quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Conferência de imprensa, pelo Exmo Senhor Carlos Gomes Júnior, Primeiro-Ministro e Presidente do PAIGC, hoje 8 de agosto, 12h00, Hotel Altis

A Guiné-Bissau, como é de conhecimento público, vive, desde 12 de Abril de 2012, uma grave crise político-militar na sequência do golpe de Estado militar desencadeado pelos militares guineenses à revelia da Constituição e das leis que regem um Estado de Direito democrático constitucional.

Desde essa altura, a comunidade internacional tem estado a desenvolver intensas actividades de mediação no sentido de serem encontradas as melhores soluções para a crise instalada com o golpe de Estado militar, visando o retorno a ordem constitucional com a realização das eleições gerais previstas para Novembro deste ano.

Assim, face aos últimos desenvolvimentos do processo político guineense, nomeadamente, com a formação de um Governo denominado de inclusão e a marcação de uma data para a realização das eleições gerais, o Presidente do PAIGC e candidato mais votado na 1ª volta das eleições Presidenciais de 2012, que se encontra em exílio forçado desde Abril do ano transacto, realiza na próxima quinta-feira, dia 08 de Agosto do ano em curso, 12h00, no Hotel Altis, Rua Castilho, nrº 11, Lisboa uma conferência de imprensa, durante a qual abordará os seguintes temas:

§ A questão do regresso ao país do Presidente do PAIGC;

§ A actual situação político-militar e de segurança na Guiné-Bissau;

§ Um balanço da mediação da comunidade internacional na crise guineense.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Porta-voz do governo de transição lidera UPG e quer candidatar-se a primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Bissau, 04 ago - Fernando Vaz, porta-voz do Governo de transição na Guiné-Bissau, foi hoje eleito líder da União Patriótica Guineense (UPG), partido com o qual pretende concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições gerais de 24 de novembro.

Bissau, 04 ago - Fernando Vaz, porta-voz do Governo de transição na Guiné-Bissau, foi hoje eleito líder da União Patriótica Guineense (UPG), partido com o qual pretende concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições gerais de 24 de novembro.

"Se for eleito primeiro-ministro deste país, prometo mudar a Guiné-Bissau rapidamente", defendeu Fernando Vaz, eleito por unanimidade e aclamação pelos 950 delegados ao segundo congresso ordinário da UPG, que decorreu no sábado e hoje, em Bissau.

Dirigindo-se aos congressistas, Fernando Vaz prometeu integrar a UPG "numa ampla coligação" de partidos "comprometidos com a causa nacional", como forma de "mudar a imagem do país".

Se for eleito primeiro-ministro, Fernando Vaz prometeu acabar com casas cobertas de colmo em Bissau, disse que vai dar energia elétrica e água potável aos cidadãos e que vai promover sistemas de educação e de cuidados de saúde com qualidade para toda a população.

Vaz acredita que está a chegar a hora de a UPG mudar a Guiné-Bissau, considerando que o partido foi o líder da oposição ao regime do primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior.

"Quero alertar os meus colegas políticos, inclusive os do PAIGC: chegou a hora de fazermos política com seriedade, uma política de ´guineendadi', de unirmos esforços para mudar a imagem do nosso país", referiu.

Para este político, os guineenses "estão cansados e já não acreditam na política", fruto de instabilidade e má-governação pelas quais responsabiliza o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que governou a Guiné-Bissau durante mais de duas décadas, desde a independência, em 1974.

"Já se passaram 40 anos desde a independência e nada foi feito. Paremos com o ódio, com as intrigas, elejamos o país em primeiro lugar", exortou Fernando Vaz.

A UPG, partido sem representação parlamentar, foi fundada em 2004, por dissidentes da Resistência da Guiné-Bissau/Movimento Bá-Fatá (RGB-MB), mergulhado numa crise provocada por divergências entre os dirigentes.

