Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Situação de insegurança e instabilidade faz parte do passado

Situação de insegurança e instabilidade faz parte do passado

Bissau – O ministro da Defesa Nacional, Artur Silva, garantiu que a Guiné-Bissau é agora um país mais seguro e que a situação da insegurança e da instabilidade que se falava faz parte do passado.
Artur Silva, que falava este fim-de-semana, em Bissau, aos empresários brasileiros, no encerramento do encontro de cooperação técnica e empresarial entre o Brasil e a Guiné-Bissau, no âmbito da visita de trabalho que o Ministro das Relações Exteriores do Brasil efectuou ao país.

O ministro da Defesa Nacional lançou um apelo aos empresários brasileiros para que invistam na Guiné-Bissau, porque as condições de segurança para o investimento já estão criadas, agora que estão em funcionamento todas as instituições da república. «Em nome do Governo da Guiné-Bissau, gostaria de convidar os empresários a investirem na Guiné-Bissau, porque o quadro institucional do pais é favorável, estamos em condições em termo de segurança», garantiu o governante guineense.

Artur Silva reafirma que não existe diferendo fronteiriço entre a Guiné-Bissau e o Senegal que foi noticiado nos últimos tempos pela imprensa nacional e estrangeira.

Por último, Artur Silva disse aos empresários brasileiros que a Guiné-Bissau, enquanto estado membro da União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA), pode ser uma porta de entrada do Brasil para o mercado da UEMOA.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Guiné-Bissau e Senegal encontraram consenso na disputa da fronteira comum

Guiné-Bissau e Senegal encontraram consenso na disputa da fronteira comum
2009-10-26 13:55:58


Bissau - Bissau e Dacar encontraram uma plataforma de entendimento sobre o diferendo fronteiriço, apesar das duas partes não terem oficialmente reconhecido a existência do problema na fronteira comum.
O consenso foi alcançado durante o que se pode considerar uma grande maratona de discussão entre as duas delegações, teve lugar durante todo o dia de sábado e se prolongou até quase às três horas do dia seguinte.

No final da reunião entre o ministro das Pescas da Guiné-Bissau, Carlos Mussa Balde e o ministro de Estado e das Forças Armadas do Senegal, Abdoulay Baldé (na foto), foi publicado um comunicado conjunto, segundo o qual, será reactivada a Comissão Mista de Cooperação entre os dois países, que não se reúne há mais de 16 anos. Será instituída uma comissão conjunta que integrará os representantes civis, militares e paramilitares.

Terá por missão encontrar meios de luta contra práticas ilegais em matéria de livre circulação de pessoas e bens, tanto assim que serão promovidos encontros periódicos entre as autoridades militares dos dois países.

Ainda de acordo com o comunicado conjunto, de cinco páginas, as partes concordaram em criar uma «comissão técnica mista para reposição dos pilares fronteiriços números 111 e 124, caídos na linha que estabelece a fronteira entre os dois países, nas regiões de Oio (Sedhiou, na Guiné-Bissau e Kolda, no Senegal). Também foi acordada a criação de uma comissão mista para visitar os lugares situados entre os marcos 182, 183 e 184.

Apesar do cenário, as partes constataram a inexistência de problemas de conflito relativos à delimitação de fronteira e reafirmaram o princípio da sua intangibilidade/imutabilidade nos termos dos textos internacionais.

Perante este quadro, a tensão desanuviou na zona, não obstante a forte presença de tropas que ainda se faz sentir nas duas partes no terreno, o que poderá ser ainda registado nas próximas semanas, enquanto não houver ainda uma decisão política dos respectivos Estados sobre a questão.

Lassana Cassamá

RÁDIO CATÓLICA UNE CIVIS E MILITARES

RÁDIO CATÓLICA UNE CIVIS E MILITARES

Bissau, 26 out (RV) – Em meio a medidas para reestruturar o exército da Guiné-Bissau, a rádio católica "Sol Mansi" lançou uma transmissão especial: um programa dirigido especialmente aos militares, para que reconheçam seu papel dentro de uma democracia e em tempos de paz.

A iniciativa foi ilustrada à agência Misna pelo diretor da rádio, Padre Davide Sciocco, missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME). Ele explica que, durante os próximos dois anos, o programa permitirá manter um diálogo entre dois mundos muito distantes entre si: de um lado, o exército, de outro, os cidadãos.

Depois da guerra civil, a distância entre exército e civis aumentou ainda mais nos últimos meses, com o assassinato do presidente João Bernardo "Nino" Vieira e do general Tagme na Waie, chefe de Estado maior das Forças Armadas.

"Com o apoio da Caritas Alemã, das Nações Unidas e do chefe de Estado maior, queremos contribuir ao diálogo e à paz em um contexto difícil, onde, porém, não faltam as potencialidades e a vontade de progredir" – declarou o Padre Sciocco.

Em sua programação, a Rádio Sol Mansi retransmite também os programas brasileiros da Rádio Vaticano. (BF)

Guiné-Bissau dá garantias para investimentos brasileiros

25-10-2009 17:13:07
Guiné-Bissau dá garantias para investimentos brasileiros

Bissau, 25 out (Lusa) - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, afirmou que existem condições de segurança e estabilidade para os empresários brasileiros investirem no país.

"Os empresários brasileiros podem investir na Guiné-Bissau", afirmou o ministro, no final de uma reunião entre empresários guineenses e brasileiros.

O encontro técnico-empresarial entre empresários brasileiros e guineenses ocorreu paralelamente à visita oficial de algumas horas do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a Bissau.

"Neste momento, o país está seguro, há estabilidade política e governativa", afirmou Artur Silva, destacando que a insegurança "ficou para a história".

