Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Apenas 250 mil cidadãos têm Bilhete de Identidade

Bissau – Num total de 1,6 milhões de habitantes, apenas 250 mil pessoas são detentoras de documento de identificação, em todo território nacional.

Estes dados foram revelados em exclusivo à PNN, pelo Director dos Serviços de Identificação da Guiné-Bissau, Domingos Inbenque, que responsabilizou os pais e encarregados de educação de alunos que, no inicio e no final de cada ano lectivo, se dirigem aos Serviços de Identificação em busca do Bilhete de Identidade (BI).


«Segundo o último censo, que estimou a população total da Guiné-Bissau acima de 1,6 milhões de habitantes, neste momento, temos apenas 250 mil Bilhetes de Identidade emitidos», revelou Domingos Inbenque. Estes números referem-se ao período dos últimos cinco anos.


«Somos sempre acusados de que os nossos serviços estão mal organizados», esclareceu o Director dos Serviços de Identificação da Guiné-Bissau.


O responsável disse, por outro lado, que esta situação de fraca procura do BI é idêntica também no interior do país, nomeadamente em Bafatà, Buba, Canchungo e Gabú.


Para inverter esta situação, Domingos Inbenque defende que é indispensável que cada cidadão seja identificado através do seu BI, quer nas suas deslocações internas, quer no estrangeiro: «Os guineenses não têm o hábito de serem identificados».

Interrogado sobre a demora na entrega, que corresponde a mais de duas semanas, em média, este responsável fez a comparação com o tempo de emissão do BI manual, que antes correspondia a cerca de trinta dias.


Quanto à acusação acerca de alegados subornos de que os seus funcionários serão alvos, Domingos Inbenque admitiu essa possibilidade. Contudo, não foi categórico, baseando-se nos pedidos que lhe são feitos pessoalmente enquanto responsável máximo, o que poderá acontecer com qualquer outro funcionário.


«Quando assim é, peço às pessoas para denunciarem estas situações, em vez de recorrerem aos órgãos de comunicação social», apelou o Director dos Serviços de Identificação.


A infiltração de pessoas estranhas ao serviço, que tem constituído a principal causa dos casos de suborno é, entre outras situações, referida pelo responsável, informando que alguns dos suspeitos já foram remetidos ao fórum judicial:


«Devido a esta situação, passámos agora a utilizar uniformes que nos identificam, através de crachás da empresa que emite os Bilhetes de Identidade», comunicou.


Relativamente à descentralização do serviço, disse não ser possível, uma vez que não se verificam condições técnicas e existe falta de recursos humanos para este efeito.


Domingos Inbenque acusou os serviços de Registo Civil da Guiné-Bissau pela forma como são atribuídas as certidões de nascimento, o que estará também a contribuir para a atribuição de BI aos cidadãos de países vizinhos, na sua maioria os da Guiné-Conakry.


«Alguém me contactou a dizer que terei atribuído um BI a um cidadão nigeriano mas não o faria. Esta pessoa deveria fazer a denúncia aos órgãos competentes», defendeu o responsável pelos Serviços de Identificação.


Neste sentido, ele informou que as pessoas interessadas nesta prática apresentam registos aos conservadores, acompanhados de cidadãos nacionais e nome de origem portuguesa, sublinhado que, é nestas iniciativas que começam os passos para a atribuição do BI a estrangeiros.


«Normalmente recorre-se pessoas, através de um pagamento, para a utilização dos seus dados e este apresenta-se junto do oficial de registo», referiu Domingos Inbenque


O responsável anunciou, para breve, a abertura de mais delegacias de Serviços de Identificação, nomeadamente em Farim, região de Oio, norte do país, e em Catió, e região de Tombali, no sul da Guiné-Bissau.


De recordar que o processo de confecção e emissão de Bilhetes de Identidade na Guiné-Bissau é confiado a uma empresa belga, SEMLEX, com sede central em Bissau e algumas filiais no interior do país.


Sumba Nansil

Estudo do Programa Alimentar Mundial revela que existem muitos recursos alimentares

Bissau – O Representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) revelou que a fome não é um problema para o país. Embora haja pobreza e dificuldade de acesso a alimentos, os solos são férteis e existem muitos recursos alimentares.

Pedro Figueiredo falou numa conferência de imprensa, onde fez o balanço dos trabalhos realizados pela agência das Nações Unidas e sublinhou que a utilização dos alimentos não é a mais correcta na Guiné-Bissau.


«A má utilização dos alimentos leva a uma má nutrição. A nossa obrigação é contribuir para que o regime alimentar seja mais equilibrado», disse Pedro Figueiredo.


Apesar deste optimismo sobre a segurança alimentar no país, o diplomata moçambicano ao serviço das Nações Unidas na Guiné-Bissau, disse que a sua agência vai privilegiar a capacitação, prevenção e seguimento de actividades que provoquem a mudança de hábitos alimentares em crianças, através das cantinas escolares.
«Haverá menos comida disponível mas maior capacitação, mais parcerias e sistemas de aviso prévio sobre a questão da distribuição de alimentos», referiu.


Nesta perspectiva de segurança alimentar, Pedro Figueiredo referiu ainda que o PAM implementou, recentemente, com o apoio financeiro de França, um inquérito que procura informações junto das pessoas necessitadas, no interior da Guiné-Bissau.
«Já terminámos o trabalho de campo e estamos agora a proceder à avaliação dos dados», anunciou.


Em termos estatísticos, Pedro Figueiredo disse que este exercício se baseou numa amostra total de 700 famílias da Guiné-Bissau.
O trabalho de seguimento e de contactos, via telemóvel, está a ter o apoio do Departamento Estatístico do Ministério da Agricultura e do Instituto Nacional de Estatísticas da Guiné-Bissau.


«Este acompanhamento deverá ser feito periodicamente, englobando diferentes períodos de campanhas agrícolas, de modo a permitir a elaboração de um mapa geral da Guiné-Bissau, em termos da segurança alimentar, bem como ajudar na definição das futuras áreas de intervenção do PAM no país», declarou o diplomata.


Refira-se que, o último inquérito realizado pelo PAM revelou as regiões de Quinara, Bolama/ Bijagos, no sul, Oio e Cachéu, no norte, como as zonas mais atingidas com a situação de insegurança alimentar.


Gabù e Bafatà, no leste, registaram uma evolução mas continuam a existir populações pobres e a necessidade de assistência alimentar.


Sumba Nansil

Antigos combatentes guineenses querem Portugal no banco dos réus

A associação dos ex-combatentes guineenses que serviram a tropa colonial portuguesa garantiu hoje à Lusa que até final de 2012 irá interpor uma ação judicial contra o Estado português, que acusa de nada ter feito para os ajudar.

A queixa será apresentada num tribunal europeu ou mesmo no Tribunal de Haia, disse à Lusa António Albino Gomes, presidente do conselho fiscal da Associação dos Antigos Combatentes das Forças Armadas Portuguesas na Guiné-Bissau.

É que, justificou, desde a independência da Guiné-Bissau que Portugal nunca apoiou os antigos combatentes e nenhum dos acordos com o governo de Bissau para que usufruíssem de pensões ou reformas foi cumprido.

Lusa

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Cacheu canta e dança junto ao rio "o caminho dos escravos"

Cacheu, A cidade guineense de Cacheu, a norte de Bissau, começou este fim de semana oito dias de danças nas ruas, música e filmes, para lembrar que a primeira feitoria portuguesa na Guiné-Bissau também já foi "Caminho de Escravos".

Cacheu é a cidade mais antiga da Guiné-Bissau e fica junto do rio com o mesmo nome, tendo crescido muito graças ao tráfico negreiro. Portugal aboliu a escravatura em 1869 e meio século depois nasceu Caetano José da Costa. Hoje, 90 anos mais tarde, à sombra de um cajueiro, conta à Lusa:

"Naqueles tempos ficou este nome, caminho de escravos, porque os escravos comprados nos arredores eram embarcados aqui, para fora".

Por isso, pelo segundo ano consecutivo, Cacheu lembra durante uma semana "o caminho dos escravos" com exposições e filmes mas principalmente música e dança tradicional, com o palco principal junto ao rio e ao baluarte construído pelos portugueses.

É no forte que está em exposição o último caldeirão para fazer comida para os escravos, agora já meio destruído. "Cá em Cacheu havia recordações de outros tachos, quando eu era pequeno, em algumas casas. Usavam-se nas casas familiares, onde se podia conservar água. Havia até maiores mas quando nos lembrámos de conservar já era tarde, já estava tudo destruído", lembra Caetano José da Costa.

De resto, diz, não há grandes vestígios desses tempos, talvez umas correntes numa vila vizinha, do outro lado do Cacheu. Nem da importância que a cidade já teve, quando o comércio era fomentado por tanto tráfico humano que Cacheu pode ser comparado à ilha de Gorée (Senegal), garante.

A escassa centena de metros, junto do rio, um palco abandonado à hora do calor anima-se todas as tardes com atuações de grupos de mandjuandade, que antes se espraiam pela principal rua de Cacheu. José Lopes está lá, é rei de um dos grupos, a rainha uma mulher alta, forte, cabelo liso escorrido e sorriso tímido.

"Mandjuandade é uma cultura" diz à Lusa José Lopes. Depois busca as raízes da manjuandade, que terá tido origem no casamento. Quando a mulher tinha queixas do marido procurava uma amiga ou amigas, a quem contava os seus desgostos, e criavam uma música sobre isso. Depois, quando a aldeia se reunisse, as amigas cantariam a música, ao mesmo tempo recados para o marido e lamentos da mulher.

"Basicamente mandjuandade é uma forma de as mulheres transmitirem os seus sentimentos, e uma fonte de conselhos, porque o marido quando ouve a musica já sabe que a mulher está a dizer o que se passa em casa", diz José Lopes.

No interior da Guiné-Bissau há muitos grupos de mandjuandade e muitos estão esta semana em Cacheu. Hoje já não é sobre a relação entre casais e já não se usam metades de barris mas sim tambores e tabuinhas para acompanhar os cânticos. Hoje são grupos de bairro que se juntam, que organizam festas, que animam cerimónias alegres (casamentos) ou tristes (funerais), ou mesmo cerimónias tradicionais como a do fanado (circuncisão e excisão).

Assemelham-se a um rancho folclórico, com roupas típicas também, e no sábado ao fim do dia receberam o músico Manecas Costa a dançar na principal rua de Cacheu, sua cidade natal. 

Cacheu, com o seu forte construído pelos portugueses, o caldeirão dos escravos e grandes e estátuas como as de Diogo Cão e Nuno Tristão. Cacheu dos símbolos de Portugal um pouco por toda a cidade. Cacheu cidade histórica, olha esta semana o rio e canta e dança "o caminho dos escravos".

José Eduardo dos Santos pede assinatura de memorando entendimento sobre a reforma no sector da defesa da Guiné Bissau

Guine Bissau: Dos Santos pede assinatura de memorando entendimento sobre a reforma no sector da defesa

O Presidente angolano, pediu a assinatura de um memorando de entendimento sobre a reforma dos sectores da defesa e segurança na Guiné – Bissau.