Lusa

domingo, 4 de agosto de 2013

Campanha para aleitamento materno

  Mansoa, Guiné-Bissau - De aldeia em aldeia, uma campanha atravessa a Guiné-Bissau para avisar que o aleitamento materno pode salvar muitas crianças num país que tem uma das mais elevadas taxas de mortalidade infantil do mundo. 
  

Numa luta pela vida, Serem Dabo, 32 anos, sabe de cor e salteado as regras que aprendeu no centro de saúde da tabanca (aldeia) de Gã-Mamudo, Mansoa, a 50 quilómetros da capital, Bissau. 

  
As mães devem dar "apenas leite materno" aos bebés nos primeiros seis meses de vida e "só depois" introduzir outros alimentos, explica à agência Lusa enquanto ajeita ao colo a filha Nhalim, 16 meses. 

  
O leite materno serve como primeira imunização do bebé e adia os riscos associados ao consumo de alimentos e água, por vezes contaminada, mas que por tradição eram introduzidos logo nos primeiros meses de vida. 

  
Nhalim seguiu a nova receita e o bebé está "dreto", palavra em crioulo que significa que está bem e não teve problemas de saúde que já afectaram outras crianças da aldeia, como diarreias, otites e problemas respiratórios. 

  
Estima-se que a taxa de mortalidade até aos cinco anos seja de 161 crianças por mil, segundo dados divulgados no último ano pelas Nações Unidas. 

  
Segundo os últimos dados do Banco Mundial, cada mulher da Guiné-Bissau tem em média cinco filhos pelo que toda a informação é bem-vinda para ajudar a cuidar deles. 

  
Serem Dabo é agora uma das mães que aconselha outras progenitoras, num processo de passa a palavra que as autoridades de saúde acreditam estar na base do aumento da taxa de aleitamento materno na Guiné-Bissau. 

  
Um inquérito realizado em finais de 2012 mostra que 67 por cento das crianças com menos de seis meses são amamentadas exclusivamente com peito, destaca a agência das Nações Unidas para apoio a crianças (UNICEF). 

  
O objectivo "é chegar aos 100 por cento", refere Amélia do Carmo, Diretora-regional adjunta de Saúde, ao lado das mulheres de Gã-Mamudo. 

  
    "Ainda há alguma resistência, mas pouco a pouco vamos atingindo o objectivo", sublinha a responsável à agência Lusa.


  
Sãozinha Fernandes, directora nacional interina do Serviço de Nutrição, aponta a região leste do país como aquela onde está a ser mais difícil implementar o hábito do aleitamento, "devido à cultura e a mitos" que levam ao perpetuar de tradições. 

  
No entanto, desde 2012 houve uma "mudança de estratégia" nas campanhas de sensibilização. 

  
    "Agora saímos ao encontro da comunidade", refere, acreditando que os resultados na saúde das crianças são visíveis, sobretudo graças ao envolvimento das mães na divulgação feita em cada tabanca (aldeia). 

  
As acções de sensibilização amplificam durante todo o ano as mensagens divulgadas durante a Semana Mundial da Amamentação, promovida pela UNICEF de 1 a 7 de agosto. 

  
De acordo com a organização, as crianças que são amamentadas exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida têm 14 vezes mais probabilidade de sobreviver do que crianças não-amamentadas.  
  

Iniciando a amamentação "no primeiro dia após o nascimento", cada mãe "pode reduzir até 45 por cento o risco de morte de recém-nascidos", acrescenta. 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

Paulo Torres diz que Guiné é "mina" de jogadores como Bruma

Paulo Torres diz que Guiné é mina de jogadores como Bruma -

A Guiné-Bissau é "uma mina de ouro de jogadores", como o jovem talento Bruma, classificou Paulo Torres, antigo jogador do Sporting, apresentado esta sexta-feira como novo técnico e coordenador de todo o futebol do Sporting da Guiné-Bissau.

