quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Governo em retiro para preparar mesa-redonda com parceiros em março

O Governo da Guiné-Bissau encontra-se a partir de hoje e até sábado num retiro na ilha de Rubane para preparar a mesa-redonda com os doadores, prevista para 25 de março em Bruxelas, disse à Lusa o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.
Governo em retiro para preparar mesa-redonda com parceiros em março
Em declarações à Lusa momentos antes de embarcar no navio que vai transportar todo o Governo até Rubane, nas ilhas Bijagós, Domingos Simões Pereira afirmou que o executivo "vai realizar uma reunião estratégica" para analisar os documentos a serem apresentados na mesa-redonda com os doadores.

"Vamos rever toda a estratégia, analisar os documentos que vão orientar a mesa-redonda e verificar a parte logística", disse Simões Pereira, notando que já no próximo dia 09 o Governo guineense irá encontrar-se no Gana com o grupo consultivo para apresentação do documento da mesa-redonda.

Fazem parte do grupo consultivo do Governo guineense para a mesa-redonda o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), União Africana, União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Mundial (BM), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Domingos Simões Pereira disse ter recebido, nos últimos dias, manifestações de interesses por parte de parceiros bilaterais da Guiné-Bissau para estarem presentes no encontro do Gana.

"Os elementos do grupo consultivo serão os primeiros a receber as notas do trabalho que temos vindo a desenvolver para o sucesso da mesa-redonda de Bruxelas", observou o primeiro-ministro.

No retiro em Rubane não estará presente nenhum parceiro internacional, mas o encontro servirá também para delinear estratégias quanto à composição das equipas do Governo que se vão deslocar a várias capitais estrangeiras nos próximos dias para contactos.

Também em Rubane, uma pequena estância turística próxima da ilha de Bubaque, vão ser analisados os nomes de personalidades a serem propostas pelo Governo como embaixadores para fazer advocacia a favor do país, adiantou o primeiro-ministro guineense.

UE disponibiliza €15 milhões para desenvolvimento rural sustentável

A União Europeia (UE) irá disponibilizar 15 milhões de euros para financiar um projeto de apoio ao desenvolvimento rural sustentável na Guiné-Bissau, que deverá valorizar a agricultura nas regiões de Quinara e Tombali, no sul do país, e de Bafatá, no centro.

A cerimónia de assinatura de UE-ACTIVA


«A abordagem centra-se na boa governação e na valorização do potencial agrícola do país, vetor de desenvolvimento socioeconómico e de soberania alimentar», afirmou Victor Madeira dos Santos, chefe da delegação da UE em Bissau, durante a cerimónia de assinatura do acordo de financiamento com o governo guineense.

O projeto, intitulado Ações coletivas e territoriais integradas para a valorização da agricultura, enquadra-se numa iniciativa europeia UE-ACTIVA, que irá apoiar atividades sinalizadas pelo executivo durante dois anos.


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Câmara de Lisboa vai ajudar na reconstituição do centro de Bissau

Arquitectas da autarquia vão fazer um primeiro reconhecimento dos jardins adjacentes ao palácio presidencial guineense.


O palácio presidencial em 2008, ainda com as marcas da guerra civil.


Duas arquitetas paisagistas da Câmara Municipal de Lisboa partem esta quarta-feira para Bissau para fazerem o levantamento e elaborarem um projeto de beneficiação das áreas ajardinadas adjacentes ao Palácio Presidencial da Guiné-Bissau.

A deslocação de Maria José Fundevila e Paula Alves, do quadro da autarquia lisboeta, vai decorrer ao longo de dez dias, e resulta das boas relações bilaterais entre as câmaras de Lisboa e de Bissau no quadro da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

“Este trabalho faz parte de um programa de assistência técnica, que, a prazo, poderá adquirir uma dimensão mais sustentada, tendo em vista responder aos desafios e às necessidades da população, tanto actuais como futuros”, explica ao PÚBLICO o engenheiro Manuel Ferreira de Almeida, da UCCLA em Lisboa.

O palácio presidencial de Bissau, edifício de arquitectura colonial de meados do século XX, que albergou o governador de Portugal na Guiné, foi parcialmente destruído no decorrer da guerra civil de 1998/99, tendo sido entretanto recuperado através da cooperação chinesa. Em 2013, voltou a ser a residência oficial da Presidência da República, tendo hoje como inquilino José Mário Vaz, eleito nas eleições de Junho do ano passado, e que fora já também presidente da Câmara de Bissau.

