Sábado, 26 de Março de 2011

Condenação da CEDEAO aos ataques à Líbia

Chefes de Estado e de Governo da Comunidade da África Ocidental analisaram a situação do bloco regional e questões internacionais

Fotografia: AFP

 

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou a intervenção militar na Líbia, segundo o comunicado final da cimeira de dois dias, que terminou ontem na capital nigeriana, Abuja.
Em causa esteve a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que abriu caminho à criação de uma zona de exclusão aérea para “proteger a população civil líbia” das iniciativas militares do Governo do Presidente Muamar Kadhafi.
Os 15 países membros da CEDEAO decidiram ainda readmitir no seio da organização a Guiné-Conakry e o Níger, que tinham sido suspensos na sequência dos golpes militares que depuseram os regimes constitucionalmente no poder. A organização também anunciou subvenções de 30 milhões de dólares para a Guiné-Conakry e de 63 milhões para a Guiné-Bissau.
A cimeira da CEDEAO reuniu os Presidentes do Benin, Yayi Boni, do Burkina Faso, Blaise Campaoré, de Cabo Verde, Pedro Pires, da Guiné-Bissau, Bacai Sanha, da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, do Mali, Amadou Touré, da Nigéria, Goodluck Jonathan, do Senegal, Abdoulaye Wade, da Serra Leoa, Ernest Koroma, e do Togo, Fauré Gnassingbé. Os chefes de Estado do Ghana e da Gâmbia foram representados e a Costa do Marfim, Guiné-Conakry e o Níger participaram como observadores.
Nigéria continua à frente da organização regional
A 39ª Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental escolheu a Nigéria para continuar na presidência da organização, pela primeira vez na história do bloco regional.
Nenhum dos 15 países que integram a CEDEAO ocupou a Presidência em três mandatos consecutivos, desde a fundação, em 1975.
Segundo os estatutos, os Estados-membros são eleitos para a Presidência por um período de um ano, prorrogável por mais um.
A Nigéria foi eleita para presidir à CEDEAO pela primeira vez em 2008, quando o Chefe de Estado era Umaru Yar’adua, cuja morte, em Maio do ano passado, conduziu à sua substituição pelo seu vice-presidente e actual Chefe de Estado, Goodluck Jonathan. A eleição da Nigéria foi feita no último dos dois dias de trabalhos da cimeira.

Guiné Bissau exige solução pacífica de conflito líbio

Imagen activaBissau, 25 mar (Prensa Latina) O presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, exigiu aqui o fim dos ataques de forças militares ocidentais contra a Líbia, ao mesmo tempo em que demandou uma solução pacífica para esse conflito, informaram hoje fontes oficiais.


  O governante assinalou de modo enfático em declarações à imprensa que seu governo não está de acordo com a intervenção militar contra o país árabe, a qual afeta a população civil.


Bacai Sanhá, que expressou que o envio de qualquer missão à Líbia só complicará ainda mais a situação nesse Estado do Magrebe, assegurou que uma solução ao conflito passa necessariamente pelo fim dos bombardeios dos exércitos estrangeiros.


Líderes africanos como o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, também condenaram a invasão contra a Líbia, a qual provoca grandes perdas de vidas humanas e também materiais.


Através da resolução 1973, o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou há uma semana a imposição de uma zona de exclusão aérea e ações militares contra o estado do norte da África.

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Governo/Demissão: Portugal suspende assinatura de Programa Indicativo de Cooperação (PIC) com a Guiné-Bissau

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Bissau, (Lusa) -- O secretário de Estado da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, anunciou hoje, à chegada à Guiné-Bissau, que já não vai ser assinado o Programa Indicativo de Cooperação (PIC) com aquele país, devido à demissão do governo em Lisboa.

João Cravinho deu estas indicações aos jornalistas ao chegar a Bissau para uma visita de trabalho de 24 horas, no decurso da qual irá encontrar-se (sexta-feira), com vários elementos do governo guineense e com o Presidente, Malam Bacai Sanhá.

Mas o momento alto da visita, programada há muito tempo, o da assinatura do PIC entre Bissau e Lisboa, já não vai acontecer devido ao facto de o governo português estar demissionário.

Angola e Guine Bissau assinam protocolo de cooperação

Angola e Guine Bissau assinaram um protocolo de cooperação no sector da comunicação social, numa primeira fase o acordo vai servir para dar assistência técnica aos órgãos de imprensa pública da Guiné.

A segunda fase do acordo, consistirá em apoiar os órgãos privados bem como a instalação de uma rádio comunitária ao serviço da Missang.


As partes manifestaram ainda o desejo de formalizarem um protocolo de cooperação exaltando os seguintes domínios, intercâmbio de programa de notícias e formação de quadros segundo o comunicado apresentado no final do encontro.


“Nos domínios da Rádio, Televisão, Agência noticiosa e Jornal, as partes manifestaram o desejo de formalizarem um protocolo de cooperação realçando especialmente os seguintes domínios, intercâmbio de notícias, assistência técnica, formação de quadros, visitas de estúdios, modernização dos órgãos, arquivo e publicidade”, lê no comunicado.

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

UPG considera Missão Militar Angolana uma ocupação

Bissau – A União Patriótica Guineense (UPG), formação política da oposição sem representação na Assembleia Nacional Popular, considerou que a presença da Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (MISSAG/GB), uma ocupação estrangeira. Em comunicado de imprensa tornado público esta quarta-feira em Bissau, a UPG adianta que a presença angolana na Guiné-Bissau por si só representa polémica sem que no entanto os guineenses fossem informados dos objectivos deste corpo das Forças Armadas Angolanas.

A advertência política assinada por dois membros de uma «Comissão Ad Doc de Gestão» do referido partido, nomeadamente, Fausto Mendes e Fernando Vaz, sublinha que o Governo, para justificar a MISSANG/GB, evocou o acordo de Cooperação Militar com Angola.
Perante a situação, a UPG disse responsabilizar o Governo por eventuais focos de instabilidade num futuro próximo que «envolva as Forças Armadas angolanas presentes no país com as Forças Armadas Nacionais».


Com base nesta suspeita, a UPG incitou a classe castrense guineense alegando que «as Forças Armadas da Guiné-Bissau não têm tradição nem a equiparação, nem subordinação de uma força estacionária angolana no seu país, tendo em conta as características da MISSANG/GB, com fortes tradições militar e de comando».


Não é a primeira vez que este tipo de críticas são veiculadas contra a presença militar angolana, que lidera o processo de Reforma do Sector de Defesa e Segurança guineense, cuja concretização será condição para a continuidade dos apoios económicos à Guiné Bissau por parte dos seus parceiros internacionais. Vários movimentos e alas da sociedade guineense têm comparado a presença militar angolana com a entrada das tropas senegalesas em Bissau durante o conflito do 7 de Junho de 1998, tentando assim minar a aceitação do processo de cooperação e de Reforma em curso entre as Forças Armadas Guineenses e as de Angola.


No entanto, a UPG reconhece que «as Forças Armadas guineenses, onde as chefias militares reflectem quase em exclusividade uma etnia, (Balantas) e as suas constantes intervenções na vida política institucional do país, fazem com que uma parte dos guineenses tenha saudado a presença da MISSANG/GB na Guiné-Bissau, o que pode contribuir para acabar com esta situação que o país vem vivendo nos últimos dez anos».

A UPG, que agrupa maioritariamente os antigos dirigentes oriundos do partido RGB/Movimento Bá Fatá, terminou a sua comunicação, propondo lançar uma iniciativa intitulada «Nô Djunta Mon», ou seja, «Todos Unidos», como forma pacífica de se manifestarem junto da Assembleia Nacional Popular, no sentido de balizar e esclarecer as actuações da MISSANG/GB.


Sumba Nansil

Guiné-Bissau pede fim de ataques à Libia - Enfâse deve estar numa solução pacífica - Malam Bacai Sanhá

O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, reuniu-se com a embaixadora americana Márcia Bernicat com quem discutiu a situação na Líbia.

o chefe de estado guineense apelou a um cessar fogo e á busca de uma solução pacífica para a crise na Líbia.


Malam Bacai Sanha que partiu hoje para Abuja, capital nigeriana, em que participa na cimeira da CEDEAO, onde a situação na Costa do Marfim deve dominar as sessões de debate, lamentou o que está Falando aos jornalistas a diplomata norte americana reafirmou a posição de Washington, que assenta na resolução das Nações Unidas, visando proteger a população civil.


Márcia Bernicat considera, contudo, que o mandato da ONU visa com efeito garantir a cessação das hostilidades e garantia de uma solução pacífica.

Em frente à embaixada Guiné-Bissau: Imigrantes guineenses protestam em Bruxelas

Madrid - As três associações de imigrantes guineenses em Espanha, Suíça e na Bélgica aprovaram esta quarta-feira, uma manisfestação junto da Embaixada da Guiné-Bissau em Bruxelas, no dia da visita da delegaçao ministerial guineense à cidade.

A manifestação na capital europeia visa exigir ao Governo guineense a reestruturação dos consulados e embaixadas, e o cumprimento da promessa de enviar os passaportes em falta para todas as representações diplomáticas em Espanha, Bélgica Suíça e Alemanha.
O encontro entre as associações teve lugar em Madrid, e tinha o objectivo de analisar o estado de abondono que milhares de imigrantes guineense enfrentam neste momento por parte do Executivo de Bissau que, alegadamente não defende os interesses dos seus cidadãos na diáspora, cidadãos estes que têm um papel importante no desenvolvimento ecónomico do país, nomeadamente através do envio das suas remessas.


De acordo com a nota de imprensa a que PNN teve acesso, estas organizaçoes afirmaram que agendaram este protesto no dia da visita do primeiro-ministro a Bruxelas para mostrar ao mundo as suas preocupações.

Braima Camará

Antigo ministro das Finanças nomeado embaixador em Angola

Bissau - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, nomeou hoje (quarta-feira), por decreto presidencial, o antigo ministro da Economia e Finanças, Manuel dos Santos 'Manecas', para o cargo de embaixador em Angola.

O decreto assinala ainda que a nomeação do embaixador extraordinário e plenipotenciário da Guiné-Bissau entra em hoje em vigor.

Com esta nomeação, a Guiné-Bissau passa a ter pela primeira vez um embaixador em Angola, país que tem tido grande importância na vida económica e política guineense.

Uma importante comunidade guineense, calculada em pelo menos cinco a sete mil pessoas encontra-se em Angola e este país possui um dos mais importantes interesses económicos na Guiné-Bissau, o projecto de exploração de bauxite da região de Boé (leste) orçado em cerca de 300 milhões de dólares.
Angola enviou esta semana uma missão militar para apoiar a reforma do sector de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau para a qual disponibilizou 30 milhões de dólares. A missão é composta por 120 militares e polícias.

Ainda hoje, Luanda anunciou a disponibilização de sete milhões de dólares para apoiar a comunicação social guineense.