    Paulo Torres já colaborava com a equipa da capital guineense há quatro épocas e desta vez assinou para ficar no país por uma época, com mais duas de opção. 


    O Sporting Clube da Guiné-Bissau (SCGB) foi segundo classificado da primeira divisão do país na última época.

 
    O salário do treinador português vai ser pago através da Super Stadium, uma empresa portuguesa que gere carreiras desportivas e que em contrapartida vai agenciar os talentos que sejam descobertos no SCGB, explicou o presidente do clube, Hussein Farath.

 
Ao clube cabem as despesas de alojamento do técnico. 

Numa apresentação em que foi recebido em festa, Paulo Torres apontou como objetivo "formar" jogadores e "ajudar a que, de uma vez por todas, os jogadores que saiam do Sporting Clube da Guiné-Bissau tenham um contrato de formação". 

    "À medida que os jogadores saiam para a Europa, o SCGB terá que ter retorno financeiro, assim como a federação de futebol terá que ter o seu retorno. O meu objetivo é ajudar a Guiné-Bissau", referiu. 


    Questionado pela agência Lusa sobre o diferendo entre o Sporting de Portugal e o jogador guineense Bruma, Paulo Torres não acredita que a situação possa prejudicar as relações da Guiné-Bissau com o mundo do futebol internacional.


    "Bruma é um diamante que o Sporting preparou" e que Paulo Torres acredita que continuará de "leão" ao peito.

 
    "Não acredito que essa relação possa vir a dar problemas no futuro,


porque a situação do Bruma vai se resolver e de certeza que vão aparecer mais Brumas", referiu. 

    O técnico sublinhou que "o Sporting Clube de Portugal tem 18 jogadores guineenses a viver na sua academia" e destacou o facto de cinco jogadores com origem na Guiné terem sido selecionados para o último campeonato de futebol de sub-20. 


    "Será que não possível a Guiné ter uma equipa de sub-20 no mundial e disputar o título", questionou Paulo Torres. 

Eleições na Guiné-Bissau com recenseamento manual melhorado

Edifício da Assembleia Nacional guineense

Edifício da Assembleia Nacional guineense

O presidente de transição bissau-guineense Serifo Nhamadjo anunciou hoje que o recenseamento para as eleições gerais de 24 de novembro próximo será feito de maneira manual melhorada, para assim evitar desconfianças.

Decisão saída da reunião que hoje teve lugar no Parlamento e que juntou partidos, militares, e sociedade civil.

Mais pormenores

(01:44)
 

Ministra cabo-verdiana admite falhas em processo de extradição de guineense

Cidade da Praia - A ministra da Administração Interna (MAI) cabo-verdiana, Marisa Morais, admitiu que pode ter havido "eventuais falhas" no processo de deportação de uma cidadã guineense, a quem foi aplicada a pena acessória de expulsão do país. 

Dois agentes do Serviço de Fronteiras da Polícia Nacional de Cabo Verde foram detidos no passado dia 12 pelos Serviços de Informações e Segurança da Guiné-Bissau, quando iam regressar a Cabo Verde depois de acompanhar a cidadão guineense, expulsa do país. 

Em entrevista quinta-feira à Rádio de Cabo Verde, Marisa Morais afirmou que foi mandado instaurar um inquérito ao processo de extradição, que já foi concluído.

Entretanto, não avançou o conteúdo do relatório, alegando que o mesmo lhe foi entregue no final da tarde desta quarta-feira, pelo que ainda está a analisá-lo.
O inquérito foi instaurado à Inspecção Geral de Segurança Interna, um serviço recentemente instalado no MAI, no dia 15 de Julho, ou seja, três dias depois da detenção dos agentes da Polícia Nacional em Bissau. 

Marisa Morais reconheceu que o processo de extradição não foi comunicado com antecedência às autoridades da Guiné-Bissau. 

