terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bôca Iém, Só Sim Sinhôr

by pasmalu

Cresce a turmenta no seio das Forças Armadas. A cúpula está desavinda embora haja um esforço sobrenatural da CEDEAO para evitar que a situação ainda descarrile mais e lhes complique a vida e o prestígio, já muito abalado interna e internacionalmente.

Este fim de semana houve tiros no quartel da Marinha e eles apressaram-se logo a dizer que andavam a "limpar as armas".

O regresso do porta voz militar, Dahaba foi uma decisão controversa que deixou grande número de militares descontentes, por passarem a segundo plano com a subida dele. Ele não se esquece da forma humilhante como foi corrido de portavoz, e das palavras de recriminação e ódio que dirigiu ao Chefe Indjai.

Agora que voltou a ser chamado como portavoz, diz de forma "calada" e só aos amigos mais chegados que, desta vez, não vai ser igual: "Indjai vai acabar por cair e desta vez quem vai assumir diretamente a chefia das Forças Armadas sou eu. Já não me vão continuar a utilizar como tcholonador, lá porque falo bem o português".

Indjai que o conhece bem por saber que ele já traiu 3 ex-chefes de Estado Maior, está desconfiado e na primeira oportunidade atira-o borda fora, dando-lhe uns dinheiros da droga para ele acabar de construir a casa-palacete que está a fazer.

A entourage de Indjai está atenta e usa a melhor tática quando não se está de acordo com o chefe: bôca iém, só sim sinhôr...

Guiné-Bissau expulsa jornalista português; outro foge para se esconder, Comitê para a Proteção dos Jornalistas Internacional

CPJ

Comitê para a Proteção dos Jornalistas

Internacional · http://www.cpj.org

Autoridades da Guiné-Bissau expulsaram jornalista de  um meio de comunicação que havia feito a cobertura sobre o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior,  visto aqui votando em uma eleição de 2012 na qual era o favorito para ganhar, mas perdeu. (AFP / Issouf Sanogo)

Autoridades da Guiné-Bissau expulsaram jornalista de um meio de comunicação que havia feito a cobertura sobre o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, visto aqui votando em uma eleição de 2012 na qual era o favorito para ganhar, mas perdeu. (AFP / Issouf Sanogo)

Nova York, 1º de novembro de 2012 - O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condena a decisão tomada pelas autoridades da Guiné-Bissau na segunda-feira de expulsar o jornalista português Fernando Teixeira Gomes do país por sua cobertura crítica do governo de transição.

O Ministério das Comunicações enviou uma carta a Gomes, chefe do escritório da emissora estatal de Portugal Radiotelevisão Portuguesa (RTP) na capital guineense, Bissau, ordenando que ele deixasse o país na mesma semana, informou a agência de notícias France-Presse. O diretor de informação da RTP, Nuno Santos, disse ementrevista à agência de notícias portuguesa LUSA que Gomes deixaria a Guiné-Bissau e chegaria a Portugal na sexta-feira.

A AFP noticiou que Gomes foi acusado de publicar "reportagens hostis" ao governo. A RTP havia transmitido uma extensa cobertura do ex-primeiro-ministro exilado Carlos Gomes Junior (nenhuma relação com o jornalista), que criticava o governo e os militares, segundo jornalistas locais.

As relações entre Portugal e sua antiga colônia, Guiné-Bissau, deterioraram-se desde que o chefe militar guineense, general Antonio Indjai, encenou um golpe de Estado em 12 de abril, antes do segundo turno das eleições presidenciais marcado para 29 de abril. O ex-primeiro-ministro Gomes, que foi apoiado por Portugal, era o favorito para vencer o pleito, de acordo com as informações da imprensa. Durante o golpe, as tropas detiveram por nove horas o jornalista independente e blogueiro António Aly Silva de Bissau, depois que ele publicou fotos de militares em torno da residência do primeiro-ministro Gomes, segundo as informações da imprensa.  

Depois que um acordo político foi alcançado, a junta militar transferiu o poder em maio para um governo civil de transição, que acusou Portugal de planejar o que descreveu com um fracassado contragolpe em outubro.

As eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau estão agendadas para abril de 2013.

Silva disse ao CPJ que soldados, em um carro sem identificação, visitaram sua casa na semana passada e ameaçaram matá-lo. Temendo por sua vida, Silva fugiu para se esconder.

"A expulsão de Fernando Teixeira Gomes é um retrocesso para a democracia antes das eleições presidenciais", disse o Coordenador de Defesa dos Jornalistas da África no CPJ, Mohamed Keita. "Também estamos alarmados com os relatos de intimidação oficial contra o jornalista autônomo António Aly Silva e responsabilizamos as autoridades guineenses por seu bem-estar".

