Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

Jovens lideram desenvolvimento comunitário

Bissau - Jovens com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos estão a liderar o desenvolvimento comunitário nas regiões de Batatá e Gabú, no leste da Guiné.

Integrados num projecto da Plan Guiné-Bissau, sensibilizam os pais para a aplicação das regras de saneamento básico, promovem os direitos e deveres das crianças e controlam as consultas pré-natais das mulheres grávidas.

Segundo, Alaje Iaiá Embalo, coordenador dos programas da Plan nas regiões de Bafatá e Gabú esta iniciativa copiada de Honduras, já está a provocar mudanças de comportamentos nas comunidades.

Este projecto foi lançado em 2006 nas regiões de intervenção da plan, Bafatá e Gabú, cobrindo actualmente 70 comunidades.

A tabanca de Gã-Tauda, da região de Bafata é uma dessas comunidades. 30 jovens, entre eles 15 raparigas, formados pela Plan, limpam as tabancas com os seus pais e outros moradores, reduzindo os casos de paludismo.

Os jovens sensibilizam as mulheres grávidas para fazerem as consultas pré-natais e controlam a assiduidade nas escolas de crianças em idades pré-escolares.

Segundo Alaje Iaiá Embalo, esta iniciativa já esta a dar os seus frutos. "O projecto já regista muitas inovações. Os efeitos são já sentidos nas comunidades na mudança de comportamentos das crianças e dos próprios adultos."

Os maiores efeitos se registam nos domínios de saneamento básico e do respeito aos direitos das crianças, confirmou Iaiá Embalo, em declarações à BBC.

O casamento forçado foi praticamente abolido em Gã-Tauda, devido à força da promoção dos direitos das crianças.

"Os meus pais permitiram-me frequentar a escola tal como aos meus irmãos. Aqui todos os pais deixam as suas filhas estudar" disse Ibana Sanhá de 16 anos, em declrações à BBC.

Os níveis de confiança nas crianças e a capacidade de resolução de problemas surpreenderam os adultos. Contrariamente aos tempos idos, os pais é que passaram a orientar-se com as recomendações dos filhos.

Respondendo como é que os adultos vêem esta mudança, Mamandin Sanhá disse tratar-se de um desenvolvimento.

"Os tempos são outros. Os nossos pais não nos permitiram estudar alegando podíamos passar a consumir bebidas alcoólicas . A minha filha já é crescida mas não a dou em casamento, mandei-a estudar, é o que todos os pais fazem agora", disse Mamandin Sanhá, pai da Ibana Sanhá, falando à BBC.

O projecto que está a revolucionar as comunidades de Bafatá e Gabú deve alargar a sua cobertura de 70 para 110 comunidades.

Mesmo assim as comunidades beneficiárias são ainda insignificantes perante as necessidades nesta matéria, em toda a Guiné - Bissau que conta com nove regiões.

Aruna Mané, coordenador de programas da Plan reconhece a necessidade do projecto chegar às outras partes da Guiné mas lamenta as limitações da instituição.

"Estamos abertos, se realmente houver financiadores interessados neste projecto, em dar formação a outras organizações para que possam implementá-los nas suas áreas de intervenção", garante Aruna Mane em entrevista à BBC.

A Plan é uma organização humanitária internacional criada pelo jornalista britânico Jonh Langdon-Davies em 1937. A organização intervém em 66 países, nas áreas de protecção da criança, saúde e educação, entre outras.

Delegação governamental Angolana trabalha na Guiné Bissau

Ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim Duarte da Costa David

Ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim Duarte da Costa David

Luanda – Uma delegação ministerial e multisectorial angolana, encabeçada pelo ministro de Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim Duarte da Costa David, encontra-se desde a manhã de hoje, segunda-feira, na Guiné Bissau, no âmbito do reforço das relações de cooperação entre os dois países.

A permanecer naquele país até a próxima quarta-feira, dia 20, a delegação integra o secretário de Estado para as Relações Exteriores, George Rebelo Chicoty, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Afonso Pedro Canga, o secretário de Estado do Tesouro,  Manuel Neto Costa, e o vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”.

O programa da visita, segundo uma fonte oficial a que a Angop teve acesso,  reserva para hoje uma audiência com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, encontros bilaterais nos ministérios da Economia, do Plano, e da Integração Regional. Segundo indicação oficial, estão igualmente programados encontros sectoriais.

Antes do regresso ao país, na próxima quarta-feira, está previsto um encontro de balanço da visita, seguido de nova reunião com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

O ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim Duarte da Costa David, na qualidade de chefe da delegação, e o secretário de Estado para as Relações Exteriores, George Rebelo Chicoty, têm prevista uma audiência com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

Governo vacina mais de 92 mil pessoas contra gripe A

Bissau – O Governo da Guiné-Bissau anunciou, a vacinação de 92 191 mil pessoas, entre as quais mulheres grávidas e crianças, contra a gripe A.

É a primeira vez que se realiza a vacinação contra a gripe A. A iniciativa, que vai durar quatro dias, tem como objectivo, prevenir famílias vulneráveis, assim como fazê-las aderir este tipo de acção de prevenção. A campanha tem como grupo alvo as crianças entre os seis meses de idade aos 5 anos, grávidas e pessoal da área da saúde.
Falando na cerimónia de lançamento oficial da iniciativa, o ministro da Saúde Pública, Camilo Simões Pereira, disse que o progresso de um povo se mede pela sua capacidade de prevenir situações susceptíveis de atentar negativamente a qualidade de vida dos cidadãos.


Foi uma ocasião para o responsável máximo da pasta da Saúde apelar àcolaboração da população para o sucesso desta campanha. Já o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Alangar Ioko Wide, garantiu que esta organização vai continuar a dar o seu apoio ao Governo da Guiné-Bissau no combate às endemias.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Domingo, 17 de Outubro de 2010

PAIGC em pé de guerra com Malam em silêncio

Grupo de históricos do PAIGC acusa o presidente do partido Carlos Gomes Júnior de implementar o divisionismo, afastando-se do legado político de Amílcar Cabral.

Depois de um período de relativa acalmia, as hostes políticas na Guiné-Bissau voltam e entrar em ebulição com o Primeiro-Ministro no centro dos ataques. As críticas a Cadogo, que não são novas, oriundas de um núcleo de personalidades próximas da Presidência demonstram que os resultados do Congresso de Gabú, quando Carlos Gomes Júnior ganhou a Malam Bacai a liderança do PAIGC, ainda estão por digerir.


O grupo, liderado por Roberto Ferreira Cacheu, Daniel Gomes, Marciano Silva Barbeiro e Manecas Santos, criticou em carta aberta dirigida a Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC, a “incapacidade da actual cúpula directiva do Partido para garantir a unidade e a coesão interna”. O também Primeiro Ministro da Guiné-Bissau é ainda acusado de ter “enveredado pela via da violência, dos assassinatos políticos e espancamentos de figuras pública” e “instituir a eliminação física dos adversários como método de governação”, estratégia que colocou o PAIGC num “estado de terror interno”.


Na carta aberta, o grupo anuncia a intenção de convocar uma reunião extraordinária do bureau político do PAIGC para analisar a situação política da Guiné-Bissau e obter “explicações do presidente do partido sobre a governação e os crimes não esclarecidos e cometidos em 2009”.
O grupo contestatário a Carlos Gomes Júnior relaciona ainda os assassinatos de 2009, que vitimaram Hélder Proença e Baciro Dabó, com uma tentativa de Carlos Gomes Júnior de“decapitar e destruir a campanha eleitoral [presidenciais de 2009] do Camarada Malam Bacai Sanhá”.


Apesar da referência ao Presidente da República Malam Bacai Sanhá, principal opositor interno de Carlos Gomes Júnior no panorama político guineense, o grupo rejeita que esta carta aberta se trate de um “ajuste de contas dentro do partido, mas sim um diagnóstico das graves situações e atropelos da actual situação no PAIGC”.


Desde a publicação no blog Ditadura do Consenso de uma carta alegadamente escrita pelo Procurador Geral da República e dirigida ao Presidente Malam Bacai Sanhá, na qual Carlos Gomes Júnior era apontado como o mandante dos assassinatos de 2009, que a tensão política em Bissau se tem vindo a agudizar. Roberto Cacheu e Daniel Gomes, que agora lideram a contestação no PAIGC, têm também conduzido o grupo de familiares das vítimas dos assassinatos de 2009, exigindo a publicação dos processos de investigação actualmente no Ministério Público. O Procurador Amine Saad, tem-se remetido ao silêncio sobre este caso, estando actualmente nas Canárias numa viagem particular.

Durante a última semana, o grupo de familiares das vítimas liderado por Cacheu e Gomes manteve encontros com outros elementos da ala do PAIGC adversária de Carlos Gomes Júnior, bem como com elementos do PRS e do PRID. Dessas reuniões, realizadas sob sigilo máximo no Hotel Malaika, propriedade de Braima Camará, deputado do PAIGC e considerado o Delfim do Presidente Malam Bacai, terão saído as orientações para a actual estratégia de ataque a Carlos Gomes Júnior, de colagem da imagem do Primeiro Ministro às mortes de 2009.
Os ataques reflectem aquilo que há muito é voz corrente em Bissau. Desde a vitória sobre Malam Bacai Sanhá no Congresso de Gabú em 2008 que Carlos Gomes Júnior mantém o controlo do aparelho partidário e recolhe o apoio dos guineenses, como foi patente nas movimentações de 01 de Abril quando a população de Bissau saiu para a rua a protestar contra a detenção do Primeiro Ministro pelos militares revoltosos. Para os estrategas adversários de Carlos Gomes Júnior, o ajuste de contas interno terá de ser feito sob uma capa de legalidade, usando o argumento judicial para obtenção de ganhos políticos máximos, sem comprometer os resultados do partido nos próximos actos eleitorais, quer legislativos, quer presidenciais.


Malam Bacai, defensor confesso do modelo governativo de carácter presidencial e que há alguns meses chegou mesmo a afirmar aos órgãos de comunicação social “os sinais de envolvimento de políticos guineenses nas mortes de 2009”, tem mantido um silêncio “ensurdecedor” face à tensão no PAIGC e a um processo político que lhe permitirá, caso seja bem sucedido, reequilibrar a balança de poder guineense do pós Congresso de Gabú.