"Não houve a informação que devia ter existido, não só através das Polícias, mas também através dos Negócios Estrangeiros. Temos que ver o quê que aconteceu e prevenir que situações futuras não voltem a acontecer", explicou. 

Para Marisa Morais, a libertação dos dois polícias nacionais é uma vitória da diplomacia cabo-verdiana, mas também do campo judicial.
"Tivemos uma assistência jurídica competente e guerreira que não se poupou a esforços desde a primeira hora, levando a água ao seu moinho", assinalou Marisa Morais, que destacou o papel do ministro cabo- verdiano das Relações Exteriores, Jorge Borges, neste processo. 

Jornalista veterana é nova directora-geral da televisão guineense

Bissau- A jornalista veterana Paula Melo é a nova directora-geral da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) em substituição de Francelino Cunha, disse à agência Lusa fonte governamental.


Francelino Cunha foi exonerado do cargo por decisão do governo, mas sem que tenham sido conhecidos os motivos. 

É a primeira vez que um dos profissionais da estação assume as funções de direcção-geral, sendo que Paula Melo, 50 anos, é também a segunda mulher a assumir o cargo - depois de Madalena de Pina. 


Formada em comunicação social na antiga União Soviética, Paula Melo trabalha na TGB há 23 anos, tendo começado um ano após a abertura da estação.


É a mais antiga apresentadora do Telejornal da estação ainda em actividade.


A agora directora da TGB ficou célebre em 2000, durante a presidência de Kumba Ialá, ao ser presa durante dois dias na qualidade de directora de antena da televisão pública que tinha lido na íntegra, no telejornal, um comunicado de um partido politico que criticava a acção do então governo.


A Televisão da Guiné-Bissau, a única do país, foi criada em 1988 com ajuda da cooperação portuguesa, mas sofre devido a equipamentos obsoletos (muitos fora do fabrico) e falta de recursos, como câmaras ou viaturas.


Não é raro deixar de funcionar durante vários dias devido a avarias recorrentes. 


Recentemente, os funcionários da estação ameaçaram entrar em greve por falta de pagamento de salários e subsídios em atraso. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Presidente cabo-verdiano "satisfeito" com libertação dos agentes detidos na Guiné-Bissau

O Presidente cabo-verdiano mostrou-se  satisfeito com a libertação dos dois polícias cabo-verdianos detidos na Guiné-Bissau, mas defendeu que o caso deve ser analisado para corrigir "eventuais falhas".

Os dois agentes cabo-verdianos que estavam detidos na Guiné-Bissau desde o dia 12 de julho, foram libertados na terça e, em declarações à Inforpress, Jorge Carlos Fonseca afirmou que a libertação foi feita "num espaço de tempo razoável".

"Imagino que para os próprios agentes, que estiveram sob regime de tensão, e para os seus familiares, isso será motivo de alegria, alívio e contentamento porque esta era uma situação que naturalmente não era muito agradável", acrescentou.

No entender de Jorge Carlos Fonseca, a libertação dos agentes foi conseguida "num espaço de tempo razoável", que demonstra que, quando todas as partes trabalham "de forma articulada, sistematizada, pondo acima de tudo o interesse de Estado, da Nação e dos cabo-verdianos" é possível conseguir "bons resultados".

"Agora iremos ter tempo para ponderarmos com serenidade e objetividade sobre o que é que aconteceu e aprendermos com esta situação, os factos, eventuais erros de modo a que, no futuro, estejamos mais bem apetrechados e habilitados a liderar com situações desta complexidade", considerou.

Instado sobre os reais motivos desta detenção, o Presidente da República limitou-se a dizer que o facto de o processo ter sido objeto de um arquivamento provisório "parece querer indicar que não haveria razões suficientes e relevantes para que houvesse a detenção".

"Mas isso não invalida a que, em processo dessa natureza depois de obtido o resultado que era o essencial, nós não nos debrucemos seriamente, com objetividade sobre como isso aconteceu, como foi possível acontecer e se chegarmos à conclusão que terá havido falhas ou erros da nossa parte devemos avaliá-los, corrigi-los para que no futuro não aconteçam casos deste género", alertou.

