quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Estudante da Guiné-Bissau é detido no Rio por suspeita de roubo (uma história mal contada)

D. L. S. de 21 anos, está preso em São Gonçalo. Rio de Janeiro
Polícia Civil diz que estudante foi reconhecido pelas vítimas.

O estudante D L S, de 21 anos, da Guiné-Bissau, que cursa um programa de intercâmbio em arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está preso na Cadeia Pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo, por suspeita de roubo de um telefone celular ocorrido na noite de quinta-feira (15), em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. A embaixada na Guiné-Bissau está acompanhando o caso.

Um amigo de D L S, o estudante de Letras M B, contou ao G1 que recebeu um telefonema do rapaz na madrugada de sexta-feira (16).

O guineense disse que estava preso na 32ª DP (Taquara), em Jacarepaguá. O rapaz explicou que tinha saído de uma festa, por volta das 20h30, e ao chegar na parada de ônibus perguntou a uma mulher qual era a melhor linha para levá-lo até a universidade na Ilha do Governador, onde mora.

A mulher teria se assustado com a pergunta e jogou o celular longe. Ainda segundo o relato do jovem, um homem passava na hora e deu um tiro para o alto. Ele correu com medo, caiu no chão, foi preso e levado para a delegacia.

Segundo B, D L S pediu a ele que fizesse contato com a família na Guiné e avisasse o ocorrido. "Ele me pediu para informar a família e ajudar no máximo possível para provar a inocência dele", disse.

De acordo com M B, para ajudar o jovem ele procurou o Fórum de Jacarepaguá. Nesta segunda (19),  o defensor público Felipe Lima de Almeida começou a acompanhar o caso. "Eu entreguei todos os documentos do D L S para ele e ele vai no presídio nesta terça-feira (20) de manhã para pegar o depoimento dele e tentar tirar ele da cadeia", contou.  

B contou ainda que o estudante está no Rio de Janeiro desde outubro de 2012. Eles se conheceram após um contato de um amigo comum em uma rede social. D L S foi recebido no Rio por B que mora na cidade há quatro anos e meio.

"Eu falei com a mãe dele no sábado, mas ninguém manifestou o desejo de vir ao Rio. Eles estão ansiosos", explicou.

A assessoria da Polícia Civil informou que D L S foi preso por um policial civil que mora na região e escutou o testemunho de uma vizinha.

Ela contou que havia sido roubada por um homem com sotaque estrangeiro e descreveu as características e as roupas do suspeito.

O policial disse que fez uma ronda na região e que encontrou o rapaz assaltando outra mulher.

A Polícia Civil disse ainda que o suspeito tentou fugir, mas foi preso e que com ele foram encontrados três celulares. D L S teria sido reconhecido pelas vítimas.

Nota do Novas da Guiné

Isto é uma história mal contada, esperamos que a Embaixada da Guiné-Bissau faça alguma coisa para ajudar o D L S

Informação:

Os nomes envolvidos no caso foram omitidos até que fique provada a sua culpabilidade.

Por se tratar de um jovem de 21 anos e que tem uma vida pela frente, e pode estar inocente.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Cabo Verde: Governo proíbe viagens oficiais à Guiné-Bissau

Praia – Durante uma conferência que realizou na presença de Pascal Lamy, Director-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Primeiro-ministro José Maria Neves desmentiu qualquer instrução governativa no sentido de proibir deslocações de funcionários do Estado à Guiné-Bissau.

No entanto, Fontes garantiram que o Governo aprovou, esta segunda-feira, 19 de Agosto, um despacho em que proíbe deslocações à Guiné-Bissau, por parte de todos os funcionários e agentes do Estado em missão oficial de serviço.

Amedida foi confirmada por fontes governamentais cabo-verdianas que não quiseram avançar pormenores.

O ngb constatou também que a decisão surgiu na sequência do agravamento da tensão entre a Praia e Bissau, que já levou à detenção pelas autoridades guineenses de dois agentes da Polícia Nacional de Cabo Verde.

As relações seculares entre os dois países «gelaram» desde o golpe de Estado de 12 de Abril, protagonizado pelo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, contra o então Primeiro-ministro e candidato Presidencial, Carlos Gomes Júnior.

Cabo Verde não reconheceu as autoridades saídas do golpe deEstado e cortou o diálogo «frequente» com a Guiné-Bissau.

