Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

Dois mortos e centenas de casas destruídas devido às fortes chuvas

Bissau, 05 jul (Lusa) -- As fortes chuvas que têm fustigado a Guiné-Bissau nos últimos dias causaram a morte a duas pessoas em Bissorã (norte) e destruíram centenas de casas em várias localidades do país, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Segundo a fonte, duas pessoas morreram no domingo em Bissorã por terem sido atingidas por uma descarga elétrica e outras tantas sofreram queimaduras, encontrando-se internadas no hospital local.

A descarga elétrica apanhou os dois homens em plena 'bolanha' (campo de cultivo do arroz) e os dois tiveram morte instantânea.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

"Uma coisa é querer, outra coisa é poder", diz PR da Guiné-Bissau sobre nomeação do novo chefe militar


Bissau, 04 jul (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse hoje que "um coisa é querer, outra coisa é poder fazer", referindo-se às críticas da comunidade internacional sobre a nomeação do tenente-general António Indjai para chefe das Forças Armadas.

"O que eu posso dizer foi aquilo que eu disse à plenária, que efetivamente uma coisa é querer, outra coisa é poder fazer", afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas após ter regressado da cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A CEDEAO criticou e manifestou preocupação pela nomeação de António Indjai para chefe das Forças Armadas, à semelhança da União Europeia e dos Estados Unidos.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Guiné Bissau precisa resolver problemas internos


Ilha do Sal (Cabo Verde) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil só prestará ajuda econômica à Guiné Bissau se o país resolver seus conflitos políticos internos. Saibam os dirigentes de Guiné Bissau que quanto mais mais divergência tiver, quanto mais brigas internas tiver, mais difíceis serão as ajudas que teriam que vir de outros países, sobretudo dos países mais desenvolvidos, disse Lula após a Comunidade Econômica dos Estados da África do Ocidente (Cedeao).

Lula diz que não tem perfil para ser secretário-geral d...
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Lula cancelou sua viagem ao país, que seria hoje (4), e a reunião com o presidente Malam Bacai Sanhá ocorreu em Cabo Verde. No encontro, o presidente brasileiro convidou Malam Bacai Sanhá para ir ao Brasil para o próximo mês. O Brasil tem um carinho especial por Guiné Bissau. Estamos esperando em agosto a visita do presidente ao Brasil para ver o tipo de tratamento que a gente pode dar, a ajuda que a gente pode dar para que o país possa sair da situação em que se encontra, destacou Lula.

A recente história de Guiné-Bissau é marcada por lutas internas pelo poder. O país se tornou independente do regime colonial português em 1973. Desde então, não experimentou tempos de estabilidade política. O presidente Malam Bacai Sanhá venceu as eleições em junho de 2009.

O que é importante, e eu fiz questão de dizer quando fui a Guiné Bissau pela primeira vez, é que o país precisa adquirir a maturidade, comentou Lula. Um exercício da democracia vai permitir que Guiné Bissau possa desenvolver, assinalou. Lula diz que Guiné Bissau precisa resolver conflitos internos para obter ajuda.

O presidente também já manteve conversas com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para tentar encontrar uma forma conjunta de ajuda ao país. Semana passada estive com o presidente de Angola, e conversei com o secretário geral da ONU. Nós queremos ajudar Guiné Bissau, mas para que o Brasil possa ajudar é preciso que o próprio país resolva seus problemas internos, disse Lula.

Domingo, 4 de Julho de 2010

Resenha Africana (Nomeação do CEMGFA da Guiné-Bissau e eleições no Burundi e Conakry constitui destaque)

A nomeação de António Indjai para a chefia das Forças Armadas da Guiné Bissau e as eleições no Burundi e na Guiné
Conakry, constituíram os destaques do noticiário africano da semana que hoje, sábado, finda.

Com efeito, esta nomeação, embora justificada pelo presidente guineense, Malam Bacai Sanha de decisão soberana, está a ser
objecto de uma reacção muito negativa quer por parte da Cedeao, que prevê aplicar sanções, quer da CPLP, do SG da ONU, da União
Europeia (UE) e dos Estados Unidos da América.

“Esta decisão soberana”, levou a que o presidente brasileiro, Luíz Inácio da Silva, cancelasse a sua passagem por algumas horas à
Guiné-Bissau, no quadro de um périplo por seis países africanos-Cabo verde, Guiné Equatorial, Quénia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul, neste último onde deve assistir a final do Mundial 2010.

Nos últimos sete dias mereceram igualmente destaque as eleições no Burundi, de 28 de Junho, em que o único candidato, o Presidente Pierre Nkurunziza, obteve 91,61 porcento dos sufrágios, segundo a CENI.

O desenrolar desta eleição presidencial foi saudada pelos observadores da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos
Estados da África Central (CEEAC), da Assembleia Parlamentar Paritária dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico e da União
Europeia (ACP-UE).

Já na Guiné Conakry, as eleições de domingo, 27 de Junho, levaram à uma segunda volta os candidatos da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), Cellou Dalein Diallo e Alpha Conde, do Agrupamento do Povo da Guiné (APG).

Segundo os resultados divulgados sexta-feira pela CENI, o ex-primeiro-ministro Diallo foi o candidato mais votado, com 39,72 por
cento da preferência, enquanto Conde obteve 20,72 por cento dos votos, no escrutínio em que participaram pelo menos 4,2 milhões de cidadãos da Guiné-Conacry.

Do noticiário africano destaque foi igualmente para a entrevista do cônsul da Guiné –Conakry em Angola, Elhadj Soriba Thiam, que fez
um balanço económico mitigado dos 52 anos da independência, por não se atingir os objectivos que lançariam o seu país na senda do desenvolvimento social.

Os 50 anos da independência da República democrática do Congo (RDC) assinalados quarta-feira, em que o chefe de Estado Joseph Kabila, apelou a uma revolução moral no seu país e ao fim dos ataque à vida humana e à dignidade e prestou homenagem aos que
combateram pela independência, em particular Patrice Lumumba, o primeiro-ministro que viria a ser assassinado, mereceu também realce no noticiário africano.

Outro destaque na semana que finda é a 38ª cimeira da CEDEAO que decorre na ilha cabo-verdiana do Sal desde sexta-feira em que o combate ao narcotráfico, a segurança alimentar, a paz e a estabilidade e o crescimento sustentável das economias oeste-africanas centras as intervenções de abertura.

Entretanto, na África do Sul o ex-chefe da polícia e ex-presidente da Interpol, Jackie Selebi responde desde sexta-feira em tribunal por
alegadamente receber recompensas financeiras e materiais de um traficante de drogas, enquanto que no Uganda a polícia prendeu Jean Bosco Inshitu, considerado um dos maiores suspeitos de participação no genocídio de 800 mil pessoas no Rwanda, em 1994.

Ainda na semana que hoje termina, a Angop noticiou que a modelo britânica Naomi Campbell e a actriz Mia Farrow poderão depor no
processo contra o ex-presidente liberiano Charles Tayloer, que está a ser julgado por crimes de guerra contra a humanidade o Tribunal Penal Internacional de Haia.

Organização diz-se "indignada" com nomeação de CEMGFA na Guiné-Bissau

Santa Maria, Cabo Verde - A CEDEAO manifestou-se sábado "indignada" com a nomeação de António Indjai, "único responsável pela sublevação de Abril", para a chefia das Forças Armadas da Guiné-Bissau e exortou o chefe de Estado guineense a reconsiderar a escolha.

A tomada de posição está expressa no comunicado final da 38.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu na ilha cabo-verdiana do Sal, na presença de 13 delegações dos 15 Estados membros.

"A Conferência ficou muito indignada com a nomeação do General de Divisão António Indjai, ultimamente Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e único responsável pelos acontecimentos de 01 de Abril, na qualidade de CEMGFA da Guiné-Bissau", lê-se no documento.

"A Cimeira considera essa nomeação como caução dos actos de impunidade, nomeadamente de indisciplina, caracterizados no seio da hierarquia das Forças Armadas. Não é de natureza a criar condições favoráveis para mobilizar a comunidade internacional com vista à implementação do indispensável programa de reforma do sector da Segurança", acrescenta-se no documento.

Nesse sentido, a CEDEAO, "reafirmando a solidariedade" para com Malam Bacai Sanhá, presidente guineense, "convidou-o a considerar a nomeação" de um CEMGFA "não implicado" na sublevação, que levou à detenção de Zamora Induta, até então líder das Forças Armadas, que continua preso sem julgamento.

Os chefes de Estado e de Governo oeste-africanos exortaram também Bacai Sanhá a criar as condições que permitam à CEDEAO retomar os esforços de mobilização de todos os parceiros bilaterais e multilaterais destinados a acompanhar a Guiné-Bissau no arranque "efectivo" daquela reforma.

A CEDEAO solicitou à respetiva Comissão para que, em concertação com os órgãos técnicos competentes, proceder à implementação de um mecanismo de segurança das instituições republicanas.

Por outro lado, "insistiram" na necessidade de alargar o dispositivo de segurança dos testemunhos identificados pela Comissão Nacional de Inquérito sobre os assassinatos de Março de 2009 - do presidente João Bernardo Vieira e do CEMGFA Tagmé Na Waié - "permitindo a finalização das suas actividades".

Questionados pela agência Lusa sobre a tomada de posição da CEDEAO, quer Bacai Sanhá quer o chefe da diplomacia guineense, Adelino Mano Queta, recusaram fazer quaisquer comentários.

Pedro Pires, chefe de Estado de Cabo Verde, rodeou, por seu lado, a questão, salientando que "o importante é haver diálogo" para que se resolvam, "de forma consistente", os problemas na Guiné-Bissau.

Safari Linhas Aéreas pretende iniciar voos para o Brasil com aeronaves 727 e Tristar


O Boeing 727-243 ex-FLY matrícula PP-BLR (cn 21661) foi recentemente comprado pela companhia africana SAFARI LINHAS AÉREAS. A empresa tem sede em Guiné Bissau (ex-colônia portuguesa), e pertence a um grupo de investidores brasileiros, que tem planos de interligar a capital do país, Bissau, com destinos no continente africano e o Brasil.


A intenção dos dirigentes da empresa é colocar o Boeing 727 no trecho Fortaleza/CE – Bissau (Guiné) – Lagos (Nigéria) duas vezes por semana, e em uma segunda fase, ativar a linha Bissau – Guarulhos/SP com um widebody L-1011 “Tristar”. Para as operações entre o nordeste brasilerio e a África, o 727 será configurado internamente com 173 assentos, sendo 12 na primeira classe.

O Boeing 727-200 estava fora de serviço há quase cinco anos no Galeão/RJ, e no início de junho foi rebocado para a área de manutenção da TAP M&E GIG, onde foi submetido a revisões. No final do mes já foi visto sem os logotipos da antiga operadora brasileira e adesivos da SAFARI próximo a porta dianteira. A matrícula brasileira foi adesivada de forma provisória, provavelmente sobre o novo prefixo africano J5-SFR.