Rodrigo Nunes

(c) PNN Portuguese News Network

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Contra-almirante Tchuto nega envolvimento tráfico droga

O novo chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, contra-almirante Bubo Na Tchuto, reafirmou hoje que não há provas contra ele de envolvimento no tráfico de droga e que o que se diz não corresponde à verdade.

«Ninguém tem provas e não corresponde à verdade», afirmou Bubo Na Tchuto, no final da cerimónia de posse das novas chefias militares guineenses quando questionado pelos jornalistas sobre o que ia fazer para provar a sua inocência, como pediu hoje o Presidente da Republica.

«Penso que durante estes dias, depois da tua nomeação, tens estado a acompanhar o que se diz de ti. Aquilo que as pessoas falam, sobretudo a comunidade internacional«, disse o Presidente, na tomada de posse de Bubo Na Tchuto.

Diário Digital / Lusa

EUA enviam para a Guiné-Bissau conselheiro do Gabinete Internacional do Narcotráfico do Departamento de Estado

Bissau, 13 out (Lusa) -- Os Estados Unidos vão enviar em janeiro do próximo ano um conselheiro do Gabinete Internacional do Narcotráfico e Aplicação de Leis do Departamento de Estado (INL) norte-americano para a Guiné-Bissau, refere um comunicado hoje divulgado.

Segundo o documento, emitido pela embaixada dos Estados Unidos em Dacar, Senegal, o envio do conselheiro exprime o empenho norte-americano em "apoiar a concretizacão do Estado de Direito na Guiné-Bissau".

"O conselheiro terá a responsabilidade de coordenar o programa do INL de apoio ao setor da justiça (...) e não estará envolvido em nenhuma investigação criminal ou processo judicial", sublinha o documento.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Presidente da República da Guiné-Bissau pede a Bubo Na Tchuto para provar a sua inocência

Bissau, 13 out (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, pediu hoje ao novo chefe do Estado-Maior da Armada guineense, almirante Bubo Na Tchuto, para dar provas de que aquilo que dizem dele não é verdade.

Malam Bacai Sanhá falava na cerimónia da tomada de posse das novas chefias militares guineenses nomeadas na semana passada.

No discurso, proferido em crioulo, o Presidente guineense fez questão de dedicar umas palavras ao almirante Bubo Na Tchuto, acusado pelos Estados Unidos de envolvimento no narcotráfico.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Euro Atlantic Air Ways com voos a ligar Bissau e Lisboa

Bissau – A companhia aérea Euro Atlantic Air Ways, vai realizar a partir do próximo dia 27 de Novembro os primeiros voos entre Bissau e Lisboa.

euroatlantic

A notícia foi avançada, em exclusivo à PNN por Eduardo Nascimento, director de marketing internacional desta companhia em Bissau. De acordo com o responsável, até esta data, a única dificuldade que pode estrangular o processo prende-se com as formalidades legais por parte das autoridades nacionais guineenses.


«Entre a última semana de Novembro e a primeira semana de Dezembro deste ano terão início as operações de voos entre dois países», garantiu Eduardo Nascimento. Neste sentido, o responsável afirmou que, neste momento, estão reunidas todas as condições para o início das actividades, o que foi demonstrado pela vontade da sua equipa de trabalho de alguns anos a esta data.
Ainda de acordo com este responsável, trata-se de um

projecto que se encarrega da gestão da STP Air Ways em São Tomé e Príncipe, e que foi alargado para a criação de uma companhia aérea para a Guiné-Bissau.


O Boeing 757/200, com 219 lugares (incluindo cargas) prevê igualmente as ligações entre a Guiné-Bissau e as ilhas de São Tomé e Príncipe, revelou ainda Eduardo Nascimento. O director de marketing internacional informou, por outro lado, que o objectivo da ligação aérea entre Bissau e Lisboa, se enquadra numa estratégia de colmatar lacunas no domínio do transporte aéreo na Guiné-Bissau, assim como em vários países da África.


Em relação à situação de instabilidade na Guiné-Bissau, Eduardo Nascimento disse que existem perturbações sociais em toda parte do mundo. «Instabilidade não vejo, existem perturbações em toda parte do mundo», frisou Eduardo Nascimento. O responsável adiantou que actualmente a sua companhia está a operar em várias partes do mundo, nomeadamente em Bangladesh, e Miami e dispõe de um avião junto da TAP Air Portugal.


Refira-se que Eduardo Nascimento exerceu o cargo de director da TAP Air Portugal durante 30 anos para a Guiné-Bissau, Cabo-Verde, Angola, Senegal e Costa de Marfim.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

PR explica nomeação de contra almirante Bubo Na Tchuto (será que tem ?) com necessidade de estabilidade interna

O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.

2010-09-20 114023_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$847A5899-43D5-4FAD-87A3-93A1E7561CDE$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 "Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.

Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.

Fonte: Lusa

Estão a ser criadas condições de segurança para Zamora Induta ir para casa - fonte militar

Bissau, 12 out (Lusa) -- O almirante Zamora Induta, detido após a intervenção militar de 01 de abril na Guiné-Bissau, continua preso por ainda não estarem reunidas as condições de segurança para a sua libertação, disse hoje à Agência Lusa fonte militar.

"Estão a ser criadas as condições de segurança", afirmou a fonte.

O advogado de Zamora Induta confirmou também à Agência Lusa que o almirante continua detido por ainda não estarem reunidas as "condições de segurança".

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

UA apela aos Bissau-Guineenses para reconciliação

Dakar, Senegal - O representante especial da União Africana (UA) na Guiné-Bissau, Sebastião Isata, apelou segunda-feira aos Bissau-Guineenses para se reconciliarem.


O diplomata angolano ao serviço da UA lançou este apelo durante um encontro mantido segunda-feira de manhã em Bissau com o bispo católico desta cidade, Kamnate Nabisin, no quadro dos esforços tendentes à reconciliação do povo guineense.


Numa entrevista, por telefone, Sebastião Isata disse que o encontro versou sobre o papel que a Igreja Católica pode desempenhar na moralização da sociedade e na pacificação dos espíritos.
Nessa ocasião, o diplomata angolano recordou o ensinamento do Santo Tomás de Aquino que, na sua suma teologia, dizia: "lá onde o pecado abunda, o perdão superabunda".


Contudo, acrescentou o representante especial da UA na Guiné- Bissau, "para que tal aconteça, é necessário que cada Guineense se reconcilie consigo mesmo".


Isata disse igualmente que a "verdadeira reconciliação passa pelo arrependimento, pela redenção e por um diálogo sinceiro, positivo e construtivo a nível de todos estratos da sociedade guineense".


No quadro do mesmo espírito, o representante especial da União Africana (UA) avistou-se, no mesmo dia, à tarde, com a presidente do Tribunal Supremo da Guiné-Bissau, Maria do Céu Monteiro.


Durante o encontro, afirmou Isata, foi realçado o papel do Tribunal Supremo enquanto guardião da legalidade democrática na consolidação do Estado de Direito e da normalidade constitucional na Guiné-Bissau.


É de notar que é o segundo encontro mantido pelo representante especial da UA na Guiné-Bissau com a presidente do Tribunal Supremo do mesmo país desde a sua chegada a bissau a 3 de Outubro último.

Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Zamora Induta permanece em Mansoa

Bissau – Apesar de anunciada a libertação do ex CEMGFA guineense, Zamora Induta ainda permanece em Mansoa, local para onde foi transferido há mais de seis meses após o seu «sequestro», como qualificou o advogado Floriberto Carvalho.

Segundo o advogado do almirante Zamora Induta, Floriberto Carvalho, teve acesso a um despacho do Tribunal Militar, datado de 04 Outubro, que informa que não existem razões para manter a medida de coação de prisão preventiva de Zamora Induta e que esta deve ser substituída por uma «menos gravosa». O Tribunal Militar sugere que Zamora Induta permaneça na sua residência no Alto Bandim, e qualquer deslocação deverá ser sujeita a uma autorização prévia.


Floriberto Carvalho garante que «não existe qualquer processo disciplinar contra Zamora, assim a sua detenção foi ilegal» e só pode ser interpretada como um «sequestro, justificado pelos militares como uma medida para garantir a segurança do ex CEMG devido «à situação delicada e complexa do país», um argumento que Floriberto Carvalho considera absurdo. «Se assim fosse, por motivos de segurança, todos os guineense deveriam estar na prisão», ironiza.
O mesmo advogado explicou que Zamora Induta não pode regressar imediatamente à sua residência no Alto Bandim, Bissau, dado que esta não está em condições por ter sido saqueada logo após a revolta militar de 01 de Abril.

(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau, Moçambique e Angola integram lista onde a fome é alarmante

mocambique Guiné-Bissau, Moçambique e Angola constam numa lista de 25 países onde o aumento do índice de fome é "alarmante". O anúncio foi feito pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI) que, esta terça-feira, publicou o Índice da Fome no Mundo 2010.

De acordo com o Índice da Fome no Mundo 2010, a fome atinge mil milhões de pessoas e assumiu proporções alarmantes em perto de trinta países devido à pobreza, aos conflitos e à instabilidade.

Dos cento e vinte e dois países estudados, em quatro (República Democrática do Congo, Burundi, Chade e Eritreia) os níveis de fome são "extremamente alarmante". Aliás, segundo o relatório, a RDC é o estado que sofreu maior deterioração do índice.

Segue-se a fasquia do nível "alarmante" e, aqui, colocam-se 25 estados, por ordem crescente de gravidade: Nepal, Tanzânia, Camboja, Sudão, Zimbábue, Burkina Faso, Togo, Guiné-Bissau, Ruanda, Djibuti, Moçambique, Índia, Bangladesh, Libéria, Zâmbia, Timor-Leste, Níger,Angola, Iémen, República Centro-Africana, Madagáscar, Ilhas Comores, Haiti, Serra Leoa e Etiópia.

O índice da fome no mundo é calculado através de três indicadores: a proporção de população subnutrida, o baixo peso infantil e a taxa de mortalidade infantil.

Sobre o assunto, Domingos Veloso, o diretor nacional da Agricultura, Pecuária e Florestas do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas de Angola, que não concorda com a atribuição do rótulo "alarmante" a Angola e acrescenta que no país a fome tem tido uma evolução positiva.

Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe autorizados a votarem

Nova Iorque - A Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe vão poder votar hoje, terça-feira,  para eleger membros não - permanentes do Conselho de Segurança da ONU, juntamente com outros quatro estados-membros com dívidas às Nações Unidas, anunciou a organização. 

O director da divisão do Secretariado da ONU para os assuntos da Assembleia-geral, Ion Botnaru, sublinhou em conferência de imprensa que todos os 192 países membros vão poder votar, depois de uma autorização especial concedida pela organização.

“Tudo está preparado, a nossa única preocupação é que possamos começar a votação à hora certa. A decisão de autorizar todos os 192 estados membros a votar é encorajadora", afirmou hoje o responsável do Secretariado da ONU em conferência de imprensa para apresentação da votação.

Os outros membros com dívidas autorizados a votar são a República Centro Africana, Comoros, Libéria e Somália. 
Portugal disputa com o Canadá e a Alemanha os dois lugares não-permanentes no Conselho de Segurança disponíveis no grupo regional "Europa Ocidental e Outros", no biénio 2011-12.

Os outros três lugares a serem sujeitos a votação não enfrentam concorrência uma vez que o número de candidatos é igual ao número de vagas, casos da Índia e África do Sul, no grupo "Ásia e África" e da Colômbia, no grupo "América Latina e Caraíbas".

No grupo Ásia e África existe um acordo informal de que cada continente selecciona um membro para ocupar cada um dos dois lugares.

EUA condenam nomeação de Bubo Na Tchuto

arton138 Os Estados Unidos condenaram a nomeação do almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado Maior da Armada da Guiné-Bissau e consideraram ser um "passo atrás" para o povo guineense.


"A reintegração de Bubo Na Tchuto é um desapontamento e um passo atrás para o povo da Guiné-Bissau", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano citado pela agência noticiosa Reuters e pela cadeia britânica BBC.


Bubo Na Tchuto é apontado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como narcotraficante na Guiné-Bissau, acusação que o próprio refuta.


O presidente da Guiné-Bissau decretou na quinta-feira, sob proposta do governo, a nomeação do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto como chefe do Estado Maior da Armada.


O contra-almirante Bubo Na Tchuto ocupou a chefia da Armada da Guiné-Bissau até agosto de 2008, quando foi acusado de tentativa de golpe de Estado, pelo então chefe de Estado Maior General das Forças Armadas general Tagmé Na Waié, para tentar destituir e prender o antigo presidente João Bernardo "Nino" Vieira.


Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso de funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos.


Em finais de Dezembro de 2009, regressou à Guiné-Bissau e refugiou-se nas instalações da ONU em Bissau, que abandonou a 01 de Abril.
No mesmo dia, militares liderados por Bubo Na Tchuto e pelo actual chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ex-chefe das Forças Armadas almirante Zamora Induta.


Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado contra Bubo Na Tchuto.

12-10-2010, 21:24:32
Fonte: Agência Lusa

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Segurança atrasa libertação do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau

000_Par2447137_0 A integridade física do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, almirante Zamora Induta, está a atrasar a sua libertação. A defesa de Zamora Induta aguarda que as instâncias judiciais guineenses destaquem elementos das Forças Armadas para garantir a segurança do almirante.

A integridade física do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, almirante Zamora Induta, está a atrasar a sua libertação. A defesa de Zamora Induta aguarda que as instâncias judiciais guineenses destaquem elementos das Forças Armadas para garantir a segurança do almirante.

O anúncio da eventual libertação do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, almirante Zamora Induta, foi feito na sequência de um despacho do Tribunal Militar Superior. No início deste mês, a instância considerou não haver motivos para manter a prisão preventiva e decidiu aplicar ao almirante uma outra medida de coação menos gravosa que é a obrigação de permanência no país.

De acordo com o advogado de defesa, Floriberto Carvalho, a alteração da medida de coação «implica que Zamora Induta seja posto em liberdade e possa regressar a casa». O problema é que a casa do almirante «foi vandalizada e os homens que garantiam a sua segurança deixaram de lá estar».


Neste momento, a defesa aguarda que o Tribunal Militar Superior proceda ao destacamento de elementos das Forças Armadas para garantirem a integridade física do almirante Zamora Induta.

UE apresenta-o como um "desestabilizador" Almirante que Washington considera narcotraficante foi colocado à frente da Armada da Guiné-Bissau

O Presidente Malam Bacai Sanhá nomeou o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, mas a representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, lamentou-o profundamente.

Bacai Sanhá explicou ter recolocado Bubo Na Tchuto no lugar que já em tempos desempenhara por entender que isso poderá contribuir para a estabilidade de um país muito agitado. Mas a UE, por seu turno, destacou o “papel desestabilizador” de Bubo nos acontecimentos de 1 de Abril último, quando o general António Indjai o foi buscar às instalações das Nações Unidas onde se encontrava refugiado e juntos prenderam o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta.


“É uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima propício para a implementação da reforma do sector de defesa e segurança”, afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas, enquanto Catherine Ashton recordava que o oficial em causa se encontra sujeito a sanções por parte de entidades internacionais, designadamente norte-americanas, por se ter considerado que estava envolvido no narcotráfico que dilacera a vida da África Ocidental.


“A comunidade internacional vai compreender a nossa posição, como compreenderam sempre. Vai compreender a necessidade que nós temos de estabilizar este país e nós estaremos à altura de dar essas explicações”, disse o Presidente guineense, depois de haver recolocado Bubo no lugar que tivera até Agosto de 2008, quando foi acusado de actividades golpistas pelo então chefe do Estado-Maior General, general Tagme Na Waie, que viria a ser assassinado em 1 de Março do ano passado.


Na sequência das acusações de que tentaria procurar destituir o então Presidente João Bernardo “Nino” Vieira, Bubo Na Tchuto foi suspenso e fugiu para a Gâmbia, de onde depois saiu para se refugiar na representação da ONU em Bissau.


Durante o período em que ele se encontrou fugido, foram assassinados tanto Tagme Na Waie como o próprio “Nino” Vieira, numa série de crimes políticos a que a Guiné-Bissau tem vindo a assistir.


No dia 1 de Abril deste ano, Bubo Na Tchuto e o general António Indjai não só destituíram o almirante Zamora Induta da chefia do Estado-Maior General, como chegaram a prender, durante algumas horas, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, líder do partido maioritário, o PAIGC.


País de arbitrariedades

Zamora Induta tem continuado detido, sem julgamento, se bem que nos últimos dias tenha sido anunciada a iminência da sua libertação, constantemente exigida pela UE, que não se conforma com uma série de arbitrariedades que se têm verificado na Guiné-Bissau e ficado impunes.


De acordo com as palavras da britânica Catherine Ashton, a recolocação de Bubo Na Tchuto à frente da Armada confirma, se necessário fosse, a militarização da política naquela antiga colónia portuguesa, onde nos últimos sete meses Presidente e Governo têm feito quase tudo o que é desejado por alguns oficiais generais.
Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado que haviam sido formuladas contra Bubo Na Tchuto; e, a partir daí, ele começou a exigir que o colocassem de novo no Estado-Maior da Armada. Isto apesar de o departamento norte-americano do Tesouro o ter colocado na lista internacional de narcotraficantes.

O mesmo tribunal determinou na semana passada não haver razões para se manter por mais tempo a prisão preventiva do Almirante Zamora Induta, que, no entanto, deveria, segundo os juízes, ser obrigado a permanecer no país, de modo a esclarecer algumas das acusações que contra ele também têm vindo a ser feitas.


De acordo com uma carta atribuída ao Procurador-Geral da República, Amine Michel Saad, e divulgada pelo site Ditadura do Consenso, Induta teria dito o ano passado a um grupo de militares que o primeiro-ministro lhe dera ordens para mandar executar o Presidente Vieira.

Cacheu quer ditar agenda política guineense

Bissau - Os anúncios da nomeação de Bubo Na Tchuto como Chefe de Estado Maior da Armada e da libertação de Zamora Induta, detido desde 01 de Abril em Mansoa, marcaram a semana noticiosa na Guiné-Bissau.


Estes anúncios poderão ser o «enterrar do machado da guerra» entre clãs militares desavindos. Mas apesar do que parecem ser os bons sinais no terreno, a crónica situação de instabilidade das Forças Armadas guineenses continua a permitir a sua instrumentalização política.


Roberto Ferreira Cacheu, elemento histórico do PAIGC e auto-proclamado líder do grupo de familiares das personalidades assassinadas em 2009, «Nino» Vieira, Tagme Na Waie, Baciro Dabo e Hélder Proença, este último ligado ao narcotráfico e envolvido na tentativa de golpe de estado de 05 de Junho de 2009, tem utilizado as últimas semanas para preparar novas rondas de iniciativas públicas reclamando a identificação dos mandantes das mortes.

Durante a última semana, Cacheu esteve reunido no hotel Malaika, propriedade do também deputado do PAIGC Braima Camará, com elementos do PRS e PRID para delinear a melhor estratégia para provocar a publicação dos resultados oficiais das investigações feitas pelo Ministério Público.

Ainda esta semana, o blog Ditadura do Consenso publicou uma alegada carta do Procurador Amine Saad dirigida ao Presidente Malam onde o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior era apontado como o mandante da morte de «Nino» Vieira. Apesar de ter sido o tema das conversas nos cafés de Bissau, a carta foi desacreditada e classificada como «mais uma manobra de propaganda para desestabilizar a política nacional», de acordo com fontes da Primatura guineense.


Certo é que os próximos dias poderão vir a ser marcados por movimentações de fundo, orientadas por actores políticos com interesse na condução dos destinos da Guiné-Bissau.

(c) PNN Portuguese News Network

Domingo, 10 de Outubro de 2010

Treinador guineense considera positiva exibição dos seus jogadores

0,3993233c-44c7-4427-8b01-e1f457a107a5 Luanda – O treinador da selecção de futebol  da Guiné Bissau, Norton de Matos, considerou hoje (sábado) positiva a exibição dos seus jogadores diante  dos Palancas Negras, na qual perderam por 0-1, em partida disputada no Estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Em declarações à imprensa no final do jogo, o técnico disse que os jogadores estiveram bem apesar do facto de terem pouco tempo de trabalho e jogarem diante de uma selecção angolana com atletas experientes.