"O quadro de insegurança que existia ficou para a história. A Guiné-Bissau é um país seguro e todos os que quiserem investir no país têm o nosso apoio", afirmou.

O ministro da Defesa lembrou também aos empresários brasileiros que a Guiné-Bissau "pode ser a porta de entrada para o espaço da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental e da União Econômica Monetária da África Ocidental".

O ministro da Defesa guineense reafirmou ainda que "não há nenhum problema com a fronteira" norte do país com o Senegal, explicando que o reforço da presença de militares na região é uma "questão de segurança para os dois países".

"Os bons atos voltaram a existir e estarem tropas na fronteira é só uma questão de segurança", disse.

Presidente da Guiné-Bissau visita Brasil em dezembro

25-10-2009 14:40:16
Presidente da Guiné-Bissau visita Brasil em dezembro

Bissau, 25 out (Lusa) - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, fará uma visita oficial ao país em 7 de dezembro e destacou o "clima novo" em Bissau.

"Trouxe saudações e felicitações do presidente Lula e o convite para o presidente Malam Bacai Sanhá ir ao Brasil, e ele já aceitou, no próximo dia 7 de dezembro", afirmou Amorim, que fez uma visita de algumas horas a Bissau.

Para o chefe da diplomacia brasileira, a visita é "importante porque cria um horizonte" para um trabalho mais acelerado na cooperação entre os dois países.

"Já combinei com o primeiro-ministro, e aceitou também, que por volta de março, abril, iria ao Brasil para fazer o seguimento do que foi acertado agora", afirmou Celso Amorim.

Sobre a intensificação da cooperação entre o Brasil e a Guiné-Bissau, o chanceler considerou que o que faltava era uma "percepção de estabilidade política" em Bissau.

"Sente-se que há um clima novo na Guiné-Bissau e esse clima é muito positivo e de grande harmonia entre os vários órgãos do Estado. E tudo isso cria um incentivo institucional para que aquela cooperação que queríamos dar possa ser dada de uma maneira muito mais eficaz e com continuidade", afirmou.

"A Guiné-Bissau pode esperar uma disposição ainda mais forte de cooperar do Brasil", disse.

Agenda

Durante esta visita à Guiné-Bissau, que encerrou um périplo por vários países africanos, Amorim inaugurou um centro de formação profissional criado por uma parceria brasileira, e se reuniu com as autoridades guineenses.

Paralelamente, houve uma reunião técnico-empresarial entre empresários brasileiros e guineenses.

"Acho que a Guiné-Bissau vai precisar de investimento na área da energia, agroindustrial, infraestruturas e são tudo áreas onde o Brasil tem muita experiência", afirmou o ministro brasileiro.

Com as autoridades guineenses, Celso Amorim abordou também temas sobre a estabilização da Guiné-Bissau e a necessidade de apoios internacionais. O Brasil chefia a missão do Programa da Consolidação da Paz das Nações Unidas para a Guiné-Bissau.

Sábado, 24 de Outubro de 2009

Plage de rêve aux îles Bijagos

Ministro brasileiro das Relações Exteriores visita a Guiné-Bissau


Ministro brasileiro das Relações Exteriores visita a Guiné-Bissau com agenda de cooperação


Durante a visita, serão discutidos temas relativos à cooperação e ao apoio do Brasil à reforma do setor de segurança e defesa.

Brasília - O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, realiza visita oficial à Guiné-Bissau neste domingo, 25 de outubro, acompanhado por representantes da Embrapa, da Fiocruz e da Capes, bem como por empresários. Esta será a primeira visita brasileira de alto nível à Guiné-Bissau após a posse do novo presidente da República, Malam Bacai Sanhá, eleito em julho, em eleições antecipadas em função da morte do então presidente João Bernardo Vieira.

De acordo com comunicado do Itamaraty, Celso Amorim deverá manter encontros com o presidente Malam Bacai, com o primeiro-ministro Carlos Gomes Junior, com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Adiatu Djaló Nandigna, e com o ministro da Defesa, Artur Silva.

Do programa da visita faz ainda parte o encerramento do Encontro de Cooperação Técnica e Empresarial Brasil-Guiné-Bissau.

Durante a visita, serão discutidos temas relativos à cooperação e ao apoio do Brasil à reforma do setor de segurança e defesa.

Também será inaugurado o Centro de Formação Profissional Brasil-Guiné-Bissau, um dos maiores projetos da cooperação brasileira. Construído em parceria com o Senai, o Centro está em funcionamento parcial e já oferece cursos de formação, "contribuindo, assim, para mitigar a reduzida oferta de capacitação profissional para o exercício de atividades produtivas", diz o Itamaraty.

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores diz que a Guiné-Bissau é um importante beneficiário da cooperação técnica brasileira. São desenvolvidos projetos nas áreas de educação, defesa, saúde, formação profissional, apoio à agricultura e à pecuária. O Brasil realizou doações para a organização das eleições legislativas em novembro de 2008 e para as eleições presidenciais antecipadas neste ano.

O Brasil preside a Comissão para a Construção da Paz para a Guiné-Bissau nas Nações Unidas. Durante seu novo mandato no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil buscará priorizar o caso da Guiné-Bissau.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

(Afinal está tudo bem?) Ministro da Defesa desmente existência de tensão com Senegal

Ministro da Defesa desmente existência de tensão com Senegal sobre disputa fronteiriça

Bissau - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, desmentiu hoje, sexta-feira, a existência de alguma tensão militar com o Senegal e rejeitou a ideia de disputa fronteiriça entre os dois países.


