Domingo, 9 de Outubro de 2011

Em Biombo o turista já pode assistir às cerimónias sagradas da etnia Papel

Bissau, 09 set (Lusa) -- Na região de Biombo, norte da Guiné-Bissau, a partir de agora o turista pode passear no campo, andar de caiaque e assistir às cerimónias ancestrais sagradas da etnia Papel, desde que respeite o simbolismo das coisas da população.

A iniciativa ocorre no âmbito do projeto Turismo Socialmente Responsável (TSR), desenvolvido pela organização não governamental guineense Artissal, em parceria com o Instituto Marquês do Valle Flor, com os apoios financeiros da União Europeia e do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).

A ideia, segundo Mariana Ferreira, da Artissal, é levar o turista a visitar a região de Biombo, conhecer os costumes ancestrais, adquirir os produtos confecionados na região, e ainda desfrutar da natureza daquela zona, sem no entanto, ofender os costumes e os valores do povo Papel.

Angola derrota Guiné-Bissau 2-0 e está apurada para o CAN

Lito Vidigal levou Palancas Negras ao CAN (foto ASF)

O que parecia milagre transformou-se em realidade. Angola venceu na Guiné-Bissau por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Uganda, em casa, frente ao Quénia, garantindo dessa forma a presença na fase final do Campeonato Africano das Nações, que se realiza em 2012 no Gabão e Guiné Equatorial.


A missão de Angola era tremendamente difícil, mas os Palancas Negras começaram cedo a fazer o seu papel, com Manucho a marcar o primeiro da tarde logo aos oito minutos.


Seguiu-se uma forte pressão da Guiné-Bissau, mas os angolanos conseguiram resistir e ampliaram a vantagem aos 70 minutos, com Mateus a aproveitar um excelente passe de Djalma Campos.


No final do jogo houve sofrimento, até que chegou a mais aguardada de todas as notícias...para os Angolanos, o Uganda empatou mesmo e Angola segue em frente.

Sábado, 8 de Outubro de 2011

CPLP - Guiné-Bissau apresenta grandes problemas de segurnça alimentares

Lisboa -- A Guiné-Bissau é dos países da CPLP que apresenta grandes problemas no que se refere à segurança alimentar, sobretudo pela fragilidade das suas instituições públicas, disse um responsável da Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento (ACTUAR), ONG que tem sede em Coimbra.

    "A Guiné-Bissau é um país muito problemático (no âmbito da segurança alimentar), porque tem uma fragilidade por parte do seu Estado e das suas instituições públicas", disse o responsável da ACTUAR, João Pinto. 

    João Pinto falou à Agência Lusa à margem do colóquio internacional "Políticas e Cooperação para a Soberania Alimentar na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", que se realizou na sexta-feira, em Lisboa.

    Para Carlos Rui Ribeiro, representante da Rede da Sociedade Civil para a Segurança Alimentar e Nutricional da Guiné-Bissau (RESSAN), um dos grandes problemas da Guiné-Bissau é a "extrema dependência do país da produção de castanha de caju", o que leva à importação de parte dos alimentos, sobretudo o arroz, base da alimentação dos guineenses, para além da instabilidade política no país. 

    João Pinto referiu ainda que, entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), São Tomé e Príncipe é o único membro que ainda não tem uma estratégia nacional de segurança alimentar, o que é preocupante.

    Maria Odete Aguiar, representante da Rede da Sociedade Civil para a Segurança Alimentar e Nutricional de São Tomé e Príncipe (RESCSAN), disse durante o colóquio que a RESCSAN tem promovido capacitação e informação de líderes comunitários nas zonas rurais, ajudando na melhoria das infraestruturas e na transformação dos produtos locais. 

    A responsável revelou ainda que "a modificação dos hábitos alimentares locais tem gerado, recentemente, a subnutrição em crianças são-tomenses."

    Em Moçambique, segundo Pedro Messias -- da Rede de Organizações para Soberania Alimentar de Moçambique/ROSA -, há quatro milhões de pessoas que sofrem com a insegurança alimentar, resultantes do conflito de terras, da falta de acesso ao crédito agrícola, do problema das infraestruturas e do acesso aos recursos naturais como a água. 

    Messias acredita que, apesar dos esforços do Governo nesta área, é ainda necessário "uma concertação das instituições públicas, da sociedade civil, do sector privado para se decidir onde, quando, como e o que se deve concentrar esforços" para garantir a segurança alimentar dos moçambicanos. 

    Para Belarmino Jelembi, da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), em Angola a agricultura familiar foi preterida em relação às grandes propriedades agro-industriais e o plano de segurança alimentar do Governo angolano, apesar das melhorias que produziu, continua com muitas falhas, sendo ainda o êxodo rural uma realidade no país. 

    Jelembi referiu que dados estatísticos de 2009 revelam que "36,6 por cento da população vive na pobreza extrema, sendo que 58,3 por cento destas pessoas estão a viver no campo". 

    As ONG presentes no colóquio em Lisboa entregaram, na quinta-feira, um documento ao secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, com sugestões para a estratégia regional de segurança alimentar da CPLP. 

    Entre as sugestões estão a inclusão de outros segmentos agro-alimentares a serem apoiados, como a pesca, a pecuária e o extrativismo; a garantia de um papel definido da sociedade civil neste plano, a introdução de um orçamento definido para a implementação dessa estratégia, e o reforço do papel da mulher como elemento fundamental neste contexto. 

    A estratégia para a segurança alimentar e nutricional da CPLP, coordenada pelo ministro da Agricultura de Angola, Afonso Pedro Canga, será apresentada a 18 de Outubro no Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, pelo governante angolano, que será acompanhado por Domingos Simões Pereira.

Futebol Treinador guineense convida público para "festa" deste sábado

Bissau – Norton de Matos, treinador da selecção da Guiné-Bissau, afirmou sexta-feira que os seus pupilos estão preparados para proporcionar bons momentos na partida frente aos Palancas Negras, pontuável para a quinta e última jornada do Grupo J de acesso ao CAN2012.

Fazendo o lançamento do desafio, a disputar-se no estádio Lino Correia, em Bissau, o seleccionador guineense disse que mesmo o jogo serva para preparar o encontro das eliminatórias para o Mundial2014 e será para vencer.

De acordo com o técnico português ao serviço da Guiné-Bissau, nenhuma equipa entra para perder, pelo que os anfitriões estão em prontidão para impedir os Palancas Negras de conseguirem os objectivos traçados nesta campanha.

Reconheceu que o seu plantel está menos pressionado que o adversário, que precisa de três pontos para manter o sonho de apuramento, já que só isso não bastará para garantir entrada à fase final do CAN2012.

Angola é segunda com nove pontos, contra três da Guiné-Bissau. Uganda comanda com dez e o Quénia possui sete. Só uma derrota ou empate dos ugandeses, em Kampala, apurará os angolanos ao Gabão e Guiné Equatorial, desde que ganhe igualmente em Bissau.

Futebol - Diminuem-se possibilidades de transmissão televisiva do jogo

Bissau - O jogo entre Guiné-Bissau e Angola, pontuável para a quinta e última jornada do Grupo J de apuramento ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2012, corre o risco de acontecer sem a transmissão televisiva em directo.

De acordo com o secretário-geral da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Simão Lucas da Rocha, que falava a propósito da transmissão do desafio, até agora tudo está em aberto, "porque a empresa portuguesa que manifestou interesse ainda se encontra na Europa".

Referiu que caso os técnicos e respectivos equipamentos cheguem sábado pela manhã ainda pode haver tempo para a montagem do material. Do contrário, ninguém está em condições de levar as imagens em directo do encontro.

"Até ao último contacto, sei que havia problemas de vistos para a deslocação dos profissionais de televisão lusa. Porém, até sábado de manhã tudo será definido se haverá ou não cobertura em tempo real da TV", concluiu, deixando outros esclarecimentos para o dia do desafio.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) vendeu os direitos de imagem e de transmissão televisiva à SportFive, que, por sua vez, tem a competência de renegociar com outras cadeias interessadas em provas organizadas pela instituição gestora do desporto-rei no continente africano.

Caso se confirme a ausência, Angola e demais países não terão a oportunidade de seguir o jogo, limitando-se às imagens sonoras de rádios e agências noticiosas, bem como outros meios electrónicos. Os Palancas Negras somam nove pontos, em segundo, a menos um do líder Uganda, adversário do Quénia, nesta jornada.

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

Cabo Verde - Senegal Airlines entra no mercado cabo-verdiano com cinco voos semanais

Praia - A companhia aérea Senegal Airlines começa hoje (quinta-feira) a operar em Cabo Verde através de cinco voos semanais,  permitindo também ligações à vizinha Guiné-Bissau, via Dacar. 

Num comunicado, a empresa senegalesa adianta que os voos serão efectuados às segundas, quartas e quintas-feiras, sábados e domingos, podendo ser aproveitada a ligação a Bissau às segundas, quartas e domingos. 

A companhia aérea senegalesa vai fazer concorrência à sua congénere cabo-verdiana, Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), que opera diariamente o mesmo voo, permitindo duas ligações quase todos os dias entre as duas capitais. 

No comunicado, a Senegal Airlines indica também que o voo entre Dacar e a Cidade da Praia permitirá também fazer ligações a 10 outros destinos da África Ocidental e Central - Abidjan (Côte d'Ivoire), Bamaco (Mali), Banjul (Gâmbia), Cotonou (Benim), Conacri (Guiné-Conakry), Douala (Camarões), Libreville (Gabão), Niamey (Níger) e Ouagadougou (Burquina Faso), além de Ziguinchor (sul do Senegal). 

A Senegal Airlines, que substituiu a falida Air Senegal, é fruto de uma parceria entre o Estado senegalês e o sector privado local, que envolve também o construtor aeronáutico europeu "Airbus", para a frota, e a companhia aérea Emirates, para a implementação operacional. 

A empresa foi criada em Janeiro deste ano e conta na sua frota com três aviões Airbus A-320, de última geração, e um ATR42-500.

Angola/Guiné Bissau - Embaixador Feliciano dos Santos apresenta credenciais

Bissau - O embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na Guiné Bissau, Feliciano António dos Santos, destacou hoje, o desejo do Executivo angolano em fortalecer e aprofundar as excelentes relações entre os dois países.

Falando na cerimónia de apresentação das cartas credenciais ao Presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, o embaixador Feliciano dos Santos lembrou que Angola presta ajuda ao povo guineense num espírito de solidariedade e irmandade.

Aproveitou a ocasião para transmitir ao Presidente guineense a sua disponibilidade em ajudar no trabalho da busca da estabilidade, tendo expressado a sua disponibilidade em acompanhar o processo de consolidação do futuro de paz e prosperidade do povo guineense.

Depois da acreditação, o diplomata angolano manteve uma audiência com o Presidente Malam Bacai Sanhá, durante a qual os dois interlocutores passaram em revista o estado de relações entre os dois países, destacando o reforço da cooperação nos mais variados domínios.

