Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

China quer reforçar cooperações com Guiné-Bissau

O vice-presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se hoje (21) em Beijing com o primeiro-ministro de Guiné-Bissau, Carlos Gomes, e afirmou que a China quer aprofundar a amizade tradicional e ampliar cooperações amistosas com a Guiné-Bissau.

No encontro, os dois líderes elogiaram o desenvolvimento das relações bilaterais e indicaram que vão reforçar os intercâmbios e cooperações entre os partidos do poder dos dois países.

A convite do Partido Comunista da China, Carlos Gomes está visitando a China nestes dias e participará do Dia do Pavilhão da Guiné-Bissau na Expo de Shanghai.

(por Shi Liang)

Primeiro ministro inicia hoje visita oficial à China para reforçar relações de cooperação

carlosgome2010 Bissau, 21 set (Lusa) - O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, inicia hoje uma visita oficial à China para reforço das relações de cooperação entre os dois países.

Durante a sua estada na China, que termina no sábado, Carlos Gomes Júnior vai reunir-se com as entidades chinesas para analisar o “reforço das relações de cooperação entre os dois países”.

À margem da visita oficial, o primeiro ministro guineense presidirá, no dia 24, às cerimónias comemorativas do Dia da Independência da Guiné-Bissau no pavilhão da Expo em Xangai.

O apoio da China à Guiné-Bissau “quase duplicou” nos últimos dois anos, com a construção do edifício do Palácio do Governo, a inaugurar brevemente, três escolas primárias e a instalação de uma equipa médica no Hospital de Canchungo.

No final da visita à China, o primeiro ministro guineense vai deslocar-se a Bruxelas, no dia 27, para um encontro de trabalho com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

MSE.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

Tensão em Conakry preocupa Bissau

Malam-Bacai-Sanha O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, manifestou-se, no sábado, preocupado com a situação na vizinha Guiné Conakry e sublinhou que a instabilidade naquele país pode ter repercussões no seu.

Há muita coisa ainda por fazer para estabilizar a Guiné Conakry”,  afirmou Bacai Sanhá, momentos após ter desembarcado no aeroporto internacional de Bissau proveniente da Nigéria, onde, na sexta-feira, em Abuja, participou na cimeira da Comunidade Económica dos  Estados da África Ocidental (CEDEAO), e de uma visita ao país vizinho.

“A situação é preocupante porque parece que é difícil os dois candidatos às presidenciais entenderem-se”, disse.“A instabilidade na Guiné Conakry pode ter repercussões na Guiné-Bissau, mas não é só isso. É que a instabilidade naquele país significa instabilidade no continente”, sublinhou.


“Se a nossa sub-região, que já se libertou da confusão da Serra Leoa, da Libéria e caminha para se libertar da confusão da Guiné-Bissau, entrar, outra vez, na confusão da Guiné Conakry, é triste”, declarou, adiantando:“Esperemos que isso não venha a acontecer”.
“Nós, na Guiné, encontramos agora um caminho de saída e esperamos que os nossos irmãos da Guiné Conakry tenham coragem, paciência,  capacidade e inteligência para conduzirem aquele processo até ao fim”, afirmou.


“Cidade morta”


A União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), de Cellou Dalein Diallo, candidato à segunda volta das eleições presidenciais, ameaçou, no sábado, declarar,  hoje,  Conakry “cidade morta” se os seus militantes detidos pela Polícia não forem libertados.
Um dirigente da UFDG disse, no sábado, num comício, em Hamdallaye, que os seus militantes foram “injustamente detidos”, mas não especificou o número.

 
Os fulas, que constituem maioritariamente a base eleitoral da UFDG, estão muito presentes no comércio, principalmente do pão, e nos transportes, em especial em Conakry.


Adiada para uma data posterior, a segunda volta, que estava prevista para ontem, opõe Cellou Dalein Diallo a Alpha Condé, líder e candidato da Coligação do Povo da Guiné (RPG).

No sábado, os militantes dos dois partidos confrontaram-se nas ruas de Conakry, onde um simpatizante da RPG, Ahmadou Tall, de 37 anos de idade, foi morto a tiro, perto da sede do seu partido, onde o líder falava num comício de sensibilização, apelando à calma e moderação.

Várias pessoas, apoiantes dos dois candidatos, foram feridas e outras detidas pela Polícia, algumas das quais estavam munidos de facas, tesouras e fisgas.


Na sequência destes confrontos, o Governo realizou um Conselho de Ministros extraordinário, que decidiu a suspensão da campanha eleitoral para prevenir mais confrontos violentos.

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Cimeira da CEDEAO inconclusiva, diz PR da Guiné-Bissau

2010-09-20 114023_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$847A5899-43D5-4FAD-87A3-93A1E7561CDE$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, afirma que a cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) foi positiva, mas inconclusiva, porque a Guiné-Bissau ainda não pediu oficialmente uma missão de estabilização.

"Foi positiva. A cimeira extraordinária da CEDEAO ficou inconclusiva primeiro porque o relatório do comité de chefes de Estado-Maior que esteve cá reunido em Agosto devia ter sido analisado pelo comité de ministros da CEDEAO, o que não foi o caso, segundo porque a Guiné-Bissau nem sequer já pediu oficialmente a vinda de uma missão ou de uma comissão de estabilização", disse Malam Bacai Sanhá.

"Portanto não há ainda passos a dar. Recomendou-se que o conselho de ministros da CEDEAO se reúna o mais breve possível para analisar o relatório, e a Guiné-Bissau procede com a formalidade de pedir essa ajuda", afirmou o presidente guineense à imprensa momentos após ter aterrado no aeroporto internacional de Bissau.

"A Guiné-Bissau terá formalmente de apresentar um pedido da presença cá de uma missão técnica de estabilização", insistiu.

Questionado pelos jornalistas sobre quando será feito o pedido, o chefe de Estado guineense afirmou que "não sei. Não vou querer revelar a minha agenda. Saberão depois".

Malam Bacai Sanhá disse que, à margem da cimeira extraordinária da CEDEAO, reuniu-se com os seus homólogos de Cabo Verde e do Senegal, com quem discutiu as relações entre os países e a situação na Guiné-Bissau.

No comunicado final da cimeira da CEDEAO ficou decidido promover uma rápida reforma do sector de defesa e segurança do país, considerada fundamental para estabilizar a Guiné-Bissau.

A CEDEAO está a tentar obter 70 milhões de dólares (cerca de 58,3 milhões de euros) para o plano de reforma da segurança na Guiné-Bissau, prevendo-se que 45 milhões de dólares (37,5 milhões de euros) sejam destinados ao pagamento de pensões e compensações a que abandone as Forças Armadas no âmbito deste processo.

Segundo os planos da CEDEAO, pelo menos 1.500 militares dos 4.500 efectivos das Forças Armadas guineenses terão de passar à reforma até 2015, ao que se seguirá o processo de renovação das Forças Armadas.

Guiné-Bissau há dois meses sem televisão

pais_97_lr35 A ministra  da Presidência do Conselho de Ministros, Comunicação Social e Assuntos Parlamentares, Maria Adiato Nandigna, pediu o apoio de Angola para a retomada do funcionamento da Televisão da Guiné-Bissau, paralisada há dois meses por falta de material, soube-se de fonte oficial em Luanda.

Maria Nandigna abordou esta questão, segunda-feira em Luanda, com a ministra angolana da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, no quadro da sua visita oficial a Angola iniciada sábado.

Durante a sua estada, a governante bisssau-guineense assistiu à sessão de abertura da Assembleia Geral da Associação das Rádios e Televisões da África Austral (SABA), onde advogou a necessidade da formação permanente de quadros no domínio da comunicação social.

A XVIII Assembleia Geral da SABA decorreu até terça-feira em Luanda sob o lema “Pugnando por uma Melhoria de Conteúdos na Era Digital”.

UNODC cria programa informático para sistema prisional

Bissau - O Gabinete da ONU Contra a Droga e o Crime Organizado (UNODC) está a desenvolver um programa informático para o novo sistema prisional da Guiné-Bissau, disse hoje (segunda-feira) a Lusa o representante daquele organismo em Bissau, Manuel Pereira. 

O programa informático é a última fase do projecto de reabilitação do sistema prisional guineense, liderado pela UNODC e financiado pela Comissão de Consolidação de Paz da ONU para a Guiné-Bissau.

“É um programa informático muito simples, de registo de quem entra e sai, sejam presos, ou visitas", explicou Manuel Pereira. 

"Antes, com as prisões que existiam, ninguém sabia porque é que o preso lá estava, qual era a sentença, o que o condenou, quanto tempo deveria lá estar, nem se sabia nome. Depois à noite ia para casa e vinha de manhã", explicou o representante da UNODC em Bissau. 

"Não havia controlo, nem registo nenhum", acrescentou.  

Segundo Manuel Pereira, com o programa vai ser possível registar todas as pessoas que entram e saem dos estabelecimentos prisionais, incluindo as visitas. 

Os primeiros dois estabelecimentos prisionais guineenses no âmbito deste projecto vão ser inaugurados quarta - feira.

Domingo, 19 de Setembro de 2010

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, é esperado em Conakry para uma visita de trabalho

Conakry, Guiné-Conakry (PANA)- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, é esperado  em Conakry para uma visita de trabalho cuja duração não foi precisada, soube-se de fonte oficial.
A mesma fonte afirmou que o Presidente bissau-guineense, que estará acompanhado duma forte delegação, será acolhido pelo seu homólogo, o general Sékouba Konaté, com quem analisará assuntos de interesse comum e questões relativas à sub-região oeste-africana.
Ele manterá igualmente encontro com os dois vice-presidentes do Conselho Nacional da Transição (CNT) antes de se avistar com Cellou Dalein Diallo e Alpha Condé, os dois adversários da segunda volta das eleições presidenciais, previstas inicialmente para domingo próximo e que foram adiadas sine die por "problemas técnicos".


As eleições presidencias foram adiadas na sequência de violentos confrontos em Conakry, no fim-de-semana passado, entre militantes dos dois candidatos, que fizeram pelo menos um morto e dezenas de feridos.