O site oficial da SAFARI – www.voesafari.com.br – ainda está em fase de implementação, mas ali se pode obter mais algumas informações sobre a companhia.

Fonte: Aeroentusiasta

Portugueses pagam 2000 euros para fazer voluntariado nas férias


Querem trabalhar quando podiam descansar, dormem em aldeias nas comunidades rurais em vez de em hotéis. São homens e mulheres que pagam para partir em missão e construir escolas ou oficinas no Senegal, Guiné e Brasil. E, garantem, chegam mais ricos.

Podiam estar a fazer férias no outro lado do mundo em resorts turísticos por metade do preço, mas, em vez disso, há portugueses que pagam cerca 2000 euros para trabalhar em projectos de voluntariado em países carenciados. Desde 2007, 117 portugueses dedicaram o seu tempo e dinheiro a comunidades no Senegal, Guiné-Bissau e Brasil, um projecto único em Portugal desenvolvido pela AMI que já angariou 50 000 euros.

São vários os motivos que levam os voluntários a aderir ao projecto: conhecer melhor a cultura de um povo, conhecer outras realidades, o enriquecimento pessoal e ajudar um povo pobre. No fim dos nove dias de projecto nesses países, os "aventureiros" garantem que voltaram a Portugal com mais amigos e que todos se despedem com tristeza. "No último dia saímos todos a chorar de saudade e por não podermos fazer mais por eles", contou com emoção ao DN Patrícia Matias, 33 anos e directora-geral de uma empresa, enquanto relatava a sua experiência no Senegal.

"É apenas dinheiro e fiquei muito mais rica sem esses 2000 euros", explicou a jovem que em Junho de 2010 partiu para o Senegal para ajudar na reconstrução de um centro de costura. "Para nós é uma coisa pequena, mas para eles tem um grande impacto na sociedade e é uma forma de gerar riqueza", acrescentou, salientando que já anda a planear aderir ao projecto da Guiné--Bissau.

Filomena Cardoso, professora de Português e Francês de 39 anos, já participou em dois projectos diferentes, um no Senegal e outro no Brasil. "Fica um pouco caro, mas abdicamos de outras coisas em função do que queremos", contou ao DN, mostrando vontade de continuar a participar nestes projectos.

Esta ideia da "Aventura Solidária" teve início em 2007, apenas com o Senegal como destino. Os voluntários pagam todas as despesas e, ainda, um donativo de 500 euros para o Brasil e Guiné-Bissau e 510 para o Senegal. Segundo a AMI já participaram 117 "aventureiros" e foi efectuado um donativo de cerca de 50 000 euros ao longo de todos os projectos. Os destinos mais procurados são os africanos: o Senegal fica por 1890 e a Guiné-Bissau por 2.100 euros. Já o Brasil, o destino mais caro e o menos procurado, fica num total de 2200 euros. Os valores cobrem o donativo e as restantes despesas: bilhete de avião, transportes, alojamento, seguro de acidentes pessoais e assistência em viagem e actividades culturais e lúdicas.

Segundo a AMI, estes projectos dão a oportunidade aos voluntários de "colaborar directamente na vida de comunidades empenhadas, na esperança de um futuro melhor". "É uma oportunidade para apoiar financeiramente uma causa ou projecto e assim contribuir significativamente para a melhoria da vida de uma comunidade desfavorecida."

Desde 2007 já foram realizadas 14 Aventuras Solidárias, estando já em calendário outras quatro. Nestes três anos, várias construções foram feitas com a ajuda destes 117 voluntários: três escolas, uma oficina de artes visuais, três centros de costura, uma maternidade, um centro de nutrição, três centros de saúde e uma unidade de moagem.

Sábado, 3 de Julho de 2010

Portugal dá um milhão de preservativos para ajudar no combate à SIDA

Bissau - A cooperação portuguesa entregou hoje (sexta-feira) ao Secretariado Nacional de Luta à Sida na Guiné-Bissau um milhão de preservativos para ajudar a prevenir a doença, que atinge pelo menos sete porcento da população do país.


"É com prazer especial que a cooperação portuguesa entrega aqui mais um milhão de preservativos. Já é o terceiro donativo deste género que se entrega nos últimos anos, e que corresponde a uma preocupação das autoridades guineenses relativamente ao combate do VIH", afirmou o adido da cooperação de Portugal, Guilherme Zeverino.


Segundo o adido português, no quadro do próximo programa indicativo de cooperação 2011-2013, a área da saúde terá uma prioridade especial e nesse quadro haverá uma série de atividades que serão executadas e o apoio ao Secretariado Nacional de Luta à Sida será uma das actividades a destacar".


O secretário executivo do Secretariado Nacional de Luta à Sida, João José Monteiro, considerou que o donativo é mais um "acto de pódio" da cooperação portuguesa na Guiné-Bissau.


Em 2008, Portugal entregou 1,5 milhões de preservativos e, em 2009, um milhão.

Presidência nigeriana do Conselho de Segurança da ONU atenta a "restrições" a políticos

Nova Iorque, 02 jul (Lusa) -- A Nigéria, que assume durante julho a presidência do Conselho de Segurança, afirmou hoje que está em "consultas permanentes" com os parceiros do processo de paz na Guiné-Bissau sobre as "restrições" a que estarão sujeitos os políticos no país.

A escolha de António Indjai para chefe de Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, oficial que esteve envolvido na tentativa de golpe de 1 de abril, foi entendida na Comissão para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, liderada pelo Brasil, como um sinal de falta de independência do poder político em relação aos militares.

"Sobre as restrições de políticos, as negociações estão em curso", afirmou hoje à Lusa a representante permanente nigeriana na ONU, Joy Ogwu, na apresentação do programa de trabalho do Conselho de Segurança para o mês de julho.

Guiné Bissau arrisca-se a sanções da CEDEAO

Ilha do Sal, Cabo Verde - A Guiné-Bissau incorre em sanções da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) depois da sua decisão de confirmar o chefe do Estado-Maior interino das Forças Armadas, António Indjai, enquanto o antigo titular do posto, Zamora Induta, continua detido, soube-se esta sexta-feira.

Segunda-feira, o Presidente bissau-guineense, Malam Bacai Sanhá, nomeou, surpreendentemente, na chefia das Forças Armadas o general António Indjai, que dirigiu um grupo de soldados revoltosos na origem da detenção do almirante Zamore Induta e do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, a 1 de Abril passado.

Enquanto o primeiro-ministro foi libertado, o almirante Zamora Induta continua detido.

Esta nomeação coincidiu com uma reunião dos chefes dos Estados-Maiores da CEDEAO prevista para 28 a 29 de Junho em Bissau, mas que depois foi cancelada em sinal de protesto.

Os líderes da CEDEAO, reunidos esta sexta-feira na ilha do Sal, em Cabo Verde, no quadro da Cimeira semestral do bloco regional de 15 membros, deverão discutir a questão.

"Não compreendemos (a decisão da Guiné-Bissau) e não a aprovamos", declarou o presidente da Comissão da CEDEAO, James Victor Gbeho, nas vésperas da Cimeira de 24 horas prevista para sexta-feira.

"O Presidente Sanhá estará lá e terá a oportunidade de se explicar diante dos seus pares", declarou o diplomata ganense.

Contudo, ele não precisou a natureza da decisão, mas a PANA soube que sanções estavam previstas.

Contrariamente à Nigéria e à Guiné-Conakry, a Guiné Bissau não está suspensa, apesar da rebelião dos seus soldados em Abril passado.

Segundo Gbeho, embora a CEDEAO desaprove as ações do grupo dirigido pelo general Indjai, não se tratou dum golpe de Estado porque o Governo permaneceu no poder.

Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Guiné-Bissau recebe Encontro de Ciência Regional em Gabú

A cidade de Gabú, Guiné-Bissau, prepara-se para acolher o seu primeiro Encontro de Ciência Regional.
Sob o tema "Que serviços pode a Guiné-Bissau prestar a África e ao Mundo" o Encontro de Gabú vai reunir, em Janeiro próximo, investigadores de várias disciplinas científicas, oriundos dos PALOP, de Países vizinhos da Guiné-Bissau e de Portugal, em torno de questões de desenvolvimento regional.

O lançamento da ciência regional no país, na região africana onde se situa a Guiné-Bissau e em África fazem parte dos objetivos da organização do evento.

Tomás Ponce Dentinho, presidente da APDR (Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional), entidade organizadora, declarou à RFI ser esta uma ocasião para "encontrar as pessoas certas que defendam uma ciência de qualidade virada para a resolução dos problemas locais."

Portugal "partilha as preocupações" do SG da ONU

Nova Iorque - Portugal "partilha as preocupações" expressas pelo secretário geral das Nações Unidas ao Conselho de Segurança sobre a Guiné-Bissau, afirmou hoje(quinta-feira) à Lusa o secretário de Estado da Cooperação, João Gomes Cravinho.


O último relatório de Ban Ki-moon sobre a situação no país refere que a intervenção militar de Abril na Guiné-Bissau pode ter "mão" do narcotráfico, e manifesta apreensão quanto à segurança dos governantes e à continuação das reformas do aparelho militar. ~


Para Gomes Cravinho, as interferências do narcotráfico têm de ser uma fonte de preocupação para "qualquer pessoa que conhece a Guiné-Bissau".

"A reforma do setor de segurança e o combate ao narcotráfico são elementos essenciais para a estabilização no país", disse à Lusa o secretário de Estado, falando à margem de uma reunião de alto nível do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, em Nova Iorque.


As observações do secretário geral da ONU marcam uma viragem em relação ao último relatório, de Março, que elogiava os esforços dos governantes guineenses para melhorar o ambiente político e a gestão económica.


Face a estas melhorias, apelava à generosidade da comunidade internacional para financiar a reforma do aparelho de segurança, que pode agora estar em causa.

Os acontecimentos de 01 de Abril "foram um sério revés no processo de consolidação da paz e implementação de reformas", refere o secretário geral.


Quanto ao narcotráfico e crime organizado, o secretário geral defende que, sem um combate "robusto", estarão "debilitados" os esforços de reforma do aparelho de segurança.

"Estou profundamente preocupado com os relatos que ligam o tráfico de droga aos eventos de 01 de Abril", afirma.

A intervenção militar, adianta, "mais uma vez demonstrou a vulnerabilidade das instituições do Estado face a tentativas militares para subverter a ordem constitucional".

"Estou preocupado com as débeis condições de segurança para a protecção das instituições do Estado e altos funcionários nacionais", sublinha Ban Ki-moon.


Para lidar com esta "situação crítica", o secretário geral da ONU adianta que vai abordar as autoridades de Bissau e parceiros regionais para encontrar formas de reforçar a segurança destes detentores de cargos públicos.