Para dinamizar a cooperação, que as autoridades dos dois países consideram de "solidariedade forçada na história", o Presidente guineense, sob proposta do governo, indigitou o veterano de luta pela libertação da Guiné-Bissau Manuel dos Santos.

Coronel na reserva, 'Manecas' dos Santos foi um dos líderes da Frente Sul na luta de independência da Guiné-Bissau contra o colonialismo português (1961-1974) e foi agraciado com a medalha de mérito "Amílcar Cabral", a mais alta distinção do país.

Manuel dos Santos foi ministro da Economia e Finanças na década de 1980 e um dos obreiros da liberalização económica da Guiné-Bissau. 

Tido como um "próximo" do falecido Presidente João Bernardo "Nino" Vieira, o novo embaixador da Guiné-Bissau em Angola tem-se dedicado ultimamente aos negócios. 

ONU vai financiar reforma das Forças Armadas e Polícia

Nova Iorque - A Guiné-Bissau vai receber 16,8 milhões de dólares (12 milhões de euros) do Fundo da ONU para a Consolidação da Paz para reforma a do Sector de Segurança e criação de empregos, disse hoje (quarta-feira) à Lusa fonte da instituição. 
Segundo Alessandra Pellizzeri, responsável pelo programa do Fundo, três tranches de cerca de cinco milhões de dólares cada destinam-se à reforma das Forças Armadas, da Polícia e Sistema Judicial e à criação de emprego entre os mais jovens, de acordo com o próximo plano prioritário, aprovado no mês passado.

"Esta alocação representa um aumento significativo, quando comparada com o passado", sublinhou a mesma responsável, adiantando que o plano anterior contou com seis milhões de dólares.

Mas o valor fica aquém do pedido pelo Governo de Bissau no final do ano passado - 23,5 milhões de dólares.

O pacote prevê ainda um milhão de dólares para acções ligadas à reconciliação nacional guineense e 800 mil para apoio técnico ao Comité Nacional Conjunto de Direcção, entidade responsável pela gestão das ajudas que envolve o Governo guineense e as Nações Unidas.

"As actividades, sobretudo, relacionadas com a reforma do sector de Segurança, serão implementadas no contexto de recomendações do Conselho de Segurança", adiantou Pellizzeri à Lusa.

O fundo, referiu, será aplicado para fazer avançar a estratégia da Comissão para a Consolidação da Paz, actualmente presidida pelo Brasil.

O Fundo apoia actualmente cerca de 100 projectos em 15 países em todo o mundo.

Os principais beneficiários são aqueles que fazem parte da agenda da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, como a Guiné-Bissau, mas também outros que sejam definidos pelo secretário-geral.

O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, esteve pela primeira vez no Conselho de Segurança no final de Fevereiro de 2011, para fazer o ponto de situação da reforma do sector de Segurança, considerado uma das principais fontes da instabilidade que o país tem vivido nos últimos anos. 
Assegurou que nos próximos meses as prioridades de Bissau vão continuar a ser as reformas na Segurança, Justiça e Administração Pública, "para assegurar estabilidade no país, e pediu mais recursos financeiros da comunidade internacional e com menos condições.

Delegação do país esperada em Bruxelas na terça-feira para "consultas"

Uma delegação da Guiné-Bissau é esperada em Bruxelas para "consultas" pedidas pela União Europeia, que quer esclarecer se este país desrespeitou elementos essenciais do Acordo de Cotonu, revelou hoje fonte comunitária à Agência Lusa.

A mesma fonte acrescentou que a reunião começa às 14:30 (13:30 de Lisboa) mas desconhece a que nível é que será feita a representação da Guiné-Bissau.

A União Europeia decidiu em 31 de janeiro último, depois de uma intervenção nesse sentido do chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, adiar a decisão de congelar os bens e proibir a deslocação à Europa de uma série de altos responsáveis da Guiné-Bissau, tendo apenas confirmado a suspensão da ajuda comunitária, à espera do resultado das "consultas" com Bissau.

Situação na Côte d'Ivoire domina agenda de cimeira da CEDEAO

Lisboa - Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúnem-se hoje (quarta-feira) e quinta-feira em Abuja (Nigéria) para debater a situação na Côte d'Ivoire, na 39ª Cimeira da organização. 

A cimeira dos 15 países da África Ocidental - entre os quais os lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau -, que vinha sendo sucessivamente adiada, realiza-se sob o signo do anúncio feito segunda-feira pelo Tribunal de Justiça regional, para que a CEDEAO "restrinja temporariamente" o uso da força na Côte d'Ivoire.    

A decisão judicial foi tomada em consequência de uma petição assinada por Laurent Gbagbo, presidente cessante da Côte d'Ivoire, derrotado em eleições em Novembro de 2010, mas que se recusa abandonar.

Desde meados de Fevereiro que a Côte d'Ivoire é palco de violência entre forças e partidários de Laurent Gbagbo, e do presidente, Alassane Ouattara.  

Cabo Verde vai estar representado na cimeira da CEDEAO pelo Presidente Pedro Pires e pelo novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Borges e irá tentar obter um consenso para assumir a presidência da Comissão da Organização Oeste-Africana. 

Fonte diplomática cabo-verdiana disse à Agência Lusa que o Comité Ad-Hoc da CEDEAO apresentou em fins de 2010 uma proposta, para que Cabo Verde assuma o cargo, actualmente nas mãos de James Victor Gbeho, antigo chefe da diplomacia do Ghana.

Gbeho substituiu provisoriamente o seu compatriota Mohamed Ibn Chambas em Novembro de 2009.  

OS 15 países-membros da CEDEAO são o Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Côte d'Ivoire, Gâmbia, Ghana, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Gomes Cravinho em Cabo Verde e Guiné- Bissau para encontros políticos

img_1190631257 Lisboa, 22 Mar (Lusa) -- O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação desloca-se entre os dias 23 e 25 a Cabo Verde e à Guiné-Bissau onde se reunirá com membros do governo daqueles países.

João Gomes Cravinho parte ainda hoje para a Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, disse à agência Lusa fonte oficial do gabinete do secretário de Estado.

Além de encontros com membros do novo executivo cabo-verdiano, o secretário de Estado vai estar na inauguração do novo emissor de rádio e televisão, o ponto emissor Monte Tchota, na Ilha de Santiago, cuja "recuperação tem importância fundamental na melhoria das emissões televisivas para mais de metade da população do arquipélago", segundo comunicado do gabinete de João Gomes Cravinho.

O novo Governo de Cabo Verde, que continua a ser liderado por José Maria Neves, tomou posse na segunda-feira.

João Gomes Cravinho parte na quinta-feira ao final do dia para Bissau, onde na sexta-feira tem agendados vários encontros com responsáveis políticos guineenses.

Sem especificar, fonte oficial adiantou que, além de encontros com membros do Governo guineense, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação tem previstos contactos com representantes dos organismos internacionais na Guiné-Bissau, antes de voltar a Lisboa.

ANP/SK

Lusa/fim

Apenas 45 por cento da população guineense tem água potável

Bissau, 22 mar (Lusa) - O ministro do Ambiente e Recursos Naturais da Guiné-Bissau, Higino Cardoso, revelou hoje que apenas 45 por cento da população do país tem acesso a água potável, um facto que preocupa o governo.

A revelação foi feita no âmbito do dia mundial da água que se comemora hoje e que este ano tem como lema: "Água para as cidades, respondendo aos desafios urbanos".

De acordo com o ministro do Ambiente e Recursos Naturais, se a água potável chega apenas a 45 por cento da população guineense os níveis do saneamento ficam-se pelos 36 por cento, traduzindo-se numa fonte de preocupação para o governo.

À escassez da água potável e ao fraco nível de saneamento do meio, Higino Cardoso junta ainda o défice de abastecimento da energia elétrica para ilustrar "os grandes desafios de desenvolvimento" da Guiné-Bissau.

Olhando para o futuro, o ministro que tutela o Ambiente e os Recursos Naturais guineense defendeu que, com o empenho do governo e com a contribuição dos parceiros, "os sinais são encorajadores".

Higino Cardoso entende, contudo, que a Guiné-Bissau "está muito atrasada" no que diz respeito ao fornecimento da água potável, energia elétrica e saneamento.

O governante esclareceu que, a escassez da água, por exemplo, é a principal causa para um nível elevado de doenças diarreicas no país.

Em comunicado de imprensa, a UNICEF diz que o fornecimento da água potável às populações da Guiné-Bissau, "constitui a componente fundamental" de cinco agências das Nações Unidas, nomeadamente a UNICEF, a FAO, a OMS, o PNUD e a UN Habitat.

Dados da UNICEF indicam que de 1950 para cá, o consumo de água triplicou e estima-se que nos próximos 20 anos o homem vá necessitar de mais 40 por cento do que hoje utiliza.

O mais preocupante, segundo a UNICEF é que a procura de água é mais acentuada em África, continente onde 200 milhões de pessoas sofrem e morrem por causa da escassez daquele bem essencial.

MB.

Lusa

Embaixador de Portugal destaca progresso alcançado pelo Executivo

Bissau – O Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Antonio Ricoca Freire, destacou esta segunda-feira, os progressos alcançado pelo Governo guineense nos últimos tempos.

O diplomata português, que falava à PNN no âmbito de instalação da Missão Militar Angola na Guiné-Bissau, na sequência do processo de reforma nos sectores de Defesa e Segurança no país, disse haver necessidade de continuidade deste processo.


«Penso que houve alguns progressos nos últimos tempos que justificam algo de optimismo para o desenvolvimento da Guiné-Bissau», disse o embaixador português . Nesta perspectiva, Ricoca Freire disse esperar ainda este ano levar a cabo os trabalhos preparativos da mesa redonda entre as autoridades nacionais e os parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau.


Relativamente à participação portuguesa no processo de reforma das Forças Armadas guineenses, o embaixador de Portugal informou que o Governo de Lisboa está muito activo na área policial, onde formou mais de 500 agentes da Polícia da Ordem Pública da Guiné-Bissau.
No início desta semana, uma delegação intergovernamental esteve em Bissau, com o objectivo de proceder oficialmente à instalação da Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (MISSAG/GB), para reformas nas áreas de Defesa e Segurança.


Momentos antes da cerimónia que teve lugar no antigo Bissau Palace Hotel, actualmente Quartel-General da MISSAG/GB, Cândido Van-Dúnem procedeu à deposição de coroas de flores no Mausoléu Amílcar Cabral na Amura, onde funciona igualmente o Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.


Falando à imprensa, o governante angolano disse que o acto simboliza o cumprimento de um ritual de quaisquer Forças Armadas no mundo, e no caso particular da Guiné-Bissau, em homenagens aos heróis e combatentes da luta armada de libertação nacional da Guiné-Bissau.


A MISSAG/GB, fica no país para um período de 12 meses, e tem, entre outros objectivos, a reabilitação de algumas unidades militares e de polícias a nível do país, apoio às forças armadas nacionais assim como a própria missão de reforma iniciada pela União Europeia e que acabou por suspensa devido ao golpe militar do dia 1 de Abril 2010.
Sumba Nansil

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Missão Militar Angolana instala-se no país

 militarespnn-editada Bissau - A Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG/GB) vai instalar-se oficialmente na Guiné-Bissau esta segunda-feira.

