Sábado, 19 de Dezembro de 2009

França concede ajuda orçamental de três milhões de euros

Bissau - A França concedeu sexta-feira à Guiné-Bissau uma ajuda orçamental de três milhões de euros, para o pagamento de salários e gratificações dos funcionários da Saúde e Educação, bem como de dívidas do Governo.


O acordo de financiamento foi rubricado entre o ministro das Finanças guineense, Mário Vaz, e o embaixador da França em Bissau, Jean François Parot, tendo este considerado que o gesto traduz "o reconhecimento e a confiança do seu país nos esforços do Governo" guineense.


"A França acompanha a Guiné-Bissau desde a sua independência e reitera hoje a sua solidariedade e a sua confiança neste país. É uma questão de justiça para um povo que deu prova nas últimas eleições presidenciais da sua maturidade e vontade de progredir", disse o embaixador francês.


Ainda de acordo com François Parot, a França congratula-se com o desempenho macroeconómico do actual Governo da Guiné-Bissau, facto que, disse, foi sublinhado na última avaliação do FMI às contas do país.


Para demonstrar a sua satisfação, a França não só cumpriu a promessa de ajuda orçamental para 2009 como aumentou em um milhão de euros esse apoio.


Por seu turno, o ministro Mário Vaz enalteceu a cooperação e as ajudas que o Governo tem recebido da França, mas notou que "as dificuldades de tesouraria ainda não acabaram".

"Só a dívida do Estado para com a banca comercial no país é de cerca de 14 mil milhões de francos CFA (21,3 milhões de euros). Portanto, a ajuda que hoje recebemos, no que
concerne ao pagamento da dívida com banca é uma gota de água no oceano", afirmou Mário Vaz, referindo-se ao facto de parte da ajuda francesa se destinar ao pagamento a bancos comerciais.


Presente na cerimónia de assinatura do financiamento francês, o ministro da Saúde Pública guineense, Camilo Simões Pereira, disse à Lusa que o dinheiro irá ajudar a resolver o problema dos trabalhadores do sector, que nos últimos dias tem registado uma vaga de greves.

Avião confiscado pelo Estado será vendido

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, anunciou que o avião confiscado pelo Estado guineense por suspeita de transporte de carga ilícita será vendido e os fundos reverterão para a construção de um centro de reabilitação de toxicodependentes.

«Já estamos em contacto com a Interpol, a ONUDC e países amigos para a venda do avião, porque queremos que seja um processo com toda a transparência», declarou Carlos Gomes Júnior.

«O produto da venda do avião será entregue ao Tesouro da Guiné-Bissau e depois veremos com o Ministério da Saúde a possibilidade de criar um centro de desintoxicação dos nossos jovens que hoje estão perdidos sem que os pais consigam meios para os recuperar para a sociedade», disse ainda o primeiro-ministro guineense.

Presidente da Guiné-Bissau não sabe de que doença sofre

Malam Bacai Sanhá está em convalescença

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, teve alta, ontem, do Hospital de Paris onde esteve internado 10 dias. Mas saiu do estabelecimento de saúde militar de Val de Grâce sem saber exactamente da doença de que padece.

"Mesmo os médicos não sabem bem o que tenho, fizeram-me muitas análises com perfurações e tudo, mas a doença não ficou esclarecida", disse esta tarde o chefe do Estado guineense ao Expresso.

Malam Sanhá explicou que as diabetes, de que sofre, não explicam a forte queda de hemoglobina que o levou, primeiro a ser internado em Dacar, no Senegal, e depois a ser transferido para Paris.

O presidente guineense falou ao Expresso num hotel de Paris, onde ainda vai permanecer dois dias, antes de partir para as Canárias.

"Estou em convalescença", acrescentou. O Presidente, que estava acompanhado pela mulher, dois ministros, e vários conselheiros e diplomatas, caminha com alguma dificuldade, mas apresentava um ar saudável e falava com fluência.

Em Paris, disse ter seguido atentamente, durante a hospitalização, a evolução da situação interna no seu pais - "as reformas estão em curso para garantir a estabilidade e a normalização do país e o nível do tráfico ligado à droga está em baixa", afirmou.

Pronunciou-se igualmente sobre duas crises recentes na região ocidental de África. "Estou preocupado com a situação na Guiné-Conackry, para onde vai seguir brevemente um emissário meu", Sobre os problemas na fronteira entre a Guiné e o Senegal disse que tudo está a ser resolvido "em conjunto e em bom entendimento" entre Bissau e Dacar.

Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Instituto Piaget instala universidade na Guiné-Bissau

Bissau – A Universidade Jean Piaget vai iniciar o seu ano propedêutico na Guiné-Bissau a partir do dia 15 de Janeiro 2010 com 5 unidades de Ciências.
Ciências da Saúde e do Ambiente, Tecnologias, Ciência Política da Educação e do Comportamento, assim como unidade de Ciência Económica e Empresarial, além das disciplinas comuns da Universidade Jean Piaget.

No anúncio das actividades académicas desta universidade, situada na Avenida Don Settimio Arturo Ferrazeta, junto às instalações do Liceu Politécnico da Aldeia SOS, o Presidente da Comissão instaladora da Universidade «Jean Piaget» da Guiné-Bissau, Fernando Gonçalves, assinou esta quarta-feira um acordo de parceria com o Director Nacional das Aldeias de Crianças da Guiné-Bissau, Nelson Medina.

Na cerimónia, Fernando Gonçalves disse à semelhança de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Brasil, o Instituto Piaget vai actuar na Guiné-Bissau com construção de instalações próprias, situadas no Bairro de Antula nos arredores da capital. Os projectos estão concluídos com os seus respectivos financiamentos, aguardando apenas a promulgação do decreto do Governo que reconhecerá a Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau como instituição da utilidade pública.