Para José Eduardo dos Santos, tendo Portugal a presidência do Conselho de Segurança da ONU, seria importante que este país encetasse diligências quer a nível do Continente africano, quer fora do mesmo, por formas a garantir apoio aquele país lusófono da África ocidental.

“O mesmo deve ser assinado o mais rapidamente possível”, sublinhou o Chefe de Estado Angolano.

Domingo, 20 de Novembro de 2011

O primeiro-ministro de Cabo Verde vai efetuar, de 26 a 30 de novembro, uma visita oficial de cinco dias à Guiné-Bissau

Cidade da Praia, 18 nov (Lusa) - O primeiro-ministro de Cabo Verde vai efetuar, de 26 a 30 de novembro, uma visita oficial de cinco dias à Guiné-Bissau, onde irá manter contactos políticos, diplomáticos, empresariais e comerciais.

A data foi confirmada hoje à Agência Lusa por fonte do Gabinete de José Maria Neves, cuja viagem esteve já várias vezes agendada, mas que, por razões várias, acabou sempre por ser adiada.

O jornal A Semana, que regressou hoje às bancas após uma ausência de quase dois meses, indica que José Maria Neves vai viajar acompanhado por uma importante delegação empresarial, com vista, não só a estabelecer parcerias, mas a alargar também as atividades no mercado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Nos encontros políticos com o seu homólogo guineense, Carlos Gomes Júnior, o primeiro-ministro cabo-verdiano vai analisar o processo de paz na Guiné-Bissau e a cooperação bilateral, sobretudo nos domínios da governação eletrónica e da previdência social.

Nesse sentido, irão também delegações do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e o Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), bem como da Inpharma, empresa de produção de medicamentos, já instalada na Guiné-Bissau, e várias outras empresas públicas e privadas interessadas em intensificar as trocas comerciais nos setores da pesca e da agroindústria.

As trocas comerciais, aliás, foram o objetivo já de várias missões empresariais cabo-verdianas à Guiné-Bissau, englobando as câmaras de comércio dos dois países.

Com a visita, José Maria Neves quer aproveitar as boas relações entretanto criadas, após anos de afastamento, para criar condições para a internacionalização das empresas cabo-verdianas, tanto no mercado guineense, como no da CEDEAO.

A visita de José Maria Neves surge na sequência de outra efetuada por Carlos Gomes Júnior a Cabo Verde, em abril de 2009. Em maio de 2010, motivos de saúde adiaram uma segunda visita do primeiro-ministro guineense à Cidade da Praia, onde esteve, porém, já este ano.

Sem qualquer agenda oficial, Carlos Gomes Júnior esteve em Cabo Verde a 09 de setembro para assistir à tomada de posse do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, tendo, porém, aproveitando para se reunir informalmente com José Maria Neves.

Lusa

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

PAM inicia fase de transição para menos alimentos e mais assistência

Bissau - O Programa Alimentar Mundial (PAM) vai reduzir na Guiné-Bissau a doação de alimentos e investir mais nas áreas de capacitação das instituições e das populações nos aspectos da assistência alimentar, noticia hoje (sexta-feira) a LUSA.

"O PAM está numa fase de transição", passando de "actividades mais no âmbito da emergência", caracterizada por ajuda alimentar, para uma fase de sistema de assistência alimentar", porque estão criadas as condições e há mais estabilidade, justificou hoje em Bissau o representante do PAM, Pedro Figueiredo.

Em declarações à Agência Lusa, o responsável explicou que parte da insegurança alimentar na Guiné-Bissau pode ser combatida com dietas mais variadas e ricas, difundindo-se o conhecimento do valor nutricional de alimentos locais, como o amendoim ou o caju.

"Essa capacitação também passa pela promoção de compras locais e de produção local. Já existem iniciativas e queremos, com agências parceiras, promover esse tipo de formação", acrescentou.

Depois, disse, na Guiné-Bissau e no resto do mundo o PAM está também a concentrar esforços nas crianças de tenra idade. "Na nossa reunião global, no mês passado na Suíça, foi definido um programa como prioridade que é ter como foco os primeiros mil dias da criança, a gestação e mais dois anos".

O PAM está na Guiné-Bissau desde 1975, prestando assistência a mais de 300 mil pessoas, das quais pelo menos 180 mil são alunos das escolas, até ao 6.º ano, que recebem uma refeição diária.

Com a UNICEF, outra agência das Nações Unidas, apoia os centros de saúde materno-infantil, e tem ainda programas de apoio a doentes com Sida e à reabilitação de bolanhas.

Portugal apoiou Educação com cinco milhões de euros em dois anos

Bissau - Portugal apoiou o sector da Educação na Guiné-Bissau com cinco milhões de euros nos últimos dois anos, dando formação a 1.200 professores e beneficiando indirectamente cerca de 100 mil alunos.

O balanço foi feito hoje (sexta-feira) em Bissau pelo embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, António Ricoca Freire, na inauguração do Centro de Recursos da Escola III Congresso, que foi reabilitada com o apoio de Portugal, ao abrigo do projecto "Acesso e Qualidade da Educação Básica na Guiné-Bissau", um programa que junta o Governo guineense, Portugal (através do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) e a UNICEF.


O projecto começou em 2010 e hoje foram entregues 38 de 46 salas de aula reabilitadas, que custaram a Portugal cerca de 600 mil euros (405 milhões de francos CFA). 


Ao todo serão construídas ou reabilitadas e equipadas nove escolas do Ensino Básico Unificado, sete em Bafatá e duas em Bissau, a Escola III Congresso e a Escola Justado Vieira.


"Cada uma das escolas disporá do respectivo Centro de Recursos, construído de raiz e integralmente mobilado, com equipamentos informáticos e dotado de pequena biblioteca e centro multimédia, que funcionarão como estruturas de apoio às práticas pedagógicas", disse António Ricoca Freire.


O projecto vai mais além da construção de escolas e formação de professores, como sublinhou o embaixador, exemplificando com a preocupação na adequação de programas curriculares, introdução de materiais didácticos, redução das disparidades do género, sensibilização para práticas culturais, prevenção da violência escolar e melhoria das condições de saneamento e acesso a água potável.


Por tudo isso, quer a UNICEF, quer o Governo, através do ministro da Educação, agradeceram o apoio de Portugal, com a cerimónia de hoje (sexta-feira) a ser "mais um exemplo do compromisso do Governo português para com as crianças da Guiné, e mais um exemplo da cooperação do Governo português com o sistema das Nações Unidas", disse Geoff Wiffin, representante da UNICEF na Guiné-Bissau.


"O povo de Portugal pode ver os resultados do dinheiro que está a oferecer para as crianças guineenses", disse Geoff Wiffin. 
Por seu lado, Artur Silva, ministro da Educação guineense, pediu a essas crianças e aos pais e professores para que cuidem do património, porque tem sido hábito na Guiné-Bissau fazerem-se recuperações e depois "encontrar situações que não são agradáveis".

O Governo da Guiné-Bissau vai receber da comunidade internacional, nos próximos dois anos, 1,4 milhões de euros para a Educação, mais de metade para construir escolas, e "não é justo" depois encontrar-se escolas degradadas, disse o ministro.


"É preciso que honremos os compromissos, para que os parceiros sintam que os esforços não foram em vão", disse o ministro, exemplificando com a Escola III Congresso, uma "escola modelo, que custou o sacrifício do povo português".


"Não se pode admitir que tenhamos crianças ainda que não sabem ler nem escrever, não podemos continuar a ter um país de analfabetos", avisou Artur Silva, salientando que no próximo ano continuarão "os esforços dos parceiros" para aumentar a literacia e que a formação dos professores, até agora só em Bissau, será estendida ao interior. 

Mas é preciso, disse, que os pais assumam as responsabilidades na educação dos filhos, que acabe a violência nas escolas, e que acabe também o recente fenómeno de diplomas falsos, com notas que não existem para alunos que nada sabem.


É que, disse Artur Silva, em cada cinco diplomas três podem ser falsos e é preciso combater esse fenómeno.

Recrutamento de profs de português - Guiné-Bissau

Caros colegas,

A ESE de Viana do Castelo está a recrutar professores de português 3ºciclo e secundário para o projeto de educação na Guiné-Bissau.
Para os interessados, mais informações no site

http://internacional.ipvc.pt/pt/node/480

por smm, 2011.11.18 11:17:41

Relação recusou extradição (George Wright) ou José Luís Jorge dos Santos

O Tribunal da Relação de Lisboa recusou hoje a extradição do norte-americano George Wright. actualmente com nacionalidade Portuguesa.

O norte-americano George Wright, detido em Portugal após estar fugido 41 anos à Justiça dos EUA, entregou a 6 de Outubro no Tribunal da Relação de Lisboa as alegações sobre o seu processo de extradição, a que se opunha.

Depois da defesa ter entregue os seus argumentos contra a extradição de George Wright, que tem nacionalidade portuguesa com o nome de José Luís Jorge dos Santos, o Ministério Público teve cinco dias para se pronunciar sobre a questão.

Luís Ferreira, advogado de George Wright, alegou que o seu cliente «é português na plenitude dos seus direitos, pois tem nacionalidade portuguesa», e garantiu, então, à agência Lusa estar «muito confiante de que o processo de extradição não será executado», isto é, que as autoridades judiciárias portuguesas não o enviem para os Estados Unidos, onde tem 22 anos de pena para cumprir por homicídio.

«Situação de precariedade» Presidente da Guiné-Bissau diz estar consciente das condições de vida dos antigos combatentes

 Malam-Bacai-Sanha Bissau – O Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, disse estar consciente da situação de «precariedade» em que se encontram os antigos combatentes da liberdade da pátria.

«Estamos conscientes da situação de precariedade em que se encontram e compreendemos a sua indignação face às difíceis condições de vida», disse Malam Bacai Sanhá.


O Chefe do Estado guineense falou esta quarta-feira, 16 de Novembro, na cerimónia da inauguração da Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria e da estrada QG Antula, ambas construídas e reabilitadas recentemente pelo Governo.


Estas obras foram executadas pela empresa Arezky e tiveram o apoio financeiro de parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, nomeadamente a união Económica Monetária Oeste África (UEMOA) e o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), num valor estimado em mais de 10 bilhões de F.cfa.


É por esta razão que o Chefe do Estado guineense destaca a questão da integração sub-regional, cujos resultados se devem às obras de
Construção destas duas estradas.


No seu discurso, Malam Bacai Sanhá prestou homenagem às Forças Armadas e aos antigos combatentes, por esta data coincidir com o Dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau.


«O Presidente da República, também combatente da liberdade da pátria vai, em conjunto com o Governo, procurar as melhores soluções para a vossa situação», garantiu o Chefe do Governo.
Por outro lado, Malam Bacai Sanhá referiu que este acto constituiu um indicador claro, para os guineenses, da importância vital dos factores de estabilidade e paz para o desenvolvimento do país.


Nesta perspectiva, o Primeiro-ministro defendeu que fará o possível para que o seu mandato prossiga sob o signo da paz, estabilidade e a reconciliação entre os guineenses.


Ao terminar, o Chefe do Estado apelou à população de Bissau, no sentido de estimarem estas novas infra-estruturas rodoviárias como forma de encorajar a comunidade internacional a dar mais apoios aos projectos de desenvolvimento na Guiné-Bissau.