A referida missão enquadra-se no âmbito do apoio das autoridades angolanas no processo de reforma nos sectores de Defesa e Segurança em curso no país.


A cerimónia da instalação da missão vai ser presidida pelo Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, na presença do ministro da Defesa angolano, Cândido Pereira Van-Duném, que se encontra no país desde o fim-de-semana, à frentre de uma delegação inter-ministerial.


O palco central desta cerimónia tem lugar nas instalações do antigo Palace Hotel, onde vai ser ainda feita a apresentação das tropas numa parada, e terão ainda lugar os discursos dos ministros da Defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva e o de Angola e o do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.


Entretanto, Cândido Pereira Van-Duném falou à imprensa depois da audiência com o primeiro-ministro guineense na nova sede do Governo, sito em Brá. O ministro da Defesa angolano advertiu, este fim-de-semana, que chegou a hora de passar das palavras à prática.
Durante encontros com o primeiro-ministros, Carlos Gomes Júnior e com o Presidente da República, o governante angolano disse ter transmitido às autoridades guineenses a sua determinação no apoio ao processo de reforma nos sectores da Defesa e Segurança em curso na Guiné-Bissau, processo esse que Cândido Pereira disse esperar que seja assumido com celeridade por todos responsáveis.
Para Carlos Gomes Júnior, a vinda da delegação é de grande importancia, visto tratar-se de uma ajuda para a estabilização do país.


Sumba Nansil

Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior agradece apoio de Angola a Guiné-Bissau

Ministro Cândido Van-Dúnem garantiu ao Primeiro-Ministro guineense empenho do efectivo para concretizar a vontade do povo

O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou ontem que a missão de segurança angolana vai ajudar a estabilizar o seu país.
Em declarações aos jornalistas, após o encontro que manteve com a delegação angolana, que está em Bissau para participar na cerimónia formal de apresentação da MISSANG, Carlos Gomes Júnior referiu que "a vinda da missão angolana é muito importante para nos ajudar a estabilizar o país, porque sem estabilidade não se pode pensar no desenvolvimento económico".

Durante o encontro que manteve com a delegação chefiada pelo ministro da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, no novo Palácio do Governo, que recebeu a sua primeira cerimónia oficial, o Primeiro-Ministro agradeceu ao Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, e ao partido MPLA pelo apoio que estão a conceder à Guiné-Bissau. "Nos momentos mais difíceis que atravessávamos, o Presidente José Eduardo dos Santos entendeu que devia estar ao lado do nosso povo e do nosso governo", disse.
Carlos Gomes Júnior referiu igualmente que "todos os investimentos que Angola entender fazer na Guiné-Bissau são bem vindos". "Angola é um parceiro ideal por ser falante da mesma língua, o português, além de que assume, neste momento, a presidência da CPLP", sublinhou.
A delegação angolana foi também recebida pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.

Das palavras aos actos

Em resposta, o ministro Cândido Pereira Van-Dúnem disse que a presença da delegação angolana serve para transmitir ao Governo da Guiné-Bissau e a toda a comunidade internacional que Angola está em condições de passar "das palavras para os actos".
O ministro garantiu que Angola vai tudo fazer para uma presença construtiva da missão angolana, de acordo com aquilo que for a vontade do povo e do Governo guineenses.
À saída da audiência, o ministro da Defesa disse que o encontro serviu para apresentar cumprimentos de cortesia e transmitir ao Chefe de Estado os propósitos da missão angolana na Guiné-Bissau.
A delegação angolana integra a ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, o chefe do Estado-Maior General adjunto, Egídio Sousa e Santos, e oficiais superiores das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.
A Comitiva está em Bissau desde sábado para testemunhar a apresentação formal da missão angolana de segurança na Guiné-Bissau (MISSANG), cuja cerimónia decorre hoje no hotel Bissau Palace, sede da missão. O programa da cerimónia prevê discursos do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, dos ministros da Defesa de Angola e da Guiné-Bissau, e do Presidente da República da Guiné.
Após a cerimónia, o ministro da Defesa de Angola vai visitar algumas infra-estruturas militares, económicas e sociais, enquanto que a ministra da Comunicação Social pode visitar os órgãos de comunicação social locais.
Ontem, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau ofereceu um almoço oficial à delegação angolana, que decorreu numa instância turística, nos arredores de Bissau.
Durante o almoço, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Aristides Ocante da Silva, reiterou os agradecimentos do seu país ao apoio que está a receber de Angola, recordando que isso decorre dos laços de irmandade que unem os dois povos. O momento foi animado com dança, poesia e teatro, exibido pelo grupo teatral das Forças Armadas da Guiné, com a tónica no processo de reforma do exército.

Provas contra traficantes

O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, pediu provas contra o alegado envolvimento de altas patentes das forças armadas no tráfico de drogas.
Em declarações à imprensa em Bissau, o Primeiro-Ministro disse que "a Guiné-Bissau é um Estado de direito" e não se pode cingir a acusações avulsas.
"Não vamos tomar medidas nenhumas enquanto não tivermos provas. No Estado de direito todo o cidadão é inocente enquanto não houver provas concretas", sublinhou. Carlos Gomes Júnior referiu que a questão do narcotráfico é um flagelo que afecta não só a Guiné-Bissau como o mundo inteiro.
Acrescentou que o seu país não pode combater o fenómeno sozinho por escassez de recursos e por isso tem acordos com os Governos dos EUA e da Venezuela para ajudarem a ultrapassar as dificuldades, sobretudo financeiras, no combate a esse fenómeno.

Domingo, 20 de Março de 2011

Delegação ministerial angolana já em Bissau

Chegada da delegação angolana a Guiné-Bissau

Chegada da delegação angolana a Guiné-Bissau

Bissau A delegação angolana chefiada pelo ministro da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, chegou hoje, sábado, ao aeroporto internacional osvaldo Vieira em Bissau, para uma visita de trabalho de três dias a Guiné-Bissau.

A comitiva integrada pela ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, o secretário de Estado das Relações Exteriores para a Cooperação, Manuel Augusto, entre outros responsáveis foi recebida pelo ministro guineense da defesa, Aristides Ocante da Silva, membros do governo desse país africano e o embaixador de Angola na Guiné Bissau, Brito Sózinho.

De acordo com o programa a que a Angop teve acesso, a delegação ministerial manterá, domingo, encontros de cortesia com os presidentes da República, Malam Bacai Sanhá e da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira, e com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

Para segunda-feira, a agenda reserva a deposição de coroa de flores no Mausoléu Amílcar Cabral, na Fortaleza Amura, em Bissau, acto que será antecedido de honras militares de boas vindas por um pelotão da Marinha.

Prevê igualmente sessões de trabalho para abordagem de aspectos ligados à cooperação nos domínios da defesa e segurança, comunicação social e outras áreas de interesse comum, na perspectiva do reforço das relações bilaterais entre os dois países.

A visita da delegação angolana a Guiné-Bissau visa igualmente proceder a apresentação formal do contingente militar das Forças Armadas Angolanas as autoridades governamentais desse país africano, no âmbito da materialização do protocolo para a implementação do Programa de Cooperação Técnica de Segurança, assinado entre os dois países.

Angola e Guiné-Bissau são membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e comungam objectivos comuns quanto ao desenvolvimento dos respectivos estados.

Sábado, 19 de Março de 2011

Bissau vai acolher reunião fundadora da Rede de Institutos Nacionais de Saúde Pública da CPLP

O evento tem o propósito de fundar a rede RINSP-CPLP, definir as suas directrizes operacionais e estabelecer um Plano de Acção inicial.

Bissau - A capital guineense vai acolher a reunião fundadora da Rede de Institutos Nacionais de Saúde Pública da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (RINSP-CPLP), que vai decorrer entre os dias 21 e 23 de Março.


Está prevista a participação no evento dos ministros da Saúde de Angola, José Van-Dúnem, e da Guiné-Bissau, Camilo Simões Pereira, bem como de outros representantes dos Estados-membros da CPLP.
O Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, faz-se representar nesta reunião pelo director-geral, Hélder Vaz, e pelo director de Cooperação, Manuel Clarote Lapão.


O evento tem o propósito de fundar a rede RINSP-CPLP, definir as suas directrizes operacionais e estabelecer um Plano de Acção inicial dirigido ao fortalecimento dos institutos membros e ao apoio à sua criação nos países que carecem destas estruturas

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

SELEÇÃO DA GUINÉ-BISSAU = Norton de Matos convoca Ivanildo

O médio Ivanildo, do Portimonense, foi chamado esta sexta-feira pela primeira vez à seleção da Guiné-Bissau por Norton de Matos, para o confronto contra o Uganda, de qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012.

Além de Ivanildo, o treinador português chamou também pela primeira vez à seleção principal da Guiné-Bissau o guarda-redes Nené e o médio Abel Camará, ambos do Belenenses, numa lista de 22 elementos dominada por jogadores que atuam em clubes portugueses.

A Guiné-Bissau defronta o Uganda a 26 de março, em Bissau, e em caso de vitória ascenderá automaticamente ao primeiro lugar do Grupo J do apuramento para a fase final da CAN'2012.

Além do Uganda e da Guiné-Bissau, fazem parte do grupo Angola e Quénia.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Nené (Belenenses) e Jonas Mendes (Amora).

Defesas: José Monteiro (Hamarby), Emerson Correia (Moreirense), Saído Indjai (Oliveirense), Bruno Fernandes (Tyrgos Murys), Eridson Mendes (Tourizense), Bacar Balde (FC Porto) e Mamadu Candé (1.º Dezembro).

Médios: Moya Mané (Sporting Covilhã), Valter Fernandes (Marítimo B), Ednilson Rocha (Dínamo de Tblissieo), Abel Camará (Belenenses), Bocundji Cá (Tours), Moreira (Daliang FC), Zezinho (Sporting), Arnol Mendy (Derby County), Ivanildo (Portimonense) e Mustafa Silva (Pinhalnovense).

Avançados: Cícero (Rio Ave), Dionísio Fernandes (Torrienser) e Basile de Carvalho (Levski Sofial).

Angola pode nomear primeiro embaixador residente na Guiné-Bissau

Fonte próxima do Executivo da Guiné-Bissau confidenciou que o almirante Feliciano dos Santos “Paxe”, antigo comandante da Marinha de Guerra Angolana, deverá ser nomeado embaixador naquele país.

A serem verdadeiras as informações avançadas, que não poderam ser confirmadas junto da chancelaria angolana, Feliciano dos Santos “Paxe” será o primeiro embaixador angolano residente na Guiné-Bissau, 35 anos depois da proclamação da independência em Angola.

A Guiné-Bissau é dos poucos países da esfera lusófona que teve uma participação activa, com a introdução de efectivos especializados em defesa anti-aérea, na contenção do avanço das tropas que tentaram impedir a proclamação da independência pelo MPLA, a 11 de Novembro de 1975.