Em termos de funcionamento, Fernando Gonçalves sublinhou que este estabelecimento do ensino superior vai contar com áreas de actividades pedagógicas com a capacidade de albergar dez faculdades que serão criadas, nas áreas da saúde, engenharia e cinco faculdades de humanísticas Uma área será destinada às actividades desportivas e saúde com a construção de um hospital universitário.

No capítulo da gestão financeira, Fernando Gonçalves informou que todos os recursos capazes de gerarem rendimentos serão reinvestidos na Guiné-Bissau.

O Presidente da Comissão instaladora da Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau disse ainda que vai promover o desenvolvimento social através de parcerias e protocolos com base na formação e a promoção da cidadania. Fernando Gonçalves adiantou também que a sua instituição já fez parcerias internacionais nos países de língua portuguesa.

Além dos países lusófonos, o Instituto Piaget pretende instalar universidades em Espanha e Polónia para promoção de intercâmbios através de docentes, controlo e supervisão de programas, estágios pós graduações, mestrados, doutoramento e especialidades nas suas respectivas áreas de formações.


Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Campanha solidária da VIDA e LIDL leva água a África

Até 6 de Janeiro de 2010, está nas lojas LIDL a campanha do Projecto VIVA, da Organização Não Governamental (ONG) VIDA, que abrirá os primeiros oito furos artesianos numa região da Guiné-Bissau.

Estes furos artesianos vão levar água potável até à região de São Domingos, segundo o divulgado em comunicado.

Para contribuir, os clientes do LIDL podem registar uma garrafa nas caixas das lojas, contribuindo com um euro. Segundo a organização, entre 6 e 14 de Dezembro foram registadas 46 mil garrafas.

O Projecto VIVA tem como objectivo a abertura de 54 furos artesianos, o equivalente a um por cada aldeia da região, sendo que cada furo tem um custo individual de produção de cerca de 5.500 euros.

A campanha conta com a atleta Rosa Mota, que foi a primeira pessoa a contribuir através do registo de uma garrafa. No dia 6 de Dezembro participou numa marcha em Lisboa que simboliza «o esforço das mulheres que percorrem a distância equivalente a uma maratona para terem acesso a um dos bens mais essenciais da vida como a água potável».

O ministro da Educação da Guiné-Bissau, Artur Silva, revelou que 780 mil guineenses não sabem ler e escrever e que o Governo ira lançar, no próximo an

"Setecentos e oitenta mil guineenses não sabem ler nem escrever. É a preocupação número um do Governo em matéria da Educação. O nosso desafio é, dentro de três anos, pôr os guineenses, todos, a ler e a escrever", declarou Artur Silva, na cerimónia de recepção de uma escola para crianças construída por uma ONG na aldeia de Gã-Tauda, na região de Bafatá, no leste do país.

"Vamos iniciar a partir do próximo ano um grande projecto chamado Educação de adultos. Já se fez isso no passado, mas decidimos retomar esse projecto com o apoio de Cuba para que possamos ensinar a nossa população, sobretudo os adultos, a ler e a escrever", disse ainda o ministro da Educação guineense.

Dois altos funcionários estatais em prisão preventiva

Bissau, 17 Dez (Lusa) -- A Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau decretou a prisão preventiva de dois altos funcionários do Ministério das Pescas, suspeitos de envolvimento num escândalo de desvio de fundos da instituição, soube a Lusa de fonte judicial.

Segundo uma fonte da Procuradoria, o director-geral da Pesca Artesanal, Cirilo Vieira, e o coordenador da Fiscap (entidade de fiscalização da actividade pesqueira) estão detidos preventivamente por ordens do magistrado que os tem ouvido desde segunda-feira.

"O magistrado decretou a prisão preventiva de ambos para que possam ser esclarecidas alguns pormenores dos inquéritos", disse a fonte, adiantando que "mais pessoas poderão vir a ser detidas", no âmbito do mesmo processo.

Dois altos funcionários estatais em prisão preventiva

Bissau, 17 Dez (Lusa) -- A Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau decretou a prisão preventiva de dois altos funcionários do Ministério das Pescas, suspeitos de envolvimento num escândalo de desvio de fundos da instituição, soube a Lusa de fonte judicial.

Segundo uma fonte da Procuradoria, o director-geral da Pesca Artesanal, Cirilo Vieira, e o coordenador da Fiscap (entidade de fiscalização da actividade pesqueira) estão detidos preventivamente por ordens do magistrado que os tem ouvido desde segunda-feira.

"O magistrado decretou a prisão preventiva de ambos para que possam ser esclarecidas alguns pormenores dos inquéritos", disse a fonte, adiantando que "mais pessoas poderão vir a ser detidas", no âmbito do mesmo processo.

Ministério Público confisca avião suspeito de transporte de "carga ilícita"

Bissau - O Ministério Publico da Guiné-Bissau confiscou hoje, terça-feira, um avião suspeito de ter transportado "carga ilícita" para o país a favor do Estado guineense, ordenando a sua entrega imediata ao ministério das Finanças, soube a Lusa de fonte oficial.

Em nota dirigida ao ministro das Finanças a que a agência Lusa teve acesso, o Procurador-Geral da República, Amine Saad informa que, cumpridas as formalidades legais e em resposta a uma solicitação do ministério das Finanças, se declara "a aeronave perdida a favor do Estado da Guiné-Bissau, procedendo a sua entrega imediata" ao ministério das Finanças.