Este ponto de situação será apresentado em Nova Iorque na próxima semana pelo chefe da missão na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba.

CEDEAO "não aceita e não aprova" nomeação de António Indjai - presidente da comissão

Santa Maria, 02 jul (Lusa) -- A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) "não aceita e não aprova" a nomeação de António Indjai como chefe do Estado Maior General das Forças Armadas na Guiné-Bissau, declarou o presidente da organização.

"De qualquer forma, o presidente [da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá] vem à Cimeira [da CEDEAO] na sexta feira [hoje, na ilha cabo-verdiana do Sal] e vamos falar sobre isso", disse na quinta feira à agência Lusa James Victor Gbeha, salientando a "irresponsabilidade" da decisão.
"O processo estava a correr bem, mas, infelizmente, Sanhá nomeou o irresponsável Indjai, o mesmo que criou aquela situação de abril [no dia 01]. É algo que não aceitamos nem aprovamos", frisou.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

CEDEAO: Guiné-Bissau paga quotas em atraso e quer presidência da comissão

Santa Maria, Cabo Verde, 01 jul (Lusa) -- A Guiné-Bissau pagou quotas em atraso na CEDEAO e quer ocupar a presidência da comissão, uma ambição que afastou o consenso entre os chefes da diplomacia africanos sobre os critérios dos novos cargos da organização.

Após uma autêntica maratona -- os trabalhos começaram às 09:00 locais de quarta feira (11:00 em Lisboa) e terminaram hoje à 01:00 local (03:00 em Lisboa) -, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos na ilha cabo-verdiana do Sal, não conseguiram ultrapassar as divergências sobre quem deverá ocupar os vários novos cargos, deixando a decisão para a cimeira de sexta feira.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Parlamento aprova lei que fixa idade do casamento a partir dos 18 anos

Bissau - O Parlamento da Guiné-Bissau aprovou quarta-feira a legislação que fixa a idade do casamento a partir dos 18 anos, disse o presidente da comissão especializada para a área social, Malam Djassi.


Segundo Malam Djassi, a legislação, baseada numa norma em vigor nos países da África Ocidental, visa ajudar as instituições vocacionadas no sentido de melhor definirem as políticas em matéria de assistência e planeamento para o desenvolvimento.


O presidente da comissão especializada para a área social do Parlamento guineense destacou que o dispositivo que fixa a idade do casamento está inserido num pacote legislativo sobre a saúde reprodutiva e planeamento familiar.

Malam Djassi frisou, contudo, que a lei só entrará em vigor se for promulgada pelo Presidente da República e publicada em Boletim Oficial (Diário da Republica), o que, disse, irá acontecer proximamente.

Falando da importância da lei, Djassi afirmou que irá ajudar sobretudo as mulheres e no combate a mortalidade infantil na Guiné-Bissau.

"Se tem notadouma frequência de gravidez precoce e aborto clandestinos com consequências desastrosas. A elevada taxa de analfabetismo e a fraca escolarização, sobretudo a nível das mulheres, o que contribui para o aumento da mortalidade infantil e maternal", defendeu Malam Djassi.

O deputado afirmou que, com o dispositivo, "as pessoas também passarão a saber que o casamento é livre".

"A lei diz que é livre a partir dos 18 anos, pelo que todos saberão que não pode ser forçado se é livre", esclareceu o presidente da comissão especializada do Parlamento guineense para as questões sociais.


A Igreja Evangélica da Guiné-Bissau tem denunciado casos de meninas entre os 12 e os 16 anos que fogem das suas aldeias, porque os pais as querem obrigar a casar com homens muito mais velhos e que não conhecem

Segurança de governantes da Guiné-Bissau e "mão" do narcotráfico preocupam secretário geral da ONU

Nova Iorque, 01 jul (Lusa) -- A intervenção militar de abril na Guiné-Bissau, que pode ter "mão" do narcotráfico, é motivo de preocupações quanto à segurança dos governantes e à continuação das reformas do aparelho militar, afirma o secretário geral das Nações Unidas.

As preocupações de Ban Ki-moon constam do último relatório ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, a que a Lusa teve acesso, e que será apresentado em Nova Iorque na próxima semana pelo chefe da missão na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba.

Os acontecimentos de 01 de abril "foram um sério revés no processo de consolidação da paz e implementação de reformas", refere o secretário geral.
© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Presidente Lula cancela deslocação à Guiné-Bissau

Brasília, 30 Jun (Inforpress) – A presidência brasileira informou hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anulou a sua curta passagem pela Guiné-Bissau, prevista no quadro da sua deslocação a África, mas que o resto do programa se mantém.


“A visita à Guiné-Bissau deveria durar umas horas. Mas o presidente deve encontrar-se com os dirigentes de Bissau, no sábado, em Cabo Verde”, indicou fonte da presidência.

Lula da Silva chega sábado a Cabo Verde, deslocando-se depois à Guiné-Equatorial, ao Quénia, à Tanzânia, à Zâmbia e à África do Sul, onde deverá chegar a 09 de julho, estando previsto que vá assitir à final do campeonato mundial de futebol, no dia 11.

Inforpress/Lusa

Nações Unidas reabilitam prisões na Guiné Bissau

Bissau - O Escritório da ONU de Combate à Droga e à Criminalidade (UNODC) entregou ao Governo da Guiné-Bissau as prisões de Mansoa e Bafatá, no centro do país, reabilitadas para colmatar a inexistência de estabelecimentos prisionais no país.

A inauguração oficial das duas prisões decorrerá em Agosto depois do seu apetrechamento em material que chega ao país apenas no próximo mês de Julho.

Os dois estabelecimentos prisionais foram recuperados pela UNODC com fundos provenientes da Comissão de Consolidação de Paz da ONU.

Em Dezembro de 2007, a Guiné-Bissau foi incluída na agenda do Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas e beneficiou de uma contribuição financeira de mais de seis milhões de dólares americanos destinados à reabilitação de casernas militares, de prisões, ao emprego e à formação de jovens.

A Comissão de Consolidação da Paz da ONU é um órgão das Nações Unidas que visa mobilizar meios financeiros e técnicos junto da comunidade internacional para ajudar países a recuperar de situações pós-conflito.

Xangai2010: Guiné-Bissau "luta" para ser considerada um país lusófono

A Guiné-Bissau está a "lutar" para que a organização da Expo 2010 a considere um país lusófono e troque a inscrição "Republique du Guinee-Bissau" que tem na entrada do espaço.

A área integrada no pavilhão africano, que junta diversos países que têm stands em vez de pavilhões próprios, foi preparada pela organização chinesa.

"Quando chegámos tivemos que fazer várias alterações no espaço e ainda por cima pensaram que éramos um país francófono", explicou Francisca Vaz Turpin, comissária-geral de Guiné-Bissau, à Agência Lusa.

Passados quase dois meses, a inscrição em francês continua a figurar nas paredes exteriores do stand, apesar das reclamações que a comissária diz ter feito, mas até agora "sem resultado".

"Eu tenho lutado mas nada", refere Francisca Vaz Turpin, que vai mesmo mais longe e considera que o português devia estar lado a lado com as línguas oficiais da exposição universal.

"Toda a documentação que troco com a organização da Expo tem que estar escrita em francês", sendo que as alternativas seriam "o inglês ou chinês".

"Sentimos falta de uma presença mais forte do português", lamenta.

Estelle Wei, supervisora do pavilhão africano da expo 2010, lamentou à Agência Lusa o erro e garantiu que a inscrição da Guiné-Bissau em francês seria trocada pela correta, em português, rapidamente.

"Trabalhamos com muitas subempreitadas para executar todos os trabalhos necessários. Lamentamos o sucedido neste caso, mas será a situação será corrigida o mais rápido possível", destacou.

Guiné-Bissau é um dos oito países de língua portuguesa que participam na Expo 2010.

Portugal, Brasil e Angola têm pavilhões próprios nas áreas dos respetivos continentes; Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau apresentam-se em stands dentro do pavilhão africano, que reúne diversas nações do continente.

Timor Leste tem o seu espaço aberto ao público na zona da Ásia.

A Expo 2010, dedicada ao tema "Better City, Better Life" (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre de 01 de maio a 31 de outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa).

É a maior exposição universal de sempre, com a participação de cerca de 240 países e organizações internacionais.

CSRP a favor de uma acção urgente para prevenção de biodiversidade marinha

Nouakchott - A Comissão sob regional das Pescas (CSRP) lançou um apelo a favor de uma acção urgente e concertada para a protecção da biodiversidade na zona litoral ocidental africana, num comunicado publicado hoje (terça-feira) em Nouakchott, citado pela Agência Xinhua.

Segundo comunicado, esta instituição de cooperação que agrupa sete países (Cabo Verde, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal e Sierra Leone) toca o sino de alarme sobre a evolução " catastrofica" que atingiu proporções " particularmente inquiétantes".

A exploração exagerada dos recursos pelas pescas marinhas, precisa o documento, faz que 50% das existências estão no limite de produção, o que tornou os ecossistemas mais vulneráveis directamente pela redução de abundância e da diversidade das populações e as espécies e indirectamente pela destruição dos habitats.

" Esta situação é devida nomeadamente à uma pesca excessiva e a degradação de ecossistema marinho pelos poluentes químicos e orgânicos (hidrocarbonetos, rejeições dos desperdícios domésticos e urbanos directamente no mar) " , explica o comunicado.

Entre as causas da degradação da fauna marga, o CSRP acusa os acordos às partes desiguais assinados entre os países de África de oeste com a União Europeia e dos países asiáticos, bem como o " comprometimento " de certas espécies pela pesca tradicional.

Guiné-Bissau e Guiné Conacri dominam trabalhos do Comité de Paz e Segurança

Praia - A situação na Guiné-Bissau e na Guiné Conacri dominam os trabalhos do Comité de Paz e Segurança da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O foco da reunião está na Guiné-Bissau, com a recente nomeação das novas chefias militares e na Guiné Conacri, que teve eleições no domingo, mas de uma forma geral, a reunião dos chefes da diplomacia será centralizada na segurança na sub-região oeste-africana e na eleição da nova comissão da CEDEAO.

A presidência e vice-presidência da CEDEAO são ocupadas pelo Gana, país que exigiu na última cimeira da organização, que decorreu em Abuja em Fevereiro, o cumprimento do mandato de quatro anos, decidido em 2006, pelo que só em Janeiro de 2011 a nova comissão entrará em funções.

De acordo com a agenda da reunião de trabalho, a sessão de abertura será marcada pelo discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, José Brito, enquanto anfitrião, e pelos presidentes do Conselho de Ministros e da Comissão da CEDEAO.

Paralelamente, os chefes da diplomacia da CEDEAO vão também preparar os actos eleitorais para a presidência do parlamento da organização, para o juiz do Tribunal de Justiça e ainda para o «Controlador Financeiro».