Foi também o país que acolheu um angolano, o nacionalista Mário Pinto de Andrade, que exerceu o cargo de ministro da Educação e Cultura antes da crise política desencadeada depois do golpe de Estado protagonizado pelo ex-presidente Nino Vieira.

Neste momento, Angola tem destacado naquele país um contingente militar aproximado a uma companhia de instrutores com a missão de ajudar na reforma das forças armadas guineenses.

O outro interesse angolano de vulto naquele país lusófono é justamente a exploração de uma mina de bauxite.

Empresário angolano oferece USD 10 mil ao Liceu Agostinho Neto

Bissau - O Liceu Agostinho Neto, na cidade de Bissau (Guiné-Bissau), recebeu 10 mil dólares, numa oferta do presidente do conselho de administração da empresa privada angolana de construção civil "Freimar", Marcos Barros da Fonseca.

Marcos Barros da Fonseca foi recebido quarta-feira pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, a quem comunicou a intenção da sua empresa em implementar na Guiné-Bissau um investimento nos domínios da construção civil, industria e turismo.

O acto de entrega da oferta e a audiência foram assistidos pelo embaixador de Angola na Guiné-Bissau, Brito Sozinho.

O liceu Agostinho Neto adoptou o nome do fundador da nação angolana desde a sua fundação, a 18 de Abril de 1988, comportando no presente ano lectivo um total de seis mil e 119 alunos, da sétima à décima segunda classes, assistidos por 148 professores.

Entre as dificuldades com que se confronta o Liceu Agostinho Neto destacam-se a falta de água potável e energia eléctrica, assim como laboratórios, material bibliográfico, carteiras, vedação e pavimentação do recinto escolar.

Entrevista com Bubo Na Tchuto : «Se estou envolvido no narcotráfico porque é não me exoneraram?» Boa pergunta !!!

arton138 Bissau - Em entrevista exclusiva à PNN o Chefe do Estado-Maior da Armada Guineense, José Américo Bubo Na Tchuto respondeu às acusações sobre o seu suposto envolvimento narcotráfico, reagiu às acusações dos Estados Unidos e posicionamento da União Europeia. Bubo Na Tchuto falou também do assassinato de Nino Vieira, contou a sua versão do exílio na Gâmbia, dos acontecimentos de 1 de Abril de 2010, e da chegada de uma missão angolana ao país.

Rotulado pelos Estados Unidos da América (EUA), e pela imprensa internacional, como um dos principais «barões» do narcotráfico na Guiné-Bissau, o Contra-Almirante Bubo Na Tchuto rejeita todas as acusações. «São acusações falsas contra mim. Não conheço a Colômbia nem sei falar em Espanhol», disse Bubo Na Tchuto à PNN. «Eu sou inocente, quero que as pessoas me forneçam provas reais destas acusações, que me digam que fui apanhado nestas circunstâncias. Onde estão as provas? Não têm provas» e sublinha, «não sou um criminoso na Guiné-Bissau. Estou tranquilo, para qualquer parte do mundo que eu queira ir, eu vou sem qualquer problema.»


Também a União Europeia pretendeu aplicar sanções contra Bubo Na Tchuto e António Indjai por alegado envolvimento no narcotráfico. Uma proposta vetada pela diplomacia portuguesa. «Para mim há uma outra “União Europeia instalada aqui na Guiné-Bissau”. Pessoalmente sei que a União Europeia nunca vai pensar em aplicar-me sanções porque não existem provas contra mim, nem contra António Indjai ou Ibraima Papa Camará. Mas, existem pessoas, aqui no país, que estão a denegrir as nossas imagens, e há pessoas aqui que andam a usar estes rumores e a lançá-los para exterior», afirma Na Tchuto.


Depois de um exílio na Gâmbia, Bubo Na Tchuto garante que uma das razões que justificou o seu regresso à Guiné-Bissau foi o facto das conclusões da comissão de inquérito não terem encontrado elementos que o incriminassem numa tentativa de Golpe de Estado ou de estar envolvido no assassinato de Nino Vieira e Tagmé. O contra almirante afirma que ficou «triste e chorou» quando foi informado do duplo assassinato. «Eles não deviam morrer desta forma enquanto combatentes da liberdade da pátria».


Bubo Na Tchuto garante também que desconhecia que estava em curso a revolta militar de 1 de Abril de 2010 que destitui Zamora Induta da chefia do Estado-Maior. «Não, não sabia de nada. Apenas alguns sinais. E na sede da ONU elementos da tropa informaram-me que eu podia sair».


Sobre Zamora Induta, Bubo Na Tchuto não poupa as criticas: «Esse Zamora que vocês falam, não é militar, nunca passou na academia militar, é um civil. Mas estamos na Guiné-Bissau e mesmo a um animal selvagem tudo acontece. Se eu estivesse cá na altura da morte de Tagme isto não aconteceria, nem patente de general ele atingiria, ele teve essa sorte depois da morte de Tagme».


Bubo Na Tchuto assumiu a presidência da Comissão Mista entre Angola e a Guiné-Bissau, no âmbito das reformas nos sectores da defesa e segurança. O Contra Almirante faz o seu balanço: «Os primeiros elementos da equipa angolana já começaram a chegar, recebi os responsáveis desta delegação e aguardo a chegada do Ministro da Defesa da Angola, para darmos início aos trabalhos e colocarmos os técnicos angolanos nas áreas militares assim como nas unidades policiais. É uma equipa completa que vem ao país para nos dar apoio neste processo de reforma. Em breve a missão chega ao país para iniciar os trabalhos de reparação de diferentes unidades militares, edifício do Estado-Maior General das Forças Armadas e do Centro de Instrução Militar de Cumeré. Esta missão é bem-vinda ainda para mais que Angola é um país irmão da Guiné-Bissau».

 

(Leia a entrevista na integra na edição de Março da Password Confidential Newsletter – solicite um exemplar gratuito através do mail password@pnn.pt)

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

CPLP apoia implementação e manutenção de embaixada no Brasil

Bissau – O Secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assinou esta segunda-feira, com o embaixador da Guiné-Bissau junto da CPLP, o termo de atribuição de financimento para a implementação de acções no quadro de apoio à manutenção da estrutura da embaixada da Guiné-Bissau no Brasil.

A notícia foi avançada pelo site da CPLP, no dia 14 de Março. O convénio rubricado entre Domingos Simões Pereira e Fali Embaló, resulta de um programa apresentado pelo Governo brasileiro ao Comité Permanente de Concertação da CPLP, com o objectivo da promoção de adensamento e o fortalecimento dos instrumentos de articulação político-diplomático entre os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.


No final da cerimónia da assinatura do documento, o embaixador Fali Embaló agradeceu ao secretado-executivo da CPLP, em particular do Brasil, que no quadro multilateral decidiu dar este apoio para que a representação diplomática da Guiné-Bissau possa manter as suas portas abertas.

Neste sentido, o diplomata guineense disse que a CPLP está cada vez mais a tornar-se uma realidade na cooperação entre os seus Estados-membros. «Este gesto pode servir também de exemplo para outras organizações internacionais e países, uma vez que a nossa cooperação é uma realidade», disse Fali Embaló.


Recorda-se que o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, nomeou em 2010, Eugénia Saldanha como embaixadora da Guiné-Bissau no Brasil.


Sumba Nansil

Diplomacia Guiné-Bissau: Primeiro-ministro guineense visita Bruxelas

Bissau – O primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, vai deslocar-se a Bruxelas na próxima semana, para analisar questões relacionadas com a cooperação.

Numa altura em que as relações da cooperaçao entre a Guiné-Bissau e os parceiros internacionais não correm de feição, o chefe do Executivo guineense, Carlos Gomes Júnior fará uma visita de alguns dias, durante a próxima semana, a Bruxelas, para consultas em matéria de cooperaçao com a União Europeia. Os 27 têm sido financiadores de vários projectos realizados na Guiné-Bissau.


Carlos Gomes Júnior irá acompanhado por alguns ministros que fazem parte do seu Governo, e terá uma agenda carregada de vários encontros com diferentes orgãos para analisar e reforçar muitas questões relacionadas com a cooperação para o desenvolvimento existente entre Bissau e A União Europeia.


Contactado pela PNN, o Gabinete da Assessoria de Imprensa da Primatura Guineense,confirmou a viagem mas sem avançar detalhes sobre a deslocação do primeiro-ministro guineense junto dos seus parceiros europeus da cooperaçao.
Braima Camará

FMI saúda medidas macroeconómicas em curso e antevê "futuro risonho

"A situação do Orçamento ainda é difícil, a situação fiscal não é fácil, não vamos iludir-nos aqui, pensar que tudo está resolvido, mas há progressos e se o Governo levar a cabo (as medidas) o futuro será risonho", afirmou Paulo Drumond.

O chefe da missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Guiné-Bissau, Paulo Drumond, disse hoje que a instituição "vê com bons olhos" as medidas macroeconómicas e antevê "um futuro risonho" para o país.Em declarações aos jornalistas após uma audiência com o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, o brasileiro Paulo Drumond defendeu que apesar de a situação das Finanças Publicas ser ainda deficitária, nomeadamente ao nível do Orçamento, as medidas em curso são encorajadoras.

Militares angolanos já estão em Bissau para apoiar reforma das Forças Armadas

Bissau, 16 mar (Lusa) -- Cerca de uma centena de militares angolanos já está em Bissau para apoiar a reforma nas Forças Armadas, aguardando-se a visita do ministro da Defesa de Angola para apresentação oficial da missão, disse à Lusa fonte militar.

Segundo fonte do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, os militares angolanos "em numero muito reduzido, pouco mais de cem homens" já estão instalados no antigo Bissau Palace Hotel, comprado pelo Governo de Angola para funcionar como base da missão angolana de apoio às reformas.

"Não corresponde à verdade o número que se diz por aí, 600 homens. Já estão em Bissau os militares angolanos que nos vão ajudar com as reformas, mas em número muito reduzido, são pouco mais que cem homens", frisou a fonte do Estado-Maior guineense.

Angola com maior número de efectivos no exercício Felino 2010

Angola com maior número de efectivos no exercício Felino 2010

Angola com maior número de efectivos no exercício Felino 2010

Luanda - Angola, na qualidade de anfitriã do Exercício Felino 2010 das forças da CPLP, a decorrer de 19 a 28 deste mês na região de Cabo Ledo, Bengo, participa nesta manobra militar com cerca de 850 efectivos das suas forças armadas, soube hoje, quarta-feira, a Angop de fonte oficial.

De acordo com a fonte, estarão representados os três ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA), Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra, bem como oficiais ligados aos serviços de saúde militar.

No exercício, Angola participará ainda com 128 elementos pertencentes aos ministérios da Assistência e Reinserção Social e da Saúde, bem como ao Governo provincial do Bengo e da Organização Não-Governamental AJAPRAZ.

Os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)  também  terão os seus efectivos presentes no exercício, estando o Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste com vinte cada, Moçambique e São Tomé e Príncipe com 21 cada e Portugal com 29.