No mês Junho de 2008, uma aeronave proveniente da Venezuela foi retida no aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau, por ordens do governo guineense, sob suspeita de transporte de cerca de 500 quilogramas de cocaína pura.

Buscas efectuadas no aparelho não provaram que este transportou a droga. O então Procurador, Luís Manuel Cabral afirmou não ter sido permitido efectuar buscas no aparelho porque o avião estava guardado num hangar militar de onde não foi permitida a entrada dos agentes civis.

Enquanto o governo e a Procuradoria defendiam que o avião, um jacto com a matrícula N 351SE, transportou malas com 500 quilogramas da droga, a defesa dos pilotos sempre sustentou que o aparelho transportou para Bissau medicamentos destinados às Forças Armadas.

O Procurador-Geral guineense sustenta agora a decisão de entregar o aparelho ao ministério das Finanças por considerar aceitável a alegação de que o avião civil "transportando malas de mercadorias aterrou ilegalmente num hangar militar" sem cumprir as formalidades aduaneiras.

O Procurador afirma ainda que existe a "agravante" de os agentes aduaneiros não terem sido autorizados, "num impedimento coercivo", de efectuar vistorias ao aparelho, de acordo com a lei pelo que, destacou, "o avião incorreu em crime" e, consequentemente, deve ser confiscado a favor do Estado.

Câmaras de Comércio guineense e cabo-verdiana assinam protocolos para parcerias de negócios

Bissau - As Câmaras do Comércio da Guiné-Bissau e das ilhas cabo-verdianas de Barlavento e Sotavento rubricaram hoje, terça-feira, acordos para futuras parcerias de negócios entre os empresários dos dois países.

O acordo foi assinado numa unidade hoteleira em Bissau pelos presidentes da Câmara do Comércio da Guiné-Bissau, Braima Camará, do Sotavento cabo-verdiano, Paulo Lima, e do Barlavento, Manuel Monteiro.
Agricultura, construção civil e serviços são as áreas, para já, identificadas para potenciais negócios entre os empresários dos dois países, devendo os respectivos Governos trabalhar no sentido de criar as condições para a materialização do acordo.

Presente na assinatura do acordo, o secretário de Estado da Economia cabo-verdiano, Humberto Brito, afirmou que a parceria entre os empresários vai no sentido da "elevação das relações empresariais ao nível das relações político-diplomaticas" existentes entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau.
Humberto Brito defendeu que é interesse dos dois Governos ajudar os empresários para que as intenções passem aos actos, pelo que, assinalou, a existência de voos entre as duas capitais vai nesse sentido.

O secretário de Estado cabo-verdiano considerou também ser necessário estudar a possibilidade de se instituir uma ligação marítima entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau para o transporte de "produtos que não possam ser transportados via área" e rentabilizar ainda mais as parcerias empresariais.

A existência de uma ligação marítima entre os dois países é considerada "essencial" pelos responsáveis das Câmaras de Comércio.
Os representantes cabo-verdianos aproveitaram ainda a deslocação a Bissau para contactaram com empresários guineenses, após terem participado na semana de negócios da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que decorreu em Bissau entre 07 e 14 de Dezembro de 2009.

Embaixador português considera que país está no caminho daestabilidade

Bissau- O embaixador de Portugal em Bissau, António Ricoca Freire, considerou que nos últimos meses a Guiné-Bissau iniciou um

percurso pelo caminho da estabilidade o que traz esperança para o país.


"Contrariamente às expectativas, neste momento há um caminho de estabilidade que está em curso, há um caminho de esperança que vai alargando cada vez mais", defendeu Ricoca Freire, que falava terça-feira em Bissau na abertura da Feira da Terra, promovida pela ONG 'Tininguena'.


Organização não governamental ligada à promoção dos produtos da biodiversidade, a Tininguena (Esta Terra É Nossa, no dialecto Biafada) abriu terça-feira a segunda edição da Feira da Terra, expondo produtos agro-alimentares, produtos artesanais e produtos manufacturados.


Para o embaixador de Portugal, os sinais da estabilidade da Guiné-Bissau ficaram ainda acentuadas neste mês de Dezembro, em que no espaço de uma semana, ocorreram em Bissau "dois importantes acontecimentos".


"Quando cá cheguei como embaixador de Portugal, no mês de Março, nada me faria prever que no mês de Dezembro ia assistir à semana de negócios da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e agora à abertura da Feira da Terra", declarou Ricoca Freire.


O diplomata português afirmou que além de indiciarem o caminho da estabilidade, os dois acontecimentos também devem ser vistos como o prenúncio do crescimento económico da Guiné-Bissau.


Para o embaixador, a construção da ponte sobre o rio Cacheu, que passa a ligar a Guiné-Bissau ao Senegal em hora e meia de viagem de carro, e a edificação de um porto de águas profundas em Buba ajudaram a acelerar o crescimento económico do país.


"O desenvolvimento faz-se de pequenas realizações e é isso que está a acontecer", precisou António Ricoca Freire.


Explicando o objectivo da Feira da Terra, a secretária executiva da Tininguena, Augusta Henriques afirmou que é uma oportunidade para que o produtor guineense possa estar "em contacto directo" com o consumidor.


A Feira da Terra, que decorre até ao próximo sábado, enquadra-se num projecto co-finaciado pelo IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento) e União Europeia (UE) que visa a valorizar dos produtos da Guiné-Bissau.


O projecto, de três anos, é designado Ki Ku di Nós Tem Balur (o que é nosso tem valor).