Os Presidentes maliano, Amadou Toumani Touré, burkinabe, Blaise Compaoré (medianeiro), senegalês, Abdoulaye Wade, serraleonês, Ernest Baï Koroma, e liberiana, Ellen Johnson Shirleaf, estiveram em Conakry para tentar apaziguar a situação no país.

Objetivos do Milénio: Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste levam chefes de Estado e de governo à Cimeira

Nova Iorque, 18 set (Lusa) -- A Cimeira sobre os Objetivos do Milénio e o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas vão trazer na próxima semana a Nova Iorque os presidentes da Guiné-Bissau e Timor-Leste e o primeiro ministro de Cabo Verde.

Chegou a estar prevista também a presença do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, para a Cimeira de alto nível sobre os Objetivos do Milénio, convocada pelo secretário geral, mas foi cancelada por "motivos orçamentais", segundo disse à Lusa fonte da representação diplomática moçambicana junto da ONU.

Em representação de Guebuza, estará o ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, que irá dirigir-se à Cimeira (20 a 22 de setembro) na tarde de segunda feira.

Presidente nigeriano alerta para situação na Guiné-Bissau

images (2) Lagos, Nigéria (PANA) - O chefe do Estado nigeriano e Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Goodluck Jonathan, advertiu, sexta- feira, que os eventos na Guiné-Bissau não são um bom presságio para a sub-região oeste-africana.


Intervindo na sessão de abertura da cimeira extraordinária da CEDEAO sobre a Guiné-Bissau, em Abuja, capital federal da Nigéria, Jonathan sublinhou a necessidade de se encontrar rapidamente uma solução duradoura para este país.


"A responsabilidade oficial de resolver o problema bissau- guineense cabe-nos a todos. Serviremos o nosso interesse coletivo ao resolver este problema. Se o Presidente da Guiné- Bissau, Malam Bacai Sanha, tivesse solicitado uma força permanente com componentes da União Africana, da CEDEAO e da lusofonia, a CEDEAO "responsabilizar-se-ia completamente por esta força".
A reunião ocorre na presença dos Presidentes Pedro Pires de Cabo Verde, Malam Bacai Sanha da Guiné-Bissau e Abdoulaye Wade do Senegal.


A Libéria é representada pelo seu Vice-Presidente, Joseph Boakai, enquanto outros países enviaram seus ministros dos Negócios Estrangeiros ou embaixadores.

A cimeira deve discutir, entre outros, sobre o desdobramento eventual de tropas na Guiné-Bissau como membros duma força de estabilização neste país.


Também será explorada a possibilidade de enviar sub-oficiais e peritos para formar os soldados bissau-guineenses na proteção de figuras como o Presidente e o primeiro-ministro, entre outrosm e as principais instituições do Estado.


A Guiné-Bissau tornou-se numa placa giratória do tráfico de droga e atraversa uma crise de liderança desde Março de 2009, data em que foram assassinados o seu então Presidente da República, João Bernardo "Nino" Vieira, e o chefe do Estado- Maior do Exército, o general Tag Na Wai.

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Governo liquida Empresa de Electricidade e Água

Bissau – O Governo guineense anunciou a liquidação da empresa pública Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), possibilitando assim, a participação de capital privado.

A medida foi tornada pública esta quarta-feira, em Bissau, pela ministra do Plano e Integração Regional, Helena Nosoline Embalo, no âmbito da cerimónia de assinatura de um protocolo de acordo com o Banco Mundial (BM), no quadro do projecto de reabilitação dos sectores da energia e água em Bissau.

O referido protocolo, rubricado pela titular da pasta da Economia e pelo Director de Operações do Banco Mundial para a Guiné-Bissau, Habib Fetini, é estimado em mais de 12 milhões de dólares. De destacar algumas medidas do projecto como a separação entre os serviços públicos de fornecimento de electricidade e de água assim como a separação entre meio rural e urbano, no que diz respeito ao fornecimento de luz e água.


De acordo com a ministra da Economia, o Governo pretende com esta iniciativa criar bases para a segurança e sustentabilidade económicas no sector, que igualmente irá requerer o saneamento e a reestruturação dos serviços de produção e distribuição de água e energia, através de uma participação do sector privado.


Nesta perspectiva, a governante salientou, que o fornecimento regular de energia e água à população a preços acessíveis continua a ser um dos principais desafios do Governo, com o apoio de parceiros internacionais, tendo-se já dado importantes passos neste sentido.
Foi neste sentido que, em 2008, o Executivo disse ter conseguido apoios do Banco Mundial e do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento para o lançamento de um projecto multi-sectorial de reabilitação de infra-estruturas, no valor de 25 milhões de dólares, com vista a garantir a capacidade de produção da empresa de electricidade na ordem dos 5,5 MW, através da compra e aluguer de geradores, a reabilitação de 76 quilómetros de redes eléctricas de média e baixa tensão, assim como uma extensão de 52 quilómetros de distribuição da rede de água, a construção de 2 169 ramais e 58 furos para os bairros mais populosos da capital.

O apoio à reestruturação da gestão comercial e financeira da EAGB e o fornecimento de 2 400 kits com contadores à referida empresa são, entre outros, propósitos agendado pelo Governo para o melhor funcionamento da maior e a única empresa de luz e água na Guiné-Bissau.

«Enquanto continuar a falta generalizada de energia e água, a Guiné-Bissau dificilmente vai sair do círculo recorrente de pobreza e nem poderá atingir o progresso sócio económico esperado para a consolidação da paz, assim como o relançamento da economia nacional», reconheceu a ministra da economia nacional.
Por outro lado, Helena Embalo referiu que na Guiné-Bissau, o preço da electricidade é mais alto relativamente ao que se pratica na sub-região, tendo acrescentado que «a taxa de electrificação do país é excessivamente baixa, situando-se na ordem dos 17 por cento, com um desproporção acentuada entre as zonas urbanas e rurais na Guiné-Bissau, contra os 30 por cento praticados na CEDEAO».

Segundo os últimos dados do recenseamento geral da população de 2009, das 176 500 habitações recenseadas em todo território nacional, apenas cerca de 7 500 têm água potável.


Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau não deve atingir metas, mas a escolarização primária está nos 67,4 por cento

Bissau, 17 set (Lusa) -- A Guiné-Bissau não deverá atingir as metas definidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio(ODM) até 2015, mas nos últimos seis anos conseguiu elevar a taxa de escolarização ao nível do ensino primário para 67,4 por cento.

Os resultados provisórios do Inquérito Sobre Indicadores Sociais Múltiplos e do Inquérito Demográfico e Saúde Reprodutiva indicam que a "taxa líquida de escolarização ao nível primário, em 2010, foi de 67,4 por cento a nível nacional, contra 56,9 por cento em 2003/2004".

Na saúde reprodutiva, a mortalidade infanto-juvenil, que era de 203 mil nados vivos, em 2002, baixou para 155, em 2010, e a mortalidade infantil, que era de 124 por mil nados vivos, em 2002, retrocedeu para 104, em 2010.

CEDEAO analisa hoje "grave" situação política e de segurança na Guiné Bissau

Lisboa, 17 set (lusa) -- A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) analisa hoje, em reunião extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, em Abudja, na Nigéria, a situação política e de segurança na Guiné-Bissau.

"Os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO vão analisar a grave situação política e de segurança na Guiné-Bissau e rever os esforços de reforma do setor da defesa e segurança", lê-se num comunicado da organização.

Ações recentes dos militares agravaram a fragilidade da democracia do país e suscitaram a preocupação de muitos líderes da região e de outros países, incluindo Portugal.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

CEDEAO discute Guiné-Bissau em cimeira de Abuja

O presidente Malam Bacai Sanhá disse esta quinta-feira, antes de partir para a Cimeira dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), consagrada à Guiné-Bissau, que vai pedir a solidariedade dos países membros da organização.

O chefe de estado guineense partiu sem que haja previamente uma posição consensual sobre o eventual envio de uma missão de estabilização à Guiné-Bissau, ideia que pessoalmente defende.

Depois de ter declarado que só aceitaria se fosse por mandato das Nações Unidas, o governo, na pessoa do Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior dera indicações de estar pouco interessado nessa missão de estabilização, apesar do partido no poder ter aceite o principio de seu envio a Bissau.

Dúvidas

Malam Bacai Sanhá disse que desconhece se as possibilidades do envio de uma missão de estabilização para a Guiné serão analisadas no encontro.

Adiantou que estará em análise o relatório da missão militar da CEDEAO que visitou a Guiné-Bissau após os incidentes de 1 de Abril.

"É uma cimeira extraordinária que se vai dedicar à análise do relatório do Comité Militar que visitou a Guiné recentemente. A mensagem que levo é a necessidade de continuar a solidarizar-se com a Guiné-Bissau."

"Queremos efectivamente continuar a contar com a solidariedade da África ocidental, da CPLP, da União Africana e das Nações Unidas", disse o chefe de estado guineense antes de deixar Bissau para a cimeira de chefes de estado e de governos de países da CEDEAO que se realiza esta sexta-feira em Abuja, na Nigéria.

Pessoalmente , Bacai Sanha é a favor ao envio de uma missão de estabilização a Bissau, para entre outras tarefas testemunhar o processo de reformas na defesa e segurança.

Cooperação

Após ter lançado o debate sobre essa intenção, o Conselho de Defesa Nacional, organizações da sociedade civil, a maior central sindical guineense-UNTG e varias vozes de cidadãos anónimos reagiram favoravelmente a ideia, que entretanto não encontrou eco favorável junto do governo, apesar do partido no poder ter pronunciado a favor ao principio do envio de uma missão de estabilização a Guine-Bissau.

Numa recente declaração à imprensa, o Primeiro Ministro, Carlos Gomes Júnior deu indicações de preferir a implementação dos acordo de cooperação técnico-militar recentemente celebrados com a Angola ao envio de uma missão de estabilização à Guiné-Bissau.

Entretanto, fontes próximas da reunião referem que esta organização de 15 membros não tenciona enviar uma missão de estabilização para a Guiné-Bissau, a não ser que haja uma solicitação expressa das autoridades da Guiné-Bissau.

A CEDEAO pretende sim segundo as mesmas fontes encontrar meios para acelerar as reformas na defesa e segurança, tarefa para a qual necessita de cerca de 100 milhões de dólares.