Gomes é o segundo jornalista da RTP expulso da Guiné-Bissau. Em 2002, a RTP foi banida e o chefe do escritório da emissora, João Pereira da Silva, recebeu ordem de deixar o país depois que a estação foi acusada de transmitir "informações que poderiam denegrir a boa imagem da Guiné-Bissau no exterior" em um programa sobre um general que foi morto após liderar um golpe mal sucedido.  

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Igreja prepara iniciativa de diálogo nacional

Bissau, 05 nov (SIR) - "A Igreja na Guiné-Bissau está preparando uma iniciativa de diálogo nacional" – foi o que disse à imprensa o Bispo de Bissau, Dom José Câmnate na Bissign, depois de um recente encontro com o presidente de transição guineense, Manuel Serifo Nhamadjo. Segundo informações enviadas à Agência Fides pela Cúria de Bissau, o prelado afirmou que "considerada a situação atual, acreditamos que a única, a melhor maneira para resolver os nossos problemas internos e abrir para perspectivas futuras, seja colocar na mesma mesa de diálogo todos os guineenses".

O bispo acredita que se todos se dispuserem ao diálogo e ouvirem as opiniões dos outros, será possível sair dessa situação. A futura proposta de diálogo nacional, que começa pela iniciativa

"Voz da Paz", apoiada por líderes religiosos, envolverá todos os setores sociais, políticos e várias organizações. O golpe de Estado ocorrido na Guiné-Bissau em 12 de abril passado, aumentou a pobreza no país e de seu povo, enquanto o isolamento internacional provocou a escassez de remédios. Dom Câmnate na Bissign em sua carta de 18 de setembro passado disse: "Estou muito preocupado, porque ninguém sabe quanto tempo poderá durar esse isolamento político e diplomático da Guiné-Bissau. E quem pagará as consequências desta nova crise serão, como sempre, os grupos mais vulneráveis: doentes, crianças, mulheres e idosos".

Líder deposto, nação é um abrigo de Drogas Artigo do New York Times

 

 
Agence France-Presse - Getty Images

Guiné-Bissau soldados patrulhavam uma rua na capital, Bissau, em 21 de outubro depois de soldados dissidentes invadiram um quartel do Exército em uma aparente tentativa de derrubar a junta militar.

BISSAU, Guiné-Bissau - Quando o exército derrubou o presidente aqui apenas alguns meses antes de seu prazo deveria expirar, uma sede de poder por parte do corpo de oficiais não explicam totalmente a ofensiva. Mas um aumento considerável no tráfico de drogas neste conturbado país desde que os militares assumiram levantou suspeitas de que a remoção súbita do presidente foi o que equivalia a um golpe de cocaína.

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Jessica Hatcher

"As pessoas dizem que eu sou um traficante de drogas", disse o general Antonio Injai, à direita, o chefe do Exército. "Qualquer pessoa que tenha a prova, apresente-o!"

O bronze militar aqui tem sido associado com o tráfico de drogas, mas o golpe na última primavera significa soldados agora controlar a raquete de drogas e do próprio país, transformando Guiné-Bissau nos olhos de alguns especialistas internacionais antinarcóticos em uma nação onde as drogas ilegais são sancionadas em a parte superior.

"Eles são provavelmente o pior narco-estado que está lá fora no continente", disse um alto oficial de Drogas Enforcement Administration, em Washington, que falou sob a condição de anonimato, de modo a não comprometer o seu trabalho na região. "Eles são um grande problema."

Desde o golpe de 12 de abril, mais pequenos aviões bimotores do que nunca estão fazendo a 1.600 milhas travessia do Atlântico da América Latina para a borda do bojo ocidental da África, em campos de pouso da Guiné-Bissau, ilhas desabitadas e estuários remotos. Lá eles descarregar suas cargas de cocaína para o transbordo para o norte, dizem os especialistas.

O fato de que o exército estabeleceu um governo de figura e que os policiais militares continuam a chamar a tiros por trás das cenas só intensifica o problema.

A instabilidade política continuou como soldados atacaram um quartel do Exército em 21 de outubro, aparentemente em uma tentativa de derrubar o governo. Um capitão do exército dissidente foi preso em uma ilha no mar em 27 de outubro e acusado de ser o organizador da tentativa de contragolpe. Dois críticos do governo foram também atacados e depois saiu fora da capital.