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

PGR investiga indícios de corrupção no Ministério das Pescas

Bissau – A Procuradoria-geral da Republica guineense suspeita ter existido actos de corrupção no Ministério das Pescas, no mandato de Mussa Balde, durante os procedimentos na atribuição de licenças pesqueiras.
A Procuradoria-geral da Republica quer saber a onde foram parar os fundos doados por algumas instituições de cooperação internacional, nomeadamente para a restauração ou reabilitação das infra-estruturas do sector das pescas, enquanto o grande gerador da economia nacional, como também os procedimentos na atribuição de licenças pesqueiras onde existem suspeitas de escândalo financeiro e que já está a ser investigado pelo Ministério Publico.

Os factos que constam na denúncia de alguns funcionários do Ministério das Pescas, remontam à vigência de Carlos Mussa Balde, então Ministro da tutela, ainda em 2009, que foi transferido para a pasta da Agricultura e Desenvolvimento Rural na última remodelação governamental.

Carlos Mussa Balde deverá ser ouvido também no âmbito deste processo. Esta segunda-feira, o Gabinete de Luta contra Corrupção e Delitos Económicos do Ministério Publico, ouviu os directores-gerais da Pesca Industrial e Artesanal, respectivamente, Malal Sane e Cerilo Vieira, assim como o Coordenador da Alta Entidade de Fiscalização Marítima, Hugo Nesoline. Uns estão a ser ouvidos como declarantes enquanto outros na qualidade de arguidos.

Informação que a PNN teve acesso indicam que na maioria dos casos, não se tem atribuído as licenças de pescas aos armadores, mas sim a autorização, a qual, de acordo com as normas administrativas só é emitida em caso de atraso na atribuição da licença e tem duração apenas de uma semana. Facto que, neste caso, não se registou, já que as autorizações emitidas foram além dos três meses, tempo igual ao da licença.

O que mais intriga o Ministério Publico, que suspeita já nas acções deliberadas dos responsáveis do sector das pescas, é o porque de atraso reiterado nas emissões de licenças, porquanto são requeridas 10 dias antes do inicio da actividade do armador, caso se trate de agências nacionais, 15 dias para estrangeiras, com base em Bissau, e 20 dias para os que estão baseadas totalmente no estrangeiro. Um outro pormenor que o Gabinete de Luta Contra Corrupção e Delitos Económicos do Ministério Publico quer ver esclarecido é o transbordo de gasóleo e peixe por parte dos navios que foram concedidos licenças ou autorizações, na maioria dos casos assinados pelo então Ministro das Pescas.

Perante este cenário, que aparenta sinais de irregularidades, uma fonte do Ministério Publico disse à PNN que o caso é grave e terá um desfecho processual, visando responsabilizar os autores.

O sector das pescas rende ao Estado guineense milhões de dólares por ano, por isso é considerado um dos mais estratégicos, de ponto de vista económico para Guiné-Bissau.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Funcionários da Saúde Pública em greve geral

Bissau - Os funcionários da Saúde Pública da Guiné-Bissau iniciaram hoje(terça-feira) uma greve de três dias para exigir do Governo o pagamento de três meses de salários em atraso de 2008, disse hoje o presidente do Sindicato de Técnicos da Saúde.

Segundo Domingos Sami, a greve visa levar o Governo a cumprir com "as suas promessas de pagamento" de três meses de salários de 2008 (Outubro a Dezembro) e outros tantos meses de salários em retroactivos.

Em 2008, o Governo decidiu aumentar os vencimentos dos quadros da Saúde e consequentemente os funcionários afirmam ter o direito de receber os seus salários com base na nova grelha salarial, ou seja, têm o direito aos retroactivos de três meses.

"O Governo já prometeu, por várias vezes, que vai pagar os três meses de salários de 2008 e regularizar os retroactivos fixados na nova grelha, mas até hoje é só promessas", declarou Domingos Sami.

A greve de três dias hoje iniciada está a registar a adesão da quase totalidade dos profissionais da Saúde Pública guineense.

Embora com os serviços mínimos, os serviços da maternidade, pediatria e bloco de urgência, do hospital nacional Simão Mendes (centro médico de referência da Guiné-Bissau) registam pouca afluência dos pacientes, que, ao serem informados da greve, procuram as clínicas privadas ou simplesmente regressam às suas casas.

Uma equipa negocial do Sindicato dos Técnicos da Saúde (STS) encontra-se reunida com o ministro da Função Publica, Fernando Gomes, para a busca de soluções que possam levar ao levantamento da greve.

PR Malam Bacai Sanhá "está em repouso" num hospital de Paris - MNE

Paris, 15 Dez (Lusa) - O Presidente da República da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, "está em repouso" num hospital militar francês, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense à Agência Lusa em Paris.

"O Presidente da República está em repouso no Hospital Militar Val-de-Grâce", declarou à Lusa Adelino Mano Queta, chefe da diplomacia guineense.

"Eu próprio visitei o chefe de Estado ontem à noite (segunda-feira), na companhia do nosso embaixador em Paris, que viajou comigo de Bissau", acrescentou o ministro guineense.

Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Presidente Malam Bacai Sanhá "está bem" e não foi internado em nenhum hospital militar de Paris

Paris, 14 Dez (Lusa) - O chefe de Estado guineense "está bastante bem", informou fonte oficial da Embaixada da Guiné-Bissau em Paris à Agência Lusa, embora não seja claro em que local da capital francesa se encontra Malam Bacai Sanhá.


"O Presidente está bom, está bastante bom, e está sob controlo médico, a efectuar exames", afirmou hoje à Lusa, em Paris, uma fonte oficial da Embaixada da Guiné-Bissau.