Angola e Guiné-Bissau rubricam protocolo no sector da Comunicação social

0,c14aa7d2-6985-427e-ab09-115bda1b940b As ministras da Comunicação Social de Angola e Guiné-Bissau, Carolina Cerqueira, e Maria Djalo Nandingna, respectivamente, assinaram , em Luanda, um acordo de cooperação, com vista a aprofundarem as relações no sector.

Do protocolo, que visa o reforço e relançamento da cooperação bilateral entre os dois países, destacam-se os acordos a nível institucional no domínio dos órgãos de informação públicos e na área de capacitação de jornalistas e quadros do sector.

A nível institucional, os dois ministérios manifestaram o interesse de executar com maior celeridade o protocolo assinado, decidiram criar grupos de trabalho, presididos por directores gerais dos órgãos de comunicação publicos, bem como cooperarem na realização de um programa de comunicação de apoio ao processo de paz e reconciliação nacional na Guiné-Bissau.

No domínio dos meios de comunicação social públicos, com realce para a rádio, televisão e agência de informação, ambas as instituições acordaram em cooperar no intercâmbio de notícias e programas, assistência técnica, formação de quadros, bem como visitas de estudo e estágios relacionados com a gestão dos órgãos de comunicação.

Ainda a respeito da televisão, foram propostos também planos de assistência técnica, reestruturação e modernização das emissões da Televisão da Guiné-Bissau, bem como parcerias conjuntas em cobertura de eventos.

No ramo da capacitação dos profissionais do sector, as duas partes se comprometeram a estudar mecanismos que possibilitam a formação contínua dos jornalistas, assim como a manter contactos permanentes de troca de experiência.

No final da cerimónia, Carolina Cerqueira manifestou a pretensão de continuar a trabalhar e cooperar com a Guiné-Bissau, contribuindo assim para um futuro promissor daquele Estado lusófono, bem como aprofundar os laços de amizade e solidariedade entre os dois países.

“Queremos que transmita ao povo da Guiné-Bissau, em particular à classe jornalística, a nossa solidariedade e disponibilidade em continuar a trabalhar e cooperar com eles”, realçou.

Este acordo, referiu, deve ser interpretado como uma ajuda e uma assistência que o país vai dar à Guiné-Bissau no domínio da formação de quadros, assistência técnica, material e na troca de experiências.

Por seu turno, Maria Djalo Nandingna disse que o acordo vai permitir desenvolver ainda mais o sector da Comunicação Social do seu país, que contribuirá, assim, de forma activa no processo de estabilização política na Guiné-Bissau.

“Volto para o meu país, República da Guiné-Bissau, com a sã alegria pelos grandes sucessos e solidificação dos históricos laços de amizade e de cooperação que unem os nossos dois povos e governos, com destaque para o sector da Comunicação Social”, referiu.

Missão do FMI chega hoje à Guiné-Bissau para avaliar desempenho económico

2010-09-16 132721_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$5BBFA8B1-ACBD-4C42-B2AF-252CBD900C87$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega hoje à Guiné-Bissau para avaliar o programa de Facilidade do Crédito Alargado e a conclusão da Iniciativa a Países Pobres Altamente Endividados.

"A missão que estará no país até ao dia 29, manterá uma série de encontros com as autoridades locais, para a primeira avaliação no quadro do arranjo ECF (Facilidade de Crédito Alargado) e para a consecução do Ponto de Conclusão da Iniciativa HIPC (Países Pobres Altamente Endividados) ", refere o Ministério das Finanças guineense, em comunicado enviado à Agência Lusa.

Segundo o documento, as conclusões preliminares da missão serão dadas a conhecer em conferência de imprensa a realizar no dia 29.

O FMI aprovou em Maio um apoio de cerca de 26 milhões de euros ao programa económico do governo da Guiné-Bissau, designado Facilidade de Crédito Alargado.

No âmbito do programa, o governo prevê reformas na Administração Pública, no sector da Defesa e Segurança e na criação de melhorias de investimento no sector privado.

No âmbito do programa de apoio a Países Pobres Altamente Endividados (HIPC), o FMI aprovou, também em Maio, o pagamento de uma segunda tranche de ajuda no valor de 1,5 milhões de dólares (1,14 milhões de euros).

A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 mil milhões de dólares (1,14 mil milhões de euros) e desde 2001 que o país tem tentado, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Comandante das Forças Armadas Angolanas(FAA) e da Polícia Nacional(PN) para a Guiné -Bissau aguarda por nomeação

pais_97_lr33 Depois de termos anunciado o número de militares que farão parte do contingente das  Forças Armadas Angolanas(FAA) e da Polícia Nacional(PN) que deve embarcar em Outubro para a Guiné Bissau para participar no processo de reforma, resultado de um acordo entre  as chefias do Estado-Maiores General de Angola e da Guiné Bissau, os generais Francisco Furtado e António Indjai, respectivamente, ainda não foi proposto o nome do comandante que vai dirigir as forças no terreno.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse ao O PAÍS que o comandante para a Guiné sairá de um  conjunto de três nomes que serão propostos pelo Chefe de EstadoMaior General  ao Comandante-emChefe, por se tratar de uma missão que será realizada fora do país. “Estamos à espera que tudo seja autorizado superiormente e logo será conhecido quem irá chefiar efectivamente esta tarefa na Guiné” disse, reforçando que nenhum nome foi oficialmente indicado, por enquanto.

Desconfirmou informações que davam conta de que o general Jorge Sukissa foi indicado para tal, argumentando que a missão não é de guerra, mas para reformar as Forças Armadas Guineenses  conforme estipula  o acordo assinado entre ambas as partes(Angola e a Guiné Bissau), descartando a ida deste, tido como um dos melhores especialistas do exército e não como perito para actividades que se pretende para aquele país irmão.

Segundo a fonte, o embarque será em Outubro e ainda faltam muitos dias para se definir quem será escolhido entre os muitos especialistas de vários ramos que as FAA possuem.

Reforçou que a escolha não será difícil, por, segundo a fonte, o exército dispor de homens preparados e capazes de transmitir as suas experiências, o que poderá facilitar o cumprimento desta missão na pátria de Amílcar Cabral. “Nós temos vários homens e qualquer que for proposto e tiver o respaldo da autoridade superior, irá sem evasivas”.

“O que for indicado seguirá imediatamente sem reservas. Nós somos militares e recebemos ordem de mando.Por isso, todos estamos em prontidão para qualquer missão que nos for incumbida”, disse ainda a nossa fonte.

Em círculos castrenses diz-se que o general Francisco Furtado está a encontrar dificuldades para indicar nomes e destes sairá um consensual que poderá chefiar as FAA para mais esta missão, depois das já cumpridas em São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo(RDC) e Congo Brazzaville, em períodos distintos.

O mesmo acontece na Polícia Nacional, cujo responsável para a Guiné ainda não foi encontrado, disse fonte deste jornal. Tudo indica que a escolha esteja marcada por um secretismo absoluto para se evitar eventuais especulações na imprensa, por se tratar de assuntos meramente militares, observou. A ida das FAA e da PN foi reforçada com a visita do primeiro-ministro guineense a Angola, na semana passada, Carlos Gomes Júnior “Cadongo”.

Instabilidade é «terrível para a população»

 

img_1190631257 A situação de instabilidade na Guiné-Bissau é «terrível para a população guineense, mas também perigosa para outros países, na vizinhança imediata e mais longe», considera o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português.

Em entrevista à Agência Lusa, João Gomes Cravinho baseia-se naquela constatação para garantir que «não há na comunidade internacional divergência significativa de interpretação sobre o que se passa na Guiné-Bissau», o que inclui a necessidade de uma missão de estabilização internacional para ajudar a lidar com o problema.

Diário Digital / Lusa

Sábado, 11 de Setembro de 2010

Governos de Angola e da Guiné-Bissau encetam conversações oficiais

 0,5d366cf6-6467-41fe-b90e-de872e6fcdb2 Luanda – As conversações oficiais entre os governos de Angola e da Guiné-Bissau decorrem no palácio Presidencial da Cidade Alta, com vista o reforço da cooperação entre os dois estados e povos.

A cerimónia de abertura foi orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e pelo Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior.

A delegação angolana às conversações é chefiada pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência, Carlos Feijó, e pelo Ministro das Relações Exteriores guineense, Adelino Mano Queta.

Na abertura o Chefe de Estado angolano manifestou disponibilidade em apoiar as autoridades guineense apoios de natureza política, diplomática, financeira e material para ajudar a ultrapassar as sucessivas crises na Guiné.

O Presidente José Eduardo afirmou que atenção especial incidirá sobre as forças armadas guineenses porque é necessário que elas se constituam de facto num dos principais garantes da estabilidade, da segurança e da integridade do país.

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pediu apoio técnico e financeiro, reafirmando que o seu país tem necessidade imperiosa de prosseguir com o processo de reformas, em especial nos sectores da defesa e segurança.

Refere que o apoio ao orçamento aliviará o tesouro do seu país das pressões quotidianas e permitirá ao governo do seu país respeitar os compromissos com as instituições financeiras internacionais (FMI/BM) no quadro do perdão da dívida externa, condicionado a um desempenho fiscal satisfatório.

Cooperação com Guiné-Bissau exige normalidade constitucional

Os ministros da Defesa de Portugal e do Brasil reafirmaram hoje, em Lisboa, que a cooperação nesta área com a Guiné Bissau exige normalidade constitucional no país e que a estabilidade é necessária também para haver cooperação noutros setores.

O ministro Augusto Santos Silva disse que “Portugal fez saber às autoridades guineenses que está disponível para continuar, e até aprofundar, a cooperação técnico militar, mas é condição ´sine qua non` a plena normalidade constitucional”, onde cabe a obediência do poder militar.


Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, afirmou que “há uma coincidência muito grande” de posições entre Portugal e o Brasil nesse aspeto, e frisou ainda que “a defesa e o desenvolvimento são duas faces da mesma moeda”.


Além de temas bilaterais, os dois ministros abordaram hoje, em Lisboa, questões multilaterais, incluindo temas que estarão na agenda da próxima reunião ministerial de defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que vai realizar-se em Brasília, em novembro.

 

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil integrar ou até liderar uma hipotética missão de tropas a enviar para a Guiné-Bissau, o ministro brasileiro garantiu que “o Brasil nunca intervém num país para fazer a paz, só o faz para manter a paz”.