"Não há nenhuma tensão na linha fronteiriça. Já o dissemos e voltamos a assegurar isso. Como sabem é preciso assegurar a segurança na fronteira é isso que estamos a fazer", declarou Artur Silva, momentos antes do início de uma reunião com o seu homologo senegalês, Abdoulaye Baldé.


Os ministros da Defesa dos dois países lideram as respectivas delegações que discutem hoje a situação na fronteira comum que nos últimos dias tem dividido os dois Estados. Os dois países reforçaram a presença militar ao longo da fronteira.


Indagado sobre o reforço da presença militares em ambos os lados da fronteira, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau defendeu que não existe problema com o Senegal e considerou ainda a presença dos soldados na fronteira como sendo normal.


"A situação está calma, não há problema entre a Guiné-Bissau e o Senegal. Temos uma boa relação com o Senegal, relações de amizade e de cooperação. Não há nada de anormal", afirmou Artur Silva.


De acordo com Artur Silva, não existe disputa territorial entre os dois países, embora na reunião se vá discutir a segurança na fronteira comum.

Para o ministro, a discussão da questão da segurança na fronteira não significa falta dela, mas sim um debate entre dois países de um factor de interesse comum.


"Não há nenhuma disputa na fronteira. A reunião de hoje tem os seguintes pontos de agenda; Informações gerais, circulação de pessoas e bens e segurança na fronteira", explicou Artur Silva, sublinhando que espera ver as duas partes a alcançarem soluções que interessam aos dois países.

"Esperamos no final desta tarde sair com uma solução que interesse as partes", destacou o ministro da Defesa da Guiné-Bissau.

O seu homólogo do Senegal, Abdoulaye Baldé, oficialmente no posto a partir de quinta-feira, disse, por seu lado, esperar que haja compreensão e abertura que sempre existiu entre os dois países.

"Esperamos, como sempre, a fraternidade a compreensão, a abertura entre os nossos dois países. Nas relações entre a Guiné-Bissau e o Senegal não há razão para dificuldades", defendeu o ministro de Estado e das Forças Armadas senegalesas.


O governante senegalês aproveitou a oportunidade para apresentar as desculpas do seu governo pela não comparecência dos governadores das regiões fronteiriças com a Guiné-Bissau na reunião que devia ter lugar na passada quarta-feira em São Domingos, "devido a dificuldades de calendário".

"Agradeço as mais altas autoridades da Guiné-Bissau e ao meu colega e amigo que me convidou a vir cá discutir, com um vizinho e amigo os problemas da cooperação entre os nossos dois países", disse Abdoulaye Baldé.


Ameaça de morte aos juízes

Especula-se sobre a origem da ameaça de morte aos juízes
2009-10-23 11:46:45

Bissau – Pessoas notificadas, declarantes ou os próprios suspeitos nos processos agendados para julgamento próximos, são suspeitos de ser os autores das ameaças de morte aos juízes do Tribunal Regional de Bissau.
O escrivão do Direito da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau levantou suspeitas sobre pessoas notificadas, declarantes ou os próprios suspeitos nos processos agendados para julgamento nos próximos tempos, como possíveis autores das ameaças aos juízes enviadas em carta anónima esta segunda-feira.

Em declarações à PNN, Alfredo Incanha, escrivão da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau, disse acreditar que o envio da carta anónima esteja associado a pessoas indiciadas nos processos cujo julgamentos já estão agendados. «Penso que esta situação pode estar relacionada com as pessoas consideradas suspeitas ou declarantes cujos processos já foram agendados aqui pelos juízes para efeito de audiências, discussões e julgamentos», disse o responsável.

O escrivão do Tribunal Regional de Bissau informou, por outro lado, que afinal foram encontradas duas cartas com os mesmos conteúdos no interior do Tribunal pelas funcionárias de limpeza desta instituição, na manha do dia 19 de Outubro do ano 2009.

O assunto é já do conhecimento do Supremo Tribunal de Justiça, da Procuradoria-geral da República assim como do próprio Ministério da Justiça, disse ainda Alfredo Incanha. O escrivão do Direito da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau, adiantou que os magistrados guineenses estão desprovidos de segurança, mesmo nas sessões de julgamentos. «Como vê, o próprio tribunal não tem segurança, até guardas nocturnas e agentes para garantir segurança nos actos de julgamento», frisou oresponsável.

Outras preocupações levantadas por Incanha, prendem-se com as «enormes» dificuldades com que os oficiais de diligencias enfrentam na localização para efeito de notificação de suspeitos ou declarantes por forma a se apresentarem nas sessoes de julgamento, o que em varias ocasioes motivou adiamentos de actos de julgamento.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Brasil diz que Guiné-Bissau é prioridade no Conselho da ONU

23-10-2009 09:12:56
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rasil diz que Guiné-Bissau é prioridade no Conselho da ONU

Brasília, 23 out (Lusa) - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai reforçar às autoridades de Guiné-Bissau, no próximo domingo, que o país será uma das prioridades do Brasil como membro rotativo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"O Brasil vai sinalizar a vontade política de manter um apoio estreito à Guiné-Bissau, uma das prioridades indicadas pelo país ao ser eleito este mês para ocupar, pela décima vez, um assento rotativo no Conselho de Segurança", afirmou à Agência Lusa Luciano Macieira, chefe de uma Divisão de África do Itamaraty.

Será o primeiro contato de Amorim com o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, que venceu as eleições em julho, além de encontros com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e com vários membros do governo de Bissau.

Amorim vai inaugurar o Centro de Formação Profissional Brasil-Guiné-Bissau, fruto de uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), subordinada ao Itamaraty.