O Exercício Felino 2010 insere-se num conjunto de manobras militares conjuntas e combinadas, desenvolvidas no âmbito da cooperação técnico-militar entre os membros da CPLP.

Visa a inter-operabilidade das forças armadas da comunidade, tendo em conta as operações de paz e de assistência humanitária sob a égide das Nações Unidas, respeitando as legislações nacionais.

O exercício contará com tropas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, com vista a treiná-las para o melhoramento da sua eficiência no planeamento, comando, controlo e conduta nas missões de ajuda humanitária, manutenção de paz, busca e salvamento.

Estas manobras foram lançadas em 2000 em regime anual de rotatividade. As mesmas, que deveriam ter lugar em Angola no ano transacto, foram adiadas por motivos técnicos.

A CPLP é uma organização assinada entre países lusófonos, que instiga a aliança e a amizade entre os signatários. A sua sede fica em Lisboa e o seu actual Secretário Executivo é Domingos Simões Pereira, da Guiné-Bissau.

Foi criada em 17 de Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No ano de 2002, após conquistar independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante.

Cidadãos guineenses repatriados da Líbia chegam ao país

Bissau – Pelo menos 29 emigrantes bissau-guineenses chegaram terça-feira à tarde em Bissau provenientes da Líbia, na sequência da instabilidade sociopolítica neste país do Magrebe devido a uma rebelião armada, anunciou hoje (quarta-feira) a PANA, em Bissau.

“Chegámos bem graças a Deus. O percurso foi bom até a Gâmbia. Aliás, foi este país que apoiou a nossa saída da Líbia. Apesar de um péssimo acolhimento de que fomos vítima na Gâmbia chegámos bem graças a Deus”, afirmou um estudante bissau-guineense na Líbia, identificado apenas por Sanó.

Em entrevista à PANA, Sanó explicou que ele e os seus colegas estudavam num colégio em Tripoli, capital da Líbia, e não tinham informações sobre o real desenrolar da revolta armada contra o regime de Mouamar Kadhafi.

“Nao havia entrada nem saída para ninguém em Tripoli”, explica o estudante, visivelmente atingido pelo cansaço da viagem.

“Decidimos abandonar a Líbia depois do fracasso das diligências feitas junto das Embaixadas portuguesa e brasileira em Tripoli. Ficámos sozinhos no colégio após a partida dos colegas das outras nacionalidades”, acrescentou.

Entretanto, o Secretário de Estado das Comunidades, Fernando Gomes Dias, explicou que o regresso destes cidadãos ao país foi possível mediante um acordo de cooperação bilateral entre a Guiné-Bissau e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Relativamente ao futuro dos repatriados, Fernando Gomes Dias disse que Governo não tem condições para os apoiar financeiramente nem para assegurar a sua permanência no país.

Contudo, o Secretário de Estado das Comunidades garantiu que o Governo vai “mobilizar um fundo” do qual cada um dos elementos do grupo receberá uma soma em dinheiro antes de se juntar à família.

Professores da Faculdade de Direito da Guiné Bissau entram em greve

Recentemente, Lisboa decidiu transferir para as autoridades guineenses a responsabilidade pelos encargos financeiros da instituição, sobretudo em relação ao pagamento dos docentes locais.

Bissau - Os professores guineenses da Faculdade de Direito de Bissau iniciaram terça-feira uma greve de três dias com vista a exigir do Governo melhores condições de trabalho.


Segundo o porta-voz da comissão dos professores, Vasco Biague, a convocação desta segunda greve desde fevereiro último é resultante da “atitude péssima” do Governo para com os docentes desta instituiçao académica.


“A atitude do Governo tem deixado muito a desejar. De facto, o Governo não tem tido a vontade de satisfazer as nossas reivindicações, porque se a tivesse, tudo teria sido resolvido”, acusa Vasco Biague.


Precisou que entre as reivindicaçoes listadas no caderno reivindicativo consta a melhoria das condições de trabalho na Faculdade, a adequação de salas de aulas em função de número de estudantes e uma sala para os docentes.


A Faculdade foi criada em 1990 ao abrigo dos acordos de cooperação entre os Governos guineense e português, através do qual Portugal tem sido o suporte financeiro, técnico e científico da instituição.
Recentemente, Lisboa decidiu transferir para as autoridades guineenses a responsabilidade pelos encargos financeiros da instituição, sobretudo em relação ao pagamento dos docentes locais, soube a PANA em Bissau da comissão dos professores.


Os professores protestam ainda contra a falta de aparelhos de ar condicionado nas salas de aulas, de conexão à internet e um leque de dificuldades que, segundo Biague, “nao se pode mais tolerar”.
Biague deplora ainda o facto de “nenhuma destas reivindicações ter tido saneada pelo Governo".

Terça-feira, 15 de Março de 2011

PR inaugura 1º banco de crédito para camponeses

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, inaugurou hoje em Farim, norte do país, o primeiro banco de crédito que vai apostar na promoção dos camponeses, sobretudo as mulheres guineenses na luta contra a pobreza.

O banco, localmente designado caixa de crédito e poupança agrícola, é constituído por capitais senegaleses e vai ser instalado em todas as regiões da Guiné-Bissau, sendo que Farim, no norte, foi a primeira zona a receber a instituição.

A seguir a Farim, localidade situada a escassos 35 quilómetros do Senegal, Bissau e Gabu são as regiões onde o banco designado será instalado.

Lusa

Delegações africanas participam de reunião em Brasília para discutir políticas empresariais

Reunião no Sebrae, em Brasília, junta delegações da Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique e África do Sul.

Brasília - Delegações da Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique e África do Sul estão reunidas a partir desta terça-feira (15), em Brasília, com técnicos do Sebrae Nacional para trocar experiências sobre a atuação dos pequenos negócios em seus países.


O grupo faz parte da Small Enterprise Development Agency (SEDA), instituição responsável pelo fomento às micro e pequenas empresas da África do Sul, informa a Agência Sebrae.


Os sul-africanos foram recebidos segunda-feira (14) pelo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. “Além da troca de experiências, a visita pode originar uma cooperação para estimular e incentivar o fluxo de negócios das micro e pequenas empresas brasileiras e dos países africanos”, disse o diretor do Sebrae sobre a importância da parceria.


Na ocasião, o diretor citou a forte relação comercial que o Brasil tem, por exemplo, com Cabo Verde. “É permanente o desafio de ampliar e estimular a integração produtiva entre os países, sempre com a ideia de gerar melhores oportunidades de negócios”, completa.
O objetivo da missão africana é capacitar os gerentes dos escritórios regionais e os consultores de negócios que atendem diretamente os empresários daquele país. Eles farão uma ronda por todas as áreas atendidas pelo Sebrae, com ênfase nos setores de movelaria, mineração, tecnologia da informação e agronegócios.


A líder de projeto da delegação, Bongi Msibi, está entusiasmada com a parceria feita com o Sebrae. Ela conta que o processo histórico do continente africano resultou na criação de milhões de empresas informais. “Temos o desafio de auxiliar nossas empresas a crescer”, diz. Bongi quer levar do Sebrae as estratégias de atuação para o desenvolvimento dos pequenos negócios, além da articulação com o governo para a implantação das políticas voltadas às MPE.


Os africanos também relatarão ao Sebrae suas experiências em relação às oportunidades identificadas pelas MPE antes, durante e após a Copa do Mundo de 2010. "Os jogos acabaram, mas eles conseguiram explorar todo esse legado deixado pela Copa. Podemos utilizar esse conhecimento, já que teremos dois grandes eventos mundiais, a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016", avalia José Marcelo de Miranda, do Sebrae.


O grupo ficará em Brasília até a quarta-feira (16) e segue para o Paraná. Eles vão conhecer o Sebrae do estado e terão a oportunidade de visitar a Feira do Empreendedor e o centro de cooperação internacional em Foz do Iguaçu.

Africom "não vai resolver sozinho" problema no narcotráfico -- Gomes Cravinho

img_1190631257 Washington, 15 mar (Lusa) -- O comando militar norte-americano para África (Africom) deve ser aplicado ao combate ao narcotráfico na África Ocidental, mas não resolverá este flagelo por si só, afirmou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal.

"O Africom é uma instituição entre outras que devem ser aplicadas a este problema", do narcotráfico e crime organizado na África Ocidental, disse à Lusa o secretário de Estado João Gomes Cravinho.

A Guiné-Bissau, juntamente com a situação do Magrebe, foi ponto principal no encontro, na segunda feira em Washington, entre Cravinho e duas conselheiras do presidente Barack Obama -- Samantha Power, do gabinete de assuntos multilaterais e direitos humanos, e Mary Carlin Yates, conselheira para o planeamento estratégico.

Polícia Federal Brasileira prende africana com cocaína no aeroporto de Fortaleza

A Polícia Federal prendeu em flagrante na madrugada desta segunda-feira, 14, um mulher, iniciais C.M.D.B, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. A africana, de 33 anos, conduzia cocaína com destino a Bissau, capital de Guiné-Bissau, na África.
Na fiscalização feita na bagagem despachada pela passageira, segundo a PF, foi encontrado 4,2 kg de cocaína dentro de perfumes em forma de charuto e no fundo falso da mala. De acordo com a Polícia, a cocaína era oriunda de São Paulo.


Durante o interrogatório, a mulher declarou que estava fazendo uma favor para um amigo de seu primo. Segundo ela, este “amigo” havia pago o excesso de bagagem. A presa estava ainda com outras cinco malas e afirmou que não sabia que estava transportando droga.
A mulher foi indiciada por tráfico internacional de drogas, cuja pena varia de 05 a 15 anos. Segundo a Polícia, ela encontra-se na carceragem da Superintendência à disposição da Justiça Federal.

Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Cerca de 500 pessoas manifestam solidariedade ao líder líbio, Muammar Khadafi

Bissau, (Lusa) -- Cerca de cinco centenas de pessoas, na sua maioria jovens e mulheres, da Guiné-Bissau manifestaram hoje solidariedade ao líder líbio Muammar Khadafi, que dizem ser vítima de abuso "da Nato que quer o petróleo" da Líbia.

A marcha pacífica saiu da sede da meteorologia, em Bissau, rumo à embaixada líbia, onde se realizou um comício popular e foi entregue, pela organização, uma "nota de apoio e solidariedade dos guineenses a Muammar Khadafi"

Entre os presentes na manifestação destacam-se os políticos Mama Samba Embalo, deputado e presidente da Associação dos Agricultores guineenses e Martinho N'dafa Cabi, antigo primeiro-ministro do país.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Sábado, 12 de Março de 2011

Devastador tsunami atinge o Japão (VIDEOS)

Companhia "Air 26" vai operar em rotas internacionais

Lubango - A companhia aérea privada angolana “Air 26” poderá, ainda este ano, operar em rotas internacionais, com prioridade para cidades africanas, anunciou quinta-feira, na cidade do Lubango, o seu administrador, Lourenço Duarte.