O Governo cabo-verdiano afirmou hoje em comunicado que os dois agentes já se encontram em Dacar, Senegal, e deverão chegar a Cabo Verde hoje às dez e meia da noite.

"O Governo regozija-se com este desfecho em que sempre acreditou, sublinhando a verdade e a boa-fé que presidiram à missão rotineira dos dois agentes que escoltaram uma cidadã guineense expulsa", refere o comunicado.

Para o executivo, para este desfecho contribuíram "os laços privilegiados existentes entre os povos da Guiné e de Cabo Verde e a confiança na capacidade das autoridades da Guiné-Bissau de, não obstante ruídos que tenham de uma forma ou de outra dificultado o processo, viabilizarem uma solução satisfatória da referida situação".

O Governo agradeceu ainda "os apoios políticos e diplomáticos de países e instituições da comunidade internacional representados na Guiné-Bissau, assim como o concurso da sociedade civil, cuja contribuição foi de inestimável valor na viabilização do diálogo que permitiu chegar à solução encontrada".

Os dois agentes cabo-verdianos foram detidos pelas autoridades guineenses no aeroporto de Bissau depois de terem acompanhado um caso de deportação de uma mulher guineense, que estivera presa em Cabo Verde.

Ramos-Horta adverte autoridades de transição sobre prazos do período eleitoral

«Não creio que a data esteja comprometida»

Bissau - O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse que muitos dos prazos não foram cumpridos pelas autoridades de transição, como o período de formação do Governo de inclusão e a definição do modelo de recenseamento eleitoral, razão pela qual não se pode esperar pela perfeição do processo em curso no país.

José Ramos-Horta falou, à margem do jantar que ofereceu, esta terça-feira, 30 de Julho, na sua residência em Bissau, ao Comandante-geral da Polícia Nacional de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, que está em vista de trabalho ao país.


O Representante Especial sublinhou que não acredita que a data das eleições esteja comprometida: «Não creio que, nesta situação, a data esteja comprometida. O Governo deveria ter sido formado desde Maio e o sistema biométrico já devia ter sido posto de lado, para se avançar com o processo», referiu Ramos-Horta.


Em relação ao período de sete dias anunciado na semana passada, o antigo Presidente timorense disse esperar que, até esta quinta-feira, 1 de Agosto, seja anunciado o modelo de recenseamento do sistema manual avançado.


«O Presidente de transição deu o prazo de uma semana, que está a terminar. Espero que, até hoje, seja tomada a decisão, com um recenseamento manual avançado», disse o responsável da ONU.


No que concerne à visita do Comandante-geral da Polícia Nacional de Timor-Leste ao país, Ramos-Horta disse não querer interferir no assunto entre os dois Governos, sublinhando que todo o esforço internacional com vista a ultrapassar a crise que a Guiné-Bissau atravessa é bem-vindo, pelo que o Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) apoia os esforços.


Sobre a situação social da Guiné-Bissau, o ex-Chefe de Estado timorense apelou aos cidadãos para que não desistam da dádiva que lhes concedeu, um país onde não há vandalismo, violência inter-bairros e crimes étnicos. O assunto esteve no centro da conversa entre Ramos-Horta e os seus conterrâneos em missão de trabalho na Guiné-Bissau.

Bruno de Carvalho desmente ameaças a Bruma

Um comunciado do Sporting, assinado pelo presidente Bruno de Carvalho, nega terem sido feito ameaças aos familiares de Bruma residentes na Guiné-Bissau.

Comunicado na íntegra


"O Sporting Clube de Portugal vem lamentar a notícia publicada hoje no "Correio da Manhã" com o título: «Leões ameaçam família de Bruma na Guiné». Lamentamos ter que mais uma vez fazer um esclarecimento público sobre este tema, pois, este assunto deveria ser tratado fora dos holofotes do mediatismo e com a ponderação e sigilo que merecem.