Assistiram à cerimónia o primeiro-secretário e o adido de imprensa da Missão Diplomática angolana, respectivamente Luís dos Santos e Rui Vasco, assim como alguns conselheiros do Presidente Malam Bacai Sanhá.

A saída da audiência, Feliciano dos Santos disse à imprensa que uma das prioridades do seu mandato é a reforma do sector de defesa e segurança, reconhecendo que sem estabilidade política e governativa não há investimentos nem desenvolvimento do país.

Horas antes da sua acreditação, Feliciano dos Santos foi recebido pelo novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Mamadu Djaló Pires, que expressou profundo reconhecimento ao engajamento do Presidente José Eduardo dos Santos na ajuda a Guiné Bissau.

Salientou que o apoio bilateral que Angola presta ao seu país tem sido fundamental, na estabilidade política e governativa, tendo manifestado total disponibilidade em prosseguir o trabalho de reforma do sector de defesa e segurança.

Por sua vez, o embaixador Feliciano dos Santos recordou a ajuda que a Guiné-Bissau prestou na altura em Angola estava numa situação difícil, em 1975, enfatizando que o seu país sabe o valor da solidariedade e da cooperação sul-sul.

Feliciano António dos Santos foi nomeado embaixador de Angola na Guiné-Bissau, em substituição do diplomata Brito António Sozinho, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a 2 de Junho de 2011.

Encontra-se na Guiné-Bissau desde 22 de Setembro último, dia em que entregou as cartas figuradas ao secretário de Estado da Cooperação Internacional, embaixador Lansana Turé.

A selecção nacional de futebol de Angola já está em Bissau, onde sábado defronta a congénere da Guiné Bissau

Bissau - A selecção nacional de futebol de Angola já está em  Bissau, onde sábado defronta a congénere da Guiné Bissau, em jogo da última ronda da fase de qualificação ao CAN2012.

À sua chegada, os Palancas Negras foram recebidos por mais de 300 adeptos angolanos.

Angola ocupa a segunda posição do grupo J com nove pontos, menos um que o Uganda no primeiro posto.

O jogo frente à Guiné Bissau, no sábado, é última possibilidade de qualificação de Angola ao Campeonato Africano das Nações em futebol, a decorrer em 2012 na Guiné Equatorial e Gabão.

Os angolanos precisam de vencer e esperar por um empate ou derrota do líder, que joga em casa com o Quénia (3º).

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Novos geradores garantem mais eletricidade na capital

Bissau, 06 out (Lusa) - A capital da Guiné-Bissau vai ter mais eletricidade com a entrada em funcionamento de três novos grupos eletrogéneos comprados pelo Governo, que vão produzir mais 3 megawatts de energia.

Os geradores comprados em Espanha, através de fundos internos da Guiné-Bissau, foram entregues pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, à direção da EAGB (Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau) e já estão a ser montados.

Fonte da empresa diz que dentro de uma semana entrarão em funcionamento dando assim mais potência à central elétrica de Bissau e consequentemente mais eletricidade à cidade.

NOS 50 ANOS DO INÍCIO DA GUERRA COLONIAL A LUTA DE LIBERTAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

NOS 50 ANOS DO INÍCIO DA GUERRA COLONIAL
A LUTA DE LIBERTAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU
Por Armando Teixeira
Barreiro

NOS 50 ANOS DO INÍCIO DA GUERRA COLONIAL<br>
A LUTA DE LIBERTAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU<br>
Por Armando Teixeira<br>
BarreiroA fundação na clandestinidade rigorosa do Movimento de Libertação da Guiné e Cabo Verde, em 18 de Setembro de 1956, foi o culminar de um processo de tomada de consciência nacionalista e revolucionária, por uma vanguarda política onde pontificava o líder carismático, dotado de natural simpatia, que congregou à sua volta muitos apoios e foi dos mais representativos chefes da guerrilha africana nos países de domínio colonial português - Amílcar Cabral.

NOS 50 ANOS DO INÍCIO DA GUERRA
COLONIAL

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O corpo do estudante Toni Bernardo da Silva,deve seguir para Bissau, na sexta-feira

O corpo do estudante Toni Bernardo da Silva, 27 anos, deve seguir para seu país de origem, Guiné-Bissau, na sexta-feira. De acordo com a UFMT, o Itamaraty deve fazer o pagamento da funerária escolhida, a Dom Bosco, em 48h (a partir de ontem).


A assessoria de relações internacionais da UFMT informou que está faltando apenas o documento de autorização para o enterro, o que é algo bastante simples.


O corpo de Toni deve ser recebido por seus familiares na próxima segunda-feira (10).


Toni Bernardo da Silva veio para o Brasil em intercâmbio universitário e foi assassinado no restaurante Rola Papo dia 22 de setembro. (DS)

Guiné-Bissau promove a sua economia

Mercado Bissau

Mercado Bissau

A convite do Presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) Guineense, Braima Camara, empresários Portugueses e Cabo Verdianos estiveram no país durante dois dias a prospectar potenciais áreas de investimento.

Na óptica de Braima Camara, a Guiné-Bissau oferece todas as condições para investidores estrangeiros se estabelecerem no seu território. Nesse âmbito, este responsável destaca que foi recentemente adoptado o novo código de investimentos, menciona igualmente facilidades de câmbio, assim como a superação dos objectivos da Guiné-Bissau na produção da castanha de caju.

Ao evocar esses dois dias de contactos com empresários estrangeiros, o Presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços Guineense destaca também o interesse que o sector agrícola da Guiné-Bissau pode representar para Cabo Verde, país que importa produtos da América Latina. Nesse quadro, Braima Camara refere que em breve deverá deslocar-se a Cabo Verde uma importante delegação Guineense no intuito de promover os produtos do seu país.

A empresa portuguesa de consultadoria, gestão e fiscalização de obras de engenharia civil. Ripórtico abre na Guiné-Bissau

A empresa portuguesa Ripórtico, de consultadoria, gestão e fiscalização de obras de engenharia civil, vai instalar-se na Guiné-Bissau em breve.


Ricardo Campos, representante da Ripórtico, disse à Lusa que a empresa entendeu que "estão reunidas todas as condições" para que empresas portuguesas e de outros países do espaço lusófono invistam na Guiné-Bissau, país que, considerou, oferece várias oportunidades de negócio.


"Existem aqui na Guiné-Bissau praias paradisíacas, lugares maravilhosos para os turistas virem visitar, há condições para a indústria da madeira, da construção civil, porque o país precisa de infra-estruturas, portanto faz todo o sentido que as empresas portuguesas e outras do restante espaço da lusofonia venham investir na Guiné-Bissau", disse Ricardo Campos.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Carlos Gomes Júnior apela à «reflexão» Governo reage aos rumores de protesto contra a visita de Ban Ki-moon à Guiné-Bissau

Bissau - O Primeiro-ministro reagiu, esta segunda-feira, 3 de Outubro, com indignação, às informações segundo as quais os partidos da oposição democrática estariam a planear uma marcha de protesto no dia em que o secretário-geral da Nações Unidas, Ban Ki-moon, estará de visita ao país.

Em declarações exclusivas à PNN no Aeroporto Internacional «Osvaldo Vieira», depois da sua participação no debate da Assembleia-geral das Nações Unidas, que teve lugar em Nova Iorque, Carlos Gomes Júnior apelou aos políticos da Guiné-Bissau a fazerem uma reflexão.


O Primeiro-ministro referiu que a visita de Ban Ki-moon deverá ocorrer ainda antes do final do ano.


«Infelizmente, esta visita estava marcada para este ano mas, quando regressei de Portugal, fui confrontado com a informação de que os partidos da oposição estariam a preparar uma marcha contra a visita do Secretário-geral da ONU à Guiné-Bissau», lamentou.


Sobre a questão da reforma em curso nos sectores de Defesa e Segurança, o Chefe do Governo reconheceu que o país não pode conduzir sozinho este processo, tendo solicitado o apoio da comunidade internacional, em particular do Secretário-geral das Nações Unidas.


Neste sentido, o Primeiro-ministro mencionou que se encontra disponibilizado o dinheiro para o processo de reforma.


«É do nosso interesse, quando as pessoas vão para reforma, que tenham alguma dignidade e que recebam as suas pensões», referiu Chefe do Governo.


No que diz respeito à sua participação na reunião da Assembleia-geral das Nações Unidas, Carlos Gomes Júnior disse ter mantido vários encontros com Presidentes e Primeiros-ministros de vários países, e fez um balanço positivo.


Sumba Nansil

Próxima assembleia das cooperativas de língua portuguesa na Guiné Bissau

Luanda – A Organização das Cooperativas dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP) deliberou realizar a segunda assembleia-geral instituição da em 2012, na República da Guiné Bissau, referiu  em Luanda, um dos membros da associação.

Em declarações à Angop, o vice-presidente da Unaca-Confederação, Albano da Silva Lussati salientou que a referida decisão foi tomada segunda-feira no encerramento da primeira assembleia do organismo, na qual  foram igualmente aprovados os documentos analisados e discutidos no encontro.

Albano Lussati referiu que o projecto de alteração dos estatutos da OCPLP foi aprovado com emendas e estipula como cota mínima, a pagar pelos filiados, 10 mil euros por ano, contra os anteriores USD 100.

Esclareceu que a emenda visa permitir que certos filiados possam pagar uma jóia anual de acordo as suas possibilidades, em função de manifestarem indisponibilidade financeira para cumprir com cota anual de 10 mil euros, a excepção de Angola, Brasil e Portugal.

Acrescentou que os perto de 20 delegados presentes na assembleia aprovaram também a proposta sobre o projecto de construção de uma escola internacional do movimento cooperativo em Angola, assim como as recomendações do 9º Encontro da organização, realizada em 2010, em Porto Alegre (Brasil).

Após a assembleia, hoje os delegados visitam a Cidade do Kilamba e outros projectos de impacto social do Executivo e regressam quarta-feira para os seus respectivos países.

A 7 de Outubro de 2010, a assembleia-geral da OCPLP elegeu a Unaca-Confederação de Angola ao cargo de vogal de direcção da instituição, durante o nono encontro cooperativo, realizado em Porto Alegre (Brasil).  

A OCPLP assume-se como organização internacional para o desenvolvimento e tem como objectivos o intercâmbio e partilha de projectos económicos e sociais e o incremento de parcerias para o fomento cooperativo.

Guiné convoca Bacar e Eridson

QUALIFICAÇÃO CAN 2012

2011/10/08, 15:00,

Guiné-Bissau Vs Angola

A selecção da Guiné Bissau convocou Bacar e Eridson, jogadores do Paços de Ferreira, para o jogo com Angola, agendado para o próximo sábado, da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas - CAN 2012.

O Paços de Ferreira prepara a recepção ao Desportivo de Chaves, referente à terceira eliminatória da Taça de Portugal, e os dois jogadores falharam o treino desta terça-feira.