De abril a julho, havia pelo menos 20 pousos na Guiné-Bissau de pequenos aviões que os funcionários das Nações Unidas suspeitos eram voos de drogas - de tráfego que pode representar mais de metade do volume de cocaína anual estimada para a região. Os aviões precisam carregar uma carga um-e-um-meia tonelada de fazer a viagem trans-atlântica viável, segundo as autoridades. Europa, já o destino de cerca de 50 toneladas de cocaína por ano da África Ocidental, os funcionários das Nações Unidas dizem, poderia estar em uma inundação muito maior.

Foi o golpe militar em si um desvio para o tráfico de drogas? Alguns apontam especialistas para sinais que, como as forças armadas estavam aproveitando a presidência, tendo mais de estações de rádio e prender funcionários do governo, houve uma enxurrada de atividades de drogas em uma das ilhas do arquipélago dos Bijagós, o que equivalia a uma descarga de três dias de sacos suspeitos.

Que a atividade clandestina parece ter sido simplesmente um prelúdio.

"Não tem sido claramente um aumento na Guiné-Bissau nos últimos meses", disse Pierre Lapaque, chefe da regional, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime para a África Ocidental e Central . "Nós estamos vendo mais e mais drogas regularmente chegam neste país."

Sr. Lapaque chamado o tráfico de "uma preocupação maior" Guiné-Bissau e uma "ferida aberta", e, como outros, sugeriu que não foi por acaso que o tráfico havia cravado desde o golpe.

Joaquin Gonzalez-Ducay, o embaixador da União Europeia em Bissau, disse: "Como um país que é controlado por aqueles que formaram o golpe de Estado. Eles podem fazer o que querem fazer. Agora eles tem as rédeas. "

O funcionário da DEA sênior disse, "As pessoas nos níveis mais altos dos militares estão envolvidos na facilitação" do tráfico, e acrescentou: "Em outros países africanos funcionários do governo são parte do problema. Na Guiné-Bissau, é o próprio governo que é o problema. "

Funcionários das Nações Unidas concordam. "O golpe foi perpetrado por pessoas totalmente embutidos no negócio de drogas", disse um funcionário, que falou sob a condição de anonimato devido à delicadeza do ambiente político aqui.

O país do ex-procurador-geral, Octávio Alves Inocêncio, disse: "Um monte de traficantes têm relações directas com os militares".

O governo civil ea liderança militar que fica vigilante em sua sede em um forte Português de idade, no outro extremo da cidade, rejeitar as acusações de drogas Unidos Unidas.

 

"As pessoas dizem que eu sou um traficante de drogas", disse o general Antonio Injai, o chefe do Exército, elevando a voz em entrevista. "Qualquer pessoa que tenha a prova, apresente-o!Pedimos à comunidade internacional para nos dar os meios para combater as drogas. "

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Gonzalez-Ducay, o embaixador, respondeu: "Eu não posso acreditar que aquele que controla o tráfico de drogas está indo para lutar contra o tráfico de drogas."

Relaxado e usando uma roupa de duas peças coloridas e correntes de ouro, General Injai sentou sob uma árvore sumaúma gigante cercado por assessores uniformizados. Ele riu quando perguntado se ele era o verdadeiro poder na Guiné-Bissau e acusou o deposto primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, para provocar o golpe através de sua aliança militar com Angola.

Em 2010, o governo dos Estados Unidos explicitamente ligada militar do país para o tráfico de drogas: o Departamento do Tesouro declarado como chefões do tráfico, tanto o ex-chefe da Marinha, contra-almirante Bubo Na Tchuto, eo chefe da Força Aérea, Ibraima Papa Camara, e congelou quaisquer ativos que podem ter tido, nos Estados Unidos.

Agora, no entanto, as autoridades americanas estão fazendo propostas para o governo de transição, apesar de outras embaixadas ocidentais abordagem hands-off "para protestar contra a intromissão dos militares continuou na política. Geral Injai agradeceu a posição americana, e chamou o representante das Nações Unidas especial aqui um "bandito".

Russell Hanks, o diplomata americano responsável pela Guiné-Bissau, disse: "Você só vai ter um impacto sobre essa transição de noivado, não pelo isolamento. Estas são as pessoas que vieram para pegar as peças após o golpe. "Mr. Hanks é baseado fora do país porque os Estados Unidos fecharam sua embaixada aqui durante a guerra civil em 1998.

Funcionários apontam vários indicadores, além do aumento de vôos de avião, para mostrar que Guiné-Bissau tornou-se um centro de trânsito grande de drogas.

Eles citam fotografias de um trecho recentemente bem-limpo de estrada em uma área rural remota perto da fronteira com o Senegal, com espaço de giro para pequenos aviões.A compensação foi criado sob a supervisão de autoridades militares, segundo as autoridades. Eles também observam misteriosas ausências de combustível no aeroporto internacional minúscula na capital, presume roubado por traficantes.