"Acho que nós não defraudámos as expectativas, uma vez que estavámos a ser considerada a equipa mais fraca do grupo. Mostrámos que podemos jogar de igual para igual dentro das nossas possibilidades com qualquer selecção", referiu.

Disse que a sua equipa teve a oportunidade de causar surpresa no jogo quando, aos dois minutos da primeira parte,  registou-se uma falha defensiva do jogador angolano Caly, o que obrigou o  guarda-redes Lama a fazer uma intervenção oportuna.

Outro momento foi aos 45 minutos, ainda da etapa inicial do jogo, onde o número um angolano evitou o golo do empate da selecção guineense.  

O jogo foi pontuável a 2ª jornada do grupo J das eliminatórias de acesso ao CAN2012, que vai ser disputado no Gabão e Guiné Equatorial.

Zamora Induta libertado

big_1279901486_3853_zamora_induta_1 Bissau – O ex Chefe de Estado Maior guineense, Zamora Induta, detido por militares revoltosos a 01 de Abril de 2010 foi libertado este Sábado.

Quando a 01 de Abril de 2010 vários militares liderados por António Indjai (actual chefe de Estado Maior das Forças Armadas) arrancaram com uma revolta que levaria à libertação de Bubo Na Tchuto (actual chefe de Estado Maior da Armada), «exilado» nas instalações da ONU na capital guineense, e prisão imediata de Zamora Induta, então CEMGFA, assim como da efémera detenção do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, provocaram o consternamento da comunidade internacional que imediatamente exigiu o restabelecimento da ordem constitucional e libertação de Induta.


Zamora Induta foi libertado este Sábado quando o presidente, Malam Bacai Sanhá, encontra-se na Líbia a participar na Cimeira Arabo-africana e pouco depois de ter nomeado o controverso contra Almirante Bubo Na Tchuto como chefe de Estado Maior da Armada.
Malam Bacai Sanhá tenta assim apaziguar as relações com uma ala da classe militar guineense e ceder às exigências da comunidade internacional que exigia a libertação de Zamora Induta.

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Libertação de Zamora Induta "não é nenhum favor" -- Liga Guineense dos Direitos Humanos

Bissau, 08 out (Lusa) -- O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, considerou hoje que a eventual libertação do almirante Zamora Induta, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, não é "nenhum favor" e já devia ter acontecido.

UE "lamenta profundamente" nomeação de Bubo Na Tchuto para chefe do Estado Maior da Armada

catherine_ashton Bissau, 09 out (Lusa) -- A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, "lamentou profundamente" a nomeação do almirante Bubo Na Tchuto para chefe do Estado-maior da Armada da Guiné-Bissau.

"A Alta Representante lamenta profundamente a nomeação do almirante José Américo Bubu Na Tchuto como o chefe da Marinha", afirmou o porta-voz de Catherine Ashton em comunicado divulgado sexta feira.

Segundo o documento, "Bubo Na Tchuto desempenhou um papel destabilizador no motim de 01 de abril e está sujeito a sanções por parte dos parceiros internacionais por alegado envolvimento em actividade ilícitas".

Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Zamora Induta a caminho da liberdade

ALeqM5h_OO1XnPKR7xe0JfnStWpvS3yn3w Seis meses depois de ter sido detido na sequência das movimentações militares de 01 Abril, Zamora Induta deverá ser libertado esta sexta-feira da prisão de Mansoa, de acordo com fontes das Nações Unidas em Bissau.


A decisão do Tribunal Militar, de acordo com as fontes contactadas, terá como fundamento a falta de provas materiais implicando o ex-CEMGFA no rol de acusações que foram apresentadas por António Indjai, líder militar das movimentações de de 01 de Abril.

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PR explica nomeação de contra almirante Bubo Na Tchuto com necessidade de estabilidade interna

Bissau, 08 out (Lusa) -- O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.

"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.

Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.

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Bubo Na Tchuto nomeado chefe do Estado Maior, (Como é possível !!!!!!)

Bissau - O presidente da República da Guiné-Bissau decretou Quinta-feira, sob proposta do governo, a nomeação do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto como chefe do Estado Maior da Armada.

"O Presidente da República decreta, nos termos dos artigo 70.º da Constituição da República (...) o contra almirante José Américo Bubo Na Tchuto chefe do Estado Maior da Armada", refere o decreto presidencial enviado.

O contra-almirante Bubo Na Tchuto ocupou a chefia da Armada da Guiné-Bissau até Agosto de 2008, quando foi acusado de tentativa de golpe de Estado, pelo então chefe de Estado Maior General das Forças Armadas general Tagmé Na Waié, para tentar destituir e prender o antigo presidente João Bernardo "Nino" Vieira. 

Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso de funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos.

Em finais de Dezembro de 2009, o contra-almirante regressou à Guiné-Bissau e refugiou-se nas instalações da ONU em Bissau, que abandonou a 01 de Abril.

No mesmo dia, militares liderados por Bubo Na Tchuto e pelo actual chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ex-chefe das Forças Armadas almirante Zamora Induta. 

O primeiro ministro foi libertado no mesmo dia, mas Zamora Induta continua detido, tendo sido transferido para o quartel de Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau.

Por várias vezes, Bubo Na Tchuto admitiu regressar à chefia da Armada guineense, alegando não ter sido exonerado do cargo de chefe do Estado Maior daquele ramo das Forças Armadas do país.

Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado contra Bubo Na Tchuto.

Bubo Na Tchuto é apontado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau, acusação que o próprio refuta.

Selecção da Guiné-Bissau já em Luanda

Luanda – A selecção de futebol da Guiné-Bissau chegou na noite de hoje, quinta-feira, a Luanda, para defrontar, sábado, no Estádio 11 de Novembro, os Palancas Negras em jogo da segunda jornada do grupo J, nas preliminares de apuramento ao Campeonato Africano das Nações (CAN2012).

A comitiva composta por 22 jogadores e quatro dirigentes é proveniente de Lisboa, Portugal, onde os “Djurtus” designação do plantel da Guiné Bissau, realizou o seu estágio sob a orientação do técnico Norton de Matos.

Para a “Operação Angola", chegaram a Luanda Bruno Fernandes (Unireia Urziceni), José de Mancedo (Hammarby), Bucundji Cá (Tours), Jean Paul Mendy (CFA), Ivanir Rodrigues "Vani" (Real Sport Clube), Saido Indjai "Bandjai"(Oliveirense), Vladmir Gomes (Grupo Desportivo Touriense), Edmilson Mendes "Lubo" (Dínamo de Tbilisi/Geórgia) e José Luís "Zezinho" (Sporting Clube de Portugal).

Chegaram, ainda, Nabilanor Tavares "Nabi" (Triense), Bacar Balde (FC do Porto), Moía Braima Mané (Sporting da Covilhã), Flávio Nanque "Lano" (Santa Maria), Bafodé Dabo (Oliveirense), Dionísio Fernandes "Niche" (Fátima), Emiliano Té (Tondela), Ivanildo Cassamá (Portimonense), Ailto Pereira (Atlético), Yanick Gomes (FC Saarbruecken), Almame Moreira (Partizan), Cristian Mendy (Louhans Cuisenux) e Cícero Semedo (Rio Ave).

Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

(Segundo O Luanda Digital) Acusações a Cadogo instabilizam Bissau

aminesaad7297 A publicação de uma carta alegadamente escrita pelo Procurador Amine Saad para o Presidente Malam Bacai Sanha, implicando o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior nas mortes de “Nino” Vieira e Hélder Proença, está a causar ondas de choque Guiné-Bissau.

O documento, publicado no blog Ditadura do Consenso, (pode ler Doc: neste Blog em Documentos) refere pormenores processuais das investigações em curso relativas aos assassinatos de altas figuras do Estado que atingiram a Guiné em 2009. Nele são referidos os alegados autores morais dos crimes, bem como os próprios autores materiais das mortes de “Nino” Vieira e Hélder Proença. No entanto, fontes do Gabinete do Primeiro Ministro desvalorizam o documento, considerando que o facto do mesmo não estar assinado reduz a “credibilidade do mesmo”.


Apesar das dúvidas instaladas, elementos do PAIGC afirmam que existe o receio de que o Presidente Malam instrumentalize as acusações do documento para exonerar o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior, cumprindo o seu antigo desejo de formar um Governo de iniciativa presidencial. Na bancada parlamentar do PAIGC, Braima Camará, considerado o delfim do Presidente, é apontado como um dos nomes fortes para liderar no futuro o executivo de iniciativa presidencial. Actual Presidente da Câmara do Comércio guineense e reconhecido como um dos empresários de sucesso do país, Camará esteve na década de 80 detido em Portugal por crime de tráfico de droga.


O Luanda Digital sabe que Ministério Público estava já há alguns meses a tentar a publicação da referida carta em Órgãos de Comunicação Internacionais como forma de calar as críticas da Comunidade Internacional, que têm acusado Amine Saad de inoperância e falta de eficácia. O Luanda Digital tentou contactar Amine Saad em Bissau, mas a Procuradoria Geral da República guineense afirma que o responsável se ausentou ontem do país, não tendo data de regresso prevista.

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2010-10-07 15:48:05

Acesso à justiça está relacionado com cultura de impunidade

Bissau - A coordenadora residente do sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Giuseppina Mazza, considerou  (terça-feira) que o problema de acesso à justiça não se resume a deficiência das capacidades humanas e institucionais, mas à cultura da impunidade.

A também representante residente do Programa da ONU para o Desenvolvimento falava na abertura do I Fórum Nacional da Justiça, organizado em Bissau pelo Ministério da Justiça guineense em conjunto com as Nações Unidas.

"O problema de acesso à justiça não se resume a um défice de capacidades humanas e institucionais. Alimenta-se de um mal maior que afecta muitos países: o da cultura da impunidade", afirmou Giussepina Mazza.

Para a responsável da ONU em Bissau, que citou as palavras proferidas pelo Secretário-geral das Nações Unidas na conferência de Kampala, em Maio passado, a "era da impunidade chegou ao final".

"Lentamente, mas em passos seguros, se abre uma outra era, a da responsabilidade", disse.  

