quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tribunal Penal Internacional, para quê?

O mundo está a assistir boquiaberto aos assassinios diários perpretados por um grupo de facinoras, sem o mínimo de remorsos, sem o mínimo de pudor, sem o mínimo de educação cívica, que tomou conta do poder na Guiné-Bissau, através de um golpe de estado de que eles assumem a autoria.

Está em curso um GENOCÍDIO étnico contra os felupes e político contra todo e qualquer cidadão que não lhes diga "amen" perante a passividade total.

A quantos mortos tem de se chegar para que as instâncias internacionais acordem e decidam meter imediatamente estes SELVAGENS no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional.

Ainda não perceberam que, por cada pessoa assassinada, as suas famílias clamarão por VINGANÇA?

Onde iremos parar?

Não finjam que não sabem e não vêem nada. Eles estão aí com o rosto descoberto e que todos conhecem.

Seus porta-vozes é o que não falta! Daba e Fernando Dódóte invadem-nos os dias com aulas de imbecilidade, tendo por detrás do pano, e a bater palmas, a CEDEAO.

Estão à espera que já não sobre ninguém, para tomar uma posição altisonante?

Se não intervierem já, lembrem-se que NUNCA mais vos perdoaremos quando vierem com a retórica da Solidariedade, da Democracia, da Cidadania.

(enviado por um dos familiares de uma das pessoas assassinadas recentemente)

Perseguições

by pasmalu

Como já se esperava, abriu a época das perseguições políticas do Esquadrão da Morte de Indjai-Kumba, com base numa lista elaborada pelo PRS.

Da lista fazem parte, políticos a abater, resistentes e contestatários ao regime ditatorial CEDEAO-KUMBA-INDJAI, amigos e familiares de Cadôgo e Zamora, pessoas não aderentes ao Golpe e ainda... pessoas que nada têm a ver com a política mas sujeitas a vinganças antigas de carácter pessoal.

Aqueles que não conseguiram refugiar-se em Embaixadas, sofrem uma perseguição que pode durar 2 a 3 dias, para o Esquadrão se certificar dos seus hábitos e rotinas diárias. É então decidida a operação em que os militares kumbistas se deslocam de magrugada a casa do visado, o qual é violenta e selvaticamente agredido, raptado e abandonado na estrada ou então morto.

Perante o olhar complacente e aprovador da CEDEAO (então não foi para isso que eles cá vieram?), por estes dias voltou a intensificar-se a caça ao homem.

O lider do Esquadrão, sobrinho do Indjai, atua com a cara descoberta, dizendo à vitima: "tudu manêra n'sibi kuma n'na murri, má n'na kastiga bós un son un son".

Luis Ocante da Silva foi assassinado

Luís Ocante da Silva, raptado pelos militares no passado dia 6 do corrente foi assassinado. Os familiares ouviram o anúncio pelos serviços da morgue do Hospital Simão Mendes, em Bissau, sobre existencia de um corpo com caracteristicas Y e K. Inconsoláveis, os familiares foram imediatamente para o local e constataram que é exactamente o corpo do Luís, embora lhes tenha apenas sido permitido ver o rosto. O Corpo do Luís Ocante da Silva continua até esta altura na morgue do Simão Mendes, enquanto que na sua casa, a familia está consternada e triste.

Em Bissau, vive-se num clima de medo, e as organizaçoes da sociedade civil estão impotentes perante tamanha violaçao dos direitos humanos. Ninguém sabe quem será o proximo alvo… AAS

via Ditadura do Consenso: EXCLUSIVO > Luis Ocante da Silva foi assassinado.

Encontro entre autoridades de transição e Governo deposto da Guiné-Bissau em novembro

As autoridades de transição e o Governo deposto da Guiné-Bissau deverão encontrar-se ainda este mês, na capital da Etiópia, para retomar o diálogo, anunciou hoje o primeiro-ministro deposto guineense.Lusa