Quatro meses antes do golpe, um avião, com a ajuda de soldados uniformizados, caiu em uma área rural no centro do país, que é do tamanho da Bélgica, disse João Biague, chefe da polícia judiciária. O pouso ocorreu não muito longe da fazenda Geral Injai de.

Sr. Biague encabeça o que é, nominalmente, agência antidrogas do país, embora ele deixou claro que ele e sua equipe são em grande parte incapazes de praticar qualquer tipo de interdição de drogas apesar de receber dicas freqüentes sobre pouso pequenos aviões do exterior. "Os traficantes sabem que não podemos fazer muita coisa", disse ele.

A agência está tão carente de recursos que ele não tem dinheiro para colocar gasolina em seus poucos veículos, o Sr. Biague disse. Pintura está descascando do lado de fora do centro de polícia judiciária do prédio de dois andares colonial, e molde escurece as pilastras do térreo. É atribuída US $ 85 por semana a partir do país Ministério da Justiça.

"Os agentes que temos no campo quer desistir porque não têm nada para comer", disse o Sr. Biague.

Nos últimos três anos, tem sido mais do que meia dúzia de assassinatos políticos não resolvidos aqui, inclusive do presidente de longa data e ex-chefe do exército de funcionários, bem como pelo menos duas tentativas de golpe, além do golpe bem sucedido.Ninguém foi processado com sucesso, apesar de drogas estavam ligados a muitos deles.

No mês passado, o ministro da Justiça do governo de transição alertou os políticos da oposição não falar publicamente de "casos que não lhes dizem respeito", sob ameaça de sanção penal.

Esta semana, a repressão apareceu para apertar. Geral Injai ameaçou os jornalistas com a morte se eles fizeram perguntas sobre o assassinato do ex-presidente, e advertiu que haveria muitas prisões como resultado da tentativa de contragolpe.

Há muito pouco palestra pública dos assassinatos não resolvidos políticos ou das relações do país com o negócio da droga. Não houve manifestações; nenhuma discussão no Parlamento, fecharam desde julho, não coletivas de imprensa.

"Um país que não é capaz de discutir seus próprios problemas - não é um país, não é um estado", disse Alves, o procurador-geral anterior.

O que faz correr Russel e Indjai? Bubo

Artigo Publicado do Blogue Ditadura do Consenso

Russel Hanks, o encarregado de negócios (obscuros) da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Dakar, tem sido presença assídua na Guiné-Bissau nos últimos tempos. Essa presença, tornou-se particularmente mais visivel e intensa no periodo que antecedeu o golpe de estado de 12 de abril prolongando-se até a esta data. Russel esteve de novo em Bissau na semana passada.


O último episódio do forte envolvimento desse diplomata de causas pouco claras a favor do regime golpista de Bissau, foi o seu forte engajamento conjuntamente com senador Carson no lobby pro-regime para tentar fazer representar a Guiné-Bissau pelo actual presidente nomeado pela CEDEAO na ultima Assembleia Geral das NU em detrimento das autoridades guineenses legitimamente eleitas e reconhecidas pela esmagadora maioria da Comunidade Internacional com destaque para as NU, organização anfitriã do evento. O referido lobby contou até com a estranha e inusitada adesão do governo dos EUA ao lado das pretensões dos golpistas, mas em nada deu, pois foram humilhados, não chegando sequer a ter acesso as instalações unisenses.


Na verdade, existem efectivamente razões de interesse muito fortes nesse alinhamento de posições com o regime golpista de Bissau.


Segundo fontes seguras e dignas de crédito, a razão de ser da presença dessa polémica figura da diplomacia americana ao lado dos militares golpistas da Guiné-Bissau particularmente do general Antonio Injai, tem um alvo muito particular: o Contra Almirante, José Américo Bubo Na Tchuto.


De acordo com a mesma fonte, os EUA tem um particular interesse em ajustar contas com o C.A. José Américo Bubo Na Tchuto, pois além de ser reconhecido pelo governo estado-unidense como um perigoso Barão da Droga da Costa Ocidental, eles acusam o Contra Almirante de ter também ligações com algumas celulas da AQMI instaladas na Mauritânia, Guiné-Conakry e Gâmbia, onde, recorde-se, Bubo se refugiuou quase um ano.