Em Abril de 2013 o departamento anti-droga dos EUA (DEA) deteve em águas internacionais o contra-almirante guineense José Américo Bubo Na Tchuto, juntamente com outros quatro oficiais, sob a acusação de conspiração para fornecer armas à guerrilha colombiana FARC, armazenar cocaína da mesma organização terrorista, vender armas para serem utilizadas contra as forças norte-americanas e tentativa de colocar cocaína no mercado americano.

Bubo Na Tchuto e os quatro oficiais foram levados de barco para Cabo Verde, de onde seguiram minutos depois para os EUA, num avião daDEA.

A colaboração de Cabo Verde «irritou» as autoridades de transição da Guiné-Bissau, que acusaram a Cidade de Praia de ser «mau vizinho».

A 12 de Julho, quando encetavam em viagem de regresso a Cabo Verde, dois polícias cabo-verdianos da Direcção de Migração e Fronteiras foram detidos pelos Serviços de Informação e Segurança da Guiné-Bissau, na sala de embarque do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

Júlio Centeio Gomes e Mário Brito foram libertados a 30 de Julho, depois de 18 dias de detenção sem acusação formulada.

Na semana passada, o Chefe de Estado Maior das Forças da Guiné-Bissau,António Indjai, acusou Cabo Verde de ter assassinado a cidadã guineense Enide Tavares Soares da Gama, que recebeu pena acessória de expulsão do país depois de cumprir parte da pena a que foi condenada por tráfico ilegal de droga em Cabo Verde.

Segundo António Indjai, a «senhora que foi acusada de tráfico de droga em Cabo Verde, que dizem que deportaram para Bissau, na verdade foi assassinada», afirmou, acrescentando que «ninguém das nossas autoridades quis perguntar os verdadeiros contornos deste caso».

 A referida cidadã guineense foi deportada para o seu país de origem na companhia dos dois agentes da Direcção de Migração e Fronteira.«Os agentes cabo-verdianos deviam ser levados à justiça para serem julgados mas, mais uma vez, deixámos escapar Cabo Verde. Não gostei nada disso. Não só violaram as nossas fronteiras como a rapariga que disseram que trouxeram não foi vista.

 Ela foi morta», acusou. Instada pela Rádio de Cabo Verde sobre as acusações de António Indjai, a ministra cabo-verdiana da Administração Interna, Marisa Morais, negou tecer quaisquer comentários a esse respeito.

Citando duas fontes da Polícia Judiciária guineense, a Rádio de CaboVerde noticiou que a referida cidadã foi vista nas instalações da Polícia Judiciária, na altura em que os dois agentes cabo-verdianos se encontravam detidos.

Segundo a mesma fonte, Enide Tavares Soares da Gama ter-se-á deslocado, nessa altura, às instalações da Polícia Judiciária guineense para visitar uma amiga que também se encontrava detida e foi então vista pelos dois agentes cabo-verdianos.

Registo civil grátis faz disparar inscrição de cidadãos na Guiné-Bissau

Uma campanha especial de registo civil gratuito, na Guiné-Bissau, que durou cinco meses, conseguiu inscrever mais cidadãos que todos os registados no ano de 2012, de acordo com dados divulgados pelo Governo de transição.

 

O Ministério da Justiça estima que apenas um terço dos 1,6 milhões de habitantes da Guiné-Bissau disponham de registo de nascimento, razão pela qual lançou uma campanha de inscrição gratuita entre março e julho, para cativar mais habitantes.

Naquele período, o país "ganhou" 68.920 cidadãos, muito acima do total de registos em 2012, que rondou os 25 mil, de acordo com dados divulgados pelo mesmo ministério, que pondera a continuação do registo gratuito.

A medida deverá ser discutida numa das próximas reuniões do Conselho de Ministros guineense, disse à Lusa fonte ministerial.

Na Guiné-Bissau, o registo é gratuito para quem nasce, mas a partir dos oito anos de idade pode custar cerca de sete euros, consoante os casos e os impressos necessários, um custo inibidor para muitas famílias de um dos países mais pobres do mundo.

A ampliação da rede de registo civil de nascimento, para inscrever todos os bebés nos primeiros momentos de vida, a criação de um sistema nacional informatizado e a promoção de brigadas móveis de registo estão entre as medidas previstas pelo Ministério da Justiça para atacar o problema.

Agência Lusa

Selos divulgam o trabalho dos missionários O selo de 0,70 euros reproduz o jardim de infância «Despertar», das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras de Guiné-Bissau


Cerca de um milhão de selos, lançados pelos Correios de Portugal esta segunda-feira, 19 de agosto, vão divulgar, por todo o mundo, o trabalho efetuado pelos missionários católicos portugueses em prol do desenvolvimento das populações. A emissão filatélica é composta por seis selos.