É provável que Bacar e Eridson se juntem aos trabalhos dos pacenses na próxima segunda-feira.

Destaque, também, para a ausência de Josué, que está ao serviço da selecção portuguesa Sub-21.

O técnico Luís Miguel também não contou com os lesionados Cícero, Fábio Faria, Reinaldo Lobo, Nuno Santos e William.

Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

Autoridade reguladora preocupada com violência verbal na imprensa

Bissau - O Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) da Guiné-Bissau diz estar preocupado com o nível de "violência verbal" a que se assiste nos órgãos de comunicação social guineenses, sobretudo, nas rádios.

A preocupação foi manifestada hoje (segunda-feira) à Agencia Lusa pelo vice-presidente do CNCS (autoridade reguladora), Ricardo Semedo, no âmbito das comemorações do 20.º aniversário da criação da entidade adstrita ao Parlamento guineense.

"Enquanto entidade criada por lei para regular o normal funcionamento da comunicação social no país, estamos bastante preocupados com o nível da violência verbal a que se assiste nos últimos tempos nos órgãos de comunicação social", disse Ricardo Semedo.

"Não há qualquer impedimento do princípio da liberdade de imprensa no país. Hoje em dia o uso e o acesso aos órgãos de comunicação social, tanto público como privado, é ilimitado, toda gente pode falar, mas a violência que se vê é preocupante", notou o vice-presidente do Conselho Nacional de Comunicação Social.

De acordo com Ricardo Semedo, os órgãos de comunicação social deviam "analisar bem o que se passa" no país e levar em conta que a ética e a deontologia lhes impõem o cumprimento de regras rígidas sobre o exercício da profissão.

Sublunou não tratar-se trata de qualquer pretensão de sugerir a censura ou a auto-censura aos órgãos, mas também os profissionais devem ter em conta que o seu papel não é veicular mensagens que possam incitar à desordem pública ou mesmo ao caos na sociedade", defendeu Ricardo Semedo.

Fazendo um balanço dos 20 anos da criação do Conselho, Ricardo Semedo referiu que foram obtidos "ganhos importantes" a começar pela pluralidade de informação e exercício livre de expressão, tanto no debate político, como no dia a dia dos cidadãos.

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Primeiros semáforos do país atraem curiosidade e confusão no trânsito da capital

A capital da Guiné-Bissau recebeu os seus primeiros semáforos, mas em vez de se tornarem instrumentos para melhorar o trânsito automóvel, na realidade causam curiosidade e confusão no tráfego.

Em regime experimental há uma semana, os semáforos, colocados no âmbito da melhoria da via rodoviária  da principal avenida da capital guineense, causam curiosidade tal que muitas pessoas passam alguns minutos junto aos postes onde se encontram as luzes só para verem o piscar automático das cores vermelha, amarela e verde.

O problema é decifrar a informação que é dada por cada cor, pois, às vezes, acende o vermelho e lá estão alguns condutores a acelerar para passar, justamente na altura em que os peões, que também desconhecem a ordem dada pelas luzes, tentam atravessar a avenida

O que tem salvado essas situações é que tudo é feito sem pressas. As gargalhadas, tanto dos condutores como dos transeuntes, têm sido regra para acalmar essas hilariantes situações frequentes nos cruzamentos onde existem os semáforos.

Um elemento da direção dos serviços de Viação e Transportes Terrestres disse à Lusa que grande parte dos motoristas “nunca conduziu um carro numa estrada com semáforos”, daí a confusão na estrada.

A Polícia de Trânsito também se vê aflita para tentar regular as complicações na via. Às vezes também os agentes se enganam com a informação que transmitem aos utentes da via.

“Estava a luz vermelha acesa no semáforo e manda-me avançar um agente do trânsito. Não obedeci porque ele estava errado”, contou Alfa Djaló, um taxista que trabalha na avenida Combatente da Liberdade da Pátria.

A confusão dos agentes do trânsito não se fica apenas nos semáforos, também ela é notada na sinalização, pois agora a estrada que liga o mercado do Bandim ao aeroporto de Bissau, numa extensão de cerca de oito quilómetros, possuí sinais e travessias para os peões.

“Noutro dia por pouco não atropelei uma velhota que estava a atravessar a avenida. Dizia ela que os jovens, que ali se encontravam nos postes dos semáforos, mandaram-na passar, dizendo que o semáforo, que estava verde, era para as pessoas atravessarem”, relatou um jornalista da Rádio Nacional.

José Monteiro, um analista guineense, recomenda uma sensibilização à população sobre a forma de atravessar a via mas também propõe uma “ação urgente” de reciclagem aos agentes do trânsito.

Seja como for, a novidade continua. Já se fala em Bissau que algumas pessoas do interior viajam para a capital do país de propósito para verem os primeiros semáforos do país.

Aristides Pereira: Guiné-Bissau distingue ex-Presidente com a Medalha Amílcar Cabral


A Guiné-Bissau atribuiu ao primeiro Presidente cabo-verdiano, Aristides Pereira, a título póstumo, a Medalha de Ouro Amílcar Cabral, a mais alta condecoração do Estado guineense.

A medalha foi entregue terça-feira à tarde à família de Aristides Pereira, falecido há cerca de uma semana em Portugal, pelo chefe de Estado guineense, Malam Bacai Sanhá, que esteve presente na Cidade da Praia nas cerimónias fúnebres oficiais de Aristides Pereira, à frente de uma vasta delegação.


Em declarações aos jornalistas, Bacai Sanhá, que privou com Aristides Pereira desde o início da luta armada contra o regime colonial português (1963/74), disse estar "muito triste" com o desaparecimento físico do antigo líder do então Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).


"É muito difícil despedir-me. Cria consternação, cria tristeza. Mas deixa a certeza de que saberemos ter coragem para continuar a obra que deixou", afirmou Bacai Sanhá, visivelmente emocionado.
"Lembro-me de muitos momentos, sobretudo na altura da morte de Amílcar Cabral (Janeiro de 1973), quando muita gente não acreditava que Aristides Pereira seria capaz de tomar conta do partido. E tomou", concluiu o chefe de Estado guineense, que se escusou a comentar se Amílcar Cabral teria "brilhado" sem a ajuda de Aristides Pereira.


Henrique Rosa, ex-presidente interino da Guiné-Bissau (2003/2005), também presente na cerimónia, defendeu, em declarações à Agência Lusa, que se não fosse Aristides Pereira a tomar as rédeas da luta de libertação do jugo colonial português, "seria difícil" alcançar as metas a que o PAIGC se propunha.


"Após o assassinato de Amílcar Cabral, não fosse estar à frente do partido, do PAIGC, um homem com a determinação, coragem, humildade, diálogo, com uma capacidade muito grande de juntar as pessoas, teria sido muito difícil a continuação da luta de libertação para ter as consequências que teve", sustentou.


"Naqueles momentos, que foram muito conturbados, havia que, de facto, ter uma presença e uma grandeza e um reconhecimento de todos para que se conseguisse acalmar os ânimos naqueles tempos, que estavam muito conturbados", acrescentou.


Sobre a morte de Aristides Pereira, o antigo chefe de Estado interino guineense considerou-a "indesejável".


"Se há certezas na vida, a morte é uma delas. Esta é daquelas certezas indesejáveis, porque, todos nós, embora saibamos que mais tarde ou mais cedo terá de acontecer, nunca a aceitamos. Mas ficam os exemplos de um homem que foi muito humilde, muito discreto, que por detrás daquela fragilidade que apresentava encerrava dentro muita coragem e muita determinação", concluiu.

Cabo Verde - Guiné-Bissau abre consulado geral e perspectiva embaixada para breve

  Cidade da Praia - A Guiné-Bissau abriu um consulado geral na Cidade da Praia, onde perspectiva, para breve, abrir também a embaixada, para servir os cerca de oito mil guineenses que residem em Cabo Verde, noticiou à Lusa, citando uma fonte oficial.

        Segundo o secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Fernando Dias, que presidiu à cerimónia, os dois países estão a acelerar os mecanismos para que a dinâmica criada nos últimos dois anos que permita a instalação recíproca de embaixadas em Bissau e na Cidade da Praia, não havendo ainda prazos concretos definidos.

        Questionado pela Lusa sobre o processo de legalização dos cerca de oito mil guineenses residentes em Cabo Verde, Fernando Dias, referiu que o período extraordinário definido com esse fim pelo Governo cabo-verdiano vai ser retomado, criadas que estão as condições para o concretizar.

        O Consulado Geral da Guiné-Bissau é chefiado por Cândido Barbosa, que desempenhou idênticas funções em Lisboa ao longo de quase duas décadas.

        Leonel Sambé, presidente da Associação dos Guineenses em Cabo Verde, regozijando-se com a concretização de uma aspiração que já vem desde 1992, salientou, porém, que o trabalho "ainda agora começou", garantindo que há ainda um "longo caminho a percorrer" para a resolução de alguns dos "graves problemas" que afectam a comunidade guineense no arquipélago.

       Entre eles está o da legalização dos guineenses em Cabo Verde, cujos números oficiais apontam para 5500, embora Fernando Dias e Leonel Sambé tenham referido 8000 , "cujo processo esteve algum tempo parado" devido tal como disse o governante guineense, "questões burocráticas".

       No entanto, a recente vinda do Primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, à Cidade da Praia, para a cerimónia de tomada de posse do novo presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, a 9 de Setembro último, permitiu dar um "avanço significativo" a todo o processo num encontro com o homólogo José Maria Neves.

       Na cerimónia participou também a ministra das Comunidades de Cabo Verde, Fernanda Fernandes, que considerou a abertura do Consulado Geral um "acto histórico" para os dois países, desejando que a integração dos guineenses no arquipélago, "já em si bastante boa", possa ficar
definitivamente concluída.

        A cerimónia esteve inicialmente prevista para 24 de Setembro, dia da declaração unilateral da independência da Guiné-Bissau (1973), mas a morte, dois dias antes, e as respectivas cerimónias fúnebres do primeiro presidente de Cabo Verde, Aristides Pereira, obrigaram ao adiamento para hoje (sábado).

       Presentes estiveram também o presidente da Câmara da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva, o embaixador da Guiné-Bissau em Dacar e na Cidade da Praia, Mário Cabral, e a cônsul de Portugal, Raquel Chantre, além de diversas outras individualidades guineenses e cabo-verdianas.

Carlos Gomes e Ban Ki-moon planificaram reformas sociais

Secretário-geral das Nações Unidas

O secretário-geral da  Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes, discutiram, quinta-feira, na cidade de Nova Iorque,  a aplicação dum plano de manutenção da paz e de reformas sociais e políticas naquele país da África Ocidental.


Durante a reunião com o primeiro-ministro Carlos Gomes, Ban Ki-moon reconheceu os esforços do governo de Bissau para instaurar o Plano Prioritário de Manutenção da Paz e para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).