Giuseppina Mazza lembrou igualmente que a justiça não deve "constituir um vector de conflito ou vingança", mas um "factor de estabilização e harmonia, aproximando, verticalmente, os cidadãos e o Estado, e horizontalmente, os cidadãos entre si, de maneira a formar um povo unido".  

O I Fórum Nacional da Justiça da Guiné-Bissau, que terminou quarta - feira, visou  discutir a política nacional para o sector da Justiça do país, bem como um plano para a sua implementação nos próximos cinco anos.

Presidente guineense defende fortalecer setor de justiça

Bissau, 6 out (Prensa Latina) O presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanhá, considerou hoje como fundamental para a estabilização e paz deste país do oeste da África o funcionamento dos órgãos de justiça, que devem ser respeitados por todos.


  No I Fórum Nacional de Justiça, que prossegue nesta quarta-feira aqui, o governante enfatizou em que apenas haverá uma verdadeira reconciliação e paz social se esse sistema funciona corretamente de forma independente.


Afirmou que as decisões devem ser respeitadas por entidades públicas ou privadas, independentemente de sua classe social ou posição política.


Na importante reunião, representantes do Estado, da sociedade civil e da comunidade internacional, discutem a política nacional para o ramo de justiça, a qual será implementada em um prazo de cinco anos, segundo o previsto.


O Chefe de Estado guineense também chamou os magistrados, advogados, tabelião, conservadores de registro civil e os guardas de prisões, entre outros entes, a elevar sua preparação em matéria de legislação.


A reforma do setor de justiça, junto à transformação do setor de defesa e segurança, são consideradas tarefas essenciais para a estabilização deste território africano, de 36.120 quilômetros quadrados e quase um milhão e meio de habitantes.

Cooperação com UE em "momento de reflexão" e vai ser revista

Bissau - O representante da União Europeia na Guiné-Bissau, Franco Nulli, disse hoje (quarta-feira) que a cooperação entre os "27" e Bissau está num "momento de reflexão" para revisão da estratégia e que por isso há acções que estão suspensas. 

"Há a intenção de fazer conjuntamente uma revisão da estratégia de cooperação e isso será feito nas próximas semanas e portanto essa revisão da estratégia da cooperação é que vai definir os moldes do futuro da nossa cooperação", afirmou o embaixador italiano à saída de um encontro com o Primeiro-ministro guineense.


Segundo Franco Nulli, está-se num "momento de reflexão que não permite avançar com acções concretas", mas depois das consultas entre as autoridades da União Europeia e da Guiné-Bissau serão definidos os moldes da cooperação futura.


"Está num período de reflexão no sentido em que há acções que continuam a ser implementadas e há acções que por enquanto ficaram suspensas, mas é apenas uma situação transitória que eu espero poderá ficar resolvida depois do encontro de programação", salientou.


Questionado sobre quando vão decorrer as consultas e definidos os novos moldes de cooperação, Franco Nulli disse que ainda não tem uma reposta, porque "depende dos trâmites administrativos que estão a decorrer em Bruxelas".


Em relação ao apoio da reforma do sector de defesa e segurança no país, o embaixador disse que há mais pacotes financeiros de apoio previstos, mas que tem de se esperar pelas consultas entre autoridades para definição dos novos moldes de cooperação. 
A União Europeia suspendeu a missão para apoio à reforma do sector de defesa e segurança e mais alguns apoios à Guiné-Bissau na sequência da intervenção militar de 01 de Abril. 

Um dos apoios que se encontra suspenso é o donativo ao orçamento de Estado do país.

Exército aguarda proposta sobre força para Guiné-Bissau

Bissau, (PANA) - As Forças Armadas da Guiné- Bissau aguardam por uma proposta clara sobre a possibilidade de envio de uma força internacional de estabilização para o país, soube quarta-feira a PANA em Bissau de fonte militar.
"O Estado-Maior General acompanha o debate em torno do envio de uma eventual força de estabilização para o país e aguarda por uma proposta formal sobre o assunto" indicou um oficial superior das Forças Armadas sob anonimato.


Segundo a fonte, o debate em torno da possível vinda de tropas estrangeiras carece de transparência por parte dos seus protagonistas.


"Não se envia de qualquer maneira uma força militar para um país. Em toda parte do mundo, as missões de observação, de interposição ou de estabilização obedecem, cada qual, a uma situação concreta que justifique o seu desdobramento", argumentou.


Na sua análise, "a situação atual da Guiné-Bissau não precisa de uma dessas forças, uma vez que o país não está em conflito armado e tem as suas instituições legítimas a funcionar".


Quanto ao mandato e à composição da eventual força, a fonte disse que "precisamos de saber se esta força partilhará connosco as mesmas casernas sem luz eléctrica e água potável ou se terá um estatuto especial".


Sobre as alegadas guerras políticas nas Forças Armadas políticas entre o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, a fonte disse existir "desde os acontecimentos de 1 de Abril último um novo dinamismo de neutralidade em relação à jogada dos políticos".


A 1 de Abril, o general António Indjai, atual chefe do Estado- Maior das Forças Armadas, liderou uma rebelião que culminou na destituição e no encarceramento até esta data do seu antecessor, o almirante Zamora Induta, e na detenção do primeiro-ministro, que foi depois libertado.

"Não podemos aceitar mais que os políticos nos utilizem para fins puramente políticos", garantiu o oficial superior, acrescentando que "o mais importante para nós nesse momento é a reforma condigna no setor da defesa e segurança".

Cabo Verde em quarto lugar entre os países melhor governados, Angola é último dos PALOP -- Índice Mo Ibrahim

Cidade da Praia, 05 out (Lusa) -- Cabo Verde é o país africano de expressão portuguesa melhor classificado, ocupando o quarto lugar, no Índice Mo Ibrahim 2010, em que São Tomé e Príncipe está em 11.º, Moçambique em 20.º, Guiné-Bissau em 41.º e Angola em 43.º.

No índice de 53 países, divulgado segunda feira, Cabo Verde desceu, porém, dois lugares em relação a 2009, ficando agora atrás das Maurícias, que mantém o primeiro posto, Seicheles e Botsuana, com a África do Sul a fechar o "top 5". Os últimos da lista são a Eritreia, Zimbabué, RD Congo, Chade e Somália.

A tabela avalia quatro critérios de governação - Desenvolvimento Humano, Participação e Direitos Humanos, Segurança e Estado de Direito, Oportunidades de Sustentabilidade Económica.

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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

ONU disposta a mobilizar apoios para missão de estabilização

0,a88f03e3-da76-40f4-95d2-59d872f1ffe5 Bissau - O representante do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau disse hoje (terça-feira) que as Nações Unidas estão dispostas a mobilizar apoios para a missão de estabilização do país, mas é preciso que as autoridades guineenses tenham uma posição clara nesse sentido.

"As Nações Unidas estão aqui para ajudar. Se houver um pedido claro feito nesse sentido pelas autoridades, haverá essa disponibilidade para apoiar e a ONU estará comprometida nas questões de mobilização e apoio, mas terá que haver uma posição clara nesse sentido manifestada pelas autoridades da Guiné-Bissau", afirmou Joseph Mutaboba.

O representante do secretário-geral da ONU falava no final de um encontro com o Primeiro - ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.

"Estou de regresso de uma longa visita à Europa, onde falei com os parceiros, que estão dispostos a manter o seu apoio à Guiné-Bissau, mas ao mesmo tempo estão à espera de respostas, de sinais positivos, da parte das autoridades da Guiné-Bissau para manterem esse seu compromisso com o país", disse Mutaboba.

Joseph Mutaboba realizou um périplo por vários países europeus para pedir apoio para a reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau.

A União Europeia suspendeu a sua missão para a reforma do sector de defesa e segurança no país na sequência da intervenção militar do passado 01 de Abril, que culminou com a detenção e afastamento do almirante Zamora Induta da chefia das Forças Armadas.

Preços podem aumentar na Guiné-Bissau por falta de apoios da UE, diz Ministro das Finanças

José Mário Vaz, ministro das Finanças da Guiné-Bissau, admite um aumento dos preços dos produtos essenciais em 2011 se os apoios orçamentais prometidos pela União Europeia, França e Espanha não entrarem nos cofres do Tesouro Público.


"Até hoje a participação da França no apoio orçamental é zero, a União Europeia deu no ano passado ao país qualquer coisa como 21 milhões de euros, mas até ao momento zero", afirmou o ministro em conferência de imprensa. Segundo José Mário Vaz as "contas públicas estavam equilibradas contando com os apoios de França, Espanha e União Europeia".


"Esses recursos não entraram no Tesouro Público e as contas públicas começaram a desequilibrar-se de forma acentuada", explicou.
"A União Europeia é um parceiro incontornável. O país tem de encontrar uma solução para este problema, se não a encontrar a situação em 2011 vai ser muito complicada", disse, explicando que terá de tomar medidas impopulares que vão provocar o aumento dos preços do bens de primeira necessidade.


Segundo o ministro, o Governo terá de "reduzir os subsídios sobre os produtos de primeira necessidade para equilibrar as contas públicas".
"Há muitas outras medidas que vamos ter de tomar senão houver entendimento entre o país e a União Europeia", sublinhou.


Questionado sobre qual o problema da União Europeia com a Guiné-Bissau, o ministro das Finanças explicou que "tudo está relacionado com o 1 de Abril", que "está a condicionar todo o apoio ao país da União Europeia", afirmou, não acrescentando mais explicações. Mas acrescentou que "o entendimento entre o país e a União Europeia é urgente, é vital dado o papel da União Europeia na nossa vida colectiva".


Fonte: Lusa

Guineense é presa com 2,5kg de cocaína no aeroporto de Brasília

Uma mulher foi presa por volta das 17h desta terça-feira (5/10), no Aeroporto Internacional de Brasília, por tentar embarcar com 2,5kg de cocaína para a Guiné Bissau. M.E.G.N é do país africano e tem 32 anos.


Os agentes da Polícia Federal (PF) a abordaram e constataram que a passageira transportava 35 escovas de cabelo. Toda a droga estava no material. Em cada escova foram encontradas 73,6g de cocaína.
A mulher foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, onde vai aguardar a decisão da Justiça brasileira.

Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Guiné-Bissau cria unidade especial de luta contra narcotráfico

droga Dakar - A Guiné-Bissau acaba de criar uma unidade especial encarregue de conduzir acções de combate contra o tráfico de droga,
revelou segunda-feira, em Bissau, o representante especial da União Africana (UA) neste país da África Ocidental, Sebastião Isata.

Em declarações à PANA no termo de um encontro com o ministro bissau-guineense da Defesa, Aristides Ocante da Silva, o enviado especial da UA precisou que a nova unidade contra o narcotráfico foi criada com o apoio de Portugal, dos Estados Unidos e da União Europeia.

Isata disse ter sido informado pelo seu interlocutor de que, com esta medida, as autoridades governamentais querem imprimir uma maior dinâmica ao combate contra o narcotráfico que já atingiu no país proporções alarmantes e periga fortemente a economia nacional.

Porém, explicou, a nova estrutura ainda carece de novos apoios externos para se dotar dos meios necessários à sua operacionalização plena e eficaz, sobretudo no domínio das telecomunicações.

As telecomunicações serão uma componente crucial para o seu desempenho, dada a complexidade de Bijagos, um arquipélago de 88 ilhas tido como o principal centro da atividade narcotraficante.

As acções incumbidas à unidade especial contra o narcotráfico deverão complementar-se com outras medidas em curso destinadas à reestruturação do sistema legal nacional no quadro de uma reforma institucional mais ampla do sector de defesa e segurança, disse.

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Há consentimento do Governo para envio de força de estabilização - representante União Africana

Bissau, 04 out (Lusa) -- O representante especial da União Africana para a Guiné-Bissau, o angolano Sebastião Isata, disse hoje que já há consentimento do Governo guineense para o envio de uma "força de estabilização" para o país.

"Relativamente a esta missão até há relativamente pouco tempo não havia um consenso sobre a sua designação. Se seria uma força de estabilização, manutenção, proteção, como, por exemplo, a CEDEAO designa", afirmou Sebastião Isata.

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Estabilidade em troca de apoio internacional

0,c66526b6-7442-43c8-9db1-5a6f8f6e6a64 15 milhões de euros é o valor que Carlos Gomes Júnior procura junto dos parceiros internacionais para levar por diante a reforma das Forças Armadas guineenses


Na reunião em Bruxelas a 27 de Setembro, Durão Barroso condicionou a continuação da ajuda da União Europeia à Guiné Bissau à garantia de estabilidade política no país. A aceitação da entrada de uma Força de Estabilização Internacional, composta por parceiros africanos, foi um sinal positivo da parte do Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior para restabelecer a “confiança internacional” naGuiné-Bissau.


A ajuda internacional assume um carácter de importância extraordinária para o futuro da Guiné-Bissau. O Orçamento Geral do Estado guineense para 2011 tem um buraco orçamental de cerca de 15 milhões de euros, correspondente ao apoio directo que a União Europeia atribui anualmente ao mesmo orçamento, valor que terá, também este ano, de ser encontrado junto dos parceiros de cooperação. No entanto, fruto das convulsões político-militares que Bissau tem sofrido desde o início de 2010, a posição da Comunidade Internacional sofreu um endurecimento claro. Caso a estabilidade política não esteja assegurada pelas autoridades guineenses, a União Europeia invocou a possibilidade de sanções internacionais caso o poder passe para as mãos dos militares.


Nos últimos anos, a África Ocidental tem sido terreno fértil para os Golpes de Estado de cariz militar, como foram exemplos os casos da Mauritânia e da Guiné-Conakry. Ainda que Bissau mostre um quadro diferente – o Governo guineense mantém-se estável desde 2008, cumpriu as metas impostas pelo FMI e negociou com sucesso um empréstimo junto do Banco Mundial – o risco de tomada de poder por parte dos militares é ainda considerado elevado pelas autoridades europeias.


Daí a importância que União Europeia coloca sobre a Reforma do Sector da Segurança e Defesa guineense, programa que a Guiné-Bissau se diz incapaz de realizar nas actuais condições. Comunidade Internacional pretende retomar o apoio uma vez que tem consciência uma crise orçamental em 2011 poderia conduzir à queda de um Governo estável às mãos de uma classe militar instável.


A reunião entre Durão Barroso e Carlos Gomes Júnior terá sido uma mensagem clara de que a Comunidade internacional não pretende abandonar a Guiné-Bissau à sua sorte. No entanto, a pressão internacional espera agora sinais muito claros de que o poder político não continuará a estar, como até agora, refém dos militares guineenses.


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Já começou o estudo sísmico em águas territoriais guineenses

plataformapetroleo Bissau – A Svenska Petroleum Exploration começa no dia 3 de Outubro, o estudo sísmico tridimensional nas águas territoriais da Guiné-Bissau.


A notícia foi avançada à PNN, por uma fonte do Estado-Maior da Marinha Nacional, citando a Secretaria de Estado das Pescas. De acordo com a mesma fonte, o estudo enquadra-se na actividade de prospecção de petróleo que a empresa tem vindo a realizar em «offshore» da Guiné-Bissau.

Durante 57 dias, esta operação irá envolver cinco barcos, designadamente Ramform Challanger, Mariana G, Furore, Falcão e Fellowship, numa área de 1 600 quilómetros quadrados a 70 quilómetros a ocidente do arquipélago de Bijagós.


Contactada pela PNN, Deolinda Mendes Silva, representante da Svenska Petroleum na Guiné-Bissau, confirmou o início dos trabalhos, sublinhando que dois dos cinco barcos envolvidos nos trabalhos já se encontram em águas territoriais guineenses.


O estudo sísmico, que foi abandonado pela empresa Premier Oil por falta de materiais apropriados, envolve uma quantia de 12 milhões de dólares.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

África do Sul acolhe sessão do Parlamento Pan-africano

 

Começa hoje em, Mindrand, na África do Sul a nova sessão do parlamento Pan-africano. Nesta sessão vai proceder-se à transformação do parlamento consultivo para parlamento legislador, uma mudança que, segundo Serifo Nhamadjo, primeiro vice-presidente do parlamento da Guiné Bissau, irá ocorrer já em 2012.                                            

midrand

A cidade de Midrand, na África do Sul  

Fkickr/ Kalinith 

                                                                                                                          Para além da alteração do estatuto do parlamento que passa de consultivo a legislador, a sessão vai, ainda, abordar a taxa de mortalidade infantil e os conflitos em África A atual situação de instabilidade que se vive na Guiné Bissau poderá ser um dos assuntos debatidos na sessão, porém, Serifo Nhamadjo, primeiro vice-presidente do parlamento da Guiné Bissau, destaca apenas as vantagens destas sessões que “servem para partilhar experiências e apresentar soluções”.

O parlamento Pan-Africano, com sede em Mindrand, África do Sul foi criado em Março de 2004, pelo ato Constitutivo da União Africana, como um dos nove órgãos previsto no Tratado que institui a Comunidade Africana, assinado em Abuja, na Nigéria, em 1991.

De Salientar que o Parlamento Pan-Africano pretende fornecer uma plataforma comum para os povos africanos e para as suas organizações de base, de forma a estarem mais envolvidos nas discussões e nas tomadas de decisões sobre os problemas e desafios que o continente enfrenta.

Conselheiro do SG da ONU defende que organizações regionais assumam a força de estabilização

Lisboa -- O conselheiro do secretário geral da ONU para África afirmou-se favorável a que sejam as organizações regionais africanas a assumir uma eventual força de estabilização na Guiné-Bissau, cabendo às Nações Unidas "legitimar e definir o mandato" dessa missão. 

"A minha preferência é que sejam as organizações regionais [...] A ONU pode e deve contribuir dando legitimidade e legalidade à missão e determinando o seu mandato, mas esta tem de ser desenvolvida pelas forças regionais", afirmou Cheikh Sidi Diarra, conselheiro para África do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. 

Em entrevista à agência Lusa à margem de uma reunião internacional que este fim de semana junta, em Lisboa, representantes dos 49 países classificados pela ONU como menos avançados, Diarra defendeu que na África Ocidental existem organizações "muito bem organizadas" e capacitadas para assumir essa responsabilidade.

Já quanto ao "financiamento" dessa eventual missão "terá de partir da comunidade internacional", porque um dos "maiores problemas" dos países africanos é que estes "não dispõem dos recursos necessários" para tal, defendeu Diarra que é também Alto representante da ONU para os Países Menos Avançados.

Este responsável lembrou, porém, que a missão é algo que "atualmente apenas diz respeito às autoridades guineenses", destacando a "importância do plano" estratégico que está a ser desenvolvido pela Comissão de Construção de Paz para apoiar o país nos esforços de consolidação da paz. 

"Mas se as autoridades de Bissau acharem que esse plano não é suficiente, porque não estabelecer essa missão? Seria uma maneira de a comunidade internacional mostrar à Guiné-Bissau que se preocupa com o futuro do país", sustentou o conselheiro de Ban Ki-moon. 

"A minha opinião é que o país tem estado em agitação há muito tempo: é um dos estados mais frágeis no continente africano", acrescentou. 

No caso de se optar por uma força de estabilização internacional, defendeu Cheikh Sidi Diarra, esta deverá "ter um mandato muito específico", designadamente conhecer "exactamente as suas atribuições e ter absoluta certeza sobre a duração desse mandato". 

Apesar de frisar que "nada deve ser feito contra a vontade" de Bissau, o responsável da ONU lembrou que a responsabilidade de resolver o problema guineense "é do interesse de todos", garantindo que existe vontade da comunidade internacional em ajudar. 

Mas essa ajuda tem de chegar agora: "Se União Europeia, a ONU ou outros países quiserem ajudar, este é a altura certa para o fazerem", frisou. 

"É um país que precisa da ajuda internacional, não apenas para o bem da Guiné-Bissau e da sua população, mas também para garantir a estabilidade da região da África Ocidental", afirmou Diarra, lembrando que também a Europa "enfrenta maiores problemas" devido à "imigração ilegal e ao tráfico de drogas" oriundas da região.

Sábado, 2 de Outubro de 2010

Portugal e Guiné disputam Ivanildo PRÉ-CONVOCADO PARA SELEÇÕES DOS DOIS PAÍSES

Sub-23 de Portugal ou seleção principal da Guiné-Bissau? Ivanildo, jogador do Portimonense, recebeu duas pré-convocatórias para diferentes equipas nacionais e vai tomar uma decisão nos próximos dias.