Lusa 08 Nov, 2012
Carlos Gomes Júnior falava, em Lisboa, numa conferência de imprensa, em que também participou o Presidente da Guiné-Bissau deposto Raimundo Pereira.
"Não podemos ficar de costas voltadas, temos que nos sentar à mesa para saber o que é que nos diverge", disse Carlos Gomes Júnior.
Esta tentativa de diálogo foi iniciada à margem da última assembleia geral da ONU, decorre sob a égide da União Africana (UA) e falta apenas confirmar a data do encontro, explicou.
"Já patenteamos a nossa disponibilidade e estamos a aguardar que se defina a composição da delegação do governo de transição para podermos definir quem irá chefiar a nossa delegação", disse o primeiro-ministro deposto.
Carlos Gomes Júnior acrescentou que a reunião poderá realizar-se ainda durante o mês de Novembro.
A Guiné-Bissau está a ser gerida por um Governo de transição, na sequência de um golpe de Estado em abril passado.
As atuais autoridades de Bissau não são reconhecidas pela comunidade internacional, mas têm o apoio da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), a organização regional da qual o país faz parte.

Cedeao oficializa missão na Guiné-Bissau

A presença de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) na Guiné-Bissau foi oficializada em Bissau, com a assinatura do acordo de missão e do protocolo de acordo sobre a reforma do setor da defesa e da segurança.


Bissau - A presença de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) na Guiné-Bissau (Ecomib) foi oficializada em Bissau, quarta-feira (7), com a assinatura do acordo de missão e do protocolo de acordo sobre a aplicação do roteiro para o programa de reforma do setor da defesa e da segurança.

Os dois documentos foram assinados pelo presidente da Comissão da Cedeao, Kadré Désiré Ouédraogo, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional da Guiné-Bissau, Faustino Fudut Imbali.

Segundo a Comissão da Cedeao, o primeiro texto, que compreende 61 artigos, proclama o desejo de promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau, em conformidade com as leis internacionais, com a Carta das Nações Unidas, com o Tratado Revisto da Cedeao, com o Protocolo da Cedeao relativo ao Mecanismo para a Prevenção de Conflitos, bem como o Protocolo Adicional da Cedeao sobre a Democracia e a Boa Governação.

O segundo documento sugere que a Guiné-Bissau e a Cedeao partilhem o mesmo desejo de cooperação mútua, para promover uma governação democrática do setor da defesa e da segurança deste país e da abertura dum diálogo estratégico a esse respeito.

A 16 de março de 2011, o governo da Guiné-Bissau aprovou o roteiro redigido pela Cedeao e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a reforma do setor da defesa e da segurança de agosto de 2010.

Este documento foi depois emendado durante uma reunião mista que decorreu em novembro de 2010 em Abuja, na Nigéria, entre os chefes dos Estados-Maiores dos países da Cedeao e os chefes dos serviços de segurança e representantes da CPLP.

Com mais de 600 soldados e polícias do Burkina Faso, da Nigéria e do Senegal, a Ecomib vai garantir a segurança das autoridades de transição em substituição das tropas da Missão Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG), que já se retiraram deste país lusófono da África Ocidental.

Traficantes de e Terroristas

 

"Desde o 12 de abril de golpe, mais pequenos aviões bimotores do que nunca estão fazendo a 1.600 milhas travessia do Atlântico da América Latina para a borda do bojo ocidental da África, em campos de pouso da Guiné-Bissau, ilhas desabitadas e estuários remotos. Lá eles descarregar suas cargas de cocaína para o transbordo para o norte, dizem os especialistas.

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Mali : Chefes militares da África Ocidental aprovam plano para intervenção no país

 

Bamako - Os chefes militares da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), adoptaram hoje (quinta-feira), em Bamako, um plano para expulsar os islamitas que controlam o norte do Mali, depois de um dos grupos ocupantes ter-se comprometido a defender uma solução negociada, noticiou à Lusa.

A proposta militar, aprovada numa reunião na capital maliana, vai agora ser estudada pelos chefes de Estado da organização, que estarão reunidos a 11 de Novembro, em Abuja, na Nigéria, com vista à sua aprovação, para depois ser apresentada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em 26 de novembro.

O Mali caiu no caos depois de um golpe de Estado, a 22 de Março, ter derrubado o Presidente Amadou Toumani Toure, criando um vazio de poder que permitiu a rebeldes tuaregues e combatentes islamitas apoderarem-se do vasto deserto no Norte do país.

"Estamos muito satisfeitos", disse o chefe das Forças Armadas do Mali, Ibrahim Dembele, em declarações subsequentes ao fim da reunião.