A presente deslocação das duas arquitectas da Câmara de Lisboa responde a “um pedido formulado pelas autoridades guineenses, incluindo a Câmara Municipal de Bissau”, acrescenta Manuel Ferreira de Almeida, adiantando que o projecto de intervenção inclui também a Praça dos Heróis Nacionais, o jardim circular que no tempo colonial se chamava Praça do Império.

As duas arquitectas vão, numa primeira fase, fazer o reconhecimento das áreas de intervenção e reunir com os técnicos locais com vista à execução de um projecto de execução, que deverá ficar concluído no início do Verão.

Esta colaboração da câmara de Lisboa com a sua congénere de Bissau –actualmente presidida pelo compositor e músico Adriano Gomes Ferreira –decorre das relações bilaterais no quadro da UCCLA, de que as duas cidades capitais foram fundadoras, em 1985. Neste mesmo ano, a capital portuguesa, então presidida por Nuno Krus Abecasis, assinou também um acordo de geminação com a sua congénere guineense.

As duas cidades, de resto, e apesar do conturbado processo político-militar nesta ex-colónia portuguesa em África, têm mantido elos de ligação e intercâmbio, que passaram, por exemplo, na década de 1980, pelo apoio à construção de uma escola da UCCLA em Bissau, depois ampliada na década passada.

Fonte : Jornal Publico

Governo denuncia falsificação de diplomas pelos professores nas escolas públicas

A ministra da Educação Nacional de Guiné-Bissau, Maria Odete Costa Semedo, denunciou que alguns professores guineenses encontram-se envolvidos na prática de falsificação de diplomas, com a finalidade de criar alterações no vencimento.



A declaração foi feita à margem da cerimónia de abertura de semana académica subordinada ao tema: «Ensino Superior e Desenvolvimento».

A ministra da Educação afirmou que há alunos a fazerem uso de certificados falsos, graças a alguns professores que o fazem de forma ilegal.

«Que classe é esta que estamos a construir. Isto não orgulha nenhum professor», referiu acrescentando que o Ministério tem em posse provas.

Mais denúncias permitiriam salvar crianças de abusos na Guiné-Bissau

Fernando Cá mostra uma foto para a qual é difícil olhar: de todos os casos de agressão a crianças com que já lidou, este é um dos mais graves e foi o primeiro que teve de enfrentar no novo ano.
Mais denúncias permitiriam salvar crianças de abusos na Guiné-Bissau


"É um bebé de duas semanas. Ficou sem olhos", descreve o administrador da Associação dos Amigos da Criança (AMIC), em Bissau, quando é interrompido pelo telemóvel a tocar.

Na mão esquerda tem a foto daquele recém-nascido, que alguém atacou com uma substância, derramada na cara e que o deixou cego e desfigurado - um caso sob investigação policial.

Na mão direita, ao telefone, alguém sob anonimato faz a denúncia de um caso de violência doméstica num bairro de Bissau - Fernando faz perguntas e toma nota dos detalhes que vai ouvindo.

Na sede da associação há dias que mais parecem filmes, nem sempre fáceis de digerir, por vezes sem final feliz, e que são só uma pequena amostra da realidade.

A falta de denúncias ainda é "um grande problema" na Guiné-Bissau, alerta Laudolino Medina, secretário-executivo da AMIC, associação fundada em 1984 e que se apresenta como a mais interveniente na luta contra violações dos direitos da criança.

No último ano, a instituição acompanhou 18 casos de maus-tratos, 108 de crianças traficadas e 27 casamentos precoces ou forçados, mas Laudolino acredita que muitas outras situações ficam por denunciar.

Há várias razões para que assim seja.

A maioria da população da Guiné-Bissau (1,5 milhões) é analfabeta, o que faz com que "muitas pessoas, mesmo sendo vítimas, não conheçam os seus direitos", nem os das crianças e assim convivam com crenças e práticas violentas e abusivas.

O medo de represálias "quando o agressor é uma pessoa influente", como por exemplo "um militar", e a morosidade do sistema judicial para tratar das queixas são outros fatores que inibem a população de fazer denúncias, acrescenta.

Há ainda quem leve os casos junto da chamada justiça tradicional, baseada em anciãos das aldeias e outras figuras das comunidades, e esqueça as entidades oficiais.

"Mas será que tomam decisões que tenham em consideração o interesse superior da criança? Muitas vezes não", conclui Laudolino.