A reunião do Conselho de Ministros prepara também os documentos da Cimeira CEDEAO/Brasil, que tem lugar este sábado, também no Sal, na presença do Presidente brasileiro, Lula da Silva.

Cerca de setenta jornalistas de Cabo Verde, de países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e do Brasil, estão credenciados para cobrir os diversos eventos diplomáticos que se iniciam esta quarta-feira na ilha do Sal.

De Cabo Verde regista-se a presença de 26 jornalistas e outros profissionais da comunicação social de diversos órgãos, ao passo que o Brasil e a CEDEAO credenciaram 17 profissionais cada. Contudo, a organização do evento aponta para o aumento desse número nos próximos dias.

(c) PNN Portuguese News Network

Secretário Geral ONU frisa importância "vital" da reforma do setor segurança

Nova Iorque, 29 jun (Lusa) -- O gabinete do secretário geral das Nações Unidas reagiu hoje à nomeação de António Indjai como líder das Forças Armadas guineenses manifestando disposição para "colaborar", mas frisando a importância "vital" da reforma do setor de segurança no país.

"O nosso objetivo é assegurar a colaboração de todas as partes interessadas, incluindo a liderança militar, no esforço continuado da nossa missão de consolidação de paz, que tem como caraterística central a introdução de reformas vitais no setor de segurança", refere o gabinete do porta-voz do secretário geral da ONU em nota enviada à Lusa em Nova Iorque.

Esta foi a primeira reação oficial da ONU à escolha de Indjai, que veio contrariar a pretensão da Comissão para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, encabeçada pela missão do Brasil junto das Nações Unidas.

Decisão nomear António Indjai chefe FA foi «soberana»

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse hoje que a decisão de nomear o major-general António Indjai como chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas do país foi «soberana».
«Tomámos a nossa decisão soberanamente, não decidimos porque fomos coagidos, porque somos um Estado soberano», afirmou o chefe de Estado guineense, na cerimónia de tomada de posse do major-general António Indjai.

«Estamos nas nossas funções com toda a legitimidade, estamos aqui como Presidente da República eleito, há um presidente do Parlamento resultante de eleições legislativas que deu lugar a um Governo chefiado pelo primeiro ministro. Temos a nossa legalidade, a nossa legitimidade para exercer as nossas funções», disse.

Diário Digital / Lusa

Nomeação de chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau levanta dúvidas na ONU sobre independência do Governo

Nova Iorque, 29 jun (Lusa) -- A nomeação de António Indjai como líder das Forças Armadas da Guiné-Bissau surpreendeu elementos da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz no país, e veio levantar dúvidas sobre a independência do Governo face ao poder militar.
"É uma decisão soberana da Guiné-Bissau, mas, por outro lado, é uma demonstração clara de que o Governo civil não tem toda a independência para fazer o que bem entende", afirmou à lusa fonte diplomática da Comissão.
Duas semanas depois da intervenção militar de 01 de abril, a Comissão chefiada pela embaixadora brasileira junto das Nações Unidas escreveu ao ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, pedindo que o novo chefe de Estado maior fosse alguém que não estivesse ligado à sublevação, mas António Indjai foi o protagonista daquela intervenção.
© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Nomeação de António Indjai como CEMGFA foi "legal"

Cidade da Praia, 28 jun (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau disse hoje em Cabo Verde que a escolha de António Indjai para a chefia das Forças Armadas guineenses foi "legal", uma vez que, defendeu, "cumpriu todas as formalidades da Constituição".
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E o bom senso ?

Adelino Mano Queta, antigo embaixador em Lisboa, falava à Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV) momentos após chegar à ilha cabo-verdiana do Sal, onde vai participar, na terça e quarta feira, na reunião extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

"As altas chefias militares reúnem-se e escolhem entre si a pessoas que pensam possuir todas as condições. O Governo debruça-se sobre as propostas apresentadas e submete a escolha ao Presidente da República. Portanto, todos os trâmites constitucionais foram respeitados e foram cumpridas todas as formalidades", afirmou.

Português assume comando de missão na Guiné-Bissau

A missão da União Europeia (UE) de apoio à reforma do setor da segurança na Guiné-Bissau (SSR) será liderada por um militar português da GNR, o coronel português Fernando Afonso, disse hoje à Lusa fonte comunitária.

A nomeação de Fernando Afonso foi proposta pela Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton, e aceite pelo Comité Político e de Segurança da UE.

Fernando Afonso era o número dois do espanhol Juan Esteban Verastegui, que termina o seu mandato no próximo dia 30 e a nova missão SSR tem um mandato até final de setembro.

Diário Digital / Lusa

Adiada reunião chefes Forças Armadas CEDEAO

A reunião extraordinária dos chefes das Forças Armadas da Comunidade dos Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) prevista para hoje e terça feira foi adiada, disse à Lusa fonte militar.

«Ficou adiado por razões logísticas», disse a fonte militar, sem avançar mais pormenores, a não ser que será marcada uma nova data para a reunião.

Durante o encontro, os chefes das Forças Armadas da CEDEAO iriam discutir, à porta fechada, a situação política e de segurança da Guiné-Bissau e ouvir exposições da ONU e da União Europeia sobre a reforma do setor de defesa e segurança.

Diário Digital / Lusa

Domingo, 27 de Junho de 2010

Guiné-Bissau irrita Europa e EUA




Nomeação de António Indjai para chefia militar, sob proposta do Governo, mereceu críticas internacionais.


A nomeação do general António Indjai para a chefia do Estado-Maior das forças armadas da Guiné-Bissau mereceu críticas americanas e europeias, mas estará a ser aceite pelos países vizinhos. Amanhã, realiza-se na capital guineense uma reunião de chefias das forças armadas dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e será ali discutida a situação do país.


Fonte da presidência guineense disse ao DN que a comunidade internacional precisa de "estar consciente da situação da Guiné-Bissau". Segundo este dirigente, o "contexto não é fácil" e "as instituições são extremamente frágeis". Os líderes civis querem garantir a estabilidade e dizem que o "país não pode ser abandonado pelos seus parceiros no momento de maior dificuldade".
Na prática, o general Indjai já chefiava as forças armadas há três meses, mas houve pressões contra a sua nomeação, dadas as suspeitas de envolvimento no narcotráfico e o facto de ter liderado um golpe, a 1 de Abril, que resultou na prisão do seu superior hierárquico, almirante Zamora Induta, que foi exonerado anteontem.


A proposta de nomeação de Indjai foi feita pelo Governo, após negociação entre o general e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que regressou à Guiné na semana passada. Indjai e Gomes Júnior têm más relações, que se agravaram a 1 de Abril, quando o primeiro-ministro foi detido durante horas e humilhado pelos militares revoltosos.


O procedimento legal da nomeação do novo chefe de Estado-Maior teria de incluir proposta do governo, seguida de confirmação pelo Presidente da República, Malan Bacai Sanhá, que mediou todo o processo.


Fontes em Bissau garantem que a situação político-militar é agora calma, mas existe enorme incógnita no que diz respeito às relações entre forças armadas e governo. Um dos cenários de futuro passa pelo afastamento de Carlos Gomes Júnior da chefia do partido no poder, o PAIGC, o que permitiria substituir o primeiro-ministro.


Logo após a nomeação, ainda na sexta-feira, o governo americano reagiu com irritação, ameaçando não apoiar a reforma do sector da defesa enquanto não houvesse submissão do poder militar ao poder civil. Washington queria um chefe militar sem ligações ao golpe de 1 de Abril e que pudesse "reconquistar a confiança da comunidade internacional". A posição europeia é semelhante, mas os guineenses dizem que o "abandono" da comunidade internacional só poderá "agravar a situação".


Zamora Induta continua preso em Mansoa e deverá ser julgado por crimes ainda não especificados. A questão do narcotráfico é a que mais preocupa os diplomatas, devido ao seu potencial de desestabilização de toda a região da África Ocidental. Uma das explicações para as divisões das forças armadas tem a ver com os dez anos de alta instabilidade militar na Guiné-Bissau e o conflito latente entre oficiais mais velhos, que combateram na guerra colonial, como é o caso de Indjai, e a geração mais nova, sem essas referências, a que pertence Zamora.

FMI satisfeito com desempenho económico guineense, nova missão em Setembro

O Fundo Monetário Internacional considerou hoje, em comunicado, que o desempenho económico da Guiné-Bissau até Maio "foi satisfatório" e que as autoridades guineenses continuam comprometidas em promover o crescimento da sua economia para diminuir a pobreza.


"O desempenho económico até ao mês de Maio foi satisfatório e as autoridades conseguiram progressos significativos nos indicadores estruturais estabelecidos para meados de 2010", refere o FMI no documento.

"A missão ficou satisfeita com o compromisso por parte das autoridades na implementação do seu programa de reformas, cujo objectivo é a promoção do crescimento económico e o alívio da pobreza", acrescenta.

Em declarações à agência Lusa, o chefe da missão, Paulo Drummond, disse que vão regressar em Setembro para um "avaliação formal dos primeiros seis meses do ano".

"Todo o guineense sabe que a estabilidade política é necessária. O governo está a implementar o seu programa económico, essa implementação é possível e permitirá ao governo alcançar um maior crescimento económico, reduzir a pobreza e à Guiné-Bissau um novo começo", sublinhou.

A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) terminou sexta-feira uma visita técnica a Bissau, tendo mantido encontros com as autoridades guineenses.

Em Maio, o FMI aprovou um apoio de 33,3 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros) ao programa económico do Governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos, que, se tiver sucesso, significará um perdão de dívida.

A administração do FMI, reunida em Washington, aprovou ainda o pagamento de uma segunda tranche de ajuda, no valor de 1,5 milhões de dólares, ao abrigo do programa de apoio a países altamente endividados (HIPC).

A aprovação do programa de apoio, designado ECF, estava prevista para o início de Abril, mas foi adiada devido à desestabilização política registada naquela data em Bissau, com a detenção de alguns militares e políticos.

No âmbito do programa, o Governo prevê reformas na administração pública, no sector da defesa e segurança e na criação de melhorias de investimento para o sector privado.

A dívida externa da Guiné-Bissau está calculada em mais de 1,5 mil milhões de dólares e desde 2001 que o país tem tentado, sem êxito, cumprir com os critérios para que possa beneficiar de um perdão.

Lusa

Chefes das Forças Armadas da CEDEAO reúnem-se segunda feira em Bissau

Bissau, 26 jun (Lusa) -- Os chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (CEDEAO) vão reunir-se extraordinariamente entre segunda e terça feira na Guiné-Bissau, refere um comunicado à imprensa do Estado-Maior guineense.

Segundo o documento, na segunda-feira, numa sessão à porta fechada, será feita uma exposição sobre a situação política e de segurança da Guiné-Bissau, bem como exposições da ONU e da União Europeia sobre a reforma do setor de defesa e segurança.