O de 0,36 euros é dedicado à educação, apresentando um estudante da Fundação Fé e Cooperação da Guiné-Bissau. O selo de 0,50 euros é sobre a área da saúde e apresenta um posto médico da Associação Leigos Missionários da Consolata, em Moçambique.


O selo de 0,70 euros reproduz o jardim de infância «Despertar», das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras de Guiné-Bissau, e o selo de 0,80 euros é dedicado ao desenvolvimento agrícola da Associação Leigos Missionários da Consolata de Moçambique.


Por fim, os selos de 1,00 e 1,70 euros são alusivos à capacitação institucional e evangelização das instituições Fundação Fé e Cooperação e Associação Missionários da Consolata. A emissão completa-se com a pagela divulgadora da série, que contém um texto de Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa.

Primeiro-ministro deposto deverá ser interrogado quando voltar à Guiné-Bissau -- ministro de transição

O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, deverá ser interrogado pelo Ministério Público quando regressar ao país, disse hoje à agência Lusa o ministro da Justiça de transição, Saido Baldé.

Questionado sobre se se coloca a possibilidade de Carlos Gomes Júnior ser questionado num processo em que é suspeito de "denúncia caluniosa", Saido Baldé foi claro: "naturalmente que sim".

Carlos Gomes Júnior foi deposto num golpe militar em abril de 2012 e exilou-se em Portugal, onde anunciou no início do mês que pretende regressar à Guiné-Bissau e candidatar-se a Presidente da República nas eleições marcadas para 24 de novembro.

Entretanto, o país está a ser dirigido por um Governo de transição, criado na sequência do golpe que o depôs.

Em outubro de 2012, o Ministério Público da Guiné-Bissau enviou às autoridades portuguesas uma carta rogatória para Carlos Gomes Júnior comparecer em Bissau e ser ouvido no âmbito do processo de Hélder Proença, assassinado em 2009.

Na queixa afirma-se que o Governo, na pessoa do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, denunciou na altura uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo Hélder Proença, o que configura "denúncia caluniosa".

Apesar de notificado em Lisboa, o político guineense nunca se dispôs a responder em Bissau, tal como pedido, por considerar não haver condições de segurança.

Assim, se agora Carlos Gomes Júnior regressar ao país, como já anunciou, o ministro da Justiça refere que o Ministério Público vai questioná-lo: "naturalmente que sim", sublinhou à Lusa.

"O Ministério da Justiça pode confirmar que foi intermediário na remissão de cartas rogatórias de processos de inquérito abertos contra o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior", referiu - mas sem especificar outro processo para além do já conhecido de "denúncia caluniosa".

"O Governo [de transição] acompanha [a situação] e é intermediário, no quadro da cooperação institucional e judiciária internacional", justificou o governante, que recusou pronunciar-se sobre a tramitação ou conteúdos em causa.

Depois da primeira carta rogatória, já foi enviada "uma segunda nota, a pedido do Ministério Público, para saber o porquê da demora" do primeiro-ministro deposto em comparecer perante interrogatório, referiu Saido Baldé.

As autoridades da Guiné-Bissau ainda estão "a aguardar resposta", acrescentou.

Agência Lusa

Primatas da Guiné-Bissau vendidos ilegalmente para consumo humano - Mundo - Notícias - RTP

Seis das dez espécies de primatas da Guiné-Bissau estão a ser vendidas ilegalmente para consumo humano. É o que revela um estudo feito por uma equipa que conta com investigadores portugueses. Em entrevista exclusiva à RTP, contaram como chegaram a essa conclusão. Algumas das imagens desta reportagem podem ferir a suscetibilidade dos espectadores mais sensíveis.

Primatas da Guiné-Bissau vendidos ilegalmente para consumo humano - Mundo - Notícias - RTP

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cólera já infetou 700 pessoas este ano

Um surto de cólera em Guiné-Bissau já infetou mais de 700 pessoas desde o início do ano, de acordo com números avançados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).


A região de Tombali, no sul do país, é a mais afetada pela doença, com 225 casos e 21 vítimas mortais só nas últimas semanas.


«Tombali é a região mais pobre do país em termos de recursos humanos. Só há um enfermeiro por centro de saúde. O sistema de saúde não pode cuidar dos pacientes corretamente. Há que acrescentar ainda as superstições por parte de pessoas que não acreditam nas explicações científicas para a cólera», afirmou Inácio Alvarenga, epidemiologista da OMS.