E para isso, adiantou tem de haver “solicitação desse país, o que não aconteceu”, e a missão deve estar sob a bandeira de uma organização internacional, que “pode ser da ONU ou da União Africana”.


Na visita recente do presidente da Guiné-Bissau ao Brasil, houve sim conversações para cooperação na área económica, nomeadamente para a industrialização da produção de caju e para criar um setor das pescas.


“A Guiné-Bissau atualmente aluga as suas águas para pesca, e nós dissemos-lhe que está na hora de criar uma indústria própria, tendo nós ´expertise´ para cooperarmos nessa área”, adiantou o ministro brasileiro.


A cooperação de Portugal e do Brasil, de forma a que esta seja articulada entre si, com a África que fala português, foi um dos temas da reunião, que precedeu a assinatura de um acordo para definir a participação portuguesa na construção do avião de transporte militar KC-390, um projeto da empresa brasileira Embraer, com fábricas em Portugal.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Sabores da Guiné juntaram mais de 250 pessoas no Céu de Vidro da antiga Casa da Cultura

 Gazeta das Caldas

Almoco-3-300x201Quem passou junto ao Hospital Termal e ao Céu de Vidro nos passados dias 28 e 29 de Agosto com certeza não ficou indiferente à música que se ouviu a partir do final da manhã e ao reboliço que por ali se via. O motivo: os almoços promovidos pela Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau, pintados pelas cores dos trajes guineenses e cujo ritmo era marcado pela música daquele país africano.
Em dois almoços em que os pratos de galinha vindos da Guiné estiveram em destaque, a galinha de cafriela, o caldo de amendoim e o caldo de dendém fizeram as delícias das mais de 250 pessoas que por ali passaram nos dois dias. Fosse pela saudade dos sabores guineenses, fosse pela mão das cozinheiras, “escolhidas a dedo”, certo é que os pratos fizeram as delícias de quem aceitou o convite da associação, neste terceiro convívio que a associação promoveu nas Caldas da Rainha.
Depois de bem comidos e bem regados, os participantes neste almoço guineense no Céu de Vidro seguiram rumo ao CCC, onde decorreu um desfile de trajes típicos da Guiné. Em ambiente descontraído, passaram pela passerelle trajes de cerimónia e trajes coloridos, tão facilmente associados à antiga colónia ultramarina portuguesa. E à boa maneira africana, não houve quem resistisse durante muito tempo à música que acompanhou o desfile, que acompanhou em verdadeiro ambiente de festa, que depois se prolongou, novamente no Céu de Vidro. No mesmo fim-de-semana, chegava ao fim a exposição de artigos guineenses que a associação mostrava na Capela de São Sebastião desde o dia 7 de Agosto.
Augusto Mansoa, o presidente da Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau salientou que a importância de iniciativas como esta reside no facto de permitirem que a associação partilhe “o seu sentimento de humanismo e mostre que, apesar das diferenças nas foras de pensar, o ser humano vive e partilha e, quando quer, consegue grandes feitos para todos nós”. A residir e a trabalhar nas Caldas há cerca de 24 anos, onde é cirurgião no Centro Hospitalar, Augusto Mansoa diz que os guineenses foram “acolhidos nesta cidade, acarinhados e ajudados, aceitos como gente de bem”. E garante: “queremos assim continuar”.
Os convívios anuais da associação servem precisamente esta integração na cidade e no país que escolheram para viver, na impossibilidade de permanecerem no lugar onde nasceram. Além de muitos guineenses espalhados por vários pontos de Portugal, os encontros atraem ainda muitos portugueses que a determinada altura das suas vidas viveram na Guiné, e que se deixaram morder pelo ‘bichinho de África’.
“Conversamos de tudo um pouco, lembramos coisas boas e algumas menos boas, comemos, bebemos, dançamos, no fundo convivemos como seres humanos que somos”, disse o cirurgião guineense, que defendeu que “o isolamento e a solidão são o pior inimigo do Homem e da Humanidade”. Todos somos cidadãos do mundo e “não temos o direito de estragar o que há de melhor nesta vida: a amizade, a liberdade e a solidariedade, valores muitas vezes esquecidos”.
A Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Amigos de Oio-Guiné-Bissau empenha-se em trazer a Portugal os sabores e acultura guineenses. “São pequenos fragmentos de todo o universo que temos espalhado por diferentes espaços do continente”, explica o presidente da associação. Nascida há quase oito anos nas Caldas, a associação tem sede provisória em Lisboa e junta actualmente cerca de 300 membros.

Guiné precisa de uma segunda independência

Em Portugal há mais de duas décadas, Augusto Mansoa tem voltado à Guiné-Bissau a cada dois anos. Mas o país que encontra hoje “é muito diferente” daquele que deixou.
“Quando chego a Bissau e vejo as ruas cheias de buracos, eu choro. Quando vejo a cidade que em tempos foi considerada uma das cidades mais limpas da África Ocidental cheia de amontoados de lixo no meio da estrada, entristece-me de sobremaneira. Vejo as crianças em idade escolar com cestos na cabeça, com víveres para vender para poderem sobreviver, e também é uma tristeza muito grande para mim”, lamenta.
Mas o que é preciso para que as coisas mudem? Augusto Mansoa não hesita na resposta. Falta união nacional. “Nós estamos neste momento a tentar construir um todo nacional a partir de pequenas coisas e penso que com isso podemos fazer alguma coisa de concreto”.
A união que falta é a mesma que o país vivia quando conseguiu a independência. “Neste momento eu acho que falta uma segunda unidade, mas uma unidade séria para a Guiné conquistar uma segunda independência que considero extremamente importante, a independência económica”, diz.
Ciente de que, neste momento, a Guiné é “um país muito débil”, Augusto Mansoa acredita que a união terá que se fazer em várias vertentes. A associação que preside está a trabalhar em questões sociais e culturais. “Através da cultura vamos buscar alguns pontos de união e é isso que nos interessa de sobremaneira”. Já as questões políticas deixa-as para os políticos. “Esses terão que ser capazes de se entender na sua esfera”, afirma.

ONU vai recolher apoios para a Guiné-Bissau

Representante especial para a Guiné-Bissau vai a Lisboa, Paris, Londres e Bruxelas na próxima semana.

bandeira-campanhaeleitoral93188619_400x225 Lisboa vai ser uma das capitais europeias que o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Joseph Mutabola, visita na próxima semana, com o objectivo de  angariar apoios para aquele país africano. A noticia foi avançada esta noite à Renascença por Vladimir Monteiro, porta-voz da missão da ONU em Bissau.

“Na próxima semana o representante especial estará na Europa. De 13 a 23 [de Setembro] vai a Lisboa, Paris, Londres e Bruxelas, para contactar países europeus no sentido de manterem o seu apoio à Guiné-Bissau, para permitir que o país ultrapasse as dificuldades”, explica.

Vladimir Monteiro comenta também a visita que o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, está a efectuar a Angola, como uma iniciativa “extremamente importante”. “Tudo o que possa ajudar a Guiné-Bissau tem de ser apoiado”, frisa.
Em destaque nesta visita está o “dossier” da segurança e cooperação militar, sendo que nos próximos dias parte para a Guiné-Bissau uma missão de militares e polícias angolanos.

Carlos Gomes Júnior pretende ainda discutir com o Governo angolano o possível envio de uma missão de tropas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para estabilizar a situação na Guiné-Bissau.

Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Banco Mundial financia sector eléctrico de Bissau com 9,97 milhões

2010-09-09 161127_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$730F74A4-EBA9-4FB5-BA79-57C18BCDB93D$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 O Banco Mundial vai financiar com 12,7 milhões de dólares (9,97 milhões de euros) a reabilitação do sector eléctrico de Bissau, no âmbito de um acordo a assinar na próxima semana.

O acordo é assinado na terça-feira pela ministra da Economia guineense, Helena Embalo, e pelo director de Operações do Banco Mundial para o país, Habib Fettini.

A verba servirá para financiar o Projecto de Emergência de Reabilitação do Sector de Electricidade e Águas de Bissau no âmbito do Projecto Multissectorial de Reabilitação de Infra-estruturas.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e a União Económica Monetária dos Estados da África Ocidental também atribuíram um donativo de 10 milhões de dólares (7,85 milhões de euros) em Agosto no âmbito deste projecto.

A capital da Guiné-Bissau não tem fornecimento permanente de energia eléctrica nem água canalizada. Nas restantes regiões do país o fornecimento é inexistente.

A falta de abastecimento público de energia eléctrica é considerada um dos principais obstáculos ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau.

Secretário de Estado ferido devido a queda de árvore

O Secretário de Estado do Ensino da Guiné-Bissau, Besna Na Fonte, e os dois filhos ficaram feridos na sequência da queda de uma árvore de grandes dimensões em cima do telhado da casa onde residem.

O acidente aconteceu na quarta-feira e os três foram transportados para o hospital, no entanto, Besna na Fonte e um dos filhos acabaram por ser transferidos para uma unidade hospitalar em Dacar.

Senegal condena sete mestres corânicos

000_Par1257246_0 Esta medida deverá servir de exemplo aos "marabouts" pouco escrupulosos, que exploram crianças e as obrigam à mendicidade, quase em regime de escravidão. Dois outros mestres corânicos vão ser julgados nesta quinta-feira.

Pela primeira vez na hiqstória do Senegal, 7 mestres corânicos foram condenados ontem (8/09/2010) pelo Tribunal de Dakar, a 6 meses de pena suspensa e 150 euros de multa (100.000 francos CFA) por terem obrigado crianças a mendigar.

Os 6 mestres corânicos senegaleses e um bissau-guineense, estão pois em liberdade, mas este exemplo poderá ser dissuasor para os "marabouts", que enviam diáriamente para a rua milhares de crianças esfarrapadas, descalças, obrigadas a pedir ora dinheiro, ora um pouco de açúcar, arroz, etc..

A ONG de defesa de Direitos Humanos Human Rights Watch, entrevistou dezenas destas crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos e no passado mês de abril publicou um relatório, acusando o governo senegalês de cruzar os braços, face a pelo menos 50.000 crianças talibés, muitas vindas da Guiné Bissau, exploradas, maltratadas e obrigadas a mendigar nas ruas, em nome da religião.