"No seu conjunto, a estratégia foi adoptada e tropas amigas virão ajudar o Mali a reconquistar o norte", adiantou.

Os detalhes do plano aprovado não foram divulgados.

A ONU quer saber a composição da força proposta, o nível de participação dos vários Estados da CEDEAO, o financiamento da operação e os meios militares para a concretizar.

"É um ambicioso plano. Devemos esperar um pouco mais de quatro mil soldados, no caso de uma intervenção militar. Estudamos todos os parâmetros. Agora esperamos instruções dos nossos chefes de Estado", acrescentou um oficial do Benim, que participou na reunião.

Na terça-feira, um dos grupos que ocupam o vasto deserto, o islamita Ansar Dine (Defensores do Islão, em Árabe), apelou a todos os movimentos armados para pararem as hostilidades e começarem negociações de paz.

A ocupação de uma área maior do que a da França por islamitas ligados ao ramo norte-africano da Al-Qaeda tem causado receios na região e entre as potências ocidentais quanto à criação de um paraíso para terroristas.

Autoridades advertem direcção da Rádio e Televisão RTP

Bissau - O governo Ilegítimo de transição da Guiné-Bissau alertou a direcção da Rádio e da Televisão Pública Portuguesa (RTP) sobre a "insistência" de manter o seu correspondente em Bissau, cuja ordem de retirada já foi dada,  informaram  quarta-feira à AFP fontes oficiais.

Numa carta enviada a 05 Novembro, à  direcção da RTP, o ministro guineense da Comunicação, Fernando Vaz, disse que, caso o correspondente da Rádio e Televisão, Fernando Gomes, não deixar o país, as autoridades "não serão responsáveis  por algo que lhe  possa acontecer. "

Segundo à AFP,  o governo pediu "respeitosamente" a 15 de Outubro a RTP a substituição de  Fernando Gomes por um outro jornalista, sem , no entanto, obter  sucesso" . "Nós não obtivemos resposta", acrescentou.

Bissau ordenou, a  31 de Outubro, a expulsão de Fernando Gomes, acusados ??de fazer "relatórios hostis" sobre o governo de transição, desde o golpe militar de 12 de Abril.

O golpe de Estado derrubou o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que agora vive no exílio em Lisboa.

Um ataque em 21 de Outubro, contra um quartel militar foi apresentado pelo governo de  transição como uma tentativa de golpe,  fomentada por Portugal, ex-potência colonial na Guiné-Bissau.

Nota de imprensa

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República da Guiné-Bissau

Nota de imprensa

Lisboa, 7 de Novembro de 2012

Devido aos recentes acontecimentos ocorridos na Guiné-Bissau que mais uma vez expõe de forma evidente o carácter do regime político ditatorial e militarista que se pretende instalar e sobre a situação prevalecente na Guiné-Bissau decorrente do golpe de estado de 12 de Abril do corrente, vai ter lugar no próximo dia 8 de Novembro, pelas 11h00, no Hotel Altis, Rua Castilho, nrº 11, Lisboa, uma conferência de imprensa com a presença de o Primeiro-ministro da República da Guiné-Bissau, Sua Excelência Sr. Carlos Gomes Júnior.

 O Governo Legítimo da República da Guiné-Bissau

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

África Ocidental dá à Guiné-Bissau 49 ME para reforma do setor de Defesa e Segurança

Bissau, (Lusa) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental vai disponibilizar 63 milhões de dólares (49,2 milhões de euros) à Guiné-Bissau para apoiar a reforma do setor da Defesa e Segurança.

Segundo uma nota divulgada hoje pelo Governo de transição, o acordo nesse sentido é assinado em Bissau na quarta-feira pelo Governo de transição e pelo presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouedraogo.

O antigo primeiro-ministro do Burkina Faso e presidente da Comissão da CEDEAO desde março passado estará poucas horas em Bissau, onde, além de assinar o acordo, fará uma visita de cortesia ao Presidente de transição, Serifo Nhamadjo.

Mediante o acordo a ser assinado, o Governo de transição da Guiné-Bissau compromete-se a atribuir dez por cento do fundo de pensão para o arranque do processo de reforma.

CEDEAO e Governo de transição assinam também um Acordo de Missão, sobre a instalação no país da ECOMIB, missão militar da organização sub-regional instalada no país na sequência do golpe de Estado de 12 de abril.