A AMIC já teve um programa de rádio contra a violação dos direitos da criança que fez aumentar o número de denúncias.

"Algumas até eram feitas em direto", num espaço aberto à participação dos ouvintes, recorda.

Reativar o programa é um dos objetivos de Laudolino e Fernando Cá, que estão nesta altura a procurar apoios financeiros para pagar as despesas da AMIC.

A associação "é das raras instituições que beneficia de um pequeno apoio do Estado", no valor de 400 mil francos CFA (cerca de 600 euros) mensais.

O resto é obtido com candidaturas a projetos pontuais de diferentes parceiros.

"Trabalhamos caso a caso. Por exemplo, a reinserção de uma criança vítima de tráfico pode custar 100 mil francos CFA (cerca de 150 euros)", refere Laudolino.

A AMIC suporta ainda "em exclusivo" os custos de um centro de acolhimento, em Bissau, que atualmente se encontra lotado com 33 crianças em situação de vulnerabilidade.

"Fomos em várias ocasiões solicitados não só por privados, mas também por instituições das Nações Unidas e do Estado que nos pedem para acolher crianças", descreve.

Mas o centro revela-se "muito pesado para uma pequena estrutura como a AMIC ter que se responsabilizar por todos os aspetos logísticos e de funcionamento" e ainda com a assistência psicológica às crianças vítimas, "que não é nada fácil".

Laudolino Medina defende outra fórmula, em que "cada ator chave no domínio da infância pode contribuir para o seu funcionamento".

O secretariado executivo da AMIC conta com cinco pessoas, mas o principal segredo da sua capacidade de intervenção são os 3.000 associados a nível nacional: "um recurso muito importante" na luta contra as violações dos direitos da criança.

ONU na Guiné-Bissau aposta na biodiversidade como "motor económico" do país

A nova coordenadora residente do sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Maria do Valle Ribeiro, confia na estabilidade política conquistada pelo país e valoriza a aposta estratégica das autoridades nacionais na biodiversidade.

As riquezas naturais podem servir "de motor económico" para um "crescimento inclusivo", referiu, em entrevista à agência Lusa.

Maria do Valle Ribeiro é portuguesa e chegou em outubro à Guiné-Bissau para coordenar as agências da ONU (depois de exercer funções em Angola) e ser representante especial adjunta do secretário-geral.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Delegação da Guiné-Bissau participou na Feira Internacional do Turismo em Madrid-Espanha

Madrid - Uma delegação guineense da Secretaria de Estado do Turismo representou o país na Feira Internacional do Turismo (Fitur), que decorre na capital espanhola.



A convite da Organização Mundial do Turismo (OMT) e da Casa de África, uma delegação guineense chefiada pelo secretário de Estado do Turismo representou o país na feira anual internacional do Turismo, que decorreu em Madrid durante quatro dias, com a exposição dos produtos artesanais e potenciais paisagens naturais de todos os cinco continentes.

No âmbito de este certame, o titular da pasta do Turismo guineense participou no workshop dos dirigentes Africanos ligados ao Turismo, onde debateram e analisaram os novos planos estratégicos para fomentar o Turismo económico e atrair mais investimentos dos investidores internacionais nos países do continente africano.
Vicente Fernandes, acompanhado pelo Embaixador Guineense em Espanha,

Paulo Silva, tomou parte igualmente na reunião estratégica dos ministros do Turismo africano, no salão de honra da sede da OMT, convocada pelo seu secretário Geral, Taled Rifal.

O encontro, que visa delinear um plano estratégico para contornar o fenómeno do ébola em África, a fim de fortalecer e fomentar mais o turismo internacional nas zonas naturalmente favoráveis para os maiores investimentos turísticos no continente.

Em declarações à imprensa, o governante guineense mostrou satisfação na presença de novo do país no certame internacional, suspensa por quase três anos, tempo em que não se viu a bandeira nacional nas sedes das organizações Internacionais.

Vicente Fernandes considerou a Guiné-Bissau como um dos melhores países africanos, com grandes potencialidades turísticas. Mas, para que estas paisagens sejam vistas pelo mundo, o país necessita de estabilidade política e governativa, para ganhar a confiança e a credibilidade internacional.

Fernandes assegurou, por outro lado, que o Executivo de Domingos Simões Pereira está empenhado cada vez mais no relançamento internacional da boa imagem do país da África Ocidental.