No encontro de segunda-feira, serão também apresentados os resultados da missão de informação dos chefes das Forças Armadas da CEDEAO enviados à Guiné-Bissau, após os acontecimentos de 01 de abril.

Sábado, 26 de Junho de 2010

EUA endurece posição sobre nomeação do novo Chefe de Estado-maior

Bissau – Os EUA advertiram mais uma vez para a necessidade de nomear um novo Chefe de Estado-Maior das Forcas Armadas, sem implicações na última tentativa de golpe de Estado.

A advertência de Washington foi transmitida esta sexta-feira por Lucy Chang, representante da Embaixada dos EUA na Guiné-Bissau. «Se o Governo da Guiné-Bissau nomear um novo Chefe de Estado-Maior das Forcas Armadas é imperativo que essa pessoa não tenha estado implicada nos acontecimentos de 01 de Abril», lê-se no comunicado.

A representante da diplomacia americana na Guiné-Bissau, disse que os EUA continuam indignados pelos indícios de que altos membros das Forças Armadas, bem como do Governo, estão envolvidos no narcotráfico.

Para conter a situação, os EUA esperam trabalhar com o Governo guineense a fim de desenraizar os indivíduos em posições de autoridade, que usam os seus poderes e as suas influências para facilitar o tráfico de droga no país. «A recente designação pelo Departamento do Tesouro dos EUA de Ibraima Papa Camara, Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, e de José Américo Bubo Na Tchuto, o ex-Chefe de Estado-Maior da Armada, como barões do narcotráfico é apenas um exemplo dos nossos esforços», sublinha Chang.

Para a Administração Obama, a permanência em detenção ilegal do Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o Almirante José Zamora Induta, legalmente nomeado, bem como outros oficiais e soldados, e o fracasso do Governo em iniciar qualquer processo de investigação a esses actos, levantam questões sobre o poder do Governo no controle das Forças Armadas.

Para Washington, não será possível os parceiros internacionais da Guiné-Bissau apoiarem o processo de reforma do sector da Segurança, sem a demonstração clara de que as Forças Armadas respeitam o princípio da submissão ao poder civil, o Estado de Direito e a Democracia.

Quase que uma coincidência, o Governo guineense, reunido ontem em Conselho de Ministros, aprovou a proposta da nomeação de um novo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armada, cujo nome ainda se desconhece, mas que se trata de um Oficial General.

A proposta já foi remetida ao Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, que por outro lado, recebeu do Governo recomendações para que promova diligências no sentido de ser restituída a liberdade ao vice-almirante, José Zamora Induta, em prisão há quase três meses, no aquartelamento de Mansoa, situado há 60 quilómetros de Bissau.

Para o Executivo guineense, uma decisão política que ponha em liberdade o antigo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, poderá ter reflexos nas relações entre as autoridades guineenses e a comunidade internacional, especialmente com os parceiros de desenvolvimento.

(c) PNN Portuguese News Network

Indjai é o novo CEMFA da Guiné-Bissau


O General António Indjai foi, esta sexta-feira, nomeado como novo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau.
A nomeação foi feita pelo Presidente Malam Bacai Sanhá, horas depois da embaixada norte-americana no Senegal ter emitido uma forte declaração sobre a Guiné-Bissau.

Os EUA avisaram os guineenses que não se envolverão nos esforços internacionais para a reforma das forças armadas guineenses a menos que estas afastem alegados 'barões da droga'.

Em Abril, os EUA indicaram os nomes de dois altos oficiais guineenses tidos como narco-traficantes, dias depois de um motim ter afastado do cargo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, José Zamora Induta.

O motim foi liderado por António Indjai, até então adjunto de Zamora Induta.

Na altura, Indjai mandou prender Induta e o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior.

Apesar mesmo de ter proferido ameaças de morte contra o chefe do governo, mais tarde Indjai minimizou o incidente.

Por sua parte, o Presidente Bacai Sanhá referiu que o motim de 1 de Abril havia sido "apenas uma confusão entre soldados".

Nos últimos anos, a Guiné-Bissau transformou-se numa 'placa giratória' para o trânsito de cocaína traficada da América Latina para a Europa.

Essa condição causou ao país uma enorme instabilidade política.

A Guiné-Bissau tem, na sua costa atlântica, mais de 80 ilhas pouco povoadas que são usadas pelos narco-traficantes.

Influência

Em Abril, o chefe da Força Aérea da Guiné-Bissau, Ibrahima Papa Camará, e o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, José Américo Bubo Na Tchuto, foram indiciados pelos EUA como 'barões da droga' e os seus bens em território norte-americano foram congelados.

A declaração da embaixada norte-americana no Senegal fez saber que estava alarmada com o contínuo envolvimento dos dois homens no tráfico de drogas.

A declaração questionou o controlo do governo sobre as forças armadas, uma vez que Zamora Induta continua detido pelos amotinados.

"Será impossível aos EUA contribuirem para o processo de reforma [das forças] de segurança e de defesa se estes e outros indivíduos implicados no narco-tráfico forem nomeados ou continuarem a servir em posições de autoridade nas forças armadas," disse a declaração.

O documento também dizia que "o governo norte-americano espera trabalhar com o governo da Guiné-Bissau para afastar os indivíduos em posições de autoridade que usam os seus poderes e influência para facilitar o narco-tráfico".

Analistas dizem que Bubo Na Tchuto continua a gozar de grande influência 'nos bastidores'.

Ele foi posto em liberdade a seguir ao motim de Abril, depois de se ter escondido, em Dezembro de 2009, num edifício das Nações Unidas em Bissau.

Bubo Na Tchuto regressara secretamente à capital depois de um ano exilado na Gâmbia, a seguir a alegações que o ligavam a uma tentativa de golpe de Estado em 2008.

EUA negam ajudar a reformar o exército guinense

Dacar (Senegal) - Os Estados Unidos da América avisaram a Guiné-Bissau de que não podem ajudar a reformar as forças armadas guineenses enquanto o país não garantir que os seus lideres militares não estão envolvidos no tráfico de drogas da África Ocidental.

A embaixada americana, sediada em Dacar, no Senegal, emitiu um comunicado em que diz continuar alarmada com os indicadores de que altos membros das forças armadas, assim como elementos do governo da Guiné-Bissau, estão implicados no tráficos de drogas.

O comunicado mencionava ainda que a detenção do chefe das forças armadas, José Zamora Induta, por soldados leais aos líderes do motim do início deste ano, voltava a levantar dúvidas quanto ao controlo do governo sobre os seus militares.

Conselho de Ministros recomenda a PR libertação de Zamora Induta


Bissau, 25 jun (Lusa) -- O Governo da Guiné-Bissau recomendou ao Presidente, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, para libertar o antigo chefe das Forças Armadas Zamora Induta, refere um comunicado do Conselho de Ministros, divulgado hoje.

"O Conselho de Ministros entendeu recomendar a sua excelência o senhor Presidente da República, enquanto comandante Supremo das Forças Armadas, que se promovam diligências no sentido de ser restituído à liberdade o almirante Zamora Induta, em regime prisional há quase três meses", refere o documento.

"O Conselho de Ministros está convicto de que uma decisão política que ponha em liberdade o antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas poderá ter reflexos entre as autoridades da Guiné-Bissau e a comunidade internacional, especialmente com os parceiros do desenvolvimento", salienta.

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Comunidade internacional reunida na ilha do Sal

A comunidade internacional reúne-se informalmente a 03 de julho na ilha cabo-verdiana do Sal para discutir formas para se ultrapassar a crise política e militar na Guiné-Bissau, disse hoje o chefe da diplomacia de Cabo Verde.

José Brito indicou que a reunião contará com a sua presença e a dos ministros dos Negócios Estrangeiros guineense e português, bem como de representantes das Nações Unidas, das Uniões Europeia (UE) e Africana (UA), e das Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Numa antevisão da «intensa actividade diplomática» que Cabo Verde está a desenvolver e vai prosseguir nas próximas duas semanas, José Brito salientou que a ideia da reunião, que esteve inicialmente prevista para contar só com os chefes da diplomacia da CPLP, é analisar formas de estabilizar política e militarmente a Guiné-Bissau.

Agência anti-droga da ONU sem "interlocutores credíveis" em Bissau

Nova Iorque, 25 jun (Lusa) -- O Gabinete das Nações Unidas para a Droga e a Criminalidade (UNODC) está sem "interlocutores credíveis" entre as autoridades da Guiné-Bissau, principalmente desde a intervenção militar de abril, que alterou a cúpula das Forças Armadas.
"A situação é muito fluida. Gostávamos eventualmente de ter uma visão clara de quem manda e se estas novas pessoas são de confiança", disse o diretor executivo do UNODC, António Maria Costa, em entrevista à Lusa em Nova Iorque.

No último relatório da agência sobre o tráfico de droga internacional, a Guiné-Bissau é apontada como o "melhor exemplo" da instabilidade causada pelo narcotráfico dentro de um país com instituições frágeis.

EUA avisam Guiné-Bissau contra tráfico de droga

Os Estados Unidos da América avisaram a Guiné-Bissau de que não podem ajudar a reformar as forças armadas guineenses enquanto o país não garantir que os seus lideres militares não estão envolvidos no tráfico de drogas da África Ocidental.

A embaixada americana, sediada em Dacar, no Senegal, emitiu um comunicado em que diz continuar alarmada com os indicadores de que altos membros das forças armadas, assim como elementos do governo da Guiné-Bissau, estão implicados no tráficos de drogas.

O comunicado mencionava ainda que a detenção do chefe das forças armadas, José Zamora Induta, por soldados leais aos líderes do motim do início deste ano, voltava a levantar dúvidas quanto ao controlo do governo sobre os seus militares.

Governo agiliza criação de empresas para melhorar ambiente de negócios

Bissau, 24 jun (Lusa) -- A ministra da Economia da Guiné-Bissau, Helena Embaló, anunciou hoje que o governo está a implementar medidas para facilitar o ambiente de negócios do país, tendo já reduzido o número de dias necessários para a criação de uma empresa.
Segundo dados do último relatório do Doing Business de 2010, do Banco Mundial, na Guiné-Bissau eram precisos 213 dias para criar uma empresa, o que torna este país um lugar menos bom para fazer negócios.
"Hoje, com os procedimentos simplificados são precisos 23 dias para ter a empresa legalizada", disse Helena Embaló, numa conferência de imprensa para anunciar algumas das medidas para melhorar o clima de negócios no país.


Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Presidente Lula da Silva visita seis países africanos em 10 dias incluindo a Guiné Bissau


Cidade da Praia - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, inicia em Cabo Verde, no próximo dia 3 de Julho, uma viagem ao continente africano, que o levará à Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.

Em Cabo Verde, o presidente Lula da silva estará na Ilha do Sal, no dia 3 de Julho, por ocasião da Cimeira Brasil – CEDEAO. No dia seguinte, o chefe de Estado brasileiro parte para Guiné-Bissau (dia 4) e Guiné Equatorial (no dia 5).