Sobre este facto, convém lembrar o episódio dos três mauritanos, entre eles Sidi Ould Sindya, perigosos terroristas islamicos que assassinaram barbaramente um grupo de turistas franceses na Mauritânia. Depois de detidos pelas autoridades do seu pais, esses terroristas consiguiram evadir-se procurando o território guineense como refugio, fiando-se na desestructuração, inoperância e estado de corrupção que mina toda a estructura securitaria desse pais da africa ocidental. Porém, contrariamente ao que pensaram os fugitivos, eles foram identificados e detidos pelas autoridades guineenses, com a colaboração dos serviços secretos americanos, franceses, senegaleses e também guineenses, sendo entregues à custodia das autoridades nacionais de então.


Posteriormente esses três terroristas islâmicos sumiram misteriosamente das celas guineenses, sem que as autoridades de então pudessem dar uma resposta convincente sobre esse misterioso "desparecimento". Hoje, sabe-se que esses terroristas foram extirpados das celas a mando e pelos homens de Bubo Na Tchuto de quem passaram a ter protecção e garantia de segurança. Essa operação valeu a Bubo Na Tchuto um ganho de quase 3 milhões de dolares, aos quais se juntariam mais 2 milhões caso os conseguisse tirar da Guiné-Bissau.

Contudo, o mais grave nessa história vem depois. O governo norte-americano, ciente da perigosidade desses elementos, envia um dos seus elementos mais válidos e cotados da sua estrutura da DEA em África para seguir de perto e investigar esse caso. Na sua acção de seguimento aproximado ao chefe do grupo, Sidi O. Sidinya, o agente da DEA foi surpreendido pelos homens do C.A. Américo Bubo Na Tchuto. Detido na própria casa do Contra Almirante, foi espancado tentando tirar-lhe informações sobre a razão da sua presença nessas paragens da Guiné-Bissau, mas não cedeu. Mais tarde, convencido da desatenção dos guardas, tenta a fuga, mas teve pouca sorte, pois foi recapturado e morto a catanada pelos homens de Na Tchuto.


Mas, em tudo isso, uma marca estranha nessa morte chama a atenção dos americanos. O seu agente foi, provavelmente antes de sucumbir, degolado... um sinal de vingança arabo-islamico contra os infiéis... É a marca da AQMI, sinal de que Sidi Ould Seidyna estava com os homens do Almirante aquando da terrivel morte do seu agente (nota: depois de colocados em Uaque por Bubo Na Tchuto, eles foram recapturados com a ajuda dos seriços secretos norte-americanos e reenviados para a Mauritânia).


Por estes factos, o governo estado-unidense,  por um lado vê Bubo Na Tchuto como um reconhecido e temido Barão da Droga, mas também, vêm-no como um perigoso colaborador da AQMI. Enfim, os EUA estão convencidos da participação de Bubo Na Tchuto, dos seus homens e de um dos terroristas da AQMI na morte de um dos seus melhores agentes na Africa Ocidental (omiti-se deliberadamente o nome do agente do DEA morto na Guiné-Bissau).
Em resumo, a conivência e empatia que alimenta a relação Russel/Antonio Injai, tem uma razão clara e perfeitamente perceptivel: conseguir, por conta dos EUA, a detenção e entrega ao seu governo do Almirante Bubo Na Tchuto.


A apresentação dessa razão importará naturalmente uma outra questão quase por instinto: porque razão é que o governo dos EUA está a colaborar com o golpista António Injai, se publicamente já foi afirmado pelas próprias autoridades estado-unidenses de que, Antonio Injai é, também, hoje, um poderoso e influente Barão da Droga de toda a Africa Ocidental, isto, para além de estar intrinsicamente ligado ao assassinato do antigo Presidente João Bernardo Vieira (Nino), segundo afirmações públicas recentes da própria Secretaria de Estado americana Hillary Clinton. Assim afirmou, dizendo que os EUA não poderiam aceitar nunca a nomeação de Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, uma pessoa que matou o Presidente do seu país. Essa declaração foi suficientemente difundida na imprensa internacional.


A resposta é simples para o governo estado-unidense: o Contra Almirante, José Américo Bubo Na Tchuto, para além de ser um narcotraficante à escala mundial (a acusação é deles) e sob alçada das suas autoridades judiciarias, participou com os seus homens na morte de um dos seus agentes em missão do governo americano, e para eles, Antonio Injai, o senhor de Bissau, é a unica pessoa que poderá deter Bubo por conta deles e entregá-lo à justiça norte-americana para ser julgado pelos crimes de que é acusado.