A Avenida Combatentes de Liberdade da Pátria tem uma extensão de 7,5 quilómetros, com três faixas de rodagem, que ligam o centro da cidade de Bissau ao Aeroporto Internacional «Osvaldo Vieira».


A Estrada QG Antula tem uma distância de 3 quilómetros e duas faixas de circulação.


As obras de reabilitação destas vias tiveram a duração de 16 meses, com maior financiamento da BOAD e da UEMOA.


Sumba Nansil

Apoio internacional ajuda a estabilização da Guiné Bissau - Passos Coelho

Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho

Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho

Luanda - O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, manifestou hoje, em Luanda, a sua convicção de que se encontrará para a Guiné Bissau, nos próximos tempos, um quadro de apoio internacional que ajude a estabilização e normalização do país e que traga algum reconhecimento e apoio externo, que esteve suspenso durante algum tempo.

Falando em conferência de imprensa conjunta com o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, após um encontro em particular, referiu que nas últimas conversas que manteve em Nova Iorque (EUA) com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moom, realçou que o secretário-geral das Nações Unidas garantiu, em Setembro, que estava a envidar todos os esforços para ultimar a preparação de uma visita a Bissau.

Acrescentou que julga poder trazer, com isso, não apenas reconhecimento público para situação, mas também o empenho do próprio secretário-geral da ONU para que se encontre uma solução de apoio internacional para o processo que está a ser desenvolvido na Guiné Bissau.

Ambos convergem em muitos dos valores que têm cimentado esta aliança estratégica, como hoje sobretudo renovaram o propósito e determinação em aprofundá-la e intensificá-la.

Pedro Passos Coelho realçou o entrosamento entre empresários angolanos e portugueses, em que os cidadãos dos dois países têm agora um terreno muito mais fértil para se poder lavrar e produzir resultados mais importantes para o desenvolvimento de Angola e Portugal.

Referiu que não tem duvida que das diversas áreas que tiveram a oportunidade de analisar, desde a Educação a Saúde, em tudo que tem a ver com o combate aos desequilíbrios regionais e a necessidade de desenvolver o tecido empresarial nas pequenas e medias empresas, no interior de Angola, passando também por todos os instrumentos bilaterais que vão regulando o quadro de relacionamento económico, a reunião que hoje tiveram foi extremamente positiva e muito promissora quanto ao que será o trabalho que irão desenvolver nos próximos tempos.

Disse que quanto melhor for a abertura e qualitativamente mais intensa no espaço da língua portuguesa, ao Atlântico e a globalização, mais Portugal se pode afirmar no espaço Europeu de forma diferente, ajudando a uma abertura maior do continente e ao mesmo tempo diferenciar-se dos demais países.

Saudou ainda o apoio dos estados da Comunidades dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), pelo apoio prestada para que Portugal também estivesse, este mês, a presidir o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Manuais escolares para a Guiné-Bissau

O IELT está a recolher até finais de Dezembro manuais escolares usados para enviar para Guiné-Bissau, onde os professores vivem uma profunda carência de materiais escolares. Até ao fim do ano, cá estamos para receber os manuais que puderem disponibilizar, responsabilizando-nos pelo envio dos mesmos. A morada é: IELT - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (Edifício ID), Avenida de Berna, 26 - C, 1069-061 Lisboa.

«Caros colegas

No início de Setembro estive no CERN, numa ação de formação frequentada por professores de Portugal, Brasil, Timor, Cabo Verde, Angola, e Guiné Bissau.

Deste último país vieram dois representantes que testemunharam a extrema carência de materiais escolares neste país. Um deles, o colega Duarte Neto, que está destacado neste país a dar apoio aos professores locais enviou-me recentemente um e-mail a pedir o envio de manuais escolares desatualizados para a comunidade docente guineense, extremamente carenciada.

Muitas vezes guardamos em nossas casas manuais de programas ultrapassados dos quais pouco uso fazemos. Sugiro o envio dos mesmos para o referido colega que os distribuirá pelos professores guineenses. O envio pode ser feito em correio económico, com um custo simbólico, conforme descrito no e-mail que abaixo transcrevo:

O envio de material por correio económico para a Guiné-Bissau é o seguinte:
Ao cuidado do professor Duarte Varela Neto
PASEG-Cooperação Portuguesa
Apartado 24-Bissau
Guiné-Bissau

Muitas vezes nos correios não sabem, ou não querem saber desta excepção de correio económico para a Guiné-Bissau, mas até no sítio dos correios se pode comprovar facilmente, o link é o seguinte:
http://www.ctt.pt/fectt/wcmservlet/ctt/particulares/correio/envios_internacionais/correio_normal/correio_economico.htmlLigação externa

Relembro que na Guiné-Bissau não existem manuais para os alunos e são pouco os professores que os têm. E não estou a exagerar… Podem disponibilizar esta informação a outros colegas (Física e Química, Matemática, Português, etc.), às direcções das escolas, etc., pois este povo agradece todo o material que cá chegar…

Mais uma vez, em nome de todos os Guineenses, obrigado.
Continuação de um bom trabalho.
Muitas felicidades e tudo de bom
Duarte Neto

Obrigado pela vossa atenção e se poderem enviem materiais e divulguem junto de outros colegas.
Bom fim de semana,
Nuno Santos»

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Inauguradas duas importantes obras rodoviárias

Cidade de Bissau, a capital da Guiné-Bissau

    Cidade de Bissau, a capital da Guiné-Bissau

A reabalitação da avenida que liga o aeroporto de Bissau ao centro da cidade foi inaugurada nesta quarta-feira pelo presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, para além da estrada QG-Antula. O chefe de Estado alega que estas obras realçam a importância da estabilidade e da paz para o país cuja história tem sido pontuada por muitas convulsões.

A Avenida dos Combatentes da Liberdade da pátria, a mais movimentada da capital, tem cara lavada desde setembro, mas só foi inaugurada agora pelo chefe de Estado.

Malam Bacai Sanhá, ao inaugurar este empreendimento, enfatizou a necessidade de se garantir estabilidade e paz para continuar a obter o apoio dos parceiros de desenvolvimento.

A obra em causa contava com financiamento sub-regional, nomeadamente do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento cujo presidente presenciou esta inauguração.

A estrada QG-Antula completava as obras agora inauguradas.

Aliu Candé, correspondente em Bissau, acompanhou este evento.

Ouvir reportagem

(01:36)
 

OIT comprometida em apoiar sistema de segurança social

Bissau - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) compromete-se a continuar a apoiar a Guiné-Bissau, no âmbito da melhoria do sistema de segurança social contributivo, mas também noutras formas de apoio a pessoas carenciadas.

A promessa da organização das Nações Unidas foi feita hoje em Bissau por Fábio Durán-Valverde, especialista sénior da OIT que se reuniu com o  primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.

Até agora a OIT está na Guiné-Bissau especialmente para apoiar o desenvolvimento do INPS, Instituto Nacional de Previdência Social, mas na conversa com o primeiro-ministro, disse Durán-Valverde, discutiu-se não só o serviço de proteção social no âmbito da segurança social contributiva.

Mas também vai apoiar outros programas e investimentos para garantir a protecção às camadas mais vulneráveis da população, sustentou.

"Há espaço político e fiscal para trabalhar nesta nova abordagem da protecção social, orientada para os pobres que não podem fazer pagamentos à segurança social", afirmou o especialista.

Adiantou que isso já é feito noutros países do mundo onde, tal como a Guiné-Bissau, a esmagadora maioria da população trabalha no sector informal e por isso não desconta.

Segundo Fábio Durán-Valverde, pode funcionar essa abordagem "quando o Estado está envolvido no financiamento, via impostos ou via outros meios".

Em Cabo Verde, disse, já funciona um programa de pensões sociais para pessoas não contributivas, como idosos, pobres e crianças.

"Esse tipo de iniciativas pode ser implementado aqui na Guiné-Bissau. Estamos a tentar apoiar a colaboração Cabo Verde-Guiné-Bissau para partilharem estas experiências e pensamos que é possível", afirmou aos jornalistas após a audiência.

Durán-Valverde reconheceu que a Guiné-Bissau tem "grandes desafios" no âmbito das condições de trabalho, da protecção social ou da educação, mas defendeu que o país "já deu um passo forte" que tem a ver com a pacificação e a estabilidade política.

Com sede em Genebra, a OIT, uma agência multilateral vocacionada para as questões do trabalho, tem financiado na Guiné-Bissau um programa "com resultados muito fortes" de  combate ao trabalho infantil.

Quatro noites na Guiné-Bissau com a Solférias

O operador turístico Solférias lançou uma promoção de quatro noites para a Guiné-Bissau, propondo preços a partir de 1.169 euros por pessoa, com alojamento no Coimbra Hotel & Spa, na Cidade de Bissau.


A promoção da Solférias para a Guiné-Bissau prevê partidas às quartas, sextas e domingos, até 23 de Abril de 2012, em voos directos da companhia aérea TAP, com saídas de Lisboa, Porto ou Faro.


Para alojamento, o operador propõe apenas o Coimbra Hotel & Spa, sendo o preço apresentado para alojamento em quarto duplo, APA, enquanto o preço para alojamento em quarto single é a partir de 1.429 euros, também em APA.


Além de quartos duplos, o alojamento está também disponível em suite, a partir de 1.299 euros por pessoa, em ocupação dupla, APA, ou desde 1.719 euros em ocupação single, também APA.


O pacote contempla quatro noites de alojamento mas a Solférias lançou preços para quem preferir adicionar mais algumas noites à estadia, cujos preços começam nos 99 euros por pessoa, em duplo, ou nos 168 euros, em individual, enquanto os preços para suite são desde 133 euros por pessoa para ocupação dupla ou a partir de 241 euros em individual.


Além dos voos, alojamento e taxas, o pacote da Solférias inclui ainda transferes, assistência local, utilização do Vip Lounge Teranga no Aeroporto de Dakar e seguro de viagem. Serviços não mencionados e extras pessoais não estão contemplados nos preços mencionados.
I.M.

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Tráfico de pessoas é pouco comum, garante Ministério da Justiça guineense

O tráfico de pessoas, especialmente de crianças, é pouco comum na Guiné-Bissau, garantiu hoje o diretor geral da política legislativa, do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau, Carlitos Djedjo.

O responsável falava no âmbito de um Fórum sobre Justiça Criminal, que começou na terça-feira em Bissau e que até quinta-feira reúne magistrados, advogados, auxiliares de justiça, polícias e governantes.

Carlitos Djejo admitiu que existem alguns casos, "de forma um pouco escondida", e lembrou que tradicionalmente as crianças da Guiné-Bissau iam para países vizinhos, especialmente para o Senegal, supostamente para aprenderem ofícios mas acabando muitas vezes a serem exploradas.

O responsável lembrou que existe também o caso das crianças talibés, crianças que são levadas para o Senegal e Guiné-Conacri, a pretexto de aprenderem a ler o Corão, e que acabam nas ruas a mendigar. A Guiné-Bissau, disse, também recebe dessas crianças dos outros dois países.

A Guiné-Bissau tem desde julho uma lei sobre tráfico de pessoas, que o considera um crime punível com até 15 anos de prisão, mas a lei "é mais a título preventivo", porque "não há situações, no sentido prático de tráfico".