Ao falar a jornalistas para apresentar os mais novos serviços da companhia, o gestor revelou estar nas prioridades da empresa voos para Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e  Cabo Verde.

Para o efeito, a companhia adquiriu duas novas aeronaves com 37 e 50 lugares, respectivamente.

Afirmou que é com este propósito que a empresa do grupo "Ducard Angola" adquiriu dois jactos da empresa brasileira Embraer, com vista dar resposta às necessidades do mercado, contando agora com uma frota de 10 aeronaves.

Além de rotas internacionais, o administrador da Air 26 anunciou igualmente voos para Ondjiva, Luena, Saurimo, Dundo e Menongue. A companhia já opera no Lubango (com um voo diário), Cabinda, Catumbela, Soyo e Luanda.

Anunciou ainda a implementação de um sistema de reservas, emissão de bilhetes e check-in on-line, no âmbito do cumprimento de um plano de modernização de todos sectores da companhia.

A Air 26 opera no país desde 2006.Criou até agora 500 postos de trabalho directos.

Angolana é presa em Viracopos, S.Paulo Brasil, acusada de transportar cocaína em frascos de desodorisante

Cocaína estava escondida em frascos de desodorante - Divulgação/PFSÃO PAULO - Dois estrangeiros foram presos pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 94 km de São Paulo, acusados de tráfico de drogas, na noite desta quinta-feira. Na bagagem da angolana L.P.W., de 35 anos, um cão farejador utilizado da PF encontrou cocaína escondida em 108 frascos de desodorisante nte. A droga teria como destino Guiné Bissau, na África.

Já o búlgaro D.A.T., de 47 anos, foi preso acusado de transportar o mesmo entorpecente oculto no revestimento de uma mala. Ele embarcaria em um voo da TAP para Amsterdão.

Os estrangeiros foram indiciados por tráfico de drogas, cuja pena varia de 5 a 15 anos de reclusão.

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Faleceu o ex-Ministro das Finanças Issuf Sanha

Bissau - Faleceu esta quinta-feira, na capital senegalesa, Dacar, o ex-ministro das Finanças guineense, Issuf Sanha.

Sanha desempenhou a função de ministro das Finanças duas vezes. O primeiro período de Sanha no Governo antecedeu o conflito político-militar de 1998 e a mais recente assumpção destas funções foi há dois anos.


Destacado quadro do Ministério das Finanças, Issuf Sanha, ganhou proeminência quando em 2008 estabilizou a situação macroeconómica do país, efectivada com o pagamento regular de salário na Função Pública.


Enquanto ocupou o cargo de Ministro das Finanças sempre privilegiou relações institucionais com o Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional. Issuf Sanha desempenhou também as funções de Ministro do Comércio e da Economia.


Em consequência da sua morte, a reunião do Conselho de Ministros que estava agendada para esta quinta-feira ficou cancelada.

Detidos no Algarve (Portugal) GANG DE CABO-VERDIANOS APANHADO NO NARCOTRÁFICO

Quatro cabo-verdianos, dois homens de 42 e 55 anos, e duas mulheres, na casa dos 30, foram detidos na segunda-feira passada pela PSP de Faro (Portugal) na posse de 10 500 doses de heroína e 250 de cocaína. Era considerado um dos mais activos gangs a actuar na Região, fornecendo o “produto” a dezenas de traficantes.

Faro, 9 Março - Quatro cabo-verdianos, dois homens de 42 e 55 anos, e duas mulheres, na casa dos 30, foram detidos na segunda-feira passada pela PSP de Faro (Portugal) na posse de 10 500 doses de heroína e 250 de cocaína. O gang de traficantes foi referenciado pelas autoridades como sendo um dos principais fornecedores de droga na região algarvia, abastecendo vários traficantes da região e há cinco meses que estava a ser alvo de investigação.

Nas buscas domiciliárias efectuadas em Almancil e Quarteira, a Polícia apreendeu uma viatura, material relacionado com o tráfico, cinco mil euros em dinheiro, várias balanças de precisão e oito telemóveis.

A PSP referiu que nos cinco meses de investigação “foram efectuadas mais de dez detenções e centenas de doses apreendidas”, não subsistindo dúvidas que este era um dos mais activos grupos de traficantes a operar na zona algarvia.

Segundo um relatório da OEDT – Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência - Portugal continua a ser uma das principais portas de entrada da heroína na Europa, logo atrás da Espanha. Quanto ao trajecto da droga até à Europa, aquele organismo refere que tem vindo a crescer acentuadamente nos últimos anos o transbordo através da África Ocidental, nomeadamente pela Guiné-Bissau, Guiné e ao largo de Cabo Verde.

Segundo dados revelados pelas autoridades portugueses do combate ao narcotráfico, com o Atlântico mais patrulhado do que nunca, os traficantes desbravaram novos caminhos para a Europa. Abriram uma variante na África Ocidental, a sub-rota Sahel - referente à região entre as terras desérticas e as terras férteis, o corredor que inclui o Senegal, a Mauritânia, o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a Nigéria, o Chade, o Sudão, a Etiópia, a Eritreia, o Djibouti e a Somália. Não esquecendo Cabo Verde, apontado pela DEA como um dos pontos de passagem mais permissivos devido a uma deficiente fiscalização e, sobretudo, a Guiné Bissau, onde contam com a conivência do poder político corrupto e onde o narcotráfico tem um poder cada vez mais ascendente. Grandes quantidades de estupefacientes apreendidos em países como a Mauritânia ou a Croácia deixam perceber o crescente peso da nova sub-rota: "A cocaína viaja por via marítima ou aérea até às costas da África Ocidental e acaba por sair pelo Norte de África”, sublinhou o director da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.

A par da "dificuldade" de navegar o oceano, cada vez mais rastreado via satélite, os traficantes recorrem cada vez mais a aviões de grande porte que aterram em zonas desérticas de África, transportando o produto desde a América do Sul. Os veleiros ou barcos de pesca tendem cada vez mais a cair em desuso. No entanto, segundo o mesmo responsável,as autoridades continuam a apanhar veleiros que saem das Caraíbas para o Norte da Europa, via Açores. E barcos de pesca que saem da América do Sul para a Península Ibérica - embora menos, "porque esse tipo de embarcações está a dirigir-se mais para a África Ocidental", inclusive, Cabo Verde.

Projeto Milton Santos concede 518 bolsas a estrangeiros

Milton-SantosEstudantes de 24 países da África, América Latina e Caribe, que cursam a graduação em instituições federais de ensino superior brasileiras, receberão ajuda financeira mensal de um salário mínimo (R$ 545,00), concedida pelo Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes). A seleção contempla 518 alunos estrangeiros participantes do Programa Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) matriculados em instituições federais de ensino superior das cinco regiões do país.

 

O auxílio financeiro do Promisaes tem duração de 12 meses, mas o aluno pode solicitar a renovação a cada ano, até o final do curso.
Entre os africanos selecionados, o maior número de bolsistas se concentrada em três nações: Guiné-Bissau aparece com 216, seguida de Cabo Verde (141) e do Congo (39); dos oitos países da América Latina se destacam na seleção o Paraguai com 12 bolsistas e o Peru com sete; do Caribe, o Haiti tem cinco bolsistas.


Cooperação - Criado em 11 de novembro de 2003, o Promisaes tem o objetivo de fomentar a cooperação técnico-científica e cultural entre os países com os quais o Brasil mantêm acordos, especialmente africanos, nas áreas de educação e cultura. Ao mesmo tempo em que incentiva com recursos financeiros universitários a prosseguir os estudos, o programa do Ministério da Educação homenageia o geógrafo, pensador, escritor e professor Milton Santos.
O geógrafo Milton Santos (1926-2001), natural de Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, se destacou na área acadêmica.

Doutor em Geografia pela Universidade de Estrasburgo, na França, Milton Santos deixou uma extensa obra. São 40 livros e mais de 400 artigos científicos publicados em diversos idiomas. No começo de sua carreira trabalhou na imprensa, depois dedicou-se à pesquisa e ao ensino. Preso e exilado em 1964 percorreu diversos países até 1977 ensinando em universidades da França, Estados Unidos, Canadá, Peru, Venezuela, Tanzânia.

Comissão da (Cedeao) Conselho Nacional de Coordenação do Programa de Voluntários quer recrutar membros em Bissau

Bissau, 10 mar .Uma comissão da Cedeao desenvolve  consultas com servidores públicos guineenses a fim de recrutar membros para o Conselho Nacional de Coordenação do Programa de Voluntários desse organismo regional.


Segundo uma nota da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao), entre as atividades que se realizam nesta semana em Bissau inclui-se um posto de atendimento que explica o perfil dos voluntários dispostos a ajudar a resolver problemas na
Guiné Bissau, que sofre instabilidade política e institucional como consequência de levantamentos militares e revoltas na história deste país africano.


Mediante um programa posto em marcha na Libéria em 2010, a entidade africana propõe-se incorporar voluntários através dos 15 Estados membros para missões na Libéria, Serra Leoa, Guiné e Guiné Bissau, indicou.

O plano conta com o respaldo de organismos como o Banco Africano de Desenvolvimento, o Programa de Voluntários das Nações Unidas e a União Europeia, sustentou o organismo africano.


Cedeao é um grupo regional na África, fundado em 1975, cuja missão é promover a integração econômica, em especial em setores como a indústria, transporte, telecomunicações, energia, agricultura e recursos naturais.


Integram esse agrupamento: Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gambia, Gana, Guiné, Guiné Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

TAP volta a subir taxa de combustível

TAP volta a subir taxa de combustívelCompanhia indica que a sobretaxa de combustível passa para 34 euros por percurso nas rotas do Continente e internacionais europeias

A TAP está a informar as agências de viagens que os bilhetes vendidos a partir de amanhã já vão ter sobretaxas de combustível mais elevadas, escreve a «PressTur».


De acordo com a informação que está a chegar às agências de viagens emitida pela direcção de Vendas para Portugal da TAP a que o «PressTUR» teve acesso, a companhia viu-se «forçada» a fazer os aumentos das sobretaxas nos voos à partida de Portugal devido «aos constantes aumentos do preço do combustível».


Recorde-se que já em 8 de Fevereiro a TAP tinha aumentado para 32 euros por percurso as sobretaxas de combustível nos voos em Portugal Continental e internacionais europeus, à excepção das ligações com Escandinávia, Finlândia, Hungria, Polónia, República Checa e Rússia, e para 135 os intercontinentais, à excepção de São Tomé, Cabo Verde, Senegal e Guiné Bissau.


Segundo a «PressTur», a companhia indica que a sobretaxa de combustível passa para 34 euros por percurso nas rotas do Continente e internacionais europeias, à excepção das linhas da Escandinávia, Finlândia, Hungria, Polónia, República Checa, Grécia, Áustria, nas quais passa para 42 euros por percurso, e Rússia, onde sobe para 60 euros por percurso.