A transferência de Malam Bacai Sanhá de Dacar, no Senegal, para o Hospital Val-de-Grâce, em Paris, foi oficialmente anunciada na semana passada em Bissau, pelo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior

Feira de Amostras do Empresariado Guineense para Negócios da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa

Bissau – A abertura da Feira de Amostras do Empresariado Guineense para Negócios da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), sábado (12), na União Desportiva e Internacional de Bissau (UDIB), capital guineense, contou com a presença do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e de vários empresários.

Os organizadores apostam no sucesso do evento que está aberto até terça-feira (15), sendo que nestes últimos dias está mais voltado aos negócios relativos à produção.
Quem participou da feira teve oportunidade de conhecer e degustar diversos produtos, a exemplo da aguardente Barros, que ofereceu a cada visitante um exemplar do aperitivo. Esta aguardente é produzida em Bissau desde 1964 e, de acordo com o fabricante, é elaborada com a melhor seleção de cana-de-açúcar da Guiné-Bissau.

Os produtos hortícolas também chamaram a atenção dos participantes. Um dos produtores, a Cooperativa Agrícola Busna-Sun, com sede em Camamudo, também levou seus exemplares para expor na feira. A cooperativa conta com 313 mulheres na produção dos legumes em conserva, que se dividem também no empacotamento de semente de gergelim e castanha de caju.

Uma delas é Cecília Mendonça, integrante da União Nacional das Associações e Agrupamentos de Actvidades Horticulas Guiné-Bissau (UNAAAH-GB), assim como o secretário de Comunicação da cooperativa, Antonio Pedro. Ambos são da Cooperativa Agrícola Busna-Sun.

Outro stand que também se destacou foi o de amostras de castanha de caju, sucos e licores. A castanha de caju de Bissau é de ótima qualidade e é um dos principais meios da economia do país, sendo exportada para a Índia e Senegal.

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Empresários lusófonos manifestam confiança no país e prometem investimentos

Bissau - Representantes de várias associações empresariais de países da CPLP reunidos em Bissau manifestaram domingo a confiança nas potencialidades da Guiné-Bissau e anunciaram que irão investir em diversas áreas.

Em conferência de imprensa que assinalou a criação da Confederação Empresarial da CPLP, representantes dos empresários de Cabo Verde (Paulo Lima), Angola (António Santos), Brasil (Eduardo Neto), de Moçambique (Abílio Henrique) e Portugal (Francisco Murteira Nabo) manifestaram a sua confiança na Guiné-Bissau.

O representante da confederação da indústria do Brasil, Eduardo Neto, disse que "confia no país tanto que já conseguiu um princípio de negócio" entre uma empresa guineense e outra do Brasil para a transformação de caju na Guiné-Bissau.

"Temos os dois pés assentes na terra, não estamos a falar de coisas com a cabeça nas nuvens, a parceria vai arrancar a todo o vapor", defendeu Eduardo Neto, confiante nas potencialidades da Guiné-Bissau.

"Uma empresa do Estado de Ceará, que também tem caju, queria comprar o caju da Guiné-Bissau, 'in natura', para transformá-lo no Brasil, mas acabei por encontrar uma empresa de cá que quer transformar o caju aqui no país", afirmou o presidente da confederação da industria do Brasil. "Agora é só ligá-las para que comecem a transformar o produto", prosseguiu.

António Santos, presidente da Câmara de Comércio da Angola, assinalou que a Guiné-Bissau "conheceu várias vicissitudes nos últimos anos", mas que tem todas as condições para "atrair os investimentos" dos restantes países lusófonos.

"Falo por experiência própria do meu país (Angola) que conheceu também períodos complicados, mas há seis anos recuperou a paz e hoje caminha de forma segura, acredito que a Guiné-Bissau tem condições para entrar nessa senda", afirmou António Santos.

"Prova de que acreditamos (na Guiné-Bissau) é a nossa presença cá. Isto é como uma criança que tropeça, cai mas sabe sempre reerguer-se e voltar a estar de pé", sublinhou António Santos.

As áreas da agricultura, construção civil e serviços são as que poderão interessar aos empresários cabo-verdianos, segundo Paulo Lima, presidente da Câmara do Comercio de Cabo Verde que vai permanecer na Guiné-Bissau até ao dia 16 de Dezembro para visitas de contactos.

Portugal está a estudar a possibilidade de criação de uma estrutura que possa servir de alavanca às iniciativas empresariais portuguesas na Guiné-Bissau, declarou Francisco Murteira Nabo.

O presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA) da Guiné-Bissau, Braima Camará, afirmou que "não é de agora" que acredita nas potencialidades do país e "é reconfortante" observar a manifestação de interesse dos empresários de países lusófonos na Guiné-Bissau.

Domingo, 13 de Dezembro de 2009

"Não percebi o que faziam, mas se soubesse nada podia fazer!"

"Não percebi o que faziam, mas se soubesse nada podia fazer!"

Jovens da CPLP empenhados no combate à MGF, casamentos forçados e práticas culturais que condicionem a mulher.

Ari Sanó tinha oito anos quando foi submetida à mutilação genital feminina, na Guiné-Bissau. "Não tinha consciência do que me estavam a fazer, mas, mesmo que tivesse, não podia fazer nada!" O que teve foi dores, tantas que se contorcia. E a navalha de quem lhe estava a cortar os órgãos genitais escapou, cortando os grandes lábios além dos pequenos.

A sua história, a cabeleireira do Barreiro contou-a em Lisboa no último encontro do grupo de trabalho português contra a mutilação genital feminina (MGF), quinta-feira, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Participaram, também, representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, incluindo o director da organização, Hélder Vaz, e elementos do Fórum da Juventude da CPLP.