Em 2008, registaram-se 14.204 casos de cólera em Guiné-Bissau, que resultaram na morte de 225 pessoas.


Nicolau Almeida, porta-voz do ministério da Saúde, salientou a importância de conter a propagação da doença em Tombali, para onde foi enviada uma equipa médica composta por um epidemiologista, dois médicos e dois enfermeiros.


«Precisamos de reforçar a equipa médica com mais três enfermeiros e cinco médicos de forma a melhor coordenar o setor médico na região. Precisamos de criar diferentes equipas em diferentes áreas. Também há uma enorme falta de medicamentos», afirmou .

FAO : Carência alimentar severa aumenta na Guiné-Bissau

A carência alimentar severa está a aumentar na Guiné-Bissau e já deve afeCtar pelo menos 260 mil pessoas, disse hoje fonte da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) à agência Lusa.

Carência alimentar severa aumenta na Guiné-Bissau

A situação afeta sobretudo a população rural e os números vão ser detalhados num inquérito que hoje começa a ser preparado para haver resultados em setembro, num país com cerca de 1,6 milhões de habitantes.

A má campanha de caju, principal receita das famílias rurais, e a crise causada pelo golpe de Estado de abril de 2012, são as principais razões para os guineenses, sobretudo das zonas rurais, não terem dinheiro para comprar comida e por isso reduzirem refeições e comerem apenas frutos silvestres.

De acordo com Rui Fonseca, encarregado da FAO em Bissau, um inquérito realizado em 2011 mostrava que "20 por cento da população rural estava num estado de insegurança alimentar severa", correspondendo "a cerca de 179 mil pessoas".

"Estamos a ter a ideia de que esta percentagem aumentou", devendo agora rondar um valor "de 30 a 35 por cento, não sendo exagerado dizer 40", estima Rui Fonseca, com base num inquérito rápido realizado pela organização em junho.

Partindo do valor de população rural afetada em 2011, as previsões atuais apontam para que pelo menos 260 mil pessoas estejam a passar por "carência alimentar severa" na Guiné-Bissau.

Na prática, isto quer dizer que "em várias famílias houve já diminuição de refeições, sobretudo entre adultos, e a qualidade também diminuiu bastante", com recurso sobretudo a frutos silvestres, sinal de que as famílias "estão numa situação extrema".

"Em junho ainda havia a alternativa das mangas, mas agora, com a intensidade das chuvas, a produção caiu", acrescentou Rui Fonseca.

Para atacar o problema, o Programa Alimentar Mundial (PAM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a FAO já fizeram um pedido junto dos sistemas de apoio das Nações Unidas para que seja fornecida ajuda à Guiné-Bissau.

A resposta deve surgir até final do mês e esse auxílio poderá traduzir-se no envio de alimentos, sementes, material vegetal e pequenos equipamentos agrícolas para o país.

Entretanto, começa hoje a formação de pessoal que vai estar no terreno para a realização de um novo inquérito sobre segurança alimentar que vai aprofundar o trabalho feito em junho.

Desta feita, a consulta vai abranger todas as regiões, contactar mais população e será mais aprofundado, explicou Rui Fonseca.

Os resultados deverão ser conhecidos no mês de setembro.

Cabo Verde recusa comentar acusações de chefe do Estado-Maior da Guiné-Bissau

O governo de Cabo Verde recusou comentar as acusações do chefe do Estado-Maior das Forças da Guiné-Bissau, António Indjai, segundo as quais as autoridades cabo-verdianas assassinaram uma cidadã bissau-guineense.

Praia - O governo de Cabo Verde recusou,  comentar as acusações do chefe do Estado-Maior das Forças da Guiné-Bissau, António Indjai, segundo as quais as autoridades cabo-verdianas assassinaram uma cidadã bissau-guineense expulsa do arquipélago após cumprir pena por tráfico de droga.

As acusações feitas quinta-feira em Bissau pelo líder do golpe de Estado de abril do ano passado, que derrubou o Governo constitucional da Guiné-Bissau, foram amplamente divulgadas pelos médias do arquipélago, mas as autoridades cabo-verdianas preferiram ignorar as afirmações de António Indjai.

Instada pela Rádio de Cabo Verde (RCV) a pronunciar-se sobre as acusações do chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, a ministra cabo-verdiana da Administração Interna, Marisa Morais, negou tecer quaisquer comentários a respeito.