A agenda do presidente Lula inclui também compromissos na Tanzânia, 7 de Julho, e na Zâmbia, no dia 8.

A última etapa do périplo pelas nações do continente africano será na África do Sul. Lula chega ao país sede da Copa do Mundo no dia 8 e permanece até 12 de Julho. O Presidente brasileiro deve assistir ao jogo da final em Joanesburgo.

PRS exige nomeação de Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas


Bissau - O Partido da Renovação Social (PRS), partido da oposição, exigiu esta terça-feira, ao Presidente da República, a nomeação «imediata» do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

Em comunicado, o PRS avança que «as Forças Armadas, sendo uma instituição de tamanha envergadura e de importância no concerto orgânico do Estado guineense, que exige reformas e medidas urgentes no respeitante à sua reestruturação, não pode estar à mercê de hesitações e de cálculos políticos de circunstância e, por consequência, ficar indefinidamente sem um chefe».

Para o Partido da Renovação Social, a nomeação de um novo CEMGFA torna-se um imperativo nacional e, por isso, deve ser tido em conta. A Guiné-Bissau está sem Chefe de Estado-Maior General desde o afastamento, à forca, e consequente prisão, de José Zamora Induta, no dia 01 de Abril, tendo o vice-Chefe de Estado-Maior, António Indjai, assumido a liderança das Forças Armadas guineenses.

A posição pública do PRS sobre esta matéria saiu da reunião da sua direcção superior, que teve lugar esta terça-feira em Bissau. Recentes declarações do Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, avançaram que algumas figuras políticas guineenses estão envolvidas nas mortes de «Nino» Vieira e de Tagme Na Wayé.

Para os renovadores sociais, Bacai Sanhá não deve permitir que se faça deste caso uma matéria de agenda política pessoal, pactuando pela divulgação da verdade sobre esses factos. O PRS quer que se faça a promoção de medidas conducentes à publicação do relatório sobre os assassinatos de «Nino» Vieira, Tagme na Wayé, Baciro Dabo e Hélder Proença.

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PGR quer maior envolvimento dos EUA e das Nações Unidas


Bissau – A Guiné-Bissau quer uma maior implicação dos EUA e da ONU nos processos sobre os mais recentes assassinatos ocorridos no país.

As autoridades guineenses quase que viram cumprida a promessa da Administração norte-americana, numa altura em que se acentuam as vozes quanto à necessidade de aligeirar o processo de investigação das mortes de «Nino» Vieira, Tagme Na Wayé, Baciro Dabo e Hélder Proença.

Uma delegação enviada por Washington para preparar a deslocação de um Procurador norte-americano que vai trabalhar juntamente com as instâncias judiciais nacionais nos processos mais candentes, esteve reunida na sexta-feira com o Procurador-geral da República.

Foi uma reunião que durou cerca de uma hora e que serviu de apresentação dos planos, ou agendas de trabalho, ao Ministério Público, com o qual o magistrado norte-americano vai trabalhar durante o tempo em que estiver na capital guineense, para investigar e, eventualmente julgar, os processos ligados ao narcotráfico e crime organizado na Guiné-Bissau.

Durante a reunião, o Procurador-geral da República, Amine Saad, disse aos jornalistas ter informado a delegação norte-americana que, mesmo concluindo os processos de investigação sobre as mortes ocorridas nos dois últimos anos, estes não serão acusados sem que tenham o «selo de garantia» das autoridades judiciais norte-americanas ou das Nações Unidas, argumentando que é preciso manter a imagem positiva da Guiné-Bissau.

O pedido das autoridades guineenses ao Governo dos EUA para acompanhar e reforçar as investigações, aconteceu depois dos assassinatos de «Nino» Vieira e Tagme Na Wayé, em Março de 2008, até porque na altura, Washington enviara para Bissau uma equipa do FBI. Essa equipa trabalhou com a Polícia Judiciária guineense, tendo daí resultado um relatório, cujo conteúdo deverá fazer parte do processo.

A delegação norte-americana, chefiada por uma Procuradora, deixa Bissau e lava para Washington todos os elementos, que necessitava para preparar a deslocação do Procurador judicial a Bissau, que segundo informações disponíveis deverá estar na capital guineense até Setembro deste ano.

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ONU preocupada com narcotráfico na Guiné-Bissau


A Guiné-Bissau é citada como sendo uma plataforma giratória de cocaína e onde os traficantes já conseguiram recrutar figuras de topo da sociedade.



A Guiné-Bissau está outra vez no relatório mundial sobre drogas, divulgado hoje pelas Nações Unidas.

O documento sublinha a instabilidade regional que o narcotráfico está a causar nos países africanos, gerando mais violência, mais crime e corrupção, ameaças que podem até colocar em perigo as soberanias do Estado.

A Guiné-Bissau é citada como sendo uma plataforma giratória de cocaína e onde os traficantes já conseguiram recrutar figuras de topo da sociedade.

O documento alerta para o aumento do consumo de drogas nos países em desenvolvimento, apesar da estabilização nos países ocidentais.

A nível geral, fica a saber-se que a produção das duas principais drogas, a heroína e a cocaína, está a descer, ao contrário do que acontece com as drogas sintéticas, que são cada vez mais usadas.

O relatório dá também conta de alterações na rota do tráfico de cocaína, devido à diminuição do consumo na América do Norte. A quebra da procura é um dos motivos para o aumento da violência entre carteis no México.

Na Europa, o número de consumidores de cocaína tem vindo a aumentar e com as alterações na procura as rotas do tráfico também mudaram. Dos países dos Andes, a droga é transportada para os países da África Ocidental e depois para a Europa.

Os trabalhos de Carlos Gomes Júnior


Luanda - Com o regresso ao trabalho do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, é esperada a resolução de vários «casos» pendentes que marcam a agenda política e militar da Guiné-Bissau desde 01 de Abril. No topo das prioridades, a nomeação do novo CEMGFA, em substituição de Zamora Induta, ainda detido.

Poucas dúvidas parecem existir de que António Indjai, o líder dos revoltosos de 01 de Abril, é o candidato escolhido para o lugar mais elevado na hierarquia militar no país. Indjai tem vindo a cimentar a sua posição com visitas aos quartéis do país para tomar o pulso à classe militar e assumir a posição de herdeiro natural do ex-CEMGFA Tagmé Na Waie, assassinado num atentado à bomba em 2009.

Acossado tanto a nível militar como a nível político pelas alas internas do PAIGC que procuram a queda do seu governo, Carlos Gomes Júnior gere o actual momento em busca de equilíbrios que lhe permitam garantir a sua sobrevivência, política e não só. As movimentações militares do 01 de Abril lideradas por António Indjai mostraram a debilidade das alianças internas e as limitações do poder político guineense.

A nomeação de Indjai até poderia ser vista como a sucessão natural de Zamora, não fosse Indjai ser o responsável pela detenção do ainda CEMGFA e por na manhã de 01 de Abril ter detido Carlos Gomes Júnior, ameaçando mesmo com a sua morte para dispersar uma manifestação popular espontânea que tomou conta das ruas de Bissau. Indjai é ainda acusado de ter orquestrado a operação de narcotráfico em Cufar no início de Março, factos largamente apontados pela Comunidade Internacional como impeditivos da sua continuação na estrutura das Forças Armadas guineenses. A nomeação de António Indjai como CEMGFA só poderá ser entendida numa lógica de cedência do poder político, e nomeadamente do primeiro-ministro, ao poder militar e como forma do Governo responsabilizar o Presidente da República pela política de índole presidencialista seguida e que conduziu aos eventos de 01 de Abril.

Em segundo lugar na lista de prioridades está a anunciada remodelação Governamental. Carlos Gomes Júnior, a viver um momento de fragilidade política depois da sua detenção a 01 de Abril, terá necessariamente de fazer cedências ao aparelho do PAIGC, já de si dividido entre os seus apoiantes e os seus detractores. A necessidade de Cadogo em pacificar a cena política poderá mesmo levar à inclusão no novo Governo de elementos que contribuíram para a erosão da estabilidade governativa do país. Carlos Gomes Júnior poderá ter de ceder alguns dos nomes do seu novo Governo ao próprio Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, também ele um reconhecido opositor interno do primeiro-ministro no PAIGC, como forma de recuperar estabilidade governativa.

Como consequência destas cedências em prol de uma paz, nem sempre pacífica, Carlos Gomes poderá ver-se numa situação de refém dos interesses do seu próprio partido. Um papel que forçosamente terá de desempenhar, de modo a garantir uma certa imunidade às ameaças que pairam sobre si, tanto a nível político, como ao nível pessoal.

Rodrigo Nunes

(c) PNN Portuguese News Network

Praia discute alargamento da plataforma continental

Praia - O segundo atelier sobre o alargamento da plataforma de continente entre hoje~(quarta-feira) no seu último dia de trabalho, mas falta ainda consenso entre os seis países africanos participantes.


Com duração de dois dias termina hoje, na ilha de S.Vicente, o segundo atelier sobre o alargamento da plataforma continental para além das 200 milhas com os representantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Gâmbia, Senegal e Mauritânia e da Noruega.

A reunião não tem sido, no entanto, fácil, tendo em conta os interesses em jogo.

No primeiro dia dos trabalhos, iniciados terça-feira, verificou-se que o consenso entre as partes estava a revelar-se difícil.

Em causa estava sobretudo a definição dos termos em que devem acontecer os estudos científicos, a cargo da Noruega, com vista a suportar as pretensões de cada um daqueles seis países representados no encontro do Mindelo.

Segundo o director dos Assuntos Globais dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Carlos Semedo, a Noruega defende a definição prévia de uma base comum de entendimento com o conjunto dos referidos países da África Ocidental e só depois avançar com os estudos, propriamente, conforme o defendido pelas Nações Unidas.

“Porque a ideia é termos um acordo entre os seis países que permita que quando vierem os barcos que façam o levantamento dos dados sísmicos ou hidrográficos, já possam fazer-se um trabalho válido para os seis estados.”

Mas para isso, diz ainda aquele diplomata cabo-verdiano, impõe-se que os próprios seis países da África ocidental cheguem a um entendimento, o que não se tem revelado fácil.

“E há outras questões de fundo. No quadro da nossa sub-região há outros aspectos, como o da delimitação de fronteira marítimas, que ainda não estão clarificados e a Noruega quer salvaguardar esses aspectos no acordo de modo a que tenha o consenso dos países.”

O alargamento para além das 200 milhas das zonas exclusivas é uma possibilidade admitida pelas Nações Unidas, desde que cada país interessado consiga comprovar através de meios técnicos que os novos domínios que reivindica são um prolongamento natural do seu actual território marinho.

Tal possibilidade despoletou na prática uma nova corrida ao mar, tendo em contas riquezas haliêuticas e minerais que cada país poderá obter a partir desse alargamento.