De acordo com o departamento das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) há pelo menos 127 países onde essa prática foi identificada, estimando-se que 2,4 milhões de pessoas tenham sido afetadas.

O Fórum sobre Justiça Criminal debate hoje, entre outros temas, a cooperação regional e internacional no combate à criminalidade organizada, e o relacionamento entre o Ministério Público e a Polícia Criminal. Na quinta-feira serão debatidos os crimes militares e as crianças em conflito com a lei.

Banco de Desenvolvimento da África Ocidental vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau

Bissau, 16 Nov – O montante de 45 mil milhões de francos CFA (91,5 milhões de dólares) investidos até à data na Guiné-Bissau pelo Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) vai ser rapidamente ultrapassado, afirmou terça-feira em Bissau o presidente da instituição.

Christian Adovelande, que na terça-feira foi recebido pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, a fim de efectuar da cooperação e perspectivar o futuro, reafirmou que o montante vai ser rapidamente ultrapassado tendo em atenção os apoios que o banco vai conceder para projectos relacionados com a rede viária, o abastecimento de energia eléctrica ou para apoio do sector privado.

Actualmente, salientou Adovelande, o BOAD está a apoiar a reestruturação da empresa Guiné-Telecom tendo em vista uma possível privatização no futuro, apoio esse que excede 27 milhões de dólares.

Entre outros investimentos, o banco está igualmente a apoiar a construção da estrada de Farim, um projecto de 20 milhões de dólares, e no relançamento da cultura do arroz, com mais 13,5 milhões de dólares.

Christian Adovelande deslocou-se a Bissau a fim de participar, hoje, quinta-feira, na cerimónia de reabertura da principal estrada da capital, que liga o aeroporto ao centro da cidade e que teve o apoio financeiro do BAOD na colocação de um tapete de asfalto, de separadores centrais e pontes aéreas para peões e iluminação e semáforos, uma novidade no país.

O BOAD foi criado em 1973 a fim de apoiar as nações da África Ocidental de línguas oficiais francesa e portuguesa, tem a sua sede em Lomé, Togo e, desde a sua criação, várias outras instituições de apoio ao desenvolvimento aderiram ao projecto, casos do Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Europeu de Investimento, Banco de Exportações e Importações da Índia e Banco Popular da China.

Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe fora do Mundial do Brasil

Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe foram eliminados do Mundial de 2014 por Togo e Congo, respectivamente, quando ainda se joga a fase preliminar que antecede uma fase de grupos.


Norton de Matos ainda levou a Guiné a um empate na primeira-mão em Bissau mas, desta feita, o Togo, com o regressado Adebayor, venceu por 1-0.


Quanto a São Tomé e Príncipe, o seu destino já estava de alguma forma traçado. Na primeira-mão tinha perdido por 0-5 em casa. No jogo desta terça-feira, no Congo, registou-se um empate a um golo.

Branqueamento de capitais sem investigação em sete anos de lei, disse o procurador da República Hermenegildo Pereira

Bissau, 16 nov (Lusa) - A Guiné-Bissau tem uma lei de branqueamento de capitais desde 2004 mas em sete anos nunca houve uma única investigação, disse o procurador da República Hermenegildo Pereira, que afirmou haver "falta de vontade política".

O magistrado falava no Fórum Nacional sobre Justiça Criminal, em Bissau, um encontro que reúne de terça a quinta-feira magistrados, auxiliares de justiça, polícias e membros do governo, e que tem o apoio, além do executivo, da ONU e do departamento de Estado norte-americano.

Falando sobre o tema "Abordagem criminológica ao fenómeno de branqueamento de capitais na Guiné-Bissau", Hermenegildo Pereira declarou: "O nosso país é fértil no branqueamento de capitais, toda a gente sabe disso".

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Justiça criminal é debatida essa semana com apoio da ONU e dos EUA

Bissau - Tráfico de seres humanos, branqueamento de capitais e crimes militares são temas a ser debatidos essa semana em Bissau, no Fórum Nacional sobre Justiça Criminal, com o apoio da ONU e dos Estados Unidos.

O encontro de três dias, de terça a quinta-feira, junta magistrados, auxiliares de justiça, polícias, governantes e académicos, com o objectivo de trocar ideias mas também de produzir recomendações para as estratégias da Guiné-Bissau na luta contra o crime organizado. 

O sistema de justiça criminal está a ser objecto de reforma na Guiné-Bissau, com o apoio nomeadamente da missão das Nações Unidas em Bissau, UNIOGBIS. O Departamento de Estado norte-americano também apoia o Fórum. 

A Guiné-Bissau não tem ainda "um verdadeiro sistema de justiça criminal eficaz e capaz de proporcionar a segurança e tranquilidade para os cidadãos", reconhece o Ministério da Justiça. 

Participam no encontro, além do ministro da Justiça, Adelino Mano Queta, o representante do secretário-geral da ONU no país, Joseph Mutaboba, e o procurador -geral da República, Edmundo Mendes. 

Outros procuradores, juízes, inspectores da polícia judiciária e da Interpol e técnicos do Ministério da Justiça estarão também presentes. 

As deficiências na "máquina" da justiça guineense têm sido apontadas como uma das causas para que até agora não tenham sido encontrados culpados pelas mortes políticas ocorridas em 2009, nomeadamente os antigos ministros Hélder Proença e Baciro Dabó e o então Presidente, Nino Vieira, e o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waie.

Com Adebayor, Togo mais forte para defrontar a Guiné Bissau

Atacante desistiu da seleção após atentado ao ônibus da delegação por um grupo separatista em Angola, antes da Copa Africana de Nações de 2010

Adebayor jogando pela seleção de Togo (Foto: Getty Images)Depois de ter abandonado a seleção de Togo por conta do atentado ao ônibus da delegação do país por um grupo separatista em Angola, dias antes da Copa Africana de Nações de 2010, o atacante Emmanuel Adebayor está confirmado no time no confronto de volta diante de Guiné-Bissau, nesta terça-feira, pelas eliminatórias africanas à Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O jogo de ida, na última sexta-feira, acabou empatado em 0 a 0. Se conseguir a classificação, a seleção de Togo entrará no Grupo I ao lado de Camarões e Líbia, além do vencedor do confronto entre Suazilândia e República Democrática do Congo, que venceu o jogo de ida por 3 a 1.

Outra equipe que está muito próxima da classificação para a próxima fase é Congo, que foi responsável pelo placar mais elástico dos jogos de ida fazendo 5 a 0 sobre São Tomé e Príncipe. A seleção completará o Grupo E, que já tem Burquina Faso, Gabão, que perdeu para a Seleção Brasileira por 2 a 0 em amistoso realizado na última quinta-feira, e Niger.

Guiné Equatorial conseguiu um bom resultado no primeiro jogo. O time fez 2 a 0 sobre Madagascar e pode perder até por um gol de diferença na partida desta terça-feira. Quem se classificar, entra no Grupo B, ao lado de Tunísia, Cabo Verde e Serra Leoa.

A primeira fase foi composta pelas 24 seleções africanas piores colocadas no ranking da Fifa. Os vencedores dos 12 confrontos mata-mata se classificam para enfrentar as mais fortes do continente.

Confira os jogos desta terça-feira (15/11)

Congo x São Tomé e Príncipe
Namíbia x Djibuti
Moçambique x Camores
Ruanda x Eritreia
RD do Congo x Suazilândia
Tanzânia x Chade
Madagascar x Guiné Equatorial
Togo x Guiné-Bissau
Quênia x Seychelles
Burundi x Lesoto

16/11

Etiópia x Somália

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

IV Encontro de Portos da CPLP em Cabo Verde

O IV Encontro de Portos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decorre dias 17 e 18 de Novembro na cidade cabo-verdiana do Mindelo. Os portos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste, agora congregados na Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP), reúnem-se sob o tema: “Estreitando relações comerciais e de cooperação no espaço da Lusofonia”. Às 9h30m de dia 17, na sessão solene de abertura, intervirão o Presidente da ENAPOR (Portos de Cabo Verde), a entidade anfitriã, o Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente e o Ministro das Infra-Estruturas e Economia Marítima de Cabo Verde. De seguida, será feita a apresentação final do “Estudo de Mercado dos países e portos da CPLP”.


A primeira sessão plenária tem como tema “O papel dos portos no desenvolvimento económico do espaço CPLP”, em que intervirá a presidente da Administração do Porto de Lisboa, Natércia Cabral e outros quatro oradores.


A segunda sessão plenária decorre na tarde do dia 17 e o tema é “A importância da cooperação e formação no espaço CPLP”, em que intervirá o presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões, Matos Fernandes e o director do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, especialista em Educação à Distância, Armando Teixeira.


Ainda no primeiro dia, os participantes no IV Encontro visitarão as instalações do Porto Grande, em Mindelo.


O segundo dia de trabalhos será integralmente preenchido com uma reunião da APLOP, em que analisarão as actividades desenvolvidas, nomeadamente o primeiro mês de funcionamento do portal http://.aplop.org, a adesão de novos associados, a eleição dos corpos sociais e o plano de actividades para 2012. Os participantes neste IV encontro terão ainda a possibilidade de, na tarde de dia 18, visitarem a FIC 2011 (15.ª Feira Internacional de Cabo Verde).

Domingo, 13 de Novembro de 2011

Música para ajudar pessoas a interpretar os semáforos faz sucesso em Bissau

Um grupo de três jovens músicos da Guiné-Bissau criou uma música que é sucesso nas rádios, tudo porque explica como as pessoas se devem comportar perante as luzes dos semáforos, uma novidade introduzida há menos de dois meses nas ruas de Bissau.

A música, cantada em crioulo guineense, ensina as pessoas como fazer quando a luz do semáforo estiver verde, amarela ou vermelha. Fodé Djau, aliás Adof, líder do grupo, explica que quase diariamente, quando vai para o seu local de trabalho, assiste "à confusão das pessoas com os semáforos".

"As pessoas não sabem quando acende verde, amarelo ou vermelho qual é a informação que o semáforo está a dar. Por isso pensámos esta música em frações de dias e gravámo-la, como forma de ajudar as pessoas quando estão a ouvi-la para que saibam como atravessar a estrada", diz Adof, funcionário nos Portos de Bissau.

@ Agência Lusa

Sábado, 12 de Novembro de 2011

Bandeira do CNT hasteada na embaixada da Guiné-Bissau

Bissau - A embaixada da Líbia na Guiné-Bissau tem desde sexta- feira hasteada a bandeira do CNT, Conselho Nacional de Transição, dois meses depois de ter sido mandada tirar pelo governo de Bissau e quase um mês após a morte de Kadhafi. 

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse a imprensa internacional que o secretário de Estado das Comunidades,
Fernando Gomes Dias, se reuniu esta sexta-feira com o encarregado de negócios da embaixada da Líbia em Bissau, a quem deu autorização para hastear a bandeira, de acordo com uma "orientação das autoridades" guineenses.

Na embaixada da Líbia, que estava há dois meses sem bandeira, a bandeira do CNT foi hasteada às 12:00 de  sexta- feira. 