E pergunta-se: será que Antonio Injai ficará por lá sem que nada lhe aconteça ?. Não. Pensam os americanos que Antonio Injai será levado pelos acontecimentos que criou e pelos que inevitavelmente se seguirão, ou que, em momento oportuno, ultrapassado a fase Bubo Na Tchuto, terão o tempo de lhe fazer a folha. AAS

Governo deposto apela à ONU que lidere processo de transição

O governo da Guiné Bissau deposto no golpe militar apelou hoje ao secretário-geral das Nações Unidas que assuma a liderança do processo de transição no país, considerando que a CEDEAO não tem condições para continuar a fazê-lo.

«A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) não tem mais condições para conduzir o processo para a busca de uma solução duradoura para a crise da Guiné-Bissau, ao se apressar nesta tentativa de impor uma solução que não é solução, mas um desastre total para o povo da Guiné-Bissau», disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Djaló Pires, em conferência de imprensa em Lisboa.

Falando em nome do «governo legítimo da Guiné Bissau», o ministro apelou ao Conselho de segurança das Nações Unidas e do secretário-geral, Ban Ki-Moon, que o processo «seja liderado pelas Nações Unidas, envolvendo outras organizações, como a União Africana, a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a União Europeia».

Lusa

domingo, 4 de novembro de 2012

Independentistas de Casamança negam qualquer envolvimento nos conflitos da Guiné-Bissau

Bissau,  (Lusa) - O Movimento das Forças Democráticas de Casamança (MFDC), que luta pela independência do território face ao Senegal, nega qualquer envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau, nomeadamente no caso de 21 de outubro.

"Nós reconhecemos com firmeza que nem um único soldado tomou parte no problema de 21 de outubro, como enviado em missão para a operação em discussão neste momento", diz um comunicado do MFDC hoje divulgado em Bissau.

A 21 de outubro passado registou-se um conflito no quartel de para-comandos de Bissau do qual resultaram seis mortes. O governo de transição da Guiné-Bissau disse na altura que alguns dos mortos eram da região de Casamança, onde o MFDC luta pela independência em relação ao Senegal desde 1990.

No comunicado, o MFDC nega qualquer envolvimento quer no caso de 21 de outubro, quer no golpe de Estado de 12 de abril passado, quer em qualquer ataque a contingentes senegaleses em deslocação para a Guiné-Bissau.

De acordo com o documento, as diferentes alas do MFDC "estão empenhadas em encontrar a sua união" para "poder participar na procura de uma solução pacífica do conflito" e é nisso que o movimento "deve mostrar toda a dedicação".

O MFDC acusa o governo do Senegal de "semear a discórdia entre a Guiné-Bissau e Casamança" para "bloquear o processo de reconciliação já iniciado".

"Para o MFDC, querer a paz na sua Casamança não é uma questão de desestabilizar a Guiné-Bissau, pelo contrário, é rezar pela paz na Guiné-Bissau, que poderá acompanhar-nos no processo de procura da paz em Casamança", diz o comunicado.

O MFDC pede a "todos os atores do atual conflito na Guiné-Bissau para a preservação" da "ancestral amizade", e ao povo guineense pede para "que tome como prioridade o diálogo" na resolução dos problemas.

O MFDC "declara o seu compromisso para uma resolução pacífica e inclusiva do conflito em Casamança pela via diálogo e negociações entre o novo governo do Senegal e o MFDC unificado".

FP // MBA

Lusa/fim

Não só traficam como consomem

by pasmalu

Há muito que se vinha dizendo que os operacionais militares e o "Esquadrão da Morte" do Kumba consumiam drogas fortes antes de fazerem os seus ataques, maltratarem os cidadãos ou matá-los mesmo.

Agora veio a confirmação, de dentro da instituição militar acrescida da descrição dos espangamentos a que têm estado sujeitos vários intelectuais guineenses. Para ganharem a "coragem" que lhes falta, consomem droga para fazerem o "trabalho" que Kumba-Indjai lhes mandam.

Para além de traficar a droga que chega da Colômbia, a tropa guarda uma parte para consumir nos momentos especiais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

«New York Times» classifica Guiné-Bissau como narco-estado

Bissau – O jornal norte-americano «New York Times» revela que, após o golpe de Estado de 12 de Abril, aumentou, consideravelmente, o tráfico de drogas na Guiné-Bissau, classificando o país como um «narco-estado».

Na edição online desta quinta-feira, 1 de Novembro, o «New York Times» garante que, desde que os militares assumiram o poder e derrubaram o Presidente, aumentou o tráfico de drogas no país, o que faz supor que se tratou mais de um «golpe de cocaína» do que de um golpe de Estado.