Em relação aos voos intercontinentais, a companhia aumenta a sobretaxa para 42 euros por percurso nas ligações com Argélia e Marrocos, 125 euros por percurso nas ligações com São Tomé, Cabo Verde, Senegal, Guiné-Bissau e Mali e 145 nas restantes rotas de África (Angola e Moçambique) e Américas (Brasil, Venezuela e Estados Unidos).

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Angola envia missão militar à Guiné-Bissau


Luanda – O Executivo angolano vai enviar uma missão militar à Guiné-Bissau ainda durante o mês de Março, no âmbitio de um Programa de Cooperação Técnico-Militar e de Segurança.

O Jornal de Angola revelou esta quarta-feira, uma fonte do Ministério da Defesa Nacional, que indica que a missão militar angolana se insere no Protocolo para a Implementação de um Programa de Cooperação Técnico-Militar e de Segurança, aprovado pela Assembleia Nacional em Novembro de 2010.


Ainda de acordo com o Jornal de Angola, o documento está em conformidade com as opções do Governo guineense, que se configuram nas acções de reforma do sector de Defesa e Segurança para a promoção da estabilidade, reconstrução e desenvolvimento do país.


Angola vai participar na reforma da segurança na Guiné-Bissau e na reforma e desenvolvimento das suas forças armadas, no âmbito do programa de cooperação bilateral para o período 2010/2012.

Relacionamento Bissau e Pequim = China está disposta ajudar a recuperação da Guiné-Bissau

Fortalecimento de laços de cooperação entre Bissau e Pequim

A delegação política do Partido Comunista Chinês teve encontro de Trabalho com o Presidente do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, tendo visitado Malam Bacai Sanha, Presidente da Republica, por sinal um dos destacados dirigentes do partido libertador e governamental.

Foi à saída deste encontro que Wang Jiarui, Chefe da Delegação, igualmente Ministro do Departamento de Ligação Internacional e Membro do Comité Central do partido Comunista da China afirmou que o teor das audiências com Malam Bacai Sanha e Carlos Gomes Júnior assentaram-se no fortalecimento de laços de cooperação entre Bissau e Pequim.

Sublinhou que a China está disposta ajudar a recuperação da Guiné-Bissau, tanto assim que vai deixar o país com uma boa impressão no que tange a cooperação entre os dois Estados.

A delegação chinesa parte hoje. Mas ainda tem em vista um encontro com os líderes do Partido da Renovação Social, partido maioritário da oposição guineense. Ainda esta manha a delegação do partido comunista chinês procedeu a deposição de Coroas de Flor no mausoléu Amílcar Cabral, em Bissau.

E propósito desta visita, a Voz de América falou com a Ministra da Presidência do Conselho de Ministros, e um dos vice-presidentes do PAIGC, Maria Adiato Nandigna, para quem trata-se de uma visita de extrema importância. Alias, dos encontros, o Governo aproveitou para manifestar as áreas que quer ver a intervenção Chinesa mais saliente.

A Ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Maria Adianto Nandiga, falou sobre a importância da cooperação chinesa na Guiné-Bissau. Uma declaração feita no âmbito da visita de dois dias que uma delegação do Partido Comunista da China efectuou a Bissau.

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Crise líbia : Guineenses manifestam apoio a Kadhafi

Bissau – Os cidadãos guineenses agendaram para esta quinta-feira, uma marcha pacífica ede apoio ao líder líbio, Muammar Kadhafi, que enfrenta uma revolta armada há mais de três semanas.


O anúncio desta acção de solidariedade para com o líder líbio foi tornado público esta terça-feira, em Bissau, numa rádio local, apelando a todos os cidadãos (nacionais e estrangeiros) residentes na Guiné-Bissau, no sentido de aderirem à marcha.


«Apelamos a todos os militantes de partido políticos, grupos de «mandjuandade, para tomarem parte nesta marcha», dizia a nota. A acção, cuja concentração vai ter lugar em frente ao edifício da Meteorologia Nacional a partir das 15H30 locais, deverá juntar pessoas vestidas de camisolas e lenços brancos, reclamando fim da situação que se vive na líbia.

Polícia Judiciária em greve por falta de condições de trabalho


Bissau – Os Agentes de Investigação Criminal e Segurança Interna da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, iniciam esta quarta-feira, uma greve de três dias.

O anúnciou foi feito através de uma nota de imprensa, pela comissão dos polícias. De acordo com os agentes, em causa está o aumento salarial e a questão da segurança nos seus postos de trabalho. A paralização inclui ainda uma vigília em frente à sede da PJ em Bissau no dia 11 de Março, a apartir das 21 horas.


«A Polícia Judiciária é uma polícia de elite com funções espesíficas entre as quais de prevenir e combater a criminalidade em toda as suas esferas, cujo exercício da sua actividade é incompatível com qualquer outro tipo de trabalho público ou privado de carácter remuneratório», lê-se no comunicado de
imprensa da PJ.


Perante esta situação, a Comissão dos Agentes de Investigação Criminal e Segurança Interna da Polícia Judiciária, disse ter feito
diligências junto a quem de direito de forma a encontrar soluções, o que. Até agora, não foi possível.


Esta é a segunda vez que os agentes da PJ ameaçam paralizar os serviços, embora a direcção tenha advertido que, por lei, o estatuto da PJ não prevê reivindicações desta natureza.

Com 26,5 pontos : Região de Biombo vence Carnaval 2011

Bissau – A região de Biombo, no norte do país, foi a grande vencedora do Carnaval 2011 na Guiné-Bissau.

O Biombo ganhou com uma classificação de 26,5 pontos, contra os 25 conseguidos pela região de Cachéu, também no norte, e que lhe lhe proporcionaram o segundo lugar, enquanto que a região de Tombalí, no sul, ficou classificada na terceira posição, com apenas 23 pontos.


Sob o lema «Carnaval de Reconciliação Nacional, Paz, Reforma e Desenvolvimento», a maior manifestação cultural do país foi classificada nas categorias: rainhas, máscaras e grupos, além do desfile infantil, que teve lugar no primeiro dia no Sector Autónomo de Bissau (SAB).


De um modo geral, concoreram a este certame 12 raínhas, das quais três foram vencedoras, sendo a primeira do SAB, Cadijatu Baldé, com 27 pontos, o segundo lugar foi para região de Cachéu, na pessoa da Nenucha Baniu com 26,5 pontos e a região de Bolama Bijagós ficou em terceiro lugar, prémio atribuído a Clarice Na Colnate, com 26,25 pontos.


Em relação às máscaras, num total de 37 concorentes, os dez primeiros foram classificados, sendo que o primeiro lugar foi atribuido à máscara número um, deIvanilton V. P. Gomes do SAB, que ganhou com 30 pontos, e o último lugar foi assegurado por João Dito Sambú, também do SAB com 23 pontos.


Quanto aos prémios, na categorias de grupos a região de Biombo, como vencedor, vai receber 2 milhões de F.cfa, a região de Cachéu 1,5 milhão e meio e o último lugar, a região de Tombalí, vai receber 1 milhão de F.Cfa. relativamente às máscaras, o primeiro lugar vai receber 1,5 milhão de F.cfa, o segundo lugar 750 Mil e o terceiro lugar recebe 500 mil. Já a primeira rainha vai receber 750 mil F.cfa, a segunda 500 mil e o terceiro lugar 350 mil F.cfa.


Realativamente aos restantes concorrentes, a comissão organizadora anunciou a atribuição de um prémio de consolação a todos os participantes mas não adiantou qual.


Sumba Nansil

Terça-feira, 8 de Março de 2011

Guiné-Bissau é a “senhora que se segue” na Feira do Livro de Autores de Países Lusófonos

Odivelas.com – OdivelasTV

Depois de Angola, Brasil e Cabo-Verde, chegou a vez da Guiné-Bissau ser o centro das atenções na Feira do Livro de Autores de Países Lusófonos que está a decorrer na Biblioteca Municipal D. Dinis. É já no próximo dia 9 de Março, às 19h30, que decorre a inauguração desta Feira, subordinada ao tema: “Letras e Artes, hoje, na Guiné-Bissau”.

Recorde-se que a iniciativa que realça a produção literária, destaca os autores lusófonos e promove o livro e a leitura no seio das comunidades, vai terminar com a Grande Feira do Livro de Autores Lusófonos que decorre, de 3 a 21 Maio, na Biblioteca Municipal D. Dinis.

De salientar que o Município de Odivelas promove, no mês de Maio, a 3ª Bienal de Culturas Lusófonas, um evento que enaltece e dissemina a produção artística dos oito países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, nos domínios da dança, cinema, teatro e música.

Miguel Durão

PAZ E RECONCILIAÇÃO INSPIRAM FOLIÕES NA GUINÉ BISSAU

Bissau, 08 mar - “Reconciliação nacional, reforma, paz e desenvolvimento” são os temas da edição deste ano do Carnaval na Guiné-Bissau, evento tão sentido neste país africano como nos outros países lusófonos.


“Sábado, houve desfiles em todas as regiões do país e ontem, em Bissau, a exibição final, com fantasias, premiações e a escolha da rainha do Carnaval” –


“Aqui, o Carnaval é uma festa muito importante – e as fantasias deste ano se inspiram no tema da paz e da reconciliação, que toca demais o povo. Os guineenses querem deixar para trás o golpe, a insegurança e os contrastes políticos, para embocar o caminho do desenvolvimento. Cada etnia coloca em campo suas danças típicas, acentuando o clima de festa destes dias”.


Até a noite de hoje, as ruas de Bissau permanecem fechadas ao tráfico, para consentir a passagem de blocos e carros, na expectativa do veredicto do júri encarregado da premiação.

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Manifestações em Angola e impunidade na Guiné-Bissau em debate

Angolanos previram manifestações contestando o regime de José Eduardo dos Santos.

O aumento da tensão política em Angola em torno da anunciada manifestação de segunda-feira contra o regime de José Eduardo dos Santos não deixou de ser levantada pelos ouvintes.

Noutro plano o segundo aniversário do assassínio de Tagmé Na Wai e de João Bernardo Vieira, respectivamente, chefe de Estado maior do exército e presidente da república da Guiné-Bissau, foi comemorado no país ainda sem fim à vista para as investigações.

Estes dois dos temas que comentámos com os ouvintes que participam nesta edição, para além da sequência da revolta na Líbia.

Os nossos convidados são Pedro Gerald de Luanda, em Angola, e Mamadu Quebe, da Guiné-Bissau nesta que é a rubrica por excelência do nosso auditório.

Para participar neste espaço semanal na antena da RFI agradecemos de antemão que nos comuniquem o vosso contacto telefónico nas cartas e mails que nos dirigem.

Domingo, 6 de Março de 2011

O presidente da Associação de Defesa dos Consumidores guineense denuncia anarquia na fixação de preços

Bissau - O presidente da Associação de Defesa dos Consumidores guineense acusou hoje (sábado) o Governo de nada fazer para combater a "anarquia que reina no mercado" em relação ao aumento dos preços de bens essenciais, que se tem verificado desde 2009.  