A 29 de Agosto foi hasteada na embaixada da Líbia em Bissau a bandeira do CNT, mas a 5 de Setembro foi retirada, por ordem do
governo. 

Na altura, Fernando Gomes Dias justificou  que o governo ainda não tinha tomado nenhuma posição, pelo que de imediato tinha
mandado retirar a bandeira, o que não foi acatado pela embaixada. Perante a situação, voltou a insistir, acabando a bandeira por ser
tirada a 5 de Setembro. 

A Líbia está sem embaixador há vários meses, já que Naji Algaddari se ausentou do país e não voltou a Bissau. 

No tempo de Muammar Kadhafi a Líbia era um dos principais apoiantes da Guiné-Bissau, com apoio financeiro e político. Bissau
recebia ajudas que iam de alimentos a material para as Forças Armadas.

Adiado julgamento de funcionários do Ministério das Finanças

Bissau – Foi adiada, para uma data ainda a anunciar, a sessão de audiência, discussão e julgamento sobre o caso do processo do Ministério das Finanças, que deveria ter iniciado a 8 de Novembro, no Tribunal Regional de Bissau.

A razão deste adiamento prende-se com a falta de comparência nesta instância judicial de 6 dos 22 suspeitos, bem como de 15 testemunhas, fazendo um total de 18 atestadoras que a justiça guineense quer ouvir acerca deste processo.


A ausência, por motivos de saúde, da juíza titular do processo foi igualmente uma das razoes do adiamento da sessão.


Trata-se de uma decisão fundamentada pelo colectivo de juízes da Vara Crime do Tribunal Regional, ao abrigo do Artigo número 106, número 1 alínea a) do Código do Processo Penal, assim como o Artigo número 232 do mesmo fundamento jurídico.


A sessão despertou atenção e curiosidades do público, entre os quais familiares, amigos e colegas dos suspeitos, no encontro que terminou mais cedo do que a hora prevista.


Os acusados têm uma defesa composta por sete advogados, na presença de três representantes do Ministério Público e um colectivo de três juízes da vara Crime do Tribunal Regional de Bissau.


Para Faustino Cunha, que falou em nome dos advogados dos suspeitos, os seus constituintes são inocentes das acusações e acredita que serão mesmo ilibados.


O advogado congratulou-se ainda com a decisão de adiamento do encontro desta terça-feira, o que vai permitir à sua equipa preparar-se melhor em defesa dos indiciados.


Neste processo, os suspeitos foram acusados pela justiça dos crimes de falsificação de documentos, corrupção, peculato e associação criminosa.


Entre os arguidos, o Ministério Público acusa os pagadores de pensões e reformas, bem como os processadores das folhas de vencimentos do Ministério das Finanças.

Guiné-Bissau empata (1-1) na receção ao Togo

A Guiné-Bissau empatou esta sexta-feira a uma bola com o Togo, no Estádio Lino Correia, em Bissau, em jogo da 1.ª mão da pré-eliminatória para o Mundial'2014.

Num encontro em que a seleção guineense se exibiu em grande nível, cerca de 5 mil espetadores aplaudiram os comandados do português Luís Norton de Matos [foto], com muitos a afirmar que este foi de longe o melhor jogo efetuado pela seleção guineense.

Ainda assim, o Togo foi o primeiro a marcar, aos 31 minutos, por intermédio de Zacari, após um roubo de bola no meio-campo da Guiné-Bissau, protagonizado por Roncari, a principal estrela dos togoleses na ausência de Emmanuel Adebayor.

Antes do golo do Togo, a Guiné-Bissau até estava melhor na partida, mas a dinâmica guineense quebrou-se com a saída forçada, por lesão de Ivanildo (Olhanense), sendo substituído por Mamadu Candé (1.º de Dezembro).

A Guiné-Bissau, sob a batuta de um inspirado Zezinho (jogador do Sporting emprestado ao Atlético), respondeu, aos 37', ao golo do Togo, por intermédio de Basile de Carvalho, que atua nos búlgaros do Lokomotiv Plovdiv.

O golo da Guiné-Bissau resultou de uma grande penalidade convertida por Basile de Carvalho, que sofreu a falta do central e capitão da equipa do Togo, Wome.

Zezinho foi considerado o melhor em campo, facto reconhecido pelo próprio Luís Norton de Matos, que afirmou, na sala de imprensa, que este foi a partida "mais conseguida" pelo jogador tido como um ídolo dos guineenses.

O selecionador guineense lamentou, contudo, que a Guiné-Bissau não tenha conseguido concretizar as oportunidades de golo que criou ao longo do jogo.

A mesma frustração foi patenteada pelas declarações de Moreira (que se notabilizou no Boavista), que entrou na segunda parte, quando afirmou: "se calhar vai ser preciso que não joguemos bem para começarmos a ganhar jogos".

"Jogámos bem, como se viu mais uma vez, mas não marcámos golos suficientes para ganhar jogos", disse Moreira, agora a representar os chineses da Dalian Aerbin.

O selecionador do Togo, o francês Didier Six, reconheceu "a boa circulação de bola" da Guiné-Bissau, mas disse que, no jogo da segunda mão, dentro de três dias, em Lomé, a sua seleção terá mais soluções de ataque com a entrada de Adebayor.

Igreja Católica ordena Bispo Auxiliar

Bissau – A Igreja Católica da Guiné-Bissau realizará, este sábado, 12 de Novembro, a cerimónia de ordenação Episcopal do Bispo Auxiliar de Bissau, Dom José Lampra Cá.

Este acto religioso vai ter lugar na Sé Catedral de Bissau e será presidido pelo Bispo de Bissau, Dom José Camnaté Na Bissign, co-ordenados pelo Bispo de Bafatà, Dom Pedro Carlos Zilli e o Núncio Apostólico, Dom Luís Mariano Montemayor, representante do Papa Bento XVI para a Guiné-Bissau, Cabo Verde, Senegal e Mauritânia.


De acordo com a nota de imprensa da comissão preparatória desta ordenação, o Bispo Auxiliar tem como função ajudar Dom José Camnaté Na Bissign na gestão de dossiês da Igreja Católica, podendo ainda ser atribuídas outras áreas específicas no exercício das suas funções.


«Acompanhar todas as Comissões Diocesanas e Sector Pastoral de Bissau» são, entre outras, missões do novo Bispo a ser ordenado.


Na cerimónia participarão os representantes de Bispos de países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), autoridades nacionais e o corpo diplomático acreditado no país.


Dom José Lampra Cá foi nomeado pelo Papa Bento XVI, a 13 de Maio e, seis meses depois, vai ser ordenado às referidas funções.


Natural de Blom, região de Biombo, norte da Guiné-Bissau, José Lampra Cá nasceu a 5 de Janeiro de 1964.


Frequentou estudos filosóficos em Ziguinchor, e Teológicos em Dakar, Republica do Senegal entre os anos 1990 e 1995.


Em 1997 foi ordenado padre e Vice-reitor do Seminário maior Diocesano São Kizigto, em Bissau.


Entre 2000 e 2005 esteve em Itália, onde se Doutorou em Filosofia pela Pontifícia Universidade Urbaniana.


De volta ao país, Dom José Lampra Cá foi confiado ao cargo de Reitor do Seminário Maior, em Bissau, e Pároco da Paroquia de Cristo redentor, assim como ao exercício das funções de Professor de Filosofia, no Seminário maior Dom Settimio Arturo Ferrazeta, em Bissau.


Esta é a quarta ordenação da Igreja Católica da Guiné-Bissau.

Rádio Nacional tem novo Director-geral

Bissau – Califa Soares Cassamà, ex-chefe de redacção da rádio Pindjiguiti e Correspondente da Rádio Difusão Portuguesa para África, RDP África, foi indigitado a exercer as funções do Director-geral da Radiodifusão Nacional da Guiné-Bissau.

A escolha de Califa Soares Cassamà foi anunciada esta semana, num comunicado da última reunião do Conselho de Ministros, substituindo assim o cargo do jornalista Hipólito José Mendes.


Esta quinta-feira, 10 de Novembro, na cerimónia de passação, entre a actual e a antiga direcção, o Secretário-geral da Presidência do Conselho de Ministros disse que «garantir a continuidade significa lançar a semente».


Para Olívio Pereira, a RDN afirma-se definitivamente como uma instituição de referência obrigatória, com a entrada do novo Director.
Foi uma ocasião para o Director-geral cessante pedir aos profissionais da RDN para colaborarem com o novo director.


Hipólito José Mendes reconheceu ainda que Califa Soares Cassamà tem uma tarefa árdua pela frente mas, contudo, disse esperar melhores dias.


O novo Director-geral da RDN afirmou que, no seu entender, falta fazer um diagnóstico geral da situação para que se possam definir as prioridades.


Esta é a terceira escolha da ministra da Comunicação Social, Maria Adiatu Djalo Nandigna, de pessoas fora do seu pelouro, para executar as funções de Directores-gerais.


A primeira aconteceu com Victor Cassamà, dirigente desportivo de longo prazo, eleito em 2010 para as funções do Director-geral da Imprensa Nacional – INACEP.


Luís Barros, funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi indicado recentemente para o cargo do Director-geral da Televisão da Guiné-Bissau.


Desta vez foi Califa Soares Cassamà, jornalista sénior da primeira emissora provada guineense, a assumir o cargo de Director-geral da Rádio Nacional.

Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

País discute em Dakar possibilidade de voltar a integrar missões de manutenção de paz

Bissau - A Guiné-Bissau discute em Dakar, Senegal, a possibilidade de voltar a integrar missões de manutenção da paz no continente africano, nas quais não participa desde 2006, disse à Lusa fonte militar.

De acordo com a fonte, é o próprio Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, quem está a discutir com o seu homólogo senegalês, general Abdoulaye Fall, essa possibilidade, já que o Senegal é neste momento o coordenador das missões de manutenção de paz a nível da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).


A Guiné-Bissau deixou de ser integrada nas missões da ECOMOG (força de manutenção de paz da CEDEAO) na sequência de motins de soldados guineenses regressados da Libéria, acção no âmbito da qual foi assassinado o então chefe do Estado-Maior General, Veríssimo Correia Seabra.


Os soldados alegaram que estavam a reclamar o pagamento do soldo a que tinham direito pela participação na missão de manutenção da paz na Libéria.


Segundo a mesma fonte, é intenção do actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses que soldados da Guiné-Bissau voltem a integrar missões de manutenção da paz no âmbito da ECOMOG "ainda no decurso deste ano ou já no início do próximo".

 
António Indjai tenta convencer a coordenação actual da ECOMOG sobre a importância da presença de soldados guineenses nessas missões, sobretudo tendo em conta a necessidade de os jovens militares da Guiné-Bissau ganharem experiência, referiu a fonte.

 
Militares guineenses destacaram-se em missões de manutenção de paz tanto em países da sub-região, no âmbito da ECOMOG, como noutros países africanos, nomeadamente Rwanda ou Angola.

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Contra extradição do Sr.Jorge

CONTRA A EXTRADIÇÃO DO JORGE SANTOS

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Todos podemos um dia precisar, e todos temos um coração bom, Por Favor pedimos sua Ajuda na Luta contra a extradição do Sr. Jorge! Ele errou, tudo bem! Nós também erramos, e quem não tiver erros, como disse Jesus Cristo, que atire a primeira pedra, pois para Deus, roubar uma agulha ou roubar um banco, é igual,  Deus vê o que o coração é, ele quer o verdadeiro arrependimento de coração.