A HCR pediu à ONU, CEDEAO, e Organização da Conferência Islâmica, que denunciem a mendicidade forçada, como uma prática contrária às obrigações em matéria de Direitos Humanos, e instou o governo senegalês a perseguir os traficantes e mestres, que maltratam as crianças, e garantir a proteção e repatriamento das vítimas de mendicidade forçada.

No Senegal, as escolas corânicas não são sujeitas a qualquer regulamentação jurídica, e logo não tem subvenções estatais, mas dar esmolas aos pobres é uma tradição islâmica secular.

Por pressão dos parceiros internacionais, que acusaram o Senegal de nada fazer para impedir o tráfico de Seres Humanos, as autoridades senegalesas proibem desde 2005 a mendicidade nos espaços públicos, autorizando as esmolas diante dos espaços de culto.

Liliana Henriques ouviu o porta-voz da Human Rights Watch, Reed Brody, para quem estas condenações representam um passo importante, para pôr termo à exploração e forma moderna de escravatura, a que são submetidas crianças vulneráveis, a coberto de ensino religioso nas “madrassas” do Senegal.

Presidente da Guiné-Bissau pede retomada da paz e estabilidade do país

O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, apelou ontem (8) ao povo do país para que se empenhe em retomar a paz e estabilidade, a fim de concretizar a reconciliação da nação.

Sanha fez tal afirmação na coletiva à imprensa por ocasião do 1° aniversário dele no cargo de presidente do país. Segundo ele, a detenção pelos militares de Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro da Guiné-Bissau, e do chefe do Estado-Maior e General das Forças Armadas, Zamora Induta, obstruiu a promoção do processo da paz no país. As prisões fizeram com que alguns países suspendessem as colaborações e assistência à Guiné-Bissau.

Na ocasião, Sanha declarou esperar que organizações internacionais enviem uma tropa ao país para coordenar a defesa e preservar a segurança local. Conforme ele, a conferência de reconciliação da nação será concretizada no próximo ano.

Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau inicia amanhã visita a Angola

2010-09-08 170325_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$118F5A8E-C5AB-43BF-9E18-3C3688D3B543$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, realiza uma visita oficial a Angola a partir de amanhã e até dia 13, segunda-feira, com a agenda dominada pela cooperação económica e a reforma do sector de defesa e segurança guineense.

Angola "é um país que está muito identificado com a nossa realidade, porque tem a mesma experiência. Eu penso que como irmãos poderão dar um apoio fundamental para que possamos fazer essa reforma", declarou Carlos Gomes Júnior em conferência de imprensa.

Carlos Gomes Júnior disse, a propósito da possibilidade de Angola apoiar a reforma do sector de Defesa e Segurança guineense, que o assunto é do interesse das autoridades angolanas e que recentemente José Eduardo dos Santos manifestou essa disponibilidade ao seu homólogo da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.

"O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Angola foi portador de uma mensagem do presidente Eduardo dos Santos para o seu homólogo guineense, na qual ele demonstrou claramente a disponibilidade e a solidariedade do governo angolano em apoiar as nossas forças armadas para no sentido de conseguirmos fazer a reforma que temos no quadro da defesa e segurança", indicou Carlos Gomes Júnior.

O primeiro-ministro guineense lembrou que não será a primeira vez que Angola apoia a Guiné-Bissau no seu programa de reforma do sector da Defesa e Segurança, citando a formação dos 250 elementos da polícia de intervenção rápida em 2005.

"O projecto não avançou dada as situações conturbadas que o nosso país tem vivido. Vamos retomar as discussões e tentar ver com as autoridades angolanas qual é a melhor forma de podermos implementar esse projecto", sublinhou Carlos Gomes Júnior.

Para o primeiro-ministro guineense o facto de o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai se encontrar em visita oficial em Angola é sinal de que as duas forças armadas já estão a dialogar sobre a possibilidade de Luanda viabilizar a reforma.

"As Forças Armadas da Guiné-Bissau e as Forças Armadas de Angola tiveram quase a mesma formação no período da luta e têm as mesmas características. Se Angola conseguiu fazer a reforma da sua força de defesa e segurança porque não (ajudar a Guiné-Bissau)?", questionou Carlos Gomes Júnior.

Empresários espanhóis investem na Guiné-Bissau

2010-09-08 152823_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$383BD80C-79DB-4FD3-AE90-45B2CC9E1948$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 Um grupo de empresários da região espanhola da Catalunha está na Guiné-Bissau, onde pretendem investir nos sectores do turismo, transporte aéreo, obras públicas e pesca, de acordo com um elemento do grupo, o empresário José Maria Torres.

Falando para a imprensa à saída de uma audiência com o primeiro-ministro guineense, José Maria Torres disse que a delegação, composta por 16 empresários de diferentes ramos de actividade, veio a Bissau de propósito com o objectivo de informar o Governo guineense das suas perspectivas para o país.

"Viemos apresentar ao primeiro-ministro e aos ministros todos os empresários e os projectos que temos em carteira para a Guiné-Bissau. Temos projectos nos sectores das pescas, obras públicas, engarrafamento de água, turismo, transporte aéreo e material de construção", afirmou Maria Torres.

Questionado sobre a data de início das operações da companhia aérea que deverá ligar Bissau e Madrid, passando por Lisboa, José Maria Torres disse que dentro de dois ou três meses será uma realidade.

"Sobre a companhia área, segundo nos informou o primeiro-ministro, poderemos assinar um acordo com o Ministério da Economia dentro de 15 dias, depois disso, penso que poderemos começar a operar entre a Guiné-Bissau e Espanha, dentro de dois, três meses", enfatizou o empresário espanhol.

Recentemente a companhia aérea espanhola Avicargas, das ilhas Canárias, iniciou voos de ligação semanal entre Bissau e Las Palmas, passando por Lisboa, mas transportando apenas cargas.

A também espanhola Agrogeba tem um investimento de cerca de 4 milhões euros, aplicado em exclusivo na produção do arroz para o consumo na Guiné-Bissau. A empresa está instalada na região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, e conta ter a sua primeira produção de arroz ainda este ano.

"O Governo mostrou-nos que está animado com a nossa presença aqui e prometeu facilidades e apoios para que os investidores espanhóis possam se instalar aqui. O Governo está aberto para nos ouvir e apoiar", indica José Maria Torres.

Preços de bens de primeira necessidade sobem em flecha

Bissau  - Os preços dos produtos de primeira necessidade conheceram um aumento significativo na Guiné-Bissau, desde meados de Agosto último, afirmou em Bissau, o presidente da Associação de consumidores de bens e de serviços (ACOBES), Bambo Sanha, citado hoje (quarta-feira) pela Panapress.

Segundo o responsável, o preço do saco de arroz de 50 quilos, o alimento básico do país, passou de 12 mil para 14 mil francos CFA, enquanto que o saco de açúcar de 50 quilos aumentou de 15 mil para 27 mil francos CFA.

Dirigindo-se à imprensa, o presidente da ACOBES, sublinhou que o preço da carne e do peixe registaram um aumento na ordem de 75 por cento.

Em um mês, o preço do quilograma de óleo de cozinha passou de dois mil para quatro mil e 500 francos CFA, numa altura em que esse produto está escasso no mercado.

Sanhá, explicou que os comerciantes justificam essa subida de preços, ao aumento das taxas alfandegárias e os impostos sobre à venda de produtos importados.

" O governo anunciou já medidas, afim de estabilizar a situação nos próximos dias ", afirmou.

Astros, zebras e demissão em África

As eliminatórias para a próxima Copa Africana de Nações podem ter começado em junho, mas, para a grande maioria das seleções candidatas, os jogos deste final de semana foram o primeiro passo no longo caminho rumo à competição de 2012 na Guiné Equatorial e no Gabão.

Foram dois dias marcados por altas doses de emoção em 21 confrontos que testemunharam a demissão de um treinador, a primeira vitória de Guiné-Bissau em 14 anos e um sensacional hat-trick de Mamadou Niang para deixar os adversários de Senegal atentos. A rodada teve também derrotas surpreendentes de algumas das principais seleções do continente, com destaque para o atual campeão, Egito, que tropeçou junto com Argélia, Marrocos e Tunísia.

Grupo A: A mais nova prova de que Cabo Verde é um país emergente no futebol africano foi a vitória por 1 a 0 sobre o Mali, gol de Fernando Varela. O resultado representou um início decepcionante para o novo técnico de Mali, Alain Giresse, cujos esforços para reconstruir uma seleção órfã de Frédéric Kanouté, que decidiu não jogar mais pelo país, foram minados pelos desfalques de Seydou Keita e Momo Sissoko. Já o Zimbábue empatou em 1 a 1 com a Libéria, com gols do jovem Knowledge Musona e do estreante Sekou Jabeth Oliseh.

Grupo B: A Guiné venceu a Etiópia por 4 a 1 em Adis Abeba, no domingo. Ibrahima Yattara e Oumar Kalabane marcaram no primeiro tempo, enquanto que Karamoko Cisse e Kamil Zayatte ampliaram na etapa final. Foi a primeira partida do selecionado guineano sob o comando de Michel Dussuyer, que classificou Benin para a última Copa Africana de Nações, em Angola. A Nigéria ainda não anunciou o novo treinador, mas o interino Austin Eguavoen viu os seus jogadores fazerem 2 a 0 contra Madagascar em casa, com Obafemi Martins e Michael Eneramo balançando as redes.

Grupo C: Nos nove jogos disputados no domingo, apenas dois anfitriões conseguiram ganhar. Zâmbia estreou o técnico Dario Bonetti com uma goleada por 4 a 0 sobre a novata seleção de Comores. O comandante italiano apostou em Rainford Kalaba, um meia-atacante que está sem clube e não jogava uma partida oficial desde a última Copa Africana de Nações, em janeiro. E Kalaba correspondeu abrindo o caminho para a maiúscula vitória. No outro confronto da chave, a Líbia segurou um empate sem gols com Moçambique fora de casa.