Segundo Macieira, o centro ainda não está totalmente equipado, mas já está oferecendo cursos profissionais de pedreiro, padeiro e eletricista.

Questionado sobre a cooperação na área da defesa, ele disse que o Brasil prosseguirá com o projeto de abertura de uma missão militar em Bissau.

Em setembro, uma delegação brasileira analisou as condições das instalações oferecidas pelo governo guineense.

Macieira assegurou que a missão militar do Brasil, composta por 10 militares permanentes, começará a funcionar no próximo ano e ajudará na reestruturação das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

O diplomata considerou que, do ponto de vista político, o clima está melhor atualmente no país africano, embora a situação econômica do país "não dê tranquilidade".

Macieira acredita que, a partir da reforma das forças de segurança da Guiné-Bissau, projeto que está sendo apoiado pela União Europeia e que está avançando favoravelmente, será eliminado um forte elemento de desestabilização do país.

"Está a ser instituído um fundo para os militares que serão reformados. Isto vai ser uma solução de um problema crônico", acrescentou.

Amorim termina em Bissau um périplo por vários países africanos que inclui Mali, Guiné Equatorial e Togo.

Polémica: Acusados de trasfega ilegal de combustível


Navios espanhóis retidos em Bissau

Três pesqueiros espanhóis estão apresados no porto de Bissau acusados de realizarem uma trasfega ilegal de combustível em águas territoriais guineenses. Os armadores dos navios negam tal operação.

Segundo as autoridades guineenses, os navios ‘Sierra de Huelva’, ‘Febel III’ e ‘Alfonso Riera I’ foram apanhados em flagrante no passado dia 8 a reabastecer os seus tanques (bunkering) a menos de 24 milhas da costa guineense, o que é proibido ao abrigo da legislação internacional. Os navios foram imediatamente apresados e levados para o porto de Bissau, onde se encontram retidos, com a tripulação sob guarda armada e impedida de abandonar as embarcações. Mais: as autoridades portuárias guineenses exigem agora (aos armadores) o pagamento de uma multa de cem mil euros para libertar os navios pesqueiros.

Os armadores asseguram no entanto que nada fizeram de ilegal, e garantem que a operação de trasfega do combustível decorreu a mais de 80 milhas da costa, "como sempre fizemos". "Os tripulantes dos três navios estão fisicamente bem, mas desesperados com esta situação", adiantou o armador de um dos navios, Ángel Muriel.

Perante a insistência de Bissau de condicionar a libertação dos três pesqueiros, o Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho do governo espanhol anunciou ontem estar a trabalhar em conjunto com a União Europeia e com as autoridades de Bissau para tentar resolver esta situação.

A Comissão Europeia já fez saber que não se pronunciará sobre as causas do apresamento dos barcos espanhóis e adianta que se trata " de um assunto que diz respeito à legislação da Guiné-Bissau".

Questão da fronteira com o Senegal



Questão da fronteira com o Senegal volta a ter destaque na imprensa
2009-10-23 11:18:09
Bissau – A disputa territorial com o Senegal voltou a ser assunto nos jornais guineenses. A pesca ilegal no país também mereceu algum destaque.
Esta semana, foram diversos os temas desenvolvidos nos jornais com maior tiragem. Começamos com o Diário Bissau, que destaca o tema da disputa de território com o Senegal avançando com o título «Sonhar com nosso petróleo, Senegal ocupa o território nacional». Relatos apontam para que as tropas senegalesas continuam posicionadas a cerca de dois quilómetros da fronteira, mais concretamente em Sukudjak, ocupando igualmente Cap Roxo. A referência da fronteira é o marco 184, definido pela convenção franco-portuguesa assinada em 1886. A nova estratégia, segundo o jornal, é a redefinição da linha fronteiriça que permite apoderar-se, das «nossas plataformas petrolíferas» com a cumplicidade de alguns nacionais sempre dispostos a vender tudo.

O Diário Bissau avança ainda em título que a «Policia Judiciária aumenta efectivos». O semanário escreve que 157 novos agentes prestaram juramento em Bissau, passando assim a integrar o corpo efectivo da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, recordando que o aumento de efectivos teve o apoio de parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, designadamente Portugal, Brasil, Estados Unidos de América e a Rússia, países onde os novos elementos da Policia Judiciária estiveram em formação.

Voltando à situação na fronteira, o Nó Pintcha lança em manchete: «Primeira ronda negocial falha em Sao Domingos», adiantando que as Forças Armadas guineenses estão em estado de alerta máximo e que o Governo de Bissau reforçou a segurança na linha da fronteira norte com o Senegal, com vista a exercer maior controlo sobre o espaço fronteiriço, evitando que os rebeldes de Casamança utilizem o território nacional para atacar as tropas senegalesas.

Ainda o No Pintcha, lança na primeira página que a «Guiné-Bissau participa em hidroeléctricas de mais 1000 milhões de euros». De acordo com o Ministro da Energia e dos Recursos Naturais, que preside igualmente o Conselho de Ministros da OMVG (Projecto Energia da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia), o mesmo projecto vai avançar dentro de uma parceria público-privada.

Por sua vez, numa paginação quase que inédita, o Gazeta de Noticias ocupou toda a capa com a foto do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, num comentário assinado por Ibraim Haidará e que se intitula «Remodelação governamental em contagem decrescente. Quem sai, Quem fica?». O jornal recorre a um dos discursos de Carlos Gomes Júnior sobre esta mesma questão, em que o primeiro-ministro dizia que «A remodelação visa manter a credibilidade do país e manter a mesma dinâmica governativa, porque cada ano que passa, são novos desafios que enfrentamos e assim temos que caminhar, pouco a pouco, remodelar a equipa governativa».