Esta notícia é totalmente falsa e lesiva do bom nome da nossa Instituição e de quem a serve. Muitas das afirmações constituem difamação e serão alvo de denúncia nas instituições competentes.
Alguns pontos que importam esclarecer:


1- A notícia refere que "emissário leonino está na Guiné". Quem tem conduzido este processo negocial sou eu, enquanto Presidente da Sporting SAD e não tenho qualquer emissário em lado nenhum para tratar deste assunto.


2- Volta o "Correio da Manhã" a fazer referência a uma alegada tentativa de sequestro/perseguição ao jogador, fazendo agora, a ligação de que este suposto emissário, "enviado pelo Sporting", faria parte do mesmo grupo.


O Sporting Clube de Portugal e a Sporting SAD são geridos por pessoas de bem, cuja missão é defender os interesses das instituições que servem e não utilizar práticas criminosas para obter qualquer resultado. Esta tentativa objectiva de denegrir o Sporting e a sua Direcção não vão deixar de ser devidamente defendidas no local próprio.


3- Lamentamos que o advogado de Bruma, a ser verdade a notícia, tenha comentado estas alegações com a resposta que tal é algo que não o "surpreende".

Tomei posse há quatro meses e desde o primeiro dia, uma das minhas prioridades, foi a de renovar com Bruma tentando resolver um assunto que considerei da máxima gravidade e prioridade, perante a inércia incompreensível dos responsáveis anteriores. Todo o processo já foi por nós relatado em outros comunicados.


Estamos conscientes da situação, confiantes que a razão nos seja atribuída pela CAP e recusamo-nos a fazer parte de um circo que apenas tem permitido a venda de jornais e uns minutos de fama para aqueles que vão surgindo do nada, no meio deste processo.

Lamentamos tudo o que se está a passar em termos públicos que tem afectado e prejudicado muito, o Sporting e o jogador Bruma.


Continuamos serenamente à espera da reunião por nós solicitada, desde o regresso do jogador do Mundial "Sub20" e esperançados que o bom senso comece a imperar levando, este assunto, a uma mesa de reuniões em que as partes envolvidas não continuem a fazer deste tema uma novela nos jornais.


Bruno de Carvalho


Presidente do Sporting Clube de Portugal e da Sporting SAD

Lisboa, 2 de Agosto de 2013"

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hélder Vaz anuncia candidatura à presidência da Guiné-Bissau

Hélder Vaz anuncia candidatura à presidência da Guiné-Bissau
O ex-diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz, disse hoje à Lusa que vai candidatar-se à presidência da Guiné-Bissau, e promete fazer "tudo diferente" para que o país se possa tornar na "Suíça de África".

"Acredito numa Guiné-Bissau positiva, com a excelência dos seus recursos humanos e recursos naturais ainda por explorar", disse Hélder Vaz à agência Lusa.

Neste sentido, disse acreditar que a Guiné-Bissau pode "vir a tornar-se na 'Suíça de África', afirmar-se pela diferença e ser um país especial, tudo depende dos seus filhos".

Hélder Vaz referiu que a sua candidatura é "suprapartidária" e quando questionado sobre o que pode fazer pelo seu país, disse: Vou fazer tudo diferente".

"A minha vida é o espelho daquilo que posso fazer de diferente", disse, explicando que a diferença é que não pretende "ir buscar votos às etnias", mas sim juntá-las em torno da sua candidatura por acreditar que representa "a pluralidade dos guineenses".

Lusa

Ex-governante Carmelita Pires candidata-se à presidência do PUSD

Bissau - A antiga ministra da Justiça guineense, Carmelita Pires,  anunciou (quarta-feira), em Bissau, a sua candidatura à liderança do Partido Unido Social Democrático (PUSD).
"Vamos lançar já a candidatura que depois irá concorrer ao nosso congresso e eu estou a candidatar-me à presidência do partido", adiantou terça-feira Carmelita Pires à agência Lusa, em Lisboa. 