Grupo D: A Argélia saiu atrás contra a Tanzânia diante da própria torcida em Blida, mas Adlene Guedioura teve tempo de igualar o placar e salvar a seleção participante da Copa do Mundo da FIFA 2010 de uma constrangedora derrota. Ele só não conseguiu salvar o pescoço do técnico Rabah Saadane, demitido menos de 24 horas depois.  O Marrocos, por sua vez, entrou em campo contra a República Centro-Africana com um ataque formado por jogadores talentosos, como Marouane Chamakh, Mounir El Hamdaoui e o estreante Youssef El Arabi, mas o placar não saiu do zero.

Grupo E: Samuel Eto’o se aproximou da marca de 50 gols com a camisa de Camarões ao anotar o 45° e o 46° na vitória por 3 a 1 nas Ilhas Maurício. O atacante poderia ter saído de campo com mais um, mas deixou que Eric Choupo Moting cobrasse o pênalti para marcar o terceiro dos leões indomáveis. Quem não desperdiçou a chance de fazer três gols de uma só vez foi Mamadou Niang, que garantiu o impressionante triunfo de Senegal como visitante diante da República Democrática do Congo, por 4 a 2.

Grupo F: Gâmbia precisou apenas dos 30 primeiros minutos para marcar os três gols da vitória por 3 a 1 sobre a visitante Namíbia. Com a desistência da Mauritânia, a chave é formada por somente três seleções, o que significou um final de semana de folga para a favorita Burkina Fasso.

Grupo G: O atual campeão, Egito, ficou no empate em 1 a 1 com Serra Leoa no Cairo, para a alegria da África do Sul, que derrotou o Níger por 2 a 0 em Nelspruit e lidera a chave. Alhassan Bangoura calou a torcida egípcia e colocou Serra Leoa na frente, embora a surpreendente vantagem tenha durado apenas três minutos, dissolvida no gol de Mohamed Fathallah. No outro duelo, Katlego Mphela e Bernard Parker balançaram as redes para o selecionado sul-africano, que dominou a partida e ainda perdeu uma infinidade de chances.

Grupo H: Gervais Yao Kouassi, Salomon Kalou e Emmanuel Eboué garantiram a vitória tranquila da Costa do Marfim sobre Ruanda, cujo novo treinador, Sellas Tetteh, foi criticado por escalar uma equipe quase que exclusivamente formada por jogadores que atuam no país. Já Benin, de quem se esperava uma goleada contra o Burundi, deu uma falsa impressão à torcida com o gol de Mickael Pote logo aos seis minutos de jogo, para permitir que Didier Kavumabagu empatasse a contenda aos 40 do segundo tempo.

Grupo I: Gana não acusou a ausência de vários astros e atropelou a Suazilândia com uma vitória por 3 a 0, na qual Jordan Ayew fez a sua estreia aos 18 anos entrando no lugar do irmão mais velho, Andre. Dede Ayew abriu o placar, Prince Tagoe ampliou na segunda etapa e Hans Sarpei deu números finais ao jogo marcando o seu primeiro gol pela seleção. O Sudão também largou com três pontos graças a Mudather Eltaib e Mohamed Tahir, que fizeram 2 a 0 no Congo.

Grupo J: A Guiné-Bissau disputou o seu primeiro jogo em quase três anos, mas não se mostrou nem um pouco enferrujada, superando Quênia por 1 a 0. O novo treinador, Norton de Matos, mergulhou fundo na busca por jogadores exilados no exterior para montar um elenco forte e foi recompensado com o gol da vitória marcado a 14 minutos do apito final por Nichi, que atua no Fátima, da segunda divisão portuguesa. Angola, por sua vez, perdeu por 3 a 0 para Uganda na primeira partida de competição sob o comando de Hervé Renard. Os gols foram marcados por David Obua, Andrew Mwesigwa e Geoffrey Sserunkuma.

Grupo K: Quatro rodadas já foram disputadas neste grupo de cinco seleções, dominado por Botsuana até o momento. Esta é a única chave em que os dois primeiros colocados se classificam, portanto nem tudo está perdido para a Tunísia após o tropeço em casa contra Malaui, com quem empatou em 2 a 2. Bostuana, porém, derrotou o Togo por 2 a 1, com Jerome Ramatlhakwane marcando o gol da vitória, e agora tem seis pontos de vantagem na liderança.

PJ em greve até quinta-feira para reivindicar salários em atraso

Bissau - Os inspectores da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau iniciaram hoje (segunda-feira) uma greve, que vai decorrer, até quinta-feira, para reivindicar salários em atraso e o vínculo à função pública do país.

"Nós, enquanto inspectores da Polícia Judiciária, estamos a fazer greve. O que estamos a reivindicar é vulnerabilidade do tratamento humano. Estamos incorporados desde Setembro de 2009 e até à presente data ainda não recebemos nenhum salário", afirmou um dos 11 inspectores em greve.

Os inspectores querem saber o que se está a passar. Até agora, não recebemos nenhuma resposta e decidiram suspender as suas actividades até uma resposta das entidades competentes.

A directora da Polícia Judiciária, Lucinda Barbosa, pediu hoje à Rádio Nacional da Guiné-Bissau a compreensão dos inspectores grevistas e disse que falta a aprovação do Tribunal de Contas para aqueles serem incorporados nos pagamentos da Função Pública.

Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Angola e Guiné-Bissau abordam cooperação militar

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), o general Francisco Furtado, analisou segunda-feira em Luanda com o seu homólogo da Guiné Bissau, o tenente-general António Indjai, a cooperação técnico-militar entre os dois países e as vias e os meios de apoiar a reforma dos setores da defesa e da segurança neste país lusófono da África Ocidental, soube-se de fonte oficial.


Francisco Furtado disse à imprensa no final do encontro que abordou com António Indjai o programa de cooperação técnico- militar entre os dois países, por forma a definir o engajamento das FAA na reforma e na criação de condições para a estabilidade permanente na Guiné-Bissau.


Adiantou que os esforços para a restruturação do setor da defesa na Guiné-Bissau estão a ser dirigidos de igual modo pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), presidida atualmente por Angola, bem como pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

"Há um esforço dirigido agora pela CPLP, liderada pela República de Angola, no qual mandatou um grupo, que desde o mês passado tem estado a trabalhar com as Forças Armadas da Guiné-Bissau", disse.
"Participamos de igual modo numa reunião da CEDEAO que teve lugar em Bissau, em Agosto deste ano, e os esforços são comuns. São esforços da CPLP, da CEDEAO, da União Africana e das Forças Armadas Angolanas", sublinhou o general Furtado.


O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné- Bissau, por seu turno, afirmou que o seu país conta com a ajuda de Angola para o desenvolvimento das forças militares nos vários domínios, designadamente na formação de quadros, e para a reforma dos setores da defesa e da segurança.


O tenente-general António Indjai iniciou sábado uma visita de quatro dias a Angola com vista ao reforço da cooperação no ramo militar, principalmente nos setores da defesa e da segurança.


Durante a sua estada, o tenente-general António Indjai e sua comitiva vão manter encontros com altas patentes das FAA e com responsáveis do Ministério da Defesa, assim como visitarão unidades e escolas militares.

Domingo, 5 de Setembro de 2010

Futebol: CAN2012 - Guiné-Bissau vence Quénia, milhares nas ruas comemoram vitória

Bissau, 4 set (Lusa) -- A selecção de futebol da Guiné-Bissau venceu hoje o Quénia por 1-0, em jogo da fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2012, colocando fim a mais de 10 jogo sem vencer oficialmente.

No encontro que marcou a estreia do português Norton de Matos como selecionador da Guiné-Bissau, o golo que ditou o triunfo da Guiné-Bissau foi apontado aos 76 minhutos, por Nichi (Dionísio Fernandes), capitão da equipa e jogador do Fátima, em Portugal.

O próximo jogo vai decorrer em Outubro em Luanda contra os "Palancas Negras", que hoje perderam no Uganda por 3-0.

No final do jogo, milhares de guineenses sairam para as ruas a comemorar a vitória.

A assistir ao embate estiveram a maior dos membros do governo guineense, incluindo o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá.

Angola poderá apoiar Guiné-Bissau no combate ao narcotráfico e migração clandestina

0,0e762fc8-8602-470b-82c5-4ad1448d9dd9 Luanda – A República de Angola poderá apoiar a Guiné-Bissau nas acções de combate ao narcotráfico e a migração ilegal naquele território, anunciou hoje (sábado), em Luanda, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas daquele país, Tenente-General António Indjai.

O desejo do alto oficial bissau-guineense foi manifestado na capital angolana, onde desembarcou na tarde de hoje, com objectivo de cumprir uma missão destinada ao reforço da cooperação bilateral, principalmente virada a reforma e renovação das forças armadas da Guiné-Bissau.

Segundo António Indjai, apesar de se dizer que existe problema de narcotráfico no seu país, a referida situação é global em muitos países de África, “pelo que não podemos afirmar taxativamente se o problema continua ou existe no território da Guiné-Bissau”, afirmou.

“E, é justamente por causa disso que nós estamos aqui e esperamos que as Forças Armadas de Angola nos possam ajudar com alguns meios para que, efectivamente, possamos controlar o nosso espaço aéreo, marítimo e terrestre, combatendo assim
o narcotráfico e também a migração clandestina”, afirmou.

Quanto ao actual Estado da situação da segurança político-militar na Guiné–Bissau, António Indjai deu a conhecer que a mesma caracteriza-se de “normal e inspira segurança e estabilidade as pessoas”.

A propósito, anunciou que o Almirante Samora Induta, detido desde Fevereiro 2010, por suspeita de envolvimento no tráfico de drogas, está entregue a justiça e, neste momento, o seu processo encontra-se no Ministério Público e entregue ao tribunal.

Segundo o Tenenete-General, em visita de cinco dias a Angola, “o mesmo continua detido em instalações militares,  porque o Ministério Público não garante segurança para acolher o referido oficial general, daí porque ainda se encontra nas instalações militares”, justificou.

Entretanto, garantiu que o Almirante Samora Induta encontra-se de saúde, ninguém o importuna e as vezes em quanto faz as suas actividades no ginásio, visita as suas famílias e recebe visitas regulares de médicos que vão o visitar para saber da sua saúde.

A terminar, António Indjai disse que os militares do seu país não têm qualquer decisão a tomar quanto a proposta da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) que propõem a criação de uma força conjunta para ajudar na consolidação da paz naquele país africano, pois, “quem tem competência nesta matéria é o poder
político, o parlamento”, pontualizou.