“O secretário-geral saudou igualmente as decisões do governo de garantir a paz, a segurança, a estabilidade e a boa governação na Guiné-Bissau”, declarou um alto funcionário das Nações Unidas, Yves Sorokobi. O funcionário da ONU indicou que as discussões abrangeram igualmente os esforços de reforma nos sectores da defesa, da segurança e da justiça e a luta contra o tráfico de drogas na Guiné-Bissau.

Mulher do fugitivo norte-americano capturado em Portugal falou à SIC

Numa entrevista exclusiva, a mulher de Jorge Santos confessa que sabia do assalto e do homicídio, no início da década de 60. Recordou como conheceu o homem com quem se casou na Guiné Bissau.

Descreve Jorge Santos, ou George Wright, a identidade norte-americana, como um bom pai e marido. Conta os detalhes dos últimos 30 anos de vida ao lado do fugitivo.

Sábado, 1 de Outubro de 2011

Memorando com CEDEAO em Outubro, diz CPLP

0,3564718b-9c8a-48b9-bc5d-dfc0b10aa02e O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, disse hoje em Brasília que há «todas as condições» para que o memorando de entendimento para a Guiné-Bissau seja assinado com a CEDEAO durante o mês de outubro.

«Como não foi possível assiná-lo em Nova Iorque em setembro, há um compromisso para que não passe de outubro», disse à Agência Lusa o responsável. «Acho que há plenas condições para isso», completou.

O memorando de entendimento é negociado entre CPLP, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e governo da Guiné-bissau. O documento deverá estabelecer participações concretas e servirá para a coordenação do programa para a superação da crise política e o reforço da segurança no país africano.

Lusa

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Presidente da República adverte Ministro do Interior

Bissau – O Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, aconselhou o Ministro do Interior sobre a necessidade de pôr ordem e disciplina na via pública.

A chamada de atenção do chefe do Estado guineense foi anunciada pelo próprio responsável máximo do Ministério do Interior, Fernando Gomes, num encontro, esta quinta-feira, 29 de Setembro, com corpo dos efectivos da Policia de Transito em Bissau, no âmbito de um périplo que ele fez nas unidades de polícias na capital.


Neste encontro, o titular da pasta do Interior, determinou que, daqui para a frente, a ordem vai prevalecer nas vias públicas.


«Ontem, o Presidente da República chamou-me a atenção no aeroporto, dizendo que era necessário pôr ordem nas estradas. Eu também aproveito esta oportunidade para vos alertar», referiu Fernando Gomes.


O governante sublinhou que, se esta norma for violada, será necessário tomar medidas contra os infractores.


Sobre os agentes da polícia que se aproveitam de certas situações para extorquir bens aos condutores sem orientações dos seus superiores hierárquicos, Fernando Gomes determinou o fim desta prática.


Dirigindo-se aos condutores que infringem as leis, ordenou a aplicação de medidas severas, de forma a manter ordem e disciplina na via pública.


Sobre a circulação de viaturas sem as chapas de matrículas, Fernando Gomes disse também que passará a ser proibida: «Se viatura do Presidente da Republica é dotada de uma chapa de matrícula, os restantes cidadãos terão que seguir o exemplo.


Nesta conformidade, ele destacou que, nos próximos dias, vai ser determinado o tempo limite através de um despacho, para que as pessoas nesta situação possam legalizar-se, em termos de aquisição de matrículas para suas viaturas.


Quanto à questão de patrulha, este responsável reconheceu a falta de meios de transporte que os agentes do Ministério do Interior têm enfrentado no combate à criminalidade. Contudo, disse acreditar que esta situação venha a ser resolvida.


A nível do seu gabinete, Fernando Gomes avisou que os casos de intriga serão devidamente denunciados por si mesmo, por forma a evitar especulações e informações erradas na instituição.
Neste encontro ele falou sobre a reforma em curso no sector de segurança, bem como a necessidade de dignificação dos agentes da polícia.


Durante a conversa, o novo titular da pasta do Interior revelou que, aquando da visita do Vice-presidente da África do Sul à Guiné-Bissau, tinha observado um agente da polícia sentado quando a comitiva passava em Bissau.


A mesma ocasião serviu ainda para visitar a Brigada da Policia de Intervenção Rápida, onde constatou a situação que esta corporação enfrenta, destacando igualmente o empenho de todos.


Em relação ao alegado envolvimento de alguns elementos desta unidade nas burlas, subornos e actos de detenção arbitrárias sem conhecimento dos superiores hierárquicos, Fernando Gomes determinou o fim desta prática, anunciando castigos para os violadores das normas.


Recentemente nomeado para Ministro do Interior, Fernando Gomes tem pela frente a questão dos excedentários nas reformas da administração pública, falta de fardamento e viaturas, bem como as infra-estruturas degradadas por todas as esquadras e espalhadas a nível nacional.


Sumba Nansil

(A saga continua) António Indjai fala sobre ameaça por parte dos balantas

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Bissau – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai, disse à Comunicação Social que a sua missão não é servir os balantas mas sim os guineenses.

«Eu estou à frente das Forças Armadas para servir os guineenses e não os balantas», referiu António Indjai, na última edição do jornal militar guineense, «O Defensor», 13ª edição, de 28 de Setembro.

A publicação cita várias revelações sobre a situação nos quartéis da Guiné-Bissau, como rumores de destituição do Presidente da República e do Governo através de um golpe militar.


O jornal adianta que esta conjuntura obrigou à deslocação do Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai, entre 8 e 12 de Setembro, às unidades militares da capital, com objectivo de esclarecer a mensagem que circula nos quartéis, que alega que o chefe máximo das Forças Armadas teria recebido, das mãos do Primeiro-ministro, dinheiro para o manter no poder.


De acordo com o jornal, António Indjai terá sido ameaçado, a 5 de Setembro, por um indivíduo numa cerimónia fúnebre, que alegadamente se dirigiu para ele interrogando-o: «você é António Indjai? Quando chegou ao poder, nós pensávamos que iria descansar os balantas mas afinal vai virar-lhes as costas. Mas a sua vez chegará».


Sobre estas ameaças, conforme descreveu o jornal, António
Indjai terá respondido dizendo que até podem matá-lo mas não adiantará de nada pois não fará o que pedem.


Foram publicadas ainda muitas revelações sobre os rumores que circulam nos quartéis, acerca de certos elementos das Forças Armadas, que estarão alegadamente a planear destabilizar novamente a Guiné-Bissau, o que culminaria com o afastamento do Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior do poder.


Sobre esta intenção, prossegue o jornal, António Indjai informou os militares, aquando da sua digressão aos quartéis no início de Setembro, que constitucionalmente ele não tem competência para destituir o Presidente da República e o Governo, como pretendem os que desejam chegar ao poder por esta via.


«A destituição das figuras públicas ou de qualquer outro membro do Governo pelos militares é um golpe de Estado» referiu António Indjai.
Neste sentido, o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas reafirmou que, por meio de armas, a conduta das Forças Armadas seria, mais uma vez, posta em causa.


«Os camaradas devem ficar quietos nos quartéis de forma a evitarem perturbações, para que o Estado possa criar condições de atender às preocupações de classe castrense», referiu António Indjai.
Sem citar nomes, António Indjai terá ameaçado transferir os militares envolvidos na tentativa de golpe de Estado para a unidade de Guarda Fronteiriça, advertindo que, qualquer desobediência neste sentido dará origem ao cancelamento do vencimento.


Nestas revelações, pela primeira vez na história da classe castrense, citou-se  igualmente o assunto das reformas nas Forças  Armadas,fomento de sentimento tribal, assim como o tão falado golpe de Estado.


Sobre este ultimo aspecto, José Américo Bubo Na Tchuto, chefe do Estado Maior da Armada, declarou que a sua unidade não tem intenções contrárias como tem sido dito. «O passado é passado», referiu.


Neste sentido, ele solicitou a António Indjai que, sempre que tiver alguma informação que lhe diga respeito, o convoque para falarem do
assunto.


Sumba Nansil

Detidos quatro guineenses em Espanha numa operação contra tráfico de pessoas

Málaga - Quatro cidadãos da Guiné-Bissau e um do Sudão foram detidos durante uma operação da Polícia Nacional espanhola que permitiu desarticular uma rede de tráfico de pessoas na região de Málaga, noticia hoje (quinta-feira) a LUSA.

A operação, dada a conhecer hoje pela Polícia Nacional, decorreu no dia 23 de Setembro de 2011 quando os agentes interceptaram a 60 milhas náuticas da costa de Melilla uma embarcação de borracha com 44 pessoas. 

A embarcação foi resgatada e transferida para o porto de Málaga onde os agentes e equipas médicas esperavam para ajudar os ocupantes. 

Depois das investigações iniciais acabaram por ser identificadas e detidas cinco pessoas pertencentes a uma rede especializada de tráfico de pessoas.

Cada um dos detidos tinha funções específicas na rede, como captar pessoas nos países de origem, cobrar o custo da passagem ou ensinar os ilegais sobre o que tinham que dizer caso fossem interceptados pelas autoridades. 

Depois de ouvidos por um juiz de instrução, dois dos detidos ficaram na prisão e os restantes foram transferidos para o Centro de Internamento de Estrangeiros.

Brasil: Universitários Repudiam Morte Violenta de Bissau-Guineense

Cerca de 100 pessoas se reuniram na sexta-feira (23) para protestar contra a violência e por justiça no caso do assassinato de Toni Bernardo da Silva, 27, ex-estudante de Ciências Econômicas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e oriundo de Guiné-Bissau. O protesto, realizado em frente à pizzaria de Cuiabá em que Toni foi espancado até à morte, foi organizado pelo grupo de estudantes africanos que participam do intercâmbio oferecido pelo governo brasileiro a jovens de países africanos lusófonos.

Amigos e colegas de faculdade de Toni acenderam velas em frente ao local d crime. Foto de Lucas Ninno (usada com permissão).

Amigos e colegas de faculdade de Toni acenderam velas em frente ao local do crime. Foto de Lucas Ninno (usada com permissão).

De acordo com a Polícia Civil, o estudante  chegou a pizzaria por volta das 23h da última quinta-feira. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores do restaurante. Em uma das mesas, o universitário esbarrou em uma mulher. O namorado dela, o empresário de 27 anos, e os dois Polícias Militares (PMs) que estavam à paisana no local, retiraram à força o universitário do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés. Laudo médico aponta que a morte foi causada por rompimento da traqueia, provocado por um forte golpe desferido por pessoa que pratica artes marciais. Os suspeitos foram autuados em flagrante e vão responder na Justiça pelo crime de homicídio. Em depoimento, eles disseram que apenas imobilizaram o rapaz.

O crime indignou a comunidade acadêmica, que está organizando um protesto exigindo justiça e mais segurança para os estudantes. Em 2010 o Global Voices reportou sobre um outro caso de agressão contra uma estudante da Guiné Bissau.