Ainda no mesmo jornal pode ler-se: «Pesca ilegal. Navios piratas da Correia do Sul aprisionados nas águas nacionais». Ao pormenor, o semanário adianta que dois navios sul-coreanos, acompanhados de oitenta pirogas e pescadores senegaleses ao seu serviço, foram aprisionados recentemente pela Fiscalização e Controlo das Actividades de Pescas (FISCAP), quando praticavam pesca ilegal nas águas jurisdicionais guineenses.

O mesmo assunto mereceu destaque no Nó Pintcha que, numa outra perspectiva publica que «os postos de fiscalização marítima de Caravela, Bubaque e Orango-Zinho vão entrar em acção de fiscalização marítima a breve trecho. A garantia é do coordenador da Componente Pesca do Projecto de Gestão de Biodiversidade da Zona Costeira, projecto financiado pelo Banco Mundial e pela União Europeia».

Para terminar o olhar pela imprensa guineense, refere-se uma nota publicada pelo Diário Bissau: «Homem mais alto do mundo procura uma noiva». Sultam Kosen, de 26 anos, mede 2,46 metros e tem as maiores mãos (27,5cm) e os maiores pés (36,5cm) do planeta. Na Fnac do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, o gigante confessou que o «maior sonho é arranjar noiva e ter filhos». O recordista que tem de mandar fazer roupa e sapatos à medida, contou que se sente muito diferente das outras pessoas, mas que está orgulhoso do tamanho que tem.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Tensão na fronteira Guiné-Bissau e Dacar

Guiné-Bissau: Novo encontro entre Bissau e Dacar sobre diferendo fronteiriço
2009-10-22 16:46:09
Bissau – A Guiné-Bissau e o Senegal concordaram em reunir-se esta sexta-feira, após o fracasso do último encontro, cancelado pela ausência do Senegal.
Depois de ter falhado o encontro desta quarta-feira, em São Domingos, em virtude da ausência da delegação senegalesa, as duas partes concordaram em reunir-se amanhã, sexta-feira, na capital guineense, Bissau, para discutir a actual crise na fronteira comum.

Informações apuradas pela PNN, indicam que o Senegal não se fez representar ontem por questões de segurança, alegando que São Domingos não oferecia garantias, porquanto representa zona de tensão militar.

A reunião desta sexta-feira, que vai juntar, da parte guineense, os governadores das regiões de Cacheu, Oio e Gabu, e o ministro das Pescas, Carlos Mussa Baldé, que acumula a pasta da Administração Territorial, e da parte senegalesa, os governadores de Ziguinchor e Kolda, e o titular da pasta do Interior. Espera-se que seja encontrado um consenso político, visando acalmar a tensão militar na zona em litígio.

Ainda no encontro em perspectiva, as partes devem abordar a questão ligada com as movimentações da rebelião de Casamança, que opera há décadas na região senegalesa de Ziguinchor.

O Senegal, confrontado várias vezes com os ataques dos rebeldes naquela área, tenta responsabilizar a vizinha Guiné-Bissau de albergar as bases dos combatentes pela independência de Casamança. Bissau sempre refutou estas acusações, afirmando que o Senegal deve resolver o seu problema, já que este é exclusivamente senegalês.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Confirmação de problemas entre Guiné Bissau-Senegal

BRUIT DE BOTTES A LA FRONTIERE SENEGALO-GUINEENNEBissau demande-t-elle des gages ?

par Madior FALL | SUD QUOTIDIEN , vendredi 16 octobre 2009 | 766 Lectures

Este texto foi traduzido pelo sistema Google contem alguns erros

O exército da Guiné-Bissau tem implantado ao longo da fronteira com o Senegal, disseram fontes transmitido quarta-feira, 14 de outubro passado pelos nossos colegas do Africano Press Agency (APA). Esta situação não se alterou, ontem, quinta-feira, 15 de outubro e é devido a uma disputa por terra na fronteira entre os dois países, Cabo Roxo, é uma justificação, em Bissau.Observadores pensar sobre eles, que o novo governo da Guiné-Bissau exigir salários mais para o seu vizinho poderoso, Senegal.


Guiné-Bissau apreendeu quatro barcos espanhóis

Guiné-Bissau apreendeu quatro barcos espanhóis por reabastecerem no alto-mar

Huelva, Espanha, 21 Out (Lusa) - As autoridades da Guiné-Bissau têm apreendidos, desde 08 de Outubro, quatro navios pesqueiros espanhóis acusados de reabastecer em alto mar, informou hoje a empresa armadora.

A empresa armadora, com base em Huelva (Espanha) disse à EFE que o reabastecimento em alto-mar é "habitual e normalmente não problemático" pelo que não entende a decisão das autoridades guineenses.

Trata-se de quatro navios com sede em Huelva e um outro no Município de Lepe, formados por tripulações de espanhóis, guineenses e senegaleses.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Guiné-Bissau: Juízes amaçados de morte

Guiné-Bissau: Juízes amaçados de morte em carta anónima
2009-10-21 11:36:28
Bissau– Os Juízes afectos ao Tribunal Regional de Bissau foram ameaçados de morte numa carta anónima envida esta terça-feira, a esta instância judicial.
A PNN teve acesso à referida carta, que dizia que «juízes marcaram julgamentos para condenar os inocentes e coitados». Na mesma carta, os autores advertiram os magistrados judiciais a zelarem pela sua integridade física, porque os tribunais encontram-se desprovidos de meios de protecção e de segurança para os próprios magistrados.