"O Fórum tomou uma decisão pública, o que é muito importante para a cooperação com esses países, e consequente envolvimento dos governos nacionais, para combater a MGF", sublinhou Alice Frade, da Associação para o Planeamento da Família, uma das organizações que pertencem ao grupo de trabalho.

Os jovens da CPLP assumiram "o compromisso de combater a mutilação genital feminina, os casamentos forçados e todo o tipo de práticas culturais que condicionem o desenvolvimento físico e sexual da mulher, a sua saúde sexual e reprodutiva, que cerceiem a capacidade de escolha e o princípio de livre arbítrio na opção das condições de desenvolvimento individual". Para acabar de vez com casos como o de Ari Sanó.

A mulher, agora com 44 anos, nunca mais esquece o dia em que foi mutilada, nem os dois meses de dores que se lhe seguiram. Foi há 38 anos. Mas outra data ficou também na sua memória: tinha 16 anos quando a obrigaram a casar com um desconhecido. Só o viu no dia do casamento e dele teve duas filhas, sem prazer. Nem aquele outro dia em que chegou de uma viagem ao Senegal e descobriu que a filha mais velha, então com oito anos, tinha passado pelo mesmo sofrimento que a mãe. Tudo em nome da tradição da etnia mandinga, a que pertence a família. O marido morrera entretanto e foi uma cunhada que, aproveitando a sua ausência, submeteu a criança à excisão. Ari não esperou pela quarta provação, pegou nos quatro filhos, incluindo uma outra menina, e fugiu para Portugal. Há 12 anos.

Os primeiros anos foram difíceis e Sanó só pensava em "ganhar a vida". Quando o conseguiu, decidiu que a luta contra a MGF seria a sua bandeira. "Conheço a Guiné-Bissau e quem faz esses trabalhos. São precisas muitas campanhas de sensibilização e que os governos estejam interessados em acabar com essas práticas. Mas não se querem meter, dizem que é tradição", sublinha.

E Ari conta um episódio para comprovar como é difícil o trabalho das ONG. "Uma prima minha faz isso e já me disse que só deixará de o fazer se lhe derem um salário." São profissionais da MGF que fazem com que alguns imigrantes aproveitem as férias no país natal para sujeitarem os filhos a tais barbáries, rapazes ou raparigas, mas são estas que ficam mutiladas.

A história da Ari Sanó tem, no entanto, um final feliz. Encontrou o primeiro e único namorado, um ano depois de chegar a Portugal. Também ele fora obrigado a casar com a prima. Obviamente, ficaram juntos. Ela abriu um salão de cabeleireiro no Barreiro, onde vivem.

A Guiné-Bissau não é o único país da CPLP a manter tais práticas, também há casos em Angola e Moçambique. "Não é uma prática religiosa, não está escrito em nenhum livro religioso. É uma tradição. Nas cidades as pessoas já estão mais bem informadas, o pior é nas aldeias", defende Mariama Baldé. A presidente da associação guineense Uallado Folai foi também ela sujeita à MGF, mas não tem más memórias desse momento. "Fui preparada, deram-me presentes", justifica. Não é por isso que é menos crítica de tais rituais. "Vi como uma prima minha sofreu. Não quero que as mulheres continuem a sofrer!"

Guiné-Bissau anuncia reservas de bauxita, fosfato e petróleo

Bissau, 12 Dez (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que o país possui "importantes reservas" do bauxite, fosfatos e petróleo e que conta com o sector privado local e dos países lusófonos para promover a economia.

O primeiro-ministro guineense fez este anúncio no seu discurso de abertura da Semana de Negócios da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que hoje começou em Bissau.

Ao apresentar as potencialidades de negócios na Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior declarou que, além da vantagem de pertencer aos mercados sub-regionais africanos, com cerca de 300 milhões de potenciais consumidores, o país possui as suas próprias potencialidades.

Bissau abre todas as portas a quem queira investir no país

A cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, recebe entre hoje e terça-feira 140 empresários, 30 dos quais portugueses, para a Semana de Negócios do Espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e para conhecer as potencialidades de investimento no país.


O ponto alto do programa da Semana de Negócios é a "Feira de Amostras do Empresariado Guineense para Negócios na CPLP", uma forma das autoridades da Guiné-Bissau mostrarem as potencialidades de investimento no país.

"A primeira coisa que vou dizer aos meus colegas empresários é que definitivamente nós acreditamos que será desta. A Guiné-Bissau abriu as suas portas ao mundo", afirmou Braima Camará, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura da Guiné-Bissau.

"Vamos apresentar aos investidores as potencialidades que há na Guiné-Bissau", explicou, acrescantando que "com a normalização institucional na Guiné-Bissau estão criadas todas as condições para que possamos fazer negócios, investimentos".

"Em termos empresariais é uma porta certa e esta é a melhor altura para os investidores e empresários apostarem neste mercado", disse Braima Camará.

Outro potencial da Guiné-Bissau, segundo Braima Camará, é o facto de a Guiné-Bissau poder servir como "placa giratória" para empresários da CPLP investirem na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e num mercado que abrange 200 milhões de consumidores.

"Queremos fazer da língua portuguesa um meio de comunicação, mas também um meio de fazer negócios", disse o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura da Guiné-Bissau.

Paralelamente à Feira de Amostras decorre também a 14ª Reunião da Direcção do Conselho Empresarial da CPLP, presidido por Braima Camará.

Além de portugueses, participam na Semana de Negócios empresários espanhóis, brasileiros, senegaleses, marroquinos, angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos.

Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Confederação Empresarial criada no domingo na Guiné-Bissau

Lisboa - A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai ser constituída, no domingo, na Guiné-Bissau, durante a assembleia-geral do Conselho Empresarial, disse à Lusa fonte da AIP - Associação Industrial
Portuguesa, noticiou hoje (sábado) a Agência Lusa.

O objectivo da criação da confederação é "potenciar os negócios nos espaços económicos nos países memmbros da CPLP", refere um comunicado da AIP-CE, que adianta que a Confederação Empresarial "vai ser formalmente constituída na Guiné-Bissau, no domingo, dia 13, com a aprovação dos seus estatutos na especialidade, durante a assembleia-geral do actual Conselho Empresarial".

No final de Setembro, o presidente do Conselho Empresarial da CPLP, Braima Camará, tinha afirmado que a Confederação Empresarial deveria "tornar-se uma realidade" no prazo de seis meses.

A proposta para a criação da confederação foi apresentada em Julho, no encontro da direcção do Conselho Empresarial realizada na Cidade da Praia, em Cabo Verde, que integra as associações empresariais dos oito países lusófonos.

De acordo com a AIP-CE, "desenvolver a cooperação entre estruturas de representação associativa dos países membros da CPLP, de forma a criar as condições para que apareçam mais negócios no quadro dos espaços económicos onde estão inseridos os países daquela comunidade é um dos intuitos da Confederação Empresarial da CPLP, organismo que resulta da evolução do Conselho Empresarial da CPLP".

Outro dos objectivos é aplicar uma estratégia que "induza a que possa haver movimentos de penetração e exportação nos espaços económicos" onde os países membros da CPLP estão inseridos.

Jorge Rocha de Matos, presidente da AIP-CE e da assembleia-geral do Conselho Empresarial da CPLP, Murteira Nabo, presidente da Direcção da ELO, e Francisco Mantero, secretário-geral do Conselho Empresarial e presidente da comissão executiva da ELO, têm sido, do lado português, os impulsionadores desta nova entidade que consideram de grande utilidade para os empresários do espaço da CPLP.

"Temos a estrutura preparada para poder arrancar ainda este ano com uma comissão instaladora. Os corpos sociais irão tomar posse na passagem do testemunho da presidência portuguesa para a angolana e a estrutura directiva da confederação está organizada de forma a que a Direcção tenha um presidente (originário do país que estiver a exercer a presidência política) e oito vice-presidentes (cada um deles oriundo de cada um dos países da CPLP)", disse Rocha de Matos.

Arquipélago dos Bijagós utilizado como depósito dos narcotraficantes

Bissau, 11 Dez (Lusa) - O ministro da Justiça da Guiné-Bissau, Mamadu Djalo Pires, disse hoje que a maior fragilidade do país no combate ao narcotráfico é no arquipélago dos Bijagós, utilizado como depósito de droga pelos traficantes antes de chegarem ao continente.

"A maior fragilidade que nós temos é nas ilhas, muitas delas desabitadas, mas ainda assim os narcotraficantes utilizam-nas como depósito e depois transportam (a droga) para o continente", afirmou o ministro da Justiça guineense, em declarações à Agência Lusa.

"Por outro lado, mesmo naquelas que são habitadas a presença do Estado é fraca, ou em alguns casos inexistente", salientou.

Bissau – Sob a presidência da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura da Guiné-Bissau (CCIA), Bissau acolhe de 12 a 15 de Dezembro, a XIV Reunião

Bissau – O Ministro da Função Publica e Modernização do Estado guineense, revelou esta quinta-feira, em Bissau, que nos últimos anos, 2 360 pessoas foram admitidas, de forma irregular na administração pública.
Fernando Gomes falava aos jornalistas ao anunciar resultados preliminares do recenseamento biométrico de funcionários públicos da Guiné-Bissau, no âmbito da reforma em curso na função pública. Adiantou que 3 010 pessoas foram admitidas como funcionários contratados e 15 317 como servidores do Estado, cujos códigos remuneratórios se encontram registados no Ministério das Finanças.

Ao todo são 20 693, os funcionários pagos pelo Estado guineense, entre as quais se destacam civis e paramilitares. De acordo com o Ministro da Função Pública, este crescente número de funcionários foi-se acumulando ao longo de anos, uma vez que cada governante que saía deixava pessoas por ele introduzidas, engrossando assim o número de funcionários já existentes.

Como se não bastasse, adiantou Fernando Gomes, assiste-se à contratação que chamou «indisciplinada» de novos funcionários, sem ter em conta o número de vagas existentes. Para por cobro à situação, o governante guineense anunciou que a partir do dia 14 de Dezembro a sua instituição vai levar a cabo uma nova fase de identificação de funcionários públicos.

A operação «fantasmas fora da administração pública», será constituída pelos inspectores de diferentes instituições do Estado, directores-gerais, a fim de identificar pessoalmente as pessoas já inscritas na lista de servidores do Estado.

Neste sentido, Fernando Gomes advertiu que a partir desta data, qualquer funcionário que não se apresentar no seu posto de trabalho será automaticamente excluído da lista. «Espero que todos aqueles que se recensearam estejam presentes nos serviços nos próximos dias para serem identificados, porque todos aqueles que se ausentarem serão automaticamente excluídos da lista de recenseamento biométrico», determinou Fernando Gomes.

Trata-se da segunda iniciativa que o responsável máximo da administração guineense disse visar garantir veracidade de dados anteriores e, consequentemente, desvendar a exactidão dos números.