"A senhora que foi acusada de tráfico de droga em Cabo Verde, que dizem que deportaram para Bissau, na verdade foi assassinada. Mas, ninguém das nossas autoridades quis perguntar os verdadeiros contornos deste caso", acusou António Indjai na abertura da primeira conferência dos Serviços de Informação do Estado (SIE), que decorreu em Bissau e que juntou mais de 100 agentes da "secreta" guineense e da contra-inteligência militar.

Segundo o líder militar da Guiné-Bissau, os agentes cabo-verdianos deviam ser levados à justiça para serem julgados mas, "mais uma vez deixámos escapar Cabo Verde".

António Indjai disse não ter gostado do facto de as autoridades judiciais do seu país terem  decido a libertação de dois agentes da Polícia Nacional cabo-verdiana depois de 18 dias de detenção em Bissau, sob suspeita de "espionagem", mas sem acusação formada.

"Não só violaram as nossas fronteiras como a rapariga que disseram que trouxeram não foi vista. Ela foi morta", acusou.

Dirigindo-se ao Procurador-Geral da Republica, Abdu Mané, que também estava na mesa de honra de abertura da conferência, António Indjai disse que não compreendeu a decisão judicial que levou à libertação ddos agentes cabo-verdianos.

A cidadã bissau-guineense Enide Gama foi deportada para o seu país acompanhada pelos dois agentes do Serviço de Fronteira da PN que, no dia 12 de Julho, quando encetavam a viagem de regresso a Cabo Verde, foram detidos pelos Serviços de Informações e Segurança da Guiné-Bissau na sala de embarque do Aeroporto Internacional de Bissau.

Na altura foi noticiado que os militares estavam a exercer pressão junto das autoridades judiciais para que os agentes cabo-verdianos fossem transferidos das instalações da Polícia Judiciária em Bissau para uma prisão militar a fim de serem julgados por crime contra a segurança interna e externa da Guiné-Bissau.

Os dois agentes cabo-verdianos - Júlio Centeio Gomes e Mário Brito - apenas foram libertados e autorizados a regressar a Cabo Verde no dia 30 de julho depois das intervenções do Governo  e de outras instituições públicas e privadas cabo-verdianas junto das autoridades da Guiné-Bissau.

sábado, 17 de agosto de 2013

Opinião: Um irrefreável fanático “António Indjai o novo IDIAMIM” descubra as diferenças

   
Quem é quem?   descubra as diferenças
Não foi proriamente uma surpresa, ouvir as ameaças veladas pelo general e CEMGFA António Indjai. Talvez tenha surpreendido os menos atentos, ou aqueles que subestimam a sua capacidade de instalar o caos, o ódio e a guerra civil na Guiné-Bissau.Num tom ameaçador, Indjai desferiu ataques em todas as direcções sobretudo contra as organizações como a Liga Guineense dos Direitos Humanos, os órgãos de comunicacao social, os magistrados etc.


Num tom desafiador, Indjai disse que haverá problemas nas próximas eleições gerais marcadas para o próximo dia 24 de Novembro, tendo adiantado que as escolhas nestas mesmas eleições, serão feitas com base em critérios étnicos e tribais pois cada um tem que defender o seu grupo étnico. No auge da sua cegueira e total ignorância, António Indjai alertou em tom ameaçador os partidos sem base tribal ou étnico, para desistirem da corrida eleitoral...


António Indjai teve ainda oportunidade para desferir acusações contra Cabo Verde por ter, segundo ele, assassinado a cidada guineense que foi expulsa para a Guiné-Bissau - um caso que levou à detenção illegal de dois agentes da Polícia daquele país nosso irmão - de sangue e na luta contra o colonialismo português.


Estas declarações irresponsáveis e incendiárias do acossado barão da cocaína, António Indjai, constituem um aviso sério aos guineenses, e uma ameaça velada à comunidade internacional os quais nada fazem para travar este monstro, capaz de conduzir a Guiné-Bissau para uma Guerra civil com consequências que ninguém pode prever. Não é a primeira vez que o António Indjai invoca a possibilidade de um conflito armado no país antes das eleições, fundamentando-se em 'argumentos tribais'.