Na carta intitulada «aviso sério», pode ler-se ainda em língua crioula: «djuises bó djiru cu bo cabeças. Ali kè cu-bo-na peradu cuel», ou seja «juízes estejam atentos com as vossas integridades físicas, aqui está o material com que vos esperamos». As ilustrações de um revólver e de um relógio acompanham a carta.

Os autores da carta escrevem ainda: «jamais feita justiça, aqui, aqui, aqui» fim da citaçao.
A ameaça aos juízes acontece na véspera do início da audiência, discussão e julgamento de um caso de desvio de mais de 35 milhões de francos cfa, do Banco Regional de Solidariedade (BRS), por um dos funcionários desta instituição bancária.

De recordar que no passado dia 12 de Outubro, dia Nacional de Justiça, o titular da pasta, Mamadu Saliu Djalo Pires, havia afirmado que a ineficácia da Justiça na Guiné-Bissau tem afectado o funcionamento regular das instituições do Estado o que igualmente se tem reflectido na vida colectiva dos guineenses.

Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

Senegal ausente na reunião com Guiné-Bissau

Senegal ausente na reunião com Guiné-Bissau
2009-10-21 17:51:44
Bissau - Por razões não reveladas, a delegação senegalesa que deveria tomar parte na reunião proposta pela Guiné-Bissau, e que estava marcada para esta quarta-feira, não compareceu, inviabilizando assim o encontro.
Toda a delegação guineense estava presente. São Domingos, sede do encontro programado, apresentava uma grande movimentação política. Os governadores das regiões de Cahceu, Oio e Gabu, regiões que fazem parte da fronteira com o Senegal, já se encontravam no local nas primeiras horas do dia.

Os presentes foram surpreendidos com a informação de que a delegação senegalesa não estaria presente. Em declarações à PNN, o governador da região de Gabu, Pedro Embaló, igualmente porta-voz da delegação guineense, do suposto encontro, considerou normal a ausência da parte senegalesa, que, na sua opinião, poderá estar relacionada com razões de concertação interna. Acredita que nada está perdido e que poderá ser marcado um novo encontro entre as partes para que seja encontrada uma plataforma de entendimento sobre o assunto.

Neste momento, no campo militar, o clima continua tenso. Nos últimos dias, as duas partes aumentaram dispositivos na zona em litígio. Contudo, não se regista, por enquanto, nenhuma restrição de passagem de cidadãos dos dois países na fronteira, norte onde se assiste à actual crise. Na cidade de São Domingos, a mais próxima do Senegal, o mercado funciona normalmente, apesar da presença extraordinária das tropas guineenses no local.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Caracas e Bissau vão cooperar

Caracas e Bissau vão cooperar no combate ao narcotráfico

Caracas, 21 Out (Lusa) - A Venezuela e a Guiné-Bissau assinaram na terça-feira sete novos acordos bilaterais em áreas como o combate ao narcotráfico e prevenção do consumo ilegal de droga, educação básica e universitária, energia, minas, saúde e agricultura.

Os acordos foram assinados em ocasião da visita oficial que o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior realiza àquele país latino-americano.

Um dos acordos, assinado pelo ministro de Saúde Pública guineense, Camilo Simões Pereira, e o director do Gabinete Nacional Anti-drogas (ONA) da Venezuela, coronel Néstor Reverol, prevê a cooperação em matéria de prevenção do consumo e ao combate ao tráfico ilícito de estupefacientes, substâncias psicotrópicas e delitos conexos.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Televisão venezuelana

Televisão venezuelana vai transmitir em português para a Guiné-Bissau, Angola e Moçambique

Caracas, 19 Out (Lusa) - A estação de televisão estatal venezuelana Telesur prevê iniciar, em breve, a emissão de noticiários em língua portuguesa para a Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, no âmbito das intenções dos governos de África e América do Sul de impulsionar a cooperação "Sul-Sul".

Segundo fontes daquela estação televisiva, os noticiários vão ser retransmitidos localmente através das estações de televisão públicas daqueles países, na sequência de diversos acordos bilaterais, entre eles um "memorando de entendimento" entre a Telesur e a televisão da Guiné-Bissau.

Criada em 2005 e sediada em Caracas, a Telesur é uma estação de televisão informativa que emite em sinal livre e por satélite. Foi criada pelos governos da Venezuela, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Uruguai, e está especialmente orientada para a América do Sul.

Apesar dos desmentidos,Senegal não desiste

Senegal não desiste e tropas guineenses estão alerta
Bissau – Tensão na fronteira norte da Guiné-Bissau e com o Senegal aumenta devido à disputa territorial. Tropas guineenses estão prontas a intervir.
Relatos apontam que tropas senegalesas continuam posicionadas a cerca de dois quilómetros da fronteira, para o interior da Guiné-Bissau, mais concretamente em Sucudjak, da parte guineense, e Cap Roxo, da parte senegalesa. A referência é o marco 184, definido pela convenção franco-portuguesa, assinada em 1886.

Ao abrigo desta convenção e a da inalterabilidade dos limites fronteiriços expressada pela Carta da então OUA (Organização da Unidade Africana), a Guiné-Bissau tem soberania na parcela em causa. Mas, a verdade, é que a presença senegalesa naquela localidade, à força, aparenta algum sinal de peso, ou a reivindicação de alguma «legitimidade» política, se não comercial do espaço em causa.

São suposições que devem ser levadas em conta, pois representam razões para preocupação. Foi a partir deste limite fronteiriço, traçado apenas pela parte senegalesa, que se baseou o acordo de exploração conjunto de 1993, e que termina em 2013, ditando a famosa e contestada aritmética percentual de 85 por cento para o Senegal e 15 por cento para Guiné-Bissau da exploração de petróleo.