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Chefe do Estado-Maior General da Guiné-Bissau aguardado em Luanda

20100630133624indjai1 Luanda – O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, tenente general António Ndjai, é aguardado sábado, em Luanda, para uma visita de trabalho.

Segundo uma nota de imprensa do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) que a Angop teve acesso, a delegação aterra por volta das 14h00 na base área nº1.

No quadro da visita, a delegação será recebida em audiências separadas, na segunda-feira, pelo ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, e pelo chefe do Estado-Maior Geral das FAA, Francisco Pereira Furtado.

Ainda no período da manhã, desde mesmo dia, estão previstas conversações oficiais entre delegações dos dois países.

No quadro da sua deslocação ao país, no período da tarde, o tenente general António Ndjai e a delegação que o acompanha visitará o Quartel-General do Estado-Maior do Exército angolano.

Já no dia 7, terça-feira, estão previstas deslocações ao Instituto Superior Técnico Militar (ISTM) e a Escola Superior de Guerra (ESG), onde manterá um encontro com os estudantes guineenses das duas instituições.

Neste mesmo dia será ainda recebido pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea Nacional e da Marinha de Guerra Angolana, respectivamente, general Francisco Lopes Afonso e almirante Augusto da Silva Cunha "Gugu".

De acordo com a nota, a delegação parte no dia 8, quarta-feira, para a cidade do Lubango, província da Huíla, onde manterá encontro com o Comando da Região Militar Sul e visitará a escola Inter-Armas de Sargentos do Exército.

A delegação deixa o país no dia 9, quinta-feira, com destino à República da Guiné-Bissau.

Detido professor que roubava carteiras para estabelecimento particular

Bissau - A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau deteve hoje, sexta-feira, o director de uma escola pública de Bissau por, alegadamente, andar a roubar as carteiras do estabelecimento que dirige, para um outro estabelecimento de ensino particular onde também leciona.

Segundo Francisco Sanhá, delegado da PJ de Bissau, o director de uma escola básica unificada foi surpreendido pela polícia quando tentava furtar uma dúzia de carteiras para a sua escola particular.

"Recebemos uma denúncia de que alguém andava a furtar carteiras naquela escola e montamos vigilância no local, e não é que acabamos por surpreender o próprio director da escola a tentar furtar as carteiras", afirmou o agente Francisco Sanhá.

Quando o director foi surpreendido a desmontar as carteiras e a montá-las numa viatura, ainda alegou ser o director da escola, e que estava a levar os imóveis danificados para reparar numa carpintaria.

"Os agentes fizeram ver ao director que aquelas carteiras eram as que aparentavam estar em melhores condições, portanto, não careciam de conserto, e ele lá acabou por confessar os seus intentos", disse ainda o agente Sanhá.

Para aumentar os rendimentos mensais, quase todos os professores das escolas públicas da Guiné-Bissau dão aulas particulares, ou explicações, aos alunos em tempo de férias nas suas residências.

O roubo dos equipamentos das escolas públicas é um acto frequente na Guiné-Bissau.

O director, apanhado em flagrante, está detido e deve ser apresentado ao tribunal.

Norton de Matos acusa jogadores portugueses de mentirem

O treinador português Norton de Matos, que orienta a selecção da Guiné-Bissau, acusou hoje alguns jogadores de terem mentido com as justificações apresentadas para não representar a selecção guineense, citando casos de Ivanildo e Kevin Gomis.

Em conferência de imprensa, que antecede o jogo de estreia da Guiné-Bissau na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012, no sábado, contra o Quénia, Norton de Matos afirmou que não se pode aceitar as «justificações falsas» apresentadas por alguns jogadores, quando na realidade não pretendiam representar o seu país.

«Quando um jogador vem ter comigo e me diz que não pode continuar na selecção porque tem um familiar doente (...), mas depois veio a saber-se que esse familiar não está doente, aliás está de boa saúde, não tolero isso. Esse jogador é o Ivanildo», disse Norton de Matos, referindo-se ao avançado do Portimonense.

«Porquê a mentira?», questionou o técnico, explicando que Ivanildo juntou-se aos jogadores guineenses no centro de estágio em Lisboa, mas um dia depois disse que tinha que abandonar a concentração alegando a doença do pai, em França.

Polícia reforça segurança para jogo de sábado contra o Quénia

Bissau, 03 set (Lusa) -- A polícia da Guiné-Bissau vai reforçar no sábado as medidas de segurança junto ao estádio Lino Correia para o jogo de futebol entre a seleção guineense e a do Quénia e só deixa entrar quem tem bilhete.

O jogo deveria realizar-se no estádio 24 de Setembro, mas, devido às más condições da relva, teve de passar para o Lino Correia, bastante mais pequeno e com capacidade para apenas cinco mil pessoas.

"É um estádio diferente. O muro (que o circunda) não está em condições. Por isso temos, de reforçar a segurança para não haver forma de (as pessoas) estarem no muro e haver alguns ferimentos", afirmou à Agência Lusa o comandante Armando Nhaga, da Polícia de Ordem Pública guineense.

"O controlo vai começar no exterior do campo. Quem não tem bilhetes, não pode aproximar-se", disse.

"Só os carros com livre trânsito podem circular no perímetro. Os restantes não podem circular na zona do estádio", acrescentou.

"Nós apelamos a todos os que não têm bilhetes para não irem para o estádio. Não vamos facilitar. Só entra quem tem bilhete", afirmou o comandante, manifestando preocupação com a segurança das pessoas.

"Queremos que as pessoas tenham calma, sejam pacientes e não vão, porque o muro está em mau estado e alguém pode perder a vida num acidente. O jogo é importante, mas a vida é muito mais", salientou o comandante.

A Rádio Nacional da Guiné-Bissau vai fazer uma emissão especial sobre o jogo com início às 10:00 horas de sábado (11:00 em Lisboa).

A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia, num desafio que marca o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.

A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso o jogo com o Quénia está a merecer uma atenção particular no país.

Presidente da Guiné-Bissau pede à seleção de futebol para ganhar ao Quénia

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, pediu na quinta feira à noite à seleção de futebol guineense, após regressar de uma viagem oficial ao Brasil e a Cuba, para vencer o jogo de sábado contra o Quénia.

“A mensagem é para ganharem o jogo e os guineenses têm de apoiar a seleção”, afirmou Malam Bacai Sanhá.
“Estou muito cansado e não sei se vou estar (no jogo), mas todos os guineenses que apoiem a nossa seleção. Desta vez é a nossa vez. Desta vez vamos até ao mundial”, disse.
A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia.
O desafio marca também o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.
O técnico português preparou a equipa guineense em Lisboa, já que o grosso dos jogadores selecionados joga nas equipas portuguesas.
A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso o jogo com o Quénia está a merecer uma atenção particular no país.
A Guiné-Bissau esta inserida no Grupo J, juntamente com Angola, Quénia e Uganda.

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Cabo Verde e Guiné-Bissau recebem ajuda financeira do V-Flex

2010-07-14 081625_e359ccb1-137b-49f4-93b8-84e3da8b10fd$$EAC3638D-92E2-48EB-B88F-01A1F13BBA92$$9DBE56F7-E5AA-428B-8111-5301A0F0345C$$img_ClassifiedDetail$$pt$$1 Cabo Verde e Guiné-Bissau estão entre os beneficiários do instrumento financeiro Flex de Vulnerabilidade (V-Flex), destinado a países vulneráveis do bloco África, Caraíbas e Pacífico (ACP), anunciou hoje a Comissão Europeia.

O instrumento Flex de Vulnerabilidade destinado a Cabo Verde este ano ascende a nove milhões de euros, enquanto a Guiné-Bissau receberá 8,5 milhões, que acrescem aos oito milhões já recebidos pelo país em 2009, num total de 16,5 milhões de euros.

O V-Flex, que tem um valor total de 500 milhões de euros no biénio 2009-2010, é accionado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento a pedido do beneficiário e destina-se a ajudar países em desenvolvimento a enfrentar situações pontuais de crise.

Um total de 19 países ACP estão abrangidos pelo V-Flex.

Enxames de gafanhotos destroem cultivos agrícolas na Guiné Bissau

Bissau, 2 set  Numerosos cultivos agrícolas, pertencentes a mais de quarenta povoados no este da Guiné Bissau, foram destruídos por enxames de gafanhotos, informaram hoje aqui autoridades.

  Esses insetos continuam em sua atividade depredadora contra plantações de arroz e outras produções apesar das chuvas, considerou o servidor público do governo, Queba Balde.


Representantes do serviço de proteção de Bafatá, principal região afetada, 150 quilômetros ao este de Bissau, afirmaram que os insetos são tão numerosos que se podem contar entre 125 e 150 por metro quadrado, segundo a publicação Africa News.

Nossas equipes estão sobre o terreno em uma zona próxima à fronteira com Senegal para pesquisar a situação e dar uma resposta apropriada à invasão, manifestou o porta-voz do Ministério de Agricultura, Juvenal Cabral.


A praga de gafanhoto do deserto, Schistocerca gregária, tem sido reconhecida como uma ameaça contra a produção agrícola em Africa e Ásia ocidental através de milhares de anos.


Segundo diversas fontes pela nociva ação dos gafanhotos em 1958 Etiópia perdeu 167 mil toneladas de grão, suficientes para alimentar a um milhão de pessoas durante um ano.

Mais recentemente, em 2004, esses insetos invadiram e atingiram plantações agrícolas de Mali, Senegal e Mauritânia, entretanto no passado ano milhares de hectares em Mauritânia sofreram seus fortes embates.

Registado subida de produtos de primeira necessidade

Bissau, - Os preços dos produtos de primeira necessidade aumentaram na Guiné-Bissau em meados de Julho de 2010, mas o Governo já anunciou medidas para estabilizar a situação nos próximos 15 dias. 

"O arroz passou de 12 mil para 14 mil francos CFA (de 18 para 21 euros)", afirmou  Bambo Sanhá, presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços. 

Um saco de açúcar de 50 quilogramas passou de 15 mil para 27 mil francos CFA (de 23 para 41  euros), disse ainda aquele responsável. 