Com estas declarações bem pensadas, António Indjai quis transmitir aos guineenses duas mensagens principais: Para a defesa dos interesses da sua etnia e do seu partido - o PRS, serão utilizados todos os meios - incluindo o derramamento de sangue, a exemplo do que aconteceu depois do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, em que dezenas de cidadãos guineenses foram assassinados friamente e com requintes de tortura. O Segundo aspecto envia uma mensagem clara à comunidade internacional: quem manda de facto na Guiné-Bissau é ele. Ou seja, a CI pode bem continuar a dormir, sonhando com soluções inócuas, mas a sua vontade é que prevalecerá nas eleições em detrimento da vontade do povo, esse sim soberano.


Guineenses, acordem antes que sejam devorados por este ditador cobarde que se esconde atrás do uniforme militar para atormentar o povo da Guiné-Bissau. Para a comunidade internacional, creio que as dúvidas - se é que alguma vez houve - estão dissipadas. Se não agirem rapidamente para salvar o povo guineense deste penoso cativeiro, amanhã a história vos julgará. E, não, não vale a pena desperdiçar milhões de dólares na organização de umas eleições que à partida já tem os seus vencedores. O Povo guineense precisa de um Salvador - salvem-no antes que seja tarde. AAS

Fonte: Ditadura do Consenso

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Presidente de transição volta a Bissau

O presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, regressa hoje (15) ao país após um "controlt médico de rotina" realizado na Alemanha, disse à agência Lusa uma fonte da presidência.

Segundo a mesma fonte, o controle de saúde relacionado com níveis de colesterol e diabetes decorreu com normalidade.

Serifo Nhamadjo já realizou exames entre março e abril e está sob um tratamento relacionado com os níveis de colesterol e diabetes que o tem levado a consultas na Nigéria e Alemanha.

Menina obrigada a se casar é resgatada na Guiné-Bissau

Guiné-BissauA menina de 19 anos que tinha sido sujeita a um casamento forçado no sul da Guiné-Bissau foi resgatada na terça-feira
pela Polícia Judiciária, informou à agência Lusa o presidente da Liga Guineense para os Direitos Humanos.

A vítima estaria a ser obrigada pela família e pelo suposto marido a permanecer na aldeia de Dajabadá-Porto, onde nasceu e a 27 de julho se consumou o matrimónio, alegadamente combinado por uma tia, explicou Luís Vaz Martins, dirigente da Liga, organização que denunciou o caso.

Agentes da Polícia Judiciária deslocaram-se à aldeia na terça-feira com a missão de libertar a menina, mas só depois da detenção da tia é que esta revelou onde ela estava.

A jovem foi depois conduzida pela PJ para o centro de acolhimento da Associação dos Amigos da Criança, em Bissau, onde se encontra, enquanto a tia está sob custódia da PJ, referiu Luís Vaz Martins.

Para aquele responsável, "deu-se um passo importante no cumprimento da lei", mas, ainda assim, entende que "todos os envolvidos neste processo devem ser trazidos à justiça".

Para além da tia, os restantes implicados serão o marido imposto e um irmão mais velho que terá atraído a rapariga para a aldeia com um falso convite para férias.

Luís Vaz Martins entende que "a pressão popular" foi determinante para a resolução do caso e garante que a liga vai continuar a mobilizar a opinião pública "para que se acabe definitivamente com o casamento forçado na Guiné-Bissau".

António Indjai afirma que não abandonará o seu cargo de chefe do estado-maior das Forças Armadas.

António Indjai comenta a situação política na Guiné-Bissau e afirma que não abandonará o seu cargo de chefe do estado-maior das Forças Armadas.

General António Indjai.

General António Indjai. REUTERS/Joe Penney/Files

No decurso de uma reunião dos serviços secretos militares e civis em Bissau, o chefe do estado-maior da Guiné-Bissau, general António Indjai teceu algumas considerações sobre a situação política no seu país.O responsável militar guineense acusou nomeadamente os dirigentes políticos locais de não amarem a sua pátria e de se preocuparem antes com o seu  bem-estar.

Discreto nos útimos tempos, o general Indjai que após a prisão pelos americanos do almirante Bubo Na Tchuto, foi igualmente acusado pela justiça dos Estados Unidos de estar envolvido no narcotráfico, declarou que só abandonará as suas actuais funções se for exonerado por um futuro presidente-eleito.

Indjai é contestado por vários círculos políticos da Guiné-Bissau e tido pela comunidade internacional como um entrave à reforma das Forças Armadas do seu país. Sem ter feito uma alusão específica à Bubo Na Tchuto, o general Indjai afirmou que ele não é indivíduo a  deixar-se capturar  preferindo antes matar-se.    

 
Correspondência Bissau 15 .08.2013
(01:20)