FP // VM.

Lusa/Fim

Militares Golpistas defendem dissolução do parlamento "para facilitar" transição

Bissau, 06 nov (Lusa) - O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, o coronel golpista Daba Na Walna, disse que o melhor para o período de transição em curso no país era "se calhar dissolver o parlamento".

"Com este parlamento, que não funciona devido às clivagens entre os principais partidos que lá estão, não iremos a lado algum neste período de transição. Para facilitar a transição talvez o melhor seria que se dissolvesse o parlamento", disse o militar, na segunda-feira à noite, num debate semanal radiofónico.

"Os dois principais partidos, PAIGC e PRS, não se entendem e o Parlamento não funciona, mas temos urgências e compromissos durante este período de transição, talvez um dia se chegue ao entendimento que o melhor seria a dissolução", acrescentou Daba Na Walna, principal rosto e voz militar durante o golpe de Estado de 12 de abril passado.

Cabo Verde: Pedro Pires preocupado com a situação na Guiné-Bissau

Praia - O ex-Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, mostrou-se, esta segunda-feira, 5 de Novembro, preocupado com a situação na Guiné-Bissau, depois dos mais recentes acontecimentos.

«Preocupa-me o facto de a situação na Guiné-Bissau continuar sempre na mesma. Fico com a impressão de que estamos a correr o risco de deterioração ou de apodrecimento da situação, o que pode conduzir a situações extremamente complicadas e dificuldades em encontrar uma solução, de modo que há a necessidade de um empenho actual no sentido de se encontrar a melhor solução», declarou Pedro Pires.

Questionado sobre se estaria disponível a mediar a crise guineense caso fosse convidado, Pedro Pires disse que, neste momento, não se sente em condições.


Sobre a recente troca de provocações entre as autoridades guineenses e cabo-verdianas, Pedro Pires disse entender que estas questões precisam de lucidez e seriedade porque não acredita que se resolvam os problemas com insultos.


«Os problemas resolvem-se com negociações, resolvem-se com diálogo. O insulto não ajuda, pelo contrário, dificulta. Caso haja vontade, há que se dialogar sobre a questão e se encontrar a melhor solução», advogou, acrescentando que não se pode cometer um erro ao desentender-se com aqueles que criticam.

Governo ilegítimo inicia pagamento de salários am atraso e escolas públicas devem reabrir quarta-feira

O Sindicato Nacional dos Professores e o Sindicato Democrático dos Professores assinaram um acordo com o governo de transição segundo o qual as aulas começam na quarta-feira, depois de os professores receberem um mês de ordenados, nuns casos, e cinco meses de diuturnidades, noutros casos.

Bissau - As escolas do ensino público na Guiné-Bissau deverão abrir hoje  quarta-feira, na sequência de um memorando de entendimento assinado nesta terça-feira (6) entre o governo de transição e sindicatos dos professores e que pôs fim a uma greve no sector.

As aulas do ensino público da Guiné-Bissau deveriam ter começado a 17 de Setembro e nesse dia o governo de transição procedeu à abertura solene do ano lectivo. Mas, quatro dias antes, os sindicatos dos professores já tinham entregado um pré-aviso de greve, para começar a 17 de Setembro e terminar a 07 de Dezembro.

Hoje, o Sindicato Nacional dos Professores e o Sindicato Democrático dos Professores assinaram um acordo com o governo de transição segundo o qual as aulas começam na quarta-feira, depois de os professores receberem um mês de ordenados, nuns casos, e cinco meses de diuturnidades, noutros casos.

O governo de transição compromete-se em incluir no Orçamento do próximo ano "as dívidas relativas às diuturnidades de Março a Dezembro de 2011 e a efectuar os respectivos pagamentos de dois meses em simultâneo com o pagamento dos salários", segundo o acordo assinado.

Sindicatos e governo de transição acordaram também que os subsídios de isolamento dos professores serão revistos e que haverá "com a maior brevidade possível" a mudança de letra dos professores, no quadro do estatuto da carreira docente.

O executivo de transição compromete-se também a melhorar as condições de cinco escolas identificadas e que estão em más condições.

Segundo o memorando, os sindicatos reservam-se o direito de decretar nova greve, em caso de incumprimento do acordo.