A Guiné-Bissau não participou nas exposições de produtos artesanais e turísticos, mais sim nas conferências e workshops.

Campeonato de futebol arrancou este último fim de semana: Sporting e Benfica de Bissau começam temporada com Vitórias

Sporting e Benfica de Bissau começaram com Vitórias uma nova temporada de futebol na Guiné-Bissau, que arrancou este fim de Semana.



No Jogo Mais esperado da jornada, POR colocar frente a frente como Equipas com Mais Troféus na História do futebol guineense, o  Benfica recebeu e venceu POR 3-0 a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB).

Já o Sporting Clube Bissau foi Jogar à ilha de Bolama, cuja Equipa local, regressou este ano à Primeira Divisão, e venceu POR 1-0.

Mas a Maior goleada da jornada de Arranque foi protagonizada Pela Equipa dos Portos de Bissau, que bateu POR 4-0 a Formação dos Cavalos Brancos de Cuntum.

O título Campeão em, Nuno Tristão de Bula, Jogar foi Arquipélago dos Bijagós Ao e venceu POR 2-0 a Formação de Bubaque.

Cinco Equipas ascenderam este ano à Primeira Divisão da Guiné-Bissau, num campeonato cuja Organização Passou de Mãos da Liga de Clubes Para a Federação.

Entre aquelas cinco, Estreias Três há Absolutas na prova: São Domingos, Lagartos de Bambadinca e Bubaque.

Como Equipas de Bolama e Canchungo also regressaram Ao diretor campeonato de futebol guineense, APOS Vários Anos de ausencia.

Resultados:
Benfica - UDIB, 3-0
Balantas de Mansoa - Estrela Negra de Bissau, 0-0
Bolama - Sporting Clube Bissau, 0- 1
Portos de Bissau - Cavalos Brancos de Cuntum, 4-0
Bubaque - Nuno Tristão de Bula, 0-2
Sporting Clube de Bafatá - Futebol Clube de Canchungo, 1-0
São Domingos - Lagartos de Bambadinca, 0-1

Classificação:
1. Portos de Bissau, 3 Pontos
2. Benfica, 3
3. Nuno Tristão de Bula, 3
4. Sporting Clube Bissau, 3
5. Lagartos de Bambadinca, 3
6. Sporting Clube de Bafatá, 3
7. Estrela Negra de Bissau, 1
8. Balantas de Mansoa, 1
9. Canchungo, 0
10. Bolama, 0
11. São Domingos, 0
12. Bubaque, 0
13. UDIB, 0
14. Cuntum, 0

Próxima jornada, a 14 e 15 de fevereiro
Bubaque - Balantas de Mansoa
Nuno Tristão de Bula - UDIB
Estrela Negra de Bissau - Bolama
Benfica - São Domingos
Sporting Bissau - Sporting de Bafatá
Bambadinca - Portos
Canchungo - Cuntum

Primeira praça com acesso à Internet inaugurada em Bissau

A Guiné-Bissau conta, desde sexta-feira, com a sua primeira praça com acesso livre à Internet, que até teve direito a inauguração do presidente José Mário Vaz.



Afinal, essa tinha sido uma das promessas eleitorais do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

Situada no coração de Bissau, a praça Titina Silá passa a ter, além do acesso sem fios à web, iluminação e um jardim arranjado em torno de uma nova estátua. Todo o local foi requalificado, com 11 bancos de cimento, sete postos de iluminação solar e até a estrada em volta foi pavimentada, algo que não é regra na capital guineense.

A obra contou com algum apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mas, no essencial, as obras foram possíveis graças ao dinheiro angariado pela Câmara Municipal de Bissau.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anuncia plano estratégico 2015/2019 para a Guiné-Bissau

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai apostar na consolidação do estado de direito na Guiné-Bissau e na construção de infra-estruturas de apoio à população, de acordo com o plano estratégico aprovado na quarta-feira 29-01-2015, anunciou a instituição.

O plano divulgado na sexta-feira e que abrange o período de 2015 a 2019 surgiu “na sequência das eleições gerais de 2014″, pondo fim a um período de crise depois de um golpe de estado, dois anos antes.

O documento identifica “fragilidades” e alerta para a necessidade de uma “reforma militar” e “melhoria do sistema de justiça para promover um crescimento [económico].”