A publicação garante que especialistas consideram que aumentou o número de aviões bimotores a realizarem travessias sobre o Atlântico, que transportam toneladas de cocaína provenientes da América Latina, que são descarregadas em ilhas desabitadas e regiões remotas da Guiné-Bissau, para depois seguirem para o norte.
De acordo com as autoridades, os aviões, para realizarem uma viagem de 1.600 milhas sobre o Atlântico necessitariam de transportar pelo menos 1,5 toneladas.


Para além disso, as Nações Unidas garantem que entre Abril e Julho, pelo menos 20 aviões de pequena dimensão eram suspeitos de transportar droga para a Guiné-Bissau.


Um representante da DEA - Drug Enforcement Admnistration (agência de combate ao narcotráfico) -, citado pelo jornal, referiu que se «trata provavelmente do pior «narco-estado que está lá fora no continente».


O «New York Times» questiona se o golpe de Estado foi um «desvio» para o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que cita várias fontes que alegam que, durante esse período, existiu um «excesso» de actividades de narcotráfico na Guiné-Bissau, que o golpe foi levado a cabo por pessoas envolvidas no negócio das drogas e que muitos militares têm relações pessoais com os traficantes.


O General Antonio Injai, chefe do Exército, citado pela publicação, negou o envolvimento no narcotráfico, pedindo à comunidade internacional para se combater este tipo de tráfico.

Pansau tinha autorização de residência em França

Paris - Há medida que a investigação à acção de Pansau Intchama a 21 de Outubro avança, são cada vez mais as interrogações quanto aos reais motivos por detrás do ataque ao quartel dos Pára-Comandos, em Bissau. Sabe-se agora que Pansau, desaparecido de Portugal no final do curso de capitães na Escola Prática de Infantaria em Mafra, em 2010, tinha obtido pouco tempo antes uma autorização de residência em França.

Munido desse documento, que permite o trânsito em todo o espaço Shengen, Pansau terá saído de Portugal e entrado em Espanha e depois França. Aliás, seria a partir de França que Pansau, aproveitando as facilidades concedidas pela autorização de residência, terá feito os seus contactos exteriores em Banjul e Luanda, dois dos países que mais se têm oposto às autoridades guineenses saídas do Golpe de Estado de 12 de Abril.


As entradas em Portugal tornaram-se cada vez mais raras. Pansau era um elemento conhecido e temido na comunidade guineense. Mas tanto reconhecimento facilitava o trabalho à rede de guineenses que em Portugal tentavam vigiar e transmitir as movimentações militares para o Estado-maior guineense.


Apesar dos cuidados, as constantes viagens de Pansau para as capitais dos países “hostis” à Guiné-Bissau não terão passado despercebidas ao actual CEMGFA guineense António Indjai. Indjai teria tido mesmo conhecimento dos planos de entrada de Pansau em território guineense em Outubro último. Aliás, Indjai terá ordenado que não fossem colocados obstáculos à sua entrada no país. De seguida, elementos de confiança da estrutura militar ficaram encarregues de vigiar todos os passos do capitão Pansau para conhecer os seus objectivos.


Pansau é uma peça chave no mais mediático dos casos jurídicos guineenses, as mortes do ex-CEMGFA Tagme Na Waie e do ex-Presidente da República “Nino” Vieira, assassinados em 2009. Segundo acusações feitas no passado, Pansau terá participado na equipa que assassinou “Nino” Vieira, sendo por isso, um elemento chave para perceber o que se passou naquela noite e determinar quem deu as ordens para a execução.


A armadilha de António Indjai estava montada. Tendo sido ele próprio acusado no passado de ser um dos autores morais da morte de “Nino”, o CEMGFA pretenderá usar agora o depoimento de Pansau para ver o seu nome ilibado na Justiça. Indjai sabe também que os nomes que Pansau vier agora a apontar serão os que ficarão para a História da Guiné-Bissau como os assassinos de “Nino” Vieira.

Acidente de viação mata seis pessoas em Bissau - Polícia da Guiné-Bissau

Acidente de viação mata seis pessoas em Bissau - Polícia da Guiné-Bissau
Pelo menos seis pessoas morreram hoje e 15 ficaram feridas num acidente de viação em Bissau, na zona da Chapa de Bissau, quando um camião que vinha do bairro de Caracol em direção ao bairro da Granja chocou contra vários carros.

Font: Lusa

PR Ilegítimo de transição junta partidos e militares para analisar situação do país

Bissau - O Presidente Ilegítimo de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, juntou ontem (quinta-feira) na Presidência da República os dois principais partidos do país e as chefias militares para analisarem em conjunto o andamento do Estado, noticia a LUSA. 