Detentora de alta tecnologia neste domínio, e tendo em conta os elevados custos das investigações, a Noruega é um dos países que já se disponibilizou a colaborar com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Gâmbia, Senegal e Mauritânia neste capítulo.

Mas para isso impõe-se os referidos países da África Ocidental se ponham acordo em algumas questões prévias que o atelier do Mindelo, que hoje termina, pretende definir.

Praia discute alargamento da plataforma continental

Praia - O segundo atelier sobre o alargamento da plataforma de continente entre hoje~(quarta-feira) no seu último dia de trabalho, mas falta ainda consenso entre os seis países africanos participantes.


Com duração de dois dias termina hoje, na ilha de S.Vicente, o segundo atelier sobre o alargamento da plataforma continental para além das 200 milhas com os representantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Gâmbia, Senegal e Mauritânia e da Noruega.

A reunião não tem sido, no entanto, fácil, tendo em conta os interesses em jogo.

No primeiro dia dos trabalhos, iniciados terça-feira, verificou-se que o consenso entre as partes estava a revelar-se difícil.

Em causa estava sobretudo a definição dos termos em que devem acontecer os estudos científicos, a cargo da Noruega, com vista a suportar as pretensões de cada um daqueles seis países representados no encontro do Mindelo.

Segundo o director dos Assuntos Globais dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Carlos Semedo, a Noruega defende a definição prévia de uma base comum de entendimento com o conjunto dos referidos países da África Ocidental e só depois avançar com os estudos, propriamente, conforme o defendido pelas Nações Unidas.

“Porque a ideia é termos um acordo entre os seis países que permita que quando vierem os barcos que façam o levantamento dos dados sísmicos ou hidrográficos, já possam fazer-se um trabalho válido para os seis estados.”

Mas para isso, diz ainda aquele diplomata cabo-verdiano, impõe-se que os próprios seis países da África ocidental cheguem a um entendimento, o que não se tem revelado fácil.

“E há outras questões de fundo. No quadro da nossa sub-região há outros aspectos, como o da delimitação de fronteira marítimas, que ainda não estão clarificados e a Noruega quer salvaguardar esses aspectos no acordo de modo a que tenha o consenso dos países.”

O alargamento para além das 200 milhas das zonas exclusivas é uma possibilidade admitida pelas Nações Unidas, desde que cada país interessado consiga comprovar através de meios técnicos que os novos domínios que reivindica são um prolongamento natural do seu actual território marinho.

Tal possibilidade despoletou na prática uma nova corrida ao mar, tendo em contas riquezas haliêuticas e minerais que cada país poderá obter a partir desse alargamento.

Detentora de alta tecnologia neste domínio, e tendo em conta os elevados custos das investigações, a Noruega é um dos países que já se disponibilizou a colaborar com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Gâmbia, Senegal e Mauritânia neste capítulo.

Mas para isso impõe-se os referidos países da África Ocidental se ponham acordo em algumas questões prévias que o atelier do Mindelo, que hoje termina, pretende definir.

Guiné é o «melhor exemplo» de instabilidade causada por cartéis

A Guiné-Bissau é o «melhor exemplo» da instabilidade política causada pelos cartéis traficantes de droga em países produtores, afirma o gabinete das Nações Unidas para as Drogas e Criminalidade (UNODC).

O Relatório Mundial de Drogas 2010, UNODC, hoje divulgado, sublinha que nos últimos anos a África Ocidental tornou-se numa plataforma de distribuição para os traficantes sul-americanos, que pretendem aceder ao mercado europeu, o maior a nível mundial para a cocaína.

«Os traficantes conseguiram cooptar altas figuras» nalguns destes países, como a Guiné-Bissau.

Diário Digital / Lusa

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Portugal conquista o primeiro leão em Cannes


Portugal conquistou um leão de prata na primeira noite de entrega de prémios em Cannes, na categoria Relações Públicas.

O troféu foi entregue à Leo Burnett, com o “Projecto Viva”, desenvolvido para o Lidl.

O objectivo do “Projecto Viva” era melhorar a vida de uma região na Guiné-Bissau, onde muitas mulheres percorrem dezenas de quilómetros para ter acesso a água potável.

Numa primeira fase, e para sensibilizar os portugueses para este problema, a marca trouxe uma representante da região de S. Domingos para participar na Maratona de Lisboa e mostrar ao mundo a sua rotina.

Depois, nas lojas, foram expostas garrafas de 1,5 l junto das caixas registadoras, prontas a serem registadas por um euro. Este valor revertia na totalidade para a abertura de furos artesianos. No total foram abertos 15 furos, contribuindo assim para melhorar a qualidade de vida de 23 mil pessoas.

Mas houve mais trabalhos portugueses entre os finalistas na competição de promoções, relações públicas e marketing directo. A Leo Burnett chegou à ‘shortlist’ em relações públicas com “Tyrannybook” para a Aministia Internacional; em marketing directo a presença portuguesa neste grupo coube ao “Entra em campo”, da Fischer para a Sagres, e à “Loja que vende esperança”, também da Leo Burnett para a Cruz Vermelha.

Tráfico de droga em declínio na África lusófona -- ONU

Nova Iorque, 22 jun (Lusa) -- O tráfico de drogas regrediu recentemente na África lusófona, onde a Guiné-Bissau serve como plataforma de distribuição, segundo o gabinete das Nações Unidas para as Drogas e Criminalidade (UNODC).

"O declínio do tráfico, que afetou particularmente a África Lusófona, pode ser a razão da acentuada redução de apreensões de cocaína entre 2006 e 2008", refere o estudo Globalização do Crime, apresentado esta semana pelo diretor do UNODC, António Maria Costa.
As apreensões de cocaína registaram um forte aumento entre 2003 e 2006, particularmente com origem na África Ocidental.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Mundial2010: Portugueses em Bissau festejaram 7-0 frente à Coreia do Norte e querem vitória sobre o Brasil

Bissau, 21 jun (Lusa) -- Os portugueses em Bissau, Guiné-Bissau, festejaram hoje efusivamente os sete golos que Portugal marcou frente à Coreia do Norte, na segunda jornada do Grupo G, do campeonato do mundo de futebol, a decorrer na África do Sul.

Apesar de em Bissau, o jogo ter começado às 11:30 (12:30 em Lisboa), hora em que a maior parte das pessoas está a trabalhar, e quando começou a cair uma grande chuvada, os portugueses, a maior parte dos quais professores, não deixaram de fazer a festa num café local.

Para o jogo com o Brasil, previsto para sexta-feira, os portugueses pedem uma vitória e há até quem avança com uma vitória por 2-0.

"Foi um grande jogo 7-0, um grande jogo para Portugal", afirmou uma das portuguesas que assistiu ao jogo.

Questionado sobre se Portugal vai ganhar ao Brasil, a portuguesa não teve dúvidas ao afirmar que sim por "2-0".

A seleção portuguesa de futebol colocou-se hoje praticamente nos oitavos de final do Mundial2010.

Portugal estabeleceu a maior goleada na prova que está a decorrer desde 11 de junho, ultrapassando os 4-0 da Alemanha à Austrália.

Na terceira ronda, sexta feira, a partir das 16:00 locais (15:00 em Lisboa), Portugal defronta os pentacampeões do Mundo, em Durban.

MSE.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

PM deverá visitar a China em Setembro

Bissau, 21 jun (Lusa) – O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, deverá visitar a China no próximo mês de setembro para reforçar a cooperação entre Bissau e Pequim, anunciou hoje o chefe do executivo guineense aos jornalistas.

Carlos Gomes Júnior fez este anúncio no âmbito de uma série de visitas realizadas a várias unidades hospitalares da capital guineense, nomeadamente ao novo hospital Militar em construção pela cooperação chinesa no bairro de Brá.

O hospital Militar, que terá todas as valências médicas, deverá ser inaugurado no próximo mês de julho, declarou o primeiro-ministro.

Carlos Gomes Júnior voltou a agradecer os apoios que a China tem dado à Guiné-Bissau “praticamente em todas as vertentes”.

Em relação aos hospitais visitados, o primeiro ministro guineense prometeu uma melhoria substancial das condições de atendimento aos doentes, nomeadamente ao nível dos serviços da pediatria do Hospital Simão Mendes (hospital de referencia), onde crianças são internadas em condições difíceis.

Há situações em que duas ou três crianças ocupam a mesma cama.

O chefe do governo de Bissau visitou também as instalações do Hospital Raoul Follerou (tratamento de doentes de SIDA e tuberculose), Hospital 03 de Agosto (laboratório de saúde pública) e antigas instalações do centro de tratamento de doentes mentais e de prótese (danificadas pela guerra civil de 1998/99).

Carlos Gomes Júnior disse as obras de reabilitação dos dois centros serão iniciadas “muito brevemente”.

MB.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

Cabo Verde-Chico Barros já deixou prisão de Conacry


Encontra-se livre em Bissau, desde o dia 10 de Maio passado, o cidadão cabo-verdiano, Francisco de Fátima Frederico Barros, de 42 anos, natural da Praia, depois de 10 meses preso em Guiné Conacry, para onde foi extraditado, em Setembro do ano passado, pelas autoridades militares da Guiné-Bissau, por alegada tentativa de Golpe de Estado naquele país vizinho.

Recorde-se, entretanto, que, Francisco Barros foi preso na capital guineense, no dia 10 de Agosto de 2009, por um grupo de militares guineenses, fortemente armado, a mando do responsável da Contra Inteligência Militar (CIM), o coronel Samba Djalô, sob alto patrocínio do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Zamora Induta. De seguida, segundo Barros, foi levado para uma Base Aérea, onde esteve detido durante 21 dias, sem culpa formada, juntamente com os militares que terão participado na morte de João Bernardo "Nino" Vieira e Tagmé Na Waié, cujas investigações encontram-se sob alçada da justiça guineense.

De acordo com Chico, como é conhecido no seu círculo de amizade, ele estaria a organizar uma intentona militar, na fronteira com a Conacry, mas tudo não passava de uma farsa. "Depois de 10 meses de profunda amargura e, vivendo situações perfeitamente inumadas naquelas instalações prisionais em Conacry estou em condições de afirmar, categoricamente, que a prisão de 10 de Agosto, não passava de uma cabala, para denegrir a minha imagem e a do meu país, tendo como protagonistas os senhores Zamora Induta e Samba Djalô", garante Francisco Barros que, visivelmente emocionado não descarta a possibilidade de intentar uma acção contra o Estado da Guiné-Bissau, quer nacional, quer internacional, pelos danos morais e psíquicos causados por aquele barbárie.

Para aquele ex-presidiário da prisão de Conacry, está-se perante uma tamanha violação dos direitos humanos, pois nunca foi presente a nenhum tribunal para ser julgado e condenado, por alegada prática de um crime. Por isso, acha estranho e inconcebível, num Estado de Direito Democrático, que um cidadão estrangeiro, alegadamente, cometa um crime no país de acolhimento seja sequestrado e depois extraditado para outro país, sobretudo quando este viva em clima de instabilidade político-militar, como foi o caso da Guiné Conacry.