Foto de Deivison Almeida (usada com permissão).

Foto de Deivison Almeida (usada com permissão).

A UFMT emitiu uma nota lamentando o ocorrido e entrou em contato com o Ministério da Educação e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que desenvolvem o programa, e com a Polícia Federal, para as providências. Toni era bolsista na universidade e deveria se graduar no fim deste ano no curso de economia, no qual havia entrado em 2006. Porém, segundo a assessoria da instituição, ele havia sido desligado do curso:

Em 2010, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação apoiou o então aluno e tentou auxiliá-lo para resolução de seus problemas acadêmicos e pessoais, que geraram o abandono dos estudos e a reprovação. Foi prestada assistência e oferecido acompanhamento psicológico ao estudante, por meio da Coordenação de Assistência e Benefícios (Cabes), sem a sua adesão satisfatória. Consequentemente, o desligamento ocorreu em fevereiro de 2011, conforme as exigências estabelecidas pelo Convênio PEC-G/MEC/MRE, entre as quais o abandono dos estudos e a reprovação.

Segundo a estudante Catende Malan Domingos, de 23 anos, que também participa do programa internacional, Toni havia abandonado os estudos por desânimo ou por alguma doença. Já a polícia afirma que o bissau-guineense era usuário de drogas e possuía quatro passagens por furto. Desde fevereiro sua família, que já foi avisada do caso e aguarda liberação do corpo, mandava dinheiro para que ele sobrevivesse enquanto ele procurava emprego. O rapaz deixou uma ex-namorada brasileira que está grávida dele.

“A maior ameaça é o silêncio”

Dono do blog Jornalismo Liberto, o estudante de jornalismo Adoniram Magalhães produziu uma análise que sintetiza como foi a cobertura do caso pela mídia local: descriminatória e confusa:

Estudantes acendem velas em luto pelo colega. Foto de Deivison Almeida (usada com permissão).

Estudantes acendem velas em luto pelo colega. Foto de Deivison Almeida (usada com permissão).

(…) alguns veículos publicaram e ainda publicam o fato de uma forma estranha, parecem até que estão procurando justificativa para o fato, desvirtuando o foco da morte de um ser humano que poderia ser brasileiro, africano ou iraquiano.

O fotógrafo Lucas Ninno, em seu blog, publicou uma entrevista áudio que fez a um estudante de Cabo Verde em Cuiabá, amigo de Toni, mostrando uma “versão que a mídia não mostra” sobre o caso.

Um email que circula na internet falando sobre o clima de medo que se instaurou entre os estudantes africanos bolsistas na UFMT, para quem “a maior ameaça é a do silêncio”, pede:

que a Universidade (UFMT) [tome] alguma atitude no sentido de os representar, bem como ao jovem assassinado, pressionando a justiça brasileira a não permitir que o caso [seja] (mais uma vez) abafado e que os culpados recebesse a punição merecida. Fizeram uma passeata a pedir Paz. A polícia não deve estar confortável com esta atitude. Há indícios de que a polícia esteja a tentar silenciar as testemunhas e a fazer contra-informação. A polícia ronda o bairro escuro e pobre onde a maioria destes estudantes moram. Por alguma razão estes jovens não se estão a sentir mais seguros com isso.

E termina:

                      O jovem Toni Bernando. (Foto de arquivo pessoal)

Se ninguém mais no mundo souber do que se está a passar ali o que será que lhes pode acontecer mais? O medo instalou-se. A História conta-nos que o medo é inimigo da razão, da sensatez. Quantos não são os casos de escaladas de violência nas ruas que começaram exactamente assim?

Enquanto o processo não entra na justiça, restam as condolências oficiais. O ministro brasileiro das Relações Exteriores Antonio de Aguiar Patriota apresentou pessoalmente seu pedido de desculpas ao Embaixador Adelino Mano Queta, Chanceler em exercício e futuro Ministro da Justiça de Guiné-Bissau, em nome do Governo brasileiro, pela violência cometida contra o jovem. Os chefes de estado estão em Nova York por conta da 66ª reunião anual da ONU.

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

Governo estuda capacidade do país no sector das pescas

Bissau -- O Governo da Guiné-Bissau está a estudar a real capacidade do país no sector das pescas, que contribui em 40 por cento para o Orçamento Geral do Estado guineense.

De acordo com Henrique Silva, director geral do CIPA (Centro de Investigação Pesqueira Aplicada), o Governo contratou um navio científico da Mauritânia, que durante 30 dias irá analisar em pormenor a capacidade da Guiné-Bissau em termos de biomassa. 

"A campanha será feita em duas fases. Numa primeira fase, será feito um estudo sobre os recursos do fundo (peixe e camarão) e na segunda fase uma análise aos recursos de superfície (cavala, sardinha e outras espécies). É muito importante sabermos a quantidade dessa biomassa no sentido de podermos planear a nossa política pesqueira", assinalou Henrique Silva.

Segundo aquele responsável, apesar de a Guiné-Bissau se poder considerar  um país com uma boa quantidade de recursos do mar, as autoridades têm a preocupação de adotar medidas para prevenir o esgotamento rápido dos recursos.

"Considera-se que os nossos recursos haliêuticos constituem o nosso ouro negro, mas como qualquer recurso natural é esgotável, temos que ter sempre a preocupação de saber quanto temos e onde estão esses recursos", defendeu o diretor geral do CIPA.

Estudos semelhantes realizados há dois anos com especialistas espanhóis apontavam para uma disponibilidade de captura de cerca de 100 mil toneladas por ano.

"Há dois anos, fez-se uma campanha idêntica com os espanhóis, mas é salutar fazer-se todos os anos, se possível em duas estações do ano que nós temos, época das chuvas e época da seca, isto permite ao país fazer melhor o seu plano de gestão da pesca.

A Guiné-Bissau tem um acordo de pesca multilateral com a União Europeia, ao abrigo do qual os "27" podem pescar nas águas guineenses, embora neste momento apenas Portugal, Espanha, Franca e Itália estejam a pescar na Zona Económica Exclusiva (ZEE) guineense, com o Senegal, China (Conapemac, companhia privada) e em fase de negociações com armadores da Federação Russa.

Última homenagem a Aristides Perira

Praia - O corpo do primeiro Presidente da República de Cabo Verde, Aristides Pereira, foi  enterrado esta quarta-feira, na localidade de Fundo das Figueiras, sua terra natal na ilha da Boa Vista, numa cerimónia privada, conforme vontade expressa do antigo chefe de Estado.

As cerimónias fúnebres oficiais, organizadas pelo Estado cabo-verdiano, decorreram terça-feira,  na cidade da Praia, perante centenas de personalidades, em que se destacavam o actual  presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca; o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai  Sanhá; e os antigos presidentes cabo-verdiano, Pedro Pires, e bissau-guineense, Henrique Rosa.

O acto solene, decorrido numa das salas da Assembleia Nacional (Parlamento) que foi pequena para tantas personalidades, contou ainda com a presença de  membros dos Governos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, deputados e antigos combatentes dos dois países que com o finado lutaram juntos pela independência nas décadas de 60 e 70 do século XX.

O elogio fúnebre coube a Pedro Pires, que foi primeiro-ministro durante os primeiros 15 anos de independência de Cabo Verde, altura em que também Aristides Pereira esteve na chefia do Estado cabo-verdiano.

Pedro Pires, que deixou o cargo de presidente da República  a 09 de Setembro corrente, lembrou  o percurso militar e político de Aristides Pereira, sublinhado três momentos chave da vida do primeiro chefe de Estado cabo-verdiano.

O primeiro, destacou, foi quando, em 1962, o PAIGC decidiu caminhar para a luta armada contra o regime colonial português e necessitava de armamento, que as autoridades de Conakry, onde o movimento tinha a sua sede, recusavam desalfandegar, tendo inclusive mandado deter toda a direção do PAIGC, incluindo Aristides Pereira.

A situação só viria a ser desbloqueada com o regresso de Amílcar Cabral, que se encontrava ausente na altura, após uma intervenção junto do então Presidente guineense, Sekou Touré.

O segundo momento apontado por Pedro Pires foi o papel  desempenhado por Aristides Pereira,  então secretário-geral adjunto do PAIGC, durante a chamada “Operação Mar Verde”, realizada em Novembro de 1970 e liderada pelo então comandante português Alpoim Calvão.

Esta operação o propósito de derrubar Sekou Touré, matar Amílcar Cabral e resgatar os militares portugueses detidos em Conakry.

Graças à pronta reação das unidades do PAIGC que se encontrava na altura na capital
guineense, esta operação do Exército colonial redundou “num enorme fracasso militar e político”  para Portugal.

O terceiro momento aconteceu em Janeiro de 1973, na sequência do  assassinato de Amílcar  Cabral, então líder do movimento nacionalista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

Aristides Pereira foi então preso e torturado à bordo de uma embarcação controlada pelos
assassinos do líder do PAIGC, tendo sido libertado graças à intervenção de um navio da Marinha soviética.

Depois de um período de tratamento em Moscovo, Aristides Pereira assumiu a chefia do PAIGC  que conduziu a luta para as independências dos dois países.

Para o ex-Presidente cabo-verdiano, Aristides Pereira foi um “homem que esteve presente em todos os “momentos críticos” da vida do PAIGC” e um líder que cumpriu o seu papel e o seu  compromisso para com o país.

“Aristides Pereira cumpriu com os seus compromissos de honra e fez história. Que o pó que  cobre o seu corpo não deixe esquecer a memória”, foi o apelo vibrante feito por Pedro Pires ao concluir a leitura do seu texto de elogio fúnebre.

Por sua vez, o novo chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, lembrou o homem  que, após a independência, “a partir do nada, e quando ninguém acreditava, edificou a  administração cabo-verdiana e tornou o país viável”, fundando as bases para que o arquipélago pudesse evoluir política, económica e socialmente.

O novo Presidente cabo-verdiano elogiou também a forma como Aristides Pereira, após a derrota nas primeiras presidenciais, em 1991, se prontificou para avançar com a transição do regime de partido único vigente até 1990, dando rapidamente posse a um Governo da oposição, liderado por  Carlos Veiga, presidente do Movimento para a Democracia (MpD).

“Aristides Pereira deixa um legado de luta e de profundo compromisso com Cabo Verde”, declarou Jorge Carlos Fonseca.

Aristides Maria Pereira, de 87 anos de idade, faleceu quinta-feira passada em Portugal, onde se  encontrava desde o início de agosto para ser operado em Coimbra na sequência de uma fratura  no colo do fémur, agravada pela diabete.

Antigo embaixador na Guiné-Bissau conhecia George Wright e não sabia que ele era procurado

Wright reconheceu veracidade dos factos que constam do pedido de extradição - fonte judicial

Lisboa, 29 set (Lusa) - Um ex-embaixador dos EUA na Guiné-Bissau diz que conhecia o norte-americano detido na segunda-feira em Portugal ao fim de 41 anos em fuga, mas não sabia tratar-se de um fugitivo, noticia hoje a Associated Press.