Sumba Nansil
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Guiné-Bissau acolhe XIV Reunião do Conselho Empresarial

Bissau – Sob a presidência da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura da Guiné-Bissau (CCIA), Bissau acolhe de 12 a 15 de Dezembro, a XIV Reunião do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Durante quatro dias, os participantes vão abordar assuntos da vida empresarial no espaço CPLP, dinâmica público-privada necessária no espaço da CPLP para o desenvolvimento empresarial de oportunidades de negócio em língua portuguesa.

O evento será antecedido de várias actividades culturais, desportivas e académicas. Os trabalhos tiveram início dia 7 de Dezembro, com um programa intitulado «Momento CPLP em Bissau», cuja cerimónia de abertura foi presidida pelo Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.

Relativamente às actividades académicas, esteve em destaque a conferência sobre ensino superior no espaço CPLP, onde se abordou a questão das oportunidades e realidades guineenses e outras.

Ainda no âmbito deste encontro, está agendada para esta sexta-feira, um seminário preparatório do III Simpósio Sobre Segurança Alimentar nos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

No que diz respeito à logística, a Comissão Organizadora garante que estão reunidas todas as condições para que a reunião do conselho empresarial tenha lugar em Bissau, com a presença de todos os países membros da organização.

Sumba Nansil
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Temperaturas baixaram 10 graus na última semana e provocam "situação anormal"

Bissau - A temperatura na Guiné-Bissau baixou em média 10 graus na última semana e está a provocar uma "situação anormal", apesar de já ter começado o Inverno no país, disse hoje Tcherno Luís Mendes, da Direcção-Geral de Meteorologia guineense.


"É normal a temperatura baixar nesta altura do ano, mas desta forma é uma situação anormal", afirmou à agência Lusa o meteorologista.


Segundo Tcherno Luís Mendes, a temperatura baixou entre sete a oito graus em Bissau e 10 graus na cidade de Bafatá, uma das mais quentes do país.


Por norma, em Dezembro, a temperatura em Bissau ronda os 35 graus e actualmente é de 28. Em Bafatá, as temperaturas não ultrapassam os 27 graus, menos 10 do que o habitual.


"À noite o arrefecimento é ainda mais acentuado", acrescentou.


Questionado sobre as razões para o vento frio que se faz sentir no país e a repentina descida da temperatura, o meteorologista explicou que se deve a uma "zona de alta pressão, situada em Espanha e Portugal, que está a influenciar o norte de África".

"Por outro lado, está instalado entre o Senegal e a Mauritânia um centro de baixa pressão que bloqueou o movimento do anticiclone dos Açores", disse, salientando que aquela situação provocou uma "injecção de ar frio que atingiu a Guiné-Bissau".

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Queimadas na Guiné-Bissau podem provocar "grandes alterações climáticas" - especialista


Bissau, 11 Dez (Lusa) - O representante da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em Bissau, Nelson Dias, afirmou hoje que a Guiné-Bissau corre o risco de ter "grandes alterações climáticas" se continuar a fazer queimadas nas florestas.

Em declarações à agência Lusa, o representante da UICN considerou que, apesar de a Guiné-Bissau contar com "uma grande vantagem comparativa de momento" em relação aos outros países africanos, há "riscos potenciais" de alterações do clima caso persistam as queimadas.

Em média, 60 mil hectares de terrenos são alvo de queimadas todos os anos na Guiné-Bissau e a grande maioria da população cozinha à base da lenha e do carvão, destacou Nelson Dias.

Criança guineense vence concurso internacional de desenho

Bissau – Uma criança guineense de 11 anos foi uma das vencedoras do concurso internacional de desenho promovido pelo Programa Mundial Alimentar (PAM).
Chama-se Elsa Biague, a criança de 11 anos, natural da região de Biombo, no norte da Guiné-Bissau, distinguida com um prémio no concurso internacional de desenho realizado em Itália, Roma, organizado pelo Programa Mundial Alimentar, sobre cantina escolar, anunciou quinta-feira, em Bissau, a representação do PAM, em comunicado de imprensa.

De acordo com o PAM, o trabalho de Elsa Biague foi eleito entre os 120 desenhos de 24 países concorrentes. Este concurso é organizado todos os anos de forma a permitir que as crianças de diferentes países do mundo expressem os seus sentimentos, as suas opiniões e visões sobre o programa de cantina escolar, do qual beneficiam.

No seguimento da escolha do seu desenho, Elsa Biague vai receber prémio de 100 dólares e a escola onde estuda vai receber 200 dólares, que vão ser utilizados para comprar material escolar.

Relativamente ao objectivo dos desenhos, o comunicado do PAM indica que os mesmos vão ser apresentados nos calendários de 2010, sendo esboço da Elsa Biague, correspondente ao mês de Novembro.

Elsa Biague é aluna de 4/a Classe, da Escola do Ensino Básico São Carlos Lwanga, em Quinhamel, no Biombo, norte da Guiné-Bissau. Elsa Biague é filha de Barreto Imbundé, mecânico de automóveis e de Segunda Yalà, doméstica. O seu desenho realçou o navio do PAM, transportando arroz para a Guiné-Bissau.

Entre os países classificados como vencedores figuram o Malawi, Afeganistão, Myanmar, que venceu por duas vezes, Bolívia, Ruanda, Bangladesh, Cuba, Zimbabué, Nepal e Djibuti. A Guiné-Bissau é o único país lusófono vencedor neste concurso internacional.

Sobre o futuro, Elsa Biague disse querer ser professora assim que terminar os seus estudos. Gosta de desporto e também de ver televisão. De recordar que esta é a segunda vez que as crianças da Guiné-Bissau são classificadas como vencedoras neste concurso internacional do PAM.

Sumba Nansil
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