A ideia de Serifo Nhamadjo é tentar levar os dois principais partidos, o PAIGC e o PRS, e os militares a chegaram a um entendimento para que as instituições da República, o Parlamento e o Governo, funcionem melhor. 

Falando aos jornalistas, os líderes das duas delegações partidárias, tiveram posicionamentos diferentes sobre os resultados da reunião, que durou cerca de quatro horas. 

Para Augusto Poquena, secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), a reunião serviu para o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) reforçar que não reconhece o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 que o tirou do poder.

"O Presidente Ilegítimo reuniu os principais partidos do país, na presença das chefias militares para vermos as possibilidades de saída da crise, mas infelizmente o PAIGC continuou a situação de bloqueio, reivindicando os órgãos da soberania, nomeadamente a Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento guineense) e a chefia do Governo, esquecendo-se que houve o golpe de Estado, que não estamos numa situação normal", afirmou Poquena. 

O secretário-geral do PRS acusa o PAIGC de não estar com vontade para fazer o país sair do impasse. 

"Chegámos à conclusão de que o PAIGC não tem boa-fé, não tem vontade política para sairmos desta situação", defendeu Augusto Poquena. 

O líder da delegação do PAIGC, Luís Oliveira Sanca, contrapôs esta argumentação dos "renovadores" afirmando que a reunião "foi positiva" na medida em que se abriu o caminho para o diálogo entre os dois principais partidos. 

"A reunião foi bastante positiva, saímos muito satisfeitos", disse Oliveira Sanca, antigo ministro da Administração Territorial, prometendo que o seu partido irá analisar as propostas apresentadas pelo PRS no sentido de assinar o Pacto de Transição. 

Augusto Poquena diz que o PAIGC, por não assinar ainda o Pacto de Transição, não reconhece o golpe de Estado e por isso dificulta o andamento normal do país. 

"Propusemos que assinassem o pacto de transição para, a partir daí, estarmos em condições de trabalhar em pé de igualdade com os demais partidos políticos. Infelizmente o PAIGC não se dignou a aceitar o golpe de Estado de 12 de Abril, não assinou o Pacto de Transição e ainda está a reivindicar os lugares cimeiros dos órgãos de transição", explicou Poquena. 

Luís Oliveira Sanca refuta esta alegação, dizendo que é uma evidência o golpe de Estado de 12 de Abril. 

"Estamos numa situação de facto consumado, como é que podemos não reconhecer o golpe que é evidente. Estávamos numa reunião onde estavam as chefias das forças armadas", lembrou Oliveira Sanca. 

Para o secretário-geral do PRS, a decisão final do impasse cabe agora ao Presidente Ilegítimo de transição, Serifo Nhamadjo. 

Para Oliveira Sanca, os dois partidos devem continuar o diálogo. 

Antes de receber os dois principais partidos e as chefias militares, que não falaram à imprensa, o Presidente de transição havia reunido o Conselho de Estado pela primeira vez, também para analisar a situação do país. 

O porta-voz da reunião, Armando Ramos, afirmou que a reunião servir para lançar as bases para um diálogo nacional inclusivo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Governo de transição da Guiné-Bissau garante punição severa para quem ataque estrangeiros

O Governo de transição da Guiné-Bissau advertiu hoje que "agirá de forma implacável" contra quem ponha em perigo a vida e os bens de cidadãos estrangeiros residentes no país.

Em comunicado, o Governo diz também que a segurança de pessoas e bens foi reforçada em todo o território nacional e que "estão criadas todas as condições para a continuidade da vivência quotidiana de paz e segurança que têm caracterizado a vigência social dos últimos tempos".

Num comunicado divulgado após uma reunião do Conselho de Ministros, o Governo de transição acusa o primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, de estar a dirigir de fora do país "ações de desinformação, de desestabilização e da promoção da violência" na Guiné-Bissau.

"Carlos Gomes Júnior tenta com este comportamento racista e de desespero incitar à sublevação popular com atos de assassinatos, raptos e destruição de bens dos brancos residentes no país", diz o comunicado.

O texto deixa um aviso a "todos os cidadãos nacionais e estrangeiros que se abstenham de se envolver em atos terroristas, porque em caso afirmativo serão firmemente punidos".

O Governo de transição "denuncia publicamente as manobras de Carlos Gomes Júnior no concernente a um novo e sinistro plano em marcha de recrutamento de mercenários, tendo como objetivo ações militares, sabotagens, raptos e assassinatos seletivos na Guiné-Bissau, com incursões a partir de alguns países do exterior".

Diz ainda, segundo o comunicado, que as forças de defesa e segurança estão preparadas, e pede à população para que se prepare para "todos os tipos de manobras que surgirão no futuro".