O Sr Jorge, nosso querido Jorge, amado por todos, amigo, companheiro, bondoso, educado, excelente Pai, Amigo, Irmão de todos. Pessoa que tivemos o prazer de conviver. O Sr Jorge não é aquela pessoa que a Televisão quer demonstrar, os reporteres buscam formas de incentivar as pessoas falarem mal sobre ele, mas isto tem sido impossível, pois até agora, TODOS FALAM QUE ELE É UMA PESSOA EXEMPLAR E DE MUITO VALOR. Possui uma família portuguesa, é honesto e trabalhador. Sem falar que é muito temente a Deus, ele mudou com a ajuda so Senhor Deus.

O Sr Jorge quer pagar oque tiver que ser pago a Justiça dos Homens aqui na sua terra escolhida, nosso querido Portugal. Ainda esclarecendo que, se ele for extraditado corre perigo de vida, os algozes, muitas vezes tem sede de vingança, por isso o Sr Jorge precisa de nosso apoio, para que fique aqui em Portugal.Por favor.. Ajudem-nos a mante-lo em Portugal, apenas com sua assinatura nesta petição!

Lembre-se que todos nos erramos!!!! E aquele que faz oque é abençoado por Deus. Como disse Martin Luther King - “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"

Guiné-Bissau procura soluções para crise de água e electricidade

É mais uma estratégia conjunta entre o Governo da Guiné-Bissau e o Banco Mundial na perspectiva de encontrar a estratégia mais plausível, visando ultrapassar a crónica crise de água e electricidade no país.


A fórmula que está a ser apresentada no Workshop de formação que iniciou hoje, devendo terminar na sexta-feira, vai no sentido da criação de uma parceria publico-privadas, através da qual, se inicia a estruturação da única Empresa de Electricidade e Aguas da Guiné-Bissau (EAGB).


É neste quadro que estão já a ser apresentados os pré-requisitos das Parcerias, as suas definições, tipologia, natureza e forma, bem como à identificação dos seus principais riscos.


Sector da Energia e Agua da Guiné-Bissau em análise durante três dias. Estivemos, pois a ouvir a Ministra da Economia e Integração Região, Helena Nosoline Embalo.


Esta iniciativa de parcerias Publico-Privadas consiste na nova estratégia imposta pelo doadores e os parceiros de desenvolvimento, a qual permite aos Governos africanos assumir plenamente as suas missões soberanas, mas conciliando-as ao afastamento progressivo do Estado em relação ao sector mercantil, através da participação do sector privado nos projectos de infra-estrutura.


O evento, o qual estamos a referir, é organizado pela Sociedade Financeira Internacional, um organismo do Grupo Banco Mundial que dá uma assessoria técnica à Guiné-Bissau no sector da Energia.

Greve dos professores desconvocada, aulas recomeçam quinta-feira - sindicato

Bissau, 09 nov (Lusa) - A greve dos professores do ensino básico e secundário da Guiné-Bissau foi hoje desconvocada e as aulas recomeçam na quinta-feira, disse à Agência Lusa o presidente do SINAPROF (Sindicato Nacional dos Professores), Luís Nancassa.

"Acabámos de sair de uma reunião com o Governo e chegámos a acordo", disse Luís Nancassa esta noite à Agência Lusa, acrescentando que o executivo se "comprometeu em cumprir com todas as reivindicações dos professores".

Por isso, o dirigente sindical apelou a todos os professores para que regressem às aulas já na quinta-feira.

21 funcionários do Ministério das Finanças estão a ser julgados, por um colectivo de juízes da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau.

Bissau – Mais de duas dezenas de funcionários do Ministério das Finanças guineense estão a ser julgados,  pelo colectivo de juízes da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau.

Os referidos empregados são acusados pela justiça guineense de crimes de falsificação, corrupção, peculato e associação criminosa.
São imputações levadas a cabo pelo Ministério Público, desde 2010, no âmbito do processo da reforma em curso na Administração Pública da Guiné-Bissau.


De acordo com uma fonte da justiça, as pessoas em causa tinham um prazo de oito dias para recorrerem da imputação de que foram alvos, para efeitos de impugnação.


Decorrido este período, sublinhou a nossa fonte, agora os suspeitos foram remetidos ao juiz, para serem julgados.


Entre os acusados, o Ministério Público apontou os pagadores de pensões e reformas, bem como os processadores das folhas de vencimentos junto do Ministério das Finanças.


De acordo com o Governo, citando o Ministério da Função Pública, Trabalho e Modernização do Estado, dos funcionários directos do Estado, 12. 450 são civis e 3.551 são paramilitares.

Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

Portugal/Guiné-Bissau: Governos estudam possível parceria para controlo automatizado de passaportes

Lisboa, 09 nov (Lusa) - Portugal e Guiné-Bissau estão a avaliar a possibilidade de uma parceria para facilitar a fiscalização de fronteiras, através do controlo automatizado de passaportes eletrónicos, anunciou na terça-feira o Ministério da Administração Interna (MAI).

Em comunicado, o MAI refere que os ministros da Administração Interna português, Miguel Macedo, e do Interior guineense, Fernando Gomes, "decidiram avançar com uma avaliação conjunta" para estabelecer, "a muito curto prazo", uma parceria entre as autoridades de ambos os países "em matéria de facilitação do controlo de fronteiras".

Em causa está a possível aplicação na Guiné-Bissau da tecnologia concebida por Portugal de controlo automatizado de passaportes eletrónicos (Sistema RAPID), à qual já anuiu Angola.

Presidente de Angola envia mensagem a homólogo da Guine-Bissau

Luanda - O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, enviou hoje, terça-feira,  uma missiva ao seu homólogo da Guine-Bissau, Malam Bacai Sanhá.

Foi portador da carta o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, durante uma audiência que lhe foi concedida pelo estadista guineense.

A informação foi prestada hoje à Angop pelo Sector de Imprensa da Embaixada de Angola na Guiné-Bissau, tendo referido que o conteúdo da carta não foi revelado, mas, presume-se que esteja relacionada com as relações existentes.

Na audiência concedida pelo Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, ao governante angolano foram aflorados aspectos ligados as relações entre os dois países.

Durante o encontro foi igualmente feito uma apreciação da situação na África Ocidental, onde a Guine-Bissau está inserida.

Manuel Augusto considerou, por outro lado, ter recebido da parte das autoridades da Guine-Bissau sinais positivos da presença da missão técnica militar "Missang", que tem permitido a estabilização do processo político neste país africano, estando em curso um processo de reforma nas forças armadas e na polícia nacional.

O governante revelou que, de acordo com os diagnósticos feitos pela Missang, numa primeira fase serão desmobilizados quinhentos elementos.

Ainda hoje, o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola foi recebido em audiência pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, a quem também fez a entrega de uma mensagem do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Na ocasião, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior agradeceu as autoridades angolanas pelo apoio que têm vindo a prestar, tendo, por outro lado, convidado os empresários angolanos a investirem no seu país no quadro de uma linha de crédito já existente.

Posteriormente o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola reuniu-se com os embaixadores do Brasil e de Portugal na Guiné-Bissau, nomeadamente Jorge Cândido e António Manuel Freire, com os quais analisou alguns aspectos relacionados com a implementação do programa de reformas no sector de defesa e segurança, particularmente no impasse que se verifica na assinatura do memorando de entendimento entre o Governo da Guiné-Bissau, CPLP e a Cedeao, instrumento de base para a implementação do roteiro de reformas.

Para quarta-feira, último dia da visita do secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, tem agendado encontros com o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, António Indjai, com os membros das Nações Unidas, com a Ministra da Comunicação Social e dos assuntos parlamentares, Adiatou Nandingo, e com os membros da Cedeao.

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Missão angolana fica o tempo que Bissau quiser

O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, garantiu hoje em Bissau que a Missang, de apoio à reforma das forças de segurança, ficará no país «o tempo que as autoridades da Guiné-Bissau quiserem».

Angola tem desde 21 de março deste ano uma Missão Militar na Guiné-Bissau (Missang), composta por cerca de 200 elementos de várias especialidades e destinada a apoiar a reforma das forças de defesa e segurança, que está em curso.

Manuel Augusto, desde segunda-feira em Bissau, encontrou-se hoje com o Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, a quem entregou uma mensagem do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e com quem discutiu a cooperação entre os dois países.

Embaixador EUA rejeita classificar Angola como «ditadura»

O embaixador dos Estados Unidos em Angola rejeitou na segunda-feira em Luanda que o país seja uma «ditadura» e saudou o contributo angolano para a estabilidade e reconstrução da Guiné-Bissau, noticiou a Angop.

Christopher McMullen, que intervinha numa conferência na Universidade Lusíada sobre a política externa dos Estados Unidos para Angola, criticou a imprensa que promove «informações sensacionalistas, pondo em causa a integridade nacional e os órgãos de soberania».

Nos Estados Unidos, «a imprensa teve um papel importante aquando da crise financeira que assolou o mundo, e em outros acontecimentos, mas houve também correntes sensacionalistas, que tinham como objetivo ferir a integridade da nação, promovendo notícias especulativas», escreve a Angop, citando o diplomata.

Lusa

O comissário-geral da Polícia da Guiné-Bissau, major general Bitchofula Na Fafé, fala de segurança (Em entrevista ao Jornal de Angola)

Por

FILIPE EDUARDO - Jornal de Angola

O comissário-geral da Polícia da Guiné-Bissau, major general Bitchofula Na Fafé, caracterizou a reunião ordinária dos chefes de Polícia da comunidade dos países de língua portuguesa, que decorreu de 31 de Outubro a 4 de Novembro, em Luanda, como “a reafirmação e a fortificação dos laços de amizade e fraternidade que sempre nortearam os nossos povos”. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, Bitchofula Na Fafé falou da importância de encontros do género entre os países que falam a mesma língua em busca da tranquilidade, progresso e bem-estar.

Jornal de Angola - Que  análise faz ao encontro de polícias que produziu a Declaração de Luanda?
Bitchofula Na Fafé -
Este encontro foi a concretização e continuação dos ideais que sempre nortearam os nossos povos. Ontem o inimigo era o regime colonial português que, fruto da guerra que os nossos povos levaram a cabo, foi vencido com a conquista das independências e hoje continuamos na mesma trincheira, contra males que afectam a paz e tranquilidade das nossas comunidades.

JA – O que considera importante no combate à criminalidade no espaço lusófono?
BF -
Na luta contra a criminalidade e todos os males que afectam os nossos países, nós devemos ter a mesma linguagem, o mesmo pensamento e as mesmas estratégias num processo contínuo de troca de experiências e informações, com o objectivo de alcançarmos resultados que sirvam os nossos povos.

JA - As conclusões finais satisfazem os anseios da Guiné-bissau?
BF -
Tal como aconteceu noutros países da CPLP, as orientações que foram tomadas neste encontro foram pertinentes e vão trazer, certamente, os resultados que todos esperamos que é a diminuição considerável da criminalidade e a tranquilidade das populações.