Se esta divisão convence ou não, o certo é que a Guiné-Bissau perdeu na Justiça, mediante o então diferendo sobre a matéria. Agora, numa altura em que se aproxima mais uma fase de discussão, em 2013, instalou-se a polémica.

Enquanto na esfera política e diplomática não se registam ainda resultados que possam conduzir a um consenso, no campo militar a tesnão continua a dominar o clima na linha fronteiriça norte do país.

Informações disponíveis apontam para que, neste momento, se encontra mais de um batalhão de tropas no perímetro de Sucudjak, zona de grande tensão militar. Os senegaleses dizem que para já que não vão arredar pé, o que levou as tropas da Guiné-Bissau a colocarem-se numa posição de máximo alerta, esperando autorização para intervir. Da parte senegalesa também aumentou o dispositivo militar na zona.

Entretanto, numa iniciativa para conter a situação militar, a Guiné-Bissau propôs um encontro com a parte senegalesa ainda esta semana, em São Domingos, em que deverão tomar parte os Governadores das regiões situadas nos limites da fronteira entre os dois países. Deste encontro, espera-se que seja encontrada uma plataforma de entendimento.

Lassana Cassamá
(c) PNN Portuguese News Network

Tensão entre Guiné e Senegal

NOTICIA DA RADIO RENASCENCIA
Lisboa
Tensão entre Guiné e Senegal
I











A Guiné-Bissau manda tropas para o norte do país junto à fronteira com o Senegal.

Em causa está, mais uma vez, a disputa territorial naquela região.

Do lado guineense não é avançado qual o número de tropas enviadas, mas as autoridades dos dois países já vieram negar os relatos de existência de disputas que estão a ser divulgados por alguns órgãos de comunicação social.

A Guiné-Bissau e o Senegal têm uma longa história de disputa territorial na fronteira que separa os dois países.

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

CEDEAO impôs embargo total

de armas e munições

por Lusa Hoje
O Presidente da República da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse domingo que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiu impor um embargo total de armas e munições à Guiné-Conacri.

"Além de um embargo total de armas e munições, a organização decidiu manter a suspensão da Guiné-Conacri na CEDEAO e criação de uma nova entidade que terá como responsabilidade organizar eleições e consequentemente definir um período de transição para realizar eleições", afirmou Malam Bacai Sanhá.

"É o essencial do nosso encontro", disse o chefe de Estado guineense, após regressar de Abuja, onde participou, sábado, na cimeira extraordinária da CEDEAO sobre a Guiné-Conacri.

Num comunicado, a CEDEAO afirma que "depois das atrocidades cometidas, decidiu impor um embargo de armas à Guiné" e pediu que seja instaurada uma "nova autoridade para assegurar uma transição breve e pacífica da ordem constitucional".

Na passada quarta-feira, a CEDEAO advertiu que poderá impor sanções ao chefe da junta militar no poder desde Dezembro, Mussa Dadis Camará, se não renunciar a candidatar-se às próximas eleições no país



Guiné participa em hidroeléctrica
de 1.000 milhões de euros


19/10/09, 01:00
O Projecto Energia da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia, a OMVG, vai avançar dentro de uma parceria público-privada.
O aproveitamento hidroeléctrico envolve investimentos de 1.000 milhões de euros e prevê a construção de duas barragens hidroeléctricas em Kaleta, na Guiné-Conakry, e em Samba Galo, no Senegal.

O conjunto destas unidades terá uma capacidade de produção de 328 MW. O projecto inclui a construção de uma linha de inter-conexão de 1.677 quilómetros, que ligará o conjunto dos quatro países membros que integram a organização: Guiné-Conakry, Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal.

A conferência com os potenciais investidores privados neste projectos realizou-se a meio de Outubro em Dakar, foi liderada pelo ministro dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau, Óscar Barbosa, e constituiu um marco neste projecto.

Pela primeira vez, foi possível um entendimento dentro de uma parceria público-privada, tendo ficado definido que em matéria de construção das duas hidroeléctricas e respectivas centrais será o sector privado a assumir a responsabilidade, enquanto que a construção da linha de interconexão que transportará e distribuirá pelos quatro países a energia produzida, bem como a componente ambiental e social, o seguimento e avaliação das obras, para além da assistência técnica serão confiadas aos Estados-membros da OMVG.

O sector privado fará um investimento global neste projecto da ordem dos 400 milhões a 480 milhões de euros e assumirá alguns dos factores de risco.

Fonte da OMVG disse que os parceiros privados estão disponíveis para intervirem num quadro de um "design build operate", desde que sejam clarificados aspectos como a reorganização das redes de interconexão, a re-estruturação das sociedades de electricidade dos países membros, a harmonização da regulamentação quanto à regulação, as tarifas, as garantias de pagamento de electricidade consumida, e o controlo e gestão das redes de transporte por uma entidade especializada.

Domingo, 18 de Outubro de 2009

Hoje é Domingo vamos à música (nha criason)

Si Mortu Tem Di Leban by Dulce Neves Guiné-Bissau

Mercedes Sosa en Cosquin 2007- Razon de vivir

Presidente da Guiné-Bissau em cimeira da CEDEAO na Nigéria

Bissau, 16 Out (Lusa) -- O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, viaja hoje para a Nigéria onde participará, no sábado, na cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a situação na Guiné-Conacri e no Níger.

Sábado termina o prazo dado ao líder da Junta Militar que governa a Guiné-Conacri, o capitão Moussa Dadis Camará, pelo Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), para que diga oficialmente e por escrito que não se candidata às eleições presidências guineenses de 31 de Janeiro.

