praias

(15 de Abril de 2013) - Uma criança de sexo feminino, com aparentemente nove anos de idade, desapareceu no domingo passado numa das praias da ilha de Bubaque quando nadava com os colegas.

Apesar das buscas empreendidas pela delegacia sectorial de Bubaque a criança ainda não foi encontrada.  As autoridades locais, assim como os familiars receiam de que ela esteja morta, apesar do seu corpo ainda não ter sido encontrado.

Porto de Encheia: Acidente de viação causa ferimentos graves a um grupo de militares

(15 de Abril de 2013) - Um acidente de viação foi registado no último fim-de-semana no troço rodoviário entre o porto de Encheia e a aldeia de Binibaque, arredores de Mansoa, região de Oio.

A viatura, de tipo toyota de duplo cabine, saiu fora da estrada percorrendo uma distância de cerca de trinta metros antes de descapotar.

Um testemunho do acidente refere que na viatura seguiam militares que pretendiam ir assistir à cerimónia de iniciação de um soldado na aldeia de Binibaque.

Não se registou nenhum morto, apenas pessoas com ferimentos graves, que foram transpotadas para Bissau.

Fonte: Rádio Sol Mansi