Na prática, o banco vai dar prioridade a quatro aspectos – integração regional ao nível da África Ocidental, em particular com “a revitalização de parcerias em que o Estado possa confiar” para se fortalecer, maior participação de intervenientes não estatais na vida do país, coordenação eficaz das operações de doadores e diálogo sobre políticas governamentais.

De acordo com os dados recolhidos pelo BAD, a fragilidade do país e contínua instabilidade “têm resultado num acentuado declínio do crescimento económico nos últimos anos.

A taxa de crescimento do produto interno bruto caiu de 5,3% em 2011 para -1,5% em 2012, destacou o banco, realçando que as condições de vida da generalidade da população “também se degradaram.”

Conselho vai avaliar desempenho da missão das Nações Unidas na Guiné-Bissau

O desempenho da missão do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) vai ser avaliado em 05 de fevereiro pelo Conselho de Segurança da ONU, anunciou hoje a organização.
Conselho vai avaliar desempenho da missão das Nações Unidas na Guiné-Bissau
O representante especial do Secretário-geral das Nações Unidas em Bissau, Miguel Trovoada, vai participar na reunião do órgão e apresentar o relatório da Missão de Avaliação Estratégica da ONU que visitou a Guiné-Bissau em novembro.

De acordo com Trovoada, a missão serviu para "avaliar o desempenho do mandato" e "alinhar as ações do UNIOGBIS" no futuro, tendo em conta as prioridades definidas pelas novas autoridades guineenses, refere uma nota do gabinete.

O relatório deverá ajudar a "desenhar o figurino" sobre a colaboração com o governo da Guiné-Bissau nos próximos tempos, acrescentou.

Miguel Trovoada conta ainda fazer um ponto de situação sobre o avanço das principais reformas no país e sobre a preparação da mesa redonda de doadores, marcada para final de março em Bruxelas".

A 19 de novembro, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que a organização renove o mandato do UNIOGBIS.

"A fase em que estamos no processo de estabilização e reconstrução do nosso estado de direito e da nossa economia requer que a Guiné-Bissau continue na agenda das Nações Unidas com um acompanhamento contínuo. Por isso, defendemos, no imediato, a continuação do UNIOGBIS", referiu.

ONU alerta para desafios da relação entre o presidente e o primeiro-ministro

Um relatório do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, sobre a Guiné-Bissau, alerta que a relação entre o presidente guineense, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, é «essencial» e tem alguns desafios pela frente.


Domingos Simões Pereira
«Uma relação construtiva entre o presidente, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia Nacional continuará a ser essencial enquanto se levam por diante as reformas necessárias», refere o relatório, que será discutido no próximo dia 5 de fevereiro pelo Conselho de Segurança da ONU.

O documento alerta que o «potencial de recuo para a instabilidade e inconstitucionalidade permanecerá alto enquanto as causas de raiz continuarem por resolver».

Ainda assim, a ONU sublinha que o «governo mostrou uma forte vontade política e, fazendo-o, já encontra alguns sinais de resistência».

O «recuo no consenso político dentro do governo» é uma das maiores ameaças.

O relatório foi divulgado depois das notícias que davam conta de um mal-estar entre o presidente e o primeiro-ministro guineenses.
Esta semana, Domingos Simões pereira admitiu a «falta de alguma concertação».

«É preciso compreender que a Guiné-Bissau está a sair de uma situação terrivelmente difícil, há muitos interesses em presença, os partidos políticos estão numa recomposição interna, o jogo político não está totalmente clarificado e compreendo que tudo isso não é muito fácil para o presidente, nem para mim. Mas acredito que vamos conseguir um consenso», disse.

Transportadora aérea cabo-verdiana começa a voar em junho para Guiné-Bissau

A TACV Cabo Verde Airlines anunciou, esta sexta-feira, o reinício dos voos para Bissau, duas rotas semanais, a partir do mês de junho, no percurso Bissau/Dacar e Dacar/Praia.



O presidente do conselho de administração da companhia, João Pereira Silva, diz que esta expansão da rede de rotas vai trazer maior conectividade na África Ocidental e é um «passo importante» que abrirá novas oportunidades para Cabo Verde e Bissau.

«Este serviço está direcionado a todos os que pretendem visitar ou fazer negócios no Senegal, Praia ou Guiné-Bissau ou ainda a outros que desejam fazer a conexão com destino a Lisboa, Amesterdão, Paris e Brasil», lê-se num comunicado da TACV.

A transportadora aérea cabo-verdiana vai também iniciar operações para Providence, nos Estados Unidos da América e Recife, no Brasil