“Sou forçado a fazer uma opção e irei considerar o que a cabeça me diz e não apenas ouvir o coração. Nasci na Guiné-Bissau mas cresci em Portugal. Fiz aqui a minha formação como homem e como jogador, sendo chamado às Seleções desde os Sub-16. Devo muito a este país. Mas os meus pais são guineenses e a minha mãe nunca teve oportunidade de me ver jogar ao vivo...”, revela o extremo do Portimonense, o qual tem sido pressionado a aceitar a chamada da seleção orientada por Norton de Matos.

“Nos últimos dias altas patentes da Guiné telefonaram-me, pedindo para ajudar o país onde nasci. Terei de pensar bem, conversando com a família, e irei fazê-lo muito em breve”, adianta Ivanildo, que dá como ultrapassado o problema que o levou a não marcar presença no último jogo da Guiné-Bissau, na receção ao Quénia (1-0), no apuramento para a CAN’2012.

“Passei por um problema familiar delicado pois a saúde do meu pai não é a melhor e está a fazer tratamento em Paris. Não recusei servir a seleção, apenas entendi que naquele momento os assuntos da família, pela sua urgência, mereciam prioridade”, esclarece Ivanildo.

Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Guiné-Bissau: Navio com resíduos tóxicos está ao largo da costa guineense

embarcacao

Bissau – A Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Durável da Guiné-Bissau, denunciou ao primeiro-ministro, a movimentação de um navio com resíduos tóxicos ao largo da costa de África.

A notícia foi avançada esta terça-feira à PNN, por uma fonte do Ministério da Defesa Nacional. A Secretaria de Estado do Ambiente e Desenvolvimento Durável afirmou ter sabido da presença do navio com os resíduos tóxicos através de uma advertência feita pelo Centro Regional da Convenção de Basileia para os países francófonos de África, com sede em Dacar. A informação foi posteriormente remetida, por carta, ao primeiro-ministro guineense.


Na sequência da informação, o chefe do Governo deu as orientações necessárias às instituições encarregadas da segurança do país, nomeadamente o Ministério do Interior, Ministério da Defesa Nacional e ainda à Secretaria do Estado dos Transportes.

Ciente da gravidade desta situação, a Secretaria de Estado do Ambiente, chamou a atenção das outras instituições ligadas directamente ao assunto, no sentido de accionarem as providências necessárias para evitar a eventual deposição destes resíduos no espaço pertencente ao território nacional.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau caminha para o perdão da dívida

Bissau - A Guiné-Bissau poderá chegar ao ponto de conclusão da Iniciativa HIPC até o final do ano, de acordo com o optimismo mostrado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Já o ministro das Finanças, José Mário Vaz, depois de revelar as proezas económicas atingidas até agora, disse que a situação actual é difícil e é necessário tomarem-se medidas. Apesar de o ano ter começado com grandes ganhos financeiros, no domínio das receitas, o titular da pasta das Finanças afirma que o dinheiro foi aplicado na resolução de problemas nas áreas da Educação, Saúde e em missões de serviço que subiram escandalosamente, assim como na contestada subida do subsídio de representação atribuído aos titulares de órgãos públicos.


José Mário Vaz afirma que a situação o deixou «triste», porque as receitas deviam ser alocadas em investimentos públicos ao nível das infra-estruturas e agricultura, tendo em conta que os apoios orçamentais dos principais parceiros internacionais, nomeadamente o Banco Mundial, Brasil, Portugal, Franca e União Europeia (este último que mais apoios concede ao Governo), calculado em mais de 10 mil milhões de francos Cf, ainda não foram desbloqueados, ou sequer cedidos.


O ministro das Finanças destaca a importância que a União Europeia representa para o país, defendendo que as autoridades políticas devem encontrar uma solução urgente para que o país não se depare com dificuldades financeiras no próximo ano. Como gerir as finanças públicas nos meses que restam até ao final do ano e o que será o orçamento do ano 2011, são as grandes questões colocadas pelo ministro das Finanças.


No capítulo do perdão da dívida externa, grande objectivo de Bissau, o ministro das Finanças, afirmou que foi dado um passo gigante. Segundo Mário Vaz, as autoridades guineenses já cumpriram todos os critérios traçados no programa, assim como todas as metas quantitativas e medidas estruturais para que o país possa ver a sua dívida perdoada.


O chefe da missão do FMI que teve início dia 16 de Setembro, Paulo Drummond, adiantou que o desempenho «satisfatório» no âmbito do programa e progressos inseridos na iniciativa HIPC ajudarão a assentar as bases para que a Guiné-Bissau atinja o ponto de conclusão no final do ano. Paulo Drummond considera que o alívio da dívida no âmbito da iniciativa HIPC e da iniciativa de Alívio Multilateral, em combinação com o alívio da dívida adicional dos credores bilaterais, atenuarão o peso do endividamento e ajudarão a restaurar a sustentabilidade externa e fiscal do país.

Lassana Cassamá

(c) PNN Portuguese News Network

Rússia: Estudantes guineenses não podem regressar ao país

Cerca de 20 estudantes da Guiné-Bissau que terminaram os seus estudos na Rússia não conseguem regressar ao seu país, porque as autoridades guineenses não conseguem arranjar dinheiro para pagar os bilhetes de avião.

«Estamos a viver uma situação muito difícil, alguns alunos já foram expulsos das residências e não têm onde viver. A autorização de residência já caducou e não sabemos quando é que o problema irá ser tratado», declarou à Lusa, por telefone, Iancuda Sanha, dirigente da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Voronej, cidade russa situada ao sul de Moscovo.

Segundo o dirigente, «em Voronej são quatro os estudantes que se encontram nessa situação», sublinhando que estão a viver «situações dramáticas» por terem passado a «ilegais» na Rússia.

Lusa

Angolanos e espanhóis querem começar a ter ligações aéreas com Bissau

Bissau, 30 set (Lusa) -- O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou hoje que Angola e Espanha estão interessados em estabelecer ligações aéreas com o país.

"A TAAG (linhas aéreas de Angola) deverá alargar a sua ação para a Guiné-Bissau, bem como uma companhia espanhola que quer fazer voos regulares entre Bissau e Madrid e Bissau e Barcelona", disse o primeiro ministro, em conferência de imprensa.

Carlos Gomes Júnior disse que também "há um grupo espanhol que se propõe restaurar todo o aeroporto internacional Osvaldo Vieira e construir um hotel de cinco estrelas".

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

PM negoceia em Bruxelas continuidade de missão da UE no país

Bissau - O Primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, disse hoje (quinta-feira)  que esteve em Bruxelas a negociar com a União Europeia(UE) a continuidade da sua segunda missão para reforma do sector de defesa e segurança do país.

"A situação que se colocava era se a União Europeia ia retirar esse apoio. E a União Europeia anunciou que ia reflectir sobre a continuidade de uma segunda missão", afirmou em conferência de imprensa.

Carlos Gomes Júnior regressou hoje ao início da madrugada à Guiné-Bissau, depois uma visita oficial à China e a Bruxelas, onde manteve um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

“É isso que nós estamos a negociar. A nossa deslocação a Bruxelas permitiu patentear toda a nossa disponibilidade, porque a Guiné-Bissau é um Estado frágil, é um Estado carente e nós não podemos sozinhos dizer que vamos caminhar", salientou.

"Penso que há uma porta aberta, é preciso que a Guiné-Bissau se comprometam em respeitar os princípios negociados", disse.

A missão da União Europeia para a Reforma do Sector de Defesa e Segurança terminou hoje o seu mandato na Guiné-Bissau, que não foi renovado devido aos acontecimentos de 01 de Abril.

A União Europeia decidiu acabar com missão, porque houve "desrespeito pelo Estado de Direito" no país com a intervenção militar de Abril, e a consequente nomeação do general António Indjai para chefe das Forças Armadas.

O Primeiro - ministro guineense aproveitou também a conferência de imprensa para afirmar que não há posições divergentes entre a Presidência e o Governo do país sobre a vinda de uma eventual missão de estabilização.

"Há a recomendação da CEDEAO da vinda de uma missão de estabilização, que é diferente de uma força de interposição e é isso que é preciso que as pessoas entendam", afirmou Carlos Gomes Júnior.

Segundo o Primeiro - ministro guineense, a vinda da missão de estabilização no "quadro do sector da reforma de defesa e segurança é salutar".

Preços podem aumentar por falta de apoios orçamentais da UE

Bissau- O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, admitiu hoje (quarta-feira) os preços dos produtos essenciais em 2011 se os apoios orçamentais prometidos pela União Europeia, França e Espanha não entrarem nos cofres do Tesouro Público.

"Até hoje, a participação da França no apoio orçamental é zero, a União Europeia deu no ano passado ao país qualquer coisa como 21 milhões de euros, mas até ao momento zero", afirmou o ministro em conferência de imprensa.

Segundo José Mário Vaz, as "contas públicas estavam equilibradas contando com os apoios de França, Espanha e União Europeia". 

"Esses recursos não entraram no Tesouro Público e as contas públicas começaram a se desequilibrar  de uma forma acentuada", explicou.

"A União Europeia é um parceiro incontornável. O país tem de encontrar uma solução para este problema, se o país não a encontrar a situação em 2011 vai ser muito complicada", disse, explicando que terá de tomar medidas impopulares que vão provocar o aumento dos preços do bens de primeira necessidade.

Segundo o ministro, o Governo terá de "reduzir os subsídios sobre os produtos de primeira necessidade para equilibrar as contas públicas".

"Há muitas outras medidas que vamos ter de tomar senão existir entendimento entre o país e a União Europeia", sublinhou.

Questionado sobre qual o problema da União Europeia com a Guiné-Bissau, o ministro das Finanças explicou que "tudo está relacionado com o 01 de Abril".

"O 01 de Abril está a condicionar todo o apoio ao país da União Europeia", afirmou, não acrescentando mais explicações.

"Eu francamente não gostaria de participar nessa discussão. O entendimento entre o país e a União Europeia é urgente, é vital dado o papel da União Europeia na nossa vida colectiva", concluiu.

Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

FMI prevê crescimento de 3,5% na Guiné-Bissau este ano

fmi_logo Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se deslocou à Guiné-Bissau para avaliar a situação económica, anuncia um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% em 2010, mas sublinhou a necessidade de haver estabilidade.

"Em termos gerais, a missão do FMI prevê um crescimento de 3,5% do PIB real em 2010. A continuada recuperação da economia mundial e a retoma da produção da castanha do caju devem contribuir para uma aceleração moderada do crescimento em 2011, para cerca de 4,3%", afirmou Paulo Drummond, chefe da missão.

Segundo Paulo Drummond a "manutenção da estabilidade política e a melhoria das condições de segurança continuarão a ser fundamentais para as perspectivas económicas".

Em relação ao desempenho no âmbito do programa de Facilidade de Crédito Alargado, o chefe da missão do FMI considerou-o "satisfatório. Foram cumpridos todos os critérios de desempenho e observados todos os indicadores de referência estruturais para a primeira avaliação do programa".

Paulo Drummond salientou contudo que a "despesa interna foi mantida abaixo das metas do programa devido à insuficiência do apoio orçamental e das incertezas relacionadas com esse apoio".

Guiné Bissau: No epicentro de quase tudo

As idas e vindas que estão a escrever a história da capital Luanda nos dias de hoje não podem ser um simples movimento diferente. Há algo de muito precioso, em política, a acontecer na relação de Angola com o resto do Mundo, mais especificamente com um grupo de países de interligação privilegiada, seja por razões de geografia, seja por pertença a uma mesma família linguística.


A Guiné Bissau, país dos PALOP como o é também Angola, fez de Luanda nas últimas semanas uma espécie de confessionário. Militares e políticos, que intramuros cultivam uma relação de assustadora precariedade, voaram para Angola onde, em bom rigor, parece repousar a chave do seu problema persistente.


Ficou-se a perceber – ao menos na aparência – que, por lá, a questão verdadeira, para lá das causas profundas ligadas à difícil gestão dos interesses de tribo, é mesmo a sobrevivência no quotidiano. Perpassa pelo território uma verdadeira fome de respostas, que tem na situação dos militares sem garantias de futuro o mais sério desafio.


É de comida, de dinheiro, de fardas, de carros para circular, de camas para dormir, de casas, de quartéis, de acomodação, de formação, de escola, que se fala na Guiné Bissau.


E é isso que, sem subtilezas de linguagem, o militar que por lá parece ditar as regras, António Indjai, veio a Luanda dizer, rogar quase.


Para já, a resposta para a Guiné é logística, algum tempo depois – certamente em simultâneo – nada mau uma profunda abordagem antropológica, sociológica, política, cultivando entre todos valores universais que será preciso observar, sob pena de todo o esforço descambar. Um desses valores incontornáveis é o respeito pela vida humana, a base de tudo.


Veio a Guiné carpir as suas mágoas, mas por razões diferentes esteve também São Tomé e Príncipe, na pessoa do seu primeiro ministro Patrice Trovoada, transmitir ideias de progresso, de cooperação, de crescimento.


O governante santomense fez de Luanda um palco para, no fundo, lembrar a excepcionalidade da relação bilateral. Foi de uma abertura notável, directa, dir-se-á até bastante familiar. Angola só não será forte nos negócios chorudos que parecem anunciar-se para aquela terra se não o desejar e se a sua classe empresarial preferir outros destinos na sua cada vez mais ousada vontade de expansão pelo Mundo.


Deixado propositadamente para o fim nesta apreciação dos movimentos de diplomacia das últimas semanas, temos a memória da visita do presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabilá. Foi na segunda-feira 20 que o líder da RDC veio a Luanda, no reatamento de um diálogo que teve claro esfriamento depois da controversa decisão de expulsar de solo congolês todos os cidadãos angolanos.


Terão sido, certamente, horas de verdadeiro e angustiante exercício de diplomacia que as câmaras de TV não mostram nem os eufemismos dos comunicados “politicamente correctos” permitem perceber os meandros.


Não é com certeza fácil para Angola gerir este dossier, com todo o histórico das relações na era Kabila (primeiro pai, e agora) , mas o pior parece ter passado, pois o simples franquear das portas do Palácio da Colina de São José ao presidente da nação vizinha é, já por si, um sinal de conforto e de suficiente tranquilização dos espíritos.


O comunicado ficou-se por palavras tão baças quanto inócuas, como o se ter concluído “a necessidade de consolidar as independências das duas nações e promover a liberdade e a dignidade dos dois povos”.


Mas ficou o convite para que o Presidente José Eduardo dos Santos visite a RDC, entretanto já aceite, com datas a dependerem do respectivo agendamento pelas vias habituais, as da diplomacia.

Fonte: O PAÍS

UE projecta relançamento da missão de reforma

untitled Bruxelas  - A União Europeia (UE) poderá projectar o relançamento da missão de reforma do sector da segurança na Guiné-Bissau suspensa por iniciativa de Bruxelas desde Maio último, indicou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Segundo Durão Barroso, que falava em Bruxelas no final de um encontro com o Primeiro-ministro bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior, a Guiné-Bissau deu o seu acordo para o desdobramento de uma força regional de estabilização no país.

A força regional de estabilização será composta por contingentes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), indicou o chefe do Governo bissau- guineense.

A CPLP integra os países africanos de expressão portuguesa, bem como o Brasil e Portugal.

A União Europeia continua disposta a relançar a cooperação com a uiné-Bissau para a promoção da democracia neste país, afirmou Durão Barroso, acrescentando que a UE pretende apoiar as autoridades democraticamente eleitas da Guiné-Bissau.

O Primeiro-ministro bissau-guineense, indicou, por sua vez, que as medidas de luta contra os narcotraficantes só poderão ser tomadas após a reforma do sector de segurança.

A missão de reforma do sector da segurança visa fornecer assistência ao Governo bissau-guineense para reformar a Justiça, a Polícia e o Exército e executar uma estratégia nacional de segurança.

Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Governo da Guiné Bissau e ONU organizam seminário sobre reforma de defesa

A reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau tem sido considerada prioritária para a estabilidade no país.

Bissau -- A Comissão da Campanha sobre a Sensibilização para Reforma do Sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau e as Nações Unidas vão realizar entre terça e quinta feira um seminário para jornalistas.
Durante três dias, os jornalistas vão abordar temas relacionados com as reforma daqueles sectores, que vão desde os custos e financiamentos até à forma e as razões de ser necessário fazer a reforma do sector de defesa e segurança no país.
Participam no encontro o secretário de Estado da Segurança Nacional e Ordem Pública, Octávio Alves, que vai abordar o "estado actual da reforma no sector de segurança", e o chefe da secção da reforma do sector da missão da ONU em Bissau, Antero Lopes.
A reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau tem sido considerada prioritária para a estabilidade no país.

Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Durão Barroso destaca importância de força de estabilização na Guiné-Bissau

ALeqM5jicZD-TBT1KU07dIY2n7CUMU5EMw Bruxelas, 27 set (Lusa) -- O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendeu hoje em Bruxelas a presença de uma força de estabilização na Guiné-Bissau, formada por parceiros africanos, considerando-a importante para o restabelecimento da "confiança internacional" no país.

José Manuel Durão Barroso falava após um encontro, na sede da Comissão, com o primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, que anunciou uma resposta positiva por parte das autoridades guineenses à disponibilidade manifestada pela CEDEAO (Comunidade dos Países da África Ocidental) e CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa) para o envio dessa missão.

Carlos Gomes Júnior indicou que o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, "acaba de endereçar uma carta à CEDEAO e à CPLP, convidando estes parceiros integrarem essa força de estabilização", sendo agora "necessário que os parceiros se concentrem para que efetivamente essa missão seja bem sucedida".

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Guiné-Bissau celebra a independência sem representantes máximos

malambacaisanhapnn-editada Bissau – A Guiné-Bissau celebrou esta sexta-feira, pela primeira vez, os 37 anos da sua independência sem o Presidente da República, da Assembleia Nacional Popular (ANP) e sem o primeiro-ministro.

Foram lugares deixados pelos responsáveis directos da mais alta magistratura, com o Chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá, em Nova Iorque, na Assembleia Geral das Nações Unidas. À Rádio das Nações Unidas, em Nova Iorque, destacou, entre outros aspectos os apoios da comunidade internacional à Guiné-Bissau, assim como o facto do processo de reforma dos sectores da Defesa e Segurança se encontrar numa fase «avançada».


Já o presidente do Parlamento guineense, na companhia do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, esteve no Mali, onde assistiu às comemorações dos 50 anos da independência do país. O Chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior, esteve em representação do país na Expo 2010, que decorre em Xangai, na República Popular da China.


O sector de Quinhamel, na Região de Biombo, no norte da Guiné-Bissau, foi palco de algumas actividades culturais e políticas nas comemorações dos 37 anos da independência nacional. Sob a liderança da ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e porta-voz do Governo, Adiatu Djalo Nandigna, o Executivo convocou representantes da comunidade internacional para um jantar de confraternização alusivo ao 24 de Setembro. No encontro estiveram pouco mais de três membros do Governo, entre ministros e secretários de Estado.


Falando aos presentes, Adiatu Djalo Nandigna disse que a Guiné-Bissau assinala o momento numa fase em que os indicadores de instabilidade político-militar ensombram fortemente os indicadores da paz e do desenvolvimento. Nesta óptica, a governante lançou um apelo aos guineenses para que abracem os momentos que os unem deixando as causas que os dividem.


Por outro lado, Djalo Nandigna, em representação do primeiro-ministro, sublinhou, citando palavra de Amílcar Cabral, que «temos de ter cada dia mais consciência dos erros e faltas que fizemos, para podermos corrigir o nosso trabalho e agir cada dia melhor». São palavras que fazem eco na memória colectiva, no sentido de uma efectivação de reconciliação, paz e promoção do desenvolvimento e do bem-estar da população.

Sobre a data da independência, os guineenses mostram-se preocupados e pessimistas quanto ao desenvolvimento do país, citando entre vários acontecimentos que marcaram o país, os dias 1 e 2 de Março 2009, 4 e 5 de Junho do mesmo ano e ainda o golpe militar de 1 de Abril deste ano.

Sumba Nansil


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