Os chefes de Estado da CEDEAO irão analisar sanções a aplicar ao líder da Junta Militar de Conacri caso este não respeite o ultimato da União Africana.

Primeiro-ministro guineense

Primeiro-ministro guineense aposta em Cuba e na Venezuela

Hoje

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Junior, inicia amanhã uma visita à Venezuela no quadro das relações de cooperação bilateral entre os dois países, segundo uma nota à imprensa do gabinete do chefe do governo guineense.

"O primeiro-ministro deixa Cuba domingo com destino à Venezuela onde inicia uma visita de Estado entre 18 e 21 de Outubro", refere a nota ontem divulgada.

"Esta visita será uma oportunidade para o chefe do Governo guineense passar em revista com as autoridades venezuelanas o acordo de cooperação bilateral assinado em Fevereiro de 2008 com Caracas nos domínios da energia, economia, educação e cultura", refere o gabinete.

Segundo a nota divulgada à imprensa, vai ainda ser "estudada a possibilidade de uma cooperação triangular entre a Guiné-Bissau, Venezuela e Cuba nos domínios da educação e saúde".

Carlos Gomes Junior segue para a Venezuela a partir de Cuba, país que visita oficialmente desde segunda-feira.

Segundo a agência de notícias cubana, durante a sua estada em Havana, o primeiro-ministro guineense reuniu-se com o vice-presidente cubano Machado Ventura, com quem "conversou sobre diversos temas de interesse".Os dois países mantêm relações de cooperação desde 1974.

Sábado, 17 de Outubro de 2009

Presidência garante normalidade na zona da fronteira com Senegal

Bissau- A presidência guineense anunciou hoje que a situação na fronteira entre a Guiné-Bissau e o Senegal "é de normalidade" e que as autoridades fronteiriças dos dois países devem reunir-se na próxima semana para analisar "eventuais diferendos".


Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Presidente da Guiné-Bissau, Agnelo Regalla, afirmou que essa era a principal conclusão do encontro realizado hoje na presidência da República, entre o chefe de Estado, Malam Bacai Sanhá, com alguns ministros e as chefias militares.

Nos últimos dias, viveu-se alguma tensão na zona da fronteira norte da Guiné-Bissau e o sul do Senegal, com notícias que indicavam a presença de soldados do Senegal numa parcela do terreno da Guiné-Bissau.

Fonte militar admitiu quinta-feira que a guarda fronteiriça estava em estado de alerta na região de São Domingos, a 25 quilómetros de Ziguinchor, capital de Casamance.

Hoje, Malam Bacai Sanhá convocou uma reunião para ouvir dos seus emissários ao Senegal (o ministro da Defesa, Artur Silva e o director do seu gabinete, Alberto Batista) o que conversaram com o presidente senegalês em relação à situação na fronteira.

De acordo com Agnelo Regalla, os dois emissários do presidente guineense foram tranquilizar o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, de que não existem bases dos independentistas de Casamance em território da Guiné-Bissau.

"Foram informar o Presidente Wade das diligências feitas pelas nossas autoridades em relação aos problemas da fronteira que apontavam para a existência de algumas bases rebeldes no nosso território o que após as mesmas diligências não se confirmou ser verdade", disse Regalla.

Ainda segundo o porta-voz da presidência guineense, Malam Bacai Sanha aproveitou a oportunidade para informar aos presentes que propôs ao seu homólogo senegalês a realização de um encontro na próxima semana, em São Domingos, entre as autoridades fronteiriças dos dois países para que possam ser "dirimidos eventuais problemas".

"O Presidente propôs ao Presidente do Senegal que fosse realizada uma reunião entre as autoridades fronteiriças da Guiné-Bissau e da República do Senegal, encontro que deverá decorrer em princípio na próxima semana, em São Domingos", a cerca de 100 quilómetros de Bissau, indicou Agnelo Regalla.

"O encontro visará, naturalmente, debater e procurar sanar eventuais problemas que possam existir ao nível da fronteira", precisou o porta-voz da presidência guineense.

Agnelo Regalla sublinhou que o presidente da Guiné-Bissau lembrou que o país deve manter uma postura que possa conduzir a uma solução pacífica em relação ao conflito de Casamance, onde uma rebelião armada luta há mais de 20 anos pela independência desta região do Senegal.

Questionado sobre se existe ou não violação ou ocupação do território da Guiné-Bissau pelo exército senegalês, o porta-voz da presidência guineense desmentiu tal facto, mas sublinhou que têm ocorrido incidentes entre os rebeldes e militares do Senegal, no território senegalês.

"Neste momento não se pode afirmar que haja violações. Têm ocorrido incidentes no território senegalês, entre alas do Movimento das Forças Democráticas de Casamance (MFDC) e militares do Senegal, nada que tenha haver com o território da Guiné-Bissau. Na eventualidade de problemas que possam subsistir serão analisados nesse encontro entre as autoridades dos dois países", esclareceu Regalla.

"A delimitação da fronteira foi feita de acordo com normas internacionais, mas em caso de existir qualquer violação da fronteira essa questão será dirimida de forma pacífica entre as partes", acrescentou Regalla respondendo à questão sobre a existência de uma base militar do exército senegalês e construções de unidades hoteleiras no território guineense.

"Não há qualquer tensão militar entre a Guiné-Bissau e o Senegal. As coisas decorrem de forma normal, sendo tomadas as preocupações normais tendo em conta os incidentes que têm ocorrido junto à nossa fronteira, mas sempre em território do Senegal", disse ainda o porta-voz.