JA - Que informações tem de Angola sobre a criminalidade?
BF -
A luta de libertação contra um inimigo comum que os nossos povos travaram levou-me a conhecer Angola muito cedo e por isto sou também daqui e vivo, tal como na Guiné, os problemas do povo angolano. Em Angola hHá problemas, como em toda a parte, mas o país está no bom caminho com o fabuloso processo de reconstrução nacional. Eu sou combatente da luta de libertação da África lusófona, conheço a realidade do processo que levou Angola à conquista da independência, da mesma forma como conheço a da Guiné-Bissau.

JA – Quais são as preocupações do comandante-geral da Policia da Guiné-Bissau?
BF -
As grandes preocupações não só minhas mas de todos os membros da corporação e da nação em geral têm a ver com a permanente busca de soluções para garantir sossego à população.
E nesta busca de soluções contamos sempre com o apoio dos irmãos de outros países, por esta razão marcamos presença neste e noutros encontros da CPLP. O combate à imigração ilegal, violações, roubos, homicídios e outros crimes graves, têm tido respostas adequadas, mas o objectivo é sempre melhorar.

JA - Há apoio da população guineense ao processo de combate ao crime?
BF -
Há sim apoio da população, aliás o contrário seria um desastre. Esta colaboração entre a Polícia Nacional e a população constitui sempre uma preocupação das  autoridades policiais e do Governo guineense e tem sido valioso para o combate à criminalidade.

JÁ - A Guiné é um dos pontos de passagem de drogas. Qual tem sido a acção da polícia no combate ao tráfico?
BF -
A nossa luta é imparável e constitui um grande desafio para as autoridades policiais no sentido de controlar o vasto perímetro de fronteiras com outros países, que muitas vezes dão facilidades para a entrada de criminosos no nosso território. Tal como está a acontecer com os países da CPLP, temos tido também com os países da CEDEAU encontros regulares para tratarmos de questões ligadas à segurança dos países vizinhos e a questão da droga tem merecido especial atenção.

JA - Que fronteira preocupa mais as autoridades policiais guineenses?
BF -
Temos uma pequena fronteira com a Gâmbia que não constitui preocupação. As fronteiras com o Senegal e a Guiné Conacry são extensas e constituem preocupação para o nosso país. É nestas duas áreas que o movimento de pessoas e bens é frequente e problemático.

JA - Se tivesse que dar um conselho ao seu homólogo angolano, qual era?
BF -
O comandante-geral da Polícia Nacional de Angola é um amigo pessoal de longa data e como amigos podemos falar de muitas coisas, não só ligadas à nossa actividade policial cuja missão é a manutenção da tranquilidade, mas também pessoais. Sobre um possível, diria que é premente a necessidade de reforçar, cada vez mais, a capacidade combativa dos efectivos contra o crime para o bem das nossas populações.

JA - Como se sente em Angola?
BF -
O meu convívio com os angolanos data desde há muito tempo. Ainda jovem, trabalhei com muitos irmãos angolanos durante as várias preparações combativas na antiga União Soviética, Checoslováquia e Moçambique. Por isso, em Angola sinto-me em casa. Este àvontade que sinto em Angola é o resultado dos fortes laços culturais e até consanguíneos que os nossos dois povos mantêm há longos anos.

JA - O que admira na Polícia Nacional angolana?
BF -
Conheço a bravura da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas e espero que continuem a manter a defender a integridade nacional e tranquilidade do povo angolano, para a satisfação de todos.

JA - Que personalidades  cruzaram a sua vida durante a luta de libertação contra o colonialismo?
BF -
A lista é longa. Em Angola cito um grande amigo do povo guineense, o saudoso Doutor António Agostinho Neto, em Moçambique o inesquecível Presidente Samora Machel, e em São Tomé o Presidente Pinto da Costa, só para citar estes.

JA - Os governos da CPLP estão no bom caminho no que diz respeito à segurança?
BF -
Os governos dos países da CPLP devem erguer o rosto e observarem com atenção para descobrirem o que o povo, entre velhos, mulheres, jovens, crianças e todos os integrantes da sociedade, precisam para viver em tranquilidade e paz social.

JA - Como analisa as relações entre os países da CPLP?
BF -
Estamos separados geograficamente, mas unidos no sentimento e no pensamento, na busca comum de soluções para o bem da comunidade. A relação é boa entre os países da CPLP.  A nossa irmandade é cada vez mais firme e a luta de todos os que fazem parte da comunidade, vai no sentido de tornarmos o espaço lusófono um lugar único, onde todos podemos viver em paz e com dignidade.

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, é aguardado nesta segunda-feira (07) em Bissau

Bissau - O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, é aguardado nesta segunda-feira (07) em Bissau, onde poderá ser recebido pelo presidente Malan Bacai Sanhá.

De acordo com uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Guiné-Bissau, o secretário de Estado deverá manter encontros com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Mamadu Djaló Pires, com o ministro da Defesa, Baciro Dja, e com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai.

Manuel Augusto deverá reunir-se com o representante das Nações Unidas na Guiné Bissau, Joseph Mutaboba, com os responsáveis   da missão técnica militar de Angola “Missang”, com os embaixadores da CPLP e com os embaixadores da CEDEAO acreditados em Bissau.

O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, esteve recentemente em Genebra (Suiça), onde participou na II Conferência Ministerial da Revisão da Declaração de Genebra sobre a Violência Armada.

Domingo, 6 de Novembro de 2011

“A Papaia Mágica” a favor das crianças da Guiné Bissau

O livro “A Papaia Mágica”, escrito por dois elementos da associação Afetos com Letras, com sede em Pombal, está a ser vendido com o objetivo de angariar fundos para o projeto de apoio a crianças da Guiné Bissau.

A ideia surgiu da inexistência, na Guiné Bissau, de histórias infantis, contos ou livros de colorir para as crianças que frequentam os primeiros anos do ensino. Marta Monteiro e Joana Benzinho, da Afetos com Letras escreveram uma história baseada na construção da Escola de Djoló e um elemento de um grupo de voluntariado de Pombal – Os Amigos da Anita – fez a ilustração com base em imagens reais da Tabanca de Djoló, da escola e dos trajes tradicionais guineenses.

«Em abril foram levados mil exemplares para distribuição às crianças na Guiné Bissau que pela primeira vez pintaram um desenho» conta a presidente da Afetos com Letras. Joana Benzinho adianta que «houve uma explosão de alegria das crianças de Djoló ao reconhecerem a escola deles desenhada num livro».

Ao tomar conhecimento daquela obra, a Chiado Editora decidiu edita-la em Portugal, com um preço de capa de dez euros, em que metade reverte para o projeto da Afetos com Letras.

Recorde-se que a Afetos com Letras «nasceu da determinação de fazer um pouco mais pelos outros», conta Joana Benzinho. «Dessa vontade surgiu uma escola que, hoje em dia, dá a oportunidade a cerca de 120 crianças de aprenderem a ler e a escrever, num país onde nem todos têm acesso à educação», acrescenta.

Segundo as autoras, «A Papaia Mágica» conta a história da escola e dos meninos da Tabanca de Djoló. «É para eles que continuaremos a tentar desenhar um futuro diferente através do Projeto Baobá, programa de apadrinhamento das crianças de Djoló», refere Joana Benzinho.

Sábado, 5 de Novembro de 2011

Assassinatos políticos podem seguir para o TPI

O enviado das Nações Unidas para a Guiné-Bissau afirmou hoje que a entrega ao Tribunal Penal Internacional do processo dos assassínios políticos 2009 deve ser considerado pelo governo, se a Justiça guineense se revelar incapaz de o conduzir.

Após um briefing ao Conselho de Segurança sobre a situação na Guiné-Bissau, o enviado Joseph Mutaboba salientou que o processo está a arrastar-se na Justiça guineense, o que atribui ao potencial do caso para criar instabilidade no país.

«Não podemos prejudicar a estabilidade, lidando com a impunidade» dos responsáveis pelos assassínios de 2009, «temos de equilibrar muito bem», disse Mutaboba.

Lusa

Militares constroem pontes em Bafatá e unem populações separadas há mais de 30 anos

Bissau - Os militares do comando da zona leste da Guiné-Bissau construíram duas pontes, danificadas há mais de 30 anos e que mantinham em isolamento as populações de várias aldeias na região de Bafatá, segundo fonte oficial.  

A notícia é a manchete do jornal o Defensor, órgão oficial do Estado-Maior General das Forças Armadas, hoje publicado em Bissau, citando o comandante da zona Militar leste da Guiné-Bissau, o tenente-coronel Bacar Djassi. 

Segundo o oficial, os seus homens reconstruíram as pontes que ligam as povoações de Cossará e Madina e aquela que liga a aldeia de Cumba à cidade Bafatá. As duas pontes, construídas ainda na época colonial, estavam em avançado estado de degradação pelo que os veículos automóveis já não podiam atravessá-las. 

Apenas as pessoas podiam atravessar as duas pontes, mas quando a água do rio estivesse baixa, assinalou Tcherno Braima Candé, régulo (chefe tradicional) da aldeia Gadaranque, uma das localidades beneficiadas com a reconstrução da ponte Cossará/Madina. 

O comandante da zona leste disse ter ordenado aos soldados, oficiais e praças do batalhão de Bafatá para que tomassem parte nos trabalhos da reconstrução das duas pontes, cumprindo assim as diretrizes do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. 

"Esta iniciativa foi inspirada nas recomendações do CEMGFA, general António Indjai. Quando me nomeou (...) recomendou-me que estejamos junto da população, atendendo às suas preocupações dentro das nossas possibilidades", afirmou Bacar Djassi. 

Para a reconstrução das duas pontes, o comandante da zona militar leste teve que pedir a autorização da direção geral das Florestas para o abate das árvores, cujos toros foram utilizados como pilares, e ainda uma quotização no salário dos próprios soldados. 

Na falta de meios de transporte, os toros foram carregados pelos soldados, das florestas até às pontes em construção, contou o comandante Djassi. 

A população apoiou os soldados dando-lhes água e comida durante os dias das obras. 

No dia da 'inauguração' das duas pontes, presenciada pelo governador da região de Bafatá, Adriano Ferreira, e como forma de testar a solidez das infraestruturas, dois camiões atravessaram com total segurança, referiu o comandante Bacar Djassi.

Sociedade dos Emirados Árabes Unidos rende mais de 200 milhões de euros por ano

Bissau – As autoridades guineenses estão envolvidas nas negociações com Plambeck Emirates Global Renewable Energy L.L.C, uma sociedade dos Emirados Árabes Unidos interessada em investir no sector das pescas e que conta com a figura alemã Norbert Plambeck, dono da empresa de Energia Renovável e antigo ministro das Pescas da Alemanha, por dez anos.

O montante estimado em investimento anual é de 200 milhões de euros por ano, calculado em 131 e 191 bilhões de Francos Cfa, durante dez anos.


Este acordo que vai ser assinado em breve, é resultado da visita, em
Maio deste ano, de uma delegação dos Emirados Árabes Unidos à Guiné-Bissau, então chefiada pelo Príncipe Sheikh Saeed Bin Khalifa Al Nayahan´s.