O embaixador John Blacken, hoje reformado, diz George Wright vivia abertamente na Guiné-Bissau nos anos 90, sob o seu nome verdadeiro e que a embaixada não sabia tratar-se de um fugitivo.

Blacken acrescenta que a embaixada teria tomado uma atitude se soubesse que Wright tinha fugido da prisão e que era procurado pelo desvio de um avião comercial norte-americano para a Argélia em 1972.

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

CPLP e CEDEAO sem acordo sobre plano conjunto

Washington, 28 set (Lusa) -- A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Comunidade da África Ocidental (CEDEAO) vão continuar a negociar um acordo sobre a concretização do plano conjunto para a Guiné-Bissau, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela Agência Lusa.

De acordo com as mesmas fontes junto da ONU em Nova Iorque, esperava-se que o acordo pudesse ser fechado na reunião de segunda-feira do grupo de contacto para a Guiné-Bissau, que teve lugar em Nova Iorque, mas persistem divergências entre as duas organizações em relação ao conteúdo.

De acordo com uma fonte presente na reunião, a CEDEAO pretende ver registado "um papel de maior liderança" na aplicação do plano para a Guiné-Bissau, independentemente da realidade no terreno".

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

PM solicita ajuda de Estados Unidos e da UE para combater tráfico de droga

Nova Iorque, EUA - O primeiro-ministro bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior, convidou os Estados Unidos e a União Europeia (UE) a ajudar o seu país a proteger a sua fronteira marítima contra os traficantes de droga, anunciou hoje a Pana.

Falando no fim de semana em Nova Iorque durante o debate geral anual da 66ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Carlos Gomes Júnior afirmou que as operações cada vez mais poderosas e sofisticadas dos traficantes de droga e das organizações do crime organizado na região tornaram a supervisão das fronteiras praticamente impossível para um país que dispõe
de poucos recursos como a Guiné Bissau.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau afirmou que o seu Governo assinou igualmente uma série de acordos bilaterais com outros países sobre a questão.

No início do ano, o chefe do Gabinete de Reforço da Paz das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, disse no Conselho de Segurança das Nações Unidas que o tráfico de droga permanecia um dos fatores chave de promoção da instabilidade no país, cuja história política foi marcada por golpes de Estado e a má governação desde a declaração da sua independência em 1973.

Ansumane Mané, representante BAD Bissau, morreu no Senegal

O representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na Guiné-Bissau, Ansumane Mané, morreu hoje em Dakar, Senegal, vítima de doença, disse fonte da instituição à Agência Lusa.

Ansumane Mané, guineense, ocupou diversas pastas em antigos governos do país, como a dos Negócios Estrangeiros ou do Comércio.

Economista formado na antiga República Federal Alemã, era atualmente o representante do BAD em Bissau, onde há cerca de duas semanas presidiu a um encontro com responsáveis dos países africanos de expressão portuguesa para explicar os mecanismos de financiamento da instituição.

Lusa

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

O Guineense assassinado em Cuiabá deve ser trasladado para Guiné

O corpo do universitário Toni Bernardo da Silva, 27 anos, espancado até a morte, em Cuiabá, permanece no Instituto Médico Legal da capital deve ser trasladado para a Guiné Bissau, onde residem familiares. Hoje deve ser liberado por um representantes da Embaixada da Guiné-Bissau, país africano onde Toni nasceu, que deve se reunir, esta tarde, com o governador Silval Barbosa. A informação é do Midia News. É necessário trâmite especial para ser feita a liberação, uma vez que será levado para outro país, sendo obrigatório acionar a Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores.

Ele era um dos 16 estudantes africanos que fazem intercâmbio na UFMT Cuiabá e Rondonópolis. Os colegas prometem fazer uma manifestação de repúdio pelo assassinato.

Os acusados da morte do estudante Toni Bernardo foram autuados em flagrantes. Os policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos, foram para o presídio em Leverger.  O empresário Sérgio Marcelo da Silva Costa, 27 anos, está em uma unidade prisional de Cuiabá.

Conforme Só Notícias já informou, Toni chegou na pizzaria e estaria agitado, pedindo dinheiro para as pessoas. Ele teria ido a mesa onde estava Sergio e uma mulher, quando começou a confusão. Os policiais alegam que tentaram imobilizar Toni mas não conseguiram. A polícia investiga informação que os soldados seguraram Toni, Sérgio lhe espancou e o acadêmico também foi agredido pelos policiais. A corregedoria da PM acompanhou os depoimentos de ambos na Polícia Civil.

Toni, de acordo com a polícia, teve algumas passagens por furto e ameaça. Ele teria se envolvido com drogas. Não estava mais estudando na UFMT, desde o início do ano, porque havia reprovado.

Marrocos e Guiné-Bissau abrem linha aérea entre Casablanca e Bissau

Rabat- Os Governos marroquino e bissau-guineense decidiram hoje (segunda-feira), em Rabat, a abertura de uma ligação aérea entre Casablanca, capital económica de Marrocos, a Bissau (capital da Guiné-Bissau), informou a Agência Marroquina de Notícias (MAP).

Esta decisão foi tomada em conformidade com um acordo assinado entre o ministro marroquino do Equipamento e Transportes, Karim Ghellab, e o secretário de Estado bissau-guineense dos Transportes e Comunicações, José Carlos Esteves, indica a MAP.

Marrocos e a Guiné-Bissau mantêm excelentes relações políticas,  mas a vertente económica, nomeadamente, os intercâmbios comerciais bilaterais, está abaixo das expectativas dos dois países.

Secretário-geral da ONU planeia visita a Bissau

20100924071757mo Nações Unidas, Nova Iorque, 24 set (Lusa) -- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse hoje ao primeiro-ministro português que pretende ir "muito proximamente" à Guiné-Bissau, anunciou Pedro Passos Coelho.

"Pode ser extremamente importante para a resolução de alguns dos problemas com que o atual governo se está a defrontar", disse na conclusão da participação no debate anual da Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque.

Ban Ki-moon e Passos Coelho encontraram-se esta manhã na sede da ONU, em Nova Iorque, tendo o diplomata sul-coreano recentemente nomeado para um segundo mandato à frente da organização manifestado a intenção de se deslocar "muito proximamente" à Guiné-Bissau.

"A notícia da disponibilidade que ele próprio me transmitiu na reunião esta manhã é um sinal extremamente encorajador e positivo", adiantou.

Em particular, disse Passos Coelho, poderá apoiar "a resolução do problema do fundo de desmobilização militar, sem o qual não há um processo de paz efetivo na Guiné-Bissau".

Esta manhã, o primeiro ministro português encontrou-se também com o Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá.

Nos próximos dias terá lugar uma reunião do grupo de contacto para a Guiné-Bissau, junto das Nações Unidas.

Ban Ki-moon "expressou o apreço pelos esforços continuados para o processo de estabilização da Guiné-Bissau", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU.

Ban deixou ainda ao primeiro-ministro português elogios pela "contribuição para os esforços da ONU em Timor-Leste", adiantou.

A troca de impressões entre ambos os líderes incidiu ainda sobre dois dos dossiers mais quentes da atualidade diplomática internacional: o Médio Oriente e a situação no Norte de África.

Para hoje estava também previsto um encontro com o vice-Presidente de Angola, Fernando da Piedade dos Santos, mas este cancelou nos últimos dias a sua vinda a Nova Iorque.

PDF.

Lusa/Fim

O ministro de Relações Exteriores do Basil, Antonio Patriota pede ‘desculpas’ a Guiné-Bissau por morte de estudante

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, apresentou neste sábado (24) pedido formal de “desculpas” ao governo de Guiné-Bissau pela morte do estudante do país africano Toni Bernardo da Silva, de 27 anos, que foi espancado em frente a uma pizzaria de Cuiabá (MT) na última quinta (22).

“O Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, apresentou pessoalmente, hoje, em Nova York, ao embaixador Adelino Mano Queta, chanceler em exercício e futuro ministro da Justiça de Guiné-Bissau, em nome do governo brasileiro, pedido de desculpas pela violência cometida contra o estudante bissauense, e informou que as responsabilidades pelo crime serão devidamente apuradas”, informou o Itamaraty, em nota.

Segundo a Polícia Civil, dois policiais militares, ambos de 24 anos, e um empresário que é filho de um delegado aposentado, de 27 anos, são suspeitos de espancar o universitário africano até a morte. Toni Bernardo era bolsista de um programa de intercâmbio do governo federal e estudava economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O governo brasileiro lamenta profundamente a morte do estudante Toni Bernardo da Silva, natural de Guiné-Bissau, ocorrida em 22 de setembro, em Cuiabá, no Mato Grosso. O estudante veio ao Brasil como bolsista de programa de intercâmbio oferecido pelo governo brasileiro a jovens de vários países africanos”, diz a nota do Itamaraty.

Crime
De acordo com a Polícia Civil, Toni Bernardo da Silva chegou a uma pizzaria por volta das 23h da última quinta-feira. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores do restaurante. Em uma das mesas, o universitário esbarrou em uma mulher. O namorado dela, o empresário de 27 anos, e os dois PMs que estavam à paisana no local, retiraram à força o universitário do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés.

Os suspeitos foram autuados em flagrante e vão responder na Justiça pelo crime de homicídio. Na manhã desta sexta-feira (23) eles prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na presença do representante da Corregedoria da Polícia Militar. Em depoimento, eles disseram que apenas imobilizaram o rapaz.

Ato
Nesta sexta, um grupo composto por cerca de 100 estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou protesto em repúdio à violência em frente à pizzaria em que o estudante de economia foi espancado até a morte.

Demonstrando indignação com o homicídio, os manifestantes pediram que o bar fosse fechado e que os clientes do estabelecimento deixassem o local em memória do colega. Alguns estudantes acenderam velas no local. O ato de repúdio foi monitorado por policiais militares e equipes da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam).

Sábado, 24 de Setembro de 2011

APÓS 38 ANOS - Presidente afirma-se orgulhoso do país

O Presidente da República  afirma-se orgulhoso do país, 38 anos depois da declaração de independência, e destaca a "estabilidade quase total" e harmonia que se viveu nos últimos dois anos.

A Guiné-Bissau comemora hoje os 38 anos da declaração de independência com uma cerimónia na Assembleia Nacional Popular, pretexto para Malam Bacai Sanhá fazer um balanço positivo deste período.

"Foram 38 anos interessantes, cheios de história, de festas, de trabalho, de realizações, e também de amargura. Chegámos até ao ponto de pegarmos em armas uns contra os outros", afirmou aos jornalistas.

O país, lembra, chegou à independência após uma luta armada de libertação. E depois "não tivemos capacidade para resolver os problemas que tínhamos de resolver na altura", diz, considerando que os conflitos decorreram daí.