A antiga ministra da Justiça da Guiné-Bissau explicou que o anúncio da sua candidatura será oficializado na quarta-feira na sede do PUSD, na capital guineense, e que essa candidatura será levada ao congresso do PUSD, que vai ter lugar "na primeira semana de Setembro". 

"Espero com esta candidatura conseguir reestruturar e reorganizar o meu partido porque estamos na iminência de mais um processo eleitoral", afirmou Carmelita Pires, referindo-se às eleições gerais marcadas para 24 de Novembro pelas autoridades de transição guineenses. 

"Estou convencida de que vou conseguir fazer com que o PSUD volte a entrar na vida política guineense e aspire mais do que ser uma terceira força", acrescentou.
Para antiga ministra da Justiça, o que distingue o PSUD dos "partidos ditos maioritários" na Guiné-Bissau é que "nunca efectivamente teve totalmente as rédeas da governação do país". 

O PSUD "é um partido que tem um projecto de sociedade, um partido inserido na realidade guineense que certamente irá medir forças políticas com os outros partidos maioritários -- e que poderá fazer a diferença e contribuir seriamente para a mudança na Guiné-Bissau", frisou a responsável.
Carmelita Pires defendeu que "a primeira questão que tem de ser resolvida" na Guiné-Bissau é a "questão da estabilidade definitiva do país". 

"Uma estabilidade do ponto de vista das instituições democráticas e da normalização da vida política. Isso é o ponto número um", sustentou.

Outras "questões principais" têm a ver com a "questão da reforma da classe política, porque a classe política também é responsável pela situação do país, e a reforma das Forças Armadas", disse Carmelita Pires, deixando hoje, em Bissau, mais detalhes sobre a sua candidatura e as priorados e objectivos do partido. 

Depois do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, quando os militares afastaram os dirigentes eleitos, estabeleceu-se um período de transição de um ano que foi prorrogado até ao final deste ano.
O Presidente da República de transição, Serifo Nhamadjo, e o primeiro-ministro de transição, Rui Duarte de Barros, têm reafirmado a vontade de realizar eleições gerais a 24 de Novembro, mas está ainda por anunciar o método de recenseamento de eleitores, se manual ou biométrico. 

Guiné-Bissau sem água e luz

A empresa de electricidade da Guiné-Bissau-EAGB-deu hoje uma conferência de imprensa.

A empresa está tecnicamente falida  e sem soluções à vista, por esses motivos a água e a luz vão continuar a ser elementos ausentes nos lares dos habitantes da capital guineense.

A ausência de electricidade e água na Guiné-Bissau parece não ter um fim à vista. A certeza foi dada hoje pelo director da empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau-EGAB-, em conferência de imprensa, que afirmou que não têm em mãos uma solução imediata para o problema já que tecnicamente a empresa está falida.

Papai Danfá referiu que a EAGB tem actualmente pouco mais de 27 mil clientes registados, 13 mil dos quais com contadores pré-pagos, ou seja, pagam adiantado para ter o serviço, mas nem a esses a empresa tem conseguido fornecer energia e água regularmente.

Questionado sobre qual seria a solução ideal para a EAGB, Danfá defendeu que, tal como já foi sugerido num estudo do Banco Mundial, o melhor é promover uma profunda reforma da empresa.

O director da EAGB afirma que com o elevado preço do petróleo no mercado internacional e atendendo ao poder de compra dos guineenses será sempre difícil que a empresa consiga rentabilizar-se, pelo menos enquanto o país não tiver fontes de energia alternativas.

Os poucos pontos de luz que existem durante a noite em Bissau e em algumas povoações do país provêm de geradores dos estabelecimentos comerciais e de habitações particulares. Para que a água corra nas torneiras é necessário ter um furo, depósito ou bomba