Liga dos Direitos Humanos condena o acto

Para a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), na pessoa do seu porta-voz, Augusto Mário, o que aconteceu com o cabo-verdiano, Chico Barros é prova inequívoca, do nível de violação dos direitos humanos a que a Guiné-Bissau atingiu. "Nós só tomámos conhecimento um mês depois de extradição de Francisco Barros, quando a sua esposa dirigiu aos nossos serviços, para denunciar a barbárie que os militares tinham protagonizado através da busca à sua residência, pilhagens e roubos dos seus bens, sem o competente mandato do juiz", conta aquele responsável que é também jurista de profissão e que condena de forma veemente as atitudes dos militares. Por isso, continua aquele responsável, a LGDH considera que, independentemente, do que, aquele cidadão estrangeiro terá cometido, a extradição é, absolutamente, ilegal porque quem tem a competência para o fazer são as autoridades judiciárias, depois da competente instrução do processo-crime. Ainda assim, a LGDH accionou vários contactos junto dos seus congéneres internacionais, inclusive o da Guiné-Conacry que se prontificaram em ajudar na libertação do Chico, a 10 de Maio deste ano.

Recorde-se que Francisco Barros foi extraditado para aquele país vizinho da Guiné-Bissau, numa altura particularmente difícil entre a oposição e o regime militar liderado por Moussá Dadys Camará. De acordo com Barros, quando pisou o solo daquele país viveu momentos conturbados e de pânico pois pôde registar, da prisão onde se encontrava, trocas de tiros entre militares e a oposição, em plena rua, situação que resultou na morte de perto de uma centena de pessoas, muitas delas civis e inocentes. "Felizmente fui muito bem tratado na prisão em Conacry, porque muito cedo as autoridades daquele país perceberam que estava a ser alvo de uma cabala orquestrada pelas autoridades militares guineenses, com forte motivação política e pessoal", sublinha o nosso conterrâneo, residente em Bissau, acusando os militares guineenses de o tentar extorquir 70 mim euros em troca da sua libertação.

"Antes da minha extradição para Conacry nunca fui ouvido, sequer foi-me permitido constituir um advogado. Ao invés disso, pediram-me 70 mil euros em troca da minha liberdade. Sofri chantagens e perseguições dos militares, designadamente de Samba Djalô e de Zamora Induta que mandaram prender-me, na vã tentativa de obterem provas de um crime que nunca existiu", assevera Francisco Barros que acusa as duas altas patentes, na ocasião, de o tentarem extorquir dinheiro em troca da liberdade. Facto que só não aconteceu, segundo ele, porque recusou, terminantemente. Pois, Barros acreditava que estava totalmente inocente do crime que lhe era acusado.

"Foi feita a Justiça Divina"

Para aquele empresário cabo-verdiano, residente na capital guineense onde vive com a esposa e um filho de um ano e 10 meses, a primeira justiça já está feita. Trata-se pois, segundo Barros, da justiça Divina. É que, por ironia do destino ou não, os últimos acontecimentos de 1 de Abril na Guiné-Bissau, levaram a prisão de Zamora Induta e Samba Djalô, os dois verdadeiros protagonistas da sua prisão. "Sempre acreditei na minha inocência, embora estivesse à beira da morte, mas na companhia de Deus Nosso Senhor, uma Entidade que nunca deixei de evocar, em todos os momentos da minha angústia na prisão", revela.

Instado a pronunciar-se sobre, se não sente medo de deambular pelas ruas de Bissau, considerando as acusações que sobre ele impendem, Chico diz que quem não deve não teme. "Eu nunca cometi nenhum crime. Escolhi este país para investir, porque fui convidado pelo ex-presidente Nino Vieira, a quem eu era amigo pessoal, quando ainda vivia asilado em Portugal, para investir na Guiné-Bissau. Quando cá cheguei, em 2004, abri a empresa: Auto Volante - GB, SA, onde vendia viaturas e peças sobressalentes a vários serviços públicos e privados do país e da sub-região. Dava emprego a várias pessoas, fiz muitas amizades no seio da população guineense e por isso decide viver cá e constituir uma família", conta Francisco Barros, garantindo que não vai sair por agora de Bissau, a não ser para Cabo Verde, em 2012, onde pensa estabelecer-se definitivamente.

Garante que, para Cabo Verde tem um projecto interessante para a vida do país, no domínio do ambiente, em parceria com uma empresa estrangeira. Instado a falar sobre os pormenores do projecto, diz que se trata de um investimento muito importante, que iria contribuir para debelar a problemática do ambiente no país e que por isso gostava que fosse uma surpresa.

No final da conversa com o repórter, Chico Barros não conseguiu conter as lágrimas e espera que, através desta reportagem, os seus familiares de Lém Cachorro, na Praia, consigam encontrar algum conforto depois destes longos dez meses de odisseia, na prisão de Conacry.

Internacional Socialista devia ter condenado tentativa de golpe de Estado de 01 de abril


Nova Iorque, 21 jun (Lusa) - A Internacional Socialista (IS) devia ter condenado a tentativa de golpe de Estado de 01 de abril na Guiné-Bissau, cujo Governo é liderado por um partido membro daquela organização, defendeu hoje em Nova Iorque o Secretário Internacional do PS.

Aquele dirigente socialista, que intervinha perante o Conselho da IS, reunido durante dois dias em Nova Iorque, disse, designadamente, que "a tentativa de golpe partiu de alguns militares influentes com ligações reconhecidas ao narcotráfico".

"É por isso que peço à Internacional Socialista que esteja atenta ao desenrolar dos acontecimentos e para intervir caso seja necessário", acrescentou.

O Governo guineense é liderado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Na sua intervenção, José Lello requereu a aprovação de uma "declaração de apoio" à Guiné-Bissau, "apelando ao regresso pleno à normalidade democrática" e para que o primeiro ministro Carlos Gomes Júnior e o Presidente Malam Bacai Sanhá "possam exercer sem quaisquer constrangimentos os seus poderes constitucionais, bem como à libertação das personalidades do Estado que foram presas".

"Devemos também apoiar a continuação do combate determinado ao narcotráfico, a reforma urgente do setor da defesa e da segurança e a continuação do apoio e do enquadramento da comunidade internacional à Guiné-Bissau. Fazendo este apelo, estaremos a cumprir a nossa missão", concluiu.

A Guiné-Bissau voltou a viver momentos de instabilidade no passado dia 01 de abril, devido a uma intervenção militar que culminou com a deposição e detenção do almirante Zamora Induta, chefe das Forças Armadas.

O primeiro ministro guineense também foi detido, mas acabou por ser libertado horas mais tarde.

EL.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

Domingo, 20 de Junho de 2010

Comunidade internacional não deveria voltar costas ao país

Raimundo Pereira (à direita), presidente da
assembleia nacional popular da Guiné- Bissau. Á esquerda, Serifo Nhamadjo, nº . 2 do parlamento


Os parceiros de cooperação da Guiné-Bissau acompanham com atenção o evoluir da situação após incidentes de 1 de abril, mas por ora não deveriam diminuir as ajudas ao país.

A detenção do líder dos militares, Zamora Induta, pelos seus subordinados a 1 de abril, altura em que o próprio primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, foi convocado por algumas horas pela hierarquia castrense, gerara um clima de forte suspeitas dos parceiros externos da Guiné-Bissau.

Em causa a crónica instabilidade político-militar que assola este país da África ocidental e que poderia estar a gerar algum cansaço junto da comunidade internacional.

No entanto o representante da União Europeia na capital guineense, o embaixador italiano Franco Nulli, afirmou nesta quinta-feira que a situação no terreno não se alterou desde aqueles acontecimentos e, desta feita a posição do bloco dos 27 mantém-se na mesma.

Nulli proferiu estas declarações à saída de um com o chefe do executivo guineense que só no início da semana regressou a Bissau após uma ausência de praticamente 45 dias, oficialmente para tratamento médico em Cuba e convalescença, posterior, em Portugal.

Também o ministro português dos negócios estrangeiros, Luís Amado, rejeitou um cenário de diminuição do apoio internacional a Bissau, admitindo a existência de alguma expectativa em relação à prossecução da normalização do país.

Por sua vez Raimundo Pereira, presidente da Assembleia nacional popular guineense, admitiu nesta quinta-feira em Lisboa à agência Lusa, encarar « com preocupação » as ameaças de cortes nas ajudas por parte dos parceiros externos reafirmando a necessidade de que a Guiné-Bissau, mais do que nunca, obtenha a « solidariedade da comunidade internacional ».

O presidente do parlamento guineense efectuou uma visita a Portugal onde se avistou com o chefe de Estado, Cavaco Silva, e com o seu homólogo luso, Jaime Gama.

No mês passado o português José Costa Pereira, que dirige a Unidade África no secretariado do Conselho da União Europeia, condicionara a manutenção da ajuda dos 27 à libertação de Zamora Induta, bem como à nomeação de novas chefias para as forças armadas e à apresentação perante a justiça dos responsáveis da intervenção militar de 1 de Abril.

FMI realiza dois seminários em Bissau



Bissau – O Fundo Monetário Internacional (FMI) está, a partir desta quinta-feira, e até dia 25 de Junho, na Guiné-Bissau para contactos com as autoridades.

O Ministério das Finanças guineense anunciou que o FMI vai realizar dois seminários destinados a membros do Governo, doadores, organizações não-governamentais, sector privado e sindicatos sobre o apoio ao programa económico do Governo e a iniciativa HIPC (sigla inglesa para os países pobres altamente endividados).

O FMI aprovou em Maio deste ano um apoio de 33,3 milhões de dólares ao programa económico do Governo da Guiné-Bissau para os próximos três anos, que, se tiver sucesso, significará um perdão de dívida. A dívida externa do país está calculada em mais de 1,5 mil milhões de dólares.

(c) PNN Portuguese News Network

PGR em Dacar para se encontrar com advogado

O Procurador-geral da República (PGR) da Guiné-Bissau, Amine Saad, viaja hoje para Dacar (Senegal) para se encontrar com o advogado senegalês que representa a família do ex-presidente 'Nino' Vieira, disse à agência Lusa fonte judicial.

Segundo a fonte, Amine Saad viaja hoje e tem previsto um encontro com o advogado Boucounta Dialo, contratado por Isabel Vieira, mulher de 'Nino' Vieira, testemunha ocular das circunstâncias em que o marido foi assassinado no dia 02 de março de 2009.

Amine Saad pretende ouvir pessoalmente os eventuais elementos de provas que o advogado tem na sua posse, fornecidos por Isabel Vieira, para avançar com o processo, indicou ainda a fonte judicial.

Diário Digital / Lusa