Ao abrigo deste mesmo convénio, a Plambeck Emirates deverá investir 70% do retorno da exploração das pescas nas águas territoriais da Guiné-Bissau, sobretudo no desenvolvimento e na operação da indústria pesqueira, assim como na energia e fornecimento de água para a pesca e para a Guiné-Bissau, em geral.

Neste particular, segundo os objectivos que constam do acordo, perspectiva-se a criação da grande indústria pesqueira moderna e sustentável, acompanhada de infra-estruturas necessárias, o que vai, por outro lado, reforçar a componente de fiscalização na Zona Económica Exclusiva, reforçando a capacidade operacional da FISCAP, entidade responsável pela vigilância das águas territoriais da Guiné-Bissau.


«A industrialização do pescado capturado, implicando a construção ou alargamento do porto de Bandim, também faz parte do acordo a ser assinado entre as partes, perante os compromissos assumidos pela Plambeck Emirates em divulgar todos os dados que permitirão às autoridades guineenses inteirarem-se do montante de investimento, fora do retorno, o qual será utilizado para o investimento», refere uma fonte das negociações em curso.


O primeiro cálculo entre a Guiné-Bissau e a sociedade dos Emirados Árabes Unidos, Plambeck Emirates Global Renewable Energy L.L.C, com base no potencial estimado, mostra grandes oportunidades futuras que podem gerar até 2 mil novos postos de emprego, com um investimento adicional esperado, que poderá ultrapassar o valor de 1 milhão de euros, equivalente a cerca de 700 milhões de Francos Cfa.


De referir que Plambeck Emirates já iniciou os trabalhos preliminares, os quais assentam na análise da situação actual da pesca no país, por meio dos dados publicados, devendo continuar com esta mesma avaliação durante o período de captura.


Das actividades de investimento planeadas figuram, nomeadamente, o apoio aos Grupos de Pescadores e as Associações de Pesca Artesanal com unidades e infra-estruturas respectivas de produção para conservação, processamento e venda do pescado.


Além de abastecimento de peixes ao mercado nacional e internacional, perspectiva-se ainda, à luz do acordo, um mercado global de peixes e seus derivados.


E é neste quadro que vai ser formada uma equipa de funcionários do Ministério das Pescas no domínio da aquacultura e piscicultura, formação de profissionais no domínio de pesca, de processamento e venda dos produtos de pesca, apoio a criação de um Instituto de Desenvolvimento da Pesca, sua funcionalidade e operação, bem como do sistema de Monitorização, Controle e Fiscalização da Actividade de Pesca na ZEE da Guiné-Bissau.


Uma nota a ressalvar é que as negociações com Plambeck Emirates Global Renewable Energy L.L.C decorrem numa altura em que o Governo guineense irá reunir em Bruxelas, entre 14 e 16 de Novembro, com a União Europeia, para a assinatura de mais um acordo pesqueiro para o próximo ano.


A Uniao Europeia pagou, pelo menos, 7 milhões de euros, em 2010, para que os seus navios de pesca tenham acesso às águas territoriais guineenses. Este montante pode variar, conforme as negociações previstas.


Lassana Cassamá

CPLP contra excessiva politização da assistência à Guiné Bissau

Nova Iorque - O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Ismael Gaspar Martins, afirmou na quinta-feira, em Nova Iorque, que a escassez de recursos financeiros e a excessiva politização da assistência necessária à Guiné-Bissau têm influenciado negativamente a dinâmica do processo de estabilização deste país.

Falando em nome da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada a análise da situação na Guiné Bissau, o embaixador apelou à compreensão dos parceiros internacionais e bilaterais sobre a necessidade da mobilização de recursos adicionais que contribuam para o êxito do processo.

A CPLP saudou a decisão do Governo da Guiné Bissau de depositar 200 mil dólares para o fundo de pensões, apesar das conhecidas limitações financeiras do país, e que será seguido de outra contribuição de 300 mil dólares até ao final de 2011, criando condições para a efectiva constituição do fundo de pensões, condição imperativa para o sucesso de desmobilização e reforma das Forças Armadas bissau-guineenses.

"Como demonstrado na recente Cimeira de Luanda, a CPLP está comprometida com a implementação efectiva do roteiro, incluindo a operacionalização do fundo de pensões para os membros das Forças Armadas e da Polícia que forem reformados. No entanto, a operacionalização deste fundo está condicionada ao financiamento por parte de outros parceiros do processo de estabilização da Guiné-Bissau", frisou Ismael Martins.

De acordo com o Embaixador angolano, a contribuição técnica, material e financeira disponibilizada pela CPLP e a CEDEAO e, no plano bilateral, pela República de Angola e demais Estados membros da CPLP, são exemplos a seguir sobre como se deveria aplicar o princípio da solidariedade e cooperação internacional.

Admitiu que a Guiné-Bissau enfrenta desafios em vários domínios, como a necessidade de subordinar o poder militar às autoridades civis e a desmobilização e renovação das forças armadas, assim como o combate à impunidade e ao tráfico de drogas.

Reconheceu haver progressos nestes domínios nos últimos meses, tendo encorajado o Governo guineense a intensificar os seus esforços com vista à estabilidade e o desenvolvimento do país.

"A CPLP considera fundamental nos processos de estabilização política e reconciliação nacional a complementaridade entre as dimensões de paz e segurança, a recuperação económica e o primado do direito", concluiu.

Durante a reunião, presidida por Portugal, o representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, informou que o país regista avanços na estabilidade política, mas ressaltou a importância da rápida operacionalização do fundo de pensões e reforma da justiça.

Por seu turno, a ministra da Economia, do Plano e da Integração Regional, Helena Nosoline Embalo, solicitou um maior apoio da comunidade internacional, deixando as hesitações de lado quando tiver que contribuir.

Rádio Estatal na Guiné Bissau em situação deplorável

Primeiro-ministro Carlos Gomes Junior foi convidado a visitar as instalações e inteirar-se dos problemas junto aos trabalhadores

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes-Júnior

De mal a pior, assim vai a rádio pública guineense, criada a 36 anos – disse o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores. Aliu Seide, que já foi Director da rádio difusão nacional, convidou o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, a visitar a RDN, sedeada nas instalações do Estado-maior da Armada guineense, de forma a constatar a real situação que os funcionários estão submetidos.

Recentemente, ainda que se estava na época chuvosa, a RDN não operou durante algum tempo, apenas emitindo a partir do seu centro em Nhacra, há alguns km de Bissau, tudo porque as instalações onde funciona foram inundadas, provocando o curto-circuito que atingiu os materiais técnicos. Na altura, os trabalhadores exigiram a melhoria de condições de funcionamento, evitando maiores riscos de vida. E a respeito, pouco se fez para ultrapassar a situação, adicionada, por outro lado, as constantes interrupções, ora porque não há combustível para sustentar o grupo gerador, ou porque o próprio grupo gerador é que apresenta avarias. Alias, todos os centros emissores regionais estão paralisados, salvo o de Nhacra, graças ao acordo com a Rádio Difusão Portuguesa.


Enquanto o panorama técnico operacional apresenta sinais deploráveis, a nível do pessoal, a rádio Difusão Nacional oferece um outro cenário preocupante, conforme o Sindicato de Base. É que os trabalhadores estagiários encontram-se há 1 ano e quatro meses sem subsídio. E, perante o facto, escolheu-se, entretanto, esta sexta-feira, como um dia de solidariedade para com esta categoria de trabalhadores da RDN. Um evento que vai ocorrer durante duas horas, a frente das instalações da própria Rádio. De referir ainda que Governo é o maior devedor da RDN.


Ainda não há uma reacção sobre estas declarações, mas uma fonte da direcção da RDN revelou-nos que o Governo pondera esta possibilidade nos próximos dias. Governo que, recordo, através da Ministra de Comunicação Social, tinha registado estas preocupações, durante uma reunião geral com os funcionários, sem que ainda haja algum sinal de alívio.

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Rádio Nacional funciona sem condições logísticas

Bissau – O Presidente do Sindicato de base da Radiodifusão Nacional (RDN), descreveu a situação em que se encontra actualmente a estação estatal guineense como precariedade patrimonial, material e financeira, jamais vista ao longo dos 36 anos de existência.

Aliu Seidi falou no início desta, semana em conferência de imprensa, onde sublinhou que, neste momento, a RDN não dispõe de uma casa própria e funciona em instalações degradadas, património do Estado-maior da Marinha Nacional.


«A RDN funciona num edifício com cobertura e tecto danificados, o que permite a penetração das chuvas nos estúdios e nas cabines de locução», descreveu Aliu Seidi.


De acordo com este responsável sindical, acontece várias vezes o corte da comunicação entre os diversos serviços, devido ao volume de infiltrações acumuladas no interior do edifício.


Para ultrapassar esta realidade, Aliu Seidi disse ter feito vários contactos junto do Governo, o que não produziu ainda nenhum efeito.
Neste encontro com a imprensa o Presidente do Sindicato de Base da RDN reconheceu que as emissoras privadas e até as rádios comunitárias na Guiné-Bissau funcionam em melhores condições do que a RDN.


Como consequência da situação da precariedade em que se encontra a RDN, Aliu Seidi disse que as águas das chuvas têm atingido arquivos sonoros, nomeadamente as bobines dos arquivo gravados que remontam ao período da época colonial e da luta armada de libertação nacional.


«Sofremos danos irreparáveis em algumas destes materiais», referiu o Presidente do Sindicato de Base da RDN, acrescentando que também os fios eléctricos, os microfones e outros materiais provocam choques eléctricos, acabando por se transformarem num perigo para os trabalhadores de serviço.


Aliu Seidi explicou, por outro lado que, desde o incêndio ocorrido há um mês, a RDN ficou reduzida a apenas um Estúdio. A partir dessa data não se pode copiar nem difundir «registos magnéticos», ou seja, é uma «rádio sem som».


No que diz respeito às remunerações, Aliu Seide revelou que o Governo contraiu uma dívida com os trabalhadores, desde 1997, cujo título no valor de 35 milhões de Francos CFA não foi pago até esta data, assim como os subsídios dos trabalhadores, referentes ao período das Eleições Legislativas de 2005 e 2008, estimados em cerca de 10 milhões de Francos CFA.


«Apesar dos esforços do Sindicato de Base que incluem o encontro entre os trabalhadores da RDN e a Ministra da Comunicação Social, nenhuma melhoria se vislumbrou no horizonte», concluiu Aliu Seide.
O sindicalista não teve dúvida de que a RDN está mal posicionada e que a sua situação vai piorando.


Para se actualizar Aliu Seidi convidou o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, a visitar as instalações da emissora pública e constatar as condições em que os seus profissionais exercem.
Entretanto o sindicato agendou para esta sexta-feira, 4 de Novembro, um dia de solidariedade para os os trabalhadores em regime de estágios, que não recebem os seus subsídios há 16 meses.


«Dada a gravidade desta situação, o Comité Sindical de base agendou para esta sexta-feira um dia de solidariedade para com a referida classe de profissionais da comunicação social», lê-se no comunicado de imprensa a que a PNN teve acesso.


O encontro irá decorrer em frente das instalações da RDN, localizada no terminal da Avenida Domingos Ramos, entre as 9 e as 11 horas, seguido de uma declaração à imprensa.


Sumba Nansil