Segundo Bambo Sanhá, o que se verifica no mercado "é uma autêntica anarquia na fixação de preços", uma vez que o Governo nada faz para regular o mercado, mesmo que o Estado defenda a livre concorrência.  

"O mercado é livre, mas tem que haver algum controlo para evitar a anarquia que se verifica. Os importadores estão a fazer a sua estrutura de custo sem ter nem achar a opinião do Ministério do Comércio", afirmou o presidente da Associação de Defesa dos Consumidores de Bens e Serviços (Acobes).  

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter reação do Ministério do Comércio. 

A acusação do presidente da Acobes sobre a alegada anarquia na fixação de preços por parte dos importadores, foi corroborada pelo presidente da associação dos retalhistas dos mercados da Guiné-Bissau, Aliu Seidi.

"Nós vendemos ao consumidor conforme aquilo que compramos do importador. Se aumentarem os preços dos produtos, nós também aumentamos e quem sente isso é o consumidor", explicou Aliu Seidi.

Na Guiné-Bissau não existem centros comerciais, pelo que os mercados acabam por ser principais postos de compra e venda de produtos de primeira necessidade, pelo que qualquer aumento de preços é logo sentido nas feiras. 

Entre os produtos cujos preços têm variado no mercado guineense, o arroz trinca, localmente chamado 'nhelé perfumado' é o que mais tem aumentado.

"A farinha de trigo e algumas espécies do arroz, sobretudo aquela espécie denominada 'nhelén perfumado', são os produtos que têm oscilado nos preços, mas a culpa não é do retalhista, nós só vendemos como compramos do importador", defendeu-se o presidente dos retalhistas.

"Há quem venda o 'nhelen perfumado" a 14 mil francos CFA (21 euros), outros vendem a 17 mil (25 euros), mas também há quem venda a 18 mil (27 euros)", disse Aliu Seidi.

O presidente da Associação de Defesa dos Consumidores diz que tudo isso podia ser evitado se o Governo tivesse outra intervenção na regulação do mercado através da participação na formulação da estrutura de custos dos produtos.

"O importador traz o produto e diz ao Governo, isto se disser, que comprou por X preço, o Governo não diz nada, não averigua para saber se é verdade ou não, fixa o seu preço e começa a vender aos retalhistas", afirmou Bambo Sanhá.

"Neste processo anárquico é o consumidor que acaba por ser vítima devido ao baixo poder de compra no nosso país. O pior de tudo é há muito tempo que não há aumentos salariais na função pública. Tem que haver estabilidade de preços" dos produtos da primeira necessidade, assinalou Bambo Sanhá.

O salário mínimo na Guiné-Bissau é de 28 mil francos CFA (42 euros).

Sábado, 5 de Março de 2011

Guiné Bissau: Segundo aniversário da morte Nino Vieira

 

Bissau, 2 de Março de 2009. Na residência presidencial, o Presidente Nino Vieira estava reunido com elementos da sua assessoria. Discutiam o atentado à bomba que ocorrera horas antes, no quartel-general do exército guineense, e que vitimizara o general Tagmé Na Waié.

Entre os militares, suspeitava-se que o ataque tinha sido ordenado pela presidência. As acusações entre o presidente e o general eram antigas e tinham sido reacendidas, com nova força, há pouco tempo. Presente na memória, o ataque contra a residência oficial de Nino, a 23 de Novembro de 2008, durante o qual dois guarda-costas tinham sido assassinados.
Poucos meses depois, em Janeiro, foi a vez de Tagmé Na Waié acusar o clã presidencial de ter encomendado o seu assassinato.
Agora, com a morte do Chefe de Estado Maior-General das Forças Armadas guineenses, as represálias não se fariam esperar. Militares, alegadamente, leais a Tagmé Na Waié cercaram a residência e contou Zamora Induta à AFP, "varreram-na de balas".
Nino foi assassinado quando se preparava para fugir. Conta-se ainda que o seu corpo foi esquartejado com uma catana.

Biografia de um presidente num país instável

João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira, nasce a 27 de Abril de 1939.
Electricista de formação, na luta pela independência, Nino torna-se um dos guerrilheiros mais conhecidos do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), partido formado em 1959 por Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, entre outros.
Em 1973 a Guiné-Bissau proclama unilateralmente a independência, que é reconhecida por Portugal em 1974, depois da Revolução dos cravos.
Em 1978, Nino, que entretanto tinha subido na hierarquia do PAICG, é nomeado primeiro-ministro.
Em 1980, o primeiro Presidente do país, Luís Cabral, é deposto num golpe de estado, Nino Viera sucede-o na presidência e desvincula-se do PAICG. Extingue-se assim o projecto de unificação entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde. Quatro anos mais tarde, Nino é eleito presidente do Conselho de Estado.
À semelhança de Cabo Verde, na década de 90, a Guiné-Bissau abandona o regime de partido único e abre-se ao multipartidarismo. Em 1994, Nino é reconduzido no poder ao vencer as primeiras eleições pluralistas do país.

Em Junho de 1998, Nino Viera é derrubado pela Junta Militar do general Ansumane Mané (antigo chefe de Estado-Maior), da qual fazia parte Tagmé Na Waié. A guerra durou 11 meses e o Presidente exilou-se em Portugal. A Junta Militar coloca o presidente da Assembleia Nacional, Malam Bacai Sanhá, como Presidente interino.

Em 2000, a Guiné vai novamente a votos. O Partido da Renovação Social (PRS) vence as eleições e Kumba Yalá chega à presidência. Mané é assassinado, alegadamente, no decorrer de uma nova tentativa de golpe de estado.

Três anos depois, um novo golpe de estado, levado a cabo por uma Junta Militar liderada, agora, pelo chefe de Estado-Maior, o general Veríssimo Correia Seabra , depõe Kumba Yalá. Seabra seria morto um ano mais tarde por soldados amotinados.

Em 2005, Nino regressa à Guiné-Bissau depois de seis anos de exílio em Portugal e vence as eleições presidenciais, como candidato independente. Tenta então a reconciliação política com antigos inimigos, nomeadamente o general Tagmé Na Waié, que na ausência de Nino do país se tinha tornado chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA). Apesar das incompatibilidades Na Waie era apoiado pelas chefias militares balantas, maioritárias nas Forças Armadas guineenses e tinha inclusive o poder de evitar que Nino regressasse à Guiné. No entanto, depois de várias negociações os dois "arqui-inimigos" conseguiram uma convivência relativamente pacífica (pelo menos até 2008)

O "novo" presidente também tinha dissidências antigas com Carlos Gomes Júnior, eleito primeiro-ministro nas legislativas de 2004. Neste caso, Nino demite-o e coloca no seu lugar Aristides Gomes.

Em 2008 O PAIGC, liderado por Carlos Gomes Júnior, vence novamente as legislativas e apesar da renitência de Nino, forma governo.

Nino Vieira morre assassinado a 2 de Março de 2009.

Raimundo Pereira, então presidente da Assembleia Nacional Popular assume a presidência interinamente.

São marcadas eleições antecipadas para 28 de Junho de 2009 e Malam Bacai Sanhá sobre ao poder.

Há menos de um ano, em 1 de Abril de 2010, houve uma nova tentativa de golpe de estado, desta vez contra o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Guiné-Bissau, sem Paz

A Guiné-Bissau ainda é um país considerado instável e fortemente conotado com o narcotráfico, a nível internacional. Recentemente a União Europeia suspendeu parte dos programas de cooperação económica, alegando a instabilidade vigente no país, designadamente a intervenção militar de 1 de Abril.

O tráfico de droga, cujos interesses serviram para manter uma calma precária, envolve altas patentes militares do país e é apontado como um dos principais problemas do país.

A ONU classificou recentemente a Guiné-bissau como uma "Plataforma de transbordo" de Drogas.

A este problema juntam-se o tribalismo, a instabilidade institucional, a má administração da Justiça, o enfraquecimento do Estado, a corrupção e a falta de diálogo. Questões que se encontram expostas no livro "Voz de Paz", uma obra lançada pela ONG guineense com o mesmo nome (Voz de Paz) e que compila várias ideias sobre as causas dos conflitos na Guiné-Bissau.

Sexta-feira, 4 de Março de 2011

PM promete meios para acelerar investigações sobre assassínios de figuras políticas

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Bissau - O Primeiro -ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou (quinta-feira) que o governo vai disponibilizar meios para acelerar as investigações sobre os crimes praticados contra figuras políticas do país mas não irá tolerar que haja oportunismo político ou distúrbios.

"Enquanto tivermos meios, vamos disponibilizar todos os que forem solicitados pela Procuradoria da República, pelo Ministério da Justiça, mas não é com coação, não é com ameaças", defendeu Carlos Gomes Júnior em resposta à pergunta sobre o que o governo está a fazer para o esclarecimento dos assassínios de figuras políticas.
O presidente João Bernardo 'Nino' Vieira foi assassinado no dia 02 de Março de 2009 na sua residência, horas depois de o então chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié ter sido morto num atentado à bomba.

Em Junho de 2010, em plena campanha eleitoral para as presidenciais, dois destacados políticos do país, Baciro Dabo e Hélder Proença foram também eles assassinados, em circunstâncias ainda por esclarecer.

Os familiares e amigos daquelas figuras tem vindo a manifestar-se regularmente exigindo justiça. 

O grupo, liderado pelo antigo secretário de Estado da Cooperação, Roberto Cacheu, tem acusado o governo de falta de vontade no esclarecimento da verdade porque, alegadamente, não disponibiliza meios para as investigações.

"Deixem os técnicos da justiça trabalhar para que apresentem as provas. Nós tivemos o ensejo de reafirmar ao secretário-geral das Nações Unidas a nossa disponibilidade de ver esclarecidos estes casos", disse Carlos Gomes Júnior, quando procedia ao balanço da sua recente deslocação à sede das Nações Unidas onde proferiu um discurso.

"Mandamos uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas a solicitar que nos enviem técnicos para acompanhar as investigações. Queremos dizer  que ninguém está acima da justiça. Seja ele quem for. Enquanto chefe do governo não vamos tolerar que alguém venha por capricho criar distúrbios no país", sublinhou o Primeiro-ministro guineense.
Sem apontar nomes, Carlos Gomes Júnior disse que o governo não vai tolerar que haja manifestações no país a propósito daqueles casos.

"Deixemos a justiça trabalhar. Não é caso para oportunismo, dizer que vão fazer marcha para intimidar o governo, intimidar a justiça. Não vamos tolerar isso. Nós é que solicitamos às Nações Unidas a vinda de uma comissão de inquérito", acrescentou o chefe do governo guineense.

"Vamos disponibilizar os meios que forem necessários, dentro das possibilidades do governo, porque é a imagem da Guiné-Bissau que está em causa", frisou Carlos Gomes Júnior, sublinhando que a suspeição não favorece ninguém.

"Todos nós estamos interessados que a verdade seja descoberta. A quem é que serve esconder a verdade. Todos nós temos familiares. Ninguém está interessado que haja instabilidade e impunidade permanentes no país", concluiu Gomes Júnior.