Ainda assim sente-se orgulhoso e satisfeito, ainda que tivessem havido "recuos", ainda que houvesse "alguma incapacidade em atingir determinados objetivos". E di-lo como combatente da libertação, como participante no processo de libertação do país, como dirigente desde a independência. "Se há alguém para julgar é o Malam Bacai".

O Presidente prefere salientar os dois últimos anos de paz, a Bissau que se está a tornar "numa grande cidade" da sub-região, a ambição de "desbloquear as regiões" do interior, o programa das reformas que está em curso.

Com o governo, diz, tem as relações "que são exigidas". Admite que "pode haver momentos em que há certo desentendimento", algo "normal num processo de desenvolvimento", mas garante que "não há nada que se tenha passado, que se esteja a passar, fora da normalidade" e que há "sintonia" com o primeiro-ministro.

"Sintonia" ainda que o primeiro-ministro tenha dito que o líder líbio Muammar Kadhafi seria "bem vindo" se quisesse pedir asilo à Guiné-Bissau e a presidência se tenha demarcado da posição do governo.

Questionado sobre o assunto Malam Bacai Sanhá apenas disse que há um Estado reconhecido, que é a Líbia, com quem o país tem relações e que nada mudou. "Se hoje há um conflito a nosso ver isso não nos deve levar a pensar que acabou o Estado líbio. O conflito que se vive hoje é para corrigir o passado, para dar passos que possam fazer o povo líbio viver em paz".

E depois: "O nosso reconhecimento ao Estado líbio mantem-se e as nossas relações com quem está no poder na Líbia serão desenvolvidas na medida do possível".

Chegado recentemente do Senegal, onde foi fazer exames médicos, o que levou mais uma vez a população a especular sobre o real estado de saúde do Presidente, Malam Bacai Sanhá diz acreditar que estará em condições de dirigir o país "e que nada acontecerá".

Mas sempre vai dizendo: "E se acontecer há regras estabelecidas constitucionalmente".

Vários oficiais-generais prontos para a reforma, incluindo CEMA, diz PR da Guiné-Bissau

Bissau, 23 set (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, garantiu hoje que "a estabilidade veio para ficar" no país e revelou que vários oficiais-generais estão prontos para se reformarem, incluindo o chefe do Estado Maior da Armada, Bubo Na Tchuto.

Num encontro com a imprensa hoje em Bissau, a propósito dos 38 anos de independência do país, que se comemoram sábado, Malam Bacai Sanhá disse que "não passam de rumores" as notícias que têm saído sobre ser o chefe do Estado Maior da Armada contra a reforma na defesa que está em curso.

A Guiné-Bissau está a preparar uma reforma das forças de segurança e defesa, que implica a passagem à reforma de militares, sendo para isso necessário dinheiro. Organizações como a CPLP ou a ONU, entre outras, já disseram que iam contribuir

Brasil inaugura primeiro centro gratuito de Internet, em Bissau

Bissau, 23 set (Lusa) -- A embaixada do Brasil na Guiné-Bissau inaugurou  na capital do país um centro com 16 computadores para disponibilizar acesso gratuito à Internet, estando projetada a abertura de mais dois centos idênticos em breve.

A partir de hoje, explicou o embaixador do Brasil, Jorge Kadri, o centro disponibiliza Internet gratuita, durante a manhã, para os cerca de 800 alunos do Curso de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira, e durante a tarde para a população em geral.

O primeiro acesso à Internet situa-se dentro do Centro Cultural Brasileiro, na capital, e o segundo será inaugurado até ao final do ano e situa-se no Centro de Formação Profissional Brasil-Guiné-Bissau, num dos bairros da capital. O terceiro centro só deve entrar em funcionamento no próximo ano e ficará em João Landim, a pouco mais de uma dúzia de quilómetros de Bissau.

Estudante de Guiné-Bissau é morto a socos e pontapés em Mato GrossoPM's Brasil - Dois policiais militares e um empresário foram indiciados

 
Dois PM são acusados de ajudar empresário a espancar estudante Toni (dest.) até a morte

O estudante Toni Bernardo da Silva, 27, foi morto a pancadas, na noite de quinta-feira (22) na pizzaria Rola Papo, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Toni é natural de Guiné Bissau, país na costa ocidental da África, e fazia intercâmbio no Brasil. Cursava Letras na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).


Logo após o crime, a Polícia Militar prendeu o empresário Sérgio Marcelo da Silva, 27, e os policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos. Os três são acusados de terem espancado o estudante até a morte.


Sérgio tentou fugir do local, mas foi localizado pela PM. Ele alegou que iria se dirigir até o Pronto-Socorro, para buscar atendimento.
Segundo informações da PM, a briga começou quando o estudante se aproximou da esposa do empresário, identificada como Cláudia Rocha, e pediu R$ 10. A mulher teria negado o dinheiro e o estudante a teria puxado pelo braço, exigido o dinheiro.


Nesse momento, o empresário teria começado a agredir o jovem, os policiais Higor e Wesley entraram na briga. Eles não estavam em horáro de serviço. Higor está na PM há três anos e passou no último concurso para o Curso de Formação de Oficiais (CFO).

"Matando jacaré a socos"

Testemunhas revelaram que o estudante levou muitos chutes e socos na cabeça, caiu no chão e continuou a ser agredido pelo trio. Um policial militar que atendeu a ocorrência disse que as cenas foram fortes, havia muito sangue no local. "Parecia que estavam matando jacaré a socos", revelou o policial militar.


Devido às pancadas que recebeu, Toni teve traumatismo craniano e morreu no local. Há informações, não confirmadas, de que o jovem seria usuário de entorpecentes.


Atualmente, 19 estudantes africanos fazem intercâmbio na UFMT, 17 estudam no campus de Cuiabá e 2 em Rondonópolis. A maioria deles faz o curso de Letras.


O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa.

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Cerimónias fúnebres de Aristides Pereira marcadas para a próxima segunda-feira em Cabo Verde

As cerimónias fúnebres de Aristides Pereira, o primeiro Presidente de Cabo Verde, que faleceu hoje em Portugal, terão lugar na Assembleia Nacional na próxima segunda-feira, disse hoje o porta-voz do Conselho de Ministros cabo-verdiano.

Citado pela Inforpress, Rui Semedo, também ministro dos Assuntos Parlamentares,  referiu que, a pedido de Aristides Pereira, e mediante o consentimento da  família, o corpo será sepultado no dia seguinte, 27, na sua terra natal,  a ilha da Boavista, com honras de Estado.

O porta-voz do Conselho de Ministros, que hoje se reuniu extraordinariamente  para tratar dos procedimentos relativos às cerimónias fúnebres do primeiro  Presidente da República de Cabo Verde, adiantou que estas estão a ser preparadas  em articulação com todos os órgãos da soberania.

Rui Semedo indicou que o ministro das relações Exteriores (MIREX) cabo-verdiano,  Jorge Borges, vai deslocar-se a Lisboa para acompanhar o corpo de Aristides  Pereira, que será trasladado para a cidade da Praia possivelmente no mesmo  dia.

Em relação à morte de Aristides Pereira, numa altura em que os presidentes  da República e da Assembleia Nacional, bem como o primeiro-ministro, estão  ausentes do país, Rui Semedo disse que todos os titulares estão devida e  legalmente substituídos e que não haverá vazio no país.

Por outro lado, o Governo cabo-verdiano, acrescentou, decretou luto  nacional por um período de cinco dias, a partir de hoje, para render a "merecida  homenagem" a Aristides Maria Pereira.

O primeiro Presidente da República de Cabo Verde faleceu hoje nos Hospitais  da Universidade de Coimbra (HUC). Aristides Pereira, de 87 anos, estava  em Portugal desde início de agosto, tendo sido operado em Coimbra na sequência  de uma fratura no colo do fémur, agravada pela condição de diabético.

Afastado da vida política há mais de 20 anos, Aristides Pereira já tinha  sido internado em setembro de 2010 nos HUC devido a uma fratura idêntica.

Lusa

Fodé Cassama adverte políticos

Bissau – O Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Fodé Cassama, esta quarta-feira, fez uma advertência aos políticos para não instrumentalizarem os militares para alcançarem o poder.

Por ocasião do «Rali di Cidadania», inserido no conjunto de actividades comemorativas do Dia Internacional da Paz, Cassama pediu aos militares que denunciem os políticos que recorram a meios ilícitos para atingirem os seus objectivos.


Sob o patrocínio do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) as jornadas comemorativas têm envolvido militares, paramilitares e representantes de partidos políticos e da comunidade Internacional

Morreu Aristides Pereira, primeiro Presidente de Cabo Verde (1924-2011) com Videos

Aristides Pereira, primeiro Presidente da República de Cabo Verde, estava afastado da vida política há mais de 20 anos

Aristides Pereira morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde estava internado desde agosto na sequência de uma fratura do colo do fémur. Tinha 87 anos.Aristides Pereira, primeiro Presidente da República de Cabo Verde, estava afastado da vida política há mais de 20 anos

O primeiro Presidente da República de Cabo Verde Aristides Pereira morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), avançou à Lusa a ministra da Saúde daquele país, Cristina Fontes Lima. Estava afastado da vida política há mais de 20 anos.

Considerando a morte de Aristides Pereira como "uma perda maior para a nação cabo-verdiana", a ministra adiantou que o Governo está a preparar as cerimónias fúnebres "para garantir as exéquias nacionais com a dignidade que o Presidente da Republica merece", que deverão ser anunciadas nas próximas horas.

"Claro que consideramos que é uma perda maior para a nação cabo-verdiana", afirmou, acrescentando que "o Governo de Cabo Verde inclina-se perante a memória de Aristides Maria Pereira que, desde de sempre e ao lado de Amílcar Cabral, conduziria estas ilhas à independência nacional".

Aristides Pereira, de 87 anos, estava em Portugal desde o dia 3 de agosto, tendo sido operado em Coimbra na sequência de uma fratura do colo do fémur, após uma queda, situaçáo agravada pela condição de diabético.

Em setembro de 2010 já tinha sido internado nos HUC devido a uma fratura idêntica, do lado direito, tendo-lhe sido colocada uma prótese.

Co-fundador do PAIGC

O primeiro presidente cabo-verdiano começou a sua vida profissional a trabalhar como radiotelegrafista, onde chegou a chefe dos serviços de Telecomunicações, na Guiné-Bissau.

A partir dos anos 40, Aristides Pereira envolveu-se na luta pela independência de Cabo Verde. Juntamente com Amílcar Cabral, fundou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1956, assumindo o cargo de secretário-geral, em 1973.

Com a conquista da independência, em 1975, Aristides Pereira tornou-se o Presidente da república de Cabo Verde.

Em 1981, o PAIGC cabo-verdiano mudou de nome, passando a designar-se Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV). Aristides Pereira permaneceu na Presidência da República até 1991.

Em 1991, e após eleições democráticas, Aristides Pereira perdeu para António Mascarenhas Monteiro. 

 

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

ONU celebra Dia Internacional da Paz a ouvir preocupações dos jovens guineenses

Bissau - O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau reuniu-se hoje, Dia Internacional da Paz, com líderes das associações dos jovens guineenses de quem pretende ouvir as suas preocupações sobre os caminhos para a paz no país, anunciou a Lusa. 

  No discurso de abertura do encontro na sede das Nações Unidas em Bissau, Joseph Mutaboba apelou aos jovens guineenses para terem um papel "muito mais activo na defesa da democracia e do Estado de direito" no país. 

   O representante do secretário-geral das Nações Unidas quer ainda que os jovens guineenses sejam "mais interventivos no combate à impunidade e na implementação das grandes reformas em curso" na Guiné-Bissau.  

Mutaboba referia-se às reformas no setor da Defesa e Segurança e da administração pública. 

   "Os jovens guineenses sempre tiveram um papel activo nos debates e causas nacionais e esse hábito deve continuar e ser reforçado. Façam com que a vossa voz seja ouvida e atuem de forma positiva para contribuir para a mudança da imagem do vosso país", disse Joseph Mutaboba. 

   O jovem Vladimir Quadé, representante do Conselho Nacional da Juventude (CNJ, plataforma das organizações da juventude) disse que vai aproveitar a reunião com Joseph Mutaboba para transmitir a visão dos jovens guineenses sobre o processo da consolidação da paz na Guiné-Bissau. 

  O encontro entre o representante do secretário-geral da ONU e os líderes associativos da juventude ocorre no âmbito das auscultações dos diferentes setores da sociedade guineense promovidas pela comissão organizadora da conferência nacional "Caminhos para a consolidação da paz e desenvolvimento", que deve ter lugar na Guiné-Bissau em 2012. 

    Também no âmbito do Dia Internacional da Paz, a rede de crianças e jovens jornalistas produziu um jornal de parede que se encontra afixado na entrada do edifício das Nações Unidas em Bissau. 

  Num dos cartazes desenhados ou escritos pelos jovens da rede dos jornalistas pode-se ler que a paz pode significar: progresso, amor e zelo.

Guiné vai ter fundo de 10 milhões para PME

OJE/Lusa

A Guiné-Bissau vai ter em breve um Fundo de promoção de pequenas e médias indústrias de transformação (FUNPI), dotado já com uma verba superior a sete mil milhões de francos CFA (10,6 milhões de euros).


Os estatutos do FUNPI foram hoje apresentados em Bissau pela Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau e a verba já disponível provém de uma taxa criada pelo governo sobre o caju, principal produto de exportação do país.


Em Abril o governo instituiu uma taxa de 50 francos CFA (0,07 cêntimos) por cada quilo de caju exportado, com a qual muitos empresários não concordaram mas que teve o aval da Câmara de Comércio. A taxa, justificou o executivo, destina-se a melhorar a fileira do caju e a fomentar acções empresariais.


Hoje, o presidente da Câmara de Comércio, Braima Camará, explicou que o dinheiro resultante dessa taxa está em quatro bancos e totaliza 7,5 mil milhões de francos.


O FUNPI "pode ser um instrumento útil para o aumento da competitividade do país" e através dele a pequena e média indústria pode assegurar "a geração de valor acrescentando" no caju, que actualmente é praticamente todo exportado em bruto.


Na área do caju, acrescentou, a industrialização e a investigação são lentas e há necessidade também de regular "o espaço dos intervenientes principais".


A Guiné-Bissau exportou este ano 174 mil toneladas de caju, um recorde do principal produto do país que rendeu cerca de 156 milhões de euros.

Presidente da República defende a continuidade do processo de reformas

Bissau – O Presidente da República Malam Bacai Sanhá defendeu, esta segunda-feira, 19 de Setembro, a necessidade fundamental de responder às prioridades estabelecidas pelo Governo, no processo de reformas em curso nas áreas de Defesa, Segurança e Administração Pública.

O Chefe de Estado afirmou, na cerimónia de tomada de posse de novos membros do Governo, que estas reformas são indispensáveis para a construção e a consolidação da paz e estabilidade, rumo ao desenvolvimento socioeconómico.


Por outro lado, Malam Bacai Sanhá referiu que cada remodelação governamental é portadora de novas expectativas junto do povo guineense, que anseia por melhores condições de vida resultantes de um clima de paz, justiça e estabilidade na Guiné-Bissau.


«Espero que esta remodelação possa trazer mais-valias no desempenho de cada acção governativa, com o objectivo de cumprir o programa do Governo», sublinhou o Presidente da República.


Estiveram ausentes, em missão de serviço, quatro membros do Governo, nomeadamente Mamadu Saliu Djalo Pires, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Adelino Mano Queta, Ministro da Justiça, Botche Candé, Ministro do Comercio e Tomás Gomes Barbosa, Secretário de Estado das Pescas.


Sumba Nansil

FMI revê em alta crescimento económico para 5,3 por cento

Bissau, 20 set (Lusa) -- O FMI prevê um crescimento económico do PIB (Produto Interno Bruto) da Guiné-Bissau, em 2011, de 5,3 por cento, reavaliando em alta em mais de um ponto percentual a avaliação que fizera há seis meses.

A previsão foi hoje avançada em Bissau, no final de uma missão ao país, que começou dia 08, a terceira no quadro do Instrumento de Crédito Alargado (ECF, um apoio do FMI para países com poucos recursos).

A próxima missão do FMI à Guiné-Bissau será em dezembro, altura em que a instituição deverá desembolsar para o país mais 3.658 milhões de dólares (2.673 milhões de euros).

Éder rejeita a Guiné-Bissau para jogar por Portugal

O avançado da Académica Éder, de 23 anos, recusou uma convocatória da Guiné-Bissau porque “tem o sonho de vir a representar a selecção portuguesa”.

O segundo melhor marcador da Liga portuguesa de futebol, com quatro golos, está a ser seguido por vários clubes estrangeiros e a imprensa britânica adianta que o Tottenham pode avançar com uma proposta de 2,5 milhões de euros pelo jogador que está no último ano de contrato com a Académica.


Em declarações à rádio Renascença Hélder Fontes, treinador adjunto da selecção guineense, afirmou que Éder foi convocado, mas pediu um tempo.

“Já fizemos o nosso trabalho, tendo em conta a qualidade que o Éder tem decidimos convocá-lo, mas o Éder teve uma atitude muito humana e muito responsável, explicando que tem o sonho, até pela idade que tem, de vir a representar a selecção portuguesa.

Continuamos a apostar nele, a tentar que no futuro ele represente a selecção da Guiné, mas ele pediu-nos para ter paciência, aguentar um bocadinho”, afirmou Hélder Fontes.

Militares da Marinha Nacional envolvidos em confrontos com a segurança do Presidente da República

Bissau – Cerca de cinco militares do Estado-maior da Marinha Nacional estiveram envolvidos, esta segunda-feira, 19 de Setembro, em confrontos violentos com armas brancas, com elementos da segurança do Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

A notícia foi avançada à PNN por uma fonte com acesso a informações da Presidência da República, que relatou a recusa de um dos elementos da marinha do «Welbonh», em abandonar a residência pertencente aos efectivos da segurança Presidencial.


A situação não terá agradado o militar, que solicitou reforços da parte dos seus colegas, tendo-se evolvido em conflitos com a segurança da Presidência, a poucos metros da residência de Malam Bacai Sanhá.


Esta notícia foi também comprovada por um alto oficial do Batalhão da Presidência da República e do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.


Contactado pela PNN, José Bubo Na Tchuto Chefe do Estado-maior da Força Armada, desmentiu a existência de agressões físicas entre as partes, justificando o acontecimento através da ordem de retirada do «Welbonh» da residência, tendo havido apenas troca de insultos verbais.


Foi fundamental a intervenção de António Indjai, que se fez deslocar à residência do Presidência da Republica e do Chefe do Estado-maior da Armada, José Américo Bubo Na Tchuto, para se informar acerca do ocorrido.


De acordo com a fonte da PNN, a residência do militar em causa é frequentemente visitada por alguns dirigentes de partidos políticos da oposição.


Este é um dos vários actos de violência perpetuados por elementos da Marinha nacional sem que, no entanto, tenha havido alguma iniciativa no sentido de pôr fim a estas práticas.

Presidente Malam Bacai Sanhá empossa novo governo

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá empossou hoje os novos membros do Governo na sequência de uma remodelação proposta pelo primeiro-ministro em agosto.


No seu discurso, Malam Bacai Sanhá disse esperar que a remodelação, que acontece praticamente a um ano das eleições legislativas, "traga mais-valias no desempenho do Governo", para que este possa cumprir o que prometeu ao povo nas últimas eleições.

"Cada remodelação governamental é portadora de novas expetativas junto do nosso povo que anseia por melhores condições de vida, resultante de um clima de paz, justiça e estabilidade que se possa instaurar no país", defendeu o Presidente guineense, dirigindo-se particularmente ao primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Angola detém cerca de 60% do total Dívida dos PALOP a Portugal, que está próxima de 1800 milhões de euros

A dívida dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) ao Estado português registou, no ano passado, o maior crescimento em 15 anos, aumentando para 2407 milhões de dólares (1764 milhões de euros, à taxa de câmbio actual) no final de 2010.

<p>Dívida directa ao Estadoportuguês diminuiu em 13 milhões de euros</p>

    Dívida directa ao Estadoportuguês diminuiu em 13 milhões de euros

Face ao ano anterior, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe somaram mais 201 milhões de euros em dívida a Portugal, ou seja, mais 12,9%, mostram dados hoje revelados pelo Banco de Portugal (BdP) num documento sobre a evolução das economias nos PALOP e em Timor Leste.


Já a dívida directa ao Estado caiu, no ano passado, 13 milhões de euros, uma tendência que já se verificou em 2009.


Angola é, dos cinco países, aquele com a maior fatia da dívida, cerca de 60%, equivalente a 1056 milhões de euros. O aumento foi de 62 milhões de euros.


Cabo Verde, o terceiro dos PALOP com maior percentagem de dívida a Portugal, foi o que registou o maior crescimento real, em 72 milhões de euros face a 2009, “um novo e significativo aumento” – nota o supervisor bancário no relatório – que fez o total da dívida subir para 196 milhões de euros.


Moçambique é o segundo país com o maior valor total de dívida ao Estado português. De 2009 para 2010, registou um aumento de 65 milhões de euros. Este crescimento resulta da utilização de linhas de crédito acordadas em 2008 e 2009 para financiamento de projectos de investimento e infra-estruturas no país, explica o BdP.


Guiné-Bissau não registou “qualquer desembolso ou amortização”, tendo-se observado apenas uma redução de sete milhões de euros graças à apreciação do dólar face ao euro.


A dívida oficial de São Tomé e Príncipe aumentou em 12 milhões de euros, para 49 milhões de euros.