O presidente da Acobes apontou ainda os casos dos produtos de origem local,  nomeadamente, a carne e o peixe, que viram os seus preços aumentados em mais de 75  porcento. 

Por exemplo, o alho de cozinha passou, num mês, de dois mil francos CFA/quilo para quatro mil  quinhentos francos (de três para 7 euros) e chegou mesmo a desaparecer do mercado, tal como as  cebolas, segundo comerciantes locais contactados pela Agência Lusa. 

Indagado pela Lusa sobre os motivos deste aumento dos preços, Bambo Sanhá afirmou que os  comerciantes alegam que o executivo guineense agravou as taxas alfandegárias e aumentou os  impostos sobre a venda dos produtos importados. 

Esta semana, o Governo anunciou que os preços vão estabilizar nos próximos 15 dias, na  sequência de uma ordem dada pelo Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, para os ministros das  Finanças e do Comércio tomarem medidas para que os preços baixem. 

O Governo considera que não há nenhuma razão para o aumento dos preços junto do consumidor.

Segundo Malam Jawara, secretário geral do Ministério do Comércio, houve uma rutura de stocks  no país e alguns comerciantes a aproveitaram para inflacionar os preços. 

O secretário geral do Ministério do Comércio indicou também que os comerciantes  aumentaram os preços devido ao Ramadão, que começou a 10 de Agosto de 2010 na  Guiné-Bissau, principalmente o açúcar. 

Aquele produto é muito consumido durante aquele período. 

O Governo reuniu-se com os operadores económicos e apelou para que importem produtos para  não haver escassez de bens de primeira necessidade e anunciou também a entrada de novos  operadores no mercado.

Imprensa guineense convocada para conferência sobre Paz e Desenvolvimento

encontrojornalistaspnn-editada Bissau - A imprensa guineense e representes de órgãos internacionais, foram os primeiros a serem chamados pela comissão organizadora da Conferência Nacional para a Paz e Desenvolvimento na Guiné-Bissau.

Os promotores da iniciativa, que teve o lançamento oficial no dia 19 de Agosto, querem ouvir dos jornalistas a sua visão ou opinião relativamente à efectivação da paz no país. A convocação surge na sequência da tese de que os media podem, ou não, contribuir para a paz numa sociedade, sobretudo, na Guiné-Bissau, onde a fragilidade das instituições é tão evidente que representa uma maior preocupação para as autoridades guineenses e internacionais.

No debate que animou a sessão, registaram-se opiniões, segundo as quais, a imprensa não é «responsável» pelos conflitos político-militares, que se têm registado, mas todavia pode cooperar na pacificação dos espíritos, visando a consolidação da estabilidade no país.

Foi nesta perspectiva que a PNN ouviu o presidente da sub-comissão para a Imprensa da entidade que organiza a conferência nacional, Lúcio Balencante Rodrigues, para quem, os jornalistas representam um elemento importante na estabilização e consolidação da paz na Guiné-Bissau.


Perante este contexto, que animou os trabalhos, as opiniões dos jornalistas presentes sobre aquilo que pode ser a contribuição da imprensa na garantia da paz e desenvolvimento na Guiné-Bissau foram unânimes: «a imprensa não é responsável pelos acontecimentos que têm assolado o país negativamente, mas pelo contrário são os políticos e militares os maiores protagonistas dos factos ocorridos até aqui». Todavia, os jornalistas consideram que, de facto, podem ajudar muito na pacificação dos espíritos, através de mensagens educativas e reconciliadoras.


No quadro da conferência nacional dedicada à paz e desenvolvimento que está a decorrer há duas semanas, os sectores da Defesa e Segurança, Justiça, assim como os nacionais guineenses residentes no estrangeiro visados, são alvo das sessões de debate.

Trata-se de uma iniciativa nacional com o objectivo de permitir que todos expressem as suas opiniões, permitindo que as vítimas directas ou indirectas dos acontecimentos dos últimos meses na Guiné-Bissau possam desabafar, elaborar propostas e estratégias de paz e apontar caminhos para o desenvolvimento do país.

Lassana Cassamá

(c) PNN Portuguese News Network

Inspetores da Polícia Judiciária ameaçam greve na Guiné-Bissau

Os inspetores e coordenadores da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau ameaçaram paralisar as suas atividades no início da próxima semana para exigir o pagamento de 11 meses de salários em atraso, soube se de fonte segura em Bissau.


Além dos 11 meses de salários em atraso, eles reclamam igualmente pela efetividade na Função Pública dos novos inspetores, dos agentes de investigação e da segurança interna.


"Apelamos à entidade competente a rápida efetivação na Função Pública dos novos inspetores, agentes de investigação e da segurança interna, por estarem a desempenhar funções há quase dois anos, fato desmotivador que pode levar à fuga de quadros já formados pela Polícia Judiciária", indica um comunicado a que a PANA teve acesso.

A exigência de efetividade concerne 14 inspetores coordenadores, 107 agentes de investigação criminal, 26 agentes da seguança interna e cinco agentes de administração.


Os subscritores da nota justificam a perspetiva de suspensão do serviços como resultado do fracasso de várias rondas de negociações com a Polícia Judiciária.


"(..) Foram feitas várias rondas de negociações com a Direção desta instituição policial que não resolveram os problemas existentes, levando a uma espera que ultrapassou os limites de razoabilidade", adianta o comunicado.


Junto da Direção da Polícia Judiciária,  apurou-se que os inspetores receberam quarta-feira último o salário de um dos 11 meses em atraso e prosseguem diligências para a satisfação total das reivindicações dos trabalhadores.

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Ministério da Saúde sem vacinas

ministrosaude-camilosimoes1pnn-editada Bissau – O Ministério da Saúde guineense está confrontado com um problema de rotura no stock de vacina anti-tetânica há mais de três meses.

A situação está a provocar alguma preocupação na população, particularmente nas mulheres grávidas, que são obrigadas a levar a vacina.


Contactado pela PNN, Beti Co, directora do Serviço de Imunização e Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, confirmou este facto, informando que diligências já estão a ser feitas para resolver a situação, através de um pedido feito à UNICEF.


«O último stock de vacinas que tínhamos foi utilizado desde finais de Junho a Maio deste ano, tendo em conta que estas vacinas estavam a ultrapassar o seu tempo de validade», disse a responsável. Beti Co apontou o período de três a seis meses para a chegada do pedido feito à UNICEF.


Ainda de acordo com esta responsável, o custo máximo para a aquisição de vacinas, ronda mais de 58 milhões de francos Cfa, incluindo vacinas contra poliomielite, seringas, BCG, penta valente e febra amarela.


Trata-se de uma preocupação que a directora do Serviço de Imunização e Vigilância Epidemiológica minimizou, justificando que, em média, a maioria das mulheres grávidas tem a primeira e segunda fases da vacina antitetânica.


Segundo apurou a PNN, a situação de falta de vacinas é do conhecimento do Ministro da Saúde, Camilo Simões Pereira (na foto), ausente do país (na companhia do Presidente da República), tal como o Secretário de Estado da Saúde e o director-geral de Promoção e Prevenção de Saúde, respectivamente Augusto Paulo e Umaro Bá, que se encontram em Malabo, na Guiné-Equatorial, onde participam na 60/a reunião de países africanos membros da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

Norton de Matos com primeiro grande teste, JOGO COM QUÉNIA AGENDADO PARA SÁBADO

ng1020601 A Guiné-Bissau está empolgada com a estreia, no sábado, da seleção de futebol na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2012 diante do Quénia, num desafio que marca o início do trabalho do português Norton de Matos como selecionador guineense.

O técnico português prepara o combinado guineense em Lisboa, já que o grosso dos jogadores selecionados joga nas equipas lusas.

Fonte da Federação de Futebol da Guiné-Bissau disse à Lusa que Norton de Matos tem à sua disposição a maioria dos jogadores que convocou com os quais está em estágio em Lisboa, desde o dia 29 de agosto.

A seleção deverá chegar a Bissau nas primeiras horas de quinta feira, devendo efetuar no mesmo dia dois treinos, um de manhã e outro à tarde, no tapete sintético do Estádio Lino Correia, que será palco do jogo, devido ao estado avançado de degradação do Estádio Nacional 24 de Setembro, único campo com relva natural na Guiné-Bissau.

A organização do desafio, a cargo da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto e Federação de Futebol, diz recear que o recinto, com 5 mil lugares, seja pequeno para acolher os adeptos.

A Guiné-Bissau não vence uma partida oficial no âmbito da FIFA há mais de 10 anos, por isso, o jogo com o Quénia esta a merecer uma atenção particular no país.

A grande tristeza dos guineenses, porém, é a notícia hoje divulgada, segundo a qual os avançados Moreira e Ivanildo não vão jogar, um por lesão e outro devido a doença de um familiar. Os guineenses salientam, contudo, o facto de os dois atletas terem respondido à convocatória feita por Norton de Matos, mesmo acabando por abandonar o estágio.

Nas ruas de Bissau, os adeptos do futebol lamentam as duas ausências, ao mesmo tempo criticam o avançado Yannick Djaló, por ter optado por representar Portugal em detrimento do país que o viu nascer.

A Guiné-Bissau está inserida no Grupo J juntamente com Angola, Quénia e Uganda.

Brasil: Ministério da Educação promove concurso literário lusófono

acordo_ortografico Brasília – O Ministério da Educação brasileiro promove a IV edição do concurso Literatura para Todos, válido para autores brasileiros e de países africanos de expressão portuguesa.


A quarta edição deste prémio vai distinguir duas obras dos géneros prosa (conto, novela ou crónica), poesia, texto de tradição oral (em prosa ou em verso) e uma obra de perfil biográfico e dramaturgia, sendo que os autores dos países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) podem escolher uma das cinco modalidades.

Os concorrentes são convidados a apresentar livros inéditos, dirigidos a neo-leitores jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização e matriculados em turmas de educação de jovens e adultos nas redes públicas de educação básica.
Os objectivos do concurso são reafirmar o valor da leitura e da palavra escrita e contribuir para a formação de uma comunidade leitora, capaz de compreender a função de ser e estar no mundo, além dos modos de produção social e cultural. Uma das outras finalidades é estreitar laços culturais com os países africanos de língua portuguesa.


(